sexta-feira, 9 de março de 2007

EFEMÉRIDE - Charles Bukowski, romancista e poeta americano, de origem polaca, morreu em Los Angeles, no dia 9 de Março de 1994, vítima de leucemia. Nascera em Andernach, na Alemanha, em 16 de Agosto de 1920, mas a família mudou-se para os Estados Unidos, quando ele tinha apenas três anos. Foi vítima continuada dos maus-tratos do pai, que era alcoólico, e herdou o seu vício desde a adolescência. Aos 16 anos, enfrentou o pai e os dois bateram-se, bêbados, sob o olhar assustado, mas passivo, de sua mãe. Com relações difíceis com toda a gente, ele tornou-se, a pouco e pouco, um excluído e um rejeitado da sociedade, que só se fazia notar por ser muito feio. Como paliativo, descobriu a escrita e a poesia.
Apesar de ter estudado Jornalismo, nunca exerceu esta profissão. Teve uma vida muito atribulada, em que se misturaram o álcool, a escrita – sobretudo obscena - e várias profissões, desde a de carteiro até à de empregado de armazém, passando por condutor de camiões.
Bukowski começou a escrever poesia, bastante novo (1935), mas só publicou o primeiro livro, vinte anos mais tarde. Em 1962, passou a escrever também prosa, privilegiando experiências de vida e aspectos autobiográficos. Em 1971, publicou o livro “O carteiro”, reflexo da sua actividade nos correios. Ao todo, escreveu mais de cinquenta livros e milhares de “publicações de cordel”.
Durante vários anos, uma das suas actividades principais foi a leitura de poemas, em eventos culturais e em universidades. Embebedava-se antes de cada sessão e, depois, alternava a declamação de poemas com asneiras e insultos. Os espectadores gostavam e vibravam com o espectáculo. Bukowski passou a consagrar-se inteiramente à literatura.
Nos anos 1980, tornou-se finalmente célebre, convivendo com muitos artistas, passando a viver um pouco mais calmamente, rodeado de gatos e escrevendo vários poemas por dia. O dinheiro que ganhava, esse, continuava a gastá-lo em vinho e também em apostas de cavalos.

quinta-feira, 8 de março de 2007

EFEMÉRIDE - João de Deus de Nogueira Ramos, poeta e pedagogo, nasceu em São Bartolomeu de Messines, no dia 8 de Março de 1830. Faleceu em Lisboa, em 11 de Janeiro de 1896, sendo sepultado no Panteão Nacional. Em virtude das dificuldades económicas dos pais, não pôde seguir logo a carreira universitária. Começou por estudar Latim e ingressou no Seminário de Coimbra, que era então o local onde os mais pobres podiam prosseguir os estudos. Aos 20 anos, porque a vida eclesiástica não o atraía, ingressou na Universidade de Coimbra, para estudar Direito. Teve uma vida atribulada no que respeita aos estudos, levando dez anos para completar o curso. Logo que entrou na Universidade, começou a escrever poemas, que circulavam em folhas manuscritas e eram vendidas para obter o dinheiro necessário para sobreviver. Os primeiros poemas que se lhe conhecem são de 1851 e foram publicados na Revista Académica. João de Deus era uma pessoa triste e com carácter passivo. Eram os amigos e colegas de estudo que o ajudavam a publicar as poesias na imprensa da época. Em virtude destas publicações, a sua reputação de poeta foi crescendo. Depois de acabar a licenciatura, ficou ainda em Coimbra, mas dedicando-se mais à literatura do que à advocacia. Colaborou em vários jornais e esteve mesmo em Beja, como redactor do periódico “Bejense”. Dois anos depois, regressou à sua terra natal, mas em breve partia para Lisboa. Na capital, passou privações, mas nem por isso procurou uma forma estável de ganhar a vida, apesar de trabalhar imenso. Frequentava cafés e tertúlias, fazia traduções e escrevia sermões e hinos para cerimónias religiosas. Numa daquelas tertúlias, nasceu a ideia de tentar a eleição de João de Deus para deputado das Cortes o que, embora com dificuldade, veio a acontecer em 1868. Pretendia-se desse modo que ele ganhasse o suficiente, de modo seguro, para viver decentemente. João de Deus “deixou-se ir” a contraposto. A “aventura” apenas duraria um ano e o poeta só viria a garantir a sua estabilidade económica por intermédio do casamento, com uma de senhora de boas famílias. Começou então a publicar as suas obras de um modo mais sistemático.Envolveu-se também nas campanhas de alfabetização, escrevendo a Cartilha Maternal e o "método de ensinar a leitura às crianças", que o viria a distinguir como grande pedagogo e que seria adoptado como método nacional de ensino da língua portuguesa. Escreveu vários "livros de apoio aos professores" e tornou-se numa das figuras mais populares do fim do século XIX, em Portugal. Foi agraciado com a grã-cruz da Ordem de Santiago da Espada pelo rei D. Carlos. João de Deus escreveu também fábulas e obras destinadas ao Teatro. Das escolas onde se ensinou, segundo o seu método, ainda resta a Associação de Jardins-escola João de Deus, uma Instituição Particular de Solidariedade Social dedicada à educação e à cultura, com cerca de um milhar de pessoas ao seu serviço, repartidas por cerca de 40 escolas.

