quinta-feira, 12 de outubro de 2017

PAUL POTTS - Espectáculo Surpresa na Alemanha


12 DE OUTUBRO - MARION JONES


EFEMÉRIDE - Marion Jones (Thompson), jogadora de basquetebol e atleta norte-americana, especializada em saltos e provas de velocidade, nasceu em Los Angeles no dia 12 de Outubro de 1975. Depois de se tornar um dos grandes nomes internacionais do atletismo, na viragem do século XXI, ao conquistar cinco medalhas em Jogos Olímpicos – três delas de ouro – e sete medalhas em Campeonatos Mundiais de Atletismo, confessou ter usado anabolizantes desde 1999.
Jones tornou-se o grande nome do atletismo feminino nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000, ao conquistar três medalhas de ouro nos 100, 200 e estafeta 4x100 metros, além de duas medalhas de bronze no salto em comprimento e na estafeta 4x400m.
Em Outubro de 2007. confessou ter participado naqueles Jogos sob o efeito de esteróides anabolizantes e devolveu todas as medalhas olímpicas ao Comité Olímpico Internacional.
Na entrevista colectiva em que admitiu o uso de anabolizantes, após ter prestado depoimento num tribunal federal, aceitou a pena de dois anos de suspensão que lhe foi imposta pelo Comité Olímpico dos Estados Unidos, devolveu ao COI as medalhas conquistadas em Sydney e anunciou o fim da sua carreira.
Em reunião realizada em Dezembro de 2007, o COI retirou oficialmente as cinco medalhas a Marion Jones e baniu a atleta de competir nos Jogos de 2008 em Pequim, além de lhe retirar ainda o quinto lugar conquistado na prova de salto em altura nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004.
Em Janeiro de 2008, um tribunal de Nova Iorque condenou a velocista a seis meses de prisão, por ter cometido delitos de falso testemunho. Cumpriu a pena numa prisão do Texas.
Marion Jones casou-se três vezes, a ultima das quais em Fevereiro de 2007, com o sprinter de Barbados Obadele Thompson. Encontrava-se arruinada financeiramente. Tem um filho de um anterior casamento.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

