sábado, 14 de março de 2020

14 DE MARÇO - MICHAEL FINCKE


EFEMÉRIDE - Edward Michael “Mike” Fincke, astronauta norte-americano, nasceu em Pittsburgh no dia 14 de Março de 1967. Fez três missões a bordo da Estação Espacial Internacional, exercendo as funções de cientista e engenheiro de voo da Expedição 9 e de comandante da Expedição 18, além de integrar a tripulação do último voo da nave espacial Endeavour, na missão STS-134, onde se tornou o astronauta americano com mais dias no espaço, até o recorde ser superado por Scott Kelly.
Fincke formou-se no MIT (Instituto Tecnológico de Massachussets) em 1989, nas cadeiras de Aeronáutica e Astronáutica, com bacharelado em Ciências Planetárias e Atmosféricas na Universidade de Stanford. Entrou para um programa de intercâmbio de Verão, no Instituto de Aviação de Moscovo, na ex-URSS, onde estudou Cosmonáutica e se tornou fluente em russo. 
Em 1990, ingressou na Força Aérea dos Estados Unidos como engenheiro de testes de jactos e voou em diversos aviões de combate, como os F-15 e F-16, servindo também no Japão como oficial de ligação entre as duas forças aéreas e se tornou fluente em japonês.
Em 1996, Mike Fincke foi escolhido para o corpo de astronautas da NASA. Após o treino base de dois anos, foi indicado para as funções de oficial de comunicações da ISS (ISS CAPCOM) e membro da equipa de apoio ao treino das tripulações, baseado na Rússia. Em 1999, foi astronauta-reserva de duas expedições realizadas à ISS, sendo qualificado para voar como engenheiro de voo e co-piloto na nave russa Soyuz. 
Em 18 de Abril de 2004, Fincke subiu ao espaço, lançado da base de Baikonur, no Cazaquistão, como tripulante da nave Soyuz TMA-4 e membro da Expedição 9, que passou seis meses na ISS. Durante a missão, a tripulação, completada com os cosmonautas Gennady Padalka, da Rússia, e André Kuipers, da Holanda, continuou com as operações científicas no vácuo, manteve os sistemas vitais da estação e fez quatro passeios no espaço. 
Michael passou 187 dias e 21 horas em órbita, sendo 15 deles em AEV. Foi homenageado com uma participação especial no último episódio da série de televisão “Star Trek: Enterprise”. 
Em 12 de Outubro de 2008, Fincke voltou ao espaço na missão Soyuz TMA-13, como comandante da Expedição 18 da ISS, onde permaneceu durante seis meses, como comandante da missão, junto ao russo Yuri Lonchakov. Regressou à Terra em 8 de Abril de 2009, junto com Lonchakov e o turista espacial Charles Simonyi, pousando no Cazaquistão. 
A sua terceira missão foi a bordo da Endeavour STS-134, a última missão ao espaço desta espaçonave, lançada em 16 de Maio de 2011, cujo principal objectivo foi a colocação em órbita do Espectrómetro Magnético Alpha. Após o encerramento dos 16 dias da missão, Fincke voltou à Terra em 1 de Junho, pousando no Cabo Kennedy.

