segunda-feira, 2 de novembro de 2009

EFEMÉRIDEBurton Stephen Lancaster, conhecido como Burt Lancaster, actor e realizador de cinema norte-americano, nasceu em Nova Iorque no dia 2 de Novembro de 1913. Faleceu em Los Angeles, em 20 de Outubro de 1994.
Na sua juventude foi craque em vários desportos e tinha um físico musculoso, com 1m88 de altura. A sua actividade artística começou como acrobata e durante dez anos apresentou-se em feiras, circos e shows de variedades.
Começou a fazer cinema em 1946, actuando em filmes de acção, thrillers e westerns, movendo-se gradualmente para papéis mais exigentes e sérios, à medida que ia ganhando prestígio. Participou em dezenas de filmes dos anos 1940 aos anos 1980 e seu talento foi reconhecido quando ganhou o Oscar de Melhor Actor em 1960.
Foi nos anos 1950 que alcançou maior popularidade, tendo sido nomeado para o Oscar em 1953. Receberia mais três nomeações em 1960, 1962 e 1980. Além das interpretações dramáticas, Lancaster brilhou em filmes nos quais pôde exibir a sua excelente forma atlética.
Além de actor, Lancaster foi também um empresário ambicioso e bem sucedido, realizando várias produções independentes com sucesso. O filme “Marty”, vencedor do Oscar de 1955, foi produzido pela companhia de Harold Hecht e Burt Lancaster, com um pequeno orçamento.
Em 1962 ganhou o "Prémio de Melhor Actor” no Festival de Veneza pela sua actuação em “O Homem de Alcatraz”.
Burt Lancaster foi também um empenhado activista liberal, falando várias vezes em nome das minorias. Em 1963 participou numa marcha organizada por Martin Luther King e foi sempre um defensor das causas indígenas.
Trabalhou com alguns dos maiores cineastas do seu tempo, como Bernardo Bertolucci, Luchino Visconti, Louis Malle e John Huston, entre outros. Construiu assim uma carreira sólida e é reconhecido como um dos maiores actores de sua geração.
Depois de uma operação de urgência ao coração, teve uma trombose cerebral em 1990, que o deixou numa cadeira de rodas. Morreu em Los Angeles quatro anos depois, de ataque cardíaco. Possui uma estrela na Calçada da Fama em Hollywood.
Burt Lancaster ocupa a 19ª posição masculina na Lista das 50 Maiores Lendas do Cinema, divulgada pelo American Film Institute em 1999.
Não aceitou o papel principal em "Patton" (1970), por ser contrário ao envolvimento americano na Guerra do Vietname.