11 DE OUTUBRO - FERNANDO SABINO


EFEMÉRIDE - Fernando Tavares Sabino, escritor e jornalista brasileiro, que exerceu também actividades como cineasta, morreu no Rio de Janeiro em 11 de Outubro de 2004. Nascera em Belo Horizonte no dia 12 de Outubro de 1923.
Aos 13 anos, começou a escrever contos. A sua primeira publicação, uma história policial, ocorreu na “Argus”, uma revista da polícia de Minas Gerais. Durante a adolescência, enviava com regularidade crónicas para a revista mineira, que promovia um concurso permanente. Sabino vencia com frequência, tanto que chegava a receber adiantado o dinheiro do prémio.
Desportista, era nadador do Minas Ténis Clube, tendo diversos recordes no estilo de costas, a sua especialidade, tornando-se mesmo campeão sul-americano em 1939.
No início da década de 1940, começou a cursar a Faculdade de Direito de Minas Gerais e ingressou no jornalismo como redactor da “Folha de Minas”. O seu primeiro livro de contos, “Os grilos não cantam mais”, foi publicado em 1941, no Rio de Janeiro, quando o autor tinha dezoito anos, sendo que alguns contos do livro haviam sido escritos quando Sabino tinha apenas quatorze anos. Nesse período, formava - com Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos - um grupo literário, apelidado de Grupo dos Vintanistas, devido ao facto de todos estarem na casa dos vinte anos. Esse grupo discutia literatura e fazia passeios boémios nas noites de Belo Horizonte. Entretanto, Sabino publicava contos e artigos nas revistas “Mensagem”, “Alterosa” e “Belo Horizonte”.
Depois da publicação de “Os grilos não cantam mais”, Sabino iniciou - em 1942 - correspondência com o escritor paulista Mário de Andrade. A troca de cartas durou até 1945, ano da morte de Mário, e pode ser lida no livro “Cartas a um jovem escritor e suas respostas”.
Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1944. Tornou-se colaborador regular do jornal “Correio da Manhã”, onde conheceu Vinicius de Moraes, de quem se tornou amigo. No mesmo ano, publicou a sua segunda obra, a novela “A marca”. Em 1945, conheceu a escritora Clarice Lispector, no Rio, de quem se tornou também amigo e, mais tarde, correspondente. Depois de se formar em Direito, em 1946, viajou com Vinicius até aos Estados Unidos. Fernando Sabino morou durante dois anos em Nova Iorque, onde exerceu função burocrática no consulado brasileiro. Colaborou com crónicas no “Diário Carioca” e em “O Jornal”, que foram publicadas na obra “A cidade vazia” (1950). No mesmo período, Sabino escreveu “Os movimentos simulados” (publicado em 2004, ano do seu falecimento) e os esboços das obras “O encontro marcado” (1956) e “O grande mentecapto” (1979).
Em 1957, Sabino decidiu viver exclusivamente como escritor e jornalista. Iniciou uma produção diária de crónicas para o “Jornal do Brasil”, escrevendo mensalmente para a revista “Senhor”. Em 1960, publicou o livro “O homem nu”, na Editora do Autor, fundada por ele, Rubem Braga e Walter Acosta. Publicou, em 1962, “A mulher do vizinho”, que recebeu o Prémio Fernando Chinaglia, do Pen Club do Brasil. Em 1964, mudou-se para Londres, onde passou a exercer a função de adido cultural junto da embaixada brasileira. Tornou-se correspondente do “Jornal do Brasil” e colaborou na BBC e nas revistas “Manchete” e “Claudia”.
Através da Editora do Autor, publicou nomes importantes da literatura brasileira e latino-americana. Deixou a editora em 1966 e fundou a Editora Sabiá. Em 1973, funou a Bem-te-vi Filmes, com David Neves, por meio da qual produziu várias curtas-metragens com escritores brasileiros. Realizou, na década de 1970, uma série de viagens ao estrangeiro para se documentar.
O grande mentecapto”, publicado em 1979, rendeu-lhe o Prémio Jabuti e acabaria por ser adaptado ao cinema em 1989 (e também ao teatro). Publicou em 1982, “O menino no espelho”; em 1985, “A faca de dois gumes” e, em 1989, “O tabuleiro de damas”, uma obra autobiográfica. Escreveu com regularidade na década de 1990. Em Julho de 1999, recebeu da Academia Brasileira de Letras o Prémio Machado de Assis pelo conjunto da sua obra. Em 2002, publicou “Cartas sobre a mesa” e, em 2004, “Os movimentos simulados”.
Fernando Sabino faleceu na sua casa em Ipanema, vítima de cancro no fígado, na véspera de completar 81 anos. Foi sepultado no Rio, no Cemitério São João Batista. 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

10 DE OUTUBRO - HELEN HAYES


EFEMÉRIDE - Helen Hayes Brown, actriz norte-americana de origem judaica, nasceu em Washington, DC, em 10 de Outubro de 1900. Morreu em Orangetown no dia 17 de Março de 1993. Conhecida como “a Primeira-dama do Teatro Norte-americano”, Hayes é uma das onze pessoas a ter recebido todos os mais importantes prémios da indústria de entretenimento do seu país (Emmy, Grammy, Oscar e Tony).
Hayes começou a carreira no teatro aos 5 anos de idade, cantando no Washington Belasco Theatre (na Lafayette Square, em frente à Casa Branca). Aos dez anos, protagonizou a curta-metragem “Jean e a chita Doll”.
Frequentou a Academia do Convento do Sagrado Coração, em Washington, licenciando-se em 1917. Três anos depois, já estava na Broadway e teve uma carreira teatral brilhante que durou mais de 60 anos.
A sua estreia no cinema sonoro foi em “O Pecado de Madelon Claudet” (1932), com o qual ganhou o Oscar de Melhor Actriz e o Prémio de Melhor Actriz no Festival de Veneza. Em seguida, participou em filmes como: “Médico e Amante”; “Adeus a armas” (com Gary Cooper); “The White Sister”; “What Every Woman Knows”; e “Vanessa: Her Love Story”. Nunca se tornou, porém, uma actriz favorita entre os fãs e achava o teatro mais sedutor. Decidiu mesmo privilegiar os palcos.
Hayes ganhou três prémios Tony pelas suas performances no teatro, o primeiro em 1947 com o musical “Parabéns” (1946/48); o segundo com “Time Remembered” (1958); e o terceiro em 1980, que lhe foi concedido em homenagem a sua carreira teatral. Recebeu ainda um segundo Oscar com “Aeroporto” (1970), este o de Melhor Actriz coadjuvante. Em Maio de 1986, o presidente Ronald Reagan atribuiu-lhe a Medalha Presidencial da Liberdade, o mais importante galardão civil dos EUA.
Em 1983, foi dado o seu nome a um teatro da Broadway (Helen Hayes Theatre). Tem uma estrela no Walk of Fame de Hollywood e o seu nome está inscrito no National Women's Hall of Fame. Helen Hayes faleceu aos 92 anos de idade, devido a insuficiência cardíaca. As luzes da Broadway foram diminuídas durante um minuto, às 8 horas do dia em que ela morreu.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

