domingo, 13 de julho de 2025

13 DE JULHO - MIGUEL ARAÚJO

EFEMÉRIDE - Miguel Costa Pinheiro de Araújo Jorge, músico português, nasceu na Maia em 13 de Julho de 1978.

Miguel Araújo é autor e intérprete musical.  português. Para além das canções editadas em nome próprio, escreve habitualmente para outros artistas, como é o caso de Ana Moura, António Zambujo, Carminho, Ana Bacalhau e Raquel Tavares, entre outros.

Começou a gostar de música em 1989, influência dos seus tios, que tinham uma banda de covers dos anos 1960/1970 (Bob Dylan, Beatles, Rolling Stones, etc.), e nesse ano recebeu de presente o seu primeiro baixo. Fez parte dos Yellow Lello (onde também estava Marlon, com quem tocou n’Os Azeitonas). Depois vieram os Tsé Tsé, que lançaram um álbum pela BMG, mas que terminaram logo a seguir.

Ficou conhecido como integrante da banda Os Azeitonas, sobre o seu pseudónimo Miguel AJ (ou Miguel Araújo Jorge). Os Azeitonas formaram-se em 2002, aquando de uma viagem de faculdade. Decide trocar o baixo pela guitarra, para poder cantar ao mesmo tempo. É neste grupo que começa a compor. O álbum de estreia, “Um Tanto ou Quanto Atarantado”, é editado em 2005 pela editora Maria Records, de Rui Veloso. Ao longo dos anos, a banda viria a lançar vários sucessos, como “Quem és tu Miúda”, “Anda Comigo ver os Aviões”, “Ray-dee-oh” ou “Tonto de Ti”, todos da autoria de Miguel Araújo.

Em Dezembro de 2007, cria o Blogue do Mendes. Com o seu alter ego Mendes, estreia-se ao vivo em 18 de Junho de 2009. A partir de Fevereiro de 2010, começa a colaborar com João Só e lançam o EP “Não Entres Nesse Comboio Amor”, pela Optimus Discos.

Entretanto, António Zambujo grava o tema “Reader’s Digest”, escrito por Araújo, para o seu disco “Guia”.

Além do disco com João Só, participou nos espectáculos “Como Desenhar Mulheres, Motas e Cavalos”, de Nuno Markl. Gravou ainda o tema musical de encerramento da série humorística “Rádio Calipso” (2011/2012), do Canal Q, também protagonizada por Markl.

Em Maio de 2012, lançou o seu primeiro álbum a solo, “Cinco dias e meio”. Este álbum conta com sucessos como “Os Maridos das Outras”, “Reader’s Digest”, “Autopsicodiagnose”, “Fizz Limão” e “Capitão Fantástico”. A música “Os Maridos das Outras” ganhou bastante notoriedade pela melodia simples e original e pela letra divertida, brincando com preconceitos sobre o casamento e as diferenças dos sexos. O álbum entrou no top 3 das vendas em Portugal. Como segundo single do álbum, foi divulgada a música “Fizz Limão”. Na letra, o músico fala de maneira irónica das saudades e nostalgias portuguesas e especialmente da sua geração.

António Zambujo (“O Que é Feito Dela”) e Ana Moura (“E Tu Gostavas de Mim”) gravam músicas da sua autoria nos discos que lançam em 2012.

Continua, entretanto, a dar prioridade ao seu trabalho nos Azeitonas, enquanto desenvolve actividades musicais paralelas. Nessa altura, estava a trabalhar num disco de canções para crianças com António Zambujo, Pedro Silva Martins (Deolinda) e Luísa Sobral e mantinha um outro projecto paralelo, “Os da Cidade”, com António Zambujo, João Salcedo (teclista d’Os Azeitonas) e Ricardo Cruz.

