quinta-feira, 12 de novembro de 2009

EFEMÉRIDE Nadia Elena Comăneci, ginasta romena, ainda hoje tida como um ídolo do desporto mundial, nasceu em Oneşti no dia 12 de Novembro de 1961. É detentora de cinco medalhas de ouro olímpicas (Montreal 1976 e Moscovo 1980) e foi a primeira ginasta a receber uma nota dez - desempenho perfeito – nuns Jogos Olímpicos.
Foi campeã mundial duas vezes (Estrasburgo 1978, na trave, e Ft. Worth 1979, por equipas). Conquistou nove medalhas de ouro em campeonatos europeus (Skien 1975, individual geral, barras assimétricas, trave e saltos), (Praga 1977, individual geral e barras assimétricas) e (Copenhaga 1979, individual geral, saltos e solo).
Começou a praticar desporto com seis anos. Em 1975 obteve reconhecimento internacional, sendo considerada a “Melhor Atleta do Ano” pela United Press International. Foi eleita pelo líder comunista romeno Nicolae Ceauşescu como Heroína do Trabalho Socialista.
Comăneci recebeu igualmente a Ordem Olímpica, a honraria mais importante concedida pelo Comité Olímpico Internacional, em 1984 e em 2004. Ela foi a única desportista a ter recebido esta Ordem por duas vezes e também a mais jovem a recebê-la.
Nadia era conhecida pela sua técnica clara, inovadora e de dificuldade original. Foi também a ginasta mais jovem a conquistar uma medalha de ouro no campeonato nacional romeno.
Quando acabou a sua carreira de atleta profissional, Comăneci continuou envolvida no desporto, sendo membro de algumas associações e federações, bem como colaboradora de diversas obras filantrópicas, além de colaboradora da revista International Gymnast, da qual se tornou depois editora.
Pelas notas obtidas e vitórias conquistadas, ela é considerada uma das maiores ginastas de sempre. Retirou-se das competições em 1981, aos vinte anos de idade. Contudo, a cerimónia oficial de despedida ocorreu apenas em 1984, em Bucareste, a pedido do Comité Olímpico Internacional.
Saiu entretanto da Roménia, tornando-se cidadã norte-americana em 2001, mantendo porém a nacionalidade romena. Viveu no Canadá, onde se dedicou à promoção de vestuário de ginástica e de equipamentos aeróbicos. Aqui reencontrou o ginasta norte-americano Bart Conner, que conhecera em 1976, e que a convidou para ir viver em Oklahoma. Passaram a viver juntos e, ao voltar à Roménia em 1996, casaram-se numa cerimónia realizada no Palácio Presidencial de Bucareste.
Em 2003 publicou a sua autobiografia intitulada “Carta a uma jovem ginasta”. Administra, juntamente com o marido, uma academia de ginástica e uma empresa de equipamentos desportivos.
Nadia fundou em Bucareste a “Clínica Infantil Nadia Comăneci”, que auxilia médica e socialmente as crianças romenas. Comăneci é ainda cônsul geral honorária da Roménia nos Estados Unidos.
É presidente honorária da Federação de Ginástica Romena e do Comité Olímpico Romeno, e embaixatriz dos desportos da Roménia. É membro da Federação Internacional de Ginástica. Foi comentarista no Mundial de Ginástica Artística de Melbourne em 2005 e nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008. Um júri composto de quinze membros e presidido por Juan Antonio Samaranch considerou-a a Melhor Atleta Feminina do Século. Teve o seu primeiro e único filho aos 45 anos (2006).
Se tem a sua mulher à espera... Não beba!!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Humor negro...