9 DE OUTUBRO - CARLOS ALBERTO NUNES


EFEMÉRIDE - Carlos Alberto da Costa Nunes, médico, homem de letras, poeta e tradutor brasileiro, morreu em Sorocaba no dia 9 de Outubro de 1990. Nascera em São Luís do Maranhão, em 19 de Janeiro de 1897. Traduziu o teatro completo de Shakespeare, a “Eneida” de Virgílio, a “Ilíada” e a “Odisseia” de Homero, e todos os diálogos de Platão.
Fez os seus estudos primários e secundários em São Luís do Maranhão. Em 1920, licenciou-se na Faculdade de Medicina da Bahia. Exerceu clinica no Acre.
Passou depois a residir no Estado de São Paulo, onde exerceu medicina no vilarejo de Bom Sucesso (hoje cidade de Paranapanema), em Angatuba, Tatuí, Santa Cruz do Rio Pardo, Fartura e Guaratinguetá, para – depois – definitivamente, se fixar na capital paulista, onde trabalhou - até se aposentar - no Instituto Médico Legal. Este cargo de médico legista, foi obtido através de concurso.
Quando da sua passagem por Angatuba, Carlos Alberto Nunes conheceu a jovem e viúva professora Filomena Turelli, filha de um paciente, o italiano Francesco Turelli. Como ele, o pai da sua futura esposa apreciava o estudo de história e literatura clássica. Após namoro, uniram-se definitivamente em casamento.
Filomena teria sido a maior incentivadora das suas primeiras tentativas como tradutor. O casal era bem considerado nos meios literários de São Paulo e, no final das suas vidas, doaram uma rica obra homeriana à Academia Paulista de Letras. Ele também pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.
Carlos Alberto Nunes veio a morrer em Sorocaba em Outubro de 1990. Os seus restos mortais foram sepultados junto dos de sua esposa, que falecera em 1983.
Em 1938, publicara o poema épico nacional “Os Brasileidas”. Graças a este poema, foi convidado a ingressar na Academia Paulista de Letras, o que se concretizou em Março de 1956.
Um dos maiores legados deixados pelo escritor foi o trabalho como tradutor de vários idiomas. Traduziu do alemão “Clavigo e Stella” de Goethe (1949), do inglês o teatro completo de Shakespeare (1955), do latim a “Eneida” de Virgílio (1975) e do grego antigo a “Ilíada” e a “Odisseia” (1962), bem assim como as obras de Platão.
Redigiu também os dramas “Estácio” (1971) e “Moema” (1950), além da obra poética “Os Brasileidas”.
A sua tradução de “Corpus Platonicum” (1973/80), do grego para a língua portuguesa, é uma obra de referência nas universidades brasileiras.
A tradução dos diálogos platónicos, editada pela Universidade Federal do Pará, tinha 14 volumes.
No caso da tradução da “Ilíada” e da “Odisseia” de Homero, Nunes conseguiu estabelecer uma rima inédita, feita directamente a partir do grego antigo.
Em 1954, terminou a tradução da obra de Shakespeare. Não foi o primeiro a traduzir Shakespeare, mas foi o primeiro a traduzir a obra completa em português.