O sucessor de “Cinco Dias e Meio” saiu no dia 21 de Abril de 2014, e tem como nome “Crónicas da Cidade Grande”. É composto, segundo Miguel Araújo, por «cantigas simples, que contam pequenas histórias, nada de muito chique». Neste disco colabora com João Martins, que fez os arranjos para algumas músicas. Músicas como “Contamina-me”, “Balada Astral” (com a então desconhecida Inês Viterbo), “Cartório”, “José”, “Romaria das Festas de Santa Eufémia” (com António Zambujo), “Recantiga” e “Valsa Redonda” (com Marcelo Camelo) estão incluídas neste trabalho. O álbum entrou directamente para o número 1 do top de discos do iTunes Portugal e para o top 3 da tabela portuguesa de vendas de álbuns.

Em Agosto de 2015, Miguel Araújo e António Zambujo anunciaram, nas respectivas redes sociais, um concerto conjunto com apenas os dois músicos em palco, nos Coliseus do Porto e Lisboa. As datas esgotaram rapidamente e o espectáculo acabou por se tornar num autêntico fenómeno sem precedentes, esgotando um total de 28 datas entre as duas salas.

Em 11 de Outubro de 2016, Os Azeitonas anunciam nas redes sociais que Miguel Araújo tinha abandonado a banda portuense para se dedicar à sua carreira a solo.

Giesta”, o terceiro álbum de originais de Miguel Araújo, foi editado a 19 de Maio de 2017. Dele fazem parte os singles “1987” - em dueto com Catarina Salinas (Best Youth) - “Axl Rose” e “Meio Conto”.

Em 2018, editou o livro de crónicas “Penas de Pato”, pela editora Companhia das Letras. Em 2020, foi editado o seu sucessor, “Seja o que for”. Luísa Mellid-Franco, do “Expresso”, atribuiu ao livro 4 estrelas em 5: «Um livro belíssimo, a não perder. (...) um livro de excepção».

Em 2021, foi editado o álbum “Peixe Azul”, gravado durante o confinamento de 2020. Nele, Miguel Araújo assina a autoria da totalidade das músicas, a produção, o grafismo e a execução da totalidade dos instrumentos. «Um tesouro nacional», de acordo com Luís Guerra, do “Expresso”, que também destaca a «escrita cada vez mais apurada e transparente». Manuel Falcão (“Blitz”, “Se7e”, “O Independente”, “Expresso”, etc.), a propósito de “Peixe Azul”, escreveu na sua coluna semanal do “Jornal de Negócios” que «Miguel Araújo é quem melhores canções escreve e interpreta hoje em dia em Portugal».

Em Julho de 2021, a cidade da Maia condecorou Miguel Araújo com a Medalha de Mérito (Grau Ouro), numa cerimónia no Salão Nobre do Paços do Concelho da Câmara Municipal da Maia.

O nome de Miguel Araújo nem sempre esteve livre de controvérsia: o músico deu um concerto na cidade de Alcobaça no dia 2 de Agosto de 2023, espectáculo esse que foi anunciado como sendo de «acolhimento» aos peregrinos da Jornada Mundial da Juventude de 2023, que se estava a realizar então em Lisboa, sendo que o concerto se deu no segundo dia daquele grande evento. A preparação para o concerto foi adjudicada a uma empresa de publicidade da Benedita, vila que pertence ao concelho de Alcobaça. Os moldes do contrato - através de um «concurso urgente», com um orçamento de cerca de 48 mil euros e publicado em “Diário da República” - entre a Câmara Municipal de Alcobaça e o músico foram questionados pelo ramo local da Iniciativa Liberal e pelos vereadores do PS naquela câmara municipal, a única oposição nesse organismo ao executivo liderado por Hermínio Rodrigues, que respondeu depois que as acusações tinham um «tom populista» e que aquele concerto «faz parte de uma estratégia de âmbito nacional». Miguel Araújo já havia actuado a solo em 2014, 2016 e 2019 em Alcobaça e em 2017 na Benedita.

sábado, 12 de julho de 2025

12 DE JULHO - RICK HUSBAND

EFEMÉRIDE - Rick Douglas Husband, astronauta norte-americano, nasceu em Amarillo no dia 12 de Julho de 1957. Morreu no Texas em 1 de Fevereiro de 2003.

