domingo, 30 de novembro de 2003

PARA SORRIR:


Um cowboy deixa o saloon depois de uns bons tragos e, na hora de montar no cavalo, descobre que o animal está com os testículos pintados de verde. Furioso, dá meia volta sobre as botas de bico fino, invade o bar e desafia, aos gritos:
- Quem foi o imbecil que fez aquilo ao meu cavalo?
Lá ao fundo, levanta-se um homenzarrão com quase dois metros de altura, barba de uma semana por fazer, dois revólveres na cintura, e berra a plenos pulmões:
- Fui eu! Porquê, algum problema?
- Não há problema nenhum! Só vim avisar que a primeira demão já secou.


Em Lisboa, após um incêndio num pequeno prédio, os bombeiros, ao verificar os destroços, encontram apenas um morto. Era justamente um homem que estava de cabeça para baixo, com o dedo indicador apontando para um sítio bastante queimado. Ao seu lado, um extintor de incêndio, com a seguinte instrução:
"Em caso de incêndio, vire de cabeça para baixo e aponte para a chama".


No elevador, ao lado de um casal distinto, um rapaz solta um pum barulhento. O marido, irritado, protesta:
- Mas que falta de respeito! O senhor não tem maneiras?
- É a natureza, meu velho!
- Responde o rapaz em tom malcriado.
- É a natureza! Essa é boa! Não me diga que não consegue segurar um pum!
- Porquê? O senhor consegue?
- Claro!
O rapaz solta outro ainda mais barulhento.
- Então, segure este!


Um homem está na bicha para o cinema. De repente dá um pum, olha para trás e diz:
- Bem feito. Já não vais comigo ao cinema.

quinta-feira, 27 de novembro de 2003

POESIA:


« QUASE

Ainda pior que a convicção do não,
é a incerteza do talvez,
é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda,
que me entristece,
que me mata trazendo tudo
que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda estuda,
quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades
que escaparam pelos dedos,
nas chances que se perdem por medo,
nas ideias que nunca sairão do papel
por essa maldita mania de viver no Outono.
Pergunto-me, às vezes,
que nos leva a escolher uma vida morna.
A resposta eu sei de cor,
está estampada na distância
e na frieza dos sorrisos,
na frouxidão dos abraços,
na indiferença dos "bom dia",
quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem
até para ser feliz.
A paixão queima,
o amor enlouquece,
o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos
para decidir entre a alegria e a dor.
Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo,
o mar não teria ondas,
os dias seriam nublados
e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina,
não inspira,
não aflige nem acalma,
apenas amplia o vazio
que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota prévia
à dúvida da vitória
é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão,
para os fracassos, chance,
para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio
ou economizar alma.
Um romance cujo fim
é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque,
que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando...
Fazendo que planeando...
Vivendo que esperando...
Porque,
embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu.
»

(autor desconhecido)

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gabrieldesousa@megamail.pt

quarta-feira, 26 de novembro de 2003

PARA SORRIR:


Uma senhora ao telefone:
- Está, de onde fala?
- É da sapataria!
- Ó desculpe, enganei-me no número!
- Não se preocupe! Passe por cá logo que nós trocamos!

Um novato pergunta ao sargento:
- Que devo fazer se o pára-quedas não se abrir?
- Volta cá e damos-te um novo!

Dois homens, num camião, deparam-se com um sinal: "PONTE: altura máxima 2,5m".
Como o camião tinha 3 metros de altura, um olha para o outro e diz:
- Não está ninguém a ver, vamos passar.

Um homem foi consultar uma vidente e sentou-se diante da bola de cristal!
- Vejo que é pai de dois filhos - disse ela.
- Isso é o que a senhora julga - respondeu o homem, sou pai de três filhos.
- Isso é o que o senhor pensa...