domingo, 8 de outubro de 2017

8 DE OUTUBRO - KIRK ALYN


EFEMÉRIDE - Kirk Alyn, de seu verdadeiro nome John Feggo Jr., actor norte-americano, conhecido sobretudo por ter interpretado no cinema o personagem Super-homem (série de 1948) e, na sequência, em 1950, “Atom Man vs Superman”, nasceu em Oxford (Nova Jersey no dia 8 de Outubro de 1910. Morreu em The Woodlands, no Texas, em 14 de Março de 1999. Participou em mais de 60 filmes, entre séries, longas-metragens e películas para televisão.
Filho de imigrantes húngaros, viveu na sua juventude em Wharton, Nova Jersey, havendo uma placa comemorativa em sua homenagem no edifício municipal.
Alyn começou a sua carreira artística num coro, na Broadway, aparecendo em diversos musicais nos anos 1930.
Trabalhou, também, como cantor e dançarino em espectáculos de vaudeville, antes de se mudar para Hollywood, nos anos 1940, para actuar no cinema. Fez inicialmente apenas pequenos papeis em películas de baixo orçamento, até fazer o papel de Super-homem em 1948.
Protagonizou ainda outras séries, como “Federal Agents vs Underworld, Inc.” (1948), “Radar Patrol vs Spy King” (1950) e “Blackhawk” (1952).
A série do Super-homem de 1948 consistia em 15 episódios, que recontavam a chegada dele à Terra, como conseguiu um emprego de repórter no jornal “Daily Planet” e o encontro com Lois Lane e Jimmy Olsen. O enredo principal era a luta do Super-homem contra Spider Lady. Dois anos depois, surgiu “Atom Man vs Superman”.
Alyn publicou, em 1971, uma autobiografia intitulada “A Job for Superman”. O seu último filme foi “Scalps”, em 1983. Aposentou-se de seguida. Em 1988, participou no especial de TV “Superman 50th Anniversary”. Morreu aos 88 anos, assistido pelos três filhos.
Quando foi para Hollywood, Alyn conheceu a actriz e dançarina Virginia O'Brien, com quem casou em 1942, tendo um filho e duas filhas. Divorciaram-se em 1955.

sábado, 7 de outubro de 2017

7 DE OUTUBRO - GEOFFREY MUTAI


EFEMÉRIDE - Geoffrey Kiprono Mutai, atleta queniano, especializado em corridas de fundo, nasceu em Mumberes no dia 7 de Outubro de 1981.
Vencedor de diversas provas entre os 10 km e a meia-maratona, Mutai venceu as maratonas do Mónaco e de Eindhoven, na Holanda, antes de surpreender o mundo, em Abril de 2011, ao vencer a tradicional Maratona de Boston, com o tempo de 2h03m02s. A marca, porém, permanecerá como não-oficial, sem poder ser homologada como recorde mundial pela IAAF, devido a diversas particularidades do percurso (muitas descidas, ventos traseiros e corrida ponto-a-ponto), que colocam esta maratona fora das regras para que os seus tempos possam ser validados nos registos oficiais.
Em Novembro de 2011, venceu a Maratona de Nova Iorque, batendo um recorde de dez anos, com a marca de 2h05m05s. Em Setembro de 2012, foi 1º na Maratona de Berlim, tendo feito a melhor marca mundial do ano (2h04m15s).  Na época 2011/12, Geoffrey Mutai venceu ainda a prova World Marathon Majors. Na época 2012/13, venceu novamente a Maratona de Nova Iorque.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

6 DE OUTUBRO - VERÍSSIMO CORREIA SEABRA


EFEMÉRIDE - Veríssimo Correia Seabra, general da Guiné-Bissau, chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, morreu em Bissau no dia 6 de Outubro de 2004. Nascera na mesma cidade em 17 de Fevereiro de 1947.  Liderou o golpe de Setembro de 2003, que depôs Kumba Yalá, para, segundo ele, «repor a legalidade constitucional”.
Era filho de pai cabo-verdiano e de mãe da etnia manjaco. Em 1963, aos 16 anos, aderiu ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) como guerrilheiro. para lutar contra o domínio colonial português. Três anos mais tarde, foi enviado para a Bulgária a fim de estudar Engenharia Electrónica. Em 1971, frequentou formação em Artilharia Antiaérea numa escola militar da União Soviética.
Ao voltar para a guerra na Guiné-Bissau, passou a ser responsável por uma unidade de artilharia, perto da fronteira sul. Em 1976, depois da independência do seu país, foi enviado a Portugal para treino de Oficial.
Participou, nos anos 1980, no golpe de estado que depôs Luís Cabral. Foi comandante-adjunto do contingente guineense quando da missão das Nações Unidas em Angola, entre 1991 e 1992.
Em 1998, juntou-se ao general Ansumane Mané na tentativa de golpe de estado contra João Bernardo Vieira. O país conheceu então uma curta, mas sangrenta guerra civil. Foi implicado também no “golpe” de 1999 que tirou Vieira do poder. Foi nomeado então ministro da Defesa do presidente Kumba Yalá (2000).
Porque o comportamento do presidente Yalá era contestado e o governo não conseguia pagar os salários aos militares, ele preveniu-o que os militares seriam obrigados a intervir se a situação não se modificasse.
Em 14 de Setembro de 2003, Veríssimo assumiu a liderança do Estado guineense com um golpe de estado, sem disparar um tiro. Acusou Kumba Yalá de abuso de poder, prisões arbitrárias e fraude eleitoral no período de recenseamento. Assegurou interinamente a chefia do Estado até 28 de Setembro, restaurando a Constituição e a ordem democrática, depois de ouvidos os partidos políticos, a sociedade civil e o clero.
Henrique Rosa foi nomeado chefe de governo e tornou-se presidente em 28 de Setembro. Em 28 de Março do ano seguinte, foram finalmente realizadas eleições livres na Guiné-Bissau. Em 6 de Outubro de 2004, porém, soldados amotinados – ainda descontentes por questões salariais – detiveram Veríssimo Seabra e o tenente-coronel Domingos Barros, agredindo-os até à morte.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

