quarta-feira, 15 de julho de 2020

15 DE JULHO - ROSALÍA DE CASTRO


EFEMÉRIDE - Rosalía de Castro, de seu nome de baptismo María Rosalía Rita, poetisa e romancista galega, morreu em Padrón no dia 15 de Julho de 1885. Nascera em Santiago de Compostela, em 24 de Fevereiro de 183.7.
Considerada como fundadora da literatura galega moderna, o dia 17 de Maio, Dia das Letras Galegas, é feriado e coincide com a data de edição da sua obra em língua galega, “Cantares Galegos”.
Rosalía começou a sua formação junto da Sociedad Económica de Amigos del País, em Santiago de Compostela. Recebe formação musical, artística e literária; participou nas actividades do Liceo de la Juventud, lugar de encontro dos intelectuais comprometidos com o movimento provincialista. As correntes ideológicas, que impregnarão a obra de Rosalía, são o socialismo e o republicanismo.
Em 1856, foi para Madrid, onde viveu com uma prima. Começou a publicar trabalhos seus e em 1858, casou-se com Manuel Murguía, investigador, cronista e jornalista. A vida do casal tornou-se itinerante, devido às funções de Murguía. Em 1859, regressaram à Galiza, onde nasceu Alejandra, a sua primeira filha. Em 1861, de novo em Madrid, publicou obras em galego e castelhano. Depois de viverem uns anos na capital espanhola, mudaram-se para Lugo e. depois, voltaram a Madrid, onde nasceu Aura.
As actividades do marido levaram-nos a diferentes lugares: Simancas, Corunha, Santiago de Compostela, Lestrobe, Estremadura, Alicante... enquanto iam nascendo mais filhos: Gala e Ovídio, gémeos, nasceram em Julho de 1871, Amara em Julho de 1873, Adriano Honorato Alejandro em Março de 1875 e Valentina nascida-morta em Fevereiro de 1877.
Rosalía de Castro escreveu tanto em prosa como em verso, empregando o galego e o castelhano. A sua obra está profundamente marcada pelas circunstâncias que rodearam a sua vida: a sua origem, os problemas económicos, a perda d todos os seus filhos e a sua frágil saúde.
Em 1863, foi publicado em Vigo o seu primeiro grande livro, “Cantares Gallegos”, que fixa o começo de uma nova era para a poesia galega e que foi a base do Ressurgimento da literatura galega. “Cantares Gallegos” constituiu o primeiro livro escrito em galego, numa época em que a língua galega estava extinta como língua escrita. Muitos poemas do seu livro são glosas de cantigas populares. Nelas, Rosalía denuncia a miséria, a pobreza e a emigração massiva a que estavam obrigados os galegos, sem deixar de verter os seus sentimentos e vivências pessoais.
Em 17 de Maio daquele mesmo ano, Rosalía assinou a dedicatória da obra para Fernán Caballero (Cecilia Böhl de Faber y Larrea), sendo adoptada essa data, por ocasião do seu centenário, como Dia das Letras Galegas (1963).
Em 1880, a escritora publicou uma recolha de poemas, a que chamaria “Follas Novas”. Poemário diferente, espírito poético motivado pelo afastamento da terra, as desgraças familiares e as doenças físicas e morais. É uma poética que afunda nos sentimentos, na saudade e que tem frequentemente, por horizonte, a fronteira do próprio ser.
Em castelhano, publicaria “La flor” (1857), “A mi madre” (1863), “En las orillas del Sar” (1884) e o romance “El caballero de las botas azules” (1867), todos enquadrados no movimento romântico.
Encontra-se colaboração de sua autoria, publicada a título póstumo, na revista “A Leitura” (1894/1896).
Rosalía passou os derradeiros anos da sua vida em Padrón, onde a família alugara a “casa da Matanza”, que depois se tornaria em casa-museu. A morte acidental do seu filho mais novo, aos dois anos, e a sua doença amarguraram os seus últimos anos. Morreu de cancro no útero em 1885, aos quarenta e oito anos. Rosalía foi sepultada no campo-santo da Adina. Anos mais tarde, em 1891, os seus restos mortais foram transladados para o Panteão de Galegos Ilustres, no convento de São Domingos de Bonaval, em Santiago de Compostela.
Existe uma estátua em sua homenagem na Praça da Galiza, na cidade do Porto, Portugal (Setembro de 1954).
Em 1949, a Câmara Municipal de Lisboa homenageou a escritora, dando o seu nome a uma rua junto à Avenida da Igreja, em Alvalade.
A imagem de Rosalía de Castro figurou em notas espanholas de 500 pesetas.

