sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

4 DE FEVEREIRO - CHARLES LINDBERGH

EFEMÉRIDE - Charles Augustus Lindbergh, pioneiro da aviação norte-americana e famoso por ter feito o primeiro voo solitário transatlântico sem escalas, em 1927, nasceu em Detroit no dia 4 de Fevereiro de 1902. Morreu no Havaí em 26 de Agosto de 1974.

Charles Lindbergh era filho de Charles A. Lindbergh (que fora congressista de 1907 a 1917) e de Evangelyne Lodge. Com 18 anos de idade, ingressou no curso de Engenharia. Dois anos depois, abandonou o curso e dedicou-se à aviação.

Lindbergh partiu do Condado de Nassau, Estado de Nova Iorque viação, na costa oriental dos Estados Unidos, em direcção a Paris, França, em 20 de Maio de 1927, tendo pousado na capital francesa no dia seguinte. O avião usado por Lindbergh chamava-se “The Spirit of Saint Louis”. O voo de Lindbergh durou 33 horas e 31 minutos. O feito de Lindbergh fez com que fosse galardoado com o Prémio Orteig, de 25 mil dólares, em jogo desde 1919.

A sua chegada a Paris foi triunfal. E a comemoração quase acabou em tragédia. Recebido calorosamente pelos parisienses, o piloto quase foi sufocado pela multidão que se aglomerava para cumprimentá-lo.

O seu neto, Erik Lindbergh, repetiu a viagem num avião semelhante ao usado por avô Charles, 75 anos depois, em 2002. Lindbergh não foi, porém, o primeiro aviador a fazer um voo transatlântico, feito que pertence a John Alcock e Arthur Whitten Brown, cujo voo foi feito em 1919; em 1922, os portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral realizaram a primeira travessia aérea do Atlântico recorrendo apenas a navegação astronómica, no que foi também a primeira travessia aérea do Atlântico Sul.

Em 12 de Novembro de 1933 Lindbergh faz uma descida, forçada, no rio Minho em Friestas. O hidroavião “Lockheed” foi imobilizando numa enseada situada junto à Ínsua do Crasto, em Friestas, Valença, perante uma população que correu para o acolher.

Aos comandos da aeronave, além de Charles Lindbergh estava a sua esposa, Anne Morrow. O motivo da descida no rio Minho foi a falta de gasolina.

Na década de 1990 foi inaugurado em Friestas um monumento a Lindbergh da autoria de Alípio Nunes Vaz de Sousa. O monumento consiste numa pirâmide de granito de 23 toneladas e numa estrutura em ferro, com 800 kg.

Em 1932, um dos filhos de Lindbergh, Charles Augustus Lindbergh Jr, foi sequestrado e morto. Um suspeito (Bruno Richard Hauptmann) foi preso e acusado pelo crime, tendo sido executado em 1936.

Lindbergh, querendo isolar-se destes traumáticos acontecimentos, mudou-se para a Europa com a sua família.

Lindbergh foi acusado de simpatizar com o Nazismo e liderou, na década de 1930 e começo dos anos 1940 o movimento isolacionista America First. No final da década de 1930 esteve na Alemanha na companhia de sua esposa, Anne Morrow. Elogiou a tecnologia aeronáutica daquele país. Em 1936, esteve presente na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos, em Berlim, ao lado de Adolf Hitler.

Iniciada a Segunda Guerra Mundial defendeu a neutralidade dos Estados Unidos e considerava certa a vitória da Alemanha. Por estes motivos grupos antinazistas americanos desconfiavam dele. Após o ataque a Pearl Harbor em Dezembro de 1941 e a consequente entrada dos Estados Unidos na guerra, ofereceu-se para lutar pelo seu país. Os seus serviços foram recusados. Somente em 1944, foi admitido para o serviço.

Após a Segunda Guerra Mundial, viveu tranquilamente em Connecticut como consultor, tanto para o chefe de pessoal da Força Aérea quanto para a Pan American World Airways.

De 1957 até à sua morte em 1974, teve um caso com a alemã Brigitte Hesshaimer, que vivia numa pequena cidade da Baviera chamada Geretsried (35 km a sul de Munique). Em 23 de Novembro de 2003, testes de ADN provaram que ele era o pai dos seus três filhos: Dyrk (1958), Astrid (1960) e David (1967). Os dois conseguiram manter o caso em segredo e, mesmo as crianças, não conheciam a verdadeira identidade do seu pai, que eles viram quando ele chegou a visitá-los uma ou duas vezes por ano usando o apelido ‘Careu Kent’.

Charles Lindbergh passou os seus últimos anos na ilha havaiana de Maui, onde faleceu vítima de linfoma.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

3 DE FEVEREIRO - ANDRÉ CAYATTE

EFEMÉRIDE - André Cayatte, escritor e realizador de cinema francês, nasceu em Carcassona no dia 3 de Fevereiro de 1909. Morreu em Paris, em 5 de Fevereiro de 1989.

Formado em Direito e doutorado em Filosofia e Letras, Cayatte chegou ao cinema por acaso, ao ser contratado como advogado para verificar um caso de plágio de um filme.

Estreou-se no cinema francês em 1938, quando escreveu o guião do filme “Entrée des Artistes”, de Marc Allegret. A sua primeira realização foi em 1942 com “La Fausse Maîtresse”, adaptação para o cinema de uma obra de Balzac.

A sua carreira internacional descolou em 1949, com o filme “Les Amants de Vérone”, protagonizado por Anouk Aimée e, em 1950, quando ganhou o Leão de Ouro do Festival de Veneza com “Justice Est Faite”.

Ele voltaria a conquistar aquele prémio dez anos mais tarde, com o filme “Le Passage du Rhin”, estrelado por Charles Aznavour.

O seu último trabalho como realizador foi “L’Amour en Question”, em 1978, interpretado por Annie Girardot e Bibi Anderson.

As sua obras, tanto literárias como cinematográficas, foram amplamente premiadas ao longo da sua carreira.