domingo, 1 de novembro de 2009

EFEMÉRIDEO “Terramoto de Lisboa” ocorreu no dia 1 de Novembro de 1755 e destruiu quase completamente a cidade, atingindo também grande parte do litoral algarvio. O sismo foi seguido por um tsunami - que se crê ter atingido uma altura entre 5 e 20 metros - e de múltiplos incêndios, tendo feito seguramente mais de dez mil mortos. Houve quem apontasse um número de vítimas entre 90 000 e 100 000. Foi um dos sismos mais mortíferos da História, atingindo segundo os geólogos modernos uma magnitude entre 8,5 e 9 na escala de Richter.
Teve um enorme impacto político e socioeconómico na sociedade portuguesa do século XVIII, dando origem aos primeiros estudos científicos do efeito de um terramoto numa área alargada, marcando assim o nascimento da moderna Sismologia.
O sismo fez-se sentir cerca das 9:30 da manhã, no dia que coincide com o feriado de Todos-os-Santos. O epicentro não é conhecido com exactidão, havendo diversos sismólogos que propõem locais distanciados entre eles de centenas de quilómetros. No entanto, todos convergem para um epicentro no mar, entre 150 a 500 quilómetros a sudoeste de Lisboa. Relatos da época afirmam que os abalos foram sentidos, consoante o local, durante seis minutos a duas horas e meia, causando fissuras enormes de que ainda hoje há vestígios em Lisboa.
Com os vários desmoronamentos, os sobreviventes procuraram refúgio na zona portuária e assistiram ao recuo das águas, mostrando o fundo do mar cheio de destroços de navios e cargas perdidas. Poucas dezenas de minutos depois, porém, um tsunami fez submergir o porto e o centro da cidade, tendo as águas penetrado até 250 metros dentro de Lisboa. Nas áreas que não foram afectadas pelo tsunami, o fogo alastrou e os incêndios duraram pelo menos cinco dias.
As ondas de choque do sismo foram sentidas por toda a Europa e norte de África. As cidades marroquinas de Fez e Meknès sofreram também danos e perdas de vida consideráveis. Os maremotos originados pela movimentação tectónica varreram locais desde o norte de África até ao norte da Europa, afectando os Açores e a Madeira e locais tão longínquos como Antígua, Martinica e Barbados. Cerca de 85% das construções de Lisboa foram destruídas, incluindo palácios famosos e bibliotecas, conventos e igrejas, hospitais e importantes estruturas. Várias construções que sofreram poucos danos causados pelo terramoto foram destruídas pelo fogo que se seguiu ao abalo sísmico.
O Palácio Real, que se situava na margem do Tejo, onde hoje existe o Terreiro do Paço, foi destruído pelos abalos sísmicos e pelo tsunami. Da sua biblioteca, perderam-se 70 mil volumes e centenas de obras de arte, incluindo pinturas de Ticiano, Rubens e Correggio. O precioso Arquivo Real, com documentos relativos à exploração oceânica e outros documentos antigos, também desapareceu. O terramoto destruiu ainda as maiores igrejas de Lisboa. As ruínas do Convento do Carmo ainda hoje podem ser visitadas no centro da cidade. O túmulo de Nuno Álvares Pereira, nesse convento, perdeu-se igualmente. O Hospital Real de Todos os Santos foi consumido pelo fogo e centenas de pacientes morreram queimados. Registos históricos das viagens de Vasco da Gama e Cristóvão Colombo foram perdidos.
A família real escapou ilesa à catástrofe. O Rei D. José I e a corte tinham deixado a cidade depois de assistir a uma missa ao amanhecer, encontrando-se em Santa Maria de Belém, nos arredores de Lisboa, na altura do sismo. A ausência do rei deveu-se à vontade das princesas em passar o feriado fora da cidade.
Tal como o rei, o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra e futuro Marquês de Pombal e primeiro-ministro, sobreviveu ao terramoto. Com o pragmatismo que caracterizou a sua futura governação, ordenou ao exército a imediata reconstrução de Lisboa. Conta-se que à pergunta «E agora?» teria respondido: «Enterram-se os mortos e cuida-se dos vivos». A sua rápida resolução levou a organizar equipas de bombeiros para combater os incêndios e recolher os milhares de cadáveres para evitar epidemias.
Menos de um ano depois do terramoto, praticamente já não se encontravam ruínas em Lisboa e os trabalhos de reconstrução iam adiantados. O rei desejava uma cidade nova, ordenada e com grandes praças e avenidas largas e rectilíneas. Na época alguém perguntou ao Marquês de Pombal para que serviam ruas tão largas, ao que ele respondeu que um dia haveriam de achá-las muito estreitas...
O novo centro da cidade, hoje conhecido por “Baixa Pombalina” é uma das zonas nobres de Lisboa. Foram os primeiros edifícios mundiais a serem construídos com protecções anti-sísmicas, que foram testadas em modelos de madeira, utilizando-se tropas a marchar à volta para simular as vibrações sísmicas.
O facto de o terramoto ocorrer num dia santo e destruir várias igrejas importantes levantou muitas questões religiosas por toda a Europa. Para a mentalidade religiosa do século XVIII, tinha sido uma manifestação da ira divina de difícil explicação.
A eficácia da resposta do Marquês do Pombal (cujo título lhe foi atribuído em 1770) garantiu-lhe um maior poder e influência perante o rei, que também aproveitou para reforçar o seu poder e consolidar o Absolutismo. A destruição da cidade de Lisboa frustrou no entanto muitas das ambições coloniais do Império Português de então.
O Marquês do Pombal ordenou um inquérito, enviado a todas as paróquias do país, para apurar a ocorrência e os efeitos do terramoto. O questionário incluía as seguintes questões: Quanto tempo durou o terramoto? Quantas réplicas se sentiram? Que tipo de danos causou? Os animais tiveram comportamento estranho? Que aconteceu nos poços? As respostas estão ainda arquivadas na Torre do Tombo. Através delas foi possível aos cientistas actuais recolherem dados fiáveis e reconstituírem o fenómeno numa perspectiva científica. O inquérito do Marquês do Pombal foi a primeira iniciativa de descrição objectiva no campo da sismologia, razão pela qual é considerado um precursor desta ciência.
Numerosos animais pressentiram o perigo e fugiram para pontos altos, antes da chegada das águas. Foi a primeira vez que tal comportamento foi devidamente observado e estudado.

