sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

31 DE JANEIRO - MEGAN ELLISON

EFEMÉRIDE - Megan Ellison, produtora de cinema norte-americana, nasceu no Condado de Santa Clara em 31 de Janeiro de 1986.

Foi a fundadora da Annapurna Pictures, um dos estúdios de produção cinematográfica mais lucrativo do seu país.

É filha do bilionário dono da Oracle Corporation, Larry Ellison, e irmã de outro produtor cinematográfico, David Ellison.

Já teve quatro nomeações para os Oscars de Melhor Filme, entre 2012 e 2017.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

30 DE JNEIRO - DELBERT MANN

EFEMÉRIDE - Delbert Martin Mann Jr., realizador norte-americano, nasceu em Lawrence no dia 30 de Janeiro de 1920. Morreu em Los Angeles, em 11 de Novembro de 2007.

Entre 1953 e 1994, realizou mais de cinquenta filmes.

Recebeu, durante a sua longa carreira, vários prémios e nomeações, de que se destacam: o Oscar de Melhor Realizador, com “Marty” (1955); nomeação para o Globo de Ouro de Melhor Realizador, por “Separate tables” (1958); e o Prémio Bodil de Melhor Filme Americano, com “Marty” (1955).

Ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, com “Marty” (1955).

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

29 DE JANEIRO - ROMAIN ROLLAND

FEMÉRIDE - Romain Rolland, novelista, biógrafo e músico francês, nasceu em Clamecy no dia 29 de Janeiro de 1866. Morreu em Vézelay, em 30 de Dezembro de 1944. Recebeu o Nobel de Literatura de 1915.

Doutorou-se em Arte em 1895, foi professor de História da Arte na École Normale de Paris e professor de História da Música na Sorbonne.

Para além da sua actividade docente, foi um reconhecido crítico de música.

Estreou-se na escrita em 1897, com a peça “Saint-Louis” que, juntamente com “Aërt” (1898) e “Le Triomphe de la Raison” (1899), fez parte da trilogia “Les Tragedies de la Foi” (1909).

Em 1910, retirou-se do ensino, para se dedicar inteiramente à escrita.

Na sua obra concilia o idealismo patriótico com um internacionalismo humanista. Escreveu peças de teatro, biografias (“Vie de Beethoven”, 1903; “Mahatma Gandhi”, 1924), um manifesto pacifista (“Au-dessus de la mêlée”, 1915) e dois ciclos romanescos: “Jean-Christophe” (10 vols., 1904/1912), «roman-fleuve» (segundo as palavras do autor) consagrado a um músico genial, e “L’Âme enchantée” (7 vols., 1922/1934). Em 1923, fundou a revista “Europe”.

Romain Rolland fez importante observação sobre o livro “O Futuro de uma Ilusão”, de Sigmund Freud. Esta observação foi a premissa usada por Freud para escrever o livro seguinte “O Mal-estar na Civilização”.

Quando o filósofo político italiano Antonio Gramsci escreveu, na prisão, que o «pessimismo da inteligência» não deveria abalar o «optimismo da vontade», estava citando Romain Rolland.

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

SARA TAVARES - "Chamar a Música " - Festival da Canção 1994

28 DE JANEIRO - FRANK DARABONT

EFEMÉRIDE - Frank Darabont, cineasta, guionista e produtor de cinema francês radicado nos Estados Unidos, nasceu em Montbéliard no dia 28 de Janeiro de 1959.

Fez várias adaptações dos livros de Stephen King.

Frank Darabont processou a AMC: - o valor pedido por ele e pela agência CAA foi de pelo menos, USD 280 milhões. O produtor foi demitido pela emissora durante a segunda temporada da série, e afirmou que não recebeu o valor correcto em relação ao licenciamento da exibição das séries nas emissoras afiliadas. O processo também irá avaliar, segundo o THR, as circunstâncias do afastamento de Darabont. O produtor alega que a AMC reduziu os seus lucros ao não o contabilizar como parte de toda a segunda temporada de TWD. Ele alega ter trabalhado em todos os episódios, enquanto a emissora alega que ele precisaria de ter estado envolvido até ao fim do ciclo.

Frank, ao longo da sua carreira, já recebeu duas nomeações para os Oscars, na categoria de Melhor Filme, por “The Shawshank Redemption” (1994) e “The Green Mile” (1999); duas nomeações para os   Oscars, na categoria de Melhor Argumento Adaptado, com “The Shawshank Redemption” (1994) e “The Green Mile” (1999); e ainda uma nomeação para os Globos de Ouro, na categoria de Melhor Argumento, com “The Shawshank Redemption” (1994).

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

27 DE JANEIRO - HIROYOSHI NISHIZAWA

EFEMÉRIDE - Hiroyoshi Nishizawa, importante aviador e o maior ás da aviação japonês da Segunda Guerra Mundial, nasceu em Ogawa no dia 27 de Janeiro de 1920. Morreu em Mindoro, Filipinas, em 26 de Outubro de 1944.

Pessoalmente, alegou ter obtido 87 vitórias aéreas. Para alguns isto é incerto devido ao hábito, após 1941, de os militares japoneses registrarem aa vitórias para o grupo de pilotos em vez de individualmente.

Algumas fontes creditam-lhe mais de uma centena de vitórias.

Em 25 de Outubro de 1944, efectuou um voo de escolta para os pilotos que realizaram o 1º ataque Kamikaze oficial da história.

Durante esse voo, Nishizawa teve uma premonição da sua própria morte. Ao reportar ao comandante Nakajima, depois de retornar à base, que se oferecia como voluntário para participar no ataque kamikaze do próximo dia. Sendo tal solicitação rejeitada de pleno, pois era considerado como um piloto brilhante, cujo valor seria maior para o seu país dentro da carlinga de um avião de caça do que numa bomba caindo sobre um porta aviões.

A sua morte ocorreu um dia depois deste incidente. Uma ironia da história foi que o maior ás de aviação japonês morreu como um indefeso passageiro.

Ele tinha actuado nas seguintes campanhas: Campanha da Nova Guiné, Campanha das Ilhas Salomão e Campanha das Filipinas.

Hiroyoshi Nishizawa faleceu em 26 de Outubro de 1944, quando o avião em que viajava (um Nakajima Ki.49 “Helen”) juntamente com outros pilotos do 201º Kokutai, que eram transferidos para Camp Clark, foi abatido por dois caças F6F Hellcat. Morreu indefeso sem ter oportunidade de disparar um só tiro.

domingo, 26 de janeiro de 2025

26 DE JANEIRO - CHRISTOPHER HAMPTON

EFEMÉRIDE - Christopher James Hampton, realizador de cinema, argumentista, dramaturgo e tradutor britânico, nasceu na Horta (Açores) em 26 de Janeiro de 1946.

