sábado, 11 de janeiro de 2014

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

10 DE JANEIRO - ALEXANDRA RIPLEY



EFEMÉRIDE – Alexandra Ripley, romancista norte-americana, morreu em Richmond, Virgínia, no dia 10 de Janeiro de 2004. Nascera em Charleston, Carolina do Sul, em 8 de Janeiro de 1934. 
Frequentou a Ashley Hall School. Formou-se em Russo, em 1955, no Vassar Collegeem, em Poughkeepsie, Nova Iorque, com uma bolsa de estudo da United Daughters of the Confederacy. Trabalhou depois em várias editoras.
O seu primeiro romance teve por título “Who's the Lady in the President's Bed?”, lançado originalmente em 1972 sob o pseudónimo de B. K. Ripley.
“Charleston, publicado em 1981, foi o seu primeiro romance histórico e um best-seller, assim como os livros que se seguiram: “On Leaving Charleston” (1984), “The Time Returns” (1985) e “New Orleans Legacy” (1987).
A sua vida mudaria para sempre quando, em 1991, os herdeiros do espólio da escritora Margaret Mitchell a procuraram para que escrevesse uma continuação para a famosa história de Scarlett O'Hara. O livro, intitulado “Scarlett”, seria vendido rapidamente em cerca de seis milhões de exemplares. Em 1994, foi adaptado pela CBS como uma mini-série televisiva.

TOM JONES - Delilah


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

9 DE JANEIRO - WILLIAM JAMES HERSCHEL



EFEMÉRIDE – William James Herschel, magistrado principal inglês na Índia, reconhecido como o primeiro europeu a perceber a aplicação prática e a importância das impressões digitais, contribuindo assim para a implementação definitiva da papiloscopia, nasceu em Slough no dia 9 de Janeiro de 1833. Morreu em Hawkhurst, em 24 de Outubro de 1917.
A família Herschel era muito conhecida, em virtude de vários dos seus membros serem cientistas, sobretudo astrónomos, e artistas musicais. William foi o primeiro europeu, de que há registo, que recolheu impressões digitais para a identificação de pessoas, especialmente com o objectivo de autenticar contratos e documentos legais.
Visto que havia tido problemas no cumprimento de certos contratos, exigiu – em Julho de 1858 – que Rajyadhar Konai, um homem de negócios de Hooghly, Jungipoor, Bengala Ocidental, colocasse a impressão da sua mão no verso do contrato. A ideia inicial era somente causar impacto no negociante. Isto acabou por resultar, uma vez que o contrato foi cumprido. Diante do resultado positivo, Herschel fez disso um hábito, requerendo sempre a impressão da palma da mão e, posteriormente, apenas a impressão do dedo médio em todos os contratos.
Com o uso continuado desta prática, a colecção de impressões digitais foi crescendo e Herschel começou a notar que, comparando as impressões, podia realmente provar ou contestar a identidade das pessoas. Apesar das suas experiências serem limitadas, ele estava convencido, correctamente, que não existiam duas impressões iguais e que estas se mantinham inalteradas com o decorrer dos anos, o que o inspirou a ampliar o uso.
Em 1877, nos Serviços Administrativos Ingleses, na Índia, recorreu ao uso de impressões digitais para se assegurar que os pensionistas do exército britânico em Hooghly não recebiam as suas pensões por mais de uma vez. No momento dos pagamentos, obrigava os homens a assinarem os recibos e a deixarem as suas impressões digitais nos documentos. O método passou a ser aplicado igualmente na prisão local, para impedir que os condenados pagassem a substitutos para cumprirem as suas penas. A técnica de Herschel foi mais tarde aperfeiçoada pelo cientista Francis Galton e pelo polícia Edward Henry, para a detecção e identificação de criminosos.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

UM PAPA QUE FALA CLARO!