Ele era o maior hipnotizador do mundo. Seus shows eram vistos por milhares de pessoas. Numa certa noite, para um teatro completamente lotado, ele disse:
- Riam!
E todos começaram a rir, sem controlo. Até que ele interrompeu e ordenou:
- Chorem!
Todo a gente começou a chorar.
Quando ele ia para o outro lado do palco, tropeçou no fio do microfone e caiu, batendo com a cara no chão. Furioso com o acidente, exclamou:
- Merda!
( Foram necessários 20 dias para limpar completamente o teatro. )


segunda-feira, 24 de novembro de 2003

PENSAMENTOS:

"É bem mais difícil julgarmo-nos a nós mesmos que julgar os outros.
Se conseguires julgar-te bem, és um verdadeiro sábio."

"Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos."

"Foi o tempo que perdeste com esta rosa que a fez tornar-se tão importante."


(Antoine de Saint-Exupéry)


PARA MEDITAR:

« Conta-se que, no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egipto, com o objectivo de visitar um famoso sábio.
O turista ficou surpreendido ao ver que este morava num quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobiliário eram uma cama, uma mesa e um banco.
* Onde estão os seus móveis? - Perguntou o turista.
E o sábio, rapidamente, perguntou também:
* E onde estão os seus...?
* Os meus?! - Surpreendeu-se o turista - Mas eu estou aqui apenas de passagem!!!!!
* Eu também... - concluiu o sábio.

A vida é somente uma passagem...
No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente e esquecem-se de ser felizes. »


SADDAM & BUSH:

« Os dois são o Mal, um é pior que outro. Bush é pior » - Aus al-Khafajy (imã da mesquita El-Seef – Iraque, em entrevista ao «Público»)

domingo, 23 de novembro de 2003

IDADE DA REFORMA:

Estou de acordo que, legalmente, se pudesse trabalhar para além do limite previsto (mediante confirmação de estar em boas condições físicas e mentais).
No entanto, cada caso é um caso, e este raciocínio pode ser perverso:
- as pessoas que estivessem em boas condições, continuavam a trabalhar... As outras iriam para a reforma. Os reformados tornar-se-iam assim num universo de «incapacitados»... Ora seria bom que todos os reformados tivessem direito a levar uma nova vida, mais calma, com outros interesses e com qualidade, portanto ainda em boas condições.
- Diz-se (e é verdade) que cada vez se vive mais tempo... Mas quase se esquece que esses anos a mais são acompanhados de debilidades e doenças que anteriormente nem o chegavam a ser. Esses anos «ganhos» são passados muitas vezes penosamente.
- Quem prefere trabalhar, por temer a falta de ocupação dos seus tempos livres, que seja autorizado a fazê-lo. Mas dê-se aos outros o direito de fazer o que lhes apetecer e mais gostarem, ainda com saúde, durante mais alguns anos da sua vida. Diria que, depois, já é tarde... Já não vale a pena...

LARES PARA A TERCEIRA-IDADE:

Há os dois extremos. Alguns lares (poucos) de luxo. Outros (a maioria) mais não são que depósitos de idosos ou antecâmaras da morte, principalmente para os dependentes e acamados.
O Estado pouco faz, para além de fechar os piores lares entre os piores...
Os únicos casos de sucesso que conheço (haverá outros, claro) são obra de Autarquias.
As Juntas de Freguesia e Entidades Religiosas também são úteis na ajuda domiciliária. Porventura nestes casos haverá subsídios do Estado. Será?
A imagem que nos fica (será errada?) é que o Estado só se interessa pelos trabalhadores enquanto contribuintes; depois esquece-os enquanto reformados. Curiosamente os reformados continuam a pagar impostos!