As suas obras mais conhecidas são a peça teatral “Les liaisons dangereuses” de 1985, o filme “Ligações Perigosas” de 1988, ambas baseadas no romance “Les liaisons dangereuses” do autor francês Pierre Choderlos de Laclos, e a adaptação cinematográfica da obra “Atonement” do escritor inglês Ian McEwan.

Filho dos britânicos Dorothy Patience (nascida Herrington) e Bernard Patrick Hampton, um engenheiro de telecomunicações que trabalhava na Cable & Wireless, Christopher Hampton nasceu na cidade portuguesa da Horta, nos Açores.

Por causa do trabalho do pai, a família passou a morar em Adem no Iémen, e Alexandria no Egipto, e posteriormente em Hong Kong e Zanzibar. A família teve de se mudar novamente, por causa da crise de Suez em 1956.

Após frequentar uma escola preparatória em Reigate, Surrey, Hampton estudou no colégio interno Lancing College, situado próximo da aldeia de Lancing, em West Sussex, onde se distinguiu como sargento na Combined Cadet Force. David Hare foi um contemporâneo de Christopher Hampton e o seu professor foi Harry Guest.

Em 1964, aprendeu alemão e francês no New College, em Oxónia, e diplomou-se com distinção em 1968.

Christopher Hampton começou a trabalhar com o teatro na Universidade de Oxónia, onde realizou a sua peça teatral “When Did You Last See My Mother?” na Oxford University Dramatic Society, relacionada com a homossexualidade adolescente, reflectindo as suas próprias experiências em Lancing. Christopher Hampton enviou a sua obra para Peggy Ramsay, que mostrou a William Gaskill, que se interessou nela. A peça foi encenada no Royal Court Theatre em Londres e, logo após, no Comedy Theatre (conhecido actualmente como Harold Pinter Theatre) em 1966, tornando-se o escritor mais jovem da era moderna a realizar uma peça teatral nos teatros de West End.

Entre 1968 e 1970, trabalhou como dramaturgo residente e gestor do Royal Court Theatre.

Christopher Hampton venceu o Oscar de Melhor Argumento Adaptado, em 1988, pelo filme “Ligações Perigosas”, e também foi nomeado para o mesmo prémio pela adaptação cinematográfica do romance do escritor britânico Ian McEwan em 2007.

sábado, 25 de janeiro de 2025

25 DE JANEIRO - JOHN HURT

EFEMÉRIDE - Sir John Vincent Hurt, actor britânico, morreu em Cromer no dia 25 de Janeiro de 2017. Nascera em Chesterfield, em 22 de Janeiro de 1940.

Faleceu em 2017, devido a complicação com um cancro no pâncreas.

Era um actor imensamente nomeado e premiado.

Destaca-se : nomeações para os Oscars de Melhor Actor, com “O Homem Elefante” e de Melhor Actor coadjuvante por “O Expresso da Meia-noite”; ganhou o Globo de Ouro de Melhor Actor coadjuvante, com “O Expresso da Meia-noite”; foi nomeado na categoria de Melhor Actor - Drama por “O Homem Elefante”; ganhou o BAFTA de Melhor Actor com “O Homem Elefante”, de Melhor Actor coadjuvante com “O Expresso Da Meia-noite;  e foi indicado três vezes na categoria de Melhor Actor coadjuvante por “O Estrangulador de Rillington Place”, “Alien, o oitavo passageiro” e “Terra da discórdia”.

Ganhou o prémio de Melhor Actor no Festival de Valladolid, com “1984”.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

24 DE JANEIRO - EMILIANO MERCADO DEL TORO

EFEMÉRIDE - Emiliano Mercado del Toro, cidadão de Porto Rico (território livre associado aos EUA), considerado a pessoa mais velha do mundo à data da sua morte, morreu em Isabela no dia 24 de Janeiro de 2007. Nascera em Cabo Rojo, em 21 de Agosto de 1891.

Mercado nasceu na ilha de Porto Rico, quando esta ainda era uma colónia espanhola.

Em 1918, foi convocado para a Primeira Guerra Mundial pelo exército dos Estados Unidos da América e, embora não tenha participado directamente nas batalhas, pois o conflito estava acabando, é considerado oficialmente o veterano que mais tempo viveu.

Trabalhou nas plantações de cana-de-açúcar da ilha. Nunca casou nem teve filhos.

Em 1993, aos 102 anos, recebeu uma condecoração do então presidente norte-americano Bill Clinton, quando eram celebrados os 75 anos do fim da Primeira Grande Guerra.

Foi decano da Humanidade entre 11 de Dezembro de 2006, quando Elizabeth “Lizzie” Bolden faleceu numa clínica de Memphis, aos 116 anos, até à data da sua morte. Sucedeu-lhe no título Emma Faust Tillman, de 114 anos.

Emiliano del Toro faleceu na sua casa, aos 115 anos e 156 dias, em consequência de problemas respiratórios.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

23 DE JANEIRO - MEGAWATI SUKARNOPUTRI

EFEMÉRIDE - Diah Per- mata Megawati Setiawati Sukarnoputri, política da Indonésia, nasceu em Yogyakarta no dia 23 de Janeiro de 1947. Foi presidente do seu país de Julho de 2001 a Outubro de 2004.

Nasceu no seio de uma das mais poderosas famílias do arquipélago. O seu pai, Sukarno, levou a Indonésia a tornar-se independente dos Países Baixos em 1949 e foi o primeiro presidente da nova república asiática.

No entanto, Megawati não se envolveu na política durante a juventude e só aos 40 anos, deu os primeiros passos nesse sentido.

Em 1987, mesmo com alguma relutância, alinhou na oposição ao então presidente Suharto, que exercia o poder com autoritarismo.

O seu nome de família, Sukarno, tornou-se símbolo de resistência popular e, em 1996, o ditador Suharto tentou retirá-la da liderança do PDIP (Partido Democrático da Indonésia). Esta atitude levou ao surgimento de diversas manifestações em Jacarta, a capital da Indonésia.

Apoiantes de Suharto assaltaram a sede do PDIP e fizeram cinco mortos entre os militantes do partido, um incidente que transformou Megawati numa heroína nacional.

Quando Suharto resignou em Maio de 1998, Megawati Sukarnoputri relançou o PDIP, que nas primeiras eleições parlamentares livres foi o mais votado. No entanto, a Assembleia Nacional, a Câmara Alta do Parlamento, responsável pela nomeação dos presidentes na Indonésia, não permitiu que ela fosse empossada, em detrimento de Abdurrahman Wahid.

