sábado, 10 de dezembro de 2022

10 D DEZEMBRO - ALBERTO FERREIRA

EFEMÉRIDE - Alberto Ferreira, professor, jornalista, escritor e militante político português. morreu em Lisboa no dia 10 de Dezembro de 2000. Nascera na mesma cidade em 5 de Outubro de 1920.  

Diplomado pela Escola de Regentes Agrícolas de Santarém, Alberto Ferreira percorreu o país no exercício da sua profissão de técnico agrário.

Posteriormente, licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Professor do ensino secundário desde 1974, passou a leccionar Cultura Portuguesa na Faculdade onde estudou, a partir de 1977.

Colaborou activamente nas revistas “Vértice” e “Seara Nova”, chegando a ser director desta última. Publicou diversos ensaios e obras de ficção.

Foi um resistente antifascista lúcido e íntegro. A sua obra representou a voz da oposição contra a repressão salazarista. Com o seu afecto e a sua cultura marcou várias gerações de alunos.

Era militante do PCP desde 1942 e foi uma voz da referência na década de 1960. Tornou-se principalmente conhecido do grande público pela publicação da monumental obra, em quatro volumes, “Bom senso e bom gosto (Questão coimbrã)” em colaboração com a esposa, Maria José Marinho, e do romance-ensaio “Diário de Édipo”, publicado em 1965, com três edições, que representou, durante algum tempo, a voz da oposição contra a repressão do Estado-Novo.

Pertenceu também a uma equipa pedagógica que ministrava, em horário pós-laboral, na Cooperativa dos Trabalhadores de Portugal, um curso para adultos politizados ou em vias de politização com “aulas livres” sobre os períodos históricos. As aulas eram um misto de aprendizagem das ferramentas históricas e de sessões de demarcação do regime fascista.

Em Outubro de 1963, foi preso e levado para o Aljube onde, durante seis meses, foi sujeito a várias torturas como a tortura do sono. Depois da sua libertação, continuou a perseguição política e foi proibido de leccionar no ensino público. Só reiniciou a carreira de professor após a Revolução do 25 de Abril.

Já bastante doente (sofria da doença de Parkinson), ainda publicou dois romances. Faleceu aos 80 anos, deixando um vasto acervo de documentação, que foi doado à Biblioteca Nacional.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

9 DE DEZEMBRO - JOHN CASSAVETE

Frequentemente chamado de o «pai do cinema independente dos Estados Unidos», tornou-se uma referência no seu país por conta do seu estilo autoral e quase artesanal de trabalho, o qual incluía orçamento reduzido, produção independente e a mesma equipa de técnicos e actores - geralmente amigos do cineasta.

Como actor, é mais conhecido pela sua actuação em “Os 12 Condenados” e “O Bebé de Rosemary”.

Filho de imigrantes gregos, Nicholas John Cassavetes e Katherine Demetri, cresceu em Long Island e cursou o curso secundário na Blair Academy, de Nova Jérsei, antes de estudar na American Academy of Dramatic Arts. Após se graduar em 1950, seguiu a actuar no teatro, fez pequenos papéis em filmes e começou a trabalhar na televisão, onde actuou na série “Alcoa Theatre”.

Durante aquele tempo, conheceu e casou-se com a actriz Gena Rowlands. Em 1956, Cassavetes começou a ensinar actuação teatral com palestras em Nova Iorque. Foi durante um seminário que surgiu em Cassavetes a ideia de escrever e dirigir um filme sobre a improvisação. Este foi “Shadows”, seu filme de estreia, em 1959.

Cassavetes angariou recursos para a produção de seu filme junto de amigos e familiares. Não conseguindo distribuidores nos Estados Unidos, o jovem cineasta levou “Sombras” para a Europa, onde o filme foi contemplado com o Prémio da Crítica no Festival de Veneza. Distribuidores europeus lançaram o filme mais tarde.

Embora o público norte-americano tenha desprezado “Sombras”, a obra chamou a atenção dos estúdios de Hollywood. Assim, Cassavetes mudou-se e produziu dois filmes para Hollywood, no começo da década de 1960: “A Canção da Esperança” (1961) e “Minha Esperança É Você” (1963). Neste último, um desentendimento com um produtor levou Cassavetes a desistir do cinema dos grandes estúdios e foi o passo definitivo para se tornar um realizador independente.

Paralelamente à carreira de cineasta, Cassavetes actuou em filmes como “Os 12 Condenados” (de Robert Aldrich, 1967), pelo qual recebeu a nomeação para o Oscar de Melhor Actor coadjuvante) e “O Bebéde Rosemary” (de Roman Polanski, 1968). Outras notáveis aparições incluem “The Killers” (de Donald Siegel, 1964) e “A Fúria” (de Brian DePalma, 1978).