SER AVÔ HOJE:

Os avós deveriam ser um elo importante no círculo da família. Experiência acumulada, situações já vividas, maior permissividade às travessuras dos netos (sem exageros e, sobretudo, sem desautorizar nem alterar a orientação dos pais.).
Há porém os problemas de localização geográfica dos respectivos lares (pais e filhos) que não permitem a proximidade, por vezes tanto desejada (pelos netos e pelos avós).
A entrada precoce nas creches não será um mal. Há muito que isto acontece no estrangeiro e talvez esteja até, aqui, a razão da precocidade das crianças de hoje em relação às crianças que nós fomos. A todos os níveis, mesmo de vocabulário.
O mal é que, mais uma vez, o Estado, as Empresas, não correspondem a esta necessidade. A maioria das creches ou jardins-de-infância são caros e não estão ao alcance de todas as bolsas.
Recurso às amas e aí, com um pouco de sorte, as crianças ficam bem acompanhadas. Talvez não tanto ao nível do desenvolvimento...
Se por um lado, se pretende que os «avós» continuem a trabalhar até mais tarde, como lhes sobrará tempo para os seus netinhos?

sexta-feira, 21 de novembro de 2003

LEITURAS:

« Uma caravana de camelos atravessava o deserto.
Chegou a hora do descanso e o cameleiro preparava-se, como habitualmente, para prender os camelos às estacas, quando verificou que faltava uma estaca .
Não sabendo como resolver o problema, perguntou ao mestre da caravana:
- Mestre, falta-me uma estaca para um camelo. Como fazer?
- Não tenhas problema. Eles estão tão habituados a ficar presos que se tu fingires que o atas com a corda, ele pensará que está preso e nem sequer tentará sair do sítio.
O cameleiro assim fez e o camelo ali ficou toda a noite.
No dia seguinte, quando se preparavam para partir, esse camelo recusou-se a sair do sítio, mesmo quando o cameleiro o puxava com toda a força. Sem saber que atitude tomar, dirigiu-se de novo ao Mestre contando-lhe o sucedido.
- Homem, respondeu-lhe o mestre. Que fizeste ontem? Não fingiste que o ataste à estaca? Então faz o mesmo hoje. Finge que o desamarras.
O camelo, mal o cameleiro fingiu que o desatava da estaca imaginária, recomeçou a caminhada.
Moral da história: Muitas vezes não avançamos devido às nossas “estacas mentais”.
É o desconforto da acomodação.
»


(autor desconhecido) 



quinta-feira, 20 de novembro de 2003

LEITURAS:

« Posso estar falando de vontade, posso estar falando de alguém, posso estar falando de um sonho ou até mesmo de um direito.
Poder ir onde se quer, sem ter que explicar os "porquês", sem ter que avisar ninguém, quase todo mundo sonha com isso, eu também.
Não tenho hora para sair, nem hora para chegar; o que eu fizer esta bem feito e ninguém vai reclamar.
Sou Livre enfim, mas não sei dizer até onde isso é bom ou ruim.
Quero alguém para esperar por mim, para ligar e perguntar "Está tudo bem?". Alguém para curar feridas, para torcer pela vida… Alguém que não me faça simples assim, como quem vem e não deixa rasto, não deixa vícios, não deixa traços.
É, às vezes ser livre, pode também ser, sentir-se muito só.
Não quero mais confundir a liberdade com a solidão, não quero mais! Não ter que dar satisfação! Não quero mais essa ilusão de "sou eu" e o resto não importa.
Quero ter alguém à minha espera, quero ter alguém que, ao ver-me chegar, se emocione e venha correndo para me abrir a porta.
»

(autor desconhecido)