sábado, 31 de outubro de 2009

EFEMÉRIDEAlexander Aleksandrovitch Alekhine, jogador de xadrez franco-russo de grande nível, conhecido pelo seu estilo marcadamente atacante e campeão mundial de xadrez durante 17 anos, nasceu em Moscovo no dia 31 de Outubro de 1892. Morreu no Estoril, Portugal, em 24 de Março de 1946.
Alekhine nasceu no seio de uma família abastada, o pai sendo proprietário de terras e membro da Duma, enquanto a mãe era filha de um rico industrial. Foi a mãe que ensinou Alexander a jogar xadrez em 1903.
A sua primeira façanha teve lugar em 1909, com dezassete anos, ao vencer o torneio russo de xadrez para amadores, disputado em São Petersburgo. A vitória valeu-lhe o título de mestre nacional.
Em 1914, após ser disputado um torneio em São Petersburgo, Alekhine e o cubano Capablanca ficaram a pertencer ao grupo dos cinco primeiros jogadores a ganhar o título de grandmaster. Alekhine era bastante cosmopolita, tendo vivido em vários países e falando russo, alemão, francês e inglês.
Depois da Revolução Russa, foi dado como suspeito de espionagem (1919) e preso em Odessa. Ao ser libertado dois anos mais tarde, mudou-se para França onde, seis anos depois, adquiriu a cidadania francesa e entrou na Faculdade de Direito da Sorbonne.
Em 1927 arrebatou a Capablanca o título de campeão do mundo de xadrez. No ano de 1935 perdeu o título para Max Euwe, uma derrota que foi atribuída ao consumo abusivo de álcool. Após abandonar o vício conseguiu reconquistar brilhantemente o título e mostrar mais uma vez que era o melhor do mundo, vencendo Euwe em 1937, com uma vantagem confortável.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Alekhine jogou em diversos torneios na Alemanha e em territórios ocupados pelos nazis. Após a guerra, foi considerado persona non grata pelos organizadores de torneios e exilou-se, primeiro em Espanha e depois em Portugal.
Alekhine veio a falecer num hotel do Estoril em Portugal, enquanto se preparava para um match onde defenderia o seu título de campeão do mundo contra Botvinnik. Pensa-se que a sua morte, um assunto muito controverso e ainda debatido, se deva a um ataque cardíaco ou a ter sufocado enquanto comia. A este propósito alguns investigadores mais recentes apontam a hipótese de Alekhine ter sido espião (possivelmente alemão) durante a 2ª Guerra e ter sido vítima de homicídio (notar que Lisboa era então uma importante placa giratória da espionagem mundial). A FIDE financiou o seu funeral em 1956, tendo sido os restos mortais transferidos para o cemitério de Montparnasse em Paris.
Estudando bastante, deixou o seu nome associado a várias técnicas xadrezistas, como por exemplo a “Defesa Alekhine”.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

EFEMÉRIDE Emilio Giuseppe Farina, automobilista italiano e primeiro campeão mundial da Fórmula 1, nasceu em Turim no dia 30 de Outubro de 1906. Morreu em Aiguebelle, França, em 30 de Junho de 1966.
Começou a interessar-se pelo automobilismo aos dezanove anos, tendo entrado em algumas competições, mas o pai ordenou-lhe que se dedicasse prioritariamente aos estudos. Doutorou-se em Ciências Políticas.
Iniciou a sua carreira nos anos 1930, no “Grand Prix Motor Racing”, ao volante de um Maserati. Foi depois para a Alfa Romeo, como segundo piloto ao lado de Tazio Nuvolari, vencendo vários Grandes Prémios. Em 1936 ingressou na Ferrari, conquistando três títulos consecutivos de Campeão de Itália.
Quando a FIA anunciou a prova inaugural do Campeonato Mundial de Fórmula 1, Farina compôs, juntamente com Juan Manuel Fangio, Reg Parnell e Luigi Fagioli, a poderosa equipa Alfa Romeo. Farina obteve 3 vitórias nas 7 corridas disputadas nessa temporada, o que lhe valeu o título (1950). Este foi o apogeu da sua carreira, já que os melhores anos tinham sido perdidos por causa da Segunda Guerra Mundial.
Transferiu-se de novo para a Ferrari em 1952, mas a idade não perdoa e o declínio começava. Abandonou as competições em 1955.
Faleceu num acidente na estrada, quando se dirigia para Reims afim de assistir ao Grande Prémio de França de 1966.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

EFEMÉRIDE Robert Emmanuel Pires, futebolista francês, filho de pai português e de mãe espanhola, nasceu em Reims no dia 29 de Outubro de 1973.
Iniciou a sua carreira profissional no FC Metz onde venceu a Taça da Liga de 1996, jogando depois no Marselha (1998/2000) e no Arsenal FC (2000/2006). Em 2006 transferiu-se para o Villareal CF de Espanha.
Uma das suas características é fazer muitos golos de fora da área e executar passes bastante precisos. Foi um grande ídolo no Arsenal, onde fazia jogadas maravilhosas com o seu conterrâneo Thierry Henry. Gostaria de ter representado Portugal, mas nunca chegou a ser convocado, optando depois pela selecção francesa, onde alinhou cerca de oitenta vezes.
Pela selecção francesa foi Campeão do Mundo em 1998 e da Europa em 2000, vencendo ainda a Taça das Confederações em 2001 (“melhor jogador do torneio”) e 2003.
Jogando pelo Arsenal, foi campeão inglês em 2002 e 2004 (campeonato em que o Arsenal não perdeu nenhum jogo), ganhando igualmente a Taça de Inglaterra por três vezes (2002, 2003 e 2005).
Foi condecorado em 1998 como Cavaleiro da Legião de Honra Francesa e, em 2002, foi considerado o Melhor Jogador do Campeonato Inglês.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

