
Jacinta Marto era uma criança típica do Portugal rural de então. Não frequentava a escola, trabalhando como pastora em conjunto com o irmão e uma prima. Mais tarde, logo após as aparições, «por recomendação de Nossa Senhora», entrou para a escola primária. Era, segundo a prima Lúcia, uma criança muito afectiva, sendo mimada por todos.
Na sequência das aparições, o comportamento das crianças alterou-se. Jacinta ficou muito marcada por uma visão do Inferno, que teria ocorrido na terceira aparição. Deslumbrada com a triste sorte dos pecadores, resolveu fazer penitências e sacrifícios pela sua conversão. É possível que os prolongados jejuns a tenham enfraquecido, a ponto de não sobreviver à epidemia de influenza que varreu a Europa em 1918, a seguir à primeira guerra mundial. Jacinta, que sofria de pleurisia e não podia ser anestesiada devido à má condição do seu coração, foi assistida em vários hospitais, acabando por sucumbir, sozinha, num hospital de Lisboa.
Jacinta foi beatificada em 13 de Maio de 2000, juntamente com o irmão, pelo Papa João Paulo II. É a cristã mais nova, “não mártir”, a ter sido beatificada. O seu dia festivo é o 20 de Fevereiro, data do seu falecimento.
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