terça-feira, 14 de julho de 2020

14 DE JULHO - ARTUR SOARES DIAS


EFEMÉRIDE - Artur Manuel Ribeiro Soares Dias, árbitro de futebol português, nasceu em Vila Nova de Gaia no dia 14 de Julho de 1979.  
Estudou no Instituto Superior de Línguas e Administração de Vila Nova de Gaia. É árbitro desde 1996, na primeira categoria desde a época 2004/2005. Faz parte da Associação de Futebol do Porto.
Participou no Campeonato Europa de Sub 17, na Sérvia, em 2011, e arbitrou a final da Supertaça Portugal de 2013.  
Participou no Campeonato do Mundo Sub 17, na Nova Zelândia, em 2015, e arbitrou a final da Taça de Portugal de 2016.
Participou no Campeonato do Mundo de Sub 20, na Índia, arbitrou a final da Supertaça de Portugal, participou no Mundial de Clubes em Abu Dhabi e foi o árbitro da final da Taça da Liga. Tudo em 2017.
Participou no Campeonato Mundo, na Rússia, em 2018, e no Mundial de Sub 20, na Polónia, em 2019.
Tem sido 1º classificado em vários anos, na Liga Portuguesa.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

13 DE JULHO - IDA MARIA


EFEMÉRIDE - Ida Maria Børli Sivertsen, cantora e guitarrista de rock norueguesa, nasceu em Nesna no dia 13 de Julho de 1984. É também autora-compositora-intérprete da banda Ida Maria.
Obteve notável sucesso no seu país natal, em 2007, após ganhar dois concursos nacionais para artistas desconhecidos, Zoom urørt 2006 e Urørtkonkurransen 2007. Fez ainda concertos no Festival Anual da Indústria da Música Norueguesa, nos anos de 2007 e 2008.
Os seus singles “Oh My God” e “Stella” foram muito tocados na emissora de rádio norueguesa NRK P3. A sua popularidade expandiu-se até ao Reino Unido, onde apareceu no programa musical “Later with Jools Holland”. Foi entrevistada pelo jornal “The Times” e participou no Festival de Glastonbury.
Actuou, ainda, em vários festivais, incluindo o BT Digital Music Awards 2008, onde chegou a concorrer pela categoria de Melhor Artista de Rock/Indie. Em Fevereiro de 2009, um trecho do seu single “Oh My God” foi usado numa promoção da popular série americana “Gossip Girl”.
Ida Maria sofre de uma patologia neurológica, conhecida por sinestesia, que, a faz ver cores quando ouve música. Escreveu no Twitter, que gostaria de fazer diversos shows no Brasil (Porto Alegre, São Paulo e Curitiba).

domingo, 12 de julho de 2020

12 DE JULHO - BEAH RICHARDS


EFEMÉRIDE - Beah Richards, de seu verdadeiro nome Beulah Elizabeth Richardson, actriz de teatro, cinema e televisão, poetisa e dramaturga norte-americana, nasceu em Vicksburg, Missouri, no dia 12 de Julho de 1920. Morreu na mesma localidade em 14 de Setembro de 2000.
A mãe era costureira e militante da Associação de Pais e Mestres. O pai era um pastor baptista. Em 1948, licenciou-se na Universidade Dillard, em Nova Orleães, e - dois anos mais tarde - mudou-se para Nova Iorque.
A sua carreira começou verdadeiramente em 1955, quando interpretou uma avó de 84 anos, na peça off-Broadway “Take a Giant Step”. Ela continuaria a interpretar papéis de mãe e avó, em boa parte da sua carreira. Richards apareceu nas produções originais da Broadway “Purlie Victorious”, “The Miracle Worker” e “A Raisin in the Sun”.
Foi nomeada para um Tony Award em 1965, pela sua performance em “The Amen Corner”, de James Baldwin. Em 1967, foi nomeada para o Oscar de Melhor Actriz coadjuvante pela sua interpretação como mãe do personagem de Sidney Poitier, em “Guess Who’s Coming to Dinner”. Richards teve outros papéis notáveis em “Hurry Sundown” (1967), “No calor da noite” (1967), “The Great White Hope” (1970) e “Beloved” (1998).
Fez igualmente vários trabalhos em séries de televisão, incluindo papéis recorrentes em “The Big Valley”, “The Bill Cosby Show”, “Sanford and Son”, “Benson, Designing Women” e “The Practice”.
Venceu dois Emmy Awards de Melhor Actriz Convidada, numa série de televisão, um em 1988 pela sua participação em “Frank’s Place” e o outro em 2000 pela sua participação em “The Practice”.
No último ano de vida, Beah foi objecto de um documentário dirigido pela actriz Lisa Gay Hamilton. Intitulado “Beah: A Black Woman Speaks”. O filme foi criado a partir de mais de 70 horas de conversas filmadas, entre as duas, e recebeu o Grande Prémio do Júri no AFI Film Festival.
Beah Richards faleceu vítima de um enfisema, aos 80 anos de idade.

