domingo, 14 de março de 2021

14 DE MARÇO - PEDRO DUQUE

EFEMÉRIDE - Pedro Francisco Duque, astronauta e político espanhol, veterano de duas missões espaciais, nasceu em Madrid no dia, 14 de Março de 1963. Desde Junho de 2018, ocupa o cargo de ministro de Ciência, Inovação e Universidades do Governo de Espanha.

Duque é casado e tem três filhos. É apreciador de natação, caça submarina e gosta de andar de bicicleta.

Formou-se em Engenharia Aeronáutica na Universidade Politécnica de Madrid, em 1986. Trabalhou para a Agência Espacial Europeia durante seis anos, antes de ser seleccionado como candidato a astronauta em 1992. Duque submeteu-se a treinos, tanto na Rússia.

O seu primeiro voo espacial ocorreu em 1998, como especialista da missão STS-95, a bordo do ónibus (ou vaivém) espacial, durante a qual supervisionou os módulos experimentais da ESA.

Em Outubro de 2003, voltou à órbita terrestre a bordo da Soyuz TMA-3 e visitou a Estação Espacial Internacional durante nove dias, durante uma troca de tripulação.

Pedro Duque está actualmente, também, a leccionar na Escola Técnica Superior de Engenheiros Aeronáuticos, em Madrid.

Em Março de 1995, recebeu a Ordem da Amizade, concedida pelo presidente Boris Ieltsin da Federação Russa. Em Fevereiro de 1999, recebeu a Gran Cruz al Mérito Aeronáutico, das mãos do rei Juan Carlos I de Borbón.

Em Outubro de 1999, Pedro Duque recebeu o Prémio Príncipe de Astúrias de Cooperación Internacional, junto com os astronautas Chiaki Mukai, John Glenn e Valeri Polyakov. O prémio foi concedido por terem sido considerados representantes da cooperação internacional na exploração pacífica do espaço.

sábado, 13 de março de 2021

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13 DE MARÇO - WILLIAM H. MACY

EFEMÉRIDE - William Hall Macy Jr., actor, cenarista, produtor e realizador de cinema norte-americano, nasceu em Miami no dia13 de Março de 1950. Ganhou um Emmy do Primetime e foi nomeado para um Oscar, pelo papel de Frank Gallagher em “Shameless Us”.

Também fez grande sucesso com os papéis de Paul Kirby em “Jurassic Park III”, filme de 2001, e de Dudley Frank no filme “Motoqueiros Selvagens” de 2007.

Desde 2011, contracena na série “Shameless” com a actriz Emmy Rossum, fazendo o papel de Frank Gallagher.

É casado com a actriz Felicity Huffman desde 1997, com quem tem duas filhas: Sofia Grace (2000) e Georgia Grace (2002).

Tem uma estrela no Walk of Fame em Los Angeles, desde 2012.Em 2018, recebeu o Screen Actors Guild Award, como Melhor Actor numa série cómica.

Ao longo da sua carreira, iniciada em 1978, já tem o seu nome ligado a mais de uma centena filmes e séries. 

sexta-feira, 12 de março de 2021

12 DE MARÇO - MARCELINO LIMA

EFEMÉRIDE - Marcelino de Almeida Lima, jornalista, romancista e historiógrafo português, nasceu na Horta em 12 de Março de 1868. Morreu em Lisboa no dia 22 de Janeiro de 1961. Foi autor dos “Anais do Município da Horta” e de vasta bibliografia sobre a ilha do Faial.

Marcelino Lima nasceu na cidade da Horta, onde frequentou a instrução primária, ingressando em 1879 no Liceu da Horta. Empregou-se como funcionário dos Correios e Telégrafos, atingindo o lugar de chefe da Estação Telégrafo-Postal da Horta.

Ingressou muito cedo nas lides jornalísticas, pois com apenas 17 anos de idade já dirigia, com Júlio Lacerda, o semanário literário da ilha do Faial intitulado “O Bibliófilo”, fundado a 31 de Maio de 1885.

Dirigiu também, e foi redactor principal da “Revista Faialense”, um semanário literário e desportivo fundado em 1 de Fevereiro de 1893, e da segunda série do semanário literário e noticioso “O Faialense” (1899), redigido em colaboração com Florêncio Terra e Rodrigo Guerra. Foi colaborador assíduo de múltiplos periódicos, com destaque para os jornais faialenses “O Telégrafo”, “A Democracia”, “Correio da Horta” e “Arauto”.