O seu nome verdadeiro era Marcel Truc e, literariamente, utilizou por vezes o pseudónimo Armand Tréguière.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

2 DE FEVEREIRO - BONITA GRANVILLE

EFEMÉRIDE - Bonita Granville, actriz e produtora de televisão norte-americana, nasceu em Nova Iorque no dia 2 de Fevereiro de 1923. Morreu em Santa Mónica, em 11 de Outubro 1988. Foi nomeada para o Oscar de Melhor Actriz coadjuvante, em 1936, pela sua actuação em “These Three”.

Era filha de Rosina Timponi (1892/1984) e de Bernard “Bunny” Granville, ambos artistas.

Bonita fez a sua estreia aos 9 anos em “Westward Passage” (1933) e, no mesmo ano, actuou como dançarina no filme de Fanny Bridges, “Cavalgade”, que ganhou o Oscar de Melhor Filme.

Nos anos seguintes, trabalhou como figurante, sem créditos, em vários filmes. Interpretou Mary Tilford, na adaptação para o cinema da peça de Lillian Hellman, “The Children’s Hour”, em 1934.

O filme These Three” conta a história de três adultos (interpretados por Miriam Hopkins, Merle Oberon, e Joel McCrea) que têm as suas vidas quase destruídas por causa de uma criança má, em busca de atenção. Bonita fazia o papel da criança malvada e por essa interpretação foi nomeada para o Oscar de Melhor Atriz coadjuvante, naquele momento, ela foi a pessoa mais jovem a concorrer ao prémio.

Apesar do sucesso e de continuar trabalhando, poucas oportunidades surgiram para Bonita nos anos seguintes.

Em 1938, interpretou uma filha atrevida, no várias vezes nomeado filme “Merrily We Livee uma garota detective em “Nancy Drew: Detective”. O filme fez tanto sucesso, que Bonita interpretou a personagem Nancy Drew outras três vezes, nas sequências de 1938 e duas vezes em 1939.

Já adulta, foi mais uma vez chamada para trabalhos coadjuvantes, como no prestigiado filme de 1942, “Now, Voyager”, assim como nos longas-metragens Andy Hardy’s Blonde Trouble” (1944) e “Love Laughs at Andy Hardy” (1946). Bonita também estrelou o filme de 1943 “Hitler’s Children”, um filme antinazi, em plena Segunda Guerra Mundial.

Foi também a heroína do livro “Bonita Granville and the Mystery of Star Island”, escrito por Kathryn Heisenfelt e publicado em 1942. O livro tinha um público adolescente e evocava as aventuras da pequena detective Nancy Drew, sendo parte de uma série conhecida como “Whitman Authorized Editions”, de 16 livros publicados entre 1941/1947.

Em 5 de Fevereiro de 1947, bonita casou com Jack Wrather, que produziu alguns dos seus filmes, no Bel-Air Hotel. Bonita trabalhou como produtora em vários filmes para a televisão, incluindo o filme de 1954 “Lassie”. Também actuou em “The Legend of the Lone Ranger” (1981), o seu último filme.

Bonita morreu em 1988, devido a um cancro de pulmão, aos 65 anos. Está sepultada no Holy Cross Cemetery, em Culver City Califórnia.

Bonita tem uma estrela na Calçada da Fama, no Hollywood Boulevard, pelas suas contribuições para a indústria cinematográfica.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

1 DE FEVEREIRO - SARA TAVARES

EFEMÉRIDE - Sara Alexandra Lima Tavares, cantora e compositora portuguesa com ascendência cabo-verdiana, nasceu em Lisboa no dia 1 de Fevereiro de 1978. A música que ela interpreta é definida como world music.

Sara ganhou a final da 1ª edição (1993/1994) do concurso “Chuva de Estrelas” da SIC, onde interpretou um tema de Whitney Houston.

Foi convidada por Rosa Lobato de Faria para participar no Festival RTP da Canção de 1994 com a canção “Chamar a Música”. A canção recebeu o máximo de pontuação de todos os jurados, ganhando assim um lugar no Festival Eurovisão da Canção de 1994, onde alcançou a 8ª posição.

Em 1996, editou o seu primeiro disco que contou com a colaboração do coro Shout. Dá a voz à música “Longe do Mundo” (uma adaptação de “God Help The Outcasts”), para o filme da Disney, “O Corcunda de Notre-Dame”, que viria a merecer uma menção honrosa da Disney como a melhor versão internacional.

Na Expo’98, Sara Tavares participou no espectáculo de tributo a Gershwin, ao lado da Rias Big Band Berlin. Colaborou, entretanto, no grande sucesso da banda Ala dos Namorados, “Solta-se o Beijo”.

Em 1999, editou o álbum “Mi Ma Bô”, um disco mais maduro e com mais ligação às suas raízes.

Grava “Saiu Para A Rua” para o disco de tributo a Rui Veloso, editado em 2000. No ano seguinte, colabora com Nuno Rodrigues no disco “Canções de Embalar”. Colabora com Joy Denalane ca canção “Vier Frauen” de 2002.

Em 2003, colabora com Júlio Pereira no disco “Faz de Conta”. Grava uma nova versão de “Nova Feira da Ladra” de Carlos do Carmo. Em 2005, colabora com a Filarmónica Gil.

O álbum Balancê”, editado pela World Connection, em Novembro de 2005, foi considerado um dos melhores álbuns do ano por parte da critica, tendo alcançado o disco de ouro. Com a canção “Bom Feeling” dá a cara pelo Millenium BCP. Através da campanha, num investimento de 3 milhões de euros, 40 mil CDs da cantora foram distribuídos aos clientes do banco.

Retoma a colaboração com Júlio Pereira em 2007. Colabora também com Tiago Bettencourt e Uxia. Em 2008, lança o DVD “Alive in Lisboa”. No ano de 2009, regressa aos originais com o álbum “Xinti”.

Grava “The Most Beautiful Thing” com Nelly Furtado. Colabora em discos de Buraka Som Sistema, Luiz Caracol, Carlão, António Chainho e Richie Campbell.

Em 2016, mostra Coisas Bunitas”, que antecede o seguinte disco de originais da cantora.

Em 2021, revelou publicamente que, aos 24 anos, percebeu que era bissexual.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

31 DE JANEIRO - MINNIE DRIVER

EFEMÉRIDE - Minnie Drive, de seu nome original Amelia Fiona J. Driver, actriz, cantora e compositora britânica, nasceu em Londres no dia 31 de Janeiro de 1970.