EFEMÉRIDELeonardo Wilhelm DiCaprio, actor, produtor e cenarista norte-americano, de origem ítalo-alemã, famoso desde que protagonizou o papel de Jack em “Titanic”, filme vencedor de onze Oscars, nasceu em Los Angeles no dia 11 de Novembro de 1974.
DiCaprio nunca foi bom aluno, pois tinha dificuldade de concentração, estando mais interessado em divertir os seus colegas do que propriamente em estudar. Esta característica valeu-lhe a alcunha de “The Noodle” (O Bobo).
Os pais tinham emigrado para os Estados Unidos em 1950 e divorciaram-se um ano depois do seu nascimento. Leonardo passava as férias na Alemanha, vivendo com a mãe em Los Angeles o resto do ano.
Não tendo recebido nenhuma educação rigorosa, foi-lhe dada a liberdade de se consagrar a qualquer actividade, sobretudo Cursos de Comédia, domínio para o qual parecia particularmente dotado.
Aos treze anos começou a fazer spots publicitários, obtendo rapidamente pequenos desempenhos na televisão.
Interessou-se pelo cinema e entrou em “Critters 3”, um filme de horror. Em 1993 contracenou com Robert De Niro em “Feridas secretas”, tendo começado a notabilizar-se em “Gilbert Grape”, onde fez o papel de um atrasado mental. Durante o ano de 1995 entrou em vários filmes, onde desempenhou personagens tão diferentes como homossexuais e toxicómanos, entrando também num western.
Atingiu verdadeiramente o estatuto de primeiro plano em 1996, com vários filmes entre os quais “Romeu e Julieta”, tendo depois alcançado o estatuto de “herói romântico” e de estrela mundial com a película “Titanic” que teve um sucesso à escala planetária.
Seguiram-se outros êxitos, de que sobressaem: A Praia, Gangs de Nova Iorque, O Aviador e Os infiltrados. Trabalhou com alguns dos melhores realizadores e contracenou com actores que possuiam créditos já bem firmados.
Em 1998, DiCaprio e a mãe doaram 35 000 dólares para criar uma associação de defesa do ambiente e reconstruir uma biblioteca destruída por um incidente climático. Em 2004 apoiou financeiramente a campanha presidencial do democrata John Kerry. Nas filmagens de “Blood Diamond”, DiCaprio trabalhou com 24 crianças de uma aldeia SOS no Maputo, manifestando-se muito sensibilizado com o facto. DiCaprio conduz uma viatura ecológica e equipou a sua casa com painéis solares. Em 2007 comprometeu-se a promover a viatura Toyota Prius, uma “amiga do ambiente”. Em 2008 ofereceu 400 000 dólares para a campanha presidencial de Barack Obama. Tem recebido vários prémios de grupos de defesa do ambiente e atraiu para esta causa outras estrelas do cinema como, por exemplo, Penelope Cruz.
No cinema, ganhou o “Urso de Prata de Melhor Actor” no Festival de Berlim, com "Romeu e Julieta" (1996), e foi nomeado várias vezes para o Oscar, para o Golden Globe Award e para o MTV Movie Award.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

EFEMÉRIDE Mikhaïl Timofeïevitch Kalashnikov, famoso construtor de armas russo, mais conhecido por ter criado a AK-47, nasceu na região de Altai, no sudeste da Rússia, em 10 de Novembro de 1919.
Kalashnikov foi recrutado para o Exército Vermelho em 1938, sendo promovido rapidamente a Sargento. Foi ferido gravemente na Batalha de Briansk (1941) e hospitalizado. No hospital, ouviu reclamações dos soldados sobre as espingardas utilizadas em combate. Projectou então um protótipo de sub-metralhadora, que não foi aceite pelas forças armadas soviéticas. Entretanto, o seu talento natural para a criação de armas acabou por ser reconhecido e ele foi designado para trabalhar no Centro de Desenvolvimento Científico de Armas Leves da URSS.
Neste centro, em 1944, fez o projecto de uma carabina operada a gás para cartuchos 7,62 x 39 mm. Este processo culminou na Avtomat Kalashnikova 1947, a célebre AK-47 (frequentemente chamada “Kalashnikov”), que viria a tornar-se a arma de assalto padrão da infantaria soviética. Posteriormente, em 1971, foi promovido honorificamente a Coronel, recebeu o título de Doutor honoris causa em Engenharia e, em 1994 (seu 75º aniversário), foi promovido honorificamente a Major-General.
Em virtude das suas realizações, o antigo Sargento Kalashnikov é hoje um Tenente-General reformado do Exército Soviético e Russo. Vive na cidade de Izhevsk nos Urais, junto da fábrica de armamento “Ijmach”, onde trabalha o seu filho.
Entre as suas condecorações, contam-se: o Prémio Estaline de Primeira Classe (1949), três Ordens de Lenine, a Ordem da Grande Guerra Patriótica de Primeira Classe, a Ordem da Estrela Vermelha e a Ordem de Santo André da Federação Russa (1998). Foi “Herói do Trabalho Socialista” por duas vezes.
Embora existam cerca de cem milhões de armas de assalto originadas da AK-47, Kalashnikov não recebeu nenhum direito relativo à sua criação. Curiosamente, parte dos seus rendimentos actuais vem do uso do seu nome na Vodka Kalashnikov.
Entre as suas frases mais célebres salientam-se: «Para que um soldado ame a sua arma, deve compreendê-la e saber que ela não o trairá»; «Quando vejo na televisão Bin Laden com uma arma AK-47, fico revoltado. Mas o que posso fazer? Os terroristas não são tolos: também escolhem as armas mais confiáveis»; «São os Alemães os culpados de eu me ter tornado um criador de armas. Senão, teria construído máquinas agrícolas»; «Não tenho problemas de consciência. Construí armas para defender a minha Pátria».

