sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

8 DE DEZEMBRO - JOHN GLENN


EFEMÉRIDE - John Herschel Glenn Jr., piloto de caça, astronauta e político norte-americano, morreu em Columbus no dia 8 de Dezembro de 2016. Nascera em Cambridge (Ohio), em 18 de Julho de 1921. Na juventude, participou num coral na igreja, além de tocar trompete. Em 1939, ingressou na faculdade para estudar Química, mas o seu verdadeiro interesse era pilotar aviões. Após obter a graduação em Engenharia, Glenn ingressou na Marinha dos Estados Unidos em 1942.
Durante a II Guerra Mundial, John Glenn foi piloto naval e participou em vários combates e bombardeamentos na Guerra do Pacífico. Após o conflito, tornou-se instrutor e piloto de ensaios, mas voltou aos combates durante a Guerra da Coreia, pilotando caças a jacto F-86 Sabre e derrubando alguns Migs inimigos, o que lhe valeu várias condecorações.
De volta aos Estados Unidos, Glenn reassumiu o seu trabalho como instrutor. Em 1957, realizou o primeiro voo transcontinental supersónico, viajando de Los Angeles a Nova Iorque em três horas e 23 minutos. Dois anos depois, foi seleccionado pela NASA para o primeiro grupo de astronautas americanos, o Projecto Mercury. Em Fevereiro de 1962, tornou-se o primeiro astronauta dos Estados Unidos a entrar em órbita da Terra, dando três voltas completas sobre o planeta durante quase cinco horas. De volta ao solo, tornou-se instantaneamente um herói nacional. Foi recebido e condecorado pelo presidente Kennedy e participou em desfiles festivos, em várias cidades do país.
Os seus pendores políticos e a sua fama foram notados pelo governo americano da época e Glenn tornou-se grande amigo da família Kennedy. Não participou em mais voos espaciais, em parte - de acordo com comentários da época dentro da NASA e da Casa Branca - por pedido feito aos directores da agência espacial pelo próprio presidente Kennedy, para quem a perda num acidente de um herói nacional e mundial de sua estatura, poderia causar grande comoção ao povo americano e até obrigar ao cancelamento do programa espacial. De qualquer modo, John Glenn aposentou-se da NASA ainda em 1964, antes do começo do Programa Espacial Gemini.
Nos anos seguintes, dedicou-se à política pelo Partido Democrata, assumindo o cargo de senador pelo seu Estado natal de Ohio durante vinte e cinco anos, entre 1974 e 1999.
Em Outubro de 1998, participou numa experiência para avaliar o comportamento de pessoas da terceira idade no espaço. Assim, John Glenn - aos 77 anos - voltou à órbita terrestre, desta vez como membro da tripulação da nave espacial Discovery, na missão STS-95, que durou dez dias.
Glenn é um dos 28 homens e mulheres a terem recebido até hoje a Medalha de Honra Espacial do Congresso, a maior condecoração concedida pelo governo dos Estados Unidos a astronautas que tenham realizado algum feito extraordinário para a nação ou para a Humanidade.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

7 DE DEZEMBRO - ROBERT GRAVES


EFEMÉRIDE - Robert Von Ranke Graves, poeta, romancista e crítico britânico, morreu em Deia (Maiorca, Espanha) no dia 7 de Dezembro de 1985. Nascera em Wimbledon, Londres, em 24 de Julho de 1895. A sua obra “Eu, Cláudio” (“I, Claudius” no original) foi adaptado à televisão em 1976.
Estudou no Colégio Chaterhouse em Londres. Combateu em França durante a Primeira Guerra Mundial, tendo sido ferido (pulmão perfurado) em 1916, na Batalha da Somme. Na mesma época, ainda no serviço activo, estreou-se na literatura, com dois volumes de poemas em 1916 e um em 1917. Depois do conflito, prosseguiu os seus estudos na Universidade de Oxford.
Publicou em 1929 a sua autobiografia “Goodbye to All That”, que constituiu um grande êxito de vendas. De 1934 a 1936, já a viver em Maiorca, escreveu os seus primeiros romances históricos: “Eu, Claudius, Imperador”, que obteve os prémios Hawthornden e James Tait Black, e “Claudius, o Deus, e Messalina” (1934), a que se seguiram - entre muitos outros - “O Conde Belisário” (1938), “O Sargento Lamb” (1940), “A Esposa de Mr. Milton” (1948), “O Tosão de Ouro” (1944) e “O Rei Jesus” (1948). Foi também autor de “O Grande Livro dos Mitos Gregos”.
Casado em Janeiro de 1918 com Nancy Nicholson, divorciou-se em 1929. Viveu e faleceu em Deia, onde se encontra sepultado. A casa onde viveu durante quase meio século é hoje um museu.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