O seu próximo filme como director (e sua segunda obra independente) foi “Faces”, filme que teve no elenco a esposa Gene Rowlands. Adaptado de uma peça teatral do próprio cineasta, “Faces” relatava a lenta desintegração de um casamento e recebeu três nomeações para os Oscars - Melhor Guião Original, Melhor Actor coadjuvante (para Seymour Cassel, que acompanharia Cassavetes em outras produções do cineasta) e Melhor Actriz coadjuvante ia (para Lynn Carlin).

A seguir, viriam “Husbands”, de 1970, o qual estrelaram Cassavetes, Peter Falk e Ben Gazzara, outro actor que acompanharia o cineasta nas suas produções. No ano seguinte, foi lançado “Tempo de Amar” (ou “Assim falou o amor”), com Gene Rowlands e Seymour Cassel no elenco.

As suas três obras-primas durante os anos 1970 foram produções independentes. “Uma Mulher sob Influência”, de 1974, no qual Gena Rowlands actuou de modo brilhante como uma problemática incompreendida dona de casa de classe média-baixa norte-americana. Ela recebeu uma nomeação para o Oscar de Melhor Actriz, enquanto Cassavetes foi nomeado para ao Prémio de Melhor Director.

Ben Gazzara protagonizou o dono de um clube de strip em “A Morte de um Apostador Chinês”, de 1976. Em “Noite de Estreia”, de 1977, Gena Rowlands, John Cassavetes e Ben Gazzara encontraram-se (Peter Falk aparece no final do filme num papel não creditado). Rowlands fez o papel de uma actriz em crise por ter visto uma de suas fãs morrer, ao mesmo tempo que lida com uma complicada produção teatral na qual ela se sente insegura de interpretar um papel complexo no qual não consegue identificar-se. Por este papel, Rowands recebeu uma nomeação para o Globo de Ouro como Melhor Actriz - Drama em 1978.

Um de seus filmes mais populares foi “Glória”, de 1980, estrelado por Rowlands que recebeu a sua segunda nomeação para o Oscar. Quatro anos depois, Cassavetes dirige “Amantes”, obra em que actua também com Rowlands, o último de ambos juntos. E “Um Grande Problema”, de 1986, seria o último filme do realizador.

Cassavetes morreu de cirrose hepática em 1989, aos 59 anos, deixando a esposa Gene Rowlands e três filhos. Um deles, Nick Cassavetes, seguiu os passos do pai como actor e director.

Foi sepultado no Westwood Village Memorial Park Cemetery. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

8 DE DEZEMBRO - ANTÓNIO FERREIRA

EFEMÉRIDE - António da Rocha Cunha Ferreira, realizador de cinema português, nasceu em Coimbra no dia 8 de Dezembro de 1970.

Programador informático até 1990, ingressou em 1994 no Curso de Realização da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. Em 1996, muda-se para Berlim e aí estuda na Academia de Cinema e Televisão (Deutsche Film- und Fernsehakademie Berlin -DFFB).

Em 2000, a sua curta-metragem “Respirar - Debaixo D’Água”, foi seleccionada para o Festival de Cannes, tendo ganho diversos prémios internacionais, entre os quais, um a Alexandre Pinto, o Prémio de Melhor Actor no Festival de Cinema Independente de Nova Iorque desse ano.

Esquece Tudo o que Te Disse”, de 2002, foi a primeira longa-metragem de António Ferreira.

Numa incursão pelo meio musical, assinou a realização do registo da actuação dos Humanos no Coliseu dos Recreios, denominado “Humanos ao Vivo no Coliseu dos Recreios de Lisboa” (2005), que viria a ser parte integrante do lançamento de “Humanos ao Vivo”.

Em 2006, realizou o documentário “Humanos - A Vida em Variações” consequência do trabalho que realizou ao longo de um ano com os músicos que adaptaram as canções nunca editadas de António Variações e que também seria incluído no “Humanos ao Vivo”.

Inspirado na canção popular portuguesa Laurindinha”, António Ferreira realizou uma curta-metragem de 15 minutos intitulada “Deus Não Quis” (2007), que subverte a letra original da canção, mostrando o seu lado mais obscuro, revelando o apelo perverso desta aos homens para combaterem na guerra.

Em 2010, estreia aquela que será a sua segunda longa-metragem, “Embargo”, uma adaptação do conto homónimo de José Saramago, retirado do livro de contos intitulado “Objecto Quase”.

Em 2011, encena a sua primeira peça de teatro “As Lágrimas Amargas de Petra von Kant” de Fassbinder, para o Teatro Nacional D. Maria II, protagonizada pela actriz Custódia Gallego.

Em 2012, realiza o filme “Posfácio nas Confecções Canhão”, no âmbito de Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012.