Embora mantivesse activa colaboração na imprensa periódica, a partir de finais da década de 1920 passou a dedicar-se a estudos históricos e genealógicos, com especial incidência sobre as questões relacionadas com as famílias e a história faialense.

Foi sócio fundador, e por várias vezes presidente, do Ginásio Clube (então grafado Gymnasio Club), agremiação fundada na cidade da Horta em 18 de Maio de 1880. Foi presidente da Sociedade Luz e Caridade e do Grémio Literário Faialense. Fez parte do grupo dramático António Baptista.

Apoiado na obra de Garcia do Rosário, publicou em 1922, uma genealogia das principais famílias faialenses, incluindo notas históricas sobre os seus principais membros.

Fixou-se em Lisboa a partir de 1927, dedicando-se então ao estudo da história faialense. Quando a Câmara Municipal da Horta resolveu redigir os “Anais do Município”, um trabalho que andava em preparação há mais de meio século, decidiu, em sessão de 14 de Agosto de 1939, convidar Marcelino Lima para os redigir.

Marcelino Lima aceitou o convite, conseguindo levar a termo, em 1943, a elaboração dos “Anais”, naquela que é a sua obra de maior vulto.

Marcelino Lima faleceu em Lisboa, deixando inédita a obra “Faial Letrado”, uma listagem dos escritores faialenses. Foi um dos últimos intelectuais da excepcional elite faialense do fim do século XIX, que incluiu escritores como Florêncio Terra, Rodrigo Guerra, Manuel Zerbone, Manuel Garcia Monteiro, Manuel Joaquim Dias, Osório Goulart e Manuel Greaves.

A cidade da Horta homenageou Marcelino Lima na sua toponímia, dedicando-lhe, por decisão da Câmara Municipal de 24 de Outubro de 1979, a artéria onde se encontra instalada a sede do Parlamento Açoriano. 

quinta-feira, 11 de março de 2021

11 DE MARÇO - ASTOR PIAZZOLLA

EFEMÉRIDE - Astor Pantaleón Piazzolla, bandoneonista e compositor argentino, nasceu em Mar del Plata no dia 11 de Março de 1921. Morreu em Buenos Aires, em 4 de Julho de 1992.

Filho de pais italianos, aos quatro anos foi com a família viver em Nova Iorque, em busca de melhores condições de vida. No período vivido nos Estados Unidos, além do espanhol, tornou-se fluente em inglês, italiano e francês, dando asas também ao seu interesse pela música.

Em 1929, ganhou o seu primeiro bandoneón, prenda do seu pai e, em 1933, começou a ter aulas de piano com Bela Wilde, um pianista húngaro discípulo de Sergei Rachmaninoff. Foi em Nova Iorque que o jovem Astor conheceu o cantor argentino do tango, Carlos Gardel, enquanto este estava na cidade para rodar o filme “El Día Que Me Quieras”, onde fazia o papel de um garoto que fazia a entrega de jornais ao domicílio.

Na sua juventude, tocou e realizou arranjos orquestrais para o bandoneónista, compositor e director Aníbal Troilo. Estudou teoria harmónica e contraponto tradicional com a educadora, compositora e directora de orquestra francesa, Nadia Boulanger.

Hoje, normalmente considerado como o compositor de tango mais importante da segunda metade do século XX, ironicamente, quando começou a fazer inovações no tango, no ritmo, no timbre e na harmonia, foi muito criticado pelos tocadores de tango mais antigos. Ao voltar de Nova Iorque, Piazzolla já mostrava a forte influência do jazz na sua música, estabelecendo então uma nova linguagem, seguida até hoje.

Quando os mais ortodoxos, durante a década de 1960, bradaram que a música dele não era de facto o tango, Piazzolla respondia-lhes que era música contemporânea de Buenos Aires. Para os seus seguidores e apreciadores, aquela música certamente representava melhor a imagem da metrópole argentina.

Piazzolla deixou uma vasta e prolífica discografia, tendo gravado com Gary Burton e António Carlos Jobim, entre outros músicos que o acompanharam, como o também notável violinista Fernando Suarez Paz.

Entre os seus mais destacados parceiros na Argentina, estão a cantora Amelita Baltar e o poeta Horacio Ferrer, além do escritor Jorge Luís Borges.

Algumas das suas composições mais famosas são “Libertango” e “Adiós Nonino”. “Libertango” é uma das mais conhecidas, sendo que esta é constantemente tocada por diversas orquestras de todo o mundo.