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Lei de Lavoisier: «...Nesta vida nada se perde, tudo se transforma.»

Crise Mundial...

EFEMÉRIDE Émile Gaboriau, escritor francês, pioneiro do romance policial, nasceu em Saujon-en-Saintonge no dia 9 de Novembro de 1832. Morreu em Paris, em 28 de Setembro de 1873.
Exerceu vários ofícios, alistou-se no exército e acabou por se fixar em Paris onde descobriu o jornalismo e escreveu crónicas para ganhar a vida.
O seu primeiro romance, “O Caso Lerouge”, teve imenso sucesso. Aqui surgiu Lecoq, agente dos “Serviços de Segurança” que se tornará um comissário célebre.
Este personagem inspirou Conan Doyle, como modelo de detective engenhoso que resolve todos os enigmas com as suas capacidades dedutivas fora do comum. Porém, a grande diferença com Sherlock Holmes é que os inquéritos de Lecoq baseiam-se em investigações mais realistas e mais próximas dos progressos da polícia científica da época. Os romances de Gaboriau fazem penetrar as intrigas nos meios sociais, descrevendo os ambientes de um modo que se poderia qualificar de “naturalista”.
Depois do sucesso com “O Caso Lerouge”, Gaboriau trabalhou como folhetinista no “Petit Journal”.
Em 1872 adaptou a sua principal obra ao teatro. O realizador Maurice Tourneur adaptou-a igualmente ao cinema em 1914. Com o título “Monsieur Lecoq”, foi igualmente feita uma série televisiva difundida pela “Société Radio-Canada” em 1964 e 1965.