EFEMÉRIDE Eros Luciano Walter Ramazzotti Molina, cantor e músico italiano, considerado como um dos maiores cantores da primeira metade dos anos 1980 até ao começo deste milénio, nasceu em Roma no dia 28 de Outubro de 1963. Já vendeu mais de cinquenta milhões de discos através do mundo.
Desde cedo revelou uma paixão instintiva pela música, sobretudo com piano e guitarra. Aos 8 anos, recebeu a sua primeira guitarra das mãos do pai, ele próprio cantor com algum sucesso em Itália. Aos 18 anos, e já depois de ter decidido abandonar os estudos e tornar-se músico profissional, participou no concurso Voci Nuove di Castrocaro com a canção "Rock 80". Não venceu o concurso, mas chamou a atenção da editora italiana DDD, com a qual assinou o seu primeiro contrato discográfico.
Em 1982 estreou-se a gravar com o single "Ad Un Amico", ao mesmo tempo que desenvolvia o talento com o seu instrumento de eleição, a guitarra. Em 1984, venceu o Festival de Sanremo na secção de "Novas Vozes" com a balada "Terra Promessa". Em 1986, foi o vencedor absoluto do mesmo certame com o tema "Adesso Tu", confirmando uma popularidade crescente, não só em Itália, mas também nalguns países da Europa.
Seguiu-se “In Certi Momenti” de 1987, que o consagrou no mercado europeu. A digressão que se seguiu fez dele o primeiro artista italiano a actuar perante mais de um milhão de espectadores ao longo de cerca de nove meses.
Após dois anos afastado dos palcos, lançou em 1990 “In Ogni Senso”. A longa digressão que se seguiu teve como resultado uma gravação ao vivo (“Eros in Concert”, 1991). “In Ogni Senso” proporcionou-lhe ainda o primeiro concerto nos EUA, no Radio City Music Hall de Nova Iorque cuja lotação esgotou.
O ano de 1993 marcou a definitiva afirmação mundial do cantor, com a edição de “Tutte Storie”, trabalho que atingiu o topo da maioria das tabelas de vendas europeias. Durante o Verão de 1995, participou no “Summer Festival”, um festival musical que levou a sete estádios europeus artistas como Rod Stewart, Elton John e Joe Cocker, entre outros.
Em 1996, lançou “Dove C'è Musica”, o seu oitavo LP e o primeiro inteiramente produzido por si. Vendeu mais de sete milhões de cópias em todo o mundo e proporcionou-lhe o prémio “MTV Europe para Melhor Artista Italiano”. No ano seguinte, lançou a colectânea dos seus maiores êxitos, intitulada “Eros”, álbum que contou com os duetos "Musica È?" e "Cose Della Vita/Can't Stop Loving You" respectivamente com Andrea Bocelli e Tina Turner.
Em Maio de 1998, participou no evento “Pavarotti and Friends”. Após a edição, em Outubro, da gravação ao vivo “Eros Live”, Ramazotti foi galardoado em Hamburgo com o prémio “Echo” na categoria de “Melhor Artista Masculino Internacional”. Em 2000, Eros Ramazzotti regressou com um álbum de originais. No mesmo ano, colaborou, como produtor e co-autor, no álbum de Gianni Morandi “Come Fa Bene L'amore”.
Em Julho de 2001 actuou em Lisboa, num concerto integrado na digressão promocional de “Stilelibero”. Em 2003 realizou um dueto com a brasileira Wanessa Camargo, no programa “Domingão do Faustão” da Rede Globo.
Publicou o seu último álbum (“Ali E Radici”) já em 2009.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

EFEMÉRIDE Maria de Lurdes Mutola, atleta moçambicana, nasceu em Maputo no dia 27 de Outubro de 1972.
Detém o recorde do Mundo dos 1000 metros em pista e em pista coberta, e o recorde africano dos 800 e 1000 metros.
Foi campeã olímpica de 800 metros em Sidney (2000); campeã de 800 metros nos Mundiais de Estugarda (1993), de Edmonton, Canadá (2001) e de Paris (2003); campeã de 800 metros em pista coberta nos Mundiais de Toronto (1993), de Barcelona (1995), de Paris (1997), de Lisboa (2001), de Birmingham (2003), de Budapeste (2004) e de Moscovo (2006).
Maria Mutola sentiu-se atraída pelos desportos desde criança. Não tendo sido autorizada a sua participação no campeonato de futebol de juniores masculinos, iniciou-se no atletismo aos catorze anos.
Filha de pai operário e de mãe doméstica, pertence a uma família bastante humilde. Em 1988, beneficiou de uma bolsa de solidariedade olímpica para os países do terceiro mundo e passou a residir em Oregon, nos Estados Unidos, onde frequentou e concluiu o Liceu. Desde então, não parou de correr e já venceu uma centena de provas internacionais, colocando-se entre os maiores nomes do atletismo mundial.
Em 1995 foi vencedora do Grande Prémio da IAAF - Federação Internacional de Atletismo Amador.
Em 2000 foi eleita para fazer parte da “Comissão de Atletas do Comité Olímpico Internacional”, posição que ocupa até hoje.
Há uma Fundação com o seu nome, com sede em Maputo, que se dedica ao apoio à juventude nas suas várias vertentes.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

