sexta-feira, 15 de maio de 2026

15 DE MAIO - ABRAHAM ZAPRUDER

EFEMÉRIDE - Abraham Zapruder, proprietário de uma confecção de roupas femininas que, ao filmar a passagem de John F. Kennedy pela Dealey Plaza em Dallas, Texas, no dia 22 de Novembro de 1963, acabou por registrar inesperadamente o assassinato do presidente JFK, nasceu em Kovel (Império Russo) n dia 15 de Maio de 1905. Morreu em Dallas, em 30 de Agosto de 1970.

O filme de Zapruder tornou-se célebre por ser o registo mais completo do crime.

Abraham nasceu numa família russo-judaica na cidade de Kovel, na Ucrânia. Recebeu apenas quatro anos de educação formal no seu país até que, em 1920, no meio da Guerra Civil Russa, emigrou com a sua família para os Estados Unidos, indo morar no Brooklyn, em Nova Iorque.

Em 1941, após uma oferta de emprego de um amigo, Zapruder mudou-se para Dallas para trabalhar na Nardis, uma loja de equipamentos desportivos. Em 1954, co-fundou a Jennifer Juniors Inc., cujo escritório era localizado no Edifício Dal-Tex, saindo da Dealey Plaza.

Zapruder era entusiasta do Partido Democrata e admirador do presidente Kennedy. Quando soube que a caravana presidencial passaria pela Dealey Plaza, decidiu assistir ao evento e, devido à insistência da sua secretária, resolveu voltar a casa, para buscar a sua câmara Bell & Howell e filmar a passagem.

O seu filme capturou o assassinato do presidente e tornou-se um dos mais estudados da história.

Zapruder filmou o assassinato usando uma câmara de vídeo Bell & Howeell Zoomatic Director Series, modelo 414 PD 8 mm de última geração, comprada em 1962 e carregada com um filme Kodak Kodachrome II. Zapruder ficou no topo de dois pedestais, parte de uma pérgula de concreto no entorno da Elm Street. Por trás dele ficou a sua secretária, Marilyn Sitzman, para segurá-lo caso ele ficasse tonto enquanto filmava.

No caminho de volta para o seu escritório, Zapruder encontrou o repórter Herry McCormick, do “Dallas Morning News”. Os dois conversaram sobre o filme, e McCormick combinou encontrar-se com Zapruder no seu escritório mais tarde. Ele então contactou Forrest Sorrels, do departamento do Serviço Secreto em Dallas, entrando em detalhes sobre a história. O repórter e o agente encontraram-se com Zapruder no seu escritório, e este concordou em entregar o filme, mas apenas para uso nas investigações, pois também pretendia vendê-lo.

O grupo então seguiu para o canal de televisão WFAA para fazer uma cópia, mas a rede não tinha equipamento necessário para converter filmes de 8 mm. O mesmo foi levado então para um laboratório da Kodak, que também não contava com equipamento compatível para aquele modelo. Três cópias foram feitas noutro laboratório, e devolvidas à Kodak para processá-las. Zapruder ficou com o original e uma cópia, entregando as outras duas para o agente Sorrels, que imediatamente as despachou para o quartel-general do Serviço Secreto em Washington.

Às 11h00 horas da noite, Zapruder recebeu a ligação de um editor da revista “Life”. No dia seguinte, os dois se encontraram para discutir a venda dos direitos do filme. Em 23 de Novembro de 1963, Zapruder vendeu o filme original, a cópia e direitos de reprodução para a revista por 50 000 dólares. Dois dias depois, adicionou os direitos cinematográficos e televisivos pela soma de 150 000 dólares, dividida em seis pagamentos anuais de 25 000. Parte do acordo era de que o frame 313, que mostrava o tiro fatal, não fosse mostrado.

O assassinato deixou Zapruder tão traumatizado que ele nunca mais comprou ou usou qualquer outra câmara.

Ele testemunhou mais tarde perante a Warren Commission e no julgamento de Clay Shaw em 1969, vindo a morrer de cancro no estômago em 1970, em Dallas.

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