Em 1973, teve algumas músicas usadas como banda sonora do filme “Toda Nudez Será Castigada”, dirigido por Arnaldo Jabor e adaptado da peça homónima de Nélson Rodrigues. A principal delas foi “Fuga nº 9”, do disco “Música contemporanea de la Ciudad de Buenos Aires”, Vol 1 (1971). Por conta disso, Piazzolla ganhou uma Menção Especial do Júri, como Melhor Banda Sopnora, no Festival de Gramado do mesmo ano.

A canção “Adiós Nonino”, outra das suas mais conhecidas composições, foi feita em homenagem ao seu pai, quando este estava no leito de morte, em 1959.

Astor Piazzolla faleceu aos 71 anos de idade. 

quarta-feira, 10 de março de 2021

10 DE MARÇO - LAURELCLARK

EFEMÉRIDE - Laurel Blair Salton Clark, astronauta e médica norte-americana, nasceu em Ames no dia 10 de Março de 1961. Morreu no Texas, em 1 de Fevereiro de 2003. Foi uma, tripulante do ónibus espacial Columbia que se desintegrou na reentrada da atmosfera, ao final da missão STS-107 da NASA.

Laurel Clark nasceu no estado de Iowa e, desde a juventude, sempre foi praticante de desportos de risco, como o mergulho, o pára-quedismo, o alpinismo e o voo, além do seu gosto natural por aventuras, que a faziam sempre participar em acampamentos em regiões inóspitas e em viagens pelo país.

Laurel frequentou o curso de Medicina e formou-se em Pediatria no Centro de Medicina Naval de Maryland, além de realizar treinos de medicina em mergulho, tornando-se oficial-médica de mergulho da Marinha e passando a integrar o esquadrão médico de submarinos, baseado na Escócia. Nesta posição, ela treinou com escafandristas e mergulhadores da Marinha e realizou várias evacuações médicas de submarinos dos Estados Unidos.

Com as suas experiências e cursos subsequentes na marinha e na aviação naval, tornou-se oficial-médica de submarinos e cirurgiã naval de voo, passando a integrar o esquadrão de ataque nocturno do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, como cirurgiã, praticando a medicina em condições extremas de meio ambiente, atendimento médico através de pára-quedismo e graduou-se como piloto em diversos tipos de aeronaves.

Seleccionada para o grupo de astronautas da NASA em 1996, Clark passou os dois anos seguintes em treino no Centro Espacial Lyndon B. Johnson, em Houston, Texas, até ser qualificada como astronauta especialista de missão em 1998, trabalhando em terra no escritório de cargas da NASA, avaliando, treinando a sua manipulação e estudando as cargas tecnológicas levadas ao espaço pelos ónibus espaciais.

Em 16 de Janeiro de 2003, foi ao espaço pela primeira e única vez, como tripulante da nave Columbia, numa viagem de 16 dias, para uma missão científica de pesquisa, que realizou mais de oitenta experiências em órbita terrestre. Ao fim da missão, em 1 de Fevereiro, a nave desintegrou-se na reentrada da atmosfera, matando todos os tripulantes.

Uma fita de vídeo gravada a bordo da Columbia, fez um registo - poucos minutos antes da reentrada - e foi recuperada nos destroços da nave após a tragédia. Pode-se escuitar aquela que talvez seja a mais comovente conversação da história dos voos espaciais. Minutos antes da sua morte, o Centro Espacial Johnson pediu a Clark que fizesse alguma pequena tarefa final, enquanto a nave reentrava na alta atmosfera terrestre. Ela respondeu que estava ocupada naquele exacto instante, mas que faria o que lhe era pedido num minuto, ao que o controlador em terra respondeu: «Não se preocupe, você tem todo o tempo do mundo». Foi a última gravação na Columbia.

terça-feira, 9 de março de 2021

9 DE MARÇO - THIERRY VIGNERON

EFEMÉRIDE - Thierry Vigneron, antigo atleta francês, especialista de salto com vara, nasceu em Gennevilliers no dia 9 de Março de 1960. Medalha com bronze em Los Angeles 1984, também participou das Olimpíadas de 1980 e 1988.

Bateu ou igualou por cinco vezes o recorde mundial da especialidade, imediatamente antes do reinado do ucraniano Sergey Bubka.

A notoriedade de Thierry começou ainda com a idade de júnior, ao bater em várias ocasiões o recorde mundial dessa categoria (5.45m, 5.52m e finalmente 5.61m). No início da temporada de 1980, arrebatou o recorde europeu de seniores com 5.67m e, mais tarde, o primeiro dos seus recordes mundiais, ao transpor a fasquia colocada a 5.75m, no Meeting de Colombes.

