sexta-feira, 15 de novembro de 2019

15 DE NOVEMBRO - HERBERT RAWLINSON


EFEMÉRIDE - Herbert Rawlinson, actor britânico de teatro, cinema, televisão e rádio, nasceu em New Brighton, na Inglaterra, em 15 de Novembro de 1885. Morreu em Los Angeles no dia 12 de Julho de 1953. Actuou em mais de 390 filmes, entre 1911 e 1953, sendo 130 deles já na era sonora. Foi também produtor. 
Emigrou para o Canadá e depois para os Estados Unidos, para iniciar a sua carreira, começando como actor de circo, depois de teatro e finalmente de cinema. 
Iniciou-se no cinema, na era muda, em 1911, com o filme “The Cowboy and the Shrew”, para a Selig Polyscope Company, ao lado de Tom Mix, e logo passou a protagonizar os mais diversos filmes, para estúdios como a Universal Pictures e a Rayart Pictures Corporation. Em 1919, personificou o famoso detective fictício Craig Kennedy, na série “The Carter Case”. Este detective, criado por Arthur B. Reeve, foi personagem de vários filmes e séries de televisão. 
Entre 1930 e 1934, além da actuação no cinema, Rawlinson actuou também no teatro, na Broadway, em várias peças, tais como “Citty Haul”, com três meses de representações, e “When Ladies Meet”, entre outras. 
Apesar de ser primariamente um actor dramático, além do teatro, durante os mais de 40 anos de carreira, Rawlinson actuou em diversos géneros de filmes, desde comédias até westerns e séries, além da rádio. Fez a transição para a era sonora, chegando a protagonizar algumas séries de televisão.
Nos últimos anos, o seu trabalho na rádio incluiu programas como “Cavalcade of America” e “Escape”. Foi também o anfitrião e narrador da temporada inicial de “Hollywood Star Playhouse”, uma antológica série dramática que começou na CBS, em 1950. 
Rawlinson casou, em 1917, com a actriz de teatro Roberta Arnold, cujo nome verdadeiro era Minerva Arnold, e divorciou-se em Novembro de 1922. Em Janeiro de 1924, casou-se com Loraine Abigail Long, de quem se divorciou em 1947, tendo tido dois filhos.
Rawlinson faleceu vítima de cancro de pulmão em 1953, após completar as cenas do filme “Jail Bait”, que foi lançado no ano seguinte. 
Pela sua contribuição para a indústria cinematográfica, tem uma estrela na Calçada da Fama, no Hollywood Boulevard.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

14 DE NOVEMBRO - WILLIAM STEIG


EFEMÉRIDE - William Steig, cartoonista, ilustrador e escritor de literatura infantil norte-americano, nasceu em Brooklyn, Nova Iorque, em 14 de Novembro de 1907. Morreu em Boston no dia 3 de Outubro de 2003. 
Os seus livros mais conhecidos são “Sylvester and the Magic Pebble”, “Abel’s Island” e “Doctor De Soto” (premido com o National Book Award, em 1983). Escreveu e ilustrou o livro “Shrek!” (1990), que inspirou a popular série de filmes com o mesmo nome.
Filho de imigrantes polacos judeus, o pai era pintor e a mãe costureira, sendo ela que o encorajou com as suas inclinações artísticas. Em criança, envolveu-se na pintura e era um ávido consumidor de literatura. Entre outras obras, dizia ter sido especialmente fascinado por “Pinóquio”. Além de trabalhos artísticos, também praticou atletismo. 
Graduou-se na Townsend Harris High School com 15 anos, mas nunca concluiu a faculdade. 
O irmão Irwin foi jornalista e pintor; outro irmão - Henry - foi escritor, tocava saxofone e pintava; e o terceiro irmão - Arthur - foi escritor e pintava «tão bem como Picasso ou Matisse», segundo William Steig. 
Quando a família ficou com problemas financeiros, durante a Grande Depressão, ele começou a desenhar caricaturas como artista independente, tendo vendido o seu primeiro desenho animado ao “The New Yorker”, em 1930. Viveu em Gaylordsville, Connecticut, onde logo se tornou muito bem-sucedido e, nos anos que se seguiram, contribuiu com mais de 1600 cartoons para revistas, levando a “Newsweek” a apelidá-lo de ‘Rei dos Desenhos’.
Decidiu tentar a sua sorte noutra actividade artística e, em 1968, escreveu o seu primeiro livro para crianças. Destacou-se nesta área, igualmente, e o seu terceiro livro, “Sylvester and the Magic Pebble” (1970), ganhou a prestigiosa Caldecott Medal. Passou a escrever livros para crianças e fê-lo até aos 95 anos.
William Steig morreu de causas naturais, a pouco mais de um mês de completar 96 anos. Steig casou-se quatro vezes e teve três filhos. 
Os autores dos filmes “Shrek” prestaram-lhe homenagem escrevendo nos genéricos: «Em memória de William Steig».