sábado, 11 de julho de 2020

11 DE JULHO - NETINHO DE PAULA


EFEMÉRIDE - Netinho de Paula, de seu verdadeiro nome José de Paula Neto, apresentador de televisão, cantor, compositor e político brasileiro, nasceu em São Paulo no dia 11 de Julho de 1970. Em 2008, foi eleito vereador por São Paulo.
Em 1986, começou a sua carreira na banda de pagode romântico Negritude Júnior. Como vocalista deste grupo, criado no bairro onde morava, alcançou grande êxito e projecção nacional, com vários sucessos na década de 1990, entre eles “Cohab City” e “Tanajura”. Afastou-se da banda em 2001 e partiu para uma carreira a solo. Foi aí então que surgiu a oportunidade de apresentar um programa de televisão.
Em 2014, Netinho de Paula, Lino, Waguininho e Fabinho uniram-se e formaram o grupo Negritudeando. Contudo, devido a uma acção movida pelos actuais integrantes do Negritude Júnior, alegando que o nome do novo grupo prejudicaria a carreira da banda. O nome foi alterado para Família Cohab City.
Em 1998, quando ainda era integrante do Negritude Júnior, apresentou o programa “Planeta Xuxa” durante a licença por maternidade de Xuxa. No ano seguinte, apresentou, junto com Salgadinho e Kelly Key, o programa “Samba, Pagode & Cia”. na Rede Globo, que durou apenas 2 meses.
Em Novembro de 2005, Netinho fundou a TV da Gente, em parceria com empresários brasileiros e angolanos. O objectivo era mostrar a diversidade étnica brasileira, dando maior espaço aos negros na TV. O canal tinha transmissão em São Paulo, Ceará e Bahia.
Em Março de 2009, assinou contrato com o SBT, onde apresentou, a partir de Maio, um programa de 3 horas de duração, aos sábados à tarde, sob a direcção de Marlene Mattos, o programa “Show da Gente”, exibido até Março de 2010, substituindo a edição de sábado do “Cinema em Casa”.
Em Fevereiro de 2012, estreou o “Programa da Gente” na Rede TV!, uma produção independente, gravada nos estúdios da sua própria produtora. O programa resumia-se ao quadro “Banco dos Sonhos”, uma releitura de “Um Dia de Princesa”, que apresentava muitas histórias de vida emocionantes.
Em Julho de 2018, assinou contrato com a Band e estreou o “Brasil da Gente”, substituindo José Luiz Datena, que se candidatara a senador. O programa mostrava o concurso “Caixa de Talentos”, com a presença de grandes nomes da música nacional. Com apenas duas edições, o programa foi interrompido, pois Datena desistira da sua candidatura a senador e, por isso, reassumiu o seu programa, “Agora É com Datena”.
Em 2019 fez uma nova parceria com a Rede! para dirigir o “Programa É da Gente”, aos domingos.
Em 2008, Netinho foi eleito vereador na cidade de São Paulo. Em 2012, foi reeleito.
Em Julho de 2013, por determinação do desembargador José Carlos Garcia, os bens de Netinho foram congelados. Era acusado de obter reembolsos da Câmara de Vereadores, apresentando notas fiscais de empresas fantasmas.
Em Novembro de 2015, Netinho teve o mandato de vereador cassado por infidelidade partidária. Os juízes determinaram que o suplente de Netinho deveria ser empossado dez dias após a publicação no Diário da Justiça.
Netinho de Paula teve uma relação atribulada com a política e com a justiça. Nada de melhor que voltar a dedicar-se por inteiro à vida artística.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

10 DE JULHO - JAIME MAGALHÃES


EFEMÉRIDE - Jaime Fernandes Magalhães,        ex-jogador de futebol português, actuando como médio, nasceu no Porto em 10 de Julho de 1962.  Foi várias vezes campeão nacional, entre o início da década de 1980, e meados da década de 1990.
Representou sempre o FC Porto, exceptuando a época de 1995/96, onde jogou pelo Leça FC.
Do seu palmarés fazem parte: uma Taça dos Campeões Europeus (1986/87), uma Taça Intercontinental (1987), uma Supertaça Europeia (1987/88), seis Campeonatos Nacionais (1984/85, 1985/86, 1987/88, 1980/90, 1991/92 e 1992/93), quatro Taças de Portugal (1983/84, 1987/88, 1990/91 e 1993/94) e oito Supertaça Cândido de Oliveira (1980/81, 1982/83, 1983/84, 1985/86, 1989/90, 1990/91, 1992/93 e 1993/94).  Foi ainda finalista vencido, na edição de 1983/84 da Taça das Taças, em Basileia.
Foi internacional “A” 20 vezes, entre 1981 e 1992.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