Nessa mesma época, nos Jogos Olímpicos de Moscovo, cedo abandonou a final com três ensaios falhados a 5.55m e a perder o recorde mundial para Władysław Kozakiewicz, que se tornou campeão olímpico com 5.78m. Obteve o seu primeiro grande título internacional no início da época de 1981, por ocasião dos Campeonatos da Europa em Pista Coberta, disputados em Grenoble, ultrapassando a marca de 5,70m. No dia 20 de Junho de 1981, Vigneron retomou o seu recorde do mundo, ao passar 5,80m no decorrer de um encontro internacional de atletismo opondo a França à URSS, em Mâcon.

No início da temporada de 1984, Vigneron venceu os Campeonatos da Europa em Pista Coberta de Gotemburgo. Em Julho, arrebata a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, terminando em igualdade com o americano Earl Bell com 5,60m, indo o título olímpico para o seu compatriota Pierre Quinon. Em 31 de Agosto, no Meeting de Roma, Thierry Vigneron estabeleceu o quinto recorde mundial da carreira com 5,91m, mas o soviético Sergey Bubka consegue 5,94m alguns minutos mais tarde.

Após um segundo lugar obtido nos Jogos Mundiais em Pista Coberta 1985 (precursores dos respectivos Campeonatos do Mundo), Vigneron teve de se submeter uma vez mais a Bubka, na final dos Campeonatos do Mundo de Roma em 1987.

segunda-feira, 8 de março de 2021

8 DE MARÇO - GEORGE STEVENS

EFEMÉRIDE - George Stevens, actor, realizador e produtor de cinema norte-americano, morreu em Lancaster no dia 8 de Março de 1975. Nascera em Oakland, em 18 de Dezembro de 1904.  

Filho de um casal de actores, cedo pisou os palcos teatrais. Ainda adolescente, demonstrou um especial interesse pela fotografia.

Com 17 anos, empregou-se em Hollywood como assistente de câmara, não demorando a ser promovido a cameraman principal, por influência do produtor Hal Roach, que o colocou a trabalhar em algumas comédias de Stan Laurel e Oliver Hardy, como “Two Tars” de 1928 e “Big Business” de 1929. Em 1930, estreou-se como realizador, rodando duas curtas-metragens simultâneas: “Ladies Last” e “The Kickoff”. Foi nos estúdios da RKO Pictures que fez a sua primeira longa-metragem: “The Cohens and Kellys in Trouble” de 1933. Entre 1933 e 1934, Stevens foi um dos realizadores mais profícuos de Hollywood, realizando onze títulos.

O seu primeiro filme de grande sucesso foi “Alice Adams” (“Sonhos Dourados”, 1935), onde fez uma recriação do dia-a-dia de uma pequena cidade norte-americana cuja personagem principal (interpretada por Katharine Hepburn) tenta melhorar as suas condições de vida através de um casamento de interesse, acabando por se apaixonar por um rapaz humilde (Fred MacMurray).

O realizador enveredou depois pelo musical, dirigindo a dupla Fred Astaire -Ginger Rogers em “Swing Time” (“Ritmo Louco”, 1936). As opções de Stevens resultavam bem em termos de bilheteiras. Comprovou-o em “Gunga Din” de 1939, um filme de aventuras desenrolado na Índia, nos finais do Século XIX, e centrado na história de três sargentos ingleses (Cary Grant, Douglas Fairbanks Jr. e Victor McLaglen), que fogem da perseguição de um culto de assassinos.

Seguiram-se outros filmes, que ajudaram a estabelecer uma sólida reputação à sua carreira: “Woman of the Year” (“A Primeira Dama”, 1942) foi o primeiro filme em conjunto do futuro casal Spencer Tracy e Katharine Hepburn e “The More the Merrier” (“Gentes a Mais… Casas a Menos”, 1943), que conferiu a Stevens a sua primeira nomeação para o Oscar de Melhor Realizador. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi operador de câmara no exército norte-americano, tendo filmado momentos cruciais como o desembarque do exército aliado nas praias da Normandia e a libertação dos prisioneiros judeus do campo de concentração de Dachau.

Voltou ao activo com “I Remember Mama” (“O Seu Grande Mistério”, 1948), um melodrama sobre um casal de imigrantes nórdicos que tenta iniciar uma nova vida nos Estados Unidos.