5 DE OUTUBRO - JÚLIO PINTO


EFEMÉRIDE - Júlio António Baptista de Araújo Pinto, jornalista, humorista e activista político português, morreu em Lisboa no dia 5 de Outubro de 2000. Nascera em Oliveira de Azeméis, em 13 de Junho de 1949.
Iniciou a actividade política em finais dos anos 1960, vindo a aderir ao PCP, de que foi militante na clandestinidade. Desertor da guerra colonial, viria a ser preso e enviado para o forte da Trafaria, de onde escapou durante uma saída precária. Após o 25 de Abril de 1974, fez parte do gabinete de Correia Jesuíno (ministro da Comunicação Social) durante os governos provisórios de Vasco Gonçalves.
Em 1976, fez parte da equipa fundadora de “O Diário”, de onde saiu em 1981, na sequência do processo político-laboral que ficou conhecido como “Caso Júlio Pinto”, desencadeado por uma crónica de solidariedade com os ex-dirigentes do PRP, Carlos Antunes e Isabel do Carmo, que se encontravam presos e em greve de fome. Manter-se-ia independente para o resto da vida, mas não abandonou a actividade política. Participou nas campanhas eleitorais de Maria de Lurdes Pintasilgo (para a Presidência da República), de Jorge Sampaio e João Soares (para a Câmara Municipal de Lisboa) e do PSR, em diversas ocasiões.
Colaborou em diversas publicações (“O Jornal”, “Expresso”, “Diário Popular”, “Combate”, etc.) e trabalhou em publicidade. Fundador e director do semanário satírico “O Inimigo” (1993/94), foi o criador – juntamente com o desenhador Nuno Saraiva - da série de banda desenhada “Filosofia de Ponta”, publicada originalmente no semanário “O Independente” e, posteriormente, editada em três álbuns. “A Guarda Abília” e “Arnaldo, o Pós-Cataléptico” foram outras criações de grande êxito, de Júlio Pinto e Nuno Saraiva. Foi ainda colaborador da TSF (“Crónicas de Escárnio e Maldizer”) e da revista “Ler”. Desapareceu muito prematuramente, levado por uma doença que não perdoa.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