sexta-feira, 13 de março de 2020

13 DE MARÇO - PAUL MORAND


EFEMÉRIDE - Paul Morand, diplomata, romancista, dramaturgo e poeta francês, nasceu em Paris no dia 13 de Março de 1888. Morreu na mesma cidade em 24 de Julho de 1976.
No início da carreira, foi colocado na embaixada em Londres, voltou a Paris para trabalhar no gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros durante a Primeira Guerra Mundial.  Foi em seguida para Roma e Madrid. A sua amizade com Philippe Berthelo permitiu-lhe efectuar missões diplomáticas que, na realidade, tinham fins literários. Depois do seu casamento com uma senhora rica de origem grega (1927), conseguiu ficar em licença ilimitada, só reintegrando a carreira em 1939 e sendo nomeado para dirigir a missão económica francesa. 
Os primeiros textos que publicou foram poemas, nomeadamente “Lampes à Arc” em 1919. A sua verdadeira entrada no mundo literários, porém, aconteceu em 1921, com a edição da sua primeira obra em prosa, “Tendres Stocks”, uma recolha de novelas prefaciada por Proust.
Durante os anos 1920/1930, escreveu numerosos livros, récitas de viagens, romances e novelas, tudo com um estilo muito próprio, tanto na forma como nas ideias. Durante este tempo, foi também jornalista, sobretudo no “Le Figaro”, e editor, dirigindo - na Gallimard - a colecção “Renaissance de la nouvelle”, onde aparecem em 1938 as “Nouvelles orientales” de Marguerite Yourcenar.
Gerou muitas tempestades ao longo de quase todo o século XX, devido à sua irreverência literária, à recusa em seguir as modas do pós-guerra e abordando temas demasiado ousados para a época. Mais tarde, as suas escolhas políticas infelizes, próximo do regime de Vichy, e o seu anti-semitismo, condenaram-no perante a opinião pública e levaram a que fosse banido, por um longo período, do panorama literário francês, tendo sido até considerado como persona non grata. 
Depois da Segunda Guerra Mundial, esteve exilado na Suíça durante uma dezena de anos, até ser de novo admitido em território francês. Continuou a escrever e, juntamente com Jacques Chardonne, tonou-se protector de uma geração de novos escritores.   
Só após a sua polémica eleição para a Academia Francesa, em Outubro de 1968, viu a sua obra, de novo, publicada em França.
A esposa morreu em Fevereiro de 1975 e ele faleceu num hospital de Paris, no ano seguinte. 

quinta-feira, 12 de março de 2020

12 DE MARÇO - CLIVE BURR


EFEMÉRIDE - Clive Ronald Burr, baterista inglês, morreu em Londres no dia 12 de Março de 2013. Nascera na mesma cidade em 8 de Março de 1957.  
Fez parte da banda de heavy-metal Iron Maiden, na qual tocou no período de 1979 até 1982, gravando os três primeiros álbuns do grupo. Ficou em 20º lugar na lista dos “50 Melhores bateristas de hard-rock e metal de todos os tempos”, do site “Loudwire”. 
Foi-lhe diagnosticada  esclerose múltipla, na década de 1990, o que resultou na realização de uma tournée de concertos beneficentes promovidos pela banda Iron Maiden, a fim de arrecadar dinheiro para o tratamento de outras pessoas padecendo deste mal. Burr andava de cadeira de rodas, devido à doença, e dedicava a sua vida a eventos como o “Clive Aid”, com o intuito de arrecadar fundos para pessoas que sofrem da mesma doença. 
Em 2005, Clive doou ao Hard Rock Café o seu kit de bateria utilizado na sua época nos Iron Maiden. 
Clive Burr também tocou na banda Elixir, durante breve período, onde gravou os álbuns “Lethal Potion” e “Sovereign Remedy”. 
Burr escreveu duas músicas gravadas pelos Iron Maiden, que foram lançadas no álbum “The Number of the Beast”: “Gangland” e “Total Eclipse”. Clive Burr faleceu tranquilamente durante o sono, em sua casa, de insuficiência cardíaca.

quarta-feira, 11 de março de 2020

11 DE MARÇO - PIRRI


EFEMÉRIDE - “Pirri”, de seu verdadeiro nome José Martínez Sánchez, ex-futebolista espanhol, nasceu em Ceuta no dia 11 de Março de 1945. Alinhou em mais de 500 partidas pelo Real Madrid CF, nas décadas de 1960 e 10770, e defendeu a Selecção de Espanha em três Mundiais. Jo0gava a defesa-central.
Foi no Club Atlético de Ceuta que começou a jogar, em 1964, antes de ingressar no Real Madrid, a quem dedicou dezasseis anos da sua carreira.
Fez parte do chamado “Time Yé-yé”, que contava também com Gento, di Stéfano, Araquistáin, Pachín, Pedro de Felipe, Manuel Sánchez, Ignacio Zoco, Francisco Serena, Amancio Amaro, Ramón Grosso e Manuel Velázquez. 
Após 16 anos nos merengues, Pirri deixou o clube em 1980, para disputar algumas partidas pelo clube mexicano Puebla, onde encerrou a sua trajectória futebolística em 1982, para se concentrar nos estudos, sendo diplomado em Medicina. 
Pirri estreou-se na Selecção Espanhola em 1964, pela qual disputou o Mundial de 1966, sendo a equipa eliminada na primeira fase. 
Mesmo com a Espanha afastada nas eliminatórias do Mundial de 1970, Pirri não deixou a equipa e, com 33 anos de idade, ainda foi convocado para o Mundial de 1978, na Argentina. Novamente, a Espanha ficou fora na primeira fase, apenas um ponto atrás do Brasil. 
Pirri anunciou então o seu adeus à carreira internacional, após 14 anos a envergar a camisola nacional. Foram, ao todo, 45 jogos e 16 golos.
Vencei uma vez a Taça dos Campeões Europeus (1966), dez vezes o Campeonato de Espanha e quatro vezes a Taça de Espanha. 
Está classificado em 8º lugar na lista dos melhores goleadores de todos os tempos do Real Madrid.