A década de 1950 foi a mais frutuosa para Stevens. Venceu o seu primeiro Oscar com “A Place in the Sun” (“Um Lugar ao Sol”, 1951), um retrato cru da moral norte-americana, que venceu seis Oscars e que guindou ao estrelato os actores Montgomery Clift e Elizabeth Taylor. Seguiram-se “Shane” de 1953, um clássico dos westerns sobre um herói solitário (Alan Ladd) que protege uma família das investidas de um poderoso fazendeiro, e aquela que foi considerada como a sua obra-prima, a saga “Giant” (“O Gigante / Assim caminha a humanidade”, 1956), que retrata o confronto entre um barão de gado (Rock Hudson) e um milionário do petróleo (James Dean), que valeu a Stevens novo Oscar. A partir daí, rodou mais três filmes: “The Diary of Anne Frank” (“O Diário de Anne Frank”, 1959), “The Greatest Story Ever Told” (“A Maior História de Todos os Tempos”, 1965, com Max von Sydow) e “The Only Game in Town” (“Quando o Jogo É o Amor”, 1970).

Morreu vítima de ataque cardíaco. Tem uma estrela na Calçada da Fama, em 1701 Vine Street. 

domingo, 7 de março de 2021

7 DE MARÇO - JOSÉ BENTO PESSOA

EFEMÉRIDE - José Bento Pessoa, ciclista português, nasceu na Figueira da Foz em 7 de Março de 1874. Morreu na mesma cidade em   7 de Julho de 1954. Foi recordista mundial dos 500 metros, em 1897, e venceu o Campeonato de Espanha de Ciclismo em Estrada.

José foi sócio fundador do Ginásio Clube Figueirense. O nome oficial do Estádio Municipal José Bento Pessoa, foi dado em sua homenagem.

De 1892 a 1905, com um interregno entre 1902 e 1905 correu em Espanha, França (Paris) Bélgica (Gand), Suíça (Genebra), Itália (Turim), Alemanha (Berlim) e Brasil (Pará). Em Espanha, disputou provas em Vigo, Corunha, Sevilha, Bilbau, Salamanca, Ávila e Madrid. Na capital de Espanha, esteve continuamente oito meses e, em Paris, dois anos. Em Maio de 1897, na inauguração do Velódromo de Chamartin, Madrid, ganhou a prova internacional e bateu o record mundial dos 500 metros, que pertencia a Edmond Jacquelin, baixando o tempo de 34,6 para 33,2 segundos.

Em Espanha, tornou-se um ídolo, pois em 68 corridas, venceu-as todas. Em 10 de Abril de 1898, no Velódromo de Genebra, na Suíça, perante 20.000 pessoas, bateu o até aí invencível campeão suíço Théodore Champion. Venceria outras corridas em Paris, e em Berlim a 8 de Maio de 1898, talvez o ponto mais alto da sua carreira, venceu o Grande Prémio Zimmerman, à época a prova velocipédica mais importante da Europa, em honra de Arthur Augustus Zimmerman, vencedor do Campeão do Mundo Willy Arend. Conquistou grande número de medalhas e objectos de arte, e entre os prémios pecuniários que obteve conta-se o que ganhou no Pará - «10 contos fortes».

Quando as notícias das vitórias chegavam à sua terra, o entusiasmo dos figueirenses expandia-se em manifestações ruidosas e festivas:  - saíam as filarmónicas, a fachada do Teatro Príncipe iluminava-se e havia marchas - uma loucura.

Quando o campeão vinha descansar, era meia Figueira a festejá-lo. Chegou a ir da estação do caminho-de-ferro até casa, aos ombros dos mais entusiastas.

Em 1 de Setembro de 1901, os clubes ciclistas do país prestaram uma homenagem ao grande campeão. Para lhe ser entregue uma mensagem e um brinde, organizaram a estafeta ciclista Lisboa/Figueira.

José Bento Pessoa foi não só um campeão mundial, o maior ciclista de velocidade do seu tempo, mas também um treinador competente. Faleceu aos 80 anos de idade, na sui cidade natal.

sábado, 6 de março de 2021

6 DE MARÇO - TERESA WRIGHT

EFEMÉRIDE - Maria Teresa Wright, actriz norte-americana premiada com um Oscar, morreu em New Haven no dia 6 de Março de 2005.Nascera no Harlem, em Nova Iorque, em 27 de Outubro de 1918.