EFEMÉRIDEMilton Nascimento, cantor e compositor brasileiro, reconhecido mundialmente como um dos mais influentes e talentosos cantores e compositores da Música Popular Brasileira, nasceu no Rio de Janeiro em 26 de Outubro de 1942.
Foi adoptado por um casal, cuja esposa era professora de música. O pai adoptivo era dono de uma estação de rádio. Mudou-se para Três Pontas, em Minas Gerais, apenas com dezoito meses, e aos treze anos já cantava em festas e bailes da cidade. Sobre a sua família adoptiva, afirmou um dia: «Estou fascinado com ela, acho que não poderia ter tido mais amor, educação e liberdade em nenhuma outra família no mundo. Eles moldaram a minha vida. O meu primeiro instrumento foi uma harmónica dada pela minha avó. Depois deu-me um acordeão e foi aí que a minha vida musical começou».
Gravou a sua primeira canção, “Barulho de trem”, em 1962. Mudou-se depois para Belo Horizonte afim de estudar Economia, tocando simultaneamente em bares e clubes nocturnos e começando a compor com mais assiduidade.
Milton ultrapassou o anonimato como cantor, gravando um LP no Rio de Janeiro em 1966. Em 1967, a composição “Canção do Sal” foi gravada por uma cantora até então desconhecida - Elis Regina. A convite do músico Eumir Deodato, gravou um LP nos Estados Unidos (Courage). Em 1970 realizou temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo com o conjunto “Som Imaginário”. Compôs a trilha sonora de filmes como “Os Deuses e Os Mortos “ (1969, realização de Ruy Guerra), e “Fitzcarraldo” (1981, direcção de Werner Herzog).
Entre outros sucessos, destaca-se a interpretação de “Coração de Estudante”, que se tornou o hino das “Directas Já” (movimento sociopolítico de reivindicação por eleições directas, 1984). Posteriormente, a “Canção da América”, que trata de Amizade, foi tema de fundo nos funerais de Ayrton Senna (1994).
Cantou no coro da versão brasileira de “We are the world”, o hit americano que juntou vozes e granjeou fundos para África.
O estilo musical de Milton pode ser classificado como Música Popular Brasileira, surgido de um desdobramento do movimento da bossa nova, com fortes influências desta, do jazz, do jazz-rock e de grandes expoentes do rock, como os Beatles e Bob Dylan, e com pitadas tanto da música hispano-americana de Mercedes Sosa, Violeta Parra e Victor Jara, quanto dos sons caribenhos de Pablo Milanes. Ao mesmo tempo, Milton Nascimento não deixou de beber nas fontes regionais brasileiras, nos cantos folclóricos de Minas Gerais e de outros estados. O estilo foi inaugurado com a inesquecível interpretação da canção “Arrastão” (Edu Lobo / Vinícius de Moraes), pela “novata” Elis Regina, na estreia do I Festival de Música Popular Brasileira. Até 2004, Milton Nascimento já havia gravado mais de trinta álbuns. Cantou também com muitos outros artistas, tais como Maria Bethânia, Elis Regina, Gal Costa, Caetano Veloso, Simone, Chico Buarque, Gilberto Gil, Paul Simon, Peter Gabriel, Cat Stevens e Quincy Jones. Elegeu Elis Regina como a sua grande musa e para ela compôs inúmeras canções. Em 1998, ganhou o Grammy de “Best World Music Album in 1997”.
Milton já se apresentou na América do Sul, América do Norte, Europa, Ásia e África. O carisma pessoal e o génio musical fazem com que o seu talento seja apreciado no mundo inteiro. A sua voz é considerada uma das melhores de todos os tempos na música popular. A capacidade de alcançar agudos muito altos, graças ao seu privilegiado registo vocal, garantiu-lhe a participação em vários trabalhos, seus e de outros artistas, aos quais adicionou vocalizes extremamente delicadas em arranjos primorosos.

domingo, 25 de outubro de 2009

Preparação para Olimpíadas...