4 DE OUTUBRO - SPUTNIK 1


EFEMÉRIDE - Sputnik 1 foi a primeira missão do Programa Sputnik, que enviou o primeiro satélite artificial da Terra. A missão foi lançada pela URSS, em 4 de Outubro de 1957, do Cosmódromo de Baikonur. O Sputnik era uma esfera de aproximadamente 50 cm e pesava 83,6 kg.
Ele não tinha nenhuma função especial, a não ser transmitir um sinal de rádio, o “bip-bip”, que podia ser sintonizado mesmo por um radioamador.
O satélite orbitou a Terra durante três meses antes de cair. O foguete propulsor, chamado R-7 Semiorka, pesava 4 toneladas e entrou em órbita também. Ele tinha sido projectado originalmente para lançar ogivas nucleares.
Sputnik foi um marco na ciência e deu aos cientistas valiosas informações. A densidade da atmosfera superior podia agora ser deduzida pela resistência que o satélite aguentou em órbita e a propagação dos seus sinais de rádio deu indicações sobre a ionosfera.
O Sputnik 1 foi o primeiro satélite artificial a ser lançado pela antiga União Soviética e o primeiro satélite a ser lançado também pela humanidade. O seu lançamento abriu a “porta”, simbolicamente, para o começo da corrida espacial entre os Estados Unidos e a URSS.
A primeira fotografia do Sputnik em órbita foi tirada no Brasil, mais precisamente na cidade de Lavras. Isto ocorreu no dia 9 de Outubro de 1957, quando o cientista John Stout, após complicados cálculos, previu exactamente o local e a hora em que o satélite passaria sobre o solo brasileiro. Ex-alunos, que testemunharam o evento, disseram que o cientista isolou a área, para poder ter condições de total concentração na busca. Até mesmo o som do Sputnik foi captado naquela noite, que marcaria a carreira deste desbravador espacial. O feito repercutiu-se em todo o mundo e, durante muito tempo, ele foi convidado a fazer palestras e conferências sobre o assunto.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

3 DE OUTUBRO - CHARLES VEACH


EFEMÉRIDE - Charles Lacy Veach, astronauta norte-americano, protagonista de duas missões espaciais, morreu em Houston no dia 3 de Outubro de 1995. Nascera em Chicago, em 18 de Setembro de 1944.
Formou-se em Administração de Engenharia na Academia da Força Aérea dos Estados Unidos, em 1966, e qualificou-se como piloto militar em 1967. Nos quatorze anos seguintes, serviu como piloto de caça, pilotando jactos F-100 Super Sabre, F-111 e F-105 Thunderchief, em missões na Europa, Médio Oriente e Estados Unidos, além de participar em 275 missões de combate durante a Guerra do Vietname. Em 1976/77, integrou os Thunderbirds, esquadrão de acrobacia da USAF, voando em T-38 Talons. Acumulou mais de 5 000 horas de voo, durante a sua carreira.
Começou a trabalhar na NASA em 1982, como engenheiro e piloto de pesquisa no Centro Espacial Lyndon Johnson. A sua principal função foi ser instrutor da aeronave de treino para o ónibus espacial, um avião Gulfstream bastante modificado, usado para treinar os astronautas nas aterragens de aeronaves espaciais.
Foi qualificado como astronauta em 1985, participando em duas missões espaciais. A primeira, na STS-39 Discovery, lançada em Abril de 1991, uma missão de oito dias em que foram realizadas experiências científicas secretas para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, incluindo o teste de câmaras ultravioletas e um telescópio de raio-X. A segunda missão foi na STS-52 Columbia, lançada em Outubro de 1992, uma missão de pesquisa conjunta entre americanos e italianos, que orbitou a Terra durante dez dias.
Charles Veach faleceu vítima de cancro aos 51 anos de idade, sendo sepultado em Honolulu no Havai.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

2 DE OUTUBRO - HEINZ G. KONSALIK


EFEMÉRIDE - Heinz Günther Konsalik, escritor alemão, morreu em Salzburgo, na Áustria, em 2 de Outubro de 1999. Nascera em Colónia no dia 28 de Maio de 1921. Por vontade paterna, realizou estudos de Medicina, enquanto - em segredo - frequentava cursos de Teatro e de Jornalismo.
Estudante de Literatura Alemã e de Arte Dramática, quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, foi obrigado a abandonar a universidade, tendo sido repórter de guerra e, depois, incorporado no exército alemão e enviado para a frente russa, onde foi gravemente ferido. Depois da guerra, iniciou a carreira de escritor, tendo – entretanto - ocupado o cargo de redactor-chefe de um jornal de Colónia.
Foi assessor literário, numa editora especializada na publicação de obras de teatro. Na maturidade, depois da forte experiência vivida durante a guerra, editou os seus primeiros romances, obtendo o primeiro sucesso com “O Médico de Estalinegrado” (1956). Tornou-se, então, um dos mais conhecidos e populares autores alemães do pós-guerra. Teve quase duzentos romances publicados e histórias traduzidas para 42 línguas. Vendeu cerca de 100 milhões de exemplares das suas obras, o que fez dele o autor alemão mais lido do pós-guerra.
Foram os seus romances amargos e cruéis, onde o tema predominante é a guerra e a medicina, que lhe deram a notoriedade que alcançou, quer na Alemanha, quer em muitos outros países.
Utilizou vários pseudónimos, entre eles ‘Benno von Marroth’ e ‘Jens Bekker’. Escreveu a primeira ficção aos dez anos e, aos dezasseis, redigiu folhetins em jornais de Colónia, a sua cidade natal.  Publicou o primeiro poema em 1938. Faleceu aos 78 anos de idade, vítima de um ataque de apoplexia.