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gabrieldesousa@megamail.pt

quarta-feira, 19 de novembro de 2003

ENQUANTO SORRIS… NÃO PENSAS NOUTRAS COISAS…

Tinha o Zé morrido há instantes, quando chega às portas do céu. Toca à campainha e atende-lhe o S.Pedro:
SP: Que se passa?
- S.Pedro, morri há instantes e vinha para o céu...
SP: Como te chamas?
- Zé...
S.Pedro vai lá dentro consultar o computador e quando volta responde-lhe:
SP: Não. Não existe o teu nome nas listas de entrada. Aqui não podes entrar...
- Não? Não pode ser… Sempre levei uma vida santa e agora sou anjo… SP: Não… Aqui não tens vaga… Tenta ir lá abaixo…
E assim foi. Bate às portas do Inferno e repete-se o primeiro diálogo. Quando o Diabo volta, responde-lhe:
D: Não, também não tenho o teu nome… Aqui não entras…
Zé: Não pode ser… Se eu morri, tenho que ir para algum lado… Eu não sou nenhuma alma penada.
D: Olha, vai lá cima falar com o Criador para ele dizer o que fazer...
E assim foi… Volta a repetir-se o primeiro diálogo e, quando Cristo volta, responde-lhe:
C: Não sei o que se passa… O teu nome não consta das listas. Não podes ir para nenhum dos lados…
Zé: Não pode ser… Eu não sou nenhuma alma penada…
C: Só há uma solução... Voltares à Terra e reencarnares...
Zé: Olha… Que se lixe... Sempre é melhor que ser uma alma penada…
C: OK, mas estás com azar que já só tenho um meio de transporte livre…
Zé: Não importa... Não importa...
Quando o Zé abre os olhos estava num galinheiro... Olha para si e repara que tinha reencarnado numa galinha... Vê a porta do galinheiro a abrir-se e entra o dono. Levanta uma galinha… Tira o ovo… Levanta a segunda galinha, não tem ovo, torce-lhe o pescoço. (regra: se tem ovo vive, senão morre...) O Zé olha para o seu ninho e vê que não tem ovo e de imediato pergunta à galinha do lado como fazer para ter um ovo.
Resposta: - Tens que fazer força, muita força, mesmo muita força…
E o Zé começa a fazer força:
Hummmmmm! Hummmmmmmm! Hummmmm! Hummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm...
De repente alguém toca no Zé e diz-lhe:
- ACORDA ZÉ! ACORDA ZÉ... Estas a borrar a cama toda…


Numa Igreja um homem olha para o chão e vê uma nota de cinquenta euros. Ao mesmo tempo que ia apanhá-la, um sujeito ao lado repara. E faz-lhe sinal dizendo que queria metade.
O primeiro olha para ele e ergue a mão fechada com o polegar esticado, como quem diz: "OK"
Acaba a missa e cá fora diz o segundo homem:

- Então? Venha a minha parte!
- Que parte, eu é que vi a nota!
- Mas... você fez-me sinal a dizer que era prós dois!!!
- Que é que você queria? Que dentro da Igreja lhe fizesse um manguito?
 



segunda-feira, 17 de novembro de 2003

LEITURAS:

« Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa.
Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro:
pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo!
Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande
transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente,
algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva.
Não vão dar alegria para ninguém.
»

(do livro "O amor que acende a lua" de Rubem Alves, escritor brasileiro)

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gabrieldesousa@megamail.pt

sábado, 15 de novembro de 2003

MENINO DA RUA (quadras)

Pobre menino da rua
Folha boiando no rio
No Verão sufoca e sua
No Inverno sente frio

Não conhece o carinho
Nenhuma coisa é só sua
Um canto serve de ninho
Pobre menino da rua

Fugiste pela cidade
Até a alma foi nua
És criança sem idade
Pobre menino da rua

Balanças o teu corpinho
No alto daquela grua
Longe de todo o carinho
Pobre menino da rua
NB: Verso obrigatório «Pobre menino da rua»


MUNDO DE PAZ (décimas)

1

Para bem da sociedade,
Combate sempre a pobreza
E vive com singeleza.
Abutres estão na cidade
Para esconder a verdade…
Evita qualquer desonra
E não cores de vergonha…
Combate os imperadores
Transforma armas em flores:
Homem, salva a tua honra.

2

Aprende a fazer o bem,
A recusar a maldade…
Não uses a falsidade,
Defende quem menos tem
Para que ele sinta ser alguém.
Desde a idade de rapaz,
Reconhece Satanás
Mesmo distante daqui.
O Mundo acredita em ti
Que és sábio, forte e capaz.