8 DE JANEIRO - JUAN MARSÉ



EFEMÉRIDE – Juan Marsé, de seu verdadeiro nome Juan Faneca Roca, escritor espanhol, nasceu em Barcelona no dia 8 de Janeiro de 1933. A mãe morreu durante o parto e ele foi adoptado pelo casal Marsé. Estudou até aos 13 anos, idade em que foi trabalhar como aprendiz numa oficina de joalharia.
Aos 25 anos, começou a escrever regularmente nas revistas “Ínsula” e “El Ciervo”. Ainda nesse ano, terminou o seu primeiro romance, “Encerrados con un solo juguete”, no qual já vinha a trabalhar desde os 22 anos, quando cumpria o serviço militar em Ceuta. Concorreu com esta obra a um prémio em que foi finalista, o que lhe valeu a publicação do livro.
Uma amiga incentivou-o a continuar a escrever e, em 1959, convenceu-o a enviar o conto “Nada para morir” para o Prémio Sésamo, que viria a ganhar. No ano seguinte, Juan Marsé deixou a joalharia e foi viver para Paris, onde arranjou emprego no laboratório do Instituto Pasteur. Paralelamente, começou a traduzir argumentos de filmes e a dar lições de espanhol.
Regressou a Espanha em 1962, ano em que publicou “Esta cara de la luna”. De novo a viver em Barcelona, iniciou a sua ligação ao Partido Comunista Espanhol. Três anos mais tarde, ganhou o Prémio Biblioteca Breve com o romance “Últimas tardes”. Juan Marsé, entretanto, passou a escrever também publicidade e diálogos para argumentos cinematográficos.
Em 1970, foi nomeado redactor-chefe da revista “Bocaccio”. Prosseguiu a carreira de escritor com “La oscura historia de la prima Montse” e “Si te dicen que caí”. Esta última obra foi censurada em Espanha e Marsé foi obrigado a editá-la no México, onde recebeu o Prémio Internacional de Romance.
A partir de 1974, passou a colaborar na revista “Por Favor”, para a qual elaborava retratos literários de personalidades da actualidade, desde actores a políticos e até figuras da alta sociedade. Entre 1975 e 1978, escreveu alguns textos para cinema, apenas para ganhar dinheiro. Neste último ano, ganhou o Prémio Planeta, um dos mais conceituados de Espanha, com a obra “La muchacha de las bragas de oro”. A partir de então, passou a ser um autor com grande sucesso junto do público.
Seguiu-se, em 1982, “Um dia volveré” e, em 1984, “Ronda del Guinatrdó”, ambas as obras tendo Barcelona como cenário. Dois anos depois, publicou um novo livro, desta vez de contos, intitulado “Teniente Bravo”. Em 1990, com “El amante bilingue”, ganhou o prémio Ateneo de Sevilha. Três anos mais tarde, lançou “O Feitiço de Xangai”, que venceu o Prémio da Crítica.
Em 1997, Juan Marsé foi distinguido com o Prémio Juan Rulfo da Literatura Latino-Americana e do Caribe, pelo conjunto da sua obra. Em 2000, publicou “Rabos de Lagartixa”. Vários dos seus livros estão editados em Portugal e três foram adaptados ao cinema. Em 2008, recebeu o prestigioso Prémio Cervantes.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