Megawati Sukarnoputri limitou-se a assumir a vice-presidência da Indonésia. Quando Wahid foi afastado da presidência por incompetência e alegada corrupção, em Julho de 2001, Megawati assumiu o lugar de presidente.

Apesar de todas as expectativas nela depositadas, ao fim de três anos no cargo a desilusão no país era geral, devido ao crescimento do desemprego, da corrupção e ao desenvolvimento dos movimentos terroristas islâmicos. A sua actuação após os atentados terroristas em Bali, que fizeram dezenas de mortos, foi muito criticada.

Um dos momentos altos do seu mandato aconteceu em 2002, quando participou numa cerimónia em Timor-Leste, para assinalar a independência deste país em relação à Indonésia. Esta atitude foi muito bem vista a nível internacional.

Em 20 de Setembro de 2004, Megawati concorreu a um segundo mandato presidencial, mas foi derrotada nas eleições por Susilo Bambang Yudhoyono, abandonando o cargo um mês depois. 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

22 DE JANEIRO - MARSHALL ROGERS

EFEMÉRIDE - Marshall Rogers, desenhador de banda desenhada norte-americano, nasceu em Nova Iorque no dia 22 de Janeiro de 1950. Morreu na Califórnia em 25 de Março de 2007.

Trabalhou para a Marvel e a DC Comics desde a década de 1970. Juntamente com Bob Kane, Jerry Robinson, Sheldon Moldoff, Dick Sprang, Carmine Infantino, Neal Adams, Jim Aparo, Frank Miller e Norm Breyfogle, Rogers foi um dos ilustradores chave do personagem Batman.

Adicionalmente, ele também ilustrou uma das primeiras graphic novels, “Detectives Inc”.

Um arquitecto pelo treino, o seu trabalho caracterizava-se pela descrição dos personagens com preferência pelas proporções relativamente humanas, em vez de musculaturas exageradas, e pelos detalhes dos edifícios e das estruturas.

Alguns dos seus primeiros comics apareceram na revista a preto e branco “The Deadly Hands of Kung Fu”, onde ele trabalhou com o escritor Chris Claremont numa história do “Punho de Ferro” apoiando os personagens de Misty Knight e Colleen Wing como «As filhas do Dragão»; foi um dos mais distintos usos do preto e branco a aparecer em qualquer uma das revistas da Marvel desse período, evitando as sombrias camadas de cinzento, que eram usadas noutras faixas, a favor de um forte contraste no preto e branco.

O trabalho de Rogers com o escritor Steve Englehart no “Detective Comics” é considerado uma interpretação definitiva do humor negro de Batman, embora as suas versões tendam a ser mais cerebrais e menos coléricas que as dos seus contemporâneos. Eles fizeram recentemente uma sequela com a mini-série chamada “Batman: Dark Detective”, e trabalharam juntos noutras séries, tais como “The Silver Surfer” (“Surfista Prateado”). Também na década de 1980, trabalhou na série “Doutor Estranho”.

Rogers também fez trabalho independente na Eclipse Comics e outras. Estes trabalhos incluem as primeiras séries “Coyote”, com Englehart, e o seu próprio “Capt. Quick and the Foozle”.

No início da década de 1990, deixou o mundo da banda desenhada para se dedicar à indústria dos videojogos, onde passou a maior parte da década.

A sua primeira corrida do Batman foi recolhida numa brochura comercial: “Batman: Strange Apparitions”. “Dark Detective” também foi recentemente reimpresso em TPB: “Batman: Dark Detective”.

Nos últimos anos, fazia trabalhos esporádicos de banda desenhada, sendo o mais proeminente as mini-séries “Batman: Dark Detective”, que ressuscitavam a parceria com Englehart, 25 anos depois.

Rogers faleceu aos 57 anos de idade por provável ataque cardíaco.

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

21 DE JANEIRO - EMANUEL JARDIM FERNANDES

EFEMÉRIDE - Emanuel Vasconcelos Jardim Fernandes, advogado e político português, nasceu no Seixal, Porto Moniz, Madeira, em 21 de Janeiro de 1944.

É militante do Partido Socialista. Foi deputado à Assembleia da República por duas vezes, entre 1983 e 1985 e, de novo, entre 1991 e 1995.

Foi eurodeputado de 2004 a 2009.

Entre 2013 e 2017, foi presidente da Assembleia Municipal do Porto Moniz e liderou o Partido Socialista-Madeira durante 14 anos.

Em 28 de Junho de 2001, foi agraciado com o grau de grande-oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

20 DE JANEIRO - SELEMON BAREGA

EFEMÉRIDE - Selemon Barega, fundista etíope, campeão olímpico dos 10 000 metros, nasceu em Gurage no dia 20 de Janeiro de 2000.

Em 2016, quando começou a competir internacionalmente, aos 16 anos de idade, foi Campeão Mundial Júnior dos 5 000 metros, em Bydgoszcz, Polónia.

No ano seguinte, competindo nesta mesma prova como adulto, aos 17 anos, foi quinto colocado no Campeonato Mundial de Atletismo de Londres.

Em 2018, estabeleceu o recorde mundial júnior para os 5 000 metros no Memorial Van Damme, prova integrante da Champions League, em Bruxelas, Bélgica, com a marca de 12:48, que o colocou como o quinto atleta do mundo mais rápido nela, com apenas 18 anos de idade.

No ano seguinte, foi medalha de prata da prova no Campeonato Mundial de Atletismo de 2019, em Doha, Qatar.

Em Tóquio 2020, disputado em 2021, foi campeão olímpico dos 10 000 metros, derrotando o recordista mundial da prova Joshua Cheptegei, do Uganda.

Em Budapeste 2023, o campeonato mundial seguinte, ficou com a medalha de bronze nos 10 000 metros.

domingo, 19 de janeiro de 2025

19 DE JANEIRO - BETTINO CRAXI

EFEMÉRIDE - Benedetto “Bettino Craxi, político italiano, morreu em   Hammamet no dia 19 de Janeiro de 2000. Nascera em Milão, em 24 de Fevereiro de 1934.

Foi secretário do Partido Socialista Italiano (PSI) de 1976 a 1993 e presidente do Conselho de Ministros (primeiro-ministro) entre 4 de Agosto de 1983 e 17 de Abril de 1987, tendo sido o primeiro membro do PSI a ocupar o cargo.

Craxi foi uma figura proeminente da chamada Primeira República Italiana (1948/1994). Promoveu uma renovação do PSI e da esquerda italiana, o que o levou a enfrentar dura resistência, tanto por parte do Partido Comunista Italiano como do seu próprio partido.

