Dirigiu
o banco Rothschild Frères entre 1967 e 1979, quando este foi
nacionalizado pelo governo francês, e manteve possessões noutras companhias
francesas e estrangeiras, incluindo a Imerys.
O
barão Guy de Rothschild era filho do barão Edouard Alphonse de Rothschild
(1868/1949) e da sua esposa, German Halphen (1884/1975). O seu irmão mais
velho, Edouard Alphonse Emile Lionel (1906/1911) faleceu ainda jovem devido a
uma apendicectomia; teve ainda duas irmãs mais novas, Jacqueline Piatigorsky e
Bethsabée de Rothschild. Metade dos seus bisavós eram Rothschilds. Era
trineto do alemão Mayer Amschel Rothschild (1743/1812), que fundou o banco da
família no século XVIII.
Ele
cresceu entre a casa citadina de seus pais, na esquina da Rue de Rivoli
com a Place de la Concorde em Paris (uma propriedade que já fora ocupada
por Talleyrand) e as suas propriedades de Château de Ferrières, 25
milhas a nordeste de Paris, uma casa maciça construída segundo o desenho de
Joseph Paxton na década de 1850, baseada num desenho anterior de Paxton
das Mentmore Towers para o barão Mayer de Rothschild, do ramo inglês da família
Rothschild.
Foi
educado no Lycée Condorcet e no Lycée Louis-le-Grand, em Paris, e
por tutores privados. Responsabilizou-se por serviços militares com a
cavalaria, em Saumur, e jogou golf pela França. Ganhou o Grand Prix de
Sud-Ouest em 1948.
Rothschild
casou duas vezes. Casou com uma prima distante, a baronesa Alix Hermine
Jeanette Schey de Koromla (1911/1982), a antiga esposa de Kurt Krahmer, em
1937. O casal teve um filho, David René de Rothschild. Pelo lado da esposa,
Rothschild teve também duas enteadas, Lili e Bettina Kahmer. Divorciaram-se em
1956.
Casou
pela segunda vez em 1957, com a baronesa Marie-Hélène van Zuylen van Nyevelt
(1927/1996), cujo casamento com o conde François de Nicolay também se
dissolvera em 1956. Tal como a sua primeira esposa, ela era uma prima distante,
apesar de neste caso ser uma Católica Romana. Tiveram um filho, o barão
Édouard de Rothschild.
Depois
do seu segundo casamento, Guy de Rothschild renovou o Château de Ferrières,
gastando abundantemente, no início da década de 1970, antes de doá-lo à Universidade
de Paris em 1975. No mesmo ano, comprou o Hôtel Lambert na Île
Saint-Louis em Paris, tendo os últimos pisos sido transformados na sua
residência parisiense.
Rothschild
começou a trabalhar no banco da família em 1931, juntando-se à direcção da Compagnie
des chemins de fer du Nord, pertença da família, em 1933. Durante a Segunda
Guerra Mundial, foi comandante de companhia na 3ª Divisão Ligeira
Mecanizada durante a Batalha de França no início de 1940. Depois de
combater os nazis em Carvin, fugiu para Dunquerque. Foi agraciado com a Croix
de Guerre pela sua actuação nas praias em Dunquerque, de onde ele foi
evacuado para Inglaterra. Voltou imediatamente a França, aterrando em Brest, e
tomou conta do escritório da família em Bourboule, próximo de Clermont-Ferrand.
Sob o governo fascista de Vichy, os seus pais e tios foram despojados da sua
nacionalidade francesa, removidos das listas da Legião de Honra, e a
família foi obrigada a vender as suas possessões. Rothschild manobrou de forma
a persuadir os compradores das grandes opções, sob as quais ele estaria mais
tarde apto a comprar os interesses da família de volta. Deixou a França
novamente, via Espanha e Portugal, para se reunir com seus pais em Nova Iorque.
Juntou-se às Forças Francesas Livres e embarcou no cargueiro, “Pacific
Grove”, para viajar de volta à Europa. O seu navio foi torpedeado e
afundado em Março de 1943. Ele foi resgatado depois de passar 12 horas no
Atlântico. Em Inglaterra, juntou-se ao staff do General Koenig nas Supreme
Headquarters Allied Expeditionary Force, próximo de Portsmouth.
Regressou
aos escritórios do banco na Rue Laffitte, em Paris, 1944, e reconstruiu
o banco Rothschild e o império de negócios, depois da guerra. Georges
Pompidou, que se tornaria mais tarde presidente e primeiro-ministro de França,
foi recrutado por ele para um emprego como professor, e trabalhou para ele
entre 1953 e 1962. Durante este período, ele tornou-se director geral do banco Rothschild.
O banco diversificou-se desde o investimento como De Rothschild Frères
até à captação de depósitos com o Banque de Rothschild, com agências por
toda a França. Guy foi o seu presidente, ente 1968 e 1978. Quando o banco foi
nacionalizado em 1981 pelo governo socialista de François Mitterrand,
Rothschild deixou a França colérico e mudou-se temporariamente para Nova
Iorque. Em 1987, os negócios bancários da família foram restaurados como Rothschild
& Cie Banque pelo seu filho David.
Guy
de Rothschild era um renomado criador de cavalos na propriedade da família Haras
de Meautry, na Normandia. Criou proeminentes cavalos de corrida, tendo sido
o mais famoso, talvez, o Exbury, o qual ganhou o Prix Boïard, o Prix
Ganay, a Coronation Cup, o Grand Prix de Saint-Cloud e o Prix
de l’Arc de Triomphe em 1963.
Em
1950, ganhou o Grand Prix de Paris com o cavalo Vieux Manoir, o Grand
Prix de St Cloud com Ocarina e o Grand Prix de Deauville com
Alizier. Como proprietário, também venceu, entre outros, o Prix de Diane
três vezes (1957, 1960 e 1961), o Prix Royal-Oak duas vezes e o Prix
Morny igualmente duas vezes. Guy de Rothschild presidiu à associação de
criadores de cavalos em França de 1975 a 1982.
Em
1950, Guy de Rothschild tornou-se o primeiro presidente do Fundo Social dos
Judeus Unidos (FSJU), a maior agência filantrópica francesa da
comunidade judia.
Em
1975, Rothschild e a sua esposa doaram o Château de Ferrières à Universidade
de Paris.
Guy
de Rothschild faleceu em 2007, aos 98 anos de idade.

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