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

13 DE NOVEMBRO - CHARLES-SIMON FAVART


EFEMÉRIDE - Charles-Simon Favart, escritor francês, nasceu em Paris no dia 13 de Novembro de 1710. Morreu em Belleville, em 12 de Maio de 1792.  Escreveu, sobretudo, peças de teatro e óperas. 
O primeiro sucesso de Favart na literatura foi “La France delivrée par la Pucelle d’Orléans”, poema sobre Joana d’Arc, que obteve um premio da Académie des Jeux Floraux.
A sua mulher, Marie-Justine Duronceray, tornou-se célebre pelos seus talentos de cantora, dançarina e actriz. O seu segundo filho, Charles Nicolas Favart, também escreveu comédias.
Favart fez os seus estudos no colégio Louis-le-Grand, que deixou por motivos de saúde.  Perdeu o pai quando era ainda muito jovem e, para ajudar a mãe, consagrou-se à ópera cómica.  
A sua primeira peça, “Polichinelle comte de Paonfier” (1732) foi representada anonimamente num teatro de marionetas. 
Começou por se dedicar a comédias, como “Les Demoiselles”, representada na Ópera-Cómica em 1734 que teve um sucesso considerável. 
“La Chercheuse d’esprit” (1741), verdadeira obra-de-arte no género, conheceu um triunfo, com mais de 200 representações, que a tornaram célebre. 
Favart dirigiu o Teatro da Moeda de Bruxelas, entre 1746 e 1748, com grande sucesso. O casal Favart regressou a Paris, conhecendo de novo um enorme êxito. Charles-Simon escreveu para o Théâtre-Italien uma série de peças. Em 1757, torna-se co-director da Opéra-Comique.  
A nível musical e dramatúrgico, “Annette et Lubin” (1762) marcou uma viragem na sua concepção de ópera-cómica - o lado cómico deu lugar a sentimentos naïfs e virtuosos. 
“L’Anglais à Bordeaux” (1763) foi escrita quando da conclusão da paz com a Inglaterra. 
Em 1772, a esposa morreu e ele presta-lhe homenagem, nas sias “Memórias”. Favart veio a falecer vinte anos depois, na sua casa de Belleville, que habitava há um quarto de século.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

12 DE NOVEMBRO - WILLIAM ALISON


EFEMÉRIDE - William Pulteney Alison, médico, reformador social e filantropo escocês, nasceu em Edimburgo no dia 12 de Novembro de 1790. Morreu na mesma cidade em 22 de Setembro de 1859. 
Foi um distinto professor de Medicina na Universidade de Edimburgo, presidente da Sociedade Médico-Cirúrgica de Edimburgo (1833) e presidente do Colégio Real de Médicos de Edimburgo (1836/1838). 
Na sua juventude, escalou o Monte Branco e outras montanhas como passatempo. Em 1811, licenciou-se em Medicina na Universidade de Edimburgo. 
Impressionado com a pobreza que encontrou, Alison buscou defender os pobres na Escócia, indo além da ajuda apenas aos doentes e enfermos para incluir também os pobres saudáveis. Esta foi uma atitude radical, uma vez que a ética da época era a de recusar ajuda aos pobres, considerados seres indolentes e pecadores. 
Alison acreditava também na teoria do contágio das doenças, afirmando que a sua propagação era facilitada pela pobreza e pela superpopulação. Argumentava que a pobreza era consequência de factores sociais, não do pecado e da preguiça, e que salários mais altos deveriam ser pagos aos trabalhadores para reduzir a doença, diminuindo o efeito da superlotação e da miséria. 
Numa sua publicação de 1840, Alison argumentou que o governo e os seus serviços tinham um papel importante na diminuição da pobreza e que esta tarefa não deveria ser deixada a cargo de grupos religiosos ou instituições de caridade privada. Defendeu a utilização de taxas públicas para ajudar viúvas, órfãos e os pobres desempregados, e criticou o governo por ignorar aqueles que estavam aptos, porém empobrecidos. As conclusões da Comissão Real de 1844 sobre as Leis dos Pobres (Escócia) deram apoio aos pontos de vista de Alison. 
Alison promoveu a medicina social preventiva e iniciou um programa para vacinar as crianças contra a varíola, fundando também o Conselho da Febre de Edimburgo, para combater as epidemias. Defendeu o diagnóstico rápido das doenças e, quando fossem consideradas contagiosas ou infecciosas, recomendou a fumigação e a ventilação da residência e o internamento imediata do paciente. Os seus métodos frutificaram durante a epidemia de cólera de 1831/1832, em que o governo local tomou medidas imediatas e eficazes para mitigar o surto, sem aguardar instruções de Londres. 
Ao defender firmemente a intervenção do governo para diminuir a pobreza, como um meio para combater as doenças, Alison esteve à frente do seu tempo, mas viveu para ver a opinião pública aproximar-se das suas iniciativas.
Ataques de epilepsia forçaram-no a aposentar-se em 1856, falecendo três anos depois. Deixou publicada a obra “Outlines of physiology” (1831).