domingo, 1 de outubro de 2017

1 DE OUTUBRO - OTAR CHILADZE


EFEMÉRIDE - Otar Chiladze, escritor soviético/georgiano que desempenhou um papel proeminente na ressurreição da prosa da Geórgia na era pós-Estaline, morreu em Tbilissi no dia 1 de Outubro de 2009. Nascera em Signagi, em 20 de Março de 1933.
Autor “profissional”, como se dizia no tempo da União dos Escritores, viveu sempre do que escrevia.
A sua primeira recolha de poesias foi publicada em 1959 e o seu primeiro romance em 1972.
O Teatro trouxe-lhe o Grande Prémio da Geórgia em 1981, quatro anos antes da chegada ao poder de Mikhail Gorbatchev e da Perestroika, mas já numa época em que, sob a influência de Eduard Chevardnadze, as artes georgianas conheciam um grande incremento.  

sábado, 30 de setembro de 2017

30 DE SETEMBRO - SÉRGIO PORTO


EFEMÉRIDE - Sérgio Marcus Rangel Porto, que utilizava frequentemente o pseudónimo Stanislaw Ponte Preta, cronista, escritor, radialista e compositor brasileiro, morreu no Rio de Janeiro em 30 de Setembro de 1968. Nascera na mesma cidade em 11 de Janeiro de 1923.
Começou a sua carreira jornalística no final dos anos 1940, colaborando em publicações como as revistas “Sombra” e “Manchete” e os jornais “Última Hora”, “Tribuna da Imprensa” e “Diário Carioca”. Nesse mesmo período, Tomás Santa Rosa também trabalhava para vários jornais e revistas como ilustrador. Foi aí que surgiu o personagem Stanislaw Ponte Preta e as suas crónicas satíricas e críticas, uma criação de Sérgio juntamente com Santa Rosa, inspirado no personagem Serafim Ponte Grande do escritor Oswald de Andrade.
Porto também contribuiu com publicações sobre música e escreveu shows musicais para boîtes, além de compor a música “Samba do Crioulo Doido” para o teatro.
Foi ainda o criador e produtor do concurso de beleza “As Certinhas do Lalau”, onde figuraram vedetas de primeira grandeza.
Conhecedor de Música Popular Brasileira e jazz, ele definia a verdadeira MPB pela sigla MPBB - Música Popular Bem Brasileira. Era boémio, com um admirável senso de humor e a sua aparência de homem sisudo escondia um intelectual peculiar, capaz de fazer piadas corrosivas contra a ditadura militar e o moralismo social vigente, que fizeram parte do FEBEAPÁ - Festival de Besteiras que Assola o País, uma das suas maiores criações.
FEBEAPÁ tinha como característica simular as notas jornalísticas, parecendo noticiário sério. Era uma forma de criticar a repressão militar já presente nos seus primeiros “Actos Institucionais” (que tinham a sugestiva sigla de AI). Um deles noticiou a decisão da ditadura militar de mandar prender o autor grego Sófocles, que morreu há séculos, por causa do conteúdo subversivo de uma peça encenada na ocasião.
Alcançou fama também pelo seu sentido de humor refinado e a crítica mordaz aos costumes, nos livros “Tia Zulmira” e “Eu e FEBEAPÁ”. Nunca trabalhava menos de 15 horas diárias.  Escrevia para o rádio, para a TV, onde chegou a apresentar programas, e ainda para revistas e jornais, além de idealizar os seus livros. O excesso de obrigações foi demais para o coração de Sérgio Porto, que morreu de infarto aos 45 anos de idade.
Foi em sua memória que um grupo de jornalistas e intelectuais fundou o semanário “O Pasquim”, em 1969.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