RIP JOHNNY HALLYDAY


6 DE DEZEMBRO - GRIZEL BAILLIE


EFEMÉRIDE - Grizel (Hume) Baillie, escritora e compositora de canções populares escocesa, morreu em Londres no dia 6 de Dezembro de 1746. Nascera em Berwickshire, em 25 de Dezembro de 1665.
Era a filha mais velha do baronete Patrick Hume (mais tarde conde de Marchmont). Quando tinha doze anos de idade, entregava secretamente as cartas do seu pai ao conspirador escocês Robert Baillie de Jerviswood, que estava então na prisão por ter participado na Conspiração de Rye House em 1683 - um plano para assassinar o rei Carlos II da Inglaterra e o seu irmão (e herdeiro do trono) Jaime, duque de Iorque. A simpatia de Hume por Baillie fez dele um homem suspeito e as tropas do rei ocuparam o Castelo Redbraes, onde ele vivia. Permaneceu escondido durante algum tempo, na cripta da igreja paroquial de Polwarth, onde a filha – clandestinamente - lhe levava comida. Ao saber da execução de Baillie (1684), ele fugiu para as Províncias Unidas, onde a família se lhe juntou. Voltaram para a Escócia, depois da Revolução Gloriosa.
Em Setembro de 1692, Grizel casou-se com George Baillie, filho de Robert. Os dois tinham-se conhecido quando eram ainda adolescentes e, supostamente, apaixonaram-se desde então. O que se sabe ao certo é que após voltar para a Escócia, Lady Grizel recusou a oferta para ser uma das damas de companhia da rainha Maria e convenceu os pais de que casar-se com Baillie seria algo mais vantajoso. O casal teve três filhos, um deles tendo morrido com dois anos de idade.
A filha mais velha tinha em sua posse um manuscrito em prosa e verso escrito pela mãe. Algumas das canções foram impressas na “Tea-Table Miscellany” do poeta escocês Allan Ramsay. A mais famosa das suas canções em escocês é “And werena my heart light I wad dee” e foi publicada originalmente no “Orpheus Caledonius, or a Collection of the Best Scotch Songs” (1725) do musicólogo William Thomson.
Os ‘registos contáveis domésticos’ de Grizel Baillie, cuidadosamente mantidos de 1692 até 1746, revelam informações sobre a vida social na Escócia, no século XVIII. Estas anotações têm início logo após o seu primeiro ano de casada e terminam pouco antes da sua morte, consistindo em mais de mil páginas.
Em 1911, a Sociedade História Escocesa publicou uma edição académica de 400 páginas dos registos de Grizel Baillie. Esta edição é voltada principalmente para os anos de 1692 a 1718, que dão maiores detalhes sobre os primeiros anos de casamento dos Baillies, o nascimento e a educação dos filhos e o casamento das filhas. Historiadores citaram mesmo estes registos para demonstrar o custo dos produtos da época e para fornecer elementos sobre a alimentação dos trabalhadores naquele período.
Muito se sabe sobre o casamento e vida familiar de George e Grizel Baillie, graças à biografia escrita por uma das suas filhas. Embora não destinada à publicação, a biografia foi impressa em 1809, em “Observations on the Historical Work of the Right Honorable Charles James Fox” sob o título de “Lady Murray's Narrative". Lady Grizel foi também imortalizada pela poetisa escocesa Joanna Baillie, que dizia ser uma parente distante, num poema publicado pela primeira vez em 1821, em “Metrical Legends of Exalted Characters”.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

5 DE DEZEMBRO - NINA FOCH


EFEMÉRIDE - Nina Foch, actriz holandesa naturalizada norte-americana, morreu em Los Angeles no dia 5 de Dezembro de 2008. Nascera em Leiden, em 20 de Abril de 1924.
Depois de assinar um contrato com a Columbia Pictures aos dezanove anos, tornou-se uma actriz habitual em filmes de terror e policiais, antes de se estabelecer como actriz secundária noutros géneros de filmes, de meados dos anos 1940 até a década de 1950. A sua carreira iria durar seis décadas, consistindo em mais de cinquenta longas-metragens e cerca de cem trabalhos para televisão.
Os seus papéis mais conhecidos tiveram lugar nos filmes: “An American in Paris” (1951) de Vincente Minnelli, “Scaramouche” (1952) de George Sidney, “The Ten Commandments” (1956) de Cecil B. DeMille e “Spartacus” (1960) de Stanley Kubrick. A sua interpretação em “Executive Suite” (1954) de Robert Wise, mereceu uma nomeação para os Oscars.
Na televisão, foi protagonista de uma infinidade de filmes e séries televisivas, entre 1951 e 2007. Além de actriz, ensinou também Representação no American Film Institute e numa Universidade de Artes Cinematográficas.
Contracenou, ao longo da sua vida artística, com Dean Martin, Natalie Wood, Diana Ross, Peter Fonda, Clint Eastwood, Rock Hudson e Michael Douglas, entre outros. Morreu aos 84 anos de idade.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

