Originário
de Sacavém, e um de três irmãos, os seus pais eram proprietários de uma modesta
casa de pasto, onde também se vendia bacalhau e se aquecia as marmitas dos
trabalhadores da Fábrica de Louça de Sacavém, que ficava defronte.
Cedo
começou a aviar copos de vinho aos trabalhadores da fábrica, onde também
ingressou, por volta dos 11 anos, como paquete, por ordem do pai, e depois como
empregado de escritório.
Com
apenas 12 anos, tomou de empréstimo uma máquina de plástico do irmão (Kodak
Baby) e começou a receber aulas de arte e composição do escultor
Armando Mesquita, trabalhador na Fábrica de Louça de Sacavém.
Fotografava os trabalhadores à saída da fábrica e viu uma fotografia sua
publicada na 1ª página do “Diário de Notícias” em 1947.
Começou
a sua actividade de repórter fotográfico em 1957 no “Diário Ilustrado” e
a partir daí dedicou toda a sua vida ao fotojornalismo, colaborando com “O
Século”, o “Almanaque”, e o “Match Magazine”, bem como a “Eva,
a Associated Press (Portugal) e a Companhia Nacional de Bailado.
Foi também editor da revista “Sábado” até ao seu término em 1993.
Esteve
dois meses retido pela PIDE em Caxias, sendo libertado após pressão dos
correspondentes da Associated Press junto do Ministro dos Negócios
Estrangeiros, Rui Patrício.
Foi
colaborador das principais publicações portuguesas e estrangeiras e da Presidência
da República. Tem trabalhos reproduzidos um pouco por todo o mundo, com os
quais ganhou mais de 300 prémios internacionais.
Foi
o único fotógrafo do mundo a fotografar os terroristas que sequestraram os
atletas israelitas da aldeia olímpica nos Jogos Olímpicos de Munique, em
1972.
Faleceu
em 2025, no Hospital dos Capuchos, em Lisboa.
Ao
longo da sua carreira, Eduardo Gageiro foi distinguido com mais de 300 prémios,
entre eles: 1974 - 2º prémio do World Press Photo; em 1974, na
categoria Portraits, com uma fotografia do General António Spínola; em 2005,
ganhou o Prémio Especial do Júri, a Medalha de Ouro para a melhor
fotografia e a Medalha de Ouro para a melhor fotografia a preto e branco,
da 11ª Exposição Internacional de Fotografia Artística da China, o maior
concurso de fotografia do mundo, onde participaram mais de 3 500 fotógrafos de
68 países e mais de 35 000 fotografias.
Foi
também agraciado, em 2004, pelo então Presidente da República Jorge Sampaio,
com a Ordem do Infante D. Henrique. Era Cavaleiro da Ordem de
Leopoldo II, da Bélgica.

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