9 DE JULHO - MANUEL DAMÁSIO


EFEMÉRIDE - Manuel Damásio Soares Garcia, empresário e dirigente desportivo português, nasceu em Lisboa no dia 9 de Julho de 1940.
Foi presidente do Sport Lisboa e Benfica entre 1994 e 1997, sucedendo a Jorge de Brito.
Foi eleito, para 2º presidente da Direcção da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e, por inerência, vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Tomou posse de imediato, em 28 de Outubro de 1994, e ocupou o cargo até 13 de Julho de 1995.
É casado com Margarida Prieto, desde os anos 1970.
Em 2016, teve problemas com a justiça por alegadas práticas de branqueamento de capitais e tráfico de influências.
Completa hoje 80 anos de idade.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

8 DE JULHOI - CHARLES CONRAD


EFEMÉRIDE - Charles “Pete” Conrad Jr., astronauta norte-americano, com quatro missões espaciais e terceiro homem a pisar na Lua, morreu em Ojai no dia 8 de Julho de 1999. Nascera em Filadélfia, em 2 de Junho de 1930.  
Sofria de dislexia desde a infância, uma condição ainda pouco conhecida na época. Considerado uma criança esperta e inteligente, Charles nasceu numa família rica, que perdeu quase todas a fortuna durante a Grande Depressão. O pai acabou por deixar a família. Ele cursou a Harverford School para o ensino básico, mas a dislexia fez com que tivesse grandes dificuldades nos estudos e acabou por ser expulso por repetição de ano.
A mãe recusou-se a admitir que o filho não tinha capacidades e matriculou-o numa escola mais apropriada para lidar com o seu problema, a Darrow School, no distrito de Columbia, onde ele aprendeu uma maneira de lidar melhor com a doença e se formou com louvores, sendo admitido na Universidade de Princeton, para os estudos superiores e ainda conseguindo uma bolsa de estudos completa para o Naval Reserve Officers Training Corps.
O seu contacto com a aviação começou aos 15 anos, quando trabalhou durante as férias de Verão no Aeroporto de Paoli, na Pensilvânia, aparando relva, varrendo o chão e fazendo outros pequenos serviços, tendo horários ocasionais de instrução. Foi aprendendo mais sobre a mecânica e o funcionamento de aeronaves e dos seus motores. Em seguida, graduou-se em pequenos trabalhos de manutenção. Aos 16 anos, Conrad dirigiu quase 60 km, para ajudar um instrutor de voo, cujo avião tinha sido forçado a fazer uma aterragem de emergência. Consertou o avião sozinho. Depois disso, o instrutor deu-lhe as lições de voo de que ele precisava para obter o brevet de piloto. Conseguiu a qualificação, antes mesmo de se formar no ensino médio.
Continuou a voar durante o tempo na universidade e formou-se em Wngenharia Aeronáutica em 1953. Foi enviado para treinos na Estação Aeronaval de Pensacola, na Flórida, onde se qualificou como aviador naval em 1954. Serviu em porta-aviões e como instrutor de voo de caças da marinha, em bases no Golfo do México.
Em 1957 inscreveu-se e foi aceite pela reputada Escola de Pilotos de Teste Navais dos Estados Unidos, em Patuxent River, Maryland, onde conheceu e teve como colegas de classe os seus futuros companheiros astronautas Walter Schirra e Jim Lovell.
Mo ano seguinte, tornou-se piloto de testes da marinha. Durante o seu período na escola de pilotos, foi convidado para fazer parte do primeiro grupo de selecção de astronautas para a recém-criada NASA – o “Mercury Seven” – e como os demais candidatos, passou por vários dias do que eles consideraram ser testes médicos e psicológicos invasivos, humilhantes e desnecessários e, ao contrário dos demais, ele rebelou-se contra o regime. Ao fim do processo de selecção, foi recusado com a anotação de «não-adequado para voos de longa duração».
Após este episódio no seu primeiro contacto com a NASA, Conrad voltou para a Marinha e serviu no USS Ranger, como piloto de F-4 Phantom. Tempos depois, a NASA iniciou um segundo processo de selecção de astronautas e Conrad foi procurado pelo seu amigo Alan Shepard, um veterano do projecto Mercury, que o reputava como grande piloto naval e de testes, e que o convenceu a reinscrever-se. Desta vez, Conrad achou os testes médicos menos invasivos e, em Julho de 1962, passou a fazer parte do corpo de astronautas da agência espacial. No momento da sua admissão, ele tinha acumulado mais de 6 500 horas de voo, 5 000 delas em caças a jacto.