Durante o ensino médio, Teresa interessou-se pela carreira de actriz e, nas férias de Verão, passou a actuar em produções teatrais em Provincetown, Massachusetts. Após se ter graduado no ensino médio, em 1938, voltou à cidade de Nova Iorque, onde foi contratada como substituta do papel de Emily (interpretada por Dorothy McGuire e, mais tarde, por Martha Scott) na peça “Our Town” de Thornton Wilder. Ela assumiu o papel, quando Scott se deslocou para Hollywood a fim de filmar a adaptação da mesma peça.

A partir de 1939, Teresa actuou no papel de Mary Skinner na peça “Life with Father”. Foi então descoberta por um caça talentos contratado por Samuel Goldwyn para encontrar uma jovem actriz para interpretar o papel de Alexandra Giddens na adaptação da peça “The Little Foxes” de Lillian Hellman. Ela assinou imediatamente um contrato de cinco anos em Hollywood, mas assegurou a imagem de actriz séria numa cláusula em que afirmava que «não posaria para fotografias vestindo com fato de banho ou calções».

Em 1941, Teresa foi nomeada para o Oscar de Melhor Actriz coadjuvante, pela sua performance de estreia no cinema em “The Little Foxes”. No ano seguinte, foi nomeada novamente, então como Melhor Actriz principal, em “The Pride of the Yankees”, onde interpretou a esposa do jogador de basebol Lou Gehrig, vivido por Gary Cooper. Nesse mesmo ano, venceu como Melhor Actriz coadjuvante pela sua actuação no filme “Mrs. Miniver”. Até hoje, nenhum outro actor conseguiu ser nomeado para os Oscars pelos seus três primeiros filmes.

Em 1943, Goldwyn cedeu temporariamente Teresa à Universal Studios, para o filme “Shadow of a Doubt”, dirigido por Alfred Hitchcock. Outros filmes notáveis da actriz incluem “The Best Years of Our Lives” (1946), vencedor do Oscar de Melhor Filme, e “The Men”, o primeiro filme de Marlon Brando.

Teresa rebelou-se contra o sistema dos estúdios da época. Quando foi demitida por Goldwyn pela sua recusa em promover o filme de 1948 “Enchantment”, ela não expressou arrependimento em perder o seu salário de 5 mil dólares por semana. Ela afirmou, na época, que «o tipo de contrato entre actores e produtores é antiquado na forma e abstracto no conceito. Não há privacidade nossa que os produtores não possam invadir. Tratam-nos como gado, mandam em nós como se fossemos crianças».

A partir de 1955, Teresa passou a actuar mais em peças de teatro e na televisão. Em 1957, foi nomeada para um Emmy por “The Miracle Worker” e, em 1960, por “The Margaret Bourke-White Story. Em 1975, actuou em “A Morte de um Caixeiro Viajante” e, em 1980, em “Morning’s at Seven” na Broadway.

Os seus papéis mais recentes no cinema foram: em 1980, “Somewhere in Time” e, em 1997, “The Rainmaker”, adaptação de Francis Ford Coppola do romance com o mesmo nome de John Grisham.

Teresa faleceu de ataque cardíaco, aos 86 anos de idade. Foi casada com o escritor Niven Busch, de 1942 a 1952. O casal teve dois filhos. Em 1959, casou com o dramaturgo Robert Anderson, separando-se em 1978, mas permaneceram bons amigos até a morte da actriz.

sexta-feira, 5 de março de 2021

5 DE MARÇO - ROBERT CURBEAM

EFEMÉRIDE - Robert Lee Curbeam Jr., ex-astronauta e aviador norte-americano, veterano de três missões ao espaço, nasceu em Baltimore no dia 5 de Março de 1962.

Formado em Engenharia Aeroespacial pela Academia Naval dos Estados Unidos em 1984, serviu como piloto no Mediterrâneo, no Caribe e no Oceano Índico a bordo do porta-aviões USS Forrestal. Nos anos 1980, como integrante do seu esquadrão de combate, fez o curso dos TOPGUNS da Marinha.

Após cursar a Escola de Piloto de Teste Naval dos Estados Unidos em 1991, serviu como oficial de projecto do sistema de mísseis ar-terra do caça F-14. Em 1994, regressou à Academia Naval como instrutor do Departamento de Engenharia de Armas e Sistemas.

Curbeam entrou para a NASA em Dezembro de 1994 e treinou durante um ano no Centro Espacial Lyndon B. Johnson em Houston, Texas, onde - após avaliação - passou a integrar o corpo de astronautas da agência espacial.

O seu primeiro voo ao espaço ocorreu em 1997, como especialista de missão da STS-85 Discovery, passando doze dias no espaço. Ao voltar, assumiu as funções de CAPCOM, responsável pela transmissão de voz entre Houston e todas as tripulações de ónibus espaciais e de integrantes das expedições à Estação Espacial Internacional.