4 DE DEZEMBRO - EMANUEL SILVA


EFEMÉRIDE - Emanuel Eduardo Pimenta Vieira da Silva, canoísta português, nasceu em Braga no dia 4 de Dezembro de 1985. Foi finalista nos Jogos Olímpicos de Atenas (2004) e vencedor da Medalha de Prata em K-2 (1000 m) nas Olimpíadas de Londres em 2012.
Apesar de ter treinado com recursos muito limitados, Emanuel Silva tornou-se campeão nas três distâncias (500 m, 1000 m e 10000 m) com apenas dezasseis anos de idade.
Em 2003, brilhou nos Campeonatos do Mundo de Juniores no Japão (Komatsu), sendo Medalha de Ouro em K1/500 m e Medalha de Prata em K1/1000 m. Competiu pela primeira vez como atleta sénior nos Campeonatos do Mundo em Gainesville, E.U.A., classificando-se em décimo sexto lugar, em K-1/1000 m.
Em 2004, atingiu a sua primeira final como sénior, nos Campeonatos da Europa, em Poznań, na Polónia, e classificou-se na sétima posição. Ainda com apenas dezoito anos, e tecnicamente júnior, foi o segundo atleta mais novo a competir na prova de K-1/1000 m nos Jogos Olímpicos de Atenas e excedeu todas as expectativas ao atingir a final, chegando em sétimo lugar.
Em 2005, no Campeonato Europeu de Sub-23, venceu a final de K1/1000 metros, em Plovdiv, Bulgária. No final dessa época, ganhou a sua primeira medalha como sénior, ao receber a de Bronze no Campeonato da Europa de K1-1000 m, em Poznań, Polónia.
Em 2006, arrecadou o título de Campeão Europeu de Sub-23 em Schinias, Grécia. Em competições seniores, a melhor classificação foi o sétimo lugar no Campeonato do Mundo, em Szeged na Hungria.
Nos Jogos Olímpicos de Pequim  (2008), foi eliminado nas semifinais de K-1500 m e de K-1/1000 m.
Nos Jogos Olímpicos de Londres (2012), conquistou a Medalha de Prata juntamente com Fernando Pimenta em K-2/1000 m.
Emanuel Silva é agora membro e atleta do Sporting CP, tendo recebido um Prémio Stromp em 2013 e sendo eleito Atleta Masculino do Ano do SCP em 2014. Em Maio de 2015, foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