7 DE JANEIRO - MAX GALLO



EFEMÉRIDE – Max Gallo, escritor, historiador e político francês, nasceu em Nice no dia 7 de Janeiro de 1932. É membro da Academia Francesa desde Maio de 2007. Escritor de sucesso, muito fecundo, os seus primeiros romances foram assinados com o pseudónimo “Max Laugham”.
Adoptou um estilo literário em que as fontes históricas são complementadas de modo romanesco, acrescentando a sua experiência pessoal e os seus sentimentos.
Parte da infância de Max Gallo, filho de imigrantes italianos fixados em Nice, foi passada durante a Segunda Guerra Mundial. O pai fazia parte da Resistência Francesa, mas as pessoas mais próximas não estavam ao corrente do facto. Max assistiu como espectador à ocupação alemã e à libertação, vivendo com intensidade todos os acontecimentos, que iriam aliás marcar o seu imaginário e a sua vontade de ser confrontado com a História. O pai, com um temperamento prudente, orientou-o para fazer estudos técnicos profissionais. Max Gallo começou por obter um certificado de mecânico e, depois, um bacharelato de Matemática. Aos 20 anos, ingressou na função pública como técnico da RTF. Um ano depois, foi para Paris a fim de seguir cursos que lhe permitissem tornar-se controlador técnico. Paralelamente à sua actividade profissional, cursava aulas de História. Em 1957, em plena Guerra da Argélia, fez o seu serviço militar como meteorologista no aeroporto do Bourget, onde co-fundou o jornal antimilitarista. “Le Temps” que foi proibido após a publicação do 3º número.
Alguns anos mais tarde, tornou-se professor em Chambéry. Em 1960, foi professor de História no Liceu de Masséna. Doutorou-se, entretanto, e foi colocado como professor assistente na Universidade de Nice. Em 1969, declinou um lugar que lhe era proposto na Universidade de Vincennes e ingressou como professor no Instituto de Estudos Políticos de Paris.
Max Gallo foi editorialista do magazine “L'Express” durante dez anos, na década de 1970. Depois da sua experiência governamental nos anos 1980, dirigiu durante algum tempo a redacção do diário “Le Matin de Paris”.
Militante e membro do Partido Comunista até 1956, abandonou esta via durante os seus estudos de História, continuando a situar-se à esquerda até meio da década de 1990. Em 1981, aderiu ao Partido Socialista, a pedido dos socialistas de Nice que procuravam uma personalidade notável, que tivesse uma notoriedade suficiente para se opor ao presidente da Câmara de então, Jacques Médecin, no poder há dezenas de anos. Max Gallo era então muito conhecido por ter publicado um romance sobre a cidade de Nice, “A Baía dos Anjos”, que foi um sucesso. Conseguiu ser eleito deputado pelos Alpes Marítimos, mas foi batido nas autárquicas de Nice em 1983. Foi nomeado então secretário de Estado e porta-voz do 3º governo de Pierre Mauroy. O seu director de gabinete era François Hollande, actual presidente da República Francesa. Deixou o governo em 1984, para poder consagrar mais tempo à vida literária, sendo simultaneamente deputado europeu (1984/94). 
Em 1992/93, abandonou o Partido Socialista e fundou o Movimento de Cidadãos, de que se tornou presidente. Em 1994, porém, para se dedicar inteiramente à literatura, deixou a actividade política, apenas com algumas incursões no apoio a actividades cívicas e a candidaturas de outras personalidades. Entre as distinções que recebeu, saliente-se as de Comendador da Legião de Honra (2009) e de Grande Oficial da Ordem Nacional de Mérito (2013).

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

6 DE JANEIRO - DAVID ALFARO SIQUEIROS



EFEMÉRIDE – David Alfaro Siqueiros, um dos maiores pintores mexicanos e um dos protagonistas do muralismo mexicano, juntamente com Rivera e Orozco, morreu na cidade do México em 6 de Janeiro de 1974. Nascera em Cuernavaca no dia 29 de Dezembro de 1896. Siqueiros era filho do advogado Cipriano Alfaro, de origem portuguesa.
Fez pintura de cavalete, mas distinguiu-se sobretudo pela pintura mural, onde foi um inovador. Tinha uma grande preocupação em experimentar novos materiais e novas técnicas, tendo a sua investigação nesta área sido uma importante contribuição para a pintura mural.
A grande temática da sua obra foi a revolução e o povo mexicano, que ele representou como defensores da luta por uma sociedade melhor – a sociedade socialista utópica. A sua pintura é uma pintura de intervenção política, de crítica à sociedade capitalista e de defesa dos ideais comunistas que, em Siqueiros, assumem uma dimensão monumental, pela força e franqueza das suas convicções. Em 1966, foi-lhe atribuído o Prémio Lenine da Paz.
Siqueiros teve as primeiras aulas de pintura com o mestre mexicano Solares Gutiérrez. Anos depois, entrou para a Academia de San Carlos no México e, mais tarde, ingressou na Escola de Santa Anita, que abandonou para se alistar no Exército Constitucionalista. Ao voltar, ingressou na Escola Nacional Preparatória (ENP), ao mesmo tempo que era nomeado membro do Comité Executivo do Partido Comunista do México e secretário-geral do Grémio de Artesãos, Escultores e Pintores. A sua primeira obra importante foi uma série de frescos para a ENP, terminada em 1924.
Esteve a viver em Taxco e em Los Angeles, onde começou a fazer experiências com novas técnicas. Mudou-se para Nova Iorque, onde organizou o Siqueiros Experimental Workshop.
Alistou-se como voluntário na Guerra Civil Espanhola, ao lago dos Republicanos contra as tropas de Franco. Posteriormente, foi acusado de ter tentado assassinar Trotsky, a mando de Estaline, motivo pelo qual foi preso e depois exilado no Chile. Quando voltou ao México, após 1940, fundou o Centro Realista de Arte Moderna.
O seu famoso mural “A Marcha da Humanidade” valeu-lhe o Prémio Nacional de Arte do México. Nos Estados Unidos, um fresco pintado por ele no Plaza Art Center, chamado “Tropical América – Opressed and Destroyed by the Imperialists”, causou tal polémica e indignação que foi obrigado a sair do país para evitar a deportação.  
Entre os Muralistas, ele foi aquele que teve um maior comprometimento com o mundo moderno, no que respeita à temática e às técnicas. Extremado por ideais de justiça e de progresso, Siqueiros trabalhava as suas pinturas como se estivesse a combater um inimigo.