Filha de Ronnie Driver e de sua esposa Gyanor. Chamou atenção do público pela primeira vez quando interpretou o papel principal em “Circle of Friends”. Foi nomeada para o Oscar de Melhor Actriz coadjuvante pela sua performance no filme de 1997 “Good Will Hunting”. Também é lembrada pelo papel da Bond Girl Irina, em “GoldenEye” (1995). Namorou o actor Matt Damon durante as rodagens do filme “Gênio Indomável”.

Em 2003 e 2004, teve um notável papel na série “Will & Grace” como Lorraine Finster, a vingativa filha do amante de Karen Walker (Megan Mullally), interpretado por John Cleese.

Driver também trabalhou em várias animações, incluindo a versão da Disney de “Tarzan”, de 1999, e a dobragem da versão inglesa do megahit japonês “Princess Mononoke” também de 1999.

Em 12 de Março de 2007, Driver fez o seu regresso à televisão estrelando, junto com Eddie Izzard, em “The Riches”, do FX Network, sobre uma família de artistas vigaristas vivendo no subúrbio.

Driver é filha de pais com ascendência inglesa, irlandesa, escocesa, italiana e francesa. Ela foi criada em Barbados e educada na escola de Bedales, próxima de Petersfield, Hampshire, Inglaterra, e na Academia de Artes Dramáticas Webber Douglas, em Londres. Antes do sucesso como actriz, Driver era membro de uma banda chamada Puff, Rocks and Brown. A banda chegou a assinar contrato com a Island Records, mas terminou sem nenhum lançamento.

Ela começou um discreto retorno à música em 2000. Em 2004, assinou contratos de gravação com a EMI e a Rounder Records, e apresentou-se na SX’W. O produtor canadiano Colin Craig auxiliou no lançamento de “Everything I’ve Got in My Pocket”, que atingiu o 34º lugar no Reino Unido, e num segundo single, “Invisible Girl” que chegou ao 68º lugar. O álbum “Everything I’ve Got in My Pocket” chegou a ser o 44º nas tabelas britânicas, ultrapassando um grupo que incutia The Wallflowers e a banda de Pete Yorn. Driver escreveu várias das oito canções do álbum e também fez um cover de Hungry Heart”, do álbum “The River” de Bruce Springsteen. Em 2004, Minnie fez os shows de abertura dos Finn Brothers, durante a parte britânica da tournée do grupo.

Em 2004, Driver interpretou Carlotta Giudicelli no filme “O Fantasma da Ópera” de Joel Schumacher. Devido às exigências vocais do papel, Driver foi o único membro do elenco a ter a voz dobrada. Entretanto, é a sua voz real que aparece em “Learn to be Lonely”, uma canção escrita por Andrew Lloyd Webber especificamente para a versão em filme de seu musical (é a canção que toca durante os créditos finais do filme).

Driver lançou o seu segundo álbum, intitulado “Seastories, em 17 de Julho de 2007. Possui 12 faixas e foi produzido por Marc “Doc” Dauer, que também produziu “Everything I’ve Got in My Pocket”. Os cantores/compositores Ryan Adams e Liz Phair estão entre os colaboradores do álbum.

Driver é fã do Chelsea FC.

domingo, 30 de janeiro de 2022

30 DE JANEIRO - CLARA PINTO CORREIA

EFEMÉRIDE - Maria Clara Amado Pinto Correia, bióloga, escritora, historiadora da ciência e professora universitária portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 30 de Janeiro de 1960.

Filha de José Manuel Pinto Correia, grande-oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada a título póstumo a 10 de Junho de 1991, e de sua mulher Maria Adelaide da Cunha e Vasconcelos de Carvalho Amado. É irmã da jornalista Margarida Pinto Correia.

Viveu vários anos da sua infância em Angola, onde o pai, o professor de Medicina José Pinto Correia, foi obrigado a cumprir serviço militar como médico durante a guerra colonial (Guerra do Ultramar). Aí lhe nasceu a paixão pela Biologia. Foi uma excelente aluna, primeiro frequentou o Liceu Francês Charles Lepierre, depois o Liceu Rainha D. Leonor.

Como escritora, é autora de uma vasta obra, que iniciou em 1983. O seu mais conhecido romance é “Adeus, princesa”, que publicou aos 25 anos de idade, no qual retrata a alma da juventude do Alentejo no final da tentativa de Reforma agrária. Tem meia de uma centena de títulos publicados, incluindo ficção, literatura infantil, ensaios, biografia, crónicas de opinião, divulgação científica e estudos de História da ciência.

Motivada pelo sonho de um dia vir a ser Park Ranger numa reserva africana (nas revistas que o pai assinava, nomeadamente a “National Geographic”, fascinavam-na (particularmente as fotos de Jane Goodall com os chimpanzés), Clara Pinto Correia foi estudar Biologia para a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Aí terminou a licenciatura em 1984. No ano seguinte, integrou o corpo docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa como assistente estagiária de Biologia celular e Histologia e Embriologia e, simultaneamente, como doutoranda no Laboratório de Biologia Celular do Instituto Gulbenkian de Ciência, em ambos os casos sob orientação do professor J. David-Ferreira. Deixou-se se ficar aí até 1989, ano em que foi para o Estados Unidos como visiting scientist do laboratório de Sabina Sobel, na Universidade de Nova Iorque em Buffalo para execução do projecto de doutoramento.

Em Outubro de 1992 foi-lhe conferido, com distinção e louvor por unanimidade, o grau de Doutor em Biologia Celular pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto. Regressa aos EUA, entõ como postdoctoral fellow no laboratório de James Robl, no Department of Veterinary and Animal Sciences da University of Massachusetts at Amherst, para desenvolver um projecto de investigação relacionado com as interacções núcleo-citoplasmáticas na clonagem de embriões de mamíferos. Em 1994, trocou o trabalho de bancada por um contrato de dois anos para fazer uma especialização em História das Ciências no Department of History of Science da Harvard University, e escrever um livro sobre História das Teorias da Reprodução, em ambos os casos sob orientação de Stephen Jay Gould e supervisão de Everett Mendelshon. Publicado o livro “The Ovary of Eve - Egg & Sperm & Preformation”, em 1996 regressou a Portugal para criar na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias a licenciatura em Biologia e o mestrado em Biologia do Desenvolvimento. Paralelamente, foi contratada como «research associate» de Stephen Jay Gould no Museum of Comparative Zoology da Harvard University, cargo que manteve até 2002, e como «adjunt professor» no Department of Veterinary and Animal Sciences da University of Massachusetts at Amherst, que manteve até 2001. Em 2004 prestou provas de agregação em História e Filosofia das Ciências na Universidade de Lisboa.