domingo, 3 de dezembro de 2017

3 DE DEZEMBRO - GILBERT STUART


EFEMÉRIDE - Gilbert Charles Stuart (nascido Stewart), pintor norte-americano, nasceu em Saunderstown (Rhode Island) no dia 3 de Dezembro de 1755. Morreu em Boston,  em 9 de Julho de 1828.
Gilbert Stuart é consensualmente indicado como um dos mais destacados retratistas norte-americanos. A sua obra mais célebre, “George Washington” (também chamada “O Ateneu” e o “Retrato inacabado”), foi terminada em 1796. A imagem de George Washington representada nesta pintura apareceria nas notas de 1 dólar dos Estados Unidos durante mais de um século.
Ao longo da sua carreira, Stuart produziu retratos de mais de mil pessoas, incluindo os primeiros seis presidentes norte-americanos. As suas obras encontram-se actualmente em museus de todos os Estados americanos e do Reino Unido, de modo destacado no Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque, na Galeria Nacional de Arte de Washington, D.C., na Galeria Nacional de Retratos do Reino Unido em Londres, e no Museu de Belas Artes de Boston.
Gilbert era o terceiro filho de Gilbert Stewart, um imigrante escocês que trabalhava na indústria do tabaco, e de Elizabeth Anthony Stewart, membro de uma proeminente família terratenente de Middletown, Rhode Island.
Gilbert mudou-se para Newport aos sete anos de idade, onde o pai buscou trabalho no comércio. Ali, Stuart começou a mostrar-se como uma grande promessa da pintura. Foi ensinado por Cosmo Alexander, um pintor escocês. Sob a sua orientação, Stuart - apenas com 12 anos de idade - pintou o famoso retrato “Dr. Hunter's Spaniels”, que actualmente perdura no Hunter House Manison de Newport.
Em 1773, após a morte do mestre, Stuart tentou ganhar a vida como retratista, mas os seus esforços ficaram em perigo ao deflagrar a Revolução Americana, com as consequentes perturbações sociais. Stuart mudou-se para Inglaterra em 1775 e tornou-se protegido de Benjamin West, com quem estudou durante os seis anos seguintes.
Chegou um momento em que o preço dos seus quadros era apenas superado pelos dos conhecidos artistas ingleses Joshua Reynolds e Thomas Gainsborough, que representavam a tradição do retrato inglês. Apesar de ter muitas encomendas, Stuart era despreocupado nas suas finanças e correu o risco de ser enviado para o cárcere por dívidas. Em 1787, fugiu para Dublim, na Irlanda, onde continuou a pintar e a acumular dívidas.
Devido à falta de dinheiro, Stuart regressou aos Estados Unidos em 1793, permanecendo durante um curto período de tempo em Nova Iorque. Em 1795, mudou-se para Germantown, perto de Filadélfia, que era então a capital dos EUA, onde abriu um estúdio. Granjeou fama e teve o seu lugar no mundo artístico, com os retratos que pintou de muitos norte-americanos importantes da época.
Pintou George Washington, numa série de retratos. Retrataria igualmente os presidentes que lhe sucederam.
Stuart mudou-se para Boston em 1805, continuando o seu sucesso artístico e os seus problemas financeiros. Quando da sua morte, deixou muitas dívidas, razão pela qual a esposa e os filhas foram incapazes de comprar uma tumba para ele.
No final da carreira, Gilbert Stuart tinha retratado muitas centenas de políticos e figuras célebres norte-americanas. Era elogiada a vitalidade e naturalidade dos seus retratos. Os modelos achavam agradável a sua companhia, assim como as conversas que mantinha com eles enquanto pintava.
Stuart trabalhava sem ajuda de rascunhos, começando a pintar directamente sobre a tela, o que era raro na época. Cuidava muito dos detalhes, sobretudo nas vestimentas.

sábado, 2 de dezembro de 2017

2 DE DEZEMBRO - DONN EISELE


EFEMÉRIDE - Donn Fulton Eisele, astronauta norte-americano, tripulante da Apollo 7, a primeira missão tripulada do Programa Apollo a ir ao espaço, morreu em Tóquio no dia 2 de Dezembro de 1987.  Nascera em Columbus, em 23 de Junho de 1930.
Graduado pela Academia Naval dos Estados Unidos e piloto da Força Aérea, Eisele entrou para a NASA em 1963. Em Dezembro de 1968, juntamente com os astronautas Walter Schirra e Walter Cunningham, participou na missão Apollo 7, ficando em órbita terrestre durante onze dias. Realizou intensos treinos e testes com o novo equipamento, visando as futuras missões lunares do Programa Apollo. Durante esta missão, foram transmitidas para a Terra, pela primeira vez, imagens ao vivo de astronautas a trabalhar no espaço.
Em Julho de 1972, deixou a NASA e integrou o Corpo de Paz do Exército dos Estados Unidos na Tailândia, como director regional. Após este cargo, passou para a iniciativa privada e foi nesta actividade que veio a falecer, vítima de ataque cardíaco durante uma viagem de trabalho com destino a Tóquio.
 Donn Eisele tinha seis filhos dos seus dois casamentos.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

1 DE DEZEMBRO - JOHN DENSMORE


EFEMÉRIDE - John Densmore, músico e compositor americano, ex-baterista e um dos fundadores da banda de rock The Doors (1965/73), nasceu em Los Angeles no dia 1 de Dezembro de 1944.
Foi durante uma conferência sobre Meditação Transcendental que Ray Manzarek encontrou o guitarrista Robby Krieger e o baterista John Densmore. Este último tinha pago 35 dólares por um mantra personalizado. «Nunca teria existido The Doors sem este episódio» - disse Densmore.
Em 2002, moveu um processo, ganho recentemente, contra o uso do nome The Doors na realização de shows pelos dois antigos companheiros e sobreviventes da banda, Ray Manzarek e Robby Krieger. Segundo ele, o grupo não respeitava mais a filosofia e ideias originais.
Densmore era um talentoso baterista de jazz. Cresceu na região de Los Angeles. As suas influências eram diversas: os Beatles, Jimmy Reed e os maiores nomes do jazz. As suas qualidades na bateria desenvolveram-se no seio dos Doors, com ritmos endiabrados e místicos. Apagava-se um pouco, como os outros membros do grupo, face à notoriedade do vocalista e poeta Jim Morrison, mantendo – porém - um lugar preponderante na banda.
Em 1991, editou a sua autobiografia “Riders on The Storm”, nome de uma das canções dos Doors. Membro activo da Amnistia Internacional durante os anos 1970, ele defende actualmente as causas da ecologia e do respeito pelas minorias étnicas.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