Conrad entrou para a equipa de astronautas da NASA em 1962 e logo foi considerado um dos melhores pilotos do grupo, o que o levaria a ser seleccionado para integrar o projecto Gemini, sucessor do Mercury e onde cada nave espacial levaria dois homens ao espaço.
Foi ao espaço pela primeira vez em Agosto de 1965, na Gemini V, junto com o comandante Gordon Cooper, outro veterano do Mercury, e onde estabeleceram o então recorde de permanência no espaço, num total de oito dias, suplantando em cinco dias o recorde soviético e chegando ao tempo considerado necessário para uma viagem de ida-e-volta à Lua.
Em Setembro de 1966, voltou ao espaço comandando a Gemini XI, que se acoplou em órbita com o foguetão Agena, em treino para um futuro acoplamento entre o módulo de comando das Apollo com o módulo lunar. Nesta missão, ele também estabeleceu outro recorde, o de maior apogeu em órbita terrestre, com um total de 1 369 km.
Em Dezembro de 1966, Conrad foi designado para comandar a tripulação-reserva do primeiro voo em órbita terrestre do projecto Apollo completo, incluindo o módulo lunar. Com os atrasos na finalização do módulo, esta missão tornou-se a Apollo 8, a primeira a entrar em órbita lunar, sem módulo acoplado. Com isso, ele passou a comandar a tripulação-reserva da Apollo 9, cuja tripulação principal faria o voo orbital com o módulo. A prática de Donald Slayton, chefe do Departamento de Astronautas e responsável pela escalação e rodízio de tripulações, determinava que a tripulação-reserva de um voo fosse a tripulação titular do voo seguinte. Não houvesse o atraso anterior e a mudança de tribulações-reservas entre as Apollo 8 e Apollo 9 e Conrad teria sido o primeiro homem a pisar na Lua, comandando a Apollo 11 no lugar de Neil Armstrong.
Em 14 de Novembro 1969, no comando da Apollo 12, junto com os astronautas Alan Bean e Richard Gordon, foi lançado em direcção à Lua e, cinco dias depois, realizou a primeira alunagem num local pré-determinado pela NASA, a cratera onde havia descido anos antes a sonda espacial não-tripulada Surveyor 3, para recolher os seus equipamentos expostos há dois anos às condições lunares, e trazê-los de volta para estudo na Terra. A sua frase ao pisar na Lua é a mais divertida da saga espacial. Baixo, com 1,69 de altura, em contraste com a solenidade de Neil Armstrong no voo anterior, Conrad exclamou: «Este pode ter sido um pequeno passo para Neil, mas para mim é enorme».
Mais tarde, ele revelaria que disse aquilo para ganhar uma aposta de 500 dólares com a jornalista italiana Oriana Fallaci, que acreditava que as palavras ditas pelos astronautas naqueles momentos não eram próprias, mas parte de um guião pré-escrito pela NASA. Fallaci nunca pagou a aposta.
Após a saga lunar, Conrad voltou ao espaço pela quarta vez para comandar a tripulação da Skylab 2, a primeira estação espacial tripulada em órbita dos Estados Unidos. A estação lançada antes sem tripulação havia sido danificada quando um escudo contra micrometeoritos se partiu, levando dois painéis solares com ele e danificando o restante que não conseguiu abrir. Ele e a sua tripulação consertaram o dano em duas caminhadas espaciais. Eles também ergueram um “pára-sol” no escudo, de maneira a proteger a estação da intensa radiação solar, função que era do escudo perdido. Sem isso, a estação não teria condições de operar. Por este feito, em 1978 o presidente Jimmy Carter condecorou-o com a Medalha de Honra Espacial do Congresso.
Conrad aposentou-se da NASA e da Marinha e foi trabalhar na iniciativa privada, como vice-presidente de operações da American Television and Communications Company, que desenvolvia um novo sistema de operações de TV por cabo. Em 1976, aceitou o convite para trabalhar na McDonnell Douglas, onde chegou ao cargo de vice-presidente executivo. Em 1996, com o seu espírito de aventura ainda presente, fez parte da tripulação de um Learjet, que bateu o recorde de tempo de voo ao redor do mundo (49 h 26 min 8 s).
Menos de três semanas antes das comemorações do trigésimo aniversário do primeiro pouso na Lua, em Julho de 1999, Conrad que - aos 69 anos - ainda pilotava motocicletas em viagens com amigos, sofreu um acidente fatal, caindo de uma delas, numa estrada da Califórnia, e morreu de hemorragia interna seis horas depois. Foi sepultado, com honras oficiais, no Cemitério Nacional de Arlington, em Washington, com a presença de vários astronautas da era Apollo.