domingo, 5 de janeiro de 2014

5 DE JANEIRO - KONRAD ADENAUER



EFEMÉRIDE – Konrad Hermann Joseph Adenauer, advogado e político alemão, nasceu em Colónia no dia 5 de Janeiro de 1876. Morreu em Rhöndorf, em 19 de Abril de 1967. Tinha 73 anos quando, em 1949, foi eleito como primeiro chanceler da Alemanha Ocidental (República Federal da Alemanha), logo após o país ter sido formado, no fim da Segunda Guerra Mundial. Foi reeleito em 1953, 1957 e 1961, renunciando ao cargo em 1963, aos 87 anos de idade.
Estudou em várias universidades até se licenciar em Direito. Foi prefeito de Colónia, entre 1917 e 1933. Como católico, fez oposição ao nazismo e, com a chegada de Hitler ao poder, foi expulso do seu cargo político e obrigado a aposentar-se.
Com a iminência do fim da Segunda Guerra Mundial, em 1944, Adenauer foi mandado para um campo de concentração, de onde só seria libertado quando as tropas aliadas invadiram a Alemanha.
Em 1945, participou na fundação da União Democrata Cristã (CDU). Com o estabelecimento da Alemanha Ocidental, em 1949, Adenauer assumiu o cargo de primeiro chanceler. Entre 1951 e 1955, também foi ministro para os assuntos exteriores. Numa visita a Moscovo, em 1955, conseguiu a libertação de 10 000 prisioneiros de guerra alemães e aceitou as relações diplomáticas propostas pela URSS.
No exercício da sua função de chanceler, Adenauer visava três objectivos essenciais – conduzir o povo alemão para uma situação de liberdade autêntica; inserir o país numa comunidade pacifista de Estados livres; e incentivar, juntamente com os líderes da França e de Itália, a integração europeia. Durante o seu governo, a Alemanha adoptou o regime democrático e iniciou um desenvolvimento económico com bem-estar e equilíbrio social.
Adenauer tinha outro grande objectivo – fazer da Alemanha Ocidental uma protecção para conter a expansão dos soviéticos na Europa. Assim, promoveu um estreitamento das relações com os Estados Unidos e reconciliou-se com a França, abrindo também canais diplomáticos com o estado de Israel. Foi durante o mandato de Adenauer que a Alemanha Ocidental passou a integrar o Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e foi reconhecida oficialmente como uma nação independente. A visão política de Konrad Adenauer era a de uma Alemanha livre e unificada, dentro de uma Europa livre e integrada.