Actualmente é professora catedrática da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, onde dirige a licenciatura em Biologia e o mestrado em Biologia do Desenvolvimento. Lecciona em ambos os cursos os módulos associados à história do pensamento biológico e à história das teorias da reprodução. É também «research associate» de John Murdoch no Department of History of Science da Harvard University e investigadora do Centro de Estudos de História das Ciências Naturais e da Saúde do Instituto Rocha Cabral.

No laboratório do prof. James Robl na University of Massachusetts, que trabalhava com o objectivo de clonar bovinos transgénicos em grande número, Clara Pinto Correia introduziu novas técnicas de localização de estruturas intracelulares por imunofluorescência que tinha aprendido durante os seus trabalhos de doutoramento. Era consensual entre todos os cientistas, pois era isso que ensinavam os livros de biologia celular e do desenvolvimento, que o centrossoma que preside à organização do primeiro ciclo celular era de origem materna. Até então, o modelo usado era única e exclusivamente o rato e a extrapolação parecia natural. Acontece que Clara Pinto Correia, depois de usar como modelo o coelho, descobriu que o centrossoma que preside à organização do primeiro ciclo celular era de origem paterna. Usando como modelo o bovino, obteve os mesmos resultados. Entretanto, outros grupos de investigação internacionais à medida que ensaiavam outros modelos chegavam à mesma conclusão. Os livros foram mesmo reescritos.

O interesse de Clara Pinto Correia pela História da Biologia vem dos tempos de estudante. Porém, terá sido Stephen Jay Gould o seu guru intelectual, que a levou pelos caminhos da história das ciências. Foi com ele que Clara Pinto Correia fez a sua primeira grande investigação sobre história das teorias da reprodução, na Harvard University que viria a culminar na edição do livro “The Ovary of Eve - Egg & Sperm & Preformation”. Esta investigação levou-a a fazer a sua segunda grande descoberta, sobre a história da preformação. Tudo começou com o pressuposto de que os preformacionistas do século XVII tinham desenhado pessoas pequeninas enroscadas dentro do núcleo do espermatozóide. E estas pessoas tinham até um nome. Eram os “homúnculos”. Porém, quando Clara Pinto Correia começou a investigar as fontes, nomeadamente o precioso Traité de Dioptriquede Nicholas Hartsoeker (1694), não encontrou o termo em lado algum. A investigadora acabaria por concluir que o termo “homúnculo” nunca foi usado pelos preformacionista dos séculos XVII e XVIII, mas trata-se antes de uma invenção da literatura secundária dos anos 1930. Esta descoberta, modesta na sua grandiosidade pois não salvou vidas nem deu a paz ao mundo, acabaria por obrigar a uma revisão dos livros de texto. Um deles foi o conhecido “Developmental Biology” de Scott Gilbert que, na sua 4ª edição. apresentava o famoso espermatozóide de Hartsoeker com o seu “homúnculo” em posição fetal, mas que na edição seguinte já tinha segregado o termo “homúnculo”.

Actualmente, Clara Pinto Correia é investigadora responsável pelo projecto MAPA MUNDI - O impacto das viagens imaginárias na organização do pensamento ocidental (séc. XIV-XVIII), a decorrer no Centro de Estudos de História das Ciências Naturais e da Saúde do Instituto Rocha Cabral. Este projecto visa proceder a uma análise interdisciplinar (Ciências naturais/Estudos do género/Psicologia/Tradição oral portuguesa/Cartografia) de quatro grandes clássicos europeus da narrativa de viagens, como “As viagens de John Mandeville”, “O Livro do Infante D. Pedro” de Gil de Santisteban, a “Terra Austral Conhecida” de Gabriel de Foigny, e o Suplemento à viagem de Bougainville” de Denis Diderot.

NB - Apresentou programas de ciência e cultura na rádio e televisão, nomeadamente: “Música para camaleões” (Rádio Comercial, 1986)), “Rumo à lua” (RTP 2, 1996), “Morfina” (CNL, 1999), “Morfina” (CNL, 2000) e “Travessa do cotovelo” (RTP 2, 2001)).

sábado, 29 de janeiro de 2022

29 DE JANEIRO - VÍTOR NORTE

EFEMÉRIDE - Vítor Manuel Norte Ribeiro, actor português, nasceu em Borba no dia 29 de Janeiro de 1951.  

Tinha 17 anos quando deixou Estremoz, onde frequentava a Escola Industrial e Comercial, resolvendo instalar-se em Lisboa. Conheceu vários empregos, tendo sido, nomeadamente, ajudante de camionista e empregado de escritório.

Entretanto, teve aulas de ballet clássico com Ana Mascollo e frequentou oficinas de mímica e pantomima na Fundação Calouste Gulbenkian, até se iniciar como actor profissional na Casa da Comédia, dirigida por Fernando Amado. Chamado a cumprir o Serviço Militar Obrigatório, esteve mobilizado dois anos na Guiné-Bissau, durante a Guerra do Ultramar.

Colabora com a Edipim tendo escrito anedotas para o programa “Eu Show Nicoe entrou também na novela “Moita Carrasco”.

Participou na telenovela “Vila Faia” (RTP, 1982). No cinema, estreou-se em 1982, com “A Vida é Bela”, de Luís Galvão Telles.

Da sua carreira no teatro, salienta-se a participação em peças como Ay Carmelade José Sanchis Sinisterra, dirigido por Xosé Blanco Gil no Teatro Ibérico; Volponede Ben Johnson, sob a direcção de Norberto Barroca no Teatro Aberto; Às Seis o Mais Tardarde M. Perrier, com Alexandre de Sousa no Instituto Franco Português; “Horácios e Curiácios” de Bertolt Brecht, com Antonino Solmer; “Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente, por Carlos Avilez; “Os Quatro Cubos” de Fernando Arrabal, por Herlander Peyroteo; e “Jogos de Praia” de Whitehead, com João Canijo.