terça-feira, 7 de julho de 2020

7 DE JULHO - GEORGE CUKOR


EFEMÉRIDE - George Dewey Cukor, realizador norte-americano de ascendência húngara-judaica, nasceu em Nova Iorque no dia 7 de Julho de 1899. Morreu em Los Angeles, em 24 de Janeiro de 1983.
Filho de um advogado oriundo da Hungria, Cukor estreou-se no cinema como assistente-técnico, em 1918. Em 1926, ao levar para o teatro o romance “O Grande Gatsby” de Scott Fitzgerald, conheceu o sucesso. Da Broadway, migrou para Hollywood, em 1929.
Conhecido pela sensibilidade com que tratava temas relacionados com o universo feminino, era um artesão subtil de comédias e foi frequentemente um forte concorrente ao Oscar de Melhor Realizador, que conquistou em 1964, com comédia musical “My Fair Lady”.
Além de “My Fair Lady”, ele conquistou o público e a crítica com filmes como “A Costela de Adão”, “A Mulher Absoluta”, “Nasce uma Estrela” (com Judy Garland), “Justine”, “Viagens com Minha Tia” e “Ricas e Famosas”, o seu derradeiro filme.
Foi nomeado cinco vezes para o Oscar de Melhor Realizador, com “Little Women” (1933), “The Philadelphia Story” (1940), “A Double Life” (1947), “Born Yesterday” (1950) e “My Fair Lady” (1964), de que foi vencedor.
Ganhou o BAFTA de Melhor Filme, com “Let’s Make Love” (1960) e “My Fair Lady” (1964).
Ganhou um Leão de Ouro no Festival de Veneza em 1982, em homenagem à sua carreira.
Colaborou dez vezes com Katharine Hepburn, com a qual realizou alguns dos seus melhores filmes.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

6 DE JULHO - BRANDON DEWILDE


EFEMÉRIDE - André Brandon deWilde, actor norte-americano de origem holandesa, morreu em Denver, no Colorado, em 6 de Julho de 1972. Nascera em Brooklyn, Nova York, no dia 9 de Abril de 1942. Imortalizado pela sua interpretação do menino Joey Starrett, no filme “Os Brutos Também Amam” (1953), de George Stevens.
Nascido de mãe actriz e pai director teatral, deWilde estreou-se de forma auspiciosa nos palcos - a peça “The Member of the Wedding” foi um retumbante sucesso, com 572 apresentações. Com apenas oito anos de idade, ele tornou-se o primeiro actor/criança a receber o conceituado Prémio Donaldson, na categoria de Melhor Estreante da Temporada 1949/1950. Repetiria o mesmo papel, quando o realizador Fred Zinnemann o convidou para a versão cinematográfica da peça “The Member of the Wedding”, em 1952.
George Stevens deu-lhe o papel da sua vida, o do pequeno Joey, no faroeste clássico “Os Brutos Também Amam”. A sua interpretação valeu-lhe uma nomeação para o Oscar de Melhor Actor coadjuvante. Passou a encarnar adolescentes em produções de prestígio, como “A Passagem da Noite” (1957), de James Neilson, ao lado de James Stewart e Audie Murphy, “O Anjo Violento” (1962), de John Frankenheimer, estrelado por Eva Marie Saint, e “O Indomado” (1963), de Martin Ritt, com Paul Newman.
Entre 1953 e 1954, teve a sua própria série na televisão, “Jamie”, cancelada por problemas contratuais, apesar das boas audiências. Voltou várias vezes ao teatro e, de certa forma cansado dos personagens repetitivos que o cinema lhe impunha, tentou construir uma carreira musical, começando a escrever canções, que apresentava anonimamente num bar de Los Angeles.
Despediu-se dos ecrãs, com a comédia “Wild in the Sky”, de 1972.
DeWilde casara-se em 1963 com Susan Margot Maw, mãe do seu único filho, Jesse. O matrimónio terminou em divórcio em 1970. Em 1972, uniu-se a Janice Gero, mas o casamento acabou de maneira trágica, apenas três meses depois. Na tarde de 6 de Julho daquele ano, deWilde seguia com o seu carro em direcção ao hospital de Denver, onde a sua esposa recuperava de uma cirurgia, quando colidiu violentamente com um camião. Gravemente ferido, faleceu poucas horas depois, aos trinta anos de idade.

domingo, 5 de julho de 2020

5 DE JULHO - ANTHONY BERKELEY


EFEMÉRIDE - Anthony Berkeley Cox, jornalista e escritor inglês de livros policiais, nasceu em Watford, no Hertfordshire, em 5 de Julho de 1893. Morreu em Londres no dia 9 de Março de 1971.
Berkeley estudou no Sherborne University College. Após servir no exército na Primeira Guerra Mundial, trabalhou como jornalista durante muitos anos, colaborando em diversas revistas e jornais.
Em 1932, casou com Helen Macgregor Entre outros periódicos, escreveu para o “Sunday Times”, na década de 1940, para o “Manchester Guardian” e, mais tarde, em “The Guardian”, a partir de meados dos anos 1950 até 1970.
O Detection Club foi um clube de escritores fundado, em 1930, por Anthony Berkeley e que teve como membros Agatha Christie, Dorothy L. Sayers, Freeman Wills Crofts, Hugh Walpole e G. K. Chesterton, entre muitos outros autores de policiais ingleses. O clube continua até aos dias de hoje e é um dos mais antigos clubes de escritores do mundo.
Começou a a escrever livros nos anos 1920, criando um herói recorrente, o detective Roger Sheringham, de quem ele sonhava fazer o mais «insuportável de todosos detectives amadores», o que não conseguiu…
Ao longo da sua carreira literária, escreveu cerca de quarenta obras, algumas assinadas com pseudónimos.