Em 2018, realiza o filme “Pedro e Inês”, uma adaptação do romance “A Trança de Inês” de Rosa Lobato de Faria.

É membro fundador da Academia Portuguesa de Cinema e da Associação de Produtores de Cinema e Audiovisual (APCA). É membro da APACI - Associação de Cineastas Paulistas.

Dirige a produtora Persona Non Grata Pictures sediada no Brasil e em Portugal, com a qual produz ficção e documentários dos mais diversos realizadores.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

ENRICO MACIAS - "Le Mendiant De L'amour" (1980)

7 DE DEZEMBRO - MANUELA BRAVO

EFEMÉRIDE - Maria Manuela de Oliveira Moreira Bravo, cantora portuguesa que em 1979 venceu o Festival da Canção com o tema “Sobe, sobe, balão sobe”, nasceu em Queluz no dia 7 de Dezembro de 1957.

A primeira vez que Manuela Bravo se apresentou ao público foi aos 5 anos num Concurso infantil do Cinema Éden. O seu pai, Loubet Bravo, era um conhecido cantor de fado de Coimbra.

Apareceu no programa Canal 13 e foi convidada por Mário Martins a gravar para a Valentim de Carvalho. Em Janeiro de 1974, lançou o seu primeiro single, com duas canções de José Cid, “Nova Geração” e “Another Time”, onde surge acompanhada pelo Quarteto 1111.

Em 1975, gravou novo single, desta vez com arranjos e orquestrações de Jorge Palma, sendo as duas composições, “Tínhamos Vinte Anos” e “Soldado-Escravo”, da autoria de Tozé Brito.

Lançou alguns singles em 1977 e colaborou com Paco Bandeira no Festival RTP da Canção desse ano. Já tinha cinco discos gravados e aparecido em programas da RTP, como Domingo à Noite, A Feira, Nicolau no País das Maravilhas e Ligeiríssimo.

Em 1979, venceu o Festival RTP da Canção com o tema “Sobe, Sobe, Balão Sobe” da autoria do conhecido compositor Nóbrega e Sousa a quem tinha sido sugerida pela cantora Mara Abrantes.

Chegaram vários convites para gravar no estrangeiro, mas recusou porque o curso de Direito era a sua prioridade. Ainda no ano de 1979, lançou um novo single com os temas “Adeus Amor” e “Até Quando” da autoria de Tozé Brito.

Recordações”, uma adaptação de Cristiana Kopke de um sucesso da época, foi o seu grande êxito de 1980. Participou no Festival RTP da Canção de 1981 com a canção “Quando A Banda Chegar”.

Em 1985, surge com novo visual e novo estilo. Na editora Orfeu lanço um single com versões em português assinadas por Nuno Gomes dos Santos para os temas “Tango” (Rainer Pietsch/Werner Shuler) e “Não Sei Porquê” (Harry Tschebiner/Werner Shuler) interpretados originalmente por Ingrid Peters. Em 1986, obtém grande sucesso com o single “O Meu Herói”.

Em 1989, foi editado o álbum “Óculos de Sol” que inclui canções como “Pintei-me com um Raio de Sol” (Paulo de Carvalho), “Namoro” (Fausto), “Maria Faia”, “Óculos de Sol” ou “Só o Amor É Arco-Íris”. Grava para a RTP o programa Deixem Passar a Música.

Através ainda da editora Discossete lançou, em 1992, o LP “Canções Que Me Fazem Feliz” com vários temas de Ricardo Landum e Toy.

Em Dezembro de 1995, a editora Soprosom editou o álbum “A Preto e Branco” com vários temas de Ricardo Landum e José Félix. Na altura já revelava o interesse em gravar um disco de fados de Coimbra e outro de música evangélica.

Em 1996, gravou um disco de fado de Coimbra, em homenagem ao seu pai, mas viu-se envolta em polémica pois os meios mais tradicionais não aceitam que esse estilo seja cantado por mulheres. O disco “Intenções” foi gravado com António Pinho Brojo e o seu Quarteto de Guitarras.

Durante cerca de 10 meses, em 1999 e 2000, desempenhou o papel de Celeste Rodrigues no musical “Amália” de Filipe La Féria.

No ano de 2002, confessava em entrevista que pretendia retomar a sua carreira lançando uma compilação das melhores músicas que cantou e que ficaram perdidas nos registos em vinil. Um dos temas seria “Bravo”, previsto para o álbum “Intenções” de 1996. Também confessava que gostaria de experimentar o trabalho de actriz de televisão. No Verão de 2002, começou a cantar fado no restaurante típico A Severa. Pelo meio fez uma edição de autor do CD “Intenções”.