Em Fevereiro de 2001, foi novamente à órbita terrestre com a nave Atlantis, na missão STS-98, que integrou o módulo científico Unity à estrutura da ISS. Nos sete dias em que o ónibus espacial esteve acoplado à estação, ele passou um total de dezanove horas em actividades extra-veiculares, em três etapas diferentes no vácuo.

A sua terceira missão espacial foi em Dezembro de 2006 quando integrou a tripulação da STS-116 Discovery, que instalou mais equipamentos e secções à estrutura da estação em construção.

No total das suas três missões, Curbeam acumulou 901 horas no espaço, 45 horas em actividades extra-veiculares e é o astronauta que, até hoje, realizou mais caminhadas espaciais numa única missão: quatro, durante a expedição STS-116 da Discovery, em 2006.

Em Dezembro de 2007, ele anunciou o seu desligamento da NASA, para trabalhar no sector privado da indústria norte-americana.

quinta-feira, 4 de março de 2021

4 DE MARÇO - GINETTE HAMELIN

EFEMÉRIDE - Ginette Hamelin (Ginette Sylvere, nome de solteira), engenheira e arquitecta francesa, que se tornou membro da resistência francesa e oficial de inteligência na Segunda Guerra Mundial, nasceu em Clermont-Ferrand no dia 4 de Março de 1913. Morreu no campo de concentração de Ravensbrück, em 14 de Outubro de 1944.

O pai era o major Antoine Sylvère, que liderou um grande grupo de resistentes na região sudoeste da França. A irmã era a cantora Jany Sylvaire. Ginette estudou Engenharia e Arquitectura na Escola Especial de Obras Públicas, onde foi a primeira mulher a formar-se nessa área. Casou com N. Hamelin, cunhado do futuro primeiro-ministro Jacques Chaban-Delmas. Em 1934, Ginette Hamelin tornou-se membro da Juventude Comunista da França.

O marido de Ginette foi morto em 1940 e ela juntou-se à Resistência em 1941. Ginette fazia parte da Frente Nacional de Libertação e Independência da França juntamente com sua irmã. Elas lutaram ao lado de André Debon.

Ginette juntou-se aos franco-atiradores e Partisans, onde se tornou segunda-tenente e também chefe de um serviço de inteligência.

No dia 13 de Abril de 1943, foi capturada e enviada para Fort de Romainville. De lá, foi deportada para o campo de concentração de Ravensbrück em 29 de Agosto, vindo a falecer mês e meio mais tarde. Tinha 31 anos de idade.

O seu nome está inscrito nos memoriais de guerra de Joigny e Auxerre. Uma praça no 12º bairro de Paris recebeu o seu nome em 2003.

quarta-feira, 3 de março de 2021

3 DE MARÇO - PEDRO COSTA

EFEMÉRIDE - Pedro Costa, realizador de cinema português com reconhecimento internacional, nasceu em Lisboa no dia 3 de Março de 1959. É filho do jornalista e realizador de televisão Luís Filipe Costa.

Estudou na Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa, tendo sido aluno, entre outros professores, do cineasta António Reis, que sobre elei exercerá uma grande influência.

Realizou a sua primeira longa-metragem em 1989: “O Sangue”. No mesmo ano, António Reis realizava o seu último filme: “Rosa de Areia”.

Pedro Costa abandonou o Curso de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa para se dedicar ao cinema. Inicia esta actividade como assistente de realização de Jorge Silva Melo e de João Botelho.

A sua obra segue de perto a tradição lançada em Portugal por Manoel de Oliveira e António Campos, a do cinema inspirado no conceito de antropologia visual, tradição amplamente explorada por cineastas como António Reis ou Ricardo Costa, recorrendo com frequência a um género com importante tradição no cinema português, a docuficção.

Realizou, no início dos anos 1990, o filme “Casa de Lava”, rodado em Cabo Verde. Os habitantes dos locais de filmagem entregaram ao realizador um conjunto de cartas para que este as entregasse aos seus familiares em Portugal. Estas cartas conduziram Pedro Costa ao Bairro das Fontainhas e aos seus habitantes, que continua a filmar hoje, largos anos após a demolição do Bairro.

O filme “No Quarto da Vanda” valeu-lhe o Prémio France Culture atribuído ao Cineasta Estrangeiro do Ano, no Festival de Cannes de 2002. “Juventude em Marcha” (2006) foi um dos filmes candidatos à Palma de Ouro, o prémio máximo do Festival de Cannes.