Durante o seu governo, a economia italiana consegue recuperar dos danos decorrentes do segundo choque do petróleo (1979). O governo Craxi é marcado por importantes eventos económicos, tais como o enfraquecimento do mecanismo de scala mobile (em português, “escada rolante”: reajuste automático dos salários ao nível dos preços), o declínio da inflação e o crescimento do PIB italiano que, em 1987, supera o PIB da Grã-Bretanha, fazendo da Itália a quinta maior economia do mundo - depois dos Estados Unidos, Japão, Alemanha e França. Por outro lado, a dívida pública aumenta drasticamente, e a corrupção na administração pública, assim como a colaboração do governo com personagens ambíguos, compromete gradualmente a imagem de Craxi. Ao mesmo tempo, a máfia sofre um grande revés, com o chamado Maxiprocesso de Palermo, iniciado em 1986.

*****

Permaneceu durante a maior parte da sua vida no PSI. Ascendeu rapidamente no partido. Em 1968, foi eleito deputado e imediatamente foi nomeado vice-secretário nacional.

Em 1976, em plena crise interna, foi eleito secretário-geral em substituição a Francesco De Martino. Inicia assim sua longa liderança do PSI, em que pode ser considerado um “secretário de transição” pela velha guarda socialista.

Em 1983, foi eleito primeiro com o apoio da aliança formada pelo PSI, DC, PSDI, PRI e PLI. Entre as suas principais políticas destacaram-se a assinatura de um novo acordo com a Santa Sé em 1984, a entrada de Itália no G7 e uma nova política de impostos.

A corrente política de Craxi dominava completamente o PSI, salvo pela corrente mais esquerdista do PSI dirigida por Riccardo Lombardi, que acusava o premier de ser de direita. Este domínio quase absoluto permitiu a Craxi levar o partido às suas posições moderadas dentro da social-democracia.

Em 31 de Outubro de 1987, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal.

A sua queda ocorreu em 1992, com a iniciativa judicial denominada Operação Mãos Limpas, que tentou acabar com a corrupção imperante na política italiana. Craxi, apontado entre os corruptos, teve que se demitir do seu cargo. O PSI não tardaria a desaparecer.

Craxi mudou-se para a Tunísia em 1994, fugindo da justiça italiana e faleceu em 2000, na cidade litorânea de Hammamet.

Em 1989, com a queda do muro de Berlim e a resultante crise no Partido Comunista Italiano (PCI), Craxi propõe a união de todo o socialismo numa bandeira comum. Propunha a união do PSI, PSDI e do PCI, que abandonava o comunismo. Assim se buscava criar uma única força social-democrata.

Por culpa da recessão económica, e sobretudo da crise de corrupção dos anos 1990, a ideia nunca chegou a realizar-se, ainda que tenha permitido a aproximação de posições entre os políticos. Assim, muitos deles criaram o Partido Democrata de Esquerda, partido herdeiro dos comunistas. 

sábado, 18 de janeiro de 2025

18 DE JANEIRO - JORGE GUILLÉN

EFEMÉRIDE - Jorge Guillén Álvarez, poeta, crítico literário e cronista espanhol, membro da Geração de 27, nasceu em Valladolidno dia18 de Janeiro de 1893. Morreu em Málaga, em 6 de Fevereiro de 1984.

Qualificado como vanguarda na Espanha, como os demais poetas de sua geração, explorou o verso livre e alguns recursos utilizados pela poesia experimental ou simplesmente moderna feita desde Mallarmé e Jules Laforgue, como a disposição tipográfica não-linear e a estrutura sintáctica entrecortada do diálogo.

Quando se iniciou a Guerra Civil Espanhola, expatriou-se, tendo vivido nos Estados Unidos, onde escreveu boa parte de sua obra e foi professor de Literatura no Wellesley College, em Massachussets, de 1940 a 1958. Repousa no Cemitério Inglês, em Málaga.

Em 1957/1958, proferiu as palestras Charles Eliot Norton na Universidade de Harvard, que foram publicadas em 1961 sob o título “Language and Poetry: Some Poets of Spain”. A palestra final foi uma homenagem aos seus colegas da Geração de 27.

Em 1983, foi nomeado Hijo Predilecto de Andalucía. Foi nomeado quatro vezes para o Prémio Nobel de Literatura.

Recebeu o doutoramento Honoris Causa pela Faculdade de Filosofia e Letras de Valladolid (1977).

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

17 DE JANEIRO - MICK TAYLOR

FEMÉRIDE - Michael “Mick Kevin Taylor, guitarrista britânico, mais conhecido por ter sido um dos membros dos The Rolling Stones entre 1969 e 1974, período após o qual seguiu carreira a solo, nasceu em Welwyn Garden City, no dia 17 de Janeiro de 1949.

Foi considerado o 37º melhor guitarrista da história, em inquérito da revista norte-americana “Rolling Stone”. Utiliza uma guitarra Gibson Les Paul.

Antes de integrar os Rolling Stones, Mick Taylor tocou no John Mayall’s Bluesbreakers, entre 1967 e 1969, em substituição de Peter Green, que deixou o grupo de John Mayall para formar o Fleetwood Mac em meados de 1967.

Mick Taylor tocou também com Jack Bruce (ex-Cream) e com Bob Dylan, entre outros artistas.

Ele foi apresentado ao público como novo guitarrista dos Rolling Stones no famoso concerto ao ar livre no Hyde Park, em Londres, em Julho de 1969, que acabou tornando-se uma homenagem ao ex-integrante da banda Brian Jones, falecido dias antes (foi encontrado morto na piscina de sua mansão, numa ocorrência não de todo esclarecida).

Mick Taylor participou naquela que é considerada a fase mais criativa dos Rolling Stones, entre o final dos anos 1960 e primeira metade dos anos 1970.

É especialmente marcante a sua contribuição para os álbuns “Let it Bleed”, “Get Yer Ya-Ya’s Out”, “Sticky Fingers”, “Exile on Main Street”, “Goat Head Soup” e “It’s Only Rock’n’Roll”, além de notável participação na gravação de faixas como “Honk Tonk Women”, sua estreia na banda, “I Don’t Know Why”, “Through The Lonely Nights” e “Waiting on a Friend”, esta última realizada em 1972 durante as sessões de “Goat Head Soup”, mas lançada somente no álbum “Tatto You”, de 1981.