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

11 DE NOVEMBRO - BEVERLY BAYNE


EFEMÉRIDE - Beverly Bayne, de seu verdadeiro nome Pearl Beverly Bain, actriz de cinema norte-americana que actuou especialmente na era do cinema mudo, nasceu em Minneapolis no dia 11 de Novembro de 1894. Morreu em Scottsdale, no Arizona, em 18 de Agosto de 1982. 
Actuou em 160 filmes e ficou particularmente conhecida por formar, ao lado de Francis X. Bushman, um par romântico que se tornou popular não apenas no cinema, por protagonizarem juntos vários filmes, mas também na vida real, tendo-se casado em 1918. 
Mudara-se para Chicago aos seis anos de idade. Com 16 anos, estudou na Hyde Park School, que estava sitiada ao lado dos Essanay Studios. Por curiosidade, visitou os estúdios e lá, aperceberam-se que ela tinha um «rosto fotogénico» … 
Os seus primeiros filmes foram” The Loan Shark” e “The Rivals”, ambos em 1912. Por essa altura, Gloria Swanson estava sob contrato com a Essanay e - diz-se - que Swanson chorou porque os olhos dela eram azuis e não castanhos como os de Bayne. Na época, olhos castanhos eram considerados preferíveis para a fotografia. Outros actores desses tempos foram Wallace Beery, Charlie Chaplin e Francis X. Bushman. Este último “exigiu” Beverly para contracenar consigo e, em breve, eles formaram uma dupla romântica, aparecendo em mais de vinte filmes como par romântico, além de outros filmes em que actuaram juntos, noutros papéis. 
Assinando contrato com a Quality Pictures Corporation, cujos filmes eram distribuídos pela Metro Pictures Corporation, o primeiro filme de Bayne e Bushman juntos foi “Pennington’s Choice” (1915) e, em 1917, o casal actuou em “Romeo and Juliet”, o que gerou um lucro considerável. Actualmente, o filme está considerado perdido, talvez pela decomposição do nitrato, talvez por negligência da produção cinematográfica. 
Bayne e Bushman trabalharam para a Metro Pictures Corporation de 1916 a 1918, creditados como o primeiro par romântico dos ecrãs. Casaram-se em 1918. Em 1920, o casal estreou-se no teatro, actuando na peça “The Master Thief”, que foi bem recebida. Mais tarde, apareceram no vaudeville e como estrelas convidadas em dramas. O último filme, juntos, foi “Modern Marriage”, em 1923.
Bayne e Bushman divorciaram-se em 1925 e as suas carreiras entraram em declínio a partir de então, começando a ser preteridos. Bushman acreditava que o seu apagão no cinema fora causado por ter desprezado inadvertidamente Mayer, pois este magnata do cinema tinha-o chamado para uma tournée de aspecto pessoal e ele não correspondera. Outros afirmam que Hollywood desaprovou a separação do casal, após tantos anos a viver em comum. 
O último filme mudo de Beverly foi “Passionate Youth”, em 1925. Sem conseguir voltar ao cinema, trabalhou no teatro na Broadway, nos anos 1930 e 1940. No início dos anos 1940, Bayne actuou ainda na rádio e ocasionalmente noutras peças de teatro. Durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou seriamente para a British War Relief Society, uma organização humanitária. 
O seu único filme sonoro que, na verdade, seria também o seu último filme, foi “The Naked City” (1948), ao lado de Barry Fitzgerald e Howard Duff, num papel não-creditado. Após isso, actuou apenas num episódio da série de televisão “The Philco Television Playhouse” - o episódio “Hour of Destiny”, transmitido em Abril de 1951. 
Deu por finda a sua carreira e passou a residir em Scottsdale, falecendo aos 87 anos, vítima de infarto agudo do miocárdio. Está sepultada nos Paradise Memorial Gardens, em Scottsdale. Pela sua contribuição para a indústria do cinema, tem uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood.