30 DE NOVEMBRO - ANDRÉS HENESTROSA


EFEMÉRIDE - Andrés Henestrosa Morales, orador, escritor, político e historiador mexicano, nasceu em San Francisco, Ixhuatán, Oaxaca, no dia 30 de Novembro de 1906. Morreu na Cidade do México em 10 de Janeiro de 2008. Uma das suas grandes contribuições culturais foi a fonetização da língua zapoteca e a sua transcrição para o alfabeto latino.
Andrés começou a sua educação básica em Juchitán, Oaxaca. Falou somente zapoteco até aos quinze anos de idade, quando se mudou para a Cidade do México a fim de estudar na Escola Normal de Professores, onde pôde aprender a língua castelhana. Mais tarde, frequentou a Escola Nacional Preparatória e, depois, a Escola Nacional de Jurisprudência, onde estudou advocacia, sem se licenciar. Ao mesmo tempo, estudou na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Nacional Autónoma de México.
Foi nessa época (1927) que iniciou a sua carreira literária, quando um dos seus professores lhe sugeriu que escrevesse sobre os mitos, lendas e fábulas que ele narrava tão bem oralmente. A ideia serviu de base ao livro “Los hombres que dispersó la danza”, publicado dois anos depois. Henestrosa, nesta obra, recriou - com uma prosa cheia de determinação e eficiência narrativa - as histórias e os contos da sua terra zapoteca, inspirados no acervo popular.
Além dos seus talentos como escritor, submeteu-se às urnas, cumprindo três mandatos na Câmara de Deputados do México e sendo senador pelo Estado de Oaxaca de 1982 a 1988.
Foi um dos representantes mexicanos no movimento literário Indianismo, depois de escrever o seu primeiro livro. Publicou vários ensaios, crónicas e documentos políticos durante a sua longa carreira, tendo colaborado em vários magazines e jornais.  
Em 1936, a Fundação Guggenheim encarregou-o de fazer pesquizas sobre a cultura Zapoteca, tendo visitado os Estados Unidos. Criou o dicionário “Zapoteca-Espanhol” e, em Nova Orleães, escreveu o seu livro mais célebre “El retrato de mi madre”.
Andrés Henestrosa foi membro da Academia Mexicana de Letras de 1964 até à sua morte, tendo sido seu tesoureiro de 1965 a 2000.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

29 DE NOVEMBRO - SPYRIDON SAMARAS


EFEMÉRIDE - Spyridon-Filiskos Samaras, compositor grego que compôs, entre outros trabalhos, o hino dos Jogos Olímpicos da era moderna, nasceu em Corfu no dia 29 de Novembro de 1861. Morreu em Atenas, em 7 de Abril de 1917.
De 1875 a 1882, frequentou o Conservatório de Atenas. A sua primeira composição (“Torpillae”, hoje perdida) foi criada em 1879. Três anos depois, foi para Paris a fim de estudar no Conservatório de Paris com Jules Massenet e outros grandes mestres. Ficou em Paris para compor e, em 1885, emigrou para Itália.
Samaras tornou-se rapidamente uma figura importante da ópera em Itália.  Flora mirabilis” foi criada em Milão, em 1886, seguindo-se “Medge” criada em 1888 e que obteve grande sucesso no Teatro Costanzi em Roma, com a diva francesa Emma Calvé no papel principal. Esteve estreitamente associado a Edoardo Sonzogno, um editor milanês. Sonzogno fundou o Teatro Lirico Internazionale e escolheu “A Mártir” de Samaras para a abertura do teatro em Setembro de 1894. A ópera tinha sido criada no mesmo ano em Nápoles e é baseada num libreto de Luigi Illica.
As obras de Samaras, muito apreciadas no seu tempo, tiveram uma larga difusão. As suas óperas foram representadas em Paris, Monte-Carlo, Colónia. Berlim. Viena, Malta, Bucareste, Constantinopla, Esmirna, Alexandria, Cairo e., evidentemente, na Grécia e em Itália. Escreveu também quinze obras cénicas. Voltou à Grécia em 1911, esperando ser nomeado director do Conservatório de Atenas, o que não veio a acontecer. Compôs algumas operetas. A sua última ópera, “Tigra”, começada por esta época e que continha uma parte da sua melhor música, não chegou a ser terminada. Faleceu aos 55 anos.
É autor da música do Hino Olímpico, com letra de Kostís Palamás, que foi tocado pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Atenas em 1896. Outras composições musicais acompanharam as cerimónias dos Jogos seguintes até às Olimpíadas de Roma em 1960, nas quais foi utilizada a composição de Samaras/Palamás e a título definitivo, de acordo com a uma decisão tomada pelo Comité Internacional Olímpico em 1958.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