Em 2004, gravou um master de um novo álbum (a compilação “Este Bravo Que Sou”), mas não encontrou editora. Em 2005 participou no espectáculo MUSICATTOS BEST OF BRODWAY, produzido por Óscar Romero, onde vivia o papel de Grizabella, a cantar “Memory”.

O ano de 2014 foi o ano de comemoração dos seus 40 anos de carreira. Contrapalco Convida Manuela Bravo foi um espectáculo-concerto em cena por vários pontos do país, onde a cantora contracena com André Faria e Sérgio Pancadas, numa produção de Nellson de Souza e Ricardo Figueira.

Haverá um novo CD comemorativo e também um DVD.

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

6 DE DEZEMBRO - ALBERTO CONTADOR

EFEMÉRIDE Alberto Contador Velasco, ciclista profissional espanhol, nasceu em Pinto, Madrid, no dia 6 de Dezembro de 1982. Especialista em subidas (escalador), com bons desempenhos em montanhas.

Alberto Contador não participou no Tour de France 2006 devido a alegações de envolvimento com o caso de doping conhecido como “Operación Puerto”. Contudo, foi ilibado de todas as acusações em Julho de 2006, juntamente com quatro outros elementos da sua equipa de então, a Liberty Seguros.

Foi o vencedor do Tour de France 2007, ganhando uma etapa e beneficiando da desqualificação, a quatro etapas do fim, de líder Michael Rasmussen. Não participou no Tour de 2008, porque a sua equipa não tinha sido convidada. No ano seguinte, voltou a ganhar o Tour, tendo vencido 3 etapas.

Em 2010, voltou a repetir a vitória, mas desta vez não conseguiu ganhar nenhuma etapa. No fim do Tour, foi anunciado o seu teste positivo por “Clenbuterol”, num controlo antidoping realizado antes da etapa 17, com final no Col du Tourmalet. Contador viu-lhe tirada a vitória neste Tour, a favor de Andy Schleck, do Luxemburgo, que de lá para cá não fez mais nada no ciclismo, aposentando-se.

Contador foi também vencedor do Giro d’Italia (2008 e 2015) e da Vuelta a España de 2008/2012/2014. Ele é considerado um dos melhores ciclistas do seu tempo.

Venceu outras competições de renome, como por exemplo a Vuelta al País Vasco e o Paris-Nice. Era também um excelente contra-relogista, tendo até batido Fabian Cancellara no Tour de France de 2009.

No Tour de 2014, caiu numa das etapas, tendo fracturado uma tíbia, o que culminou com o seu abandono da prova, mas voltou aos pedais na Vuelta, vencendo de forma impressionante a prova espanhola. Foi coroado com o título de Melhor Ciclista de 2014.

Em Fevereiro de 2012, Contador foi sancionado com dois anos de suspensão, pelo Tribunal Arbitral do Desporto (CAS), confirmando o controlo antidoping positivo, pela presença da substância proibida “Clembuterol” no Tour de France 2010.

Contador enfrentou uma suspensão de toda a actividade desportiva de dois anos, mas com efeitos retroactivos a 2010, o que significou que ficou de fora das corridas somente durante cinco meses, até Agosto de 2012. Ainda assim, não pôde alinhar na edição de 2012 da Volta a França. Foi desapossado da camisola amarela da Volta a França de 2010 e da camisola rosa do Giro d’Italia de 2011, juntamente com os demais resultados conquistados naquele período.

Em 2018, ingressou no canal de televisão “Eurosport España”, para o qual passou a comentar as provas de ciclismo.

Alberto Contador casou com Macarena Pescador em Novembro de 2011, após dez anos de vida em comum. Tem um filho nascido em 2018. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

5 DE DEZEMBRO - MANUEL DOS SANTOS

EFEMÉRIDEManuel António dos Santos, político português, nasceu em Mirandela no dia 5 de Dezembro de 1943.  

Foi deputado no Parlamento Europeu pelo Partido Socialista (PS), fez parte do Partido dos Socialistas Europeus de 2001 a 2009 (5ª e 6ª legislaturas) e de 2016 a 2019 (8ª legislatura), após a renúncia ao mandato de Elisa Ferreira.

Foi secretário de Estado do Comércio no XIII Governo Constitucional de Portugal, liderado por António Guterres. Foi vice-presidente do Parlamento Europeu entre 2005 e 2009.

Em Junho de 2017, numa publicação na rede social Twitter, acusou Luísa Salgueiro, então deputada do PS na Assembleia da República eleita pelo círculo do Porto, de «alinhar com os centralistas» e de «pagar favores» ao votar a favor da candidatura de Lisboa a sede da Agência Europeia de Medicamentos, qualificando-a de «cigana e não é só pelo aspecto». A publicação mereceu repúdio generalizado no seio do PS, incluindo do próprio secretário-geral, António Costa, que defendeu a expulsão de Manuel dos Santos do PS, de quem disse que «desonra o seu passado», constituindo «uma vergonha para o PS».