Evite ser (completamente) viciado pela Internet


quarta-feira, 7 de março de 2007

EFEMÉRIDE Joseph Maurice Ravel, compositor e pianista francês, nasceu em Cibourne, no dia 7 de Março de 1875. Morreu em Paris, em 28 de Dezembro de 1937, vítima das consequências de um acidente de táxi ocorrido cinco anos antes. Nestes 5 últimos anos de calvário, manteve as suas capacidades de inteligência, mas foi a pouco a pouco perdendo as suas capacidades motoras, continuando a pensar a sua música, mas já sem a conseguir escrever, nem tocar, nem mesmo falar.
Criança ainda, começou a interessar-se pela música, tendo estudado piano a par dos estudos convencionais. Foi inscrito no Conservatório de Paris aos catorze anos, estudou sozinho entre 1895 e 1898 e voltou ao Conservatório neste último ano. Celebrizou-se em todo mundo com Bolero, ainda hoje a música francesa mais tocada em todo o mundo. Para Ravel, no entanto, esta música não poderia existir sem a presença de bailarinos. Aliás, a musa inspiradora foi a sua amiga, dançarina e mecenas russa, Ida Rubinstein.
A obra mais monumental de Ravel foi, no entanto, Daphnis et Chloé, uma sinfonia que evoca a Grécia antiga, feita a pedido de Serge de Diaghilev, para os Ballets Russos.
O ano de 1928 foi o da sua consagração, tendo efectuado uma grande tournée de concertos pelo Canadá e pelos Estados Unidos, com grande sucesso. Encontrou-se com o então jovem George Gershwin, músico que ele muito apreciava, autor da Rhapsody in Blue, e ficou fascinado com a música popular americana. Escreveu, ao longo da vida, 111 obras, das quais 86 originais e 25 adaptações.
Em 1935, já bastante incapacitado, fez - por sugestão de Ida Rubinstein, uma derradeira viagem por Espanha e Marrocos. Depois, em 1937, ainda lhe foi feita uma derradeira operação cirúrgica ao cérebro, mas o destino estava marcado - não chegaria aos 62 anos. Com ele desaparecia um músico, que tendo sabido renovar a composição musical, nunca renunciara aos princípios herdados dos clássicos.
TELEFONES

Notícia publicada recentemente num jornal londrino:
"Após cavar a 100 metros de profundidade em solo britânico, cientistas ingleses acharam vestígios de fios de cobre, com cerca de 500 anos, e concluíram que seus antepassados já possuíam uma rede de telefones".

Na semana seguinte, para não ficarem para trás, os franceses cavaram 200 metros de profundidade nos subúrbios de Paris, e a manchete dos jornais deles foi a seguinte:
"Após escavar a 200 metros em solo parisiense, cientistas franceses encontraram vestígios de fibra gótica, com 600 anos, e concluíram que seus antepassados já possuíam uma rede de telefónica de alta qualidade".

