
Originário de uma família de fidalgos, foi educado na corte do rei D. Afonso V. Fez parte de várias expedições: socorro ao rei D. Fernando III de Nápoles, «para reprimir o furor dos turcos» (1480) e defesa da fortaleza da Graciosa, situada na ilha que o rio Luco forma junto da cidade de Larache (1489). Acompanhou o rei D. João II nas guerras com Castela (1476) e, em 1490, fez parte da sua guarda.
Em Abril de 1503 partiu para a Índia, tendo participado em várias batalhas, erguido uma fortaleza em Cochim e estabelecido várias relações comerciais.
De regresso a Portugal, foi bem acolhido pelo rei D. Manuel que voltou a enviá-lo para o Oriente em 1506, nomeando-o Governador da Índia. Neste posto, conquistou vários portos em Omã, acabando por chegar à riquíssima cidade de Ormuz, que se tornou tributária de Portugal. Em 1510 tomou Goa, considerando-a capital das possessões portuguesas. Em 1511 conquistou Malaca, abrindo aos portugueses o acesso às especiarias das ilhas Molucas e ao comércio com o Sião e a China.
Com a construção da fortaleza de Ormuz em 1515, concluiu o seu plano de domínio dos pontos estratégicos, que permitiam o controlo marítimo e o monopólio comercial da Índia.
Em 1514, na Índia, dedicou-se à administração e à diplomacia, concluindo a paz com Calecute, recebendo embaixadas de reis indianos e consolidando e embelezando Goa onde, por meio do casamento de portugueses com mulheres indígenas, procurou criar uma raça luso-indiana. O seu prestígio chegara ao auge, criando as bases do Império Português no Oriente.
Pouco tempo antes de morrer, foi feito Duque de Goa pelo rei D. Manuel I, sendo o primeiro duque português não pertencente à família real e recebendo assim o primeiro título de nobreza numa possessão do ultramar.
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