Viria a participar em numerosas séries e mini-séries, entre as quais “Rua Sésamo” (1990), “Cluedo” (1995), “Alentejo sem Lei” (1990), “Os Melhores Anos” (1990), O Bairro da Fonte(SIC, 2000) e “Capitão Roby” (SIC, 2000); telefilmes - Mustangde Leonel Vieira e “Monsanto” de Ruy Guerra; novelas:  2007) - “Ilha dos Amores”, 2005 - “Ninguém como Tu”, 2003 - “Queridas Feras”, 2001 - “Ganância”, 1995 - “Desencontros” e 1994 - “Na Paz dos Anjos”.

Em cinema, colaborou com realizadores como Jorge Silva Melo, Luís Alvarães ou José Fonseca e Costa, que o viria a dirigir em “Cinco Dias, Cinco Noites” (1995), uma das suas interpretações mais significativas. Com o mesmo realizador, participou em “A Mulher do Próximo” (1988), “Os Cornos de Cronos” (1992) e “O Fascínio” (2003). Salienta-se ainda “No Dia dos Meus Anos” de João Botelho, “Ao Sul” (1995) de Fernando Matos Silva, “Sapatos Pretos” (1998) de João Canijo, “Jaime” (1999) de António Pedro Vasconcelos, “Respirar Debaixo de Água” (2000) de António Ferreira, “O Gotejar da Luz” (2002) de Fernando Vendrell, “A Mulher Polícia” (2003) de Joaquim Sapinho, “Tarde Demais” (2000) e “Os Lobos” (2008) de José Nascimento.

Foi distinguido com os Globos de Ouro na categoria de Melhor Actor de Cinema em 1999 (“Jaime”, de António Pedro Vasconcelos); em 2000 (“Tarde Demais”, de José Nascimento); e 2002 (“O Gotejar da Luz”, de Fernando Vendrell).

Recebeu em 1996 o Troféu Nova Gente como Melhor Actor por Cinco Dias, Cinco Noites” de Fonseca e Costa (1995).

Vítor Norte tem dois filhos, Diogo e Sara Norte, com Carla Lupi, com quem foi casado de 1994 a 2002. Tem um filho, Valentim Norte (2008), com Vânia Machado (assistente de produção) com quem vive desde 2005.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

28 DE JANEIRO - JOHN FABIAN

EFEMÉRIDE - John McCreary Fabian, ex-astronauta norte-americano, veterano de duas missões do ónibus espacial, nasceu em Goose Creek no dia 28 de Janeiro de 1939.

Formado em Engenharia Mecânica e Engenharia Aeroespacial, graduou-se como oficial da Força Aérea dos Estados Unidos e passou cinco anos como piloto de K-135, avião de reabastecimento aéreo. Durante a Guerra do Vietname, participou em noventa missões de combate.

Fabian foi qualificado como astronauta em 1979, após um ano de treino no quartel-general e centro de treinos da NASA, em Houston, Texas.

Durante os seus primeiros anos na agência espacial, trabalhou em funções em Terra, incluindo o desenvolvimento do braço robótico do futuro ónibus espacial.

A sua primeira missão espacial foi como especialista de missão da STS-7 Challenger, em Junho de 1983, a primeira com cinco tripulantes num ónibus espacial. Nela, ele foi o primeiro astronauta a operar em órbita o Canadarm canadiano, capturando no espaço um satélite para trazê-lo de volta à Terra para reparação.

A sua segunda missão, a STS-51-G, foi uma missão de tripulação internacional lançada em Junho de 1985, que teve entre os seus integrantes um astronauta francês e o primeiro saudita a ir ao espaço. Nela, a tripulação colocou em órbita satélites da Liga Árabe, do México e dos Estados Unidos.

Fabian esteve seleccionado para uma terceira missão espacial, uma missão científica de pesquisas biológicas a ser realizada em Maio de 1986. Entretanto, com o acidente da Challenger em Janeiro desse ano, todas as missões espaciais norte-americanas foram suspensas durante dois anos e ele deixou a NASA no início de 1986 para exercer funções de comando no quartel-general da Força Aérea.

Após se desligar da Força Aérea em 1987, passou a integrar a direcção de um instituto público de pesquisas aeroespaciais e segurança nacional sem intuito lucrativo, do qual se aposentou em 1998.

Na última década, tem trabalhado como consultor independente de aero/espaço e como porta-voz da NASA, participando em programas de interacção com o público visitante do Centro Espacial John F. Kennedy, na Flórida.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

27 DE JANEIRO - JOHN UPDIKE

EFEMÉRIDE- John Hoyer Updike, romancista, poeta, contista, crítico de arte e crítico literário norte-americano, morreu em Beverly, Massachusetts, no dia 27 de Janeiro de 2009. Nascera em Shillington, no mesmo estado, em18 de Março de 1932.

Formou-se na Universidade de Harvard em 1954 e passou um ano na Inglaterra, no Knox Fellowsship, na Ruskin School of Drawing and Fine Art, em Oxford. De 1955 a 1957, trabalhou na “The New Yorker”, contribuindo com contos, poemas e críticas de livros.

Tornou-se famoso e reconhecido mundialmente com a sua séria de romances “Rabbit”, iniciada em 1960, que seguem a vida do jogador de basquetebol Harry ‘’Rabbit’ Angstrom, escritos num período de mais de trinta anos e pelos quais ganhou por duas vezes o Prémio Pulitzer.

Também de sua autoria, “As Bruxas de Eastwick”, escrito em 1984, tornou-se um best-seller e um grande sucesso no cinema, no filme homónimo protagonizado por Jack Nicholson e Cher. Já o romance Pai-Nosso Computadorde 1986 aborda a questão da existência de Deus em face da ciência e tecnologia.

Na sua obra constam doze livros de ficção, cinco volumes de poesia e uma peça de teatro.

