domingo, 26 de julho de 2026

26 DE JULHO - FRANCESCO COSSIGA

EFEMÉRIDE - Francesco Cossiga, político italiano, 8° presidente da República de 1985 a 1992, nasceu em Sássari no dia 26 de Julho de 1928. Morreu em Roma, em 17 de Agosto de 2010. Terminado o mandato, assumiu o cargo de senador vitalício na qualidade de ex-presidente.

Foi ministro do Interior no terceiro governo de Giulio Andreotti (1976/1978), quando se demitiu após o assassinato de Aldo Moro.

De 1979 a 1980, foi presidente do Conselho de Ministros (primeiro-ministro) e, de 1983 a 1985, foi presidente do Senado da República até ser eleito presidente da República, o mais jovem da República Italiana até então.

Em 22 de Março de 1990, foi agraciado com o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal.

Considerado honesto e incorruptível durante todos os seus mandatos até 1992, sempre foi respeitado, mesmo pelos seus oponentes políticos. Após o assassinato de Aldo Moro, declarou ao jornalista Paolo Guzzanti: «Se tenho os cabelos brancos e manchas na pele, é por isto. Porque eu me dava conta de que estávamos deixando que matassem Moro e o nosso sofrimento estava em sintonia com o sofrimento dele».

Provocou a hostilidade do establishment político e da NATO, ao tornar pública a existência da Operação Gladio e o seu papel nessa organização. As suas revelações provocaram um inquérito parlamentar, em 2000, sobre as actividades da Gladio em Itália.

Foi apurado que os serviços secretos norte-americanos e da NATO haviam realizado actividades terroristas «sob falsa bandeira», causando numerosas vítimas entre a população civil. O objectivo era culpar os grupos de esquerda pelos actos de terror, a fim de incitar a opinião pública contra os comunistas e assim justificar medidas de excepção, por parte do Estado.

Em 11 de Março de 1977, durante mais confrontos entre estudantes e polícia na área da universidade de Bologna, foi morta a luta militante continua Pierfrancesco Lorusso, protestos estudantis subsequentes, Cossiga, que ocupou o Ministério do Interior com envio de veículos blindados de transporte de tropas (M113), na área universitária.

Em Março de 1978, quando Aldo Moro foi sequestrado pelas Brigadas Vermelhas, rapidamente criou dois comités de crise, um oficial e um restrito para resolver a crise.

Ao morrer, foi vontade de Cossiga escrever quatro cartas, tornadas públicas e dirigidas ao Presidente da República, Giorgio Napolitano, os Presidentes do Conselho e os Presidentes da Câmara e do Senado: Silvio Berlusconi, Gianfranco Fini e Renato Schifani.

O Cardeal Tarcísio Bertone, Secretário de Estado da Santa Sé, em artigo no jornal “L’Osservatore Romano” afirmou que a fé católica de Cossiga era granítica e aberta e que durante a sua vida perseguira tenazmente três metas, as quais teria alcançado: a proclamação de São Tomás More como padroeiro dos políticos católicos, a beatificação do abade Antonio Rosmini e a do cardeal John Henry Newman. Disse ter sido testemunha «da amizade e da familiaridade intelectual que uniu Cossiga ao cardeal Joseph Ratzinger com o qual passava horas de empenhativas conversações filosóficas e teológicas».

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