terça-feira, 10 de março de 2020

10 DE MARÇO - FERNANDO MEDINA


EFEMÉRIDE - Fernando de Medina Maciel Almeida Correia, economista e político português, nasceu no Porto em 10 de Março de 1973. Sucedeu a António Costa como presidente da Câmara Municipal de Lisboa, em Abril de 2015.
Licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, tendo sido vice-presidente da Associação de Estudantes desta faculdade e, em seguida, presidente da Federação Académica do Porto, nos mandatos de 1995 e 1996.  Completou ainda, no Instituto Superior de Economia e Gestão, o mestrado em Sociologia Económica. 
Aproximou-se do Partido Socialista quando dos Estados Gerais para uma Nova Maioria, iniciativa de António Guterres, em 1995. Nos anos seguintes, já depois da vitória de Guterres nas legislativas, participou no Conselho Nacional de Educação. 
Iniciou a sua vida profissional em 1998, como economista num instituto do Ministério do Trabalho, até que o ministro Eduardo Marçal Grilo o chama para consultor do Grupo de Trabalho do Ministério da Educação na Presidência Portuguesa da União Europeia, em 1999. É daí que vai, um ano depois, para o gabinete de António Guterres. Primeiro, como assessor para as áreas da Educação e da Ciência, depois com a Economia, até à demissão do primeiro-ministro e líder socialista, em 2002. Em 2003, ingressou como economista na Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal. 
Em 2005, com o regresso do PS ao governo, José Sócrates nomeou-o secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional, sendo ministro do Trabalho José Vieira da Silva, onde se dedicou à reforma da Formação Profissional, à reforma do Código do Trabalho, ao primeiro Acordo de médio prazo sobre a evolução do salário mínimo nacional e ao lançamento e coordenação do programa Novas Oportunidades. 
Contrariando expectativas que, dentro e fora do PS o catapultavam para ministro após as eleições legislativas de 2009, transitou com Vieira da Silva para o Ministério da Economia, onde assumiu a Secretaria de Estado da Indústria e Desenvolvimento, com responsabilidade de gestão dos fundos comunitários. 
Eleito deputado, em 2011, nas listas do PS, foi vice-presidente do grupo parlamentar do PS, sendo líder da bancada Carlos Zorrinho. Durante esse período, integrou a Comissão de Acompanhamento da Troika, representando a oposição socialista junto do ministro das Finanças, Vítor Gaspar. 
Em 2013, o então presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, incluiu Fernando Medina, como número dois, na lista para a autarquia da capital, convite esse que foi interpretado como um sinal de que o presidente não ficaria até ao fim, visando assegurar que o leme de Lisboa continuaria em mãos socialistas (uma vez que o até aí número dois, Manuel Salgado, sendo embora de esquerda, não era militante do PS). Ao aceitar o convite, manifestou o seu afastamento face ao líder do seu partido, António José Seguro, e ao líder da bancada parlamentar, Carlos Zorrinho.
Tal como se especulava, António Costa viria a abandonar o mandato como presidente da Câmara de Lisboa - na sequência da sua eleição para secretário-geral do PS - e Medina assumiu o cargo de presidente da Câmara Municipal de Lisboa em 6 de Abril de 2015.
Em 2017, Fernando Medina vencei as eleições autárquicas e consagrou-se novamente como presidente da Câmara Municipal de Lisboa, embora não tenha obtido a maioria absoluta, com 42% dos votos. Fez uma coligação com a esquerda e lá se mantém até hoje, quase a co9mpletar o 3º ano do mandato. 