domingo, 8 de novembro de 2009

EFEMÉRIDE Alain Fabien Maurice Marcel Delon, actor de cinema de origem francesa, nasceu em Sceaux no dia 8 de Novembro de 1935. Habitando Genebra desde 1985, recebeu a cidadania suíça em 1999, se bem que tenha querido manter igualmente a nacionalidade francesa.
Quando tinha apenas quatro anos, os pais divorciaram-se e ele foi adoptado por um casal. Por pouco tempo, pois o casal foi assassinado. Delon voltou para a mãe verdadeira, então já casada com outro homem. Teve uma infância cheia de problemas, sendo expulso de várias escolas. Aos 15 anos, deixou de estudar e, aos dezassete, alistou-se na marinha, combatendo na Indochina.
Em 1956 passou a viver em Paris. Sem dinheiro, trabalhou como porteiro, empregado de mesa e vendedor. Em 1957 foi ao Festival de Cannes com o seu amigo Jean-Claude Brialy. Chamou a atenção dos presentes pelo seu físico excepcional. Entre eles, David O. Selznick, que lhe ofereceu um contrato para fazer cinema, desde que aprendesse a falar inglês. Delon voltou a Paris com a
firme vontade de aprender a língua inglesa, mas entretanto conheceu o cineasta Yves Allégret, que o convenceu a começar a sua carreira em França.
Fez o seu primeiro filme, “Quand la femme s’en mêle”, em 1957. Depois, em “Christine”, contracenou com Romy Schneider, por quem se apaixonou. Em 1959, passaram a viver juntos num relacionamento que duraria cinco anos.
O primeiro grande papel de Delon no cinema foi “O Sol Por Testemunha” (1959), baseado num livro de Patricia Highsmith. Em 1960, dirigido por Luchino Visconti, actuou em “Rocco e seus Irmãos”, um dos filmes mais famosos da história do cinema. O actor e o realizador tornaram-se amigos e trabalhariam juntos mais uma vez, noutro clássico - “O Leopardo” (1963), vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes.
A beleza física de Alain Delon transformou-o num símbolo sexual dos anos 1960 e 1970. Apesar disso, sempre lutou para ser reconhecido como um grande actor e não apenas por ser “bonitinho”. Em 1962, trabalhou com o cineasta Michelangelo Antonioni no filme “O Eclipse”, seguindo-se uma longa carreira em que trabalhou com grandes cineastas e chegou a ser realizador.
Em 1964, casou-se com a actriz Nathalie Delon, separando-se em 1969. Nos anos seguintes, teve um longo relacionamento com a actriz Mireille Darc.
Em 1973, fez um dueto com a cantora Dalida, na canção "Paroles, Paroles", um grande êxito dessa época.
Em 1987, conheceu a modelo holandesa Rosalie, iniciando um novo relacionamento, apesar da diferença de 32 anos entre os dois.
Em 1997, para tristeza dos fãs, Delon anunciou que abandonava a carreira, decepcionado com os rumos do cinema francês.
Em 2001, divorciou-se de Rosalie, separação muito difícil para ele, que passou a enfrentar períodos de depressão e confessou ter pensado inclusive no suicídio.
Foi durante muito tempo o actor mais rentável do cinema francês, juntamente com Louis de Funès e Jean-Paul Belmondo, atraindo às salas de cinema mais de sessenta milhões de espectadores desde 1956.
Delon possui vários produtos com o seu nome, incluindo roupas, perfumes, óculos, champanhe, conhaque, relógios, vestuário e mesmo cigarros.
Participou entretanto em várias séries televisivas. Em 2008, voltou ao cinema com “Asterix nos Jogos Olímpicos”, no papel do conquistador romano Júlio César.
Durante a sua carreira ganhou muitos prémios, entre os quais se destacam o César de Melhor Actor em 1985 e o Urso de Ouro honorário em 1995, no Festival de Berlim. Em 2003 recebeu a Estrela de Ouro do Festival de Cinema de Marraquexe. Em 2005 foi agraciado com o grau de Oficial da Legião de Honra «pela sua contribuição para a arte do cinema mundial».
É coleccionador de obras de arte, entre as quais se incluem quadros da consagrada pintora portuguesa Vieira da Silva.