Era o comandante do ónibus espacial Columbia, que se desintegrou na reentrada da atmosfera após a missão STS-107, matando toda a tripulação.

Formado em Engenharia Mecânica, Husband graduou-se como segundo-tenente na Força Aérea dos Estados Unidos e fez curso de treinamento em diversas aeronaves, pilotando principalmente caças McDonnell Douglas F-4, Phantom II, McDonnell Douglas F-15 Eagle e Tornado, baseado na Flórida, Geórgia e Califórnia, acumulando 3 800 horas de voo em 40 tipos diferentes de aeronaves.

Entrou para a NASA em 1994 e passou um ano em treinos no Centro Espacial Lyndon B. Johnson, trabalhando em melhorias técnicas do ónibus espacial e participando nos estudos técnicos para o retorno à Lua e missões a Marte.

Em 1999, passou dez dias no espaço como piloto do Columbia, na missão STS-96, o primeiro acoplamento feito entre um ónibus espacial e a então nascente Estação Espacial Internacional, começando os preparativos para receber a Expedição 1, que a ocuparia no ano seguinte. Em Janeiro de 2003, recebeu o comando da missão STS-107, na mesma nave, para uma segunda missão em órbita, dedicada a dezenas de experiências em microgravidade, e que terminou de forma trágica no retorno à Terra.

Após a sua morte, foi condecorado postumamente com o Coração Púrpuro.

quinta-feira, 10 de julho de 2025

RUDOLF ABEL

 


11 DE JULHO - RUDOLF ABEL

EFEMÉRIDERudolf Abel, de seu verdadeiro nome William August Fisher, notável agente de inteligência da União Soviética, nasceu em Benwell, Newcastle, no dia 11 de Julho 1903. Morreu em Moscovo, em 15 de Novembro de 1971.

Foi condenado nos Estados Unidos da América em 1957, acusado de espionagem, entregando informações e segredos militares à União Soviética.

Ele foi trocado, em 1962, pelo aviador norte-americano Francis Gary Powers, que estava preso como espião na União Soviética desde 1960, quando o seu avião modelo U2 foi abatido em voo secreto sobre a URSS.

O advogado James B. Donovan, americano, foi o responsável pelas negociações de troca de prisioneiros, realizada sobre a ponte Glienicke.

Morreu de cancro de pulmão, em Novembro de1971.

A história da sua prisão e das negociações para a troca entre ele e Powers é contada no filme “Ponte dos Espiões”, dirigido por Steven Spielberg, 2015. Também são parte do desfecho do romance “Nem Só de Caviar Vive o Homem”, de Johannes Mario Simmel.

ALBA BAPTISTA

 Alba Baptista surpreende com declaração de amor rara nas redes sociais - V+  TVI

10 DE JULHO - ALBA BAPTISTA

EFEMÉRIDE - Alba Baptista, actriz portuguesa, mais conhecida por interpretar ‘Ava’ na série de televisão Warrior Nun da Netflix, nasceu em Lisboano dia 10 de Julho de 1997.

É filha de mãe portuguesa e pai brasileiro. Além do seu nativo português, fala fluentemente inglês, espanhol, francês e alemão.

Quando mais jovem, frequentou uma escola alemã em Portugal, e por volta dos 15 anos, decidiu tornar-se actriz. Baptista citou “O Corcunda de Notre Dame” (1996) como seu filme favorito enquanto crescia.

Aos 16 anos, Alba Baptista iniciou a sua carreira como protagonista da curta-metragem “Miami de Simão Cayatte”, onde interpretou a personagem Raquel. Pela sua actuação, recebeu o Prémio de Melhor Actriz no Festival Ibérico de Ciné. No mesmo ano, estreou-se na televisão ao fazer parte do elenco da novela “Jardins Proibidos”, na TVI, onde deu vida a Inês Correia.

