Revolucionou
as práticas para o tratamento racional de animais vivos em fazendas e abatedores.
Bacharel
em Psicologia pelo Franklin Pierce College e com mestrado em Zootecnia
na Universidade Estadual do Arizona, é Ph.D. em Zootecnia,
desde 1989, pela Universidade de Illinois. Hoje ministra cursos na Universidade
Estadual do Colorado a respeito de comportamento de rebanhos e projectos de
instalação, além de prestar consultoria para a indústria pecuária em manejo,
instalações e cuidado de animais.
À
data de Outubro de 2016, ela é a mais bem-sucedida e célebre profissional
norte-americana autista, altamente respeitada no segmento de manejo pecuário.
Então,
na juventude, criou a “máquina do abraço”, uma engenhoca para lhe
pressionar como se estivesse sendo abraçada e que a acalmava, assim como a
outras pessoas autistas. A sua vida foi tema do filme “Temple Grandin”,
em 2010, quando ela foi mencionada pela revista “Time” na lista das 100
pessoas mais influentes do mundo, na categoria dos “Heróis”.
Temple
tornou-se uma profissional extremamente bem-sucedida. Projecta equipamentos e
instalações para a pecuária. Todos os corredores e currais que desenha são
redondos, pois o gado tem mais facilidade em seguir um caminho curvo - primeiro
porque, não vendo o que há no fim do caminho, fica menos assustado; segundo
porque o desenho curvo aproveita o comportamento natural do animal, que é
descrever círculos. Ela faz uma analogia: com as crianças autistas é preciso
agir do mesmo modo, isto é, trabalhando a favor delas, ajudando-as a descobrir
e desenvolver os seus talentos ocultos. Ela já escreveu mais de 400 artigos
publicados em revistas científicas e periódicos especializados, tratando de
manejo de rebanho, instalações e cuidados dos animais.
Visitando
a fazenda de sua tia Ann no Arizona em 1966, Temple inicia o seu primeiro contacto
com animais, que influenciariam a sua vida e carreira. O brete de contenção de
bovinos a inspirou na construção de um aparelho para si própria para se
refugiar de seus frequentes ataques de pânico.
Importante
ressaltar que a sua mãe, Anna Eustacia Purves, a despeito da recomendação
médica de interná-la numa instituição psiquiátrica, insistiu em
proporcionar-lhe educação formal. Depois, ao se encontrar numa escola para
crianças superdotadas, é encorajada por seu professor de Ciências, o Dr.
Carlock, o qual percebe o seu talento em «pensar imagens e conectá-las»,
e a incentiva a prosseguir a sua educação numa universidade.
Numa
entrevista para o “The New York Times”, Grandin falou sobre celibato por
conta da sua idade.

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