Para muito além de meramente preencher a vaga deixado por Brian Jones, o trabalho de Mick Taylor foi factor essencial na evolução musical dos Rolling Stones, reforçando a sua característica como banda de rock and roll com forte presença do blues e da música negra americana de forma geral (soul, gospel, rhythm and blues, etc.), com eventual passagem por outros estilos, como a country music, que se observa em temas como “Dead Flowers” e “Torn and Frayed”. Merece destaque a virtuose de Mick Taylor nos solos de guitarra das músicas dos Stones, tais como “Winter” e “100 Years Ago”.

A vinda de Mick Taylor, aliás, permitiu a Keith Richards uma maior liberdade musical, principalmente para compor, em contraponto à condição de estar sempre sobrecarregado anteriormente, com a participação praticamente nula de Brian Jones nos seus últimos anos de banda, por problemas com uso excessivo de drogas. Mick Taylor, ao contrário, demonstrou vigorosa capacidade de trabalho no estúdio e nas tournés, em plena sintonia com o espírito da banda.

Deixou os Rolling Stones abruptamente em 1974, supostamente por desentendimentos com Mick Jagger e Keith Richards a respeito dos créditos em diversas composições. Alega-se, dentre outros motivos da sua saída da banda, que a composição das músicas “Sway” e “Moonlight Mile” seja fruto da parceria dele com Mick Jagger, a despeito de ter sido creditada apenas a Jagger & Richards. A única música em que lhe foi creditada a co-autoria foi “Ventilador Blues”. A questão da co-autoria de “Time waits for no one” foi uma das últimas celeumas havidas entre Mick Taylor e os Glimmer Twins, em 1974.

Durante a sua carreira, Mick utilizou diversas guitarras, dentre as quais se destaca a Gibson Les Paul, tida como sua marca registada. Mas ele usou também Gibson SG, especialmente no início da sua carreira nos Stones, Gibson ES-355, sobretudo nos álbuns “Sticky Fingers” e “Exile on Main Street”, e esporadicamente Fenders Stratocaster e Telecaster.

No período em que esteve nos Rolling Stones, Mick Taylor tocou eventualmente contrabaixo, em substituição do baixista Bill Wyman, na sua ausência no estúdio ou quando este se dedicava a outro instrumento nas gravações, e em inúmeras gravações contribuiu com o seu talento no violão.

Foi alçado ao Hall of Fame em 1989, junto com os demais Rolling Stones.

Em Novembro de 2012, Mick Taylor subiu ao palco mais uma vez com os Rolling Stones, tocando guitarra numa versão de 12 minutos de Midnight Rambler como convidado da sua ex-banda, num show em Londres.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

16 DE JANEIRO - NICCOLÒ PICCINNI

EFEMÉRIDE - Niccolò Piccinni, compositor clássico italiano de sinfonias, música sacra, música de câmara e ópera, nasceu em Bari no dia 16 de Janeiro de 1728. Morreu em Passy, em 7 de Maio de 1800.

Foi um dos mais populares compositores de ópera do seu tempo, especialmente opera buffa napolitana.

Historicamente, ele teve a infelicidade de ficar entre as gerações dos seus grandes antecessores, como Pergolesi e os grandes compositores que lhe sucederam, incluindo Paisiello e Cimarosa.

Piccinni foi educado por Leonardo Leo e Francesco Durante, no Conservatório de S. Onofrio, graças à intervenção do bispo de Bari, uma vez que o seu pai, embora ele próprio músico, se opunha.

A primeira ópera, “Le donne dispettose”, foi produzida em 1755 e, em 1760, compôs, em Roma, “chef d’œuvre”, e “La Cecchina”, “ossia la buona Figliuola”, uma ópera buffa com um libreto de Goldoni, executada em Roma e em todas as importantes capitais europeias, provavelmente, a mais popular ópera buffa do século XVIII.

Em 1784, tornou-se professor na Royal School of Music, uma das instituições a partir da qual o Conservatório foi formado em 1794.

Com a Revolução Francesa, em 1789, voltou a Nápoles, onde foi bem recebido pelo rei Fernando IV, mas após o casamento da sua filha, ele foi acusado de ser revolucionário e colocado sob prisão domiciliária durante quatro anos.

Nos nove anos seguintes, manteve uma existência precária em Veneza, Nápoles e Roma, mas retornou em 1798 a Paris, onde o público o recebeu com entusiasmo, mas não obteve grandes sucessos.

Morreu em Passy, perto de Paris. Durante a sua vida, trabalhou com os maiores libretistas do seu tempo, incluindo Metastasio. Após a sua morte, um memorial foi criado em Bari.

A mais completa lista das suas obras foi dada na “Rivista musicale italiana”: mais de oitenta óperas.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

15 DE JANEIRO - ADOLFO COELHO

EFEMÉRIDE - Francisco Adolfo Coelho, pedagogo e pedagogista, filólogo e escritor português, nasceu em Coimbra no dia 15 de Janeiro de 1847. Morreu em Carcavelos, em 9 de Fevereiro de 1919.

Autodidacta, foi uma das figuras mais importantes da intelectualidade portuguesa nos finais do século XIX.

Teve uma infância repleta de dificuldades. Contava apenas 19 meses, quando o seu pai morreu.

Frequentou o liceu em Coimbra, tendo-se matriculado com 15 anos em Matemática na Universidade.

Insatisfeito com o ambiente que aí encontrou, dois anos depois abandonou os estudos universitários. Impôs então a si próprio um programa de estudos centrado em autores alemães, aprendendo para o efeito a língua alemã.

Ao longo da sua vida, realizou notáveis trabalhos em pedagogia, linguística, etnografia e antropologia. Foi professor no Curso Superior de Letras, onde ensinou Filologia Românica Comparada e Filologia Portuguesa e assistiu à sua transformação em Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Foi director da Escola Primária Superior de Rodrigues Sampaio, criada por sua iniciativa. Exerceu também actividades docentes na Escola Normal Superior de Lisboa.

Participou em várias comissões de ensino médio e superior, como vogal ou presidente, tendo nessa qualidade elaborado importantes relatórios.

Proferiu, nas célebres Conferências do Casino, organizadas por Antero de Quental e Jaime Batalha Reis, a conferência “A Questão do Ensino” (1871). No seu livro homónimo, publicado no ano seguinte, Adolfo Coelho fala sobre a necessidade e fins do ensino; examina as formas e tipos; o ensino em Portugal em decadência pela aliança entre Igreja e Estado; defende a separação entre ambos e a promoção da liberdade do pensamento.

As suas concepções pedagógicas assentavam na convicção que através da educação seria possível regenerar o país. Combateu a submissão do ensino às ideias religiosas.

Organizou um importante Museu Pedagógico na Antiga Escola do Magistério Primário de Lisboa.