Daí, os portugueses, dias depois, resolveram cavar a 300 metros de profundidade em terras portuguesas, e logo os jornais de Lisboa noticiaram o seguinte:
"Após escavações a 300 metros de profundidade em solo lusitano, e sem nada encontrar, cientistas portugueses concluíram que os seus antepassados já utilizavam telemóveis há 700 anos".
A CRISE NAS ESCOLAS…

Garoto à professora:
- Não quero alarmá-la, mas ATENÇÃO... O meu pai diz que se as minhas notas não melhorarem, alguém vai levar uma sova!

terça-feira, 6 de março de 2007

EFEMÉRIDE - Maria Helena Vieira da Silva, célebre pintora portuguesa, naturalizada francesa em 1956, faleceu em Paris, no dia 6 de Março de 1992. Nascera em Lisboa, no dia 13 de Junho de 1908.
Demonstrando grande inclinação para as artes desde muito nova, aprendeu pintura e desenho na Academia das Belas Artes de Lisboa, tendo estudado igualmente escultura e gravura. Trabalhou também em tapeçaria e vitrais.
Foi para Paris com vinte anos, acompanhada de sua mãe. Aí conheceu o pintor húngaro Árpád Szenes, com quem se viria a casar em 1930, ano em que expôs as suas pinturas em Paris. Ilustrou histórias para crianças, escrevendo mesmo uma delas em 1933.
Depois de breve passagem por Lisboa, percorreu a América Latina, durante e após a Segunda Guerra Mundial (o marido era judeu e perseguido pelos nazis). Esteve um largo período no Brasil, onde participou em várias exposições. Voltou depois para Paris, onde trabalhou o resto da vida.
Maria Helena Vieira da Silva é considerada um dos maiores artistas de arte abstracta do pós-guerra, se bem que a sua pintura não seja puramente abstracta.
As suas obras foram expostas em numerosos locais através do mundo, tendo ganho vários prémios, entre eles um na Bienal de São Paulo, em 1961.
Recebeu em 1966 o Grande Prémio Nacional das Artes do governo francês, sendo a primeira mulher a ser distinguida com tal galardão. Foi nomeada Cavaleiro da Legião de Honra em 1979 e foi eleita membro da Academia das Ciências, das Artes e das Letras em 1984.
Em 1988, recebeu a Medalha da Cidade de Lisboa. Em sua homenagem, foi criada em 1994 a Fundação Árpád Szenes - Vieira da Silva, com sede em Lisboa, onde estão expostas muitas obras do casal.

segunda-feira, 5 de março de 2007

EFEMÉRIDE - António Gonçalves da Silva, mais conhecido por Patativa do Assaré, poeta popular, compositor, cantor e repentista brasileiro, nasceu em Serra de Santana, Assaré, no sul do Ceará, em 5 de Março de 1909. Morreu na sua terra natal, em 8 de Julho de 2002, vítima de pneumonia dupla. Tinha 93 anos.
Cego do olho direito desde os 4 anos de idade, António alfabetizou-se aos doze, frequentando a escola durante apenas quatro meses e começando desde logo a fazer versos. Trocando uma ovelha do pai por uma viola, iniciou-se como cantador e tocador aos 16 anos. Três anos depois, começou a utilizar o pseudónimo de Patativa, como eram conhecidos aqueles que viviam cantando os próprios versos. Patativa é o nome de uma ave que canta maravilhosamente.
Em 1926, viu um poema seu publicado no Correio do Ceará. Com o passar dos anos, foi-se tornando bastante conhecido mas, só em 1956, publicou o seu primeiro livro "Inspiração Nordestina". Publicou depois outras colectâneas, além de diversos folhetos de cordel. Celebrizou-se em todo o Brasil, em 1964, quando Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, gravou uma canção de sua autoria (Triste Partida). Gravou depois, ele mesmo, o disco "Poemas e Canções", em 1979, no mesmo ano em que Rosemberg Cariry produziu o filme "Patativa do Assaré". Depois disso, foram feitos outros filmes, documentários e peças de teatro sobre a sua vida. Na década de 1990, publicou mais alguns livros. Parte da sua obra foi traduzida em diversos idiomas e tornou-se tema de estudo na universidade francesa da Sorbonne. A sua obra abordou sobretudo os valores e os ideais dos camponeses cearenses, com temas sobre a reforma agrária e o quotidiano dos sertanejos. Falou também da beleza e dos contrastes nordestinos. A política serviu-lhe igualmente de mote, tendo sido perseguido por isso pelos militares.
Recebeu inúmeros prémios e distinções, de que se destacam os seus doutoramentos Honoris Causa em, pelo menos, três universidades. Era capaz de fazer sonetos clássicos e, ao mesmo tempo, poesia estritamente popular, guardando tudo na memória.
Quase surdo e cego desde 1999, o grande poeta (que tinha apenas um metro e meio de altura), “disfarçando” as suas incapacidades, costumava dizer, nos últimos anos de vida, que «não escrevia, porque já tinha dito tudo, nada mais tendo para dizer».

domingo, 4 de março de 2007

Tinha de haver uma (boa) razão...

