"Escrita - Acto Solitário, mas que se deve Partilhar" - Gabriel de Sousa *** "Quanto mais envelhecemos, mais precisamos de ter que fazer" - Voltaire *** "Homens de poucas palavras são os melhores" - Shakespeare *** "Um Banco é como um tipo que nos empresta o chapéu-de-chuva quando está sol e que o pede assim que começa a chover" - Mark Twain
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Até custa acreditar Ver tanta gente a sofrer; Dá vontade de chorar Por nada poder fazer. Manuel Groca Piteira
MISÉRIA (décimas)
I
Há tanta fome no Mundo Tanta riqueza esbanjada Tanta gente revoltada Com sofrimento profundo A viver num meio imundo. Tanta gente a suspirar P’la morte que vai chegar Eles nem foram crianças Nunca tiveram esperanças Até custa acreditar
II
Morte p’ra eles é um “bem” Mas leva tempo a chegar. Passam a vida a penar Sem carinho de ninguém Por vezes sem pai nem mãe Sofrem desde o sol nascer Até o dia morrer. Nada está a melhorar E a nós custa olhar Ver tanta gente a sofrer
III
À pobreza envergonhada Gostaria de oferecer Roupas e pão p’ra comer (Quase se sente culpada De viver assim sem nada) Dêem-me armas p’ra lutar E esta injustiça acabar Senão serei impotente E ao olhar esta gente Dá vontade de chorar
IV
Cabe a cada um de nós Na nossa Vila ou Cidade Lutar pela igualdade Erguendo a nossa voz Por quem sofre tanto a sós (Assim não poderá ser Tanta gente a querer morrer) Lutemos todos p’lo Bem P’ra não sofrermos também Por nada poder fazer.
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