Encontra-se colaboração da sua autoria nas publicações periódicas: “Renascença” (1878/1879?), “O Pantheon” (1880/1881), “Froebel” (1882/1884), “Branco e Negro” (1896/1898), “Serões” (1901/1911); e ainda no “Jornal dos Cegos” (1895/1920).

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

14 DE JANEIRO - GIULIO ANDREOTTI

EFEMÉRIDE - Giulio Andreotti, político democrata-cristão italiano, nasceu em Roma no dia 14 de Janeiro de 1919. Morreu na mesma cidade em 6 de Maio de 2013. Ocupou por diversos mandatos o cargo de primeiro-ministro de Itália. Desde 1991, foi senador vitalício por nomeação presidencial.

Líder do Partido Democrata-Cristão italiano, foi primeiro-ministro nos períodos de 1972/1973, 1976/1979 e 1989/1992.

Iniciou a carreira política em 1946 como deputado, embora fosse dirigente da Democracia Cristã desde 1944. Antes, foi jornalista de profissão, tendo sido co-fundador do “Popolo”, o jornal do seu partido. Foi colaborador de Alcide De Gasperi, passando por todos os seus governos com as mais variadas funções.

Em 1954, foi ministro do Interior; em 1955, das Finanças; em 1966, fez parte do terceiro governo de Aldo Moro; entre Fevereiro de 1972 e Junho do ano seguinte, presidiu um governo democrata-cristão, com o apoio dos partidos do centro; em Junho de 1976, após as eleições gerais, assumiu o poder com um gabinete democrata-cristão minoritário, que só pôde governar devido à abstenção do grupo parlamentar comunista.

Em 1978, Andreotti formou governo com o Partido Comunista Italiano, dispondo assim de uma maioria absoluta parlamentar. No ano seguinte, o gabinete de coligação chegou ao fim devido à polémica adesão da Itália ao sistema monetário europeu, à qual os comunistas se opunham. A forte oposição dos socialistas impediria Andreotti de cumprir à risca o seu programa de luta contra a inflação.

Em 1983, assumiu o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros e, em 1989, formou um governo de coligação, sucedendo a Ciriaco De Mita.

Em 31 de Outubro de 1987, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito; a 12 de Setembro de 1990, recebeu a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo e, em 29 de Junho de 1990, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

Até ao ano da sua demissão, em 1992, conduziu governos de centro-direita, centro-esquerda e de unidade nacional. No que diz respeito à política externa, mostrou-se tendenciosamente pró-árabe, mas também atlantista.

Em 1993, para além de vários escândalos políticos, a Justiça acusou Andreotti de delitos com ligação à Máfia e a esquemas de financiamento ilegal de partidos políticos. O seu julgamento teve início em 1995, mas Andreotti acabou por ser absolvido em 1999. Em 2003, o tribunal de apelação de Palermo rejeitou a sentença de absolvição emitida, estabelecendo que provaram relações com a Máfia até 1980 (crime cometido, mas prescrito); em 2004, a sentença foi confirmada pelo Supremo Tribunal.

Em 2002, Giulio Andreotti foi enfim condenado a 24 anos de prisão, por cumplicidade com os assassinos do jornalista Mino Pecorelli, em 1979. No entanto, não foi preso, pois gozava de imunidade, dada a sua condição de senador vitalício. Pecorelli fora assassinado por dois indivíduos, após ter anunciado que tencionava publicar uma reportagem sobre supostas cobranças de comissões ilegais por Andreotti. O repórter baseara-se em documentos do líder da Democracia Cristã, Aldo Moro, morto pelas Brigadas Vermelhas no ano anterior. O tribunal de apelação de Perugia rejeitou a sentença de absolvição emitida, em 1999, por um tribunal de primeira instância - segundo o qual Andreotti, na altura com 83 anos, nada tinha a ver com a morte do jornalista. Em 2003, o Supremo Tribunal anulou a sentença e absolveu Andreotti por não ter cometido o crime.

Os seus anos no poder foram tratados no filme “Il Divo” (2008), de Paolo Sorrentino.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

13 DE JANEIRO - NATHANIEL CARTMELL

EFEMÉRIDE - Nathaniel John Cartmell, atleta e campeão olímpico norte-americano, detentor de quatro medalhas em dois Jogos Olímpicos disputados, nasceu em Uniontown (Kentucky) no dia                                                                                         13 de Janeiro de 1883. Morreu em Nova Iorque, em 23 de Agosto de 1967.

Velocista, disputou os Jogos Olímpicos pela primeira vez em St. Louis 1904, quando conquistou duas medalhas de prata, nos 100 m e 200 m. Em Londres 1908, coleccionou mais um bronze nos 200 m para o seu palmarés de medalhas individuais. Mas foi na estafeta misto por equipas dos 1600 m, junto com Melvin Sheppard, John Taylor e William Hamilton que ele se tornou campeão olímpico, com a vitória da equipa em 3m29s4, na única vez em que essa prova - em que quatro atletas corriam 200 m, 400 m e 800 m, perfazendo a distância total - foi disputada em Jogos Olímpicos.

Um facto curioso aconteceu com Cartmell em Londres. Ele envolveu-se numa briga com um polícia na rua e saiu correndo de volta ao hotel, sabendo que o homem não poderia alcança-lo a pé. Mais tarde, a polícia foi até onde se hospedava a equipa olímpica americana e prendeu Charles Hollaway, muito parecido com Cartmell, mas que nada tinha a ver com o caso. Ele soube do facto e foi até à esquadra para se entregar, mas Hollaway já havia sido libertado sob fiança e ele escapuliu-se de novo para o hotel.

Depois de abandonar as pistas, tornou-se técnico de atletismo e basquetes em diversas equipes universitárias. Também treinou as equipes de atletismo em pista e cross-country da Universidade da Pensilvânia, sua alma mater, de 1923 a 1933, encerrando a carreira como técnico da Academia Militar dos Estados Unidos, em 1956.

domingo, 12 de janeiro de 2025

12 DE JANEIRO - PAULO GONÇALVES

EFEMÉRIDE - Paulo da Silva Gonçalves, piloto motociclista português, morreu em Layla, Arábia Saudita, no dia 12 de Janeiro de 2020, durante o Rally Dakar. Nascera em Gemeses, Esposende, em 5 de Fevereiro de 1979.

Destacou-se como motociclista, tendo acumulado 23 títulos nas modalidades de motocross, supercross e enduro. Foi Campeão do Mundo de ralis todo-o-terreno em 2013 e vice-campeão em 2014.