domingo, 10 de novembro de 2019

10 DE NOVEMBRO - CLAUDE RAINS


EFEMÉRIDE - William Claude Rains, actor britânico, naturalizado norte-americano (1939), nasceu em Londres no dia 10 de Novembro de 1889. Morreu em Laconia, New Hampshire, USA, em 30 de Maio de 1967. 
Na Primeira Grande Guerra Mundial, num dos combates, foi atingido, ficando quase cego de um olho para o resto da vida. 
O seu primeiro papel em Hollywood foi, em 1933, no filme “O Homem Invisível”, onde apenas a sua voz marcante era ouvida e a sua face só aparecia no final. 
Após “O Homem Invisível”, os estúdios tentaram impor-lhe papéis em filmes de terror, mas isso não aconteceu graças às nomeações para os Oscars, pelos personagens de senador corrupto em “Mr. Smith Goes to Washington” (1939) e de polícia francês em “Casablanca” (1944).
Em 1946, Rains tornou-se o primeiro actor a receber o salário de um milhão de dólares, pelo papel de ‘Júlio César’ no filme “Caesar and Cleopatra”. Neste mesmo ano, foi escolhido por Alfred Hitchcock para o filme “Notorious”.
Dois dos seus mais destacados papéis no cinema foram em “Lawrence of Arabia”, de 1962, onde fez o personagem ‘Dryden’, e em “The Greatest Story Ever Told”, de 1965, no papel de ‘Rei Herodes’, e que foi o último filme em que actuou. 
Contracenou com actrizes célebres, como Kay Francis, Lana Turner, Vivien Leigh, Ingrid Bergman, Ann Todd e, sobretudo, Bette Davis, para a qual ele era o actor preferido. 
Morreu de hemorragia interna, aos 77 anos de idade. Tem uma estrela na Calçada da Fama, no Hollywood Boulevard. No total, foi nomeado quatro vezes para os Oscars (1939, 1944, 1945 e 1947). 

sábado, 9 de novembro de 2019

9 DE NOVEMBRO - HOLGER MEINS


EFEMÉRIDE - Holger Klaus Meins, integrante da organização de extrema-esquerda alemã Fracção do Exército Vermelho (Rote Armee Fraktion ou RAF), morreu em Estugarda no dia 9 de Novembro de 1974. Nascera em Hamburgo, em 26 de Outubro de 1941.  O aludido grupo foi também conhecida por Baader-Meinhof. 
Estudante de cinematografia, Holger juntou-se à RAF em 1970. Tornou-se uma figura importante do grupo e um dos seus líderes desde o começo das actividades da RAF, com grande envolvimento nos atentados cometidos pela organização nos primeiros anos da década de 1970. Ficou famoso por criar um dispositivo que imitava uma barriga de grávida, extremamente eficiente para transportar bombas, a serem colocadas pelas integrantes do grupo em locais pré-estabelecidos. 
Meins foi preso em Junho de 1972, juntamente com o líder do Baader-Meinhof, Andreas Baader, e outro dos dirigentes da organização, Jan-Carl Raspe, numa emboscada policial em Hamburgo. Encarcerado na prisão de Wittlich, promoveu várias greves de fome e morreu - pesando 39 kg, em 1,86 m de altura. Mais de 5 000 pessoas assistiram às cerimónias fúnebres.
A sua morte provocou dezenas de manifestações de esquerdistas em Francoforte, Colónia, Berlim e Estugarda, protestando contra as condições carcerárias a que eram submetidos os integrantes da RAF e obrigando o governo a mudar o tratamento dos presos, impedindo futuras greves de fome com alimentação forçada. No dia seguinte, um juiz da Corte Superior de justiça da Alemanha, Von Drenkmann, foi assassinado como resposta à morte de Holger.
A morte de Meins polarizou a Alemanha Ocidental com acusações de assassinato por omissão do governo e criou mais simpatizantes para as causas da RAF. Outros, revoltados com a morte do juiz Von Drenkmann, exigiam ao governo que acabasse com o terrorismo por qualquer meio que fosse necessário. 
Seis meses depois, o comando de guerrilheiros que tomou de assalto a embaixada alemã-ocidental em Estocolmo, na Suécia, foi baptizado com o seu nome.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

8 DE NOVEMBRO - VIRNA LISI


EFEMÉRIDE - Virna Pieralisi “Lisi”, actriz italiana, nasceu em Ancona no dia 8 de Novembro de 1936. Morreu em Roma, em 18 de Dezembro de 2014. 
Virna começou nos ecrãs em 1952, com “… e Napoli canta!”. Em 1955, quando Mario Mattoli realizou “Le diciottenni”, remake de “Ore 9 lezione di chimica”, Virna retomou o papel, antes interpretado por Irasema Dilián. No ano seguinte, teve o papel principal em “A Mulher do dia” de Francesco Maselli. 
Durante os anos 1960, assinou um contrato de exclusividade com o estúdio Paramount e protagonizou vários filmes em Hollywood, entre os quais “How to Murder Your Wife”, de Richjard Quine. Sentindo-se bloqueada no papel de «nova Marilyn» decidiu rescindir o seu contrato. 
Em Abril de 1960, casou com Franco Pesci, com quem teve um filho, nascido em 1962.  
 Em 1980, a sua actuação em “La Cicala” de Alberto Lattuada, relançou a sua carreira e recebeu o premio David de Donatello de Melhor Actriz. 
Em 1994, recebeu o prémio de Melhor Actriz no Festival de Cannes e o prémio César, no ano seguinte, pelo seu trabalho em “A Rainha Margot” de Patrioce Chéreau. Neste filme, interpretou o papel de Catarina de Medici.
Vedeta internacional, com uma carreira prolífica, sobretudo no cinema, durante várias décadas, começou a aparecer menos nos anos 1990, dedicando-se à televisão a partir de 2002.
Virna Lisi morreu «tranquilamente, durante o sono», em Dezembro de 2014, um mês depois de receber o diagnóstico de cancro num pulmão, revelou o filho, que divulgou oficialmente o falecimento da mãe.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