EFEMÉRIDEKlaus Barbie, oficial SS nazi, conhecido pela brutalidade com que torturava os prisioneiros, o que lhe valeu o epíteto de carniceiro de Lyon, nasceu em Bad Godesberg no dia 25 de Outubro de 1913. Morreu em Lyon, em 25 de Setembro de 1991. Foi um dos responsáveis operacionais pelo Holocausto.
Pertencente à “Juventude Hitleriana” desde 1933, foi recrutado para a SS em 1935. Em 1940 foi enviado para Haia onde tinha por missão capturar os refugiados políticos alemães e os judeus. Foi precisamente para fugir de Klaus Barbie que Anne Frank se viu obrigada a viver escondida durante meses em Amesterdão. Em 1942, Klaus Barbie foi colocado em Dijon e, mais tarde, em Lyon, onde assumiu a direcção da Gestapo.
Durante este período, Barbie foi responsável por dois dos actos mais infames cometidos pelos nazis em França. O primeiro foi o assassinato de Jean Moulin, o braço-direito de Charles de Gaulle e responsável por unir a Resistência Francesa. Moulin deslocou-se a Lyon para se encontrar com os chefes da Resistência local. Devido à traição de um companheiro, Klaus Barbie conseguiu prender Moulin em Montluc. Foi torturado praticamente até à morte por um dos homens de Barbie e, porventura, por ele próprio. Deixado à sua sorte no pátio da prisão, Moulin sucumbiu às suas feridas uma semana depois. O outro crime pelo qual Klaus Barbie nunca será esquecido foi a destruição de um campo onde se escondiam crianças judias. Todas com idades inferiores a catorze anos, as 44 crianças tinham-se refugiado em Izieu, uma pequena aldeia perto de Lyon. Barbie, decidido a cumprir o programa nazi chamado “Solução Final da questão judia”, que consistia no extermínio do povo judeu, encontrou as crianças e deportou-as para Auschwitz, o mais cruel campo de extermínio da história da Segunda Guerra Mundial. Nenhuma sobreviveu.
Outros actos de Barbie que chocaram a sociedade foram as torturas durante os interrogatórios. Depois de oficiais da Gestapo espancarem os prisioneiros para assegurar que estes não reagiriam, eram deixados sozinhos por umas horas. Os prisioneiros mais destemidos e que se recusassem depois a falar eram sujeitos a chicotadas, amputações, fome e aos temidos “banhos” que consistiam em manter o prisioneiro debaixo de água até desmaiar para que fosse então reanimado, interrogado e novamente submergido, caso insistisse no silêncio. Os testemunhos de algumas das suas vítimas não deixaram quaisquer dúvidas sobre a crueldade e o prazer com que ele executava ou fazia executar aqueles actos.
No fim da ocupação alemã de Lyon em 1944, Barbie, que havia contraído uma doença venérea, viu-se obrigado a partir para um hospital na Alemanha. Já em viagem, Barbie deu ainda ordens à Gestapo para assassinar os 70 prisioneiros deixados na prisão de Montluc. Depois de se curar da doença, Barbie saiu do hospital e o seu paradeiro permaneceu desconhecido durante muitos anos.
Na verdade, Barbie tornou-se agente dos serviços secretos norte-americanos em 1947, no mesmo ano em que era julgado à revelia em França pelos seus crimes e condenado à pena de morte. Em seguida instalou-se na Bolívia e colocou as suas “competências” ao serviço da ditadura do General Luis García Meza. Dispunha de um passaporte diplomático e deslocava-se à Europa, sob o falso nome de Klaus Altmann, para negociar a compra de armas e veículos militares destinados a reprimir as manifestações da oposição boliviana.
Klaus Barbie foi identificado em 1971 graças ao filho de um deportado assassinado em Auschwitz e a uma alemã, que se incumbiam de procurar todos os acusados de crimes de guerra que haviam saído impunes da 2ª Guerra Mundial.
Só em 1983, após a reposição da democracia na Bolívia, foi extraditado para França. Em 1987 foi dado início ao seu julgamento na cidade de Lyon, em que Klaus Barbie era acusado de 177 crimes contra a humanidade. Foi condenado a prisão perpétua. Durante o julgamento, não mostrou quaisquer sinais de arrependimento. Morreu de leucemia, na prisão de Lyon, quatro anos depois de ter sido condenado.