Começou a participar no Rally Dakar em 2006, tendo feito parte daquela competição durante treze edições. Em quatro ocasiões, terminou no Top-10, tendo sido o segundo na geral em 2015, apenas abaixo do vencedor, Marc Coma.

Durante o Rally Dakar esteve em quatro equipas: KTM, Honda, Husqvarna e Hero, esta última em 2020.

Durante a edição de 2020, partiu o motor na terceira etapa, tendo chegado a ser anunciada a sua desistência, notícia que foi corrigida cerca de três horas depois, uma vez que Paulo Gonçalves estava a tentar reparar o seu veículo ao mesmo tempo que aguardava a chegada da assistência da sua equipa. Devido ao seu gosto por velocidades elevadas, recebeu a alcunha de “Speedy”, em alusão ao personagem animado Speedy González.

Faleceria num acidente ao quilómetro 276 da sétima etapa do Rali Dakar 2020. As equipas de salvamento encontraram-no já inconsciente, tendo tentado a reanimação no local. Foi depois transportado de helicóptero para o hospital de Layla, onde foi confirmado o óbito. Faleceu aos 40 anos de idade.

Após o seu falecimento, a autarquia de Esposende emitiu uma nota de pesar, onde destacou a sua carreira como piloto e o considerou como um embaixador de Esposende no mundo.

A sua morte também foi lamentada pelo presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, que afirmou «Paulo Gonçalves morreu a tentar alcançar o sonho de vencer uma das mais duras e perigosas provas de rally do mundo, na qual foi sempre um digníssimo representante de Portugal, chegando a alcançar o segundo lugar em 2015».

No dia 29 de Janeiro de 2020, foi condecorado, a título póstumo, com o Colar de Honra ao Mérito Desportivo, a mais alta distinção que o Governo pode entregar no campo desportivo. Foi também distinguido com a Medalha de Honra do Município de Esposende.

sábado, 11 de janeiro de 2025

11 DE JANEIRO - ALICE PAUL

EFEMÉRIDE - Alice Stokes Paul, activista norte-americana dos direitos da mulher, sufragista e feminista, e uma das principais líderes e estrategistas da campanha pela Décima Nona Emenda à Constituição dos EUA, que proíbe a discriminação sexual no direito de votar, nasceu em Mount Laurel no dia 11 de Janeiro de 1885. Morreu em Moorestown Township, em 9 de Julho de 1977, aos 92 nos de idade.

Alice iniciou, junto com Lucy Burns e outras, eventos estratégicos como a Procissão do Sufrágio Feminino e as Sentinelas Silenciosas, que faziam parte da campanha de sucesso que resultou na aprovação da emenda em 1920.

Treinada no activismo britânico tendo Emmeline Pankhurst como ponto de referência, Paul vislumbrou a luta pelo sufrágio com medidas e formas radicais, longe da moderação da Associação Nacional do Sufrágio das Mulheres Americanas. Além disso, o seu único objectivo era reformar a Constituição do país, em vez de realizar referendos por estado. Ela foi expulsa da associação em 1916 e fundou o Partido Nacional das Mulheres, com o qual continuou o seu activismo por mais de meio século.

Alice Paul deu grande visibilidade ao movimento quando, no dia anterior à posse presidencial de Woodrow Wilson em 1913, organizou um desfile na Pennsylvania Avenue, que realizou reivindicações pelo voto e teve comparecimento de mais de meio milhão de pessoas.

Alguns anos mais tarde, quando o presidente Wilson se recusou a fazer a emenda à Constituição ser discutida no Congresso, Paul decidiu fazer um piquete às portas da Casa Branca, que seria repetido todos os dias até que a alteração fosse aprovada. Isto teve grande cobertura da imprensa, especialmente os actos violentos que foram registados para as manifestantes quando o país entrou na Primeira Guerra Mundial e as activistas continuaram com a medida.

Alice e outros activistas foram presos e mantidos em condições insalubres. Como protesto, Paul fez uma greve de fome e foi forçada a alimentar-se.

Após 1920, Paul passou meio século como líder do Partido Nacional da Mulher e lutou pela Emenda dos Direitos Iguais (Equal Rights Amendment), escrita por Paul e Crystal Eastman, para garantir a igualdade constitucional para as mulheres.

Ela conquistou um grande grau de sucesso com a inclusão das mulheres como grupo protegido contra a discriminação pela Lei dos Direitos Civis d 1964.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

10 DE JANEIRO - JÚLIO POMAR

EFEMÉRIDE - Júlio Artur da Silva Pomar, artista plástico/pintor português, nasceu em Lisboa no dia 10 de Janeiro de 1926. Morreu na mesma cidade em 22 de Maio de 2018.

Pertenceu à 3ª geração de pintores modernistas portugueses, sendo autor de uma obra multifacetada, centrada na pintura, desenho, cerâmica e gravura, com importantes desenvolvimentos nos domínios da tri-dimensão (escultura; assemblage) ou da escrita. Os primeiros anos da sua carreira estão ligados à resistência contra o regime do Estado Novo e à afirmação do movimento neo-realista em Portugal, marcando a especificidade deste no contexto europeu. Teve uma acção artística e cívica intensa ao longo das décadas de 1940 e 1950 e é consensualmente considerado o mais destacado dos cultores do neo-realismo nacional.

Começou a distanciar-se do activismo político e do idioma figurativo inicial, na segunda metade da década de 1950 e, em 1963, radicou-se em Paris. Sem nunca abandonar o pendor figurativo, libertou-se do compromisso neo-realista, enveredando pela «exploração de práticas pictóricas diversas que o centrarão na pintura enquanto tal, interrogando as suas formas, composições e processos, pintando das mais variadas maneiras na exploração ou na recusa das possibilidades que o seu tempo lhe abriu».

Ao longo das últimas quatro décadas, abordou uma grande variedade de universos temáticos, da reflexão auto-referencial ao erotismo, do retrato às alusões literárias e matérias mitológicas. Do ponto de vista formal, encontramos idêntica riqueza de meios e soluções. «A obra de Júlio Pomar constrói sucessivas cadeias de relações formais e semânticas entre os diferentes materiais, processos e técnicas».

Entre as grandes exposições realizadas nas últimas décadas, salientam-se: Fundação Calouste Gulbenkian; Museu de Arte Contemporânea de Serralves; Sintra Museu de Arte Moderna - Colecção Berardo; e museus de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, que consagraram a sua obra, que se destaca como uma das mais significativas expressões da criação artística portuguesa contemporânea.