28 DE NOVEMBRO - ANTON RUBINSTEIN


EFEMÉRIDE - Anton Grigorevich Rubinstein, pianista, compositor e maestro russo, nasceu em Vikhvatinets no dia 28 de Novembro de 1829. Morreu em Peterhof, em 20 de Novembro de 1894.
De origem judaica, aprendeu a tocar piano muito cedo. O seu professor, a partir dos nove anos, foi Alexandre Villoing, em Paris. Foi ouvido por Chopin e Franz Liszt e também os viu tocar. Em Berlim (1844), ele e o irmão Nikolai Rubinstein estudaram composição e teoria com Siegfried Dehn, e conheceram Felix Mendelssohn e Giacomo Meyerbeer, que os apoiaram. Mudou-se depois para Viena (1846), onde ensinou por algum tempo, antes de voltar à Rússia em 1848, para trabalhar como músico para uma cunhada do czar.
Estabeleceu-se em São Petersburgo e, depois, fez uma tournée, como pianista, em meados dos anos 1850. Rubinstein foi um crítico do movimento nacionalista russo, cujo rosto mais visível era o grupo Os Cinco. Fundou a Sociedade Musical Russa, em 1859, e o Conservatório de São Petersburgo (a primeira escola de música na Rússia), em 1862, para «combater o amadorismo do movimento nacionalista».
Rubinstein morreu em Peterhof, vítima de doença cardíaca. Durante toda a sua vida, tinha sentido algo de estranho a seu próprio respeito e escreveu sobre isso, nas suas anotações de memória: «os russos chamam-me alemão, os alemães chamam-me russo, os judeus chamam-me cristão, os cristãos chamam-me judeu. Os pianistas chamam-me compositor, os compositores chamam-me pianista. Os classicistas imaginam em mim um futurista e os futuristas chamam-me reaccionário. A minha conclusão é que não sou nem peixe nem carne, sou apenas um indivíduo que inspira pena.».
Até 1867, Rubinstein foi director e professor do Conservatório, período durante o qual teve Tchaikovsky como aluno. Depois, voltou à sua carreira de pianista e dedicou-se igualmente à composição. Esta última faceta será porventura a menos conhecida nos dias de hoje, apesar de ter registado alguns sucessos durante a vida. Prolífico, escreveu cerca de duas dezenas de óperas, oratórios, 6 sinfonias, 5 concertos para piano, música de câmara e obras vocais.
Anton Rubinstein não tem qualquer parentesco com o pianista polaco Arthur Rubinstein. À antiga rua da Trindade, onde ele morou em São Petersburgo, foi dado o seu nome a partir das comemorações do centenário do seu nascimento.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