sábado, 4 de janeiro de 2014

4 DE JANEIRO - RENÉ GAGNAUX



EFEMÉRIDE – René Gagnaux, médico e missionário suíço que trabalhou em Moçambique de 1964 até ao seu assassinato em 1990 durante a Guerra Civil Moçambicana, nasceu em Lausanne, Suíça, no dia 4 de Janeiro de 1929. Morreu em Manhiça, Moçambique, em 2 de Maio de 1990. Pela sua dedicação, foi agraciado a título póstumo com a Medalha Bagamoyo, a distinção mais significativa do país, tendo também recebido o título de Cidadão Honorário de Moçambique, um ano após a sua morte.
Gagnaux completou o curso de Medicina em Lausanne e, pouco tempo depois, decidiu que preferia trabalhar num país do Terceiro Mundo. Veio para Lisboa fazer uma especialização em Medicina Tropical e, nessa altura, soube que a Missão da Igreja Presbiterado Suíça em Moçambique precisava de um médico no seu hospital, situado no bairro de Chamanculo. Chegou a Lourenço Marques (hoje Maputo) em Setembro de 1964 e, juntamente com a sua esposa, que era técnica de laboratório, trabalhou durante onze anos naquele hospital.
A seguir à independência de Moçambique, em 25 de Junho de 1975, o Serviço de Saúde foi nacionalizado e ele foi transferido para o Xai Xai, na província de Gaza, onde esteve três anos. Só depois, em 1978, foi para Xinavane, a cerca de 80 km a nordeste de Maputo. Durante os 12 anos que ali trabalhou, Gagnaux conquistou a confiança e o carinho, não só da população local mas também de muitas pessoas de Maputo e de outras localidades, que o procuravam para receber os seus cuidados.
Formou inúmeros técnicos de saúde e, por onde passou, sempre se preocupou em melhorar as condições de vida do pessoal. Arranjou vários financiamentos para a construção de infra-estruturas para acomodação e serviços médicos. Também participou na implementação de um pequeno bloco operatório e num serviço de RX, no centro de saúde da Manhiça, onde trabalhava um seu filho – igualmente médico.
Dos seus quatro filhos, dois vivem na Suíça e os outros dois em Moçambique, casados com moçambicanas. O mais velho, Philippe Arthur Gagnaux, participou na organização de um grupo de cidadãos que concorreu às eleições para a Assembleia Municipal de Maputo, tendo sido candidato a presidente do Conselho Municipal.
Extremamente dedicado ao trabalho e aos doentes, René Gagnaux servia sem limite de horário, deixando muitas vezes a família para segundo plano. Era de uma humildade extrema, apesar da sua fama ser cada vez maior, sobretudo junto dos mais desfavorecidos.
A sua vida foi imortalizada num livro de banda desenhada de Crisóstomo Zefanias, com argumento de Machado da Graça, intitulado “Massassane”, nome pelo qual ele era popularmente conhecido. Em 1998, o cineasta Licínio Azevedo realizou também o documentário “Massassani Afela Kwhatini” ou “O Homem Bom Morre Longe de Casa”.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

3 DE JANEIRO - D. RODRIGO DA CUNHA



EFEMÉRIDE – D. Rodrigo da Cunha – notável prelado português da primeira metade do século XVII – que, como arcebispo de Lisboa, teve um papel importante no apoio à Restauração da Independência de Portugal, morreu em Lisboa no dia 3 de Janeiro de 1643. Nascera, também na capital portuguesa, em 1577.
Iniciou os estudos no Colégio de Santo Antão, um colégio jesuíta de Lisboa. Fez o seu doutoramento em Direito Canónico na Universidade de Coimbra.
Durante a sua carreira religiosa, passou pelo Santo Ofício como deputado e foi inquisidor em Lisboa. Foi bispo de Portalegre (1615/18) e do Porto (1618/26) e arcebispo de Braga (1626/34) e de Lisboa (1635/42).
Foi o autor da reforma “Breviário Bracarense” (1634) e presidiu ao Sínodo de Lisboa de 1640. D. Rodrigo da Cunha foi um dos principais opositores da incorporação de Portugal em Espanha, uma política preconizada por Filipe IV. Em 1638, chegou a ser convidado para cardeal em Madrid, recusando porém a oferta.
Durante a Restauração da Independência, apoiou os revoltosos e, juntamente com o arcebispo de Braga, governou o reino até ao regresso de D. João IV. O seu nome consta como uma das principais presenças no “1.º Auto do Levantamento e Juramento d' El-Rei Dom João IV”, realizado em 15 de Dezembro de 1640.
Como historiador, contribuiu para a historiografia da Igreja em Portugal, escrevendo diversas obras sobre Braga, Porto e Lisboa. Participou ainda na publicação das “Crónicas” dos reis D. João I, D. Duarte e D. Afonso V, da autoria de Duarte Nunes de Leão, jurista, gramático e historiador português.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