Em Maio de 2020, a Comissão de Jurisdição Distrital do Porto do PS deliberou aplicar a pena de expulsão da militância no PS a Manuel dos Santos, que recorreu da deliberação para a Comissão Nacional de Jurisdição do PS.

Em Abril de 2021, a Comissão de Jurisdição Nacional do PS concedeu provimento parcial ao recurso de Manuel dos Santos, substituindo a pena de expulsão pela pena de suspensão do direito de eleger e ser eleito para cargos partidários até dois anos. Recorreu da decisão da Comissão de Jurisdição Nacional para o Tribunal Constitucional, que - em Junho de 2021 - concedeu provimento ao recurso de Manuel dos Santos e anulou a pena de suspensão do direito de eleger e ser eleito para cargos partidários até dois anos, devido a vícios procedimentais, uma vez que não foram ouvidas no processo de expulsão as testemunhas arroladas por Manuel dos Santos, nem o mesmo foi notificado para se pronunciar sobre a não audição dessas testemunhas. Manteve, assim, a condição de militante do PS.

domingo, 4 de dezembro de 2022

4 DE DEZEMBRO - DIOGO JOTA

EFEMÉRIDEDiogo Jota, de seu nome completo Diogo José Teixeira da Silva, futebolista português que actua como avançado e joga presentemente no Liverpool FC, nasceu em Massarelos no dia4 de Dezembro de 1996.

Após se destacar no Wolverhampton WFC, foi contratado pelo Liverpool em Setembro de 2020, por 45 milhões de libras.

Inicialmente suplente na nova equipa, logo se firmou e assumiu a titularidade no lugar do brasileiro Roberto Firmino. Diogo teve uma excelente actuação no dia 27 de Outubro, ao marcar um golo na vitória por 2 a 0 sobre o FC Midtjylland, na Liga dos Campeões da UEFA.

Do seu palmarés, fazem parte: pelo Wolverhampton Wanderers o EFL Championship, em2017/2018; pelo Liverpool a Taça da Liga Inglesa e a Taça de Inglaterra, em 2021/2022; e a Liga das Nações da UEFA 2018/2019 pela Selecção de Portugal.

sábado, 3 de dezembro de 2022

MANUELA BRAVO – ""Sobe, sobe, balão sobe"

3 DE DEZEMBRO - CRUZEIRO SEIXAS

EFEMÉRIDE - Artur Manuel Rodrigues do Cruzeiro Seixas, «homem que pinta» (a designação de pintor aborrecia-o) e poeta português, nasceu na Amadora em 3 de Dezembro de 1920. Morreu em Lisboa no dia 8 de Novembro de 2020.

Frequentou a Escola António Arroio, onde fez amizade com Mário Cesariny, Marcelino Vespeira, Júlio Pomar e Fernando Azevedo.

Em meados da década de 1940 aproximou-se pelo neo-realismo, de que se afasta quando aderiu aos princípios do surrealismo. Juntamente com Mário Cesariny, António Maria Lisboa, Carlos Calvet, Pedro Oom e Mário-Henrique Leiria, entre outros, integra o Grupo Surrealista de Lisboa, resultante da cisão do recém-formado movimento surrealista português. Participa na exposição desse grupo em 1949 (1ª Exposição dos Surrealistas, Lisboa).

Em 1950, alista-se na Marinha Mercante e viaja até África, Índia e Ásia. Em 1951, fixa-se em Angola, desenvolvendo actividade no Museu de Luanda. Data desse tempo o início da sua produção poética. Realizou as primeiras exposições individuais, que levantam um acalorado movimento de opinião (a primeira de desenhos sobre a evocação de Aimé Cesaire, em 1953; a segunda principalmente de objectos e colagens, 1957).

Regressa a Portugal em 1964. Em 1966, foi convidado por Natália Correia para ilustrar a célebre obra “Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica”.

Recebe uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian em 1967. Nesse mesmo ano, realiza uma pequena retrospectiva na Galeria Buchholz (com folha volante de Pedro Oom e prefácio de Rui Mário Gonçalves) e expôs na Galeria Divulgação, Porto. Em 1970, expõe individualmente na Galeria de S. Mamede, Lisboa, um conjunto de desenhos «de uma imagética cruel, ilustrações possíveis de Lautréamont».

Trabalha como programador nas Galerias 111 e São Mamede, Lisboa. Viajou pela Europa; entra em contacto com membros do surrealismo internacional. Radica-se no Algarve na década de 1980, trabalhando como programador de diversas galerias. Colabora em revistas internacionais ligadas ao surrealismo, a que sempre se manteve fiel.

Em 8 de Junho de 2009, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico.

