De
origem humilde, Delors foi funcionário do Banco de França em 1945, após
a Segunda Guerra Mundial e estudou Economia na Sorbonne.
É
pai de Martine Aubry, eleita em 2008, primeira secretária do Partido
Socialista Francês.
Foi
autor e organizador do relatório para a UNESCO da Comissão
Internacional sobre Educação para o século XXI, intitulado: “Educação,
um Tesouro a descobrir” (1996), em que se exploram os Quatro Pilares da
Educação.
Em
16 de Maio de 1986, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de
Nosso Senhor Jesus Cristo e, a 31 de Outubro de 1987, com a Grã-Cruz
da Ordem do Infante D. Henrique.
Em
1988/1989, recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade
Nova de Lisboa.
Percurso
político: em 1969, o primeiro-ministro francês Jacques Chaban-Delmas incluiu
Delors no seu gabinete; em 1974, Delors filiou-se no Partido Socialista
Francês; em 1981, foi nomeado ministro da Economia e Finanças de
França; em1985, Janeiro, assumiu a Presidência da Comissão Europeia (CE),
graças ao apoio de François Mitterrand e Helmut Kohl; em 1989, foi galardoado
com o Prémio Príncipe das Astúrias de Cooperação Internacional;
em 1993, 1 de Novembro, entrou em vigor o Tratado de Maastricht, que
supõe a criação da União Europeia (UE). Delors tinha trabalhado
decididamente no projecto; em 1995, Janeiro, termina o período como presidente
da CE. Foi o ex-presidente que mais tempo permaneceu em funções. Nesse
mesmo ano, declina apresentar-se como candidato à presidência de França, em
parte para não interferir na carreira política da sua filha Martine Aubry.

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