Em 2016, entrou na novela “A Impostora”, também da TVI, no papel da personagem Beatriz Varela. Já em 2017, entrou para o elenco da série “Filha da Lei”, da RTP1, onde interpretou a personagem bissexual Sara Garcia, que acabou por ganhar bastante destaque na imprensa portuguesa. No mesmo ano, fez duas participações especiais em duas séries, “Madre Paula” e “Sim, Chef!”, também da RTP1, além de integrar a série “A Criação”, dando vida à personagem Ratinha. Ainda em 2017, regressou à TVI integrando o elenco principal da novela “Jogo Duplo”, onde deu vida a Leonor Neves.

Em 2019, apareceu no filme “Patrick”, a estreia na realização de Gonçalo Waddington, e que esteve em competição no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, onde estreou. Em 2020, actuou na longa-metragem “Fátima”, ao lado de Harvey Keitel, Sônia Braga e Joana Ribeiro.

O seu primeiro trabalho em inglês veio com o papel principal de Ava na série “Warrior Nunda Netflix, lançada em 2 de Julho de 2020, fazendo de Alba a primeira protagonista portuguesa numa série da plataforma Netflix.

Em 2022, interpretou Natasha, uma musa da Dior dos anos 1950 no filme “Sra. Harris Vai a Paris”, e deu vida também à personagem Maria no filme de drama português “Nunca Nada Aconteceu”.

Alba casou-se com o actor norte-americano Chris Evans em 9 de Setembro de 2023, numa cerimónia privada em casa, em Cape Cod, no Massachusetts.

 

NB – Por motivos de ordem técnica, não publicamos hoje a fotografia da biografada.

quarta-feira, 9 de julho de 2025

9 DE JULHO - ANN RADCLIFFE


EFEMÉRIDE - Ann Radcliffe, escritora inglesa pioneira do romance gótico, nasceu em Londres no dia 9 de Julho de 1764. Morreu na mesma cidade em 7 de Fevereiro de 1823.

A sua técnica de como explicar elementos sobrenaturais nos seus livros foi o que elevou o género do romance gótico a um status respeitável na década de 1790.

Ann nasceu no bairro de Holborn. O pai era William Ward (1737/1798), dono de um armarinho, que levou a família para Bath, em Somerset, para gerenciar uma loja de produtos importados em 1772. A mãe, Ann Oates (1726/1800), era de Chesterfield. Ocasionalmente, Ann morava com o tio, Thomas Bentley, em Chelsea, que possuía uma fábrica de porcelanas com Josiah Wedgwood, cuja filha, Sukey, era a melhor amiga de Ann na infância. Depois, Sukey casaria com Robert Darwin, com quem teve um filho, Charles Darwin.

Ainda que circulassem em círculos sociais distintos, Ann era conhecida por ser tímida e quieta, deixando pouca impressão por onde passava. Em 1787, casou-se com um jornalista formado por Oxford, William Radcliffe (1763/1830), editor e sócio do jornal “English Chronicle”. Como passava muito tempo sozinha, ela começou a ocupar o seu tempo com a escrita e com a leitura do trabalho do marido. O casal não teve filhos, mas pareciam felizes.

As suas obras foram publicadas, e o dinheiro que ganhou com as vendas e direitos possibilitou que o casal tivesse uma vida confortável, pudesse viajar e até adoptar um cachorrinho, chamado Chance. Nos seus últimos anos, alguns biógrafos dizem que ela se retirou da vida pública devido a rumores de que teria ficado louca.

Pouco se sabe sobre a sua vida privada. Uma carta descoberta em 2014 nos arquivos da Biblioteca Britânica sugere que ela era muito próxima da sogra, numa relação semelhante à de Ellena Rosalba e à Marchesa di Vivaldi no seu livro “The Italian”. O jornal “Edinburgh Review”, em 1783, disse que ela era reclusa, nunca aparecia em público nem interagia nas festas da sociedade, tomando notas e observando as pessoas por onde passava.

Ann publicou cinco livros na sua carreira, a maioria romances. O último, “Gaston de Blondeville” foi publicado postumamente, em 1826. Publicou também uma narrativa das suas viagens pela Europa, “A Journey Made in the Summer of 1794, through Holland and the Western Frontier of Germany”, em 1795.