3

Fome, sofrimento e morte
Tu, contra, tens de lutar
Para ver o mundo avançar.
Sem nunca perder o norte,
Com o fraco, contra o forte
E não queiras a desdita.
Se for necessário grita
Contra todos os falcões
E por todas as razões
Odeia a guerra maldita.

4

Terra verde – céu azul,
Queremos um Paraíso,
Ver tudo com sorriso.
Nem Bagdad nem Cabul,
Nem no Norte nem no Sul.
A guerra é ineficaz
E só nos traz coisas más.
Ao teu rival dá a mão
E ensina-lhe a lição:
- Inventa um mundo de paz!


NB: - Décimas, com mote: «Homem, salva a tua honra, / Que és sábio, forte e capaz, / Odeia a guerra maldita, / Inventa um mundo de paz.» de Manuel Lopes Vilaverde.


BROA DE AVINTES (quadras)

Padeirinha tão formosa:
Usas todos os requintes
Para tornar tão famosa
A nossa broa de Avintes.

Barqueira leva a remar
A broa ao seu destino.
Avintes vai relembrar
O teu porte altivo e fino.

Moleiro, que móis o milho
Donde a broa vai nascer,
Estás a fazer um filho
Para Avintes não esquecer.

Esta broa secular,
Que Avintes viu nascer,
Tem um tão bom paladar
Que jamais irá morrer.

Gostosa broa de Avintes
Sempre foi artesanal
Teus segredos e requintes
Glorificam Portugal.


NB: - Tema «A Broa de Avintes e as tradições seculares das Barqueiras, Moleiros e Padeiras de Avintes».


Gabriel de Sousa

sexta-feira, 14 de novembro de 2003

PARA SORRIR:

Shopping Center de maridos

Era uma vez um Shopping Center de Maridos, onde as mulheres podiam escolher o seu marido, dentre as várias opções disponíveis de homens.
O shopping tinha cinco andares, sendo que as qualidades dos homens cresciam à medida que se subia. A única regra era que, uma vez num andar, não se poderia mais descer - a escolha deveria ser feita naquele andar: ou era possível subir ao próximo, ou ir embora. Então uma dupla de amigas foi até ao shopping.

PRIMEIRO ANDAR
Um aviso na porta dizia: "Os homens deste andar trabalham e gostam de crianças". Uma das amigas disse para a outra: "Bem, é melhor do que ser desempregado ou não gostar de crianças, mas como serão os homens do próximo andar?". Então elas subiram as escadas.

SEGUNDO ANDAR
"Os homens deste andar trabalham, têm excelentes salários, gostam de crianças e são muito bonitos".
"Viu só?" - diz a mulher.
- " Como serão então os homens do próximo andar? "E subiram as escadas.

TERCEIRO ANDAR
"Os homens deste andar trabalham, têm excelentes salários, gostam de crianças, são muito bonitos e ajudam no serviço doméstico".
"NOSSA! " - diz a mulher - "Muito tentador, mas como serão os homens do próximo andar?"
E subiram as escadas…

QUARTO ANDAR
"Os homens deste andar trabalham, têm excelentes salários, gostam de crianças, são muito bonitos, ajudam no serviço doméstico e são óptimos amantes".
"Meu Deus...pense!
O que será que nos aguarda no quinto andar???
"
E elas subiram até ao quinto andar.

QUINTO ANDAR
A placa na porta do andar vazio dizia: "Esse andar serve somente para provar que é impossível satisfazer as mulheres. Por favor siga até à saída e tenha um bom dia".