Considerado um dos grandes romancistas contemporâneos norte-americanos, faleceu em 2009, vítima de cancro do pulmão, aos 76 anos de idade. 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

26 DE JANEIRO - JOSÉ BOAVIDA

EFEMÉRIDE - José António de Almeida Martins Boavida, actor português, morreu na Amadora em 26 de Janeiro de 2016. Nascera em Castelo Branco no dia 23 de Agosto de 1964.

Participou em diversas séries de televisão e telenovelas nacionais, tais como “Telhados de Vidro”, “Inspector Max” e “Doce Fugitiva”. Teve participação especial na série “Conta-me como Foi”, na RTP1.

Em 1999 participou no documentário “A hora da Liberdade” da SIC como capitão Bicho Beatriz.

Em 2007/2008, interpretou o papel de Manuel Gameiro em “Morangos com Açúcar”.

Participou, entre 2013 e 2015, na série “Bem-Vindos a Beirais” no papel de Manuel Pedroso. A série ainda continua em exibição até Março de 2016, tendo sido exibido no dia da morte do actor um episódio especial dedicado a ele.

Gravou uma participação especial na novela “Coração d’Ouro”, no final de 2015, que seria emitida em 2016.

Ambicionava ser escritor e professor de educação física.

Em 7 de Janeiro de 2016, José Boavida perdeu os sentidos na rua, junto ao carro em Queluz, ficando internado em coma induzido, com danos irreversíveis e tendo um prognóstico reservado. Estava a 1 900 metros do hospital, mas a espera foi fatal e acabou com uma carreira de 30 anos em palcos e ecrãs, tendo falecido no dia 26 de Janeiro de 2016 no hospital de Amadora-Sintra pelas 00:30, deixando uma filha de 24 anos e um irmão chamado Gabriel.

Terá sofrido uma paragem cardio-respiratória. Estava para fazer parte do elenco de “Coração d’Ouro”.

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

25 DE JANEIRO - JUDITH TEIXEIRA

EFEMÉRIDE - Judith Teixeira, de seu nome completo Judite dos Reis Ramos Teixeira, escritora portuguesa, nasce em Viseu no dia 25 de Janeiro de 1880. Morreu em Lisboa, em 17 de Maio de 1959.

Publicou três livros de poesia e um livro de contos, entre outros escritos. Em 1925, lançou a revista “Europa”, de que saíram três números (Abril, Maio e Junho).

Exemplares do seu livro “Decadência” (1923) foram apreendidos, juntamente com os livros de António Botto (Canções”) e Raul Leal (“Sodoma Divinizada”), e mandados queimar pelo Governo Civil de Lisboa na sequência de uma campanha liderada pela conservadora Liga de Acção dos Estudantes de Lisboa, contra «os artistas decadentes, os poetas de Sodoma, os editores, autores e vendedores de livros imorais».

Judith Teixeira (apelido do segundo marido) foi baptizada em 1 de Fevereiro de 1880, na Sé Catedral de Viseu, como filha natural de Maria do Carmo, não constando do assento do baptismo o nome do pai.

Em 1907, foi perfilhada por Francisco dos Reis Ramos, alferes de Infantaria, passando então a usar como nome completo Judith dos Reis Ramos. Era ainda solteira e residia em Lisboana Rua do Arco do Carvalhão.

Algum tempo depois, terá casado com Jaime Levy Azancot, empregado comercial, com quem viveu na Rua Rodrigo da Fonseca. Em 8 de Marco de 1913, o casamento foi dissolvido, a esposa tendo sido acusada de adultério e abandono do domicílio legal. Em 22 de Abril de 1914, no Bussaco, casou com Álvaro Virgílio de Franco Teixeira, de 26 anos, advogado e industrial, neto materno do 1º visconde da Falcarreira.

Foi na década dos seus quarenta anos, entre 1922 e 1927, que publicou todos os seus livros e dirigiu a revista “Europa”. Devido à temática lésbica de alguns dos seus poemas, foi atacada violentamente na imprensa conservadora e moralista, pelas «vergonhas sexuais» e «versalhadas ignóbeis» que escrevia. Na revista pró-fascista “Ordem Nova”, em 1926, Marcello Caetano referiu-se ao seu livro “Decadência” como sendo da autoria «duma desavergonhada chamada Judith Teixeira», regozijando-se que os seus livros tivessem sido apreendidos e queimados em 1923. Em 1927, encontrava-se ausente de Portugal, como se depreende de uma nota inserida no fim do livro “Satânia”, o último que publicou.

Pouco se sabe acerca dos últimos trinta e dois anos da sua vida, em que chegou a ter um negócio de antiguidades. Morreu em 1959, aos 79 anos, residindo então em Lisboa, na Praceta Padre Francisco em Campo de Ourique. Segundo o assento de óbito, morreu viúva, sem deixar filhos nem bens e sem fazer testamento.

Sobre Judith Teixeira pronunciou-se Aquilino Ribeiro, em 1923, considerando-a uma «poetisa de valor». Em 1927, José Régio afirmaria que «todos os livros de Judith Teixeira não valem uma canção escolhida de António Botto». O crítico João Gaspar Simões louvaria em 1937 a «audácia» da poetisa, considerando-a embora «sem talento». António Manuel Couto Viana referiu-se a Judith Teixeira como «a única poetisa modernista» portuguesa, afirmando sobre as suas poesias: «separando muito trigo de muito joio, penso-as merecedoras de melhor sorte do que o silêncio, a ignorância, a que têm estado votadas». 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

24 DE JANEIRO - VIEIRINHA

EFEMÉRIDE -Vieirinha, de seu nome completo Adelino André Vieira de Freitas, futebolista português que actua como lateral-direito ou meia, nasceu em Gonça, Guimarães, no dia 24 de Janeiro de 1986. Actualmente, joga pelo PAOK.

É um jogador que foi formado nas escolas do Vitória SC de Guimarães e que despertou o interesse do FC Porto, indo para as suas equipas de formação (juvenis e, mais tarde, juniores e Equipa B), sendo que na época 2006/2007 foi promovido à a equipa principal, pela extinção da equipa B do clube. É um jogador com uma grande margem de progressão. Surpreendeu, no estágio que o Porto fez na Holanda, pela sua qualidade técnica.