27 DE NOVEMBRO - BARÃO DE ITARARÉ


EFEMÉRIDEBarão de Itararé, de seu verdadeiro nome Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, também conhecido por Apporelly, jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro, morreu no Rio de Janeiro em 27 de Novembro de 1971. Nascera no Rio Grande em 29 de Janeiro de 1895. De notar que o nome porque ficou conhecido era um falso título de nobreza.
O seu nascimento foi marcado por mistérios e disputas. Conta-se que teria nascido a bordo de uma diligência, no Uruguai, quando os pais rumavam para uma fazenda da família materna. Admiradores de Rio Grande (Rio Grande do Sul), onde os pais moravam, contestam esta versão. Entretanto, na matrícula de ensino escolar, ele foi registado como nascido no Uruguai, enquanto o seu título de eleitor sustenta a naturalidade gaúcha, mas sem indicação da cidade.
A mãe teve uma morte trágica, suicidando-se quando tinha 18 anos e ele apenas 18 meses. O pai enviou-o para um internato jesuíta em São Leopoldo. Apparício Torelly iniciou-se no humorismo em 1908, no jornalzinho “Capim Seco” do colégio onde estudava, satirizando a disciplina dos padres jesuítas de São Leopoldo.
Em 1918, durante as férias, sofreu um AVC quando andava na fazenda de um tio. Abandonou o curso de Medicina no quarto ano e começou a escrever. Publicou sonetos e artigos em jornais e revistas, como a “Revista Kodak” e “A Máscara”.
Em 1925, entrou para “O Globo” de Irineu Marinho. Com a morte de Irineu, Apporelly foi convidado para ser colaborador do jornal “A Manhã”. Ainda em 1925, estreou-se - na primeira página - com os seus sonetos de humor que, geralmente, tinham como tema uma personalidade política da época. A sua coluna humorística fez sucesso e, também na primeira página - em 1926 - começou a escrever a rubrica “A Manhã tem mais…”. Neste mesmo ano, criou o semanário que viria a tornar-se o maior e mais popular jornal de humor da história do Brasil. Bem ao seu estilo de paródias, o novo jornal da capital federal tinha o nome de “A Manha” e usava a mesma tipologia do jornal em que Apparício trabalhara, sem o til, fazendo toda a diferença, que era reforçada com a frase ladeando o título: «Quem não chora, não mama».
Durante a Revolução de 1930, quando Getúlio Vargas partiu de comboio rumo à capital federal, então o Rio de Janeiro, propagou-se pela imprensa que haveria uma batalha sangrenta em Itararé. Isto foi largamente divulgado. Apporelly não ficou de fora desta tendência. Esta batalha ocorreria entre as tropas fiéis a Washington Luís e as da Aliança Liberal que, sob o comando de Getúlio Vargas, vinham do Rio Grande do Sul em direcção ao Rio de Janeiro para tomar o poder. A cidade de Itararé fica na divisa de São Paulo com o Paraná, mas antes que houvesse a batalha «mais sangrenta da América do Sul», foram feitos diversos acordos.
Uma junta governativa assumiu o poder no Rio de Janeiro e não aconteceu nenhum conflito. O Barão de Itararé comentaria este facto mais tarde, da seguinte maneira: «Fizeram acordos. O Bergamini pulou em cima da prefeitura do Rio, outro companheiro ficou com os Correios e Telégrafos, outros patriotas menores foram exercer o seu patriotismo a tantos por mês em cargos de mando e desmando… E eu fiquei chupando no dedo. Foi então que resolvi conceder a mim mesmo uma carta de nobreza. Se eu fosse esperar que alguém me reconhecesse o mérito, não arranjava nada. Então passei a ser o Barão de Itararé, em homenagem à batalha que nunca existiu.».
Em 1934, fundou o “Jornal do Povo”. Nos dez dias em que durou, o jornal publicou em fascículos a história de João Cândido, um dos marinheiros da Revolta da Chibata, de 1910. Em represália, o barão foi sequestrado e espancado por oficiais da Marinha, nunca identificados. Depois desse episódio, voltou à redacção do jornal e colocou uma placa na porta onde se lia: «Entre sem bater», mantendo o seu espírito humorístico.
O jornal “A Manha” circulou até fins de 1935, quando o Barão foi preso por ligações com o Partido Comunista Brasileiro, então clandestino. Foi libertado em Dezembro de 1936, já ostentando a volumosa barba que cultivaria por boa parte da sua vida. Retomou o jornal por um curto período, até que veio nova interrupção, ao longo de todo o Estado Novo, só voltando em edições episódicas até 1959.
Foi candidato em 1947 a vereador do Distrito Federal, com o lema «Mais leite! Mais água! Mas menos água no leite!», sendo eleito com 3669 votos, o oitavo mais votado do PCB, que conquistou 18 das 50 cadeiras. Porém, em Janeiro de 1948, os seus vereadores foram cassados: «Um dia é da caça... os outros da cassação», anunciou “A Manha”.
No final dos anos 1950, foi deixando o humor de lado e passou a interessar-se pela Ciência e pelo Esoterismo. Estudou Filosofia Hermética, as pirâmides do Antigo Egipto e Astrologia, campo no qual desenvolveu o “horóscopo biónico”. Faleceu, quando dormia, no seu apartamento no bairro carioca de Laranjeiras.
Em 1985, a Editora Record publicou em livro, sob o título de “Máximas e Mínimas do Barão de Itararé”, uma selecção de textos de humor extraídos de “A Manhã”, uma colectânea organizada por Afonso Félix de Sousa, com prefácio de Jorge Amado. No decorrer do ano, “Máximas e Mínimas” alcançou rapidamente quatro edições.
Em Agosto de 2011, o programa “De lá pra cá”, da TV Brasil, relembrou a vida e a obra do Barão de Itararé.
Mais recentemente, o seu espírito crítico influenciou a criação do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, que reúne diversos activistas e movimentos sociais comprometidos com a democratização da imprensa no Brasil.
Em 2014, o segundo episódio da série “Resistir é Preciso”, exibida pela TV Brasil, teve como assunto a trajectória do Barão de Itararé.

