Licenciou-se
em Engenharia Civil em 1965, no Instituto Superior Técnico da Universidade
Técnica de Lisboa e concluiu um mestrado em Hidrologia e Gestão dos
Recursos Hídricos pela Universidade do Estado do Colorado (Estados
Unidos da América).
Até
1991, foi militante do PCP. Foi presidente do Conselho de
Administração da Editorial Caminho e das Edições Avante.
Depois
da sua aproximação ao Partido Socialista, foi membro da Assembleia
Municipal de Lisboa, entre 1994 e 1996.
Presidente
do Grupo Águas de Portugal entre 1996 e 2002.
Nas
eleições autárquicas de 2005, apresentou-se nas listas do PS para a Câmara
Municipal de Oeiras, chegando a figurar em cartazes do partido.
Ocupou
o cargo de ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações no XVII
Governo Constitucional.
Defendia
acerrimamente a Ota como localização para o novo Aeroporto de Lisboa. Ficou
famosa a sua concordância com uma equipa de ambientalistas que defendiam que
aeroporto na margem sul do Tejo «Jamais, jamais!» (em francês)
concordando que aquela região não tinha escolas, não tinha hospitais, não tinha
estradas, não tinha comércio, não tinha hotéis... Enfim, era - segundo ele - «um
deserto», «o deserto do Sárá» (sic). Face à opinião do Laboratório
Nacional de Engenharia Civil, segundo a qual o Campo de Tiro de
Alcochete, na margem sul do Tejo, era a solução mais viável, técnica e
financeiramente, acabou por se render aos estudos efectuados e abdicar da sua
intransigência inicial em relação à Ota.
Igualmente,
em Abril de 2006, viu-se numa controvérsia política ao ter defendido
publicamente o iberismo em Santiago de Compostela.
Em
Junho de 2010, foi nomeado presidente do Conselho Fiscal das Companhias
de Seguros do Grupo Caixa Geral de Depósitos.
Em
Outubro de 2010, foi investigado por suspeitas de corrupção no âmbito do Processo
Face Oculta. No âmbito do processo das parcerias público-privadas (PPP)
rodoviárias, no qual se investiga um alegado prejuízo para o Estado resultante
das negociações dos contratos das subconcessões do sector rodoviário, ocorridas
entre 2009 e 2010. Mário Lino, o seu sucessor, António Mendonça, e o então
ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, conseguiram, em
Dezembro de 2021, evitar a acusação pelos crimes de corrupção passiva, tráfico
de influência e participação económica em negócio, uma vez que o Ministério
Público alegou a prescrição dos crimes para não pronunciar os três antigos
ministros, sendo apenas pronunciados outros três arguidos: Paulo Campos, então
secretário de Estado das Obras Públicas, Carlos Costa Pina, então
secretário de Estado do Tesouro, e Rui Manteigas, então administrador da
Estradas de Portugal. Em Junho de 2022, o Automóvel Club de Portugal
requereu abertura de instrução no âmbito deste processo, solicitando que Mário
Lino, António Mendonça e Teixeira dos Santos fossem levados a julgamento, por
existir uma cadeia hierárquica no processo de negociação das PPP
rodoviárias, pelo que Mário Lino, António Mendonça e Teixeira dos Santos
continuam arguidos neste processo. Durante as buscas no âmbito do processo das PPP
rodoviárias, foi apreendida a Mário Lino uma pistola semiautomática, não
devidamente registada, pelo que Mário Lino foi constituído arguido por suspeita
da prática do crime de posse ilegal de arma. Contudo, em Dezembro de 2021,
conseguiu evitar a acusação, pois aceitou a proposta de suspensão provisória do
processo efectuada pelo Ministério Público, contra o pagamento de mil
euros ao Banco Alimentar Contra a Fome.
Em
15 de Março de 2013, estreou-se como actor numa peça de teatro dirigida por
Paulo Matos, no Teatro Maria Helena Torrado, em Cascais.

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