EFEMÉRIDE - Antonio Lucio Vivaldi, um dos maiores compositores de música do período barroco, de nacionalidade italiana, nasceu em Veneza, no dia 4 de Março de 1678. Morreu em Viena, em 28 de Julho de 1741.
Para iniciar a sua carreira musical teve a ajuda do pai, barbeiro mas também um talentoso violinista. Admitido na Orquestra da Basílica de São Marcos, aí se tornou no maior violinista do seu tempo.
Em 1703, Vivaldi foi ordenado padre mas, no ano seguinte, foi dispensado da celebração da Santa Eucaristia, devido à sua saúde fragilizada, tendo então começado a ensinar violino num orfanato feminino. Foi um amor mútuo: as crianças tinha por ele uma enorme admiração e estima e Vivaldi compôs para elas a maioria dos seus concertos, cantatas e músicas sagradas.
Foi autor de mais de 450 concertos (entre os quais, se destaca o muito célebre - “As Quatro Estações”), 46 óperas, várias sinfonias, 73 sonatas, música de câmara e música sacra. A maior parte do seu repertório só viria a ser descoberto no século XX.
Como tantos músicos da sua época, Vivaldi acabou a vida na pobreza. Com graves problemas económicos, viu-se obrigado a vender muitos dos seus manuscritos a preços irrisórios, para custear a sua emigração para Viena. Não se conhecem exactamente os motivos desta deslocação, mas pensa-se que terá querido conhecer Carlos VI, que adorava as suas composições. Vivaldi veio a ocupar as funções de compositor na Corte Imperial. Não teve sorte, porém, pois pouco tempo depois o Imperador morreu e Vivaldi viu-se sem protecção nem dinheiro. Teve de vender, mais uma vez, muitos dos seus manuscritos para poder sobreviver. Faleceu pouco tempo depois.

sábado, 3 de março de 2007

As "maravilhas" das operações para melhorar o visual...
EFEMÉRIDE - Marguerite Duras, de seu nome verdadeiro Marguerite Germaine Marie Donnadieu, escritora e directora de filmes francesa, faleceu em Paris, no dia 3 de Março de 1996. Nascera em Gia Dinh, antiga Indochina Francesa, actual Vietname, em 4 de Abril de 1914.
Estudou Direito em França, licenciando-se em Ciências Políticas. Tornou-se escritora, adoptando como apelido o nome da vila em que se situava a casa de seu pai, que morrera quando ela tinha sete anos. A vida de Duras será uma história entre primaveras e tempestades, entre álcool e aborrecimento, entre palavras e silêncios.
Durante a ocupação alemã, juntou-se à Resistência e só conseguiu escapar de uma emboscada graças à ajuda de François Mitterrand, que seria anos mais tarde presidente da república francesa.
Escreveu peças de teatro, novelas, filmes e narrativas curtas, sendo a sua obra associada ao Movimento Novo Romance e ao Existencialismo. Alguns dos seus livros foram adaptados ao cinema.
Durante o “Maio de 68”, em França, encontramo-la na primeira linha, ao lado dos estudantes contestatários. Descontente com as adaptações feitas das suas obras, passou a dedicar-se ela própria ao cinema. Em 1971, juntamente com Simone Beauvoir e Jeanne Moreau, assinou um Manifesto reclamando a anulação da lei que condenava o aborto. Consumida pelo álcool, fez uma cura de desintoxicação, deixando de beber, mas voltando a mergulhar no vício tempos mais tarde.
Como já havia feito no Teatro, também no Cinema, Duras inovou até ao limite da experimentação. No filme “O Homem do Atlântico”, esse limite foi levado ao extremo, com uma sequência de trinta minutos, em que apenas a sua voz é ouvida sobre uma imagem completamente negra.
Em 1981, para o romance “A Doença e a Morte”, já necessitou de alguém a quem o ditar. Nova cura de desintoxicação em 1982. Em 1984, publicou o romance “O Amante”, que ganhou o célebre Prémio Goncourt e foi um êxito em todo o Mundo.
De novo prisioneira do álcool, tentou dar uma explicação para o seu vício, no livro “Vida Material”. Morreu em Paris, a um mês de completar oitenta e dois anos. Era um domingo, oito horas da manhã.