segunda-feira, 9 de março de 2020

9 DE MARÇO - MATIAS LIMA


EFEMÉRIDE - Matias Lima, poeta e bibliófilo português, morreu no Porto em 9 de Março de 1970. Nascera na mesma cidade em 20 de Agosto de 1885. Deixou-nos cerca de 20 livros de poemas e alguns em prosa. 
Começou a publicar poesia em 1904 e editou a sua última obra poética em 1958. Residia habitualmente no Porto, mas passava largas temporadas na sua bela Casa da Capela, em Viatodos, no concelho de Barcelos.
Na sua poesia, evoca Lemenhe, terra dos seus pais e certamente da sua infância, Viatodos, Vila Nova de Famalicão, Barcelos, Monte de Fralães, Porto, Gerês, Paris, recantos de Itália, etc. Noutros poemas, contudo, há menos descritivismo e a sugestão exterior é apenas motivo para voos mais intensamente líricos.
Entre os livros de poesia que publicou, salientam-se: “Canções”, “Flores do Monte”, “Sol do Coração”, “Pela Pátria!”, “Vergel Florido”, “Medalhões Nacionais”, “Luar de Sonho”, “Raça Heróica”, “Alma Dispersa”, “Dor Eterna”, “Gerez”, “Penumbra”, “Conversando com as Serras”, “Rio Douro” e “Sonetos e Sonetilhos”. 
Dos seus livros em prosa, refiram-se: “A Vida e o Amor”, “Super-libros Portugueses Inéditos”, “A Encadernação em Portugal” e “Impressões de Espanha”. Matias Lima faleceu aos 84 anos. 

domingo, 8 de março de 2020

8 DE MARÇO - GEORGE COLEMAN


EFEMÉRIDE - George Edward Coleman, saxofonista de jazz, norte-americano, nasceu em Memphis, Tennessee, no dia 8 de Março de 1935.
George Coleman aprendeu a tocar saxofone alto na adolescência, inspirado por Charles Parker. Depois de ter trabalhado com Ray Charles, foi contratado por B. B. King em 1055, passando a ser saxofonista tenor. 
Em 1956, partiu para Chicago. Tocou com Max Roach (1958 e 1959), Miles Davis (1963 e 1964), Slide Hampton (de 1959 a 1961), Wild Bill Davis (1962) e com Herbie Hancock, Ron Carter e Tony Williams, entre outros. Nos anos 1970, fundou o seu próprio grupo.
Dos vários prémios que recebeu, destaca-se o Life Achievement Award, concedido pela Jazz Foundation of America, em Março de 1997. Já ultrapassou 60 anos de carreira. Completa hoje 85 anos de idade.

sábado, 7 de março de 2020

7 DE MARÇO - VIKTOR SAVINYKH


EFEMÉRIDE - Viktor Petrovich Savinykh, cosmonauta soviético, nasceu em Berezkiny no dia 7 de Março de 1940.
Diplomou-se em Engenharia e Cartografia, na Universidade de Geodesia e de Cartografia de Moscovo em 1969.  Foi seleccionado como cosmonauta em Dezembro de 1978. 
Voou ao espaço três vezes, como engenheiro de voo: na Soyuz T-4 (1981), na Soyuz T-13 (1985) e na Soyuz TM-5 (1988). Passou 252 dias 17 horas e 38 minutos em órbita. 
Savinykh foi premiado por duas vezes como Herói da União Soviética, em 1981 e 1985. 
Aposentou-se em Fevereiro de 1989 e doutorou-se em Ciência Técnica em 1990. Tornou-se membro da Academia Russa de Ciências em 2006.

sexta-feira, 6 de março de 2020

6 DE MARÇO - MARIA CRISTINA DE MELLO


EFEMÉRIDE - Maria Cristina da Silva José de Mello, empresária portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 6 de Março de 1920. Morreu na mesma cidade em 25 de Agosto de 2006. 
Como filha de Manuel de Melo (pai de José Manuel de Mello e Jorge de Mello), o presidente da Companhia União Fabril (CUF), e neta de Alfredo da Silva, o fundador da CUF, Cristina de Mello foi uma das herdeiras do Grupo CUF e, assim, herdou parte importante de uma das maiores fortunas de Portugal. Actualmente, a CUF é uma holding pertencente ao Grupo José de Mello e detém participações em várias empresas do sector químico. 
Casou - em 1941 - com António Champalimaud, de quem teve sete filhos: António Carlos em 1942, Maria Luísa em 1943, Maria Cristina em 1945, Manuel Carlos em 1946, José em 1947, João Henrique em 1950 e, em 1952, nasce o seu sétimo e último filho, Luís de Mello Champalimaud. 
Depois do seu divórcio, casou com o médico ortopedista, Amaro de Azevedo Gomes. Faleceu aos 86 anos. 