domingo, 26 de novembro de 2017

26 DE NOVEMBRO - ARLINDO DE CARVALHO


EFEMÉRIDE - Arlindo Duarte de Carvalho, cantor, autor e compositor musical português, morreu na Amadora em 26 de Novembro de 2016. Nascera na Soalheira, Fundão, em 27 de Abril de 1930.
Era familiar do conhecido advogado Daniel Proença de Carvalho. Foi professor na sua terra natal, no Porto, em Lisboa e ainda na Alemanha e em França, onde esteve exilado voluntariamente. Foi Leitor de Português, a partir de 1965, no Liceu Henrique IV de Poitiers.
Teve como primeiro “mestre musical” um acordeonista de Castelo Branco, que lhe deu as primeiras noções de solfejo. Muito mais tarde, quando veio para Lisboa como professor, frequentou a Academia de Amadores de Música de Lisboa.
Maria Amélia Marques foi a primeira intérprete profissional a cantar uma canção de sua autoria: “Ó Morena”, ainda no início dos anos 1950. Em poucos anos, várias das suas músicas foram gravadas por diversos artistas. Até 1961, Gina Maria já tinha gravado as canções “Chapéu preto”, “Mulher da Beira”, “Salta o muro do quintal”, “Já namoro o meu Zé”, “Portas do Sol”, “Vira de Sesimbra” e “Verde Gaio”.
Oh! Morena” e “Fandango do Cartaxo” foram cantadas por Luís Piçarra. “O meu adufe”, “Fandango da Beira” e “Canção da azeitona” foram dadas a conhecer pela voz de Maria de Lurdes Resende. “Arraiano da Beira” e “Canção do pastor” foram cantadas por Guilherme Kjolner.  Ana Maria cantou “Arre burrinho”, “Aninhas da Beira” e “Melopeia do arado”.
Saiu de Portugal em Janeiro de 1965, na carrinha de Amália Rodrigues, que ia cantar em Bruxelas. Estreou-se como cantor profissional em Paris (1966). Participou em programas de rádio e de televisão em Paris, Hamburgo, Berlim e Munique. Foi convidado de Olof Palme, na campanha eleitoral do Partido Social Democrata da Suécia em 1976 e 1979.
Foi autor de canções ligeiras, de raiz folclórica, de intervenção e fados de Coimbra. Em 2011, foi agraciado com a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores.
Morreu aos 86 anos, no Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, vítima de doença súbita, tendo sido sepultado na sua terra natal.
Composições suas foram interpretadas também por Cândida Branca Flor, Amália Rodrigues, Tristão da Silva, António Mourão, Maria de Fátima Bravo, Madalena Iglésias, Lenita Gentil, Rão Kyao, Júlio Pereira e Tonicha, entre outros artistas.

sábado, 25 de novembro de 2017

25 DE NOVEMBRO - JOE DIMAGGIO


EFEMÉRIDE - Joseph Paul “JoeDiMaggio, jogador de basebol norte-americano, que alinhou pelos New York Yankees (1936/51), nasceu em Martinez, Califórnia, no dia 25 de Novembro de 1914. Morreu em Hollywood, em 8 de Março de 1999. Foi eleito para o Hall of Fame do Basebol em 1955.
O seu nome de registo era Giuseppe Paolo DiMaggio, porque era oriundo de uma família ítalo-americana, originária da Sicília e chegada aos Estados Unidos no fim do século XIX.
Joe começou a sua carreira profissional/desportiva aos 17 anos, defendendo as cores dos Seals de San Francisco, chamando logo a atenção dos observadores pela força como batia a bola. Apesar de estar lesionado num joelho, assinou pelos Yankees de Nova Iorque em 1935 e começou a jogar na equipa principal no ano seguinte.
DiMaggio foi seleccionado treze vezes para o All-Star Game (é o único jogador a ter sido seleccionado para o Jogo das Estrelas em todas as temporadas em que actuou). Ele é também conhecido pela sequência de 56 jogos com pelo menos uma rebatida (entre 15 de Maio e 16 de Julho de 1941), que é -  ainda hoje -  recorde na MLB. Tornou-se um ícone do desporto americano.
Alistou-se nas Forças Aéreas Americanas, combatendo na 2ª Guerra Mundial, pelo que esteve sem jogar durante três épocas.
Joe DiMaggio retirou-se das competições em 1951, sendo considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos dos Yankees.
Em 1969, pela sua «conduta impecável», recebeu o Prémio dos Profissionais do Basebol e foi eleito o Maior Desportista Vivo. Outro facto que o tornou famoso, foi o seu curto casamento (menos de um ano) com a actriz Marilyn Monroe, em 1954. Ficaram, porém, sempre amigos, até à morte de Marilyn ocorrida em 1962.
Fumador durante boa parte da sua existência, perto do fim da vida, foi-lhe diagnosticado um cancro no pulmão. Em Outubro de 1998, foi submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor e ficou 99 dias sob terapia intensiva. Apesar de ter tido alta, DiMaggio nunca se restabeleceu completamente e não tinha condições para se submeter a um tratamento quimioterápico. Faleceu aos 84 anos, sendo o corpo sepultado na sua cidade natal.

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