7 DE NOVEMBRO - VICTOR McLAGLEN


EFEMÉRIDE - Victor Andrew de Bier Everleigh McLaglen, pugilista e actor inglês, naturalizado norte-americano, morreu em Newport Beach no dia 7 de Novembro de 1959. Nascera em Turnbridge Wells, em 10 de Dezembro de 1886. Recebeu um Oscar em 1936. 
Primogénito entre uma dezena de irmãos, McLaglen levou uma vida aventureira, antes de se dedicar ao cinema. Após trabalhar numa fazenda no Canadá, deambulou pelos Estados Unidos como pugilista, conseguindo exibir-se em circos e shows de variedades, tendo inclusivamente lutado contra o campeão dos pesos-pesados Jack Johnson, num combate-exibição. Procurou, em vão, ouro na Austrália. Foi soldado nas Índias, guarda-costas de um marajá e, com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, lutou ao lado dos Fuzileiros da Irlanda. Depois de ser chefe de polícia em Bagdad, voltou aos ringues onde, aos trinta e três anos de idade, foi descoberto por um produtor de cinema.
Após estrelar vários filmes em Inglaterra, McLaglen transferiu-se para Hollywood, onde protagonizou “O Bruto Querido” (1924). O actor de finas maneiras do cinema mudo acabou por se especializar em personagens rústicos e durões na era sonora, em virtude da sua voz áspera e do sotaque excessivamente regional. A sua actuação em “O Delator” (1935), de John Ford, valeu-lhe o Oscar de Melhor Actor no ano seguinte. A partir de meados da década de 1930, os papéis principais começaram a rarear, apesar da sua alta popularidade, e McLaglen tornou-se coadjuvante. Como tal, recebeu outra indicação para os Oscars, com “Depois do Vendaval” (1952), também dirigido por Ford (o vencedor, porém. foi Anthony Quinn, em “Viva Zapata!”, de Elia Kazan). 
McLaglen trabalhou com realizadores como Raoul Walsh, com quem fez, entre outros, os aclamados “Sangue por Glória” (1926) e a sua continuação “O Mundo Às Avessas” (1929); Howard Hawks (“Uma Noiva em Cada Porto”, 1928); e George Stevens (“Gunga Din”, 1939). No entanto, o seu nome estará sempre associado a John Ford, com quem rodou uma dúzia de filmes. 
Em 1935, publicou uma autobiografia prematura, “Express to Hollywood”. Casou-se, em 1919, com Enid Lamont, com quem teve dois filhos. Enid faleceu em 1942 e, no ano seguinte, McLaglen casou com Suzanne Brueggeman, de quem se divorciaria em 1948. Nesse mesmo ano, casou-se novamente, então com Margaret Pumphrey, com quem ficou até ao fim da vida. 
Depois de estrelar “Rapto Macabro” (1957), realizado pelo seu filho, Andrew V. McLaglen, voltou a Inglaterra, para encerrar a carreira com o filme “Porto de Fúrias” (1958). Faleceu no ano seguinte, de ataque cardíaco. Encontra-se sepultado no Forest Lawn Memorial Park em Glendale, Los Angeles.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