sábado, 7 de novembro de 2009

EFEMÉRIDEAry de Resende Barroso, compositor brasileiro de música popular, nasceu em Ubá no dia 7 de Novembro de 1903. Faleceu no Rio de Janeiro em 9 de Fevereiro de 1964.
Órfão de pai e mãe aos oito anos, o pequeno Ary foi criado pela avó materna. Realizou os seus estudos curriculares e aprendeu a teoria, o solfejo e o piano com uma tia. Com doze anos já trabalhava como pianista auxiliar no Cinema Ideal, em Ubá. Aos treze anos foi caixeiro da loja "A Brasileira" e, com quinze, fez a primeira composição - o cateretê "De longe".
Em 1920, com o falecimento de um tio, ex-ministro da Fazenda, recebeu uma herança de 40 contos. Foi então, aos 17 anos, para o Rio de Janeiro a fim de estudar Direito.
Aprovado no vestibular, ingressou em 1921 na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro. A faculdade seria importante na consolidação da sua veia artística, desportiva e política.
Adepto da boémia, foi porém reprovado na faculdade, abandonando os estudos no segundo ano. As suas economias entretanto esgotaram-se, o que teve como resultado ir trabalhar como pianista no Cinema Íris e, mais tarde, no Teatro Carlos Gomes. Tocou também em várias orquestras.
Em 1926 recomeçou os estudos de Direito, sem deixar a actividade de pianista. Dois anos depois foi contratado pela orquestra do maestro Spina, de São Paulo, para uma temporada em Santos e Poços de Caldas. Nessa época, Ary resolveu dedicar-se à composição. Compôs "Amor de mulato", "Cachorro quente" e "Oh! Nina", em parceria com Lamartine Babo, seu colega na Faculdade de Direito.
Em 1929 obteve o bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais. O seu amigo e grande incentivador, Mário Reis, gravou "Vou à Penha" e "Vamos deixar de intimidades", que se tornou o seu primeiro sucesso popular.
Nos anos 1930, escreveu as primeiras composições para o teatro musicado carioca. Recebeu o diploma da Academia de Ciências e Arte Cinematográfica de Hollywood pela banda sonora da longa-metragem “Você já foi à Bahia?” (1944), de Walt Disney.
A partir de 1943, manteve durante vários anos o programa “A hora do calouro”, na Rádio Cruzeiro do Sul do Rio de Janeiro, no qual revelou e incentivou novos talentos musicais.
Durante as décadas de 1940 e 1950 compôs vários dos sucessos consagrados por Carmen Miranda no cinema. Ao compor “Aguarela do Brasil” inaugurou o género “samba-exaltação”.
Também trabalhou como locutor desportivo. Adepto do Flamengo, torcia descaradamente a favor do seu clube nas transmissões que eram feitas pela rádio. Quando o Flamengo era atacado, ele dizia mensagens do tipo: «Ih, lá vêm os inimigos. Eu não quero nem olhar!» , recusando-se claramente a narrar os golos do adversário.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

EFEMÉRIDEAmadeu Amaral, de seu nome completo Amadeu Ataliba Arruda Amaral Leite Penteado, poeta, folclorista, filólogo e ensaísta brasileiro, nasceu em Capivari, no dia 6 de Novembro de 1875. Faleceu em São Paulo, em 24 de Outubro de 1929.
Fez a instrução primária em Capivari e, aos onze anos, fixou-se em São Paulo para trabalhar no comércio, ao mesmo tempo que estudava. Assistiu a algumas aulas do Curso Anexo da Faculdade de Direito, mas foi sobretudo um autodidacta, pois não concluiu qualquer curso secundário ou superior. Ingressou no jornalismo, escrevendo para o “Correio Paulistano” e “O Estado de S. Paulo”. Em 1922 transferiu-se para o Rio de Janeiro, como secretário da “Gazeta de Notícias”. Do Rio, mandava para “O Estado de S. Paulo” uma crónica diária (“Bilhetes do Rio”). Voltando a São Paulo exerceu diversos cargos na administração pública.
Foi eleito em 1919 para a Academia Brasileira de Letras, ocupando o lugar de Olavo Bilac. Surpreendia todos com a sua extraordinária erudição, tendo em conta os seus poucos estudos oficiais. Dedicou-se a estudar o folclore e, cientificamente, também os dialectos do Brasil. Neste último aspecto, ele foi um pioneiro. Em “Dialecto Caipira”, publicado em 1920, estudou o linguajar do caipira paulista da área do vale do rio Paraíba, analisando as suas formas e esmiuçando-lhe o vocabulário.
Visando a formação dos jovens, assim como Bilac incentivara o serviço militar, Amadeu Amaral procurou divulgar o escutismo.
A poesia de Amadeu Amaral pode ser enquadrada na fase pós-parnasiana das duas primeiras décadas do século XX. Como poeta, destacou-se pelo desejo de contribuir para a elevação dos seus semelhantes, a ponto do seu sucessor, Guilherme de Almeida, ao ser recebido na Academia, ter intitulado o seu discurso: “A poesia educativa de Amadeu Amaral”.
Por ocasião do VI centenário da morte de Dante, proferiu uma conferência, no Teatro Municipal de São Paulo, enfatizando justamente os aspectos de Dante que exaltam a elevação do espírito humano através da Sabedoria.
Os três pilares da Economia !!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

