Em
1818, os seus primeiros sonetos chamam a atenção do livreiro Edward Drury, que
o encoraja a publicar o que escrevia.
Em
1820, publicou a sua primeira recolha de poesias, “Poems Descriptive of
Rural Life and Scenery”, graças à qual se celebrizou. Quando da primeira
ida a Londres, foi bem acolhido nos meios literários. Lord Rastock ofereceu-lhe
a sua protecção e uma renda anual.
No
ano seguinte (1821), publicou o segundo livro, “The Village Minstrel”.
Em 1835, foi editado “A Musa Rural”.
Vítima
de alucinações quotidianas, foi internado no hospital psiquiátrico de
Northampton, em 1864. Durante as suas crises, “via” Mary Joice, o seu
primeiro amor, falava-lhe e compunha poemas para ela. Gradualmente, a sua
loucura aumentou e acabou por falecer perante a indiferença geral.
A
sua poesia foi seriamente reavaliada no final do século XX e ele é, agora,
considerado um dos poetas mais importantes do século XIX. O seu biógrafo
Jonathan Bate afirmou que «Clare foi o maior poeta da classe trabalhadora,
que a Inglaterra já produziu». Segundo Alexei Bueno, no prefácio à
antologia dos poemas de Clare, por ele traduzidos, «a triste verdade é que o
imenso poeta que foi John Clare não alcançou o devido reconhecimento em vida».

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