quinta-feira, 30 de abril de 2026

20 DE ABRIL - MICHAEL SMITH

EFEMÉRIDE - Michael John Smith, astronauta e capitão da Marinha dos EUA, falecido na tragédia do ónibus espacial Challenger em Janeiro de 1986, nascera em Beaufort no dia 30 de Abril de 1945. Morreu em Cabo Canaveral, em 28 de Janeiro de 1986.

Em 1963, graduou-se na Escola Preparatória Beaufort na Carolina do Norte, em 1967 obteve a licenciatura em Ciências Navais da Academia Naval dos Estados Unidos e, em 1968, diplomou-se em Engenharia aeronáutica. Ali foi designado ao Comando de Treinamento de Aviões de Reacção Avançada (VT-21), onde ofereceu os seus serviços como instrutor desde Maio de 1969 até Março de 1971.

Nos seguintes dois anos, Smith voou no A-6 Intruders e completou uma missão no Vietname no Esquadrão de Ataque 52 a bordo do USS Kitty Hawk.

Em 1974, completou os seus estudos na Escola de Piloto de Teste Naval dos Estados Unidos e foi designado para a Directoria de Provas de Aeronaves de Ataque em Patuxent River, Maryland, para trabalhar nos sistemas de guia dos mísseis A-6E TRAM y CRUISE.

Em 1976, regressou à Escola de Piloto de Teste e completou um período de 18 meses como instrutor.

Desde Patuxent River, Smith foi designado ao Esquadrão de Ataque 75 onde trabalhou como oficial de manutenção e operações e completou duas excursões a bordo do USS Saratoga.

Michael Smith voou em 28 tipos de aviões civis e militares, registando um total de 4 877 horas de voo.

Smith foi seleccionado pela NASA como candidato a astronauta em Maio de 1980 e, em Agosto de 1981, completou um ano de treinamento e avaliação, qualificando-se como piloto elegível para qualquer missão futura do ónibus espacial.

Na NASA, trabalhou como comandante do Laboratório de Aviónica e Integração do ónibus Espacial, Chefe Substituto da Divisão de Operações de Aeronaves, Assistente Técnico do Director e Director de Operações de Voo; também foi designado à Agência de Astronautas e ao Grupo de Desenvolvimento e Prova.

Smith foi designado como piloto para a missão STS 51-L do Challenger que descolou do Centro Espacial John F. Kennedy, Flórida, às 11h38min00 EST (16h38min00 UTC) em 28 de Janeiro de 1986.

A tripulação do Challenger estava integrada da seguinte maneira: o comandante Francis Scobee; os especialistas da missão, Ronald McNair, Judith Resnik e Ellison Onizuka; o especialista de carga Gregory Jarvis e a especialista de carga civil Christa McAuliffe.

Os sete tripulantes faleceram instantaneamente aos 73 segundos do lançamento do Challenger devido a uma infiltração de gases provenientes de um anel defeituoso do foguete de propulsão sólido direito. Isto provocou uma explosão, que desintegrou a nave imersa numa bola de fogo.

O módulo da cabine sobreviveu intacto e se desprendeu da explosão para cair no mar durante 2 minutos e meio desde uma altura de 15 240 metros. A NASA havia estimado as probabilidades de um acidente catastrófico durante o lançamento (o momento mais perigoso do voo espacial) numa proporção de 1 a 438.

Este acidente, o mais impactante na história da exploração espacial, prejudicou seriamente a reputação da NASA como agência espacial e a proposta da participação de civis, promulgada por Ronald Reagan e concretizada com a professora do ensino primário Christa McCauliffe jogou por terra todas as estruturas administrativas e de segurança.

A NASA suspendeu temporariamente os seus voos espaciais tripulados até 29 de Setembro de 1988.

Smith recebeu a Cruz na Distinção em Voo da Marinha, três Medalhas Aéreas, treze Medalhas de Voo de Ataque, a Medalha ao Mérito da Marinha, a Menção da Unidade Naval e a Cruz Vietnamita de Valentia com a Estrela de Prata. Smith recebeu ainda a Medalha de Distinção ao Serviço da Defesa e o seu nome foi dado a uma cratera no lado oculto da Lua, na região da grande cratera Apollo, como homenagens póstumas.

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