sábado, 4 de julho de 2020

4 DE JULHO - EVA GABOR


EFEMÉRIDE - Eva Gabor, actriz húngara radicada nos Estados Unidos, morreu em Los Angeles no dia 4 de Julho de 1995. Nascera em Budapeste, em 11 de Fevereiro de 1919.
Interpretou Liane d’Exelmans, no clássico musical “Gigi” de 1958. Alcançou grande sucesso na televisão americana, ao protagonizar a série “Green Acres” (“Viver no Campo”), ao lado de Eddie Albert.
Era irmã das também actrizes Magda Gabor e Zsa Zsa Gabor. Foi casada cinco vezes, não tendo tido filhos. Divorciou-se outras tantas vezes.  
Faleceu aos 76 anos, vítima de insuficiência respiratória seguida de pneumonia, na sequência de uma queda na banheira, no México, onde costumava passar as férias. Foi sepultada no Westwood Village Memorial Park Cemetery.
Ao longo da sua carreira, interpretou 25 filmes (1941/1990) e 7 telefilmes e séries de televisão (1963/1990).

sexta-feira, 3 de julho de 2020

3 DE JULHO - JOE DeRITA


EFEMÉRIDE - Curly-Joe DeRita, de seu verdadeiro nome Joseph Wardell, actor norte-americano, conhecido sobretudo por ter participado na série “Os Três Estarolas”, grupo do qual foi o último sobrevivente, morreu em Woodland Hills no dia 3 de Julho de 1993. Nascera na Filadélfia em 12 de Julho de 1909.
Era filho de uma dançarina e de um técnico de palco, sedo o mais novo de 6 irmãos. A sua origem no meio artístico fez com que se estreasse no mundo do espectáculo ainda criança, com a idade de sete anos, juntamente com os pais, na versão teatral de “Peck's Bad Boy”.
Tomando o nome de solteira de sua mãe, DeRita, juntou-se ao circuito burlesco durante a década de 1920, ganhando fama como comediante. Joe continuou a actuar no estilo cómico até 1942, quando chegou à Califórnia para representar no teatro Music Box, em Hollywood. A sua actuação foi tão boa que a MGM lhe ofereceu um contrato.
A sua estreia cinematográfica, no entanto, deu-se apenas em 1944, no filme “The Doughgirls”, ao lado de Ann Sheridan, para a Warner Bros. Durante este período da sua carreira, actuou noutros filmes, como “The Sailor Takes a Wife” (MGM, 1945) e “People Are Funny” (Paramount, 1946).
Na época da Segunda Guerra Mundial, DeRita actuou junto da USO, realizando diversas viagens pelo mundo com estrelas de Hollywood, como Bing Crosby e Randolph Scott.
Depois de regressar à América, actuou no Hollywood Casino, em Los Angeles, e teve participações em dois programas de rádio com Crosby: “Philco Hall of Fame” e “Cavalcade of America”.
Apesar da sua carreira artística, o nome de Joe DeRita estava longe de ser conhecido. Apenas depois da a sua participação de 12 anos com “Os Três Estarolas” é que, finalmente, conseguiu tornar-se uma celebridade.
“The Three Stooges” (“Os Três Estarolas”) era um famoso grupo de comédia formado por Curly Howard, Larry Fine e Moe Howard. O trio estrelou várias curtas-metragens da Columbia Pictures, durante os anos 1930, 40 e 50. Curly sofreu um AVC em 1946, o que o forçou a aposentar-se, falecendo alguns anos depois, em 1952. O seu irmão, Shemp Howard, que tinha sido um dos “Três Estarolas” originais, antes de deixar o grupo em 1932 para seguir uma carreira a solo, voltou apenas para substituí-lo temporariamente.
Joe DeRita, já entrava em curtas-metragens da Columbia. O director-produtor dos “Três Estarolas”, Jules White, tentou recrutá-lo para o grupo. No entanto, DeRita começou por recusar.  Entretanto, DeRita gravou um LP em 1950, chamado “Burlesque Uncensored”.
Depós de várias vicissitudes, DeRita voltou a ser convidado para participar no grupo e, dessa vez, aceitou com prontidão.  Apresentou-se pela primeira vez com eles, em 1959, ao vivo. 
A equipa embarcou numa série de seis longas-metragem, começando com “Have Rocket, Will Travel” (1959), que marcou a estreia de Curly-Joe como terceiro Estarola.
Durante a década de 1960, Curly-Joe permaneceu como membro da equipa, participando na série de desenhos animados “The New Three Stooges” (com apresentações ao vivo).  
A idade não perdoa (as doenças também não) e os sucessivos membros do grupo foram-se aposentando e falecendo. O grupo foi dado como extinto.
Em Agosto de 1983, “Os Três Estarolas” ganharam uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood.
Em Julho de 1993, DeRita faleceu de pneumonia, nove dias antes do seu 84º aniversário.  Foi sepultado no Pierce Brothers Valhalla Memorial Park Cemetery em North Hollywood. A sua lápide diz «O Último Estarola».  