quinta-feira, 5 de março de 2020

5 DE MARÇO - AFONSO DUARTE


EFEMÉRIDE - Joaquim Afonso Fernandes Duarte, poeta português, morreu em Coimbra no dia 5 de Março de 1958.  Nascera em Ereira, Montemor-o-Velho, em 1 de Janeiro de 1884.
Formou-se em Ciências Físico-Naturais na extinta Faculdade de Filosofia de Coimbra. Foi professor da Escola Normal. Interessava-se por etnografia e arte popular, reflectidos na sua obra poética, ligada às crenças e mitos seculares, aos motivos da terra, à vida animal, ao povo e à lide agrária. A sua sensibilidade poética deu-lhe um convívio com literatos de vários grupos e escolas. Colaborou em “A Águia” e dirigiu a “Rajada” (1912/1914).  
Encontra-se, também, colaboração sua nas revistas “Atlântida” (1915/1920), “Contemporânea” (1915/1926) e “Litoral” (1944/1945). 
Era um poeta em permanente actualidade, dado que ia acompanhando todos os movimentos poéticos da primeira metade do século XX. Nasceu numa atmosfera de saudosismo dominado por Teixeira de Pascoaes. Entretanto, surgiram outras escolas a que aderiu sem compromisso, mas com ironia e pendor populista. Apareceu, então, como saudosista no conteúdo e modernista na forma.
Durante a sua carreira literária, publicou 11 livros de Poesia, 3 de Pedagogia e 2 de Etnografia. Há uma biblioteca com o seu nome, em Montemor-o-Velho. 

quarta-feira, 4 de março de 2020

4 DE MRÇO - PIRUKA


EFEMÉRIDE - Piruka, de seu verdadeiro nome André Filipe de Oliveira, rapper português, nasceu em Braga no dia 4 de Março de 1993. Cresceu na Madorna, concelho de Cascais. 
Os seus maiores êxitos são “Se Eu Não Acordar Amanhã”, “Salto Alto”, “Não Se Passa Nada”, “Vim para ficar”, “Só Vim Dizer Yau” e “Não Faz Isso”. 
Em 2016 e 2017, sem qualquer apoio de uma grande editora (recusou várias ofertas de contratos com grandes gravadoras), obteve centenas de milhares de seguidores no YouTube e Spotify, assim como milhões de reproduções acumuladas nas plataformas de streaming. 
Na Primavera de 2017, os seus singles “Não Se Passa Nada” e “Se Eu Não Acordar Amanhã” obtiveram o estatuto de disco de ouro em Portugal. 
Em Maio de 2017, os vídeos do seu álbum de estreia, “Aclara” - lançado no final de 2016 - já haviam passado mais de 32 milhões de visualizações no YouTube. 
Também em 2018, conseguiu um enorme sucesso com as suas canções “Prova dos 9”, “Os meus putxs” (com Khapo) e “Já se passou tudo” (com 1Kilo).
No Verão de 2019, lançou os singles “Até já” e “Impossíveis”, com uma óptima recepção do público e vários milhões de visualizações no YouTube. 
No que se refere à totalidade dos vídeos de Piruka no YouTube, André já ultrapassava, em Julho de 2019, os 200 milhões de visualizações.