EFEMÉRIDELuís Carlos Martins Pena, dramaturgo, diplomata e introdutor da comédia de costumes no Brasil, considerado o “Molière brasileiro”, nasceu no Rio de Janeiro em 5 de Novembro de 1815. Faleceu em Lisboa no dia 7 de Dezembro de 1848.
A sua obra foi pioneira, ao contar com ironia e humor, as graças e desventuras da sociedade brasileira e das suas instituições.
Estes aspectos da obra de Martins Pena ficaram-se a dever às características do teatro da época. Quase sempre, após a representação de um drama, era encenada uma farsa, cuja função era aliviar a plateia das emoções causadas pela primeira apresentação. Na maioria das vezes, essas peças eram de origem estrangeira (frequentemente portuguesas). Martins Pena percebeu que poderia dar ao teatro um cunho brasileiro, a partir de tipos, situações e costumes, tanto rurais como urbanos, facilmente identificáveis pelo público carioca. Às cenas rurais, reservou a comicidade e o humor. Às cenas urbanas, reservou a sátira e a ironia, compondo tipos maliciosos e escolhendo temas que representavam muitos dos problemas da época, como o casamento por interesse, a carestia, a exploração do sentimento religioso, a desonestidade dos comerciantes, a corrupção das autoridades públicas, o contrabando de escravos, a exploração do país por estrangeiros e o autoritarismo patriarcal, que se manifestava na escolha de profissão para os filhos e de marido para as filhas.
Filho de pais humildes, órfão de pai e mãe aos dez anos, ficou a cargo de tutores que decidiram o seu ingresso na vida comercial. Concluiu o Curso Comercial aos vinte anos, frequentando depois a Academia Imperial das Belas Artes, onde estudou arquitectura, estatuária, desenho e música. Simultaneamente, estudava línguas, história, literatura e teatro.
Em 4 de Outubro de 1838, foi representada pela primeira vez uma peça sua, "O juiz de paz na roça", pela célebre companhia teatral de João Caetano, o mais famoso actor e encenador da época. No mesmo ano, entrou para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, onde exerceu diversos cargos, desde amanuense a adido da Legação do Brasil em Londres. Durante todo este período, contribuiu para a literatura brasileira com cerca de trinta peças, das quais aproximadamente vinte foram comédias de costumes e as restantes farsas e dramas. Em 1846/1847, foi crítico teatral no “Jornal do Commercio”.
Contraiu tuberculose em Londres e, em trânsito para o Brasil, veio a falecer em Lisboa, com 33 anos de idade.
A sua produção foi reunida em três livros: “Comédias” (1898), “Teatro de Martins Pena” (1965) e “Folhetins - A semana lírica” (1965) abrangendo a sua colaboração no “Jornal do Commercio”.
Uma das principais salas do Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, tem o seu nome.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