quinta-feira, 2 de julho de 2020

2 DE JULHO - GEORGI IVANOV


EFEMÉRIDE - Georgi Ivanov, primeiro cosmonauta da Bulgária, integrante do programa espacial Intercosmos, nasceu em Lovech nio dia 2 de Julho de 1940.   
Ivanov cursou a escola militar da Força Aérea Búlgara em Dolna Mitropolia e entrou, como piloto militar, para as Forças Armadas búlgaras, onde se tornou instrutor e chefe da divisão de combate.
Após integrar-se no Intercosmos em 1973, como representante da Bulgária, Ivanov subiu ao espaço em 10 de Abril de 1979, em companhia do cosmonauta soviético Nikolai Rukavishnikov, a bordo da missão Soyuz 33, lançada do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.
Esta missão foi um fracasso, devido a danos causados ao motor da nave, impedindo a acoplagem, inicialmente programada, com a estação orbital Salyut 6 e obrigando os cosmonautas a um retorno prematuro à Terra, quase lhes causando a morte na descida, quando tiveram que enfrentar problemas técnicos que levaram a cápsula a suportar uma pressão de 10G, quase letal, após a reentrada.
Nos anos seguintes, tornou-se membro da Assembleia Nacional Constituinte, tomando parte na elaboração da nova constituição da República da Bulgária, e fundou a Fundação do Futuro no Espaço.
Ivanov foi condecorado com a medalha de Herói da União Soviética e tem um doutoramento em Engenharia Aeroespacial.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

1 DE JULHO - HAROLD SAKATA


EFEMÉRIDE - Harold Sakata, actor norte-americano, medalhado olímpico de halterofilismo e lutador profissional, nasceu em Holualoa no dia1 de Julho de 1920. Morreu em Honolulu, em 29 de Julho de 1982.   No cinema, ganhou notoriedade pelo seu papel como Oddjob, o segurança de Auric Goldfinger, no filme “007 contra Goldfinger”, de 1964.
Nascido no Havai, mais velho de dez irmãos, de ascendência japonesa, quando foi viver para os Estados Unidos continentais, trocou o nome de baptismo, Toshiyuki, por um mais ocidental - Harold. Deixara cedo os estudos, para trabalhar numa plantação de cana de açúcar.
Com apenas 51 kg de peso para 1,73 m de altura, começou a praticar halterofilismo para ficar mais encorpado e «mais parecido com os outros rapazes». Dedicou a juventude ao desporto. Teve tanto sucesso que, em 1948, representou os Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Londres, onde conquistou a medalha de prata no levantamento de pesos, na categoria de meio-pesados (até 82,5 kg).
Nos anos 1950, Sakata também teve sucesso como lutador profissional de wrestler, sob o nome de “Tosh Togo”, tornando-se campeão canadiano por equipas em 1954.
Sakata foi notado pelos produtores dos filmes de 007, Albert Broccoli e Harry Saltzman, pelo seu físico e presença intimidadora, depois de o verem num programa de televisão.
Apesar dele não ter qualquer experiência anterior como actor, o seu personagem também não falava muito e necessitava de pouca actuação dramática. Antes de Sakata ser escolhido para o papel, outro lutador de wrestler, Milton Reid, havia sido testado para o papel. Porém, visto que Reed já havia participado em “007 contra o Satânico Dr. No” e morrido no filme, os produtores resolveram dar o papel a Sakata.
Como Oddjob, um misto de motorista e assassino implacável e impenetrável, Sakata tornou-se uma celebridade mundial após o sucesso do filme e o seu chapéu de coco, preto e com lâmina de aço na aba, passou a ser uma marca registada dos filmes de 007.
Sakata viria a participar noutros filmes de menor sucesso e em séries de TV com George Kennedy. Entre 1964 e 1982, protagonizou cerca de vinte filmes. Faleceu vítima de cancro no pulmão, aos 62 anos de idade.

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