NÓS MULHERES (de autora desconhecida)

« Nós mulheres, somos como flores às vezes simples e singelas e às vezes exuberantes e formosas...
Nós mulheres, somos abençoadas, por abrigarmos pequeninos raios de luz, que nos transformam e nos fazem crescer...
Nós mulheres, somos privilegiadas, por podermos alternar de humor, devido à actuação de hormonas, que nos tornam ora sensuais, ora explosivas, ora maternais...
Nós mulheres, somos guiadas pela emoção e não pela razão, para podermos sentir o perfume que exala das flores, observar o ballet majestoso do beija-flor ao sugar o seu alimento e desfrutar dos amanheceres e dos luares...
Nós mulheres quem somos?
Somos negras, brancas, índias, amarelas, todas belas sob a óptica do nosso olhar, que necessitamos apenas de amar e de ser amadas...
Nós mulheres quem somos?
Somos as secretárias ou trabalhadoras de fábricas, mas podemos ser a Presidente de Câmara ou a Presidente de um país, de uma empresa...
Nós mulheres quem somos?
Somos Mulheres, extraídas de uma das costelas de Adão, mas que com muita garra vimos conquistando o nosso espaço.
»


quarta-feira, 12 de novembro de 2003

LEITURAS AO ACASO:

- Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Não gosto das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.
- Pois viva como as flores, advertiu o mestre.
- Como é viver como as flores? Perguntou o discípulo.
- Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimentos. Exercitar, pois, a virtude é rejeitar todo o mal que vem de fora.
- Isso é viver como as flores!

"Não corra atrás das borboletas, cuide do seu jardim e elas virão até si"

(autor desconhecido)


PARA SORRIR:

Dois anjinhos conversam:
- Como vai estar o tempo amanhã?
- A previsão diz que será um dia nublado.
- Que bom! Assim, vamos ter lugar para sentar.

segunda-feira, 10 de novembro de 2003

VAIDADE FEMININA:

Uma mulher foi levada à pressa para os Cuidados Intensivos de um Hospital. Chegou lá com aquela quase morte, que é uma situação pré-coma. E, neste estado, encontrou-se com Deus:
- Que é isso? - perguntou ao Criador - eu morri?
- Não, pelos meus cálculos, você morrerá daqui a 43 anos, 8 meses, 9 dias e 16 horas - respondeu o Eterno.
Ao voltar a si, sabendo quanto tempo ainda tinha de vida, resolveu, ali mesmo naquela clínica, fazer uma lipoaspiração, uma plástica de
restauração dos seios, plástica no rosto, no nariz, na barriga, tirou todos os excessos, ficando linda e jovial. Teve alta uma semana depois.
No dia seguinte, ao atravessar uma rua, veio um veículo em alta velocidade e atropelou-a, matando-a na hora.
Ao encontrar-se de novo com Deus, ela perguntou:
- Puxa, Senhor Deus, eu achei que tinha mais 43 anos de vida.
Por que morri? Logo depois de toda aquela despesa com cirurgias plásticas!
E Deus, aproximando-se dela e olhando-a directamente nos olhos, respondeu:
- JURO QUE NÃO TE RECONHECI!


O ESCORPIÃO:

Um mestre oriental viu que um escorpião se estava a afogar e decidiu tirá-lo da água mas, quando o fez, o escorpião picou-o. Pela reacção de dor, o mestre soltou-o e o animal caiu de novo na água e estava novamente a afogar-se. O mestre tentou tirá-lo e de novo o animal o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e disse:
- Desculpe-me mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?
O mestre respondeu:" A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar". Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou-lhe a vida.
Não mude a sua natureza se alguém lhe faz algum mal, apenas tome precauções.
"Alguns perseguem a felicidade, outros a criam"

domingo, 9 de novembro de 2003

UM TRAUMA CHAMADO «LOBO ANTUNES»:


Pois é, eu sofria deste trauma. A maioria dos livros de António Lobo Antunes era por mim lida com espírito de missão, quase sacrifício, porque não gosto de deixar livros a meio. Paradoxalmente, adoro ler as suas crónicas. Leio-as com interesse e prazer…
O meu trauma é que, para não fazer figura de estúpido, eu não confessava o meu «sacrilégio», salvo a uma muito pequena roda de amigos.
Hoje, 2003-11-08, ao ler o suplemento «Mil folhas» do «Público», senti-me finalmente (bem) acompanhado. No inquérito efectuado junto do biólogo Fernando Catarino, a uma das perguntas, ela lá estava - a resposta que espelha também o meu estado de alma: «Embora pareça mal, (o último ‘livro’ que abandonei a meio) foi um que achei muito chato do António Lobo Antunes, de quem nem me quero lembrar o nome e que considero nas antípodas das excelentes crónicas que ele escreve semanalmente e que eu nunca perco.».
Acabaram os meus complexos. Resta-me respeitar quem lê este notável escritor e augurar-lhe mesmo o «Nobel» num dos próprios anos…
Gostos são gostos mas, finalmente, sei que não estou só.


PARA SORRIR :

No frigorífico, um copo de vinho começa a provocar um copo de leite:
- Oh branquinho!
Você está mesmo branco!
Não tem vergonha dessa cor desbotada?
Vai apanhar um pouco de sol, faz bem à saúde!
- Olha só, quem fala de saúde!
Logo você que prejudica tanto a saúde das pessoas!
Ataca o fígado, embriaga!
Você só faz mal!
Mas o copo de vinho não se deu por vencido e respondeu:
- OK!
Tudo o que você falou é verdade!
Agora só tem um detalhe!
A minha mãe é uma uva... E a sua?

sábado, 8 de novembro de 2003

O P.R.E.C....


Um leitor chamou-me a atenção para o que escrevi, em 30 de Outubro último, acerca das datas entre as quais ocorreu o PREC (Processo Revolucionário Em Curso). Com efeito, convencionou-se como marcos do seu princípio e fim, o 11 de Março de 1975 e o 25 de Novembro de 1975, e não as datas que erradamente indiquei. As minhas desculpas a todos os leitores e os meus agradecimentos especiais a este leitor mais atento.


PARA SORRIR:


Estava uma prostituta pedindo boleia na estrada quando um camionista parou e lhe disse que lhe daria boleia, mas com uma condição. Irem primeiro para debaixo do camião fazer amor. E ela aceitou.
Passado um tempo, chegou um velho e perguntou o que eles estavam fazendo ali. O motorista do camião respondeu que estava consertando o motor, ao que o velho respondeu:
- Então aproveita e conserta os travões também, porque o camião já vai lá em baixo.


- Sensacional! Vinte e oito pessoas enganadas numa cidade. Sensacional!
Um homem ficou curioso em saber o que era e comprou um jornal.
O jornal estava em branco e o ardina apregoava agora:
- Sensacional! Vinte e nove pessoas enganadas numa cidade. Sensacional!


- Mãe, ajuda-me, o meu marido está completamente louco.
- O quê?
- Ele tem cinquenta gatos no nosso apartamento! E o pior é que todas as janelas estão sempre fechadas.
- Então porque é que não abres as janelas?
- Não posso, os meus 100 pombos podiam fugir...



No futebol, um indivíduo repete:
- Um campo, 80000 espectadores, 22 jogadores, 1 arbitro, 2 juízes de linha!
- Um campo, 80000 espectadores, 22 jogadores, 1 arbitro, 2 juízes de linha!
- Um campo, 80000 espectadores, 22 jogadores, 1 arbitro, 2 juízes de linha!

Chateado com a lengalenga, um parceiro interpela-o:
- Oiça lá, cale-se com isso. Porque é que está sempre a repetir a mesma coisa?
- Um campo, 80000 espectadores, 22 jogadores, 1 árbitro, 2 juízes de linha e o sacana do pássaro foi logo cagar em cima de mim!!!



Diz um político numa manifestação:
- Eu sim! Eu sou um político incorrupto! Por estes bolsos, nunca passou dinheiro sujo!
Diz a plateia:
- Ena, comprou um fato novo!

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Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...