A sua obra é marcada pelos eventos sobrenaturais que não tinham qualquer explicação racional. Ela não incluía fantasmas, o que pode ter sido motivado pelo pensamento corrente da época centrado em valores como o realismo e o racionalismo. Nas suas obras é comum encontrar reafirmação de valores, bem como direitos das mulheres e a permanência da razão.

Ann faleceu em 1823, em Londres, e foi sepultada num jazigo, num capela na Hanover Square, em Westminster.

Apesar de ter sofrido com asma durante vários anos, segundo biografias recentes, ela teria morrido de uma pneumonia e uma inflamação nas membranas do cérebro.

terça-feira, 8 de julho de 2025

8 DE JULHO - NELSON ROCKEFELLER

EFEMÉRIDE - Nelson Aldrich Rockefeller, 41º vice-presidente norte-americano, e 49º governador de Nova Iorque, filantropo e empresário, nasceu em Bar Harbor no dia 8 de Julho de 1908. Morreu em Nova Iorque, em 26 de Janeiro de 1979.

Líder da ala liberal do Partido Republicano, foi governador do seu estado natal de 1959 a 1973, onde lançou muitas obras de construção e projectos de modernização.

Vindo de uma das famílias mais ricas do mundo, falhou todas as tentativas de ser nomeado candidato à presidência, mas foi nomeado como vice-presidente em 1974.

Não se quis juntar como running mate de Gerald Ford em 1976, tendo finalizado a carreira política quando terminou a vice-presidência.

Rockefeller era politicamente moderado. No seu tempo, os moderados do Partido Republicano foram chamados «Rockefeller Republicans».

Como governador de Nova Iorque, de 1959 a 1973, as suas realizações incluem a expansão da Universidade Estadual de Nova Iorque, os esforços para proteger o meio ambiente e a construção do Nelson A. Rockefeller Empire State Plaza, em Albany.

Aumentou ainda as instalações e pessoal, para atendimento médico, e criou o Conselho de Estado de Nova Iorque para as artes, que atribui hoje mais de 2 700 bolsas em cada ano para todas as disciplinas artísticas em todo o estado.

Buscou a indicação presidencial pelo Partido Republicano em 1960, 1964 e 1968, e então actuou como vice-presidente de 1974 a 1977, sob o presidente Gerald R. Ford, que subiu à presidência em Agosto de 1974, após a renúncia de Richard Nixon.

Como empresário, foi presidente do Rockefeller Center, Inc., e formou o International Basic Economy Corporation (IBEC), em 1947.

Rockefeller reuniu uma colecção significativa de arte e promoveu o acesso público às artes. Actuou como administrador, tesoureiro e presidente do Museu de Arte Moderna, e fundou o Museu de Arte Primitiva em 1954.

Na área da filantropia, estabeleceu a Associação Internacional Americana para o Desenvolvimento Económico e Social (AIA) em 1946.

Com os seus quatro irmãos, fundou a Rockefeller Brothers Fund, em 1940.

segunda-feira, 7 de julho de 2025

7 DE JULHO - DEOLINDA DO CARMO SALVADO DA CONCEIÇÃO

EFEMÉRIDE - Deolinda do Carmo Salvado da Conceição, ilustre jornalista e escritora macaense que marcou o panorama cultural lusófono de Macau nos anos 1950, nasceu em Macau no dia 7 de Julho de 1913. Morreu em Hong Kong, em 24 de Maio de 1957.

De nacionalidade portuguesa, sendo a quarta filha de António Manuel Salvado, comerciante português oriundo de Medelim (Castelo Branco) e radicado em Macau, e de Áurea Angelina da Cunha Salvado, uma macaense natural de Macau.

Estudou no Liceu de Macau e, no dia 1 de Novembro de 1931, casou com Luís Gaspar Alves, em Cantão. O casal foi viver para Xangai, que era na altura uma grande e distante cidade cosmopolita. Porém, mais tarde, eles acabaram por se divorciar.

Em 1937, já em fase de separação com Luís Alves, ela refugiou-se em Hong Kong com os seus filhos José Maria Salvado Alves e Rui Cândido Augusto Alves, porque Xangai foi invadido pelos japoneses.

