Em
2021, assumiu a coordenação do primeiro projecto de jornalismo em crioulo
(cabo-verdiano e guineense) desenvolvido por um órgão de comunicação social
português (o jornal online “Mensagem de Lisboa”).
Filha
de pai guineense e mãe cabo-verdiana, iniciou a sua carreira musical em 1997 no
coro gospel brasileiro Rejoicing Mass em São Paulo, cidade onde estudou Jornalismo.
Em
2001, regressou à Guiné-Bissau, onde trabalhou como jornalista para a RTP,
e também na área da comunicação para o desenvolvimento.
Regressou
à música em 2005, quando se juntou à Orquestra Super Mama Djombo.
Mudou-se
para Portugal em 2011, onde lançou o seu primeiro disco, “Mindjer”. Após
o lançamento do disco, fez várias digressões internacionais, entre elas o Atlantic
Music Expo, em 2015, e o Mercado de Visa for Music.
Em
2015, em discordância com o então presidente guineense, José Mário Vaz, pela
demissão do Governo eleito, co-fundou a Mulheres da Guiné-Bissau
levantemo-nos, uma organização da sociedade civil guineense constituída
exclusivamente por mulheres, cujo trabalho se foca nas questões da paz,
estabilidade e legalidade na Guiné-Bissau, trazendo para o debate nacional os
temas da boa governação, da democracia, dos direitos humanos e de género, e
denunciando decisões e práticas vigentes no país, que afrontem a democracia e o
Estado de Direito.
Em
2019, Gomes foi uma das estrelas de abertura do festival de música Over the
Border, em Bona.
Em
2021, enquanto jornalista, assumiu a coordenação do primeiro projecto de
jornalismo em crioulo (cabo-verdiano e guineense) desenvolvido por um órgão de
comunicação social português, “Mensagem”. O projecto de jornal online é
realizado em parceria com o site Lisboa Criola, de Dino D’Santiago. Este
projecto foi um dos 12 seleccionados pelo programa europeu Newspectrum
para receber uma bolsa.
Karyna
Gomes trabalhou em vários órgãos de comunicação, tais como a RTP,
diversas rádios locais na Guiné-Bissau, A Semana, em Cabo Verde, e a Associated
Press.
Em
2005, na Guiné-Bissau, juntou-se à Orquestra Super Mama Djombo, com a
qual fez várias digressões.
Em
Portugal, lançou em 2014, o seu primeiro disco, intitulado “Mindjer”.
Em
2015, participou no festival MED, em Loulé, e em 2016 participou no Festival
Músicas do Mundo, em Sines. Ainda em 2015, sendo madrinha do Observatório
Nacional dos Direitos da Criança, cantou no centro de Bissau num espectáculo
gratuito para assinalar o Dia Mundial da Luta contra o Trabalho Infantil.
Em
22 de Novembro de 2018, deu um concerto no Instituto Francês em Abidjan,
cujas receitas reverteram para o projecto Npili da Fundação Atena, com o
objectivo de financiar a construção de um complexo escolar para meninas
bissau-guineenses. Ainda em 2018, participou nas Festas do Mar,
promovido pela Câmara Municipal de Cascais.
Em
2021, lançou o seu segundo álbum, “N’Na”, apresentado em festivais como
o Marés de Agosto, Festa do Avante!, e no Centro Cultural da
Malaposta, no âmbito do ciclo Sons de África no Feminino.
A
cabaça de tina é um dos instrumentos centrais da música de Karyna Gomes, um
instrumento tradicional assente na cultura feminina do século XVII nas
primeiras cidades da Guiné-Bissau.
Em
2014, recebeu o prémio de intérprete de destaque do Governo da Guiné
Bissau, durante a I Gala da Guineendadi.
Em
2019, foi distinguida pelo African Entertainment Awards USA como Melhor
Artista Feminina dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

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