6 DE NOVEMBRO - DOMINGOS MONTEIRO


EFEMÉRIDE - Domingos Monteiro Pereira Júnior, advogado, poeta e um dos mais reconhecidos escritores portugueses entre os anos 1940 e 1960, nasceu em Barqueiros, Mesão Frio, no dia 6 de Novembro de 1903. Morreu em Lisboa, em 17 de Agosto de 1980. E provavelmente o mais importante novelista português do século XX. 
Era filho de um lavrador abastado. Entre 1918 e 1920, foi aluno interno do Liceu Central de Camilo Castelo Branco, em Vila Real. Veio para Lisboa e concluiu a licenciatura em Direito na Universidade de Lisboa, em 1927, com a classificação de 18 valores. 
Em 1938 casou com Maria Palmira de Aguilar Queimado, de quem se divorciou em 1946. Deste casamento, nasceu a sua única filha, que viria a ser professora da Faculdade de Medicina de Lisboa. Em 1971 contraiu segundo matrimónio, com Ana Maria de Castro e Mello Trovisqueira, que o iria auxiliar na edição dos seus livros, nomeadamente na última fase da existência do escritor. Era conhecido como exímio caçador e um grande admirador da natureza, da qual tinha um conhecimento profundo. 
Domingos Monteiro, que exerceu a advocacia, foi no início da sua carreira defensor de diversos opositores ao regime político então vigente. A sua preocupação democrática levou-o também a fundar, ainda muito jovem, o Partido da Renovação Democrática, bem como, mais tarde, o “Diário Liberal”. 
A vocação literária acabou por se sobrepor à actividade forense e política, e foi como escritor que ganhou projecção e reconhecimento. Exerceu também algumas actividades afins, como as de jornalista, crítico, editor e foi ainda responsável pelo Serviço de Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1948, fundou a Sociedade de Expansão Cultural, que veio a ter uma acção notável na divulgação dos autores portugueses. 
Ainda durante o ensino liceal em Trás-os-Montes, publicou alguns poemas em “O Dilúculo”, um jornal local de jovens, que se publicou entre Dezembro de 1918 e o primeiro trimestre de 1921, dirigido por Joaquim Rodrigues Grande. Com apenas dezasseis anos, estreou-se nas letras com a edição do seu primeiro livro de versos, “Orações do Crepúsculo”. Este livro foi elogiosamente prefaciado por Teixeira de Pascoaes, a quem Domingos Monteiro dedicou o seu segundo livro, também de poesia, “Nau Errante”, em 1921. Três décadas mais tarde, voltaria a publicar poesia, com “Evasão” (1953) e, em 1978, publicou o seu último livro de versos, “Sonetos”. 
Domingos Monteiro fez também algumas incursões no domínio da história (de que se destaca uma “História da Civilização” em três volumes), do ensaio, da crítica e do teatro. Foi sobretudo como ficcionista que alcançou renome. Dentro da ficção, a sua forma preferida de criação era a novela, género intermédio entre o conto e o romance, em matéria de complexidade de enredo e extensão. 
Escritor realista, a que todavia não era estranho o fantástico, muito influenciado pelo naturalismo francês e russo, publicou mais de uma quinzena de títulos, de que se destacam, entre outros, “O Mal e o Bem”, “O Primeiro Crime de Simão Bolandas”, com o qual obteve o Prémio Nacional de Novelística e o Prémio “Diário de Notícias”, e ainda “Letícia e o Lobo Júpiter”, agraciado também com o Prémio Nacional de Novelística. Vários livros e contos foram traduzidos em castelhano, catalão, inglês, alemão, polaco e russo, e outros foram incluídos em diversas antologias nacionais e estrangeiras.
Em 2003, o concelho de Mesão Frio, fez-lhe uma homenagem, dando o seu nome a uma rua. Há igualmente uma rua com o seu nome, em Lisboa, uma perpendicular à Avenida da República.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