Conseguiu jogar como titular contra o Manchester United FC no Torneio de Amsterdão, onde participou o Porto. Marcou ainda um dos golos que garantiram ao Porto uma Supertaça Cândido de Oliveira.

Foi internacional português nas camadas jovens, participando em todos os escalões de formação desde os sub-17 até aos sub-21.

Estava emprestado ao Leixões SC (época 2007/2008), tendo começado a temporada em grande, com dois golos frente ao Varzim SC, na Taça da Liga 2007/2008.

Na época de transferências de 2008/2009, foi para o PAOK, equipa da Grécia, por empréstimo e, no ano seguinte, a título definitivo.

Em Janeiro de 2012, Vieirinha transferiu-se para o clube alemão VL Wolfsburg por 4 milhões de euros.

Representou a selecção nacional nas suas várias camadas por diversas vezes (num total de 83 partidas), tendo sido convocado na primeira convocatória do escalão sub-23, em Outubro de 2009. Convocado para o Mundial 2014.

Regressou ao PAOK em 2017.

Do seu palmarés, fazem parte: Supertaça Cândido de Oliveira (2006/2007) e Campeão Nacional (2006-2007), pelo Porto; Copa da Alemanha e Supertaça da Alemanha 2015, pelo Wolfsburg; Campeonato Europeu 2016, pela Selecção de Portugal; e Campeonato Grego 2018/2019 e Copa da Grécia 2017, 2018, 2019 e 2021, pelo PAOK.

Em 31 de Agosto de 2016 foi feito comendador da Ordem do Mérito portuguesa. 

domingo, 23 de janeiro de 2022

23 DE JANEIRO - GUIDA MARIA

EFEMÉRIDE - Guida Maria, actriz portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 23 de Janeiro de 1950. Morreu na mesma cidade em 2 de Janeiro de 2018. Teve uma carreira com cerca de seis décadas, principalmente no teatro, mas também com passagem pelo cinema e televisão, tendo ficado conhecida principalmente pela peça “Monólogos da Vagina”. Eras filha do actor Luís Cerqueira.

Fez a sua formação teatral na Escola de Teatro do Conservatório Nacional, tendo ao mesmo tempo participado em peças de Vasco Morgado. Foi igualmente bolseira na American Academy of Dramatic Arts de Nova Iorque durante uma pausa da carreira, na década de 1980, e participou em vários workshops no Actors Studio.

A sua carreira artística incluiu televisão, cinema e teatro, tendo sido nesta modalidade que se destacou, com participação em cerca de quarenta peças.

Estreou-se em 1957, com sete anos, na peça “Fogo de Vista”, de Amílcar Ramada Curto. Aos dez anos, fez parte da peça A sapateira prodigiosa”, levada à cena pela companhia de teatro Rey Colaço-Robles Monteiro, e onde também participou Eunice Muñoz. O seu primeiro sucesso aconteceu com a peça O Milagre de Anne Sullivan”, encenada por Luís de Sttau Monteiro.

No cinema, salienta-se “A Promessa” (1972), de António de Macedo, baseado uma peça de Bernardo Santareno, tendo protagonizado o primeiro nu integral no cinema nacional. Este filme passou por vários festivais de cinema, incluído o de Cannes, e foi premiado no Festival de Belgrado e Cartagena. No cineasta, participou ainda em “O Princípio da Sabedoria” (1975) e “A Bicha de Sete Cabeças” (1978).

Foi, a partir de 1978 até à sua extinção (em 1998), actriz da Companhia Residente do Teatro Nacional D. Maria II, tendo aí representado, em peças como “Auto da Geração Humana”, “O Alfageme de Santarém”, As Alegres Comadres de Windsor”, “A Bisbilhoteira”, “A Casa de Bernarda Alba”, “Romance de Lobos”, “Bodas de Fígaro”, Slag, Maria Stuart”, ou “O Leque de Lady Windermere”.

Começa a fazer televisão com a série “Uma Cidade Como a Nossa” (1981). Participou no especial da série brasileira “O Bem Amado”, da TV Globo, gravado em Lisboa. Participou nas películas “O Barão de Altamira” (1986), de Artur Semedo, “O Vestido Cor de Fogo” (1986), de Lauro António, Os Emissários de Khalom(1988) e “Serenidade” (1989) de Rosa Coutinho Cabral.

Na televisão, participou em séries e novelas como “Cobardias” (1987), “Passerelle” (1988), “A Grande Mentira” (1990), “Quem Manda Sou Eu” (1991), a aclamada telenovela Na Paz dos Anjos” (1994), “Nico D'Obra” (1993), “Nós os Ricos” (1996), “Super Pai”, “Olhos de Água”, “Tudo por Amor”, “Morangos com Açúcar”, “Bem-Vindos a Beirais”, “A Única Mulher”, “Filhos do Vento” (1996) e “Esquadra de Polícia” (1998).

Participou no filme “No Dia dos Meus Anos” (1992), de João Botelho. Salienta-se ainda o seu monólogo na peça Shirley Valentine”, exibida na Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II, em Janeiro de 1996. Outros monólogos seus que se destacaram foram os das peças “Andy & Melissa” (2001), “Zelda” (2004), “Stôra Margarida” (2006) e “Sexo? Sim, mas com orgasmo” (2010).

Participou nas séries da RTPNão és Homem não és Nada” (1999), “O Crime...” (2001) e nas novelas da TVIOlhos de Água” (2001), “Tudo por Amor” (2002) e “Baía das Mulheres” (2004).

Em 2006, interpretou no teatro a peça Stôra Margarida”, de Roberto Athayde, no Casino Estoril. A partir de certa altura, a actriz começou a aparecer com menos regularidade (no Teatro, Televisão e Cinema) devido à falta de convites para trabalhar.

Em 1997, representou com grande sucesso na peça Casa de nha Bernardano Centro Cultural Português do Mindelo, uma adaptação da obra “A Casa de Bernarda Alba”, de García Lorca, que teve igualmente grande êxito.