terça-feira, 3 de março de 2020

3 DE MARÇO - GEORGE PULLMAN


EFEMÉRIDE - George Mortimer Pullman, inventor e industrial norte-americano, nasceu em Brocton no dia 3 de Março de 1831. Morreu em Chicago, em 19 de Outubro de 1897.  É conhecido como o inventor do Vagão-cama Pullman.
A família mudou-se para Albion, através do Canal Erie. Foi quando do alargamento deste canal, que ele aprendeu muita coisa com o seu pai, que era mecânico. Aprendeu, por exemplo, a deslocar casas e a reinstala-las noutros locais.
Deixou a escola aos catorze anos, parta se empregar num armazém de material agrícola.  Foi aprendiz do seu irmão, que era marceneiro, e vendia por todo o país peças que o irmão fabricava. Foi durante estas viagens, efectuadas durante a noite, sentado em comboios sem nenhum conforto, que lhe veio a ideia de construir, um dia, um “vagão cama” confortável.
Em 1859, os dois irmãos instalaram-se em Chicago, lançando-se como empreendedores de trabalhos públicos e pensando fazer fortuna. A cidade pantanosa sobrelevava as suas vias, nessa época, para construir o seu sistema de esgotos e precisava de deslocar as suas construções. 
Beneficiando da experiência obtida junto do seu pai, ele atingiu notoriedade em 1861, deslocando sobre cilindros a Tremont House, um hotel de tijolo, com seis andares, gabando-se de ter feito a proeza com clientes lá dentro. 
Aureolado com o seu sucesso, convenceu os directores de uma companhia de caminhos-de-ferro local a confiar-lhe duas carruagens para que ele se ocupasse do seu interior.
Depois da Guerra da Secessão, ele gastou uma fortuna para conceber um novo protótipo, o “Pioneer”, no qual os viajantes de noite disporiam de camas e de uma casa-de-banho, com água corrente, quente e fria. Porém, cada carruagem ficava a pesar 27 toneladas, um peso enorme que não poderia passar em todas as pontes. Viu-se obrigado a pôr de lado a sua carruagem luxuosa.
A morte do presidente Lincoln, em 1865, veio dar-lhe uma publicidade inesperada, pois o coronel Bowen, encarregado do funeral presidencial, queria organizar uma grande cerimónia. Pullman teve a ideia de lhe propor o seu “Pioneer” para transportar os restos mortais, desde que mandasse preparar a via férrea para o gabarito da carruagem. 
Para o regresso vazio a Washington, convidou os notáveis das cidades por onde passava para subirem a bordo e organizava as recepções. No seguimento desta campanha publicitária, a Pullman Car, com as suas camas rebatíveis, foi adoptada pelas diversas companhias de caminho-de-ferro. Em 1867, ele fundou a sua própria empresa, a Pullman Company.
Em 1894, greves, despedimentos e violência extrema ocorreram na sua zona industrial, vindo ensombrar uma vida radiosa. Faleceu três anos mais tarde. 

segunda-feira, 2 de março de 2020

PIRUKA - "Se Eu Não Acordar Amanhã"

2 DE MARÇO - MIKHAIL TYURIN


EFEMÉRIDE - Mikhail Vladislavovich Tyurin, cosmonauta russo com três missões no espaço, nasceu em   Kolomna no dia 2 de Março de 1960.
Formou-se em Engenharia Mecânica no Instituto de Aviação de Moscovo, em 1984, especializando-se na criação de modelos matemáticos relacionados com voo mecânico. Após a licenciatura, Tyurin começou a trabalhar na corporação Energia, como engenheiro, onde o seu principal trabalho era o desenvolvimento de softwares, balística e dinâmica. A sua pesquisa científica pessoal estava ligada aos aspectos psicológicos do treino de cosmonautas, para controlo manual das espaçonaves em movimento. 
Em 1993, foi seleccionado para treino no Centro de Treino de Cosmonautas Yuri Gagarin e, cinco anos depois, após servir como membro da tripulação de reserva da Expedição 1, começou a treinar para ocupar a função de engenheiro de voo da Expedição 3 à Estação Espacial Internacional (ISS). Como integrante desta missão, passou quatro meses em órbita na estação, entre Agosto e Dezembro de 2001, sendo para lá conduzido a bordo da nave Discovery, missão STS-105. Durante esta estadia, realizou a 100ª caminhada espacial de um cosmonauta russo no espaço. 
Cinco anos depois, em Setembro de 2006, cumpriu nova missão como comandante da Soyuz TM-9, que levou ao espaço a turista espacial Anousheh Ansari, para mais uma longa estadia na ISS, assumindo as funções de engenheiro de voo da Expedição 14, junto do comandante Miguel López-Alegría e do engenheiro de voo alemão Thomas Reiter, da ESA, depois substituído pela norte-americana Sunita Williams. No encerramento desta missão, ele tinha acumulado um total de quatro caminhadas espaciais, com um tempo de 17 horas em actividades no espaço. 
Tyurin voltou ao espaço em Novembro de 2013, comandando a nave Soyuz TMA-11M, para nova estadia de longa duração, integrando a tripulação das Expedições 38 e 39 na ISS, regressando em Maio de 2014, após cerca de 188 dias em órbita. 
Tyurin foi a segunda pessoa a jogar golfe no espaço, depois do astronauta Alan Shepard, do Projecto Mercury e da Apollo 14, que o fez na Lua, em 1971. A sua tacada foi dada em órbita, num tee adaptado na estrutura da ISS e a bola continuou em volta da Terra, orbitando o planeta a cada noventa minutos nos três anos seguintes, até cair na atmosfera, segundo cálculos da Agência Espacial Russa. A jogada foi feita com o patrocínio de uma companhia canadiana de clubes de golfe. 
Tyurin mora actualmente na cidade de Korolev, próxima de Moscovo, com a mulher e a filha. Entre os seus principais hobbies, está o iatismo. Foi condecorado com a medalha de Herói da Federação Russa.