5 DE NOVEMBRO - SAM SHEPARD


EFEMÉRIDE - Samuel “Sam” Shepard Rogers, actor, realizador, guionista e escritor norte-americano, com uma carreira de 54 anos, nasceu em Fort Sheridan no dia 5 de Novembro de 1943. Morreu em Midway, em 27 de Julho de 2017. 
Foi autor de 44 peças de teatro, livros de contos, ensaios e memórias. Recebeu o Prémio Pulitzer de Teatro (1979), com a peça “Buried Child”. Foi nomeado para o Oscar de Melhor Actor Coadjuvante pelo seu papel em “The Right Stuff”, protagonizando o piloto Chuck Yeager. Recebeu, em 2009, o PEN/Laura Pels International Fou"ndation for Theater Award, por «excelência em drama», tendo sido descrito pelo “New York Magazine” com um dos maiores dramaturgos de sua geração. 
O pai foi professor e serviu na Força Aérea dos Estados Unidos como piloto de bombardeio durante a Segunda Guerra Mundial. Nas suas memórias, Sam lembrava-se do pai como um alcoólatra. A mãe também era professora. Quando adolescente, Sam trabalhou num rancho e, depois de se formar no ensino médio, em Los Angeles, em 1961, ingressou na Faculdade Mt. San Antonio, para estudar Agronomia. Contudo, depois de conhecer o trabalho de Samuel Beckett, de se interessar por jazz e pelo expressionismo, Sam largou o curso para ingressar num grupo itinerante chamado Bishop’s Company. 
No começo dos anos 1960, Sam chegou à cidade de Nova Iorque, onde conseguiu emprego como garçon na boîte The Village Gate. Em 1962, entrou para o meio teatral, através de Ralph Cook, chefe dos garçons do Village Gate. Foi por volta dessa época que adoptou o nome artístico de Sam Shepard. Muitos dos seus primeiros textos foram para os palcos. Após ganhar 6 Prémios Obi, premiação anual do jornal “The Village Voice”, ganhou notoriedade ao trabalhar com Robert Frank, no guião de “Me and My Brother” (1968), e com Michelangelo Antonioni, em “Zabriskie Point” (1970). 
“The Unseen Hand” (1969) foi a sua primeira peça de ficção científica, influenciada pelo musical “The Rocky Horror Show”. A sua peça “Cowboy Mouth” foi feita em colaboração com a sua namorada na época, Patti Smith, em Abril de 1971. 
A sua carreira como actor foi iniciada verdadeiramente quando foi escalado para interpretar um charmoso fazendeiro no filme “Days of Heaven” (1978), junto de Richard Gere e Brooke Adams. O papel acabou por lhe valer nomeações para vários outros trabalhos, como “Resurrection” (1980) e a sua interpretação bastante elogiada de Chuck Yeager em “The Right Stuff” (1983. Os seus trabalhos nos anos seguintes levaram-no a ser capa da revista “Newsweek”.
Ao longo dos anos, Sam trabalhou muito no teatro, escrevendo peças, produzindo, dando aulas e seminários sobre o tema, em universidades e cursos da especialidade. Foi eleito para a American Academy of Arts and Letters e para a Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos, em 1986.
Quando começou a escrever peças de teatro, ele não as dirigia. Vários directores diferentes fizeram a direcção das suas peças, mas mais frequentemente ficavam com Ralph Cook. Nos anos 1970, Sam começou a colocar a sua visão nas suas peças, passando a dirigi-las, mas em geral não dirigia peças de outros autores. Realizou dois filmes, mas este não era o seu principal interesse. 
De 1969 a 1984, foi casado com a actriz O-Lan Jones, com quem teve um filho, em 1970. Teve um caso extraconjugal com Patti Smith, de 1970 a 1971. Com o fim do seu relacionamento com Patti, Sam mudou-se com a esposa e o filho para Londres e voltou aos Estados Unidos em 1975, fixando-se em Mill Valley, na Califórnia. 
Em 1983, Sam conheceu a actriz Jessica Lange no set do filme “Frances”. Divorciado em 1984 de O-Lan Jones, Jessica e Sam viveram juntos durante 30 anos, tendo tido dois filhos. O casal separou-se em 2009.   O seu filho mais velho, Jesse, publicou um livro de contos em 2003 e Sam escreveu o prefácio. 
Em Janeiro de 2009, Sam Shepard foi preso, acusado de conduzir em alta velocidade e embriagado. Sam declarou-se culpado das acusações, sendo sentenciado a 24 meses de condicional, aulas sobre alcoolismo e 100 horas de serviços comunitários. Em Maio de 2015, voltou a ser detido, por conduzir de novo alcoolizado.
Dois anos depois, Sam Shepard faleceu na sua residência em Midway, no Kentucky. Segundo o porta-voz da família, ele tivera complicações relacionadas com a esclerose lateral amiotrófica de que padecia.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

4 DE NOVEMBRO - JULISSA GOMEZ


EFEMÉRIDE - Julissa D’anne Gomez, uma das grandes esperanças da ginástica artística norte-americana, nasceu em San Antonio no dia 4 de Novembro de 1972. Morreu em Houston, em 8 de Agosto de 1991.
Julissa foi considerada uma das estrelas da elite da ginástica norte-americana e treinava com Béla Károlyi, em Houston, desde os dez anos de idade. 
Em Maio de 1988, durante um aquecimento, um pé escorregou no trampolim e a cabeça foi embater no cavalo de saltos, com extrema violência. O acidente deixou-a paralisada.
Para cúmulo da desdita, houve um acidente subsequente no hospital, para onde fora conduzida. Desligaram-na inadvertidamente do ventilador que a assistia, de que resultaram danos cerebrais graves e irreversíveis, deixando-a em estado catatónico.
 A família ainda cuidou dela durante três anos, mas veio a falecer vítima de uma infecção. Tinha apenas dezoito anos de idade.

