Foi
ministro do Interior no terceiro governo de Giulio Andreotti (1976/1978),
quando se demitiu após o assassinato de Aldo Moro.
De
1979 a 1980, foi presidente do Conselho de Ministros (primeiro-ministro)
e, de 1983 a 1985, foi presidente do Senado da República até ser eleito
presidente da República, o mais jovem da República Italiana até então.
Em
22 de Março de 1990, foi agraciado com o Grande-Colar da Ordem do
Infante D. Henrique de Portugal.
Considerado
honesto e incorruptível durante todos os seus mandatos até 1992, sempre foi
respeitado, mesmo pelos seus oponentes políticos. Após o assassinato de Aldo
Moro, declarou ao jornalista Paolo Guzzanti: «Se tenho os cabelos brancos e
manchas na pele, é por isto. Porque eu me dava conta de que estávamos deixando
que matassem Moro e o nosso sofrimento estava em sintonia com o sofrimento dele».
Provocou
a hostilidade do establishment político e da NATO, ao tornar
pública a existência da Operação Gladio e o seu papel nessa organização.
As suas revelações provocaram um inquérito parlamentar, em 2000, sobre as actividades
da Gladio em Itália.
Foi
apurado que os serviços secretos norte-americanos e da NATO haviam
realizado actividades terroristas «sob falsa bandeira», causando
numerosas vítimas entre a população civil. O objectivo era culpar os grupos de
esquerda pelos actos de terror, a fim de incitar a opinião pública contra os
comunistas e assim justificar medidas de excepção, por parte do Estado.
Em
11 de Março de 1977, durante mais confrontos entre estudantes e polícia na área
da universidade de Bologna, foi morta a luta militante continua Pierfrancesco
Lorusso, protestos estudantis subsequentes, Cossiga, que ocupou o Ministério
do Interior com envio de veículos blindados de transporte de tropas (M113),
na área universitária.
Em
Março de 1978, quando Aldo Moro foi sequestrado pelas Brigadas Vermelhas,
rapidamente criou dois comités de crise, um oficial e um restrito para resolver
a crise.
Ao
morrer, foi vontade de Cossiga escrever quatro cartas, tornadas públicas e
dirigidas ao Presidente da República, Giorgio Napolitano, os Presidentes
do Conselho e os Presidentes da Câmara e do Senado: Silvio
Berlusconi, Gianfranco Fini e Renato Schifani.
O
Cardeal Tarcísio Bertone, Secretário de Estado da Santa Sé, em artigo no
jornal “L’Osservatore Romano” afirmou que a fé católica de Cossiga era
granítica e aberta e que durante a sua vida perseguira tenazmente três metas,
as quais teria alcançado: a proclamação de São Tomás More como padroeiro dos
políticos católicos, a beatificação do abade Antonio Rosmini e a do cardeal
John Henry Newman. Disse ter sido testemunha «da amizade e da familiaridade
intelectual que uniu Cossiga ao cardeal Joseph Ratzinger com o qual passava
horas de empenhativas conversações filosóficas e teológicas».

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