Júlio Pomar frequentou a Escola António Arroio. Inscreveu-se depois na Escola de Belas-Artes de Lisboa em 1942. Nesse mesmo ano, em associação com ex-colegas da António Arroio, alugou um quarto na Rua das Flores, onde instalou um atelier e que servirá de improvisado local para uma exposição de grupo, a primeira em que participou. A mostra foi visitada por personalidades de relevo no mundo das artes, entre as quais Almada Negreiros, que lhe adquiriu uma pintura, hoje desaparecida, (“Saltimbancos”).

Descontente com a Escola de Lisboa, em 1944 transferiu-se para a Escola de Belas-Artes do Porto, que abandonou em definitivo dois anos mais tarde, na sequência de um processo disciplinar. Participou em Exposições Independentes (Porto e Coimbra, 1944; Lisboa, 1945), dinamizadas por Fernando Lanhas, com quem estabeleceu uma «estreita relação de cumplicidade».

Entre Junho e Outubro de 1945, dirigiu a página semanal de arte do diário “A Tarde” (Porto), onde divulgou o trabalho dos muralistas mexicanos (corrente onde se incluem Orozco e Siqueiros), do regionalista norte-americano Thomas Hart Benton, de Grosz ou Portinari, todos eles figuras de referência do neo-realismo nacional emergente.

Nos anos que se seguiram, colaborou com críticas e textos de intervenção estética, em revistas como “Mundo Literário” (1946/1948), “Seara Nova”, “Vértice”, “Horizonte”, etc. Embora afirmando a necessária independência da criação artística, em muitos desses textos, iria associar o trabalho de pintor ao combate político, dando prioridade à defesa da responsabilidade social do artista na criação de uma arte acessível e interveniente. Data de 1945, a sua filiação nas Juventudes Comunistas, ilegais (abandonaria o PCP anos mais tarde, de forma gradual).

Em 1946, iniciou um grande mural no Cine-Teatro Batalha, no Porto. Seria um dos principais organizadores (e expositores) das Exposições Gerais de Artes Plásticas realizadas na Sociedade Nacional de Belas Artes, entre 1946 e 1956. Uma das suas pinturas foi apreendida pela polícia política na segunda exposição em 1947, ano em que expôs individualmente pela primeira vez e foi preso pela PIDE, durante 4 meses, por pertencer à direcção do MUD juvenil. O mural do Cine-Teatro Batalha foi destruído por imposição governamental, no ano seguinte. Em 1949, foi afastado do lugar de professor de Desenho no ensino técnico devido à sua participação na candidatura presidencial de Norton de Matos (de quem desenhou um retrato, muito divulgado na altura).

No início da década de 1950, realizou novas exposições individuais (1950, 1951, 1952). Uma pintura sua foi adquirida pelo Museu de Arte Contemporânea de Lisboa (1953). Em 1956, participou na fundação da Cooperativa Gravura, da qual seria o principal dinamizador (até 1963). Participou na I e na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, 1957 e 1961), onde lhe foram atribuídos o Prémio de Gravura e o 1º Prémio de Pintura, respectivamente. Participou na comissão organizadora (e enquanto expositor) da exposição 50 Artistas Independentes (SNBA, 1959), marco simbólico da ruptura de muitos artistas com as actividades culturais promovidas pelo governo. Realizou viagens a Madrid (1950), Paris (1951, 1956, 1961), Itália (1958), etc.

Em Junho de 1963, fixou residência em Paris. A mudança representou o afastamento definitivo da acção cívica, que marcou o arranque da sua carreira.  Regressou a Portugal apenas de forma esporádica e só vinte anos mais tarde adquiriu uma casa em Lisboa para aí instalar um segundo atelier. Expôs individualmente em Lisboa (Galeria do Diário de Notícias, 1962 e 1963) e em Paris (Galerie Lacloche, 1964 e 1965), cidades onde iria expor com regularidade ao longo dos anos e construir uma carreira estável.

Em 1967, realizou as primeiras assemblages com materiais encontrados e, no ano seguinte, iniciou duas séries paralelas, uma das quais acerca das convulsões de Maio de 1968 em França. Expõe de novo em Lisboa e, a partir de 1969, deu início à colaboração regular com a Galeria 111 de Manuel de Brito, que passou a representá-lo em Portugal.

Quando se deu a Revolução de Abril de 1974, encontrava-se em Lisboa, onde permaneceu durante vários meses. Ao longo da década de 1970, publicou uma recolha de poemas, participou em mostras internacionais de relevo - nomeadamente na Bienal de S. Paulo, Brasil (1976) e realizou importantes exposições individuais, de onde se pode destacar a primeira retrospectiva da sua obra (Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, e Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto, 1978).

Nos anos 1980, a obra de Pomar descobriu sintonias com a figuração expressionista, que se afirmava a nível internacional. Nas décadas seguintes, as exposições multiplicaram-se, em galerias e museus, nacionais e internacionais.

Fez duas viagens ao Brasil (1987 e 1988), de onde resultaram importantes séries de pinturas, que expôs em Lisboa, Madrid e Paris. Em 1999, Júlio Pomar deu início ao levantamento exaustivo da sua obra, com vista à organização do respectivo catálogo “Raisonnée”.

Em 2003, foi-lhe atribuído o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso. No ano seguinte, o Sintra Museu de Arte Moderna - Colecção Berardo apresentou uma vasta retrospectiva intitulada “Pomar/Autobiografia”, enquanto o Centro Cultural de Belém expôs a antologia “A Comédia Humana”, dedicada à obra das décadas mais recentes. Em 2008, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto, incluiu numerosas assemblages (esculturas) inéditas na mostra Cadeia da Relação.

Pomar dedicou-se especialmente ao desenho e pintura, mas a sua área de acção estendeu-se à gravura, escultura e «assemblage», ilustração, cerâmica, tapeçaria, cenografia para teatro, decoração mural em azulejo (de onde podem destacar-se os painéis para a estação de Alto dos Moinhos, Metropolitano de Lisboa, 1983/1984).

Entre os inúmeros textos que publicou ao longo dos anos, podem destacar-se os seus livros de ensaios sobre pintura: “Discours sur la Cécité des Peintres” (1985), “Da Cegueira dos Pintores” (1986) e “Então e a Pintura?” (2003). Publicou também dois livros de poesia: “Alguns Eventos” (1992) e “TRATAdoDITOeFeito” (2003).

Em 2013, inaugurou o Atelier-Museu Júlio Pomar, num edifício adquirido em 2000 pelo Município de Lisboa (remodelado segundo projecto do arq. Álvaro Siza Vieira). O atelier-museu possui um acervo de várias centenas de obras, doadas pelo artista à Fundação Júlio Pomar e que inclui pinturas, esculturas, desenhos, etc.

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
- Lisboa, Portugal
Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muitas mais...