domingo, 3 de novembro de 2019

3 DE NOVEMBRO - MANUEL ANTUNES


EFEMÉRIDE - Manuel Antunes, padre jesuíta, professor universitário e ensaísta português, nasceu na Sertã em 3 de Novembro de 1918. Morreu em Lisboa no dia 18 de Janeiro de 1985. Destacou-se pela sua erudição e capacidade de comunicação e pedagogia. Há uma biblioteca com o seu nome na sua terra natal. 
Filho de uma família bastante humilde, aos 14 anos, deu entrada num Seminário Menor da Companhia de Jesus, em Guimarães. Com 18 anos, tornou-se jesuíta. Mais tarde, doutorou-se em Filosofia e Teologia, com a tese “Panorama da Filosofia Existencial de Kierkegaard a Heidegger”, na Faculdade de Teologia de Granada, em Espanha.
Em 1949, com 31 anos, tornou-se sacerdote e professor de História da Literatura Grega e de História da Literatura Latina, na Sociedade de Jesus. Em 1957, a convite de Vitorino Nemésio, torna-se professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde leccionou várias disciplinas do curso de Filologia Clássica, com realce para a História da Cultura Clássica, onde se manteve até 1983. Em 1981, foi-lhe conferido, pela Faculdade de Letras de Lisboa, o grau de doutor honoris causa. 
Os seus primeiros escritos foram publicados na “Brotéria - Revista de Cristianismo e Cultura”, de cuja redacção passou a fazer parte em 1955 e cuja direcção assumiria mais tarde, durante cerca de 20 anos. A sua obra escrita abrange temas literários, filosóficos e culturais, muitos deles publicados com 124 pseudónimos. Colaborou igualmente na “Revista Portuguesa de Filosofia” e na “Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura”. Era um grande amigo de António Sérgio, Vitorino Nemésio, José Régio, Jorge de Sena e Almada Negreiros. Dele, terá Almada Negreiros dito um dia: «Este homem é só espírito». 
Foi um mestre excepcional que marcou para a vida toda milhares de estudantes que, ao longo de mais de um quarto de século, passaram pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, desde 1957. A sua memória continuou viva a iluminar o caminho de muitos. O professor, cuja competência, sentido humanista e abertura à actualidade atraíram o interesse e admiração dos alunos, também estendeu a mais vastos públicos o seu magistério, graças aos inúmeros artigos que foi publicando.
Mais tarde, foi conselheiro do presidente da República, António Ramalho Eanes. Em Agosto de 1983, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada. 
Manuel Antunes está imortalizado numa estátua na Sertã, da autoria de Vasco Berardo, inaugurada em Junho de 2005. 
Em Novembro de 2018, foi agraciado, a título póstumo, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, no encerramento do Congresso que assinalou o centenário do nascimento do «professor íntegro profundo». 
No 20º aniversário da sua morte, em 2005, realizou-se um Congresso Internacional subordinado ao tema “Padre Manuel Antunes: Interfaces da Cultura Portuguesa e Europeia”. Este evento científico teve lugar em três palcos diferentes: na Fundação Calouste Gulbenkian, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e na Casa da Cultura da Sertã.

sábado, 2 de novembro de 2019

2 DE NOVEMBRO - IGOR MOISEYEV


EFEMÉRIDE - Igor Alexandrovich Moiseyev, coreógrafo russo, morreu em Moscovo no dia 2 de Novembro de 2007. Nascera em Kiev, em 21 de Janeiro de 1906. É considerado o maior coreógrafo de danças tradicionais do século XX. 
Graduado em Ballet no Teatro Bolshoi, em 1924, ali actuou até 1939. A sua primeira coreografia no Bolshoi foi “Footballer”, em 1930, e a última “Spartacus”, numa versão própria baseada na de Nikolai Volkov, com música de Aram Khachaturian, em 1954. 
Desde os princípios da década de 1930, dirigiu desfiles acrobáticos na Praça Vermelha de Moscovo. Em 1936, Viatcheslav Molotov colocou-o como encarregado de uma nova companhia de dança, conhecida desde então como Ballet Moiseyev. Cerca de 200 coreografias foram elaboradas por Moiseyev para esta companhia, algumas humorísticas representando jogos de futebol e muitas outras. Depois de visitar a Bielorrússia, realizou a coreografia de uma dança do país, Bulba (batata), que com o tempo se tornou na dança tradicional bielorrussa. 
Moiseyev foi nomeado Artista Nacional da União Soviética em 1953; Herói do Trabalho Socialista em 1976; recebeu o Prémio Lenine em 1967; em quatro ocasiões - 1942, 1947, 1952 e 1985 -, o Prémio do Estado Soviético; o Prémio da Federação Russa em 1996; a Medalha Mozart da Unesco; e muitos outros prémios e condecorações na União Soviética, na Rússia e em vários países.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

1 DE NOVEMBRO - GORDON R. DICKSON


EFEMÉRIDE - Gordon Rupert Dickson, escritor de ficção científica norte-americano, nasceu em Edmonton, Canadá, no dia 1 de Novembro de 1923. Morreu em Richfield, Minnesota, nos Estados-Unidos, em 31 de Janeiro de 2001.
Dickson é provavelmente mais famoso pelas séries “Childe Cycle” e “Dragon Knight”. Ao longo da sua vida, venceu três Prémios Hugo, um Prémio Nebula e um British Fantasy Society Award.  
Em 1937, depois da morte do pai, fixou-se com a mãe em Minneapolis, no Minnesota. Cumpriu o serviço militar no exército dos Estados Unidos, de 1943 a 1946, e graduou-se como Bachelor of Arts na Universidade do Minnesota, em 1948. Nos dois anos seguintes, frequentou uma pós-graduação na mesma universidade. 
Publicou a primeira novela em 1951, “Te Friendly Man”, na revista “Astouding”. O seu primeiro romance, “Aliens from Acturus”, foi editado em 1957. 
De 1960 a 1971, foi nomeado presidente da Science Fiction and Fantasy Writers of America. Durante a sua vida literária, escreveu mais de 200 novelas e 60 romances, sendo incluído em várias colecções e antológicas. Tem sido pouco traduzido. 

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