sexta-feira, 2 de março de 2007

EFEMÉRIDE - Serge Gainsbourg, de seu verdadeiro nome Lucien Ginzburg, autor-compositor-intérprete, actor, cineasta e cantor francês, morreu em Paris no dia 2 de Março de 1991, com o coração enfraquecido por muitos excessos. Já tivera uma crise cardíaca em 1973, a que se seguiram outras quatro, mas continuava a beber e a fumar como um louco. Nascera, também em Paris, em 2 de Abril de 1928. Durante a ocupação alemã, foi obrigado a usar a “estrela amarela” sobre a roupa, designativa de ser de origem judaica.
Escreveu canções para diversos intérpretes, de que se destacam Juliette Gréco, Françoise Hardy, France Gall, Petula Clark, Dalida, Nana Mouskouri, Brigitte Bardot, Catherine Deneuve, Isabelle Adjani e Jane Birkin, sua mulher.
Adoptou o nome artístico desde a década “50” e gravou o primeiro disco em 1958. Em 1965, ganhou o Concurso da Eurovisão da Canção, em Nápoles, com “Poupée de cire, poupée de son”, cantada por France Gall, em representação do Luxemburgo.
Serge foi também actor (em 26 filmes), cineasta (dirigiu cinco filmes e onze curtas-metragens) e escreveu músicas para mais de quarenta filmes. Deixou uma infinidade de discos, alguns gravados já depois da sua morte. Só, ou em colaboração, escreveu também onze livros.
A sua mais célebre canção, provocadora e erótica, “Je T’Aime Moi Non Plus”, foi composta originalmente para Brigitte Bardot, com a qual teve um romance. Brigitte, no entanto, acabou por não autorizar a publicação, com medo do escândalo, pois da interpretação fazia parte a simulação de um orgasmo pela cantora. Gainsbourg veio a encontrar uma candidata à altura. Precisamente a actriz inglesa Jane Birkin, com a qual se casaria depois, e que já havia causado escândalo com cenas de nudez no filme Blow Up de Antonioni. O êxito foi estrondoso e mantém-se até aos nossos dias.

quinta-feira, 1 de março de 2007

COELHO APRESSADO (Fábula)
 
No meio da selva estava um calor terrível e o único bar existente tinha uma fila de quilómetros...
Então, o coelho começou a passar correndo ao lado da fila, mas quando chegou ao lado do leão, levou uma patada e ouve do rei da selva:
- Vai para o fim da fila, malandro. O coelho passou ao lado do leão e continuou. O tigre dá-lhe outra tremenda patada e manda o coitado para o fim da fila.
Mais uma vez, ele começa a correr e, de repente, leva uma patada do crocodilo. Farto de levar patadas e ser mandado para o fim da fila, o coelho grita:
- Porra! Hoje não vou conseguir abrir a porcaria de bar!
EFEMÉRIDE - Vergílio António Ferreira, escritor português, morreu em Lisboa, no dia 1 de Março de 1996. Nascera em Melo, concelho de Gouveia, em 28 de Janeiro de 1916. Galardoado, em 1992, com o Prémio Camões.
A partir dos quatro anos, em virtude da emigração de seus pais para os Estados Unidos, viveu com umas tias e com os seus irmãos na zona da Serra da Estrela - o que, mais tarde, o inspiraria para o romance “Nítido Nulo”. Aos dez anos e, após uma peregrinação a Lourdes, entrou para o Seminário do Fundão, onde permaneceu seis anos. Esta sua experiência seria retratada, posteriormente, em “Manhã Submersa”. Acabou o curso liceal na Guarda e ingressou na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo-se licenciado em Filologia Clássica.
Em 1939, escreveu o seu primeiro romance. Foi professor de Português e Latim, tendo começado a leccionar em Faro (1943), ao mesmo tempo que encetava uma vasta criação literária. Ensinou depois em Bragança, Évora e Lisboa. Deixou uma importante obra, em que se contam romances, contos, ensaios e diários. Os seus primeiros livros, até à publicação de “Mudança”, pertencem ao denominado período neo-realista. Entrou depois no período existencialista(1949), com influência sobretudo de escritores franceses.
Após a sua morte, foram criados vários prémios literários com o seu nome. O seu espólio, com originais manuscritos de quase todos os romances, foi doado à Biblioteca Nacional.

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
- Lisboa, Portugal
Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...