sábado, 24 de outubro de 2009

EFEMÉRIDE – Madalena Lucília Iglésias do Vale, actriz e cantora portuguesa, uma das vozes mais importantes do chamado nacional-cançonetismo que dominou a década de 1960, nasceu em Lisboa, no dia 24 de Outubro de 1939.
Estudou no Conservatório e na Escola do Canto e, com apenas 15 anos, entrou para o Centro de Preparação de Artistas da Rádio da Emissora Nacional. Em 1957 estreou-se em simultâneo na Televisão e na Rádio.
A sua carreira internacional começou em 1959, com uma actuação na Televisão Espanhola. Em 1960 recebeu os títulos de Rainha da Rádio e da Televisão.
Por intermédio da Emissora Nacional representou Portugal, em 1962, no Festival de Benidorm. Em 1964 venceu o Festival Hispano-Português de Aranda del Duero.
Estreou-se no cinema, ao lado de António Calvário, em “Uma Hora de Amor” de Augusto Fraga. Participou também no filme “Canção da Saudade” de Henrique Campos.
Venceu o Festival RTP da Canção em 1966 com “Ele e Ela”. No Festival da Eurovisão (1966) obteve grande sucesso e "El Y Ella", a versão em espanhol, foi editada em Espanha, França e Holanda.
Ainda em 1966 obteve o segundo lugar no Festival do Mediterrâneo, com a canção “Setembro”. Venceu também o Prémio da Hispanidade com "Vuelo 502".
O filme "Sarilho de Fraldas", de Constantino Esteves, onde voltou a contracenar com Calvário, teve grande sucesso e foram editados dois EPs com os respectivos temas musicais.
Em 1967 recebeu o Prémio da Casa da Imprensa respeitante ao ano anterior. Gravou vários EPs e, em 1968, esteve no Festival do Rio de Janeiro, interpretando “Poema da vida”. Actuou com grande êxito noutros países como Argentina, Canadá e Estados Unidos. Em França teve direito a fotografia e três colunas no jornal “Le fígaro”.
Casou-se em 1972, abandonando a carreira artística e indo viver para a Venezuela. Grávida de oito meses, ainda fez um programa no Canal 4 da Televisão Venezuelana, mas deixou de actuar até os seus filhos terem cinco anos de idade. Depois, actuou esporadicamente na Televisão Venezuelana.
Em 1987 mudou-se para Barcelona, onde vive desde então. Em 1994, a editora Movieplay editou uma compilação das suas canções, na série “O Melhor dos Melhores”. Em 2008 foi publicada a sua fotobiografia.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

EFEMÉRIDEAng Lee, cenarista, produtor e realizador de cinema chinês (Taiwan), radicado nos Estados Unidos, nasceu em Pingtung no dia 23 de Outubro de 1954.
Estudou teatro e cinema no “National Taiwan College of Arts” e, depois, já instalado nos EUA, ingressou na “University of Illinois” e posteriormente na “New York University”.
Em 1992 estreou-se como realizador de uma longa-metragem, com "A Arte de Viver". Em 1993 dirigiu "O Banquete de Casamento", que ganhou o Urso de Ouro no Festival Internacional de Cinema de Berlim e o Prémio de Realização no Festival de Seattle, além de receber uma indicação para o Globo de Ouro.
Em 1994 fez “Comer Beber Viver”, que foi nomeado para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Um ano depois, realizou "Razão e Sensibilidade", que foi nomeado para o Oscar de Melhor Filme e Melhor Guião Adaptado.
Em 1997, dirigiu “Tempestade de Gelo” e, em 2000, “O Tigre e o Dragão”, um filme de artes marciais que ganhou um Globo de Ouro e a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
Em 2005 realizou o “Segredo de Brokeback Mountain”, uma história de amor entre dois cowboys, no preconceituoso e machista oeste americano. Com este filme ganhou o Óscar de Melhor Realizador e mais um Globo de Ouro.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

EFEMÉRIDEJuca Chaves, de seu verdadeiro nome Jurandyr Czaczkes, compositor, músico e humorista brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 22 de Outubro de 1938.
Teve formação em música clássica e começou a compor ainda na infância. Iniciou a sua carreira no fim dos anos 1950, tocando modinhas e trovas num estilo bem suave.
Nos anos 60 montou um Circo nas proximidades da Lagoa Rodrigo de Freitas, ali apresentando o seu show “Menestrel Maldito”.
Muitas das suas piadas ficaram famosas e marcaram uma época. Ao acaso, de entre elas: «A hiena é um animal que come fezes dos outros animais, só tem relações sexuais uma vez por ano e ri... Mas ri de quê?».
Juca foi um crítico do regime militar, da grande imprensa e do próprio mercado discográfico. Chegou a estar exilado em Portugal na década de 70 mas, ao “incomodar” o governo de Salazar com as suas sátiras, que tinham então o seu espaço nas rádios e televisão locais, viu-se obrigado a ir viver para Itália.
Quando regressou ao Brasil, apresentou programas de televisão. Na década de 1980, lançou a sua empresa discográfica independente, a “Sdruws Records”. Um dos seus slogans mais conhecidos é: «Vá ao meu show e ajude o Juquinha a comprar o seu caviar», seguido de uma risada característica.
Entre as suas canções mais conhecidas estão "A Cúmplice", "Menina", "Que Saudade", "Por Quem Sonha Ana Maria" e "Presidente Bossa Nova".
Em 2003 foi editado outro sucesso de Chaves dos anos 70 - a canção "Take me Back to Piauí".
Juca Chaves tem duas filhas adoptadas e reside na Bahia. Também é conhecido por ser um fanático torcedor do São Paulo Futebol Clube.
Em 2006 candidatou-se a senador na Bahia pelo PSDC, ficando em 4º lugar com 19 603 votos. A sua propaganda eleitoral distinguia-se da dos outros candidatos, por ser feita em formato poético.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