domingo, 1 de março de 2020

1 DE MARÇO - FRANKLIN VILAS BOAS


EFEMÉRIDE - Franklin Vilas Boas, artista plástico popular, nasceu em Esposende no dia 1 de Março de 1919. Morreu na mesma cidade em 23 de Abril de 1968. Dedicou grande parte da sua vida à escultura: representações humanas, ícones religiosos e figuras zoomórficas de natureza fantástica. É considerado um dos maiores e mais originais representantes da arte popular portuguesa, utilizando como matéria privilegiada de expressão a madeira. 
O pai fora emigrante no Brasil durante alguns anos. A mãe trabalhava regularmente na cidade do Porto, como criada-de-servir. Eram gente pobre.
Educado pelo pai, que não hesita em aplicar na formação do filho uma pedagogia dura e muitas vezes violenta, Franklin, analfabeto, aprendeu o ofício da alvenaria, esculpindo a pedra. Mas, seja por que motivo for, por não gostar desse material ou por ter um braço defeituoso, Franklin preferia trabalhar com madeira. 
Com um modo de ser conflituoso, por certo devido à influência paterna, Franklin ganhou a vida, durante uma boa parte dos anos 1950, trabalhando numa bomba de gasolina e vendendo aos clientes umas caixinhas de papelão primorosamente decoradas. Começou a ser notado por certos coleccionadores, que descobrem a sua obra. Chama-lhes “doutores” e inibe-se de demonstrar - perante eles - o seu mau feitio, agravado por algum excesso de bebida. 
O grande evento que lhe concede o estatuto de “artista” foi um artigo do “Diário Popular”, em 1966. A propósito da reviravolta, ele confessou: «Foi de repente. Foi como se alguém me tivesse tocado no coração e na cabeça. Foi de um dia para o outro, da noite para o dia. Eu julgo que foi a inteligência que começou a subir para o cérebro». 
Tendo decididamente recusado a pedra, iniciou a sua experimentação artística com o chumbo (estátua de António Correia d’Oliveira, exposta na Praça do Município de Esposende). Depois, explorou o marfim e acabou por se fixar na madeira. Aos domingos, engraxava sapatos para ganhar a vida. Nas horas de lazer, entretinha-se a esculpir à navalha as «canhotas», as raízes que as enchentes do rio Cávado lançavam na praia, retirando-lhes o que lhe parecia «estar a mais». Parte da obra criada, em vez de vendida, era trocada por géneros. 
Um arquitecto de Lisboa, que se apercebeu da qualidade do seu trabalho, fez-lhe algumas encomendas e Franklin começa a ser conhecido nos meios cultos da capital. 
Franklin deslocou-se a Lisboa, para participar em exposições de artesanato (Lisboa e Estoril), onde vendeu obras suas. 
Foi inaugurada em 30 de Março de 1968 (mantendo-se até 17 de Abril), no Centro Académico de Famalicão, uma exposição intitulada “Quintino e Franklin Vilas Boas”. No catálogo dessa exposição, Ernesto de Sousa sublinha a necessidade de manter vivo o interesse pelo trabalho dos dois artistas. Franklin congratula-se por conseguir vender uma quantidade importante dos seus trabalhos. A exposição foi referida pelo jornal “A Capital” de 17 de Abril. 
Franklin Vilas Boas sucumbiu dias depois do encerramento da exposição, quando foi atropelado na sua motorizada pelo automóvel de um comerciante do Porto. 
Uma grande exposição sobre a obra de Franklin Vilas Boas, intitulada “Onde mora o Franklin? Um escultor do acaso”, foi organizada em Lisboa pelo Museu Nacional de Etnologia, em Dezembro de 1994. A exposição reuniu obras do autor pertencentes a quarenta e dois coleccionadores privados. 

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