Viveu os últimos tempos da sua vida na Casa do Artista, em Lisboa.

Faleceu aos 99 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

2 DE DEZEMBRO - RAÚL FOLQUES

EFEMÉRIDE Raúl Miguel Socorro Folques, coronel de Infantaria do Exército Português, na reforma, nasceu em Vila Real de Santo António no dia 2 de Dezembro de 1939. Foi comandante do Regimento de Comandos e chefe do Estado-Maior do Governo Militar de Lisboa. Exerceu as funções de professor no Instituto de Altos Estudos Militares.

Estudou no Colégio Militar, do qual é presidente da Assembleia Geral da Associação dos Antigos Alunos. Formou-se na Academia Militar, onde tinha ingressado em Outubro de 1957.

No CISMI, em Tavira, foi comandante de Companhias de Instrução e Formação.

Com o posto de major, foi comandante do Batalhão de Comandos da Guiné, que integrava 3 companhias de Comandos Africanos, a 35ª Companhia de Comandos e a 38ª Companhia de Comandos, de Julho de 1973 até 30 de Abril de 1974.

Cumpriu quatro comissões de serviço militar no Ultramar português, três em Angola e outra na Guiné, nas quais «demonstrou ser um soldado de excepção, exemplo maior de coragem, sangue-frio e serena energia debaixo de fogo».

Estando na posição de comandante do Batalhão de Comandos da Guiné, em 19 de Maio de 1973, foi ferido em combate.

Por ordem do governador da Guiné, tenente-coronel António Eduardo Mateus da Silva, foi afastado daquele posto, após concluir a “Operação Neve Gelada”, a última grande operação militar na Guiné, de 20 de Março a 3 de Abril de 1974, levada a cabo para aliviar a pressão do PAIGC sobre a zona de Canquelifá, na Região de Gabu.

Regressado a Lisboa, foi comandante do Corpo de Polícia de Segurança Pública de Macau, entre Outubro de 1984 e Outubro de 1986. Promovido ao posto de coronel em 1986.

Pela sua bravura, foi condecorado com três cruzes de guerra, a 1ª pelo seu comando da 1ª Companhia de Comandos, a 2ª como comandante da 19ª Companhia de Comandos e a 3ª como comandante do Destacamento Centauro na operação Galáxia Vermelha, aquando do assalto ao quartel inimigo de Kumbamori, no Senegal.

Em Outubro de 2015, recebeu do presidente da República a o grau de Oficial com Palma da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

É membro honorário da Liga dos Combatentes.  Prefaciou o livro “O Beijo da Quissonde”, da autoria do tenente-coronel Pedro Tinoco de Faria, seu antigo discípulo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

1 DE DEZEMBRO - DANIEL PENNAC

EFEMÉRIDE Daniel Pennac, de seu nome original Daniel Pennacchioni, escritor francês, nasceu em Casablanca, Marrocos, no dia 1 de Dezembro de 1944. Recebeu, em 2007, o prestigiado Prémio Renaudot, com o seu romance autobiográfico, “Mágoas de Escola”.

Para além da sua obra literária, escreveu também argumentos para o cinema, televisão e banda desenhada.

Daniel Pennac é o quarto e último rapaz de uma família de origem corsa e provençal. O pai era engenheiro politécnico e tornou-se oficial do exército colonial, tendo atingido o posto de general no final da carreira. Passou a infância de acordo com as colocações do pai, em África (Djibuti, Etiópia, Argélia e África Equatorial), no sudeste asiático (Indochina) e em França (nomeadamente em La Colle-sur-Loup). Foi o pai, fã de poesia, quem lhe transmite o gosto pelos livros, que ele devorava na biblioteca familiar e na escola.

A sua escolaridade foi desastrosa. Em “Mágoas de Escola”, ele conta várias peripécias da sua aprendizagem. No entanto, o pai, militar, não se preocupou, afirmando que o filho recuperaria. Porém, o aluno diz ter sido vítima de uma disortografia infantil. Estas versões, mais ou menos romanceadas, das suas dificuldades, não o impediram de conseguir o bacharelato e tornar-se mestre em Letras.

Adulto, trabalhou como taxista e ilustrador, antes de se tornar, em 1969, professor de Literatura, primeiro no Colégio Saint Paul, em Soissons, depois em Nice e, mais tarde, em Paris.

Mudou o seu apelido para Pennac, com medo de constranger o seu pai, ao assinar, em 1977, a sua primeira obra, “O serviço militar ao serviço de quem”, uma sátira sobre o serviço militar.

Em 1979, desesperado pela transformação do seu bairro de adopção, Belleville, realizou uma estadia de dois anos no Brasil, com a sua primeira esposa, Irène Pennac, e conseguiu um contrato de professor na Universidade Federal do Ceará, estadia que seria a fonte do seu romance “O ditador e a cama de rede”.