No entanto, em Dezembro de 1941, Hong Kong foi também ocupada pelos japoneses, começando assim um período sombrio para esta colónia britânica, que só terminou com a rendição do Japão em Agosto de 1945. Durante este difícil período, ela foi directora duma escola portuguesa em Hong Kong e tradutora de notícias do inglês para o português para o jornal “A Voz de Macau”.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, Deolinda da Conceição regressou a Macau com os seus dois filhos. Lá, ela tornou-se secretária da direcção e jornalista do diário “Notícias de Macau”, fundado em Agosto de 1947, e professora de Inglês e Estenografia na Escola Comercial Pedro Nolasco. No dia 29 de Maio de 1948, casou em segundas núpcias com António Maria da Conceição, que era seu colega de trabalho e se tornou depois director do “Notícias de Macau”. Ela escrevia no jornal crónicas, artigos de crítica literária e artística, ensaios, contos e uma “página feminina” que foi muito apreciada.

Em 1956, ela visitou Portugal pela primeira vez, num paquete, juntamente com o seu novo marido e o seu filho António Maria da Conceição Júnior, que nasceu em 1951. Permaneceu seis meses em Lisboa, onde conseguiu convencer a prestigiada Livraria Francisco Franco a publicar o seu único livro, a “Cheong Sam - a Cabaia”.

Porém, Deolinda foi diagnosticada com uma doença incurável e, contra o tempo, tentou conhecer mais e melhor Portugal, a sua pátria.

Em 1957, ela regressou a Macau com o seu marido e o seu filho António. Foi imediatamente hospitalizada em Hong Kong, onde faleceu, com apenas 43 anos.

Cheong-Sam - a Cabaia”, o seu único livro, foi publicado pela primeira vez em Lisboa em 1956 e é composto por 27 contos, na sua maioria já publicados anteriormente no “Notícias de Macau”. Todos estes contos tratam principalmente da posição e condição das mulheres na China e em Macau. Mais concretamente, retratam a luta das mulheres chinesas educadas e ocidentalizadas pela sua emancipação numa sociedade profundamente tradicional e patriarcal. Contam também a vida das mulheres e homens chineses que sucumbiam ou lutavam contra a opressão, a pobreza extrema e as milenares superstições. Reflectem também sobre os perigos do materialismo e os inúmeros preconceitos que a mulher chinesa sofria.

Os seus contos retratam também os efeitos da Segunda Guerra Mundial, que a própria autora experimentou. Denunciam também as inúmeras injustiças sociais, nomeadamente os casos de chineses de Macau que eram discriminados pela comunidade portuguesa e macaense.

Neste livro, também há contos de amor, na sua maioria com um fim trágico, resultante de barreiras socioecónomicas ou raciais intransponíveis. Como mestiça luso-descendente ou macaense, Deolinda da Conceição sabia bem a força e os efeitos nefastos destas barreiras, nomeadamente as raciais.

Mas, nem todo o livro é tragédia e tristeza, tendo também algumas passagens onde várias personagens revelam solidariedade humana e renúncia da condição e classe social que a sociedade lhes deram. Para Deolinda, estes sentimentos nobres humanizam as relações sociais, tornando a sociedade mais livre e feliz.

Na altura e depois da sua publicação, o livro recebeu elogios de diversos escritores e críticos de Portugal e de Macau.

Em 1979, o seu filho António conseguiu convencer o Governo de Macau a reeditar a “Cheong-Sam - a Cabaia”. Em 1987, o Instituto Cultural de Macau publicou uma nova edição deste livro e no ano seguinte publicou a sua versão chinesa. Em 2007, o Instituto Internacional de Macau patrocinou uma nova edição da “Cheong Sam - A Cabaia”, cujo lançamento coincidiu com o 3° Encontro das Comunidades Macaenses.

domingo, 6 de julho de 2025

6 DE JULHO - JOHN BYRNE

EFEMÉRIDE - John Byrne, famoso desenhador e guionista de histórias