Em 2010, a Cinemateca Francesa dedicou uma retrospectiva à obra de Pedro Costa. Em Setembro de 2012, no Festival Internacional de Cinema de Split, Pedro Costa foi galardoado com um prémio de carreira.

O realizador conta, actualmente, com uma série de premiações no Festival de Cinema de Locarno. Em 2014, foi-lhe atribuído o Leopardo para a Melhor Realização, por referência ao seu filme “Cavalo Dinheiro”. Em 2019, venceu o prémio máximo do mesmo Festival, o Leopardo de Ouro, pelo filme “Vitalina Varela”. Foi o segundo realizador português a receber este prémio, depois de José Álvaro Morais pelo filme “O Bobo”, em 1987. Simultaneamente, Vitalina Varela recebeu o Leopardo para a   Melhor Actriz, pela sua interpretação no filme seu homónimo.

terça-feira, 2 de março de 2021

2 DE MARÇO - JOÃO ALFACINHA DA SILVA

EFEMÉRIDE - João Alfacinha da Silva, que usava o pseudónimo “Alface”, escritor, jornalista, guionista para televisão, publicitário e dramaturgo português, morreu em Lisboa no dia 2 de Março de 2007. Nascera em Montemor-o-Novo, em 24 de Março de 1949.

Nasceu no Alentejo, mas foi em Lisboa que passou grande parte da sua vida. Após estudar Direito e Psicologia, cursos que nunca completou, trabalhou no jornal “República”, na Emissora Nacional e na Rádio Comercial. Escreveu textos para os programas televisivos “Ensaio” e “Impacto”, do produtor João Martins, antes do 25 de Abril de 1974.  Foi um dos fundadores da cooperativa Cinequipa e coordenou um grupo de argumentistas de telenovelas, na NBP, para a TVI.

A sua estreia literária deu-se em 1977, com “Os Lusíadas”, em parceria com Manuel Silva Ramos, edição da Assírio & Alvim. Este livro faz parte de uma trilogia, juntamente com “As Noites Brancas do Papa Negro” (1982) e “Beijinhos” (1996), editados na Fenda.

Em 2004, publica o seu único romance, “Cá vai Lisboa”, sobre um presidente de câmara (personagem de ficção, mas provavelmente com alguns traços de anteriores presidentes da Câmara de Lisboa).

Na época da sua morte, estava a traduzir, para a editora D. Quixote, as 900 páginas do romance “Lês Bienveillantes”, do norte-americano Jonathan Litell, que ganhou o Prémio Goncourt de 2006.

Faleceu aos 57 anos de idade, vítima de um AVC, quando participava numa Comunidade de Leitores dedicada ao seu romance, “Cá Vai Lisboa”, animada por Maria João Seixas e que decorria na Culturgest, em Lisboa.

João Alfacinha da Silva era casado com a pintora Gina Frazão, tinha duas filhas e dois netos. O seu corpo foi velado na Igreja S. João de Brito, em Lisboa, sendo sepultado no Cemitério Municipal de Montemor-o-Novo, sua terra natal.

segunda-feira, 1 de março de 2021

1 DE MARÇO - RON HOWARD

EFEMÉRIDE - Ronald William “Ron Howard, actor, realizador e produtor de cinema norte-americano, nasceu em Duncan, Oklahoma, no dia 1 de Março de 1954.

Ganhou notoriedade como Opie Taylor, na comédia “The Andy Griffith Show”, durante oito anos e, mais tarde, como adolescente Richie Cunningham na série “Happy Days”.

Fez aparições em filmes como “American Graffiti” (1973) e “Grand Theft Auto” (1977), que também marcou a sua estreia como realizador.

Deixou a série “Happy Days” em 1980, para se focar na realização e, desde então, passou a dirigir inúmeros filmes, incluindo o vencedor do OscarCocoon, Apollo 13”, “Uma Mente Brilhante” (Oscar de Melhor Realizador em 2002) e “How the Grinch Stole Christmas”.

Recebeu duas nomeações parta os Globos de Ouro, na categoria de Melhor Realizador, em 1995 e 2001; duas nomeações para os BAFTA, categoria de Melhor Realizador (2001), e produtor do Melhor Filme (2000); e uma nomeação para o Oscar de Melhor Realizador em 2008), com “Frost/Nixon”.

Ron Howard é filho do actor Rance Howard e irmão do também actor Clint Howard, além de ser pai da actriz Bryce Dallas Howard.

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