Regressou a França e começou a escrever para as crianças, ao mesmo tempo que continuava a leccionar. Acabou por publicar “O Paraíso dos Ogros” em 1985. Em 1995, deixou a profissão de professor para se dedicar inteiramente à literatura.

Daniel Pennac guarda da sua infância, uma nostalgia do lar e uma ternura pela família. Mesmo sendo a sua escrita divertida e cheia de uma imaginação desenfreada, Pennac escreveu também “Como um Romance”, um ensaio de pedagogia activa, lúcida e entusiasta.

A banda desenhada “La Débauche”, que assinou com Jacques Tardi, revela a sua consciência social e cívica. Desde o início, Pennac estuda e critica as instituições que negam o indivíduo.

Daniel Pennac defende o prazer da leitura em voz alta. Grande amante de livros em áudio, gravou - ele mesmo - vários dos seus livros para as edições Gallimard e para a associação Lire dans le noir.  Em cena, após ter interpretado “Merci” no Teatro do Rond-Point, leu “Bartleby le scribe” no Pépinière Théâtre. “Bartleby en coulisses” é um documentário, realizado por Jérémie Carboni, acerca da preparação deste espectáculo de leitura.

Em Outubro de 2012, Daniel Pennac leu “Journal d’un corps” no Théâtre des Bouffes du Nord. A sua peça “Le 6è Continent” foi representada na mesma sala de espectáculos.

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

30 DE NOVEMBRO - ANDRÉ BRADFORD

EFEMÉRIDE - André Jorge Dionísio Bradford, jornalista e político português, nasceu em Ponta Delgada no dia 30 de Novembro de 1970. Morreu na mesma cidade em 18 de Julho de 2019.

Depois de uma destacada carreira política pelo Partido Socialista no Arquipélago dos Açores, foi eleito como deputado para o Parlamento Europeu, tendo exercido apenas durante um curto período, devido à sua morte súbita.

Era filho de mãe açoriana e pai americano. Licenciou-se em Comunicação Social e Cultural na Faculdade de Ciências Humanas do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica e, depois, concluiu o mestrado em Teoria e Ciência Política e o 2º ano do curso de Direito, igualmente na Universidade Católica. Era doutorando em Ciências da Comunicação, na mesma Universidade, com investigação na área da Comunicação Política.

Trabalhou como jornalista no “Açoriano Oriental” desde 1992 e no “Diário de Notícias” em 1997. No “Açoriano Oriental”, foi adjunto do director editorial da empresa Açormedia e colaborou como comentador político e colunista em diversos órgãos da comunicação social.

Em 2000, assumiu funções de assessor de imprensa na Secretaria Regional do Ambiente do Governo dos Açores, tendo posteriormente sido assessor político e secretário regional.

Em 2001, empregou-se no gabinete do presidente do Governo dos Açores, inicialmente como assessor de Cooperação Externa e, depois, como assessor dos Assuntos Políticos.

Em 2006, passou a ser o coordenador da Comissão Permanente da divisão açoriana do Partido Socialista, tendo sido nomeado como deputado ao Parlamento Regional, em 2004 e 2008.

Entre 2008 e 2012, ocupou a posição de secretário Regional da Presidência do Governo Regional dos Açores.

Em 2016, tornou-se presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista na Assembleia Legislativa Regional dos Açores.

Em 26 de Maio de 2019, foi eleito para o Parlamento Europeu, tendo sido destacado pela Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas para fazer parte das comissões da Agricultura e do Desenvolvimento Rural e das Pescas, e da Delegação para as Relações com os Estados Unidos.

Seria igualmente um membro suplente da Delegação para as Relações com o Canadá e da Comissão do Desenvolvimento Regional. Substituiu o eurodeputado Ricardo Serrão Santos. No entanto, exerceu durante pouco tempo, devido ao seu falecimento, tendo sido rendido no Parlamento Europeu por Isabel Estrada Carvalhais.

Em 8 de Julho de 2019, sofreu um episódio de síncope e paragem cardiorrespiratória na sua habitação, em Ponta Delgada. Transportado de emergência para o Hospital do Divino Espírito Santo, na mesma cidade, foi colocado em coma induzido, tendo falecido dez dias depois. Tinha 48 anos de idade, estava casado e era pai de quatro filhos.

Na sequência do seu falecimento, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, emitiu uma nota de pesar. Também o presidente da Delegação Socialista no Parlamento Europeu, Carlos Zorrinho, a delegação nacional do Partido Socialista, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, o Governo dos Açores, e as divisões açorianas do Partido Popular Monárquico, do Partido Comunista Português e do Bloco de Esquerda publicaram notas de pesar.