EFEMÉRIDECarlos Marighella, político e guerrilheiro brasileiro, um dos principais organizadores da luta armada contra o regime militar de 1964, morreu em São Paulo no dia 4 de Novembro de 1969, completam-se hoje 40 anos. Nascera em Salvador, em 5 de Dezembro de 1911.
Era um dos sete filhos do operário Augusto Marighella, imigrante italiano, e da baiana Maria Rita do Nascimento, negra e filha de escravos africanos trazidos do Sudão. Concluiu os cursos primário e secundário e, em 1934, abandonou o curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica da Bahia para ingressar no Partido Comunista do Brasil (PCB). Tornou-se militante profissional do partido e mudou-se para o Rio de Janeiro.
Fora preso pela primeira vez em 1932, após escrever um poema contendo críticas a Juracy Magalhães. Libertado, prosseguiu a sua militância política. No 1º de Maio de 1936, durante a Ditadura Vargas, foi preso por subversão e torturado pela polícia. Permaneceu encarcerado durante um ano. Ao sair da prisão entrou na clandestinidade até ser recapturado em 1939. Novamente foi torturado e ficou na prisão até 1945, beneficiando então de uma amnistia.
Foi eleito deputado federal constituinte pelo PCB baiano em 1946, mas perdeu o mandato em 1948, em virtude de nova proscrição do partido. Voltou à clandestinidade, ocupando diversos cargos na direcção partidária. Passou os anos de 1953 e 1954 na China, a fim de conhecer de perto a recente revolução chinesa. Em Maio de 1964, após o golpe militar no Brasil, foi baleado e preso por agentes do “Dops” dentro de um cinema no Rio de Janeiro. Libertado em 1965 por decisão judicial, optou no ano seguinte pela luta armada contra a ditadura, escrevendo “A crise brasileira”. Em Agosto de 1967, participou na I Conferência da OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade), realizada em Havana, a despeito da orientação contrária do PCB. Aproveitando a estadia na capital cubana, redigiu “Algumas questões sobre a guerrilha no Brasil”, ensaio dedicado à memória de Che Guevara e tornado público pelo Jornal do Brasil em 5 de Setembro de 1968. Foi expulso do partido em 1967 e, em Fevereiro de 1968, fundou o grupo armado “Acção Libertadora Nacional”. Em Setembro de 1969, a ALN participou no sequestro do embaixador norte-americano, numa acção conjunta com o “Movimento Revolucionário 8 de Outubro”.
Com o endurecimento do regime militar, os órgãos de repressão concentraram esforços para a sua captura. Na noite de 4 de Novembro de 1969, Marighella foi surpreendido por uma emboscada na capital paulista. Foi morto a tiro por agentes do “DOPS”.
Em 1996, o Ministério da Justiça reconheceu a responsabilidade do Estado pela morte de Marighella, decidindo mais tarde, em 2008, que a sua companheira Clara Charf deveria receber uma pensão vitalícia do governo brasileiro.
Marighella mostrara desde muito cedo pendor para a poesia. No curso de engenharia, divertia professores e colegas fazendo provas em verso. A sua obra poética está reunida no livro “Rondó da Liberdade”. Os seus poemas, de carácter nitidamente político, apresentam por vezes um notável lirismo.
Escreveu um “Manual de Guerrilha Urbana”, pouco antes de ser assassinado. Traduzido em várias línguas, foi utilizado no treino de vários movimentos revolucionários, sobretudo europeus.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

EFEMÉRIDE Paul Mauriat, famoso chefe de orquestra francês, especializado em música de variedades de grande qualidade, faleceu em Perpignan no dia 3 de Novembro de 2006. Nascera em Marselha, em 4 de Março de 1925. O seu trabalho mais famoso data de 1968: "L'Amour est bleu" ("O Amor é Azul").
Paul Mauriat era filho de uma família de músicos, tendo tido o pai como seu primeiro mestre. Aos quatro anos, iniciou os estudos de piano. Aos dez, entrou para o Conservatório de Paris, saindo quatro anos mais tarde decidido a seguir a carreira de concertista.
O seu encontro com o jazz influenciou decididamente o estilo que o tornaria famoso em todo o mundo.
Cresceu em Paris e, aos dezassete anos, organizou a sua própria orquestra, apresentando-se em cabarés e teatros de França e noutros países europeus. Na década de 1950, tornou-se o arranjador preferido de vários cantores franceses, entre os quais se destaca a figura de Charles Aznavour. Entre 1967 e 1972 escreveu muitas canções para Mireille Mathieu.
Retirou-se da profissão em 1998, com um último show em Osaka no Japão. No início do mês de Novembro de 2006, foi internado no hospital de Perpignan e, dois dias depois, faleceu com 81 anos.
O seu estilo único, com arranjos rebuscados e belos, permanecerá eterno entre os milhões de fãs que deixou em todo o mundo.
Paul Mauriat é o único artista francês a ter estado classificado nº 1, nas vendas dos Estados-Unidos durante sete semanas. Foi muito popular no Japão, onde figurou como ícone francês ao lado de Dior e Chanel.

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
- Lisboa, Portugal
Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...