Estreou Os Monólogos da Vagina”, de Eve Ensler, no Teatro Auditório do Casino Estoril, em 20 de Outubro de 2000. De forma a organizar a peça, Guida Maria teve de enfrentar várias dificuldades, incluindo de ordem financeira, e um teatro que estivesse disponível. Segundo a actriz, a administração do Estoril Sol também esteve inicialmente contra a organização da peça no seu nome original, tendo depois dado autorização para avançar.

Apesar de ter sido um fracasso no dia de estreia, acabou por ser depois um grande sucesso, tendo a peça ficado vários meses em cena, com diversas reposições, apesar de ter sofrido os efeitos do clima de insegurança gerado após os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001. Para o sucesso da peça contribuiu decisivamente a cobertura por parte da comunicação social, que publicou vários artigos sobre a mesma.

Posteriormente, lançou a peça “Zelda”, que também financiou, e que foi novamente um fracasso, por estar a decorrer naquele momento o Campeonato Europeu de Futebol de 2004 em Portugal.

Finalmente, apresentou a peça “Stôra Margarida” no Teatro do Casino do Estoril, que também falhou, apesar de ter tido um grande sucesso originalmente no Brasil.

Em 2009, foi editada a biografia “Guida Maria - Uma vida”, da autoria de Rui Costa Pinto.

Em 2017, interpretou no Auditório da Biblioteca do Espaço Cultural Cinema Europa a peça “Os Malefícios do Tabaco”, um monólogo escrito por Anton Tchekhov com encenação de Paulo Ferreira, produzido pela Junta de Freguesia de Campo de Ourique e com o Apoio da AMA - Academia Mundo das Artes.

Faleceu em 2018, aos 67 anos, no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa. Estava internada naquela unidade de saúde devido a um cancro no pâncreas, doença do qual já padecia há vários meses. O velório teve lugar na Basílica da Estrela, tendo o corpo sido inumado no Cemitério dos Prazeres.

Esteve relacionada com o músico Mike Sergeant, tendo o casal tido uma filha, a actriz Julie Sargeant.

sábado, 22 de janeiro de 2022

22 DE JANEIRO - ANN SOTHERN

EFEMÉRIDE - Ann Sothern, actriz norte-americana que trabalhou em teatro, rádio, cinema e televisão, com uma carreira que durou quase seis décadas, nasceu em Valley City no dia 22 de Janeiro de 1909. Morreu em Ketchum, em 15 de Março de 2001. Sothern começou sua carreira no final da década de 1920 em pequenos papéis no cinema. Em 1930, estreou-se na Broadway e logo passou a protagonizar filmes.

O seu nome original era Harriette Arlene Lake e foi criada em Minneapolis, Minnesota, onde se formou na Central High School em 1927. Nessa época saiu de casa e iniciou a sua carreira no cinema como figurante aos 18 anos.

Em 1929 e 1930, apareceu como corista em filmes como “The Show of Shows” e também aparecia ocasionalmente em espectáculos da Broadway. Tinha uma voz muito boa e por isso as vezes aparecia a cantar.

Em 1934, assinou contrato com a Columbia Pictures e, em 1936, com a RKO Radio Pictures, até que finalmente assinou em 1939 com a MGM, onde conseguiu o seu primeiro filme de sucesso Maisie”, substituindo Jean Harlow (que havia falecido) no papel principal. Iniciada, assim, uma sequência de filmes com a personagem ‘Maisie’, conseguindo até um programa de rádio devido à popularidade dos filmes, apresentado de 1945 a 1947 e chamado “The Adventures of Maisie”.

Em 1949, actuou no filme vencedor do OscarA Letter to Three Wives”, que rendeu boas críticas à actriz, mas não o suficiente para alavancar a sua carreira novamente. Durante os anos 1950 fez alguns filmes, mas principalmente participou em programas de TV. De 1953 a 1957, estrelou a série de TV “Private Secretary” e, de 1958 a 1961, apresentou o programa “The Ann Sothern Show”, que lhe rendeu um prémio Emmy.

De 1965 a meados da década de 1980, Ann apareceu esporadicamente em programas de TV. A sua última aparição foi no filme “The Whales of August” em 1987, como a vizinha das irmãs interpretadas por Lilian Gish e Bette Davis. Este papel rendeu-lhe uma nomeação para o Oscar de Melhor Actriz coadjuvante, mas acabou por ser ganho por Olympia Dukakis.

Ann foi casada duas vezes e divorciou-se dos dois casamentos, teve uma filha do 2º, a actriz Tisha Sterling.

Em 1987, ela abandou a carreira e mudou-se para Ketchum, Idaho, onde viveu até à sua morte em 2001, aos 92 anos, de insuficiência cardíaca. 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

21 DE JANEIRO - ANDRÉ MARTINS

EFEMÉRIDE - André Renato Soares Martins, futebolista português actualmente a jogar no KP Legia Warszawa, da Polónia, nasceu em Santa Maria da Feira no dia 21 de Janeiro de 1990.

Após passar pelas camadas jovens do Sporting CP, foi emprestado ao Real SC Massamá, clube onde passaram jogadores como Diogo Salomão e Nani. Participou em 30 jogos e marcou um golo.

Voltou ao Sporting, mas foi outra vez emprestado a outro clube, o CF Belenenses, onde não conseguiu impor o seu futebol, vindo a jogar poucos minutos ao longo da época.

André Martins não ficou muito tempo no Sporting, depois de ter sido emprestado ao Belenenses. Os leões emprestaram-no de novo, então ao CD Pinhalnovense, onde fez 10 jogos marcando 1 golo.

Após vários empréstimos, o Sporting decidiu manter André Martins como jogador no plantel. Impressionou os adeptos e o treinador Ricardo Sá Pinto, mostrando técnica e passes de qualidade. Nessa época, conseguiu fazer 30 jogos e demonstrar que poderia vir a ser uma peça valiosa para o futuro do Sporting.

Actuou em 14 jogos e contabilizou 2 golos pela Selecção de sub-21. Ficou nos pré-convocados para o Euro 2012, mas não entrou nas contas finais do treinador Paulo Bento, tendo vindo a estrear-se no dia 10 de Junho de 2012 num jogo particular frente à Croácia.

Do seu palmarés fazem parte: a Supertaça Grega de 2016/2017 (pelo Olympiakos FC) e a Taça de Portugal de 2014/2015, pelo Sporting. 

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