A divisão açoriana do Partido Socialista elogiou André Bradford pela sua inteligência e capacidade como orador e destacou os seus esforços na defesa dos interesses do arquipélago, enquanto que a delegação do Partido Social Democrata colocou as bandeiras a meia-haste e suspendeu todas as acções partidárias durante vários dias.

terça-feira, 29 de novembro de 2022

29 DE NOVEMBRO - ANA SOFIA MARTINS

EFEMÉRIDE - Ana Sofia Martins, modelo, apresentadora de televisão e actriz portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 29 de Novembro de 1986.

Ana Sofia é filha de pai cabo-verdiano e mãe portuguesa. Viveu com o pai nas semanas após a mãe ter saído de casa. Foi educada pelos padrinhos do irmão.

Aos 15 anos de idade, foi abordada na rua por uma agência de modelos. Entrou para a agência DXL e ingressou no circuito da moda internacional. Venceu um concurso em Portugal, que a levou a viajar para Istambul, na Turquia, de modo a representar o país na final do “Look Models International”. Saiu de lá com o 1º lugar e com contratos de algumas agências internacionais.

Ana Sofia participou em inúmeras campanhas publicitárias, destacando-se a da Benetton, que a catapultou para a fama, seguida de outras como MAC e Victoria’s Secret.

Na sua carreira de modelo salientam-se ainda editoriais de moda na “Marie Claire”, “Glamour” e “Cosmo Girls”, entre muitos outros. Desfilou para Narciso Rodriguez, Perry Ellis e Baby Phat.

Reconhecida como uma das manequins que mais se destacaram em 2009, foi nomeada na categoria de “Moda: Melhor Modelo Feminino” dos Globos de Ouro de 2010, a XV Gala. Seria posteriormente nomeada em 2011, 2013 e 2014.

Em Julho de 2012, vence o casting da MTV Portugal, tornando-se VJ do canal, ao lado de Diogo Dias.

Em Abril de 2014, lançou o seu próprio blog, o “Universo da Ana Sofia”, e tornou-se apresentadora da SIC Mulher com o programa A Minha Vida Dava um Blog. No mesmo ano, 2014, apresentou a cerimónia de entrega dos Prémios Sophia, da Academia Portuguesa de Cinema.

Já em 2015, Ana Sofia entrou no mundo da representação a convite de José Eduardo Moniz, para protagonizar a novela “A Única Mulher”, da TVI. Ainda na TVI, foi protagonista da também premiada “Ouro Verde” (2017).

Em 2018 representou o papel de Carolina em “Valor da Vida”.

A actriz casou-se com o músico David Fonseca em 27 de Setembro de 2019. À cerimónia, realizada numa quinta de Cascais, assistiram apenas familiares e amigos mais próximos.

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

28 DE NOVEMBRO - ED HARRIS

EFEMÉRIDE - Edward “Ed Allen Harris, actor e realizador norte-americano, nasceu em Englewood, Nova Jersey, no dia 28 de Novembro de 1950

Popularizou-se com os filmes “The Right Stuff”, “O Segredo do Abismo”, “Apollo 13”, “O Show de Truman - O Show da Vida” e, também, .com o telefilme “Game Change” e a série da HBO, “Westworld”.

O pai era cantor e a mãe uma agente de viagens. Durante os anos de escola, foi atleta de destaque, o que lhe valeu uma bolsa para estudar na Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Alguns anos mais tarde, a família mudou-se para Oklahoma, onde Harris descobriu o seu interesse pela representação.

Uma vez em Oklahoma, inscreveu-se na Faculdade de Artes Cénicas da universidade estadual. Começou a actuar diante do público no teatro local, onde conseguiu um sucesso notável. Com isto, mudou-se para Los Angeles, onde continuou os estudos de interpretação no California Institute of the Arts.

O primeiro papel importante que desempenhou no cinema foi em “Borderline”, com Charles Bronson, no qual interpretou um assassino. Actuou noutros filmes até que, em 1983, se tornou uma estrela, devido à sua participação em “The Right Stuff”, que relata a história dos primeiros astronautas americanos de maneira humorística. O seu papel foi o de John Glenn. A partir de então, Harris foi ganhando fama como actor, interpretando todo o tipo de personagens em diversos filmes.

Foi nomeado para os Oscars por quatro vezes, três como Melhor Actor coadjuvante e uma como Actor principal.

Mais recentemente, demonstrou interesse pela realização. Estreou-se como realizador, em 2000, com o filme “Pollock”, com o qual ganhou vários prémios.

Harris está casado, desde 1983, com Amy Madigan, com quem tem uma filha.

Durante a sua carreira, já actuou em cerca de 80 filmes (1978/2019), 15 séries televisivas (1976/2016) e oito telefilmes (1977/2012).  Realizou dois filmes.

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
- Lisboa, Portugal
Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...