segunda-feira, 8 de junho de 2026

8 DE JUNHO - BUTCH REYNOLDS

EFEMÉRIDE - Harry Lee “Butch Reynolds Jr., velocista norte-americano, recordista mundial, campeão olímpico e vencedor de várias corridas, nasceu em Akron no dia 8 de Junho de 1964.

Campeão olímpico dos 4x400 m em Seul 1988, tem seis medalhas - três de ouro - em campeonatos mundiais e uma de ouro em mundiais indoor.

O seu recorde mundial dos 400 m planos - 43s29 em 1988 - durou onze anos até ser batido por Michael Johnson em 1999.

Em 1990, foi suspenso por dois anos por doping, após perder uma longa disputa judicial com a IAAF.

A sua primeira grande conquista internacional foi no Mundial de Roma 1987, quando conquistou o ouro na estafeta 4x400 m e o bronze nos 400 m.

Em Agosto de 1988, poucas semanas antes dos Jogos Olímpicos de Seul, bateu o recorde mundial dos 400 m em Zurique, na Suíça, marca que permaneceria por onze anos. Em Seul, conquistou a medalha de prata nos 400 m e o ouro na estafeta 4x400 m, com Steve Lewis, Kevin Robinzine e Danny Everett.

Sem poder participar em competições entre 1990 e 1992, Butch voltou às pistas em 1993, com uma medalha de prata nos 400 m e uma de ouro no 4x400m do Mundial de Stuttgart 1993 e outra de ouro no Mundial Indoor de Toronto, nos 400 metros.

Em Gotemburgo 1995 foi novamente campeão mundial do 4x400 m junto com Michael Johnson, Quincy Watts e Andrew Valmon e conquistou mais uma prata atrás de Johnson.

Em Atlanta 1996, sofreu uma lesão na coxa durante a semifinal dos 400 m e teve que se retirar da prova sem disputar a final.

Butch Reynolds encerrou a carreira em 1999 e criou uma fundação para crianças, a Butch Reynolds Care for Kids Foundation.

Entre 2005 e 2008, foi o técnico de velocidade da equipa de futebol americano da Universidade Estadual de Ohio.

Em 2014, voltou a trabalhar como técnico-assistente para a Ohio Dominican University em Columbus, Ohio.

Em 1990, Reynolds testou positivo num antidoping no Grand Prix de Atletismo de Monte Carlo e foi suspenso por dois anos por uso ilegal de drogas. Isto foi o começo de uma longa briga judicial, ao fim da qual a Suprema Corte dos Estados Unidos ordenou ao Comité Olímpico dos Estados Unidos que permitisse a Butch participar na selectiva olímpica americana para Barcelona 1992, após achar que os procedimentos dos testes feitos eram falhos desde o início. Os testes mostravam a amostra H6 como sendo positiva, enquanto a amostra de urina de Reynolds era H5. O director do laboratório responsável, Jean-Pierre LaFarge, alegou na corte que, apesar das marcas erradas, o técnico responsável pelos testes lhe havia dito que a amostra positiva era a H5. A H6 inclusive havia sido separada marcada com um círculo em dois documentos diferentes.

Esta liminar da Suprema Corte colocou em conflito a lei e a equidade americanas com as regras do Comité Olímpico Internacional e da Associação Internacional de Federações de Atletismo - IAAF, órgão máximo de regulação do desporto. A IAAF chegou a ameaçar suspender qualquer atleta que competisse contra Butch. A selectiva americana dos 400 m foi adiada por quatro dias à espera de uma solução, até que a IAAF recuou. Reynolds, claramente afectado por todo o caso, terminou apenas em quinto lugar, ficando com uma vaga de substituto na estafeta 4x400 metros. A IAAF - responsável pelo teste considerado falho - então manteve a suspensão por dois anos, retroactivo a 1990, impedindo-o de participar no Barcelona 1992.

No mesmo ano, Reynolds moveu e ganhou um processo por difamação contra a IAAF, que foi condenada a pagar-lhe 27,3 milhões de dólares de indemnização moral. A entidade recusou-se a reconhecer o veredicto, por tratar-se de uma corte de Akron, Ohio, cidade natal do atleta, na qual não viu qualquer jurisdição sobre a organização e considerou-o inválido. Mais tarde, um tribunal federal anulou a condenação alegando falta de jurisdição legal da corte de Akron para julgar o caso.

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