EFEMÉRIDEFrançois Truffaut, cineasta francês, faleceu em Neuilly-sur-Seine no dia 21 de Outubro de 1984. Nascera em Paris, em 6 de Fevereiro de 1932. Foi um dos fundadores do movimento “Nouvelle Vague” e um dos maiores ícones da história do cinema do século XX. Em cerca de 20 anos de carreira como realizador, dirigiu 26 filmes. Conseguiu ter sucesso tanto junto do público como da crítica. Os temas principais da sua obra foram as mulheres, as paixões e a infância. Além de realizador, Truffaut foi também guionista, produtor e actor.
F. Truffaut só conheceu o pai biológico em 1968, tendo sido criado pelos avós maternos, já que a mãe o rejeitara. O avô era um homem rígido, enquanto a avó lhe despertou a paixão pelas artes. Com sete anos, viu o primeiro filme, “Paradis perdu” de Abel Gance. Dali em diante, interessou-se sobremaneira pela sétima arte. Aos 10 anos, perdeu a avó e foi morar com a mãe, que estava casada com o arquitecto decorador Roland Truffaut. Este acabou por o registar com o seu apelido. Foi o período mais difícil da infância de Truffaut. Rechaçado tanto pelo pai adoptivo como pela mãe, o seu espírito rebelde transformou-o num mau aluno e levou-o a cometer alguns actos de delinquência, como pequenos roubos. Esta fase da sua vida inspiraria Truffaut no seu primeiro grande trabalho no cinema, o autobiográfico “Os Incompreendidos/Os 400 golpes” (1958), Prémio de Melhor Realizador no Festival de Cannes.
Costumava faltar às aulas para assistir às escondidas a muitos filmes. Aos 14 anos, abandonou a escola definitivamente e passou a viver de pequenos trabalhos e alguns furtos. A paixão pelo cinema fez com que ele fundasse, em 1947, um cineclube chamado "Cercle cinémane". Aquela era uma época de enorme efervescência cultural na França pós II Guerra Mundial e os cineclubes estavam sempre cheios, sendo locais onde, para além de se assistir às projecções, se discutiam os filmes logo em seguida. Mas o "Cercle" não teria uma vida longa, já que concorria com o "Travail et culture", cineclube do escritor e crítico de cinema André Bazin. Este soube que o "Cercle" estava à beira da falência e foi conhecer Truffaut. Sensibilizado com o “menino cinéfilo”, o crítico tornar-se-ia uma espécie de pai para ele.
A influência de Bazin na vida de François Truffaut foi decisiva. O jovem tornou-se autodidacta, esforçando-se por ver três filmes por dia e ler três livros por semana. Ele chegou a fazer um acordo com o pai adoptivo, para que ele lhe custeasse as despesas derivadas da sua vida cinéfila. Em troca, Roland Truffaut exigiu que François procurasse um emprego estável e abandonasse o cineclube. Mas o garoto não cumpriu o acordo e Roland Truffaut internou-o num reformatório juvenil em Villejuif, sob custódia da polícia. Os psicólogos do reformatório contactaram André Bazin, que prometeu dar-lhe um emprego. Sob liberdade condicional, Truffaut ingressou num lar religioso em Versalhes, mas seis meses depois foi expulso por mau comportamento.
Secretário pessoal de Andre Bazin, aos 18 anos, François Truffaut obteve a emancipação civil. Bazin continuou a dar-lhe a formação adequada ao cinema, introduzindo-o no “Objectif 49”, um selecto grupo de jovens estudiosos do novo cinema da época, que incluía Orson Welles e Roberto Rossellini. Mais tarde, Jean-Luc Godard integraria também o grupo.
Em Abril de 1950 foi contratado como jornalista pela revista “Elle” e aqui começou a escrever os seus primeiros textos.
Em Abril de 1951 foi fundada uma nova revista sobre cinema. "Cahiers du cinéma" tornar-se-ia a mais influente publicação cinematográfica francesa. Em 1953, Bazin ajudou Truffaut a ingressar na revista. Logo com o seu primeiro artigo, “Uma certa tendência do cinema francês”, causou polémica nos meios cinematográficos, tanto para o defender como para o criticar. Ao longo de seis anos, Truffaut publicou 170 artigos, a maioria dos quais foram críticas de filmes e entrevistas com realizadores.
Iniciou-se na realização de filmes em 1954. Salienta-se “A Noite Americana”, de 1973, que viria a ganhar o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1975. François Truffaut recusou uma proposta da Warner Brothers para re-filmar “Casablanca”. Quatro anos depois, actuou em “Contactos Imediatos do Terceiro Grau” de Steven Spielberg. Em Outubro de 1979, François Truffaut aceitou o cargo de presidente da "Federação International dos Cineclubes".
Apoiou a eleição do socialista François Mitterrand para a presidência da República Francesa. Mitterrand quis depois condecorá-lo com a "Legião de Honra" o que não chegou a acontecer. Truffaut começou a queixar-se de intensas dores de cabeça. Descobriu mais tarde que tinha um tumor no cérebro. Faleceu pouco tempo depois, aos 52 anos, no Hospital Americano em Neuilly-sur-Seine.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

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