I HAVE A DREAM - ABBA

2 DE JANEIRO - DIDIER DAURAT



EFEMÉRIDE – Didier Daurat, pioneiro da aviação francesa, figura marcante da grande aventura que foi a Aéropostale, nasceu em Montreuil-sous-Bois no dia 2 de Janeiro de 1891. Morreu em Toulouse, em 2 de Dezembro de 1969.
Participou como soldado, em condições terríveis, na Primeira Guerra Mundial, nomeadamente na Batalha de Verdun. Passou depois para a aviação como piloto de reconhecimento e, mais tarde, piloto de caça. Distinguiu-se por ter identificado o canhão de longo alcance que estava a bombardear Paris.
Depois da guerra, entrou para as Linhas Aéreas Latécoère (que se tornarão depois na Aéropostale), onde começou como piloto e se tornou depois director de exploração.
Desde logo, começava a lenda de um homem com vontade de ferro, um chefe que era admirado por muitos, temido por todos e odiado por alguns. Não hesitava em despedir quem mostrasse sinais de fraqueza, quem contestasse os seus métodos ou aqueles que não aderissem ao que ele considerava o «espírito do transporte de correio».
Muitos pilotos começavam as suas carreiras no solo, efectuando a manutenção dos aviões. Segundo Daurat, este procedimento formava o carácter e obrigava os pilotos a respeitar a mecânica, que eles conheciam como as palmas das mãos. De facto, esta aptidão para desmontar e reparar um motor iria revelar-se vital tanto no Sahara como nos Andes. Ele sabia, por outro lado, descobrir talentos. Foi ele quem decidiu nomear Antoine de Saint-Exupéry, no qual detectara grande inteligência e um dom para as relações humanas, como chefe da zona saariana, onde viria com efeito, habilmente, a falar e a negociar com os mouros. 
Quando o famoso piloto Mermoz se apresentou para ser admitido e fez uma espantosa demonstração de pilotagem em Toulouse, Daurat disse-lhe: «Não tenho necessidade de artistas de circo, mas de condutores de autocarros!». Porém, convencido das suas qualidades, admitiu-o para – entretanto – se ocupar da limpeza de motores…
Os seus métodos deram resultado nas Linhas Latécoère e, depois, na Aéropostale. Os aviões atingiram uma pontualidade e uma taxa de fiabilidade incomuns para a época, primeiro na linha Toulouse – São Luís do Senegal e depois na Toulouse – Santiago do Chile, com travessias do Atlântico Sul e dos Andes.  
Quando a Aéropostale foi integrada na Air France em 1933, Daurat não foi admitido e, dois anos depois, fundou a companhia Air Bleu para o transporte de correio em território francês, tanto de dia como de noite. Os resultados foram excelentes, mas a companhia foi militarizada quando da declaração de guerra em 1939.
Depois da Libertação, ele reactivou os voos nocturnos, tornando-se mais tarde chefe do centro de exploração da Air France em Orly, até se reformar em 1953.
Didier foi a alma da Aéropostale. A fiabilidade dos seus pilotos era tal que faziam quase um sacerdócio das suas missões. Em 7 200 voos de noite, apenas um teve de aterrar fora do local previsto por causa do mau tempo.
Quando morreu, em 1969, teve direito a um privilégio excepcional, o de ser enterrado, a seu pedido, no aeródromo de Toulouse-Montaudran, antiga base da Aéropostale. Antoine de Saint-Exupéry inspirou-se nele para o personagem principal do seu romance “Vol de nuit” (1931), que foi também adaptado ao cinema.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

1 DE JANEIRO - ÁLVARO BARRETO



EFEMÉRIDE – Álvaro Roque de Pinho de Bissaia Barreto, gestor e político português, nasceu em Lisboa no dia 1 de Janeiro de 1936. Licenciou-se em Engenharia Civil no Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa, em 1959.
Ingressou na Profabril, pertencente ao Grupo CUF, como chefe de projectos industriais. Em Julho de 1967, foi distinguido com a Comenda da Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial. Em 1969, obteve o Program on Management Development na Universidade de Harvard e foi nomeado director administrativo da Lisnave. De 1971 a 1974, foi administrador delegado da Setenave. Em 1979, foi nomeado presidente do Conselho de Gerência da TAP.
Militante do Partido Popular Democrático (actual PSD), foi nomeado ministro da Indústria e Tecnologia em 1978, iniciando uma vasta carreira governativa. Em 1980, foi ministro da Indústria e Energia e, em 1981, ministro da Integração Europeia. No mesmo ano, foi ainda eleito deputado à Assembleia da República. Em 1982, regressou ao sector privado, como presidente do Conselho de Administração da Soporcel. Em 1983, voltou ao Governo, como ministro do Comércio e Turismo. Transitou no ano seguinte para a pasta da Agricultura. Em 1985, manteve-se como titular do Ministério da Agricultura, Pescas e Alimentação, cargo que voltou a ocupar dois anos mais tarde, até 1990. Em 1991 e 1994, foi deputado à Assembleia da República, onde integrou várias comissões parlamentares. Em 2004, foi escolhido para assumir o cargo de ministro de Estado, da Economia e do Trabalho.

SER POETA (quadras)


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