29 DE SETEMBRO - PLÍNIO MARCOS


EFEMÉRIDE - Plínio Marcos de Barros, escritor brasileiro, autor de inúmeras peças de teatro, escritas principalmente na época do regime militar, nasceu em Santos no dia 29 de Setembro de 1935. Morreu em São Paulo, em 19 de Novembro de 1999. Foi também actor, director de teatro e jornalista.
Foi casado durante 25 anos com a jornalista Vera Artaxo, falecida em Julho de 2010. Anteriormente, fora casado com a actriz Walderez de Barros, com quem teve três filhos.
De família modesta, Plínio Marcos não gostava de estudar e terminou apenas o curso primário. Foi funileiro, quis ser jogador de futebol, serviu na Aeronáutica e chegou a jogar na Portuguesa Santista. Foram, porém, as incursões ao mundo circense, desde os 17 anos, que definiram o seu caminho. Trabalhou na rádio e na televisão, em Santos.
Em 1958, por influência da escritora e jornalista Pagu, começou a envolver-se no teatro amador em Santos. Nesse mesmo ano, impressionado pelo caso verídico de um jovem detido numa cadeia, escreveu a sua primeira peça teatral, “Barrela”. Em virtude da sua linguagem crua, a peça permaneceria proibida durante 21 anos após a primeira apresentação.
Em 1960, com 25 anos, foi para São Paulo, onde começou por ser vendedor ambulante. Depois, trabalhou no teatro, como actor (apareceu na série “O Falcão Negro” da TV Tupi de São Paulo), administrador e faz-tudo, em grupos como o Arena, a Companhia de Cacilda Becker e o Teatro de Nydia Lícia.
A partir de 1963, produziu textos para “TV de Vanguarda”, programa da TV Tupi, onde também actuou como técnico. No ano do golpe militar, fez o guião do espectáculo “Nossa gente, nossa música”. Em 1965, conseguiu encenar “Reportagem de um tempo mau”, colagem de textos de vários autores, que ficou apenas um dia em cartaz.
Em 1968, participou como actor na telenovela “Beto Rockfeller”, protagonizando o cómico motorista Vitório. O personagem seria repetido no cinema e também numa telenovela de 1973, “A volta de Beto Rockfeller”, com menor sucesso. Ainda no cinema, durante o movimento do cinema marginal, o realizador Braz Chediak adaptou duas das suas peças, “A Navalha na Carne” (1969) e “Dois Perdidos numa Noite Suja” (1970), ambas com o actor Emiliano Queiroz.
Nos anos 1970, Plínio Marcos voltaria a investir no teatro, chegando ele mesmo a vender os ingressos na entrada das casas de espectáculo. No fim das peças, subia ao palco e conversava pessoalmente com a plateia.
Na década de 1980, apesar da censura do governo, que visava principalmente os artistas, Plínio Marcos viveu sem fazer concessões, sendo intensamente produtivo e sempre norteado pela cultura popular. Escreveu nos jornais “Última Hora”, “Diário da Noite”, “Guaru News”, “Folha de S. Paulo”, “Folha da Tarde”, “Diário do Povo” (Campinas) e, também, na revista “Veja”, além de colaborar em diversas publicações, como “Opinião”, “O Pasquim”, “Versus”, “Placar” e outras.
Depois do fim da censura, Plínio continuou a escrever romances e peças de teatro, tanto para adultos como infantis. Tornou-se palestrante, chegando a fazer 150 palestras-shows por ano, vestido de preto, com um bastão encimado por uma cruz e com aura mística de leitor de tarot.
Plínio Marcos foi traduzido, publicado e encenado em francês, espanhol, inglês e alemão; estudado em teses de sociolinguística, semiologia, psicologia da religião, dramaturgia e filosofia, em universidades do Brasil e de outros países. Recebeu os principais prémios nacionais em todas as actividades que abraçou em teatro, cinema, televisão e literatura, como actor, director e escritor.
Marcos tinha diabetes e a sua saúde entrou em declínio a partir de Agosto de 1999, quando sofreu um derrame cerebral que deixou sequelas, como a paralisação do lado esquerdo, incapacitando a sua respiração sem o auxílio de aparelhos. Após sofrer um segundo derrame, no fim de Outubro, foi internado no Instituto do Coração, em São Paulo, com infecção pulmonar. Faleceu alguns dias depois, aos 64 anos de idade. O seu corpo foi cremado em Vila Alpina e as cinzas atiradas ao mar de Santos.
Em 2008, a Escola de Samba X-9 de Santos, apresentou o enredo “Plínio Marcos - Nas Quebradas do Mundaréu”, em homenagem ao artista, que fora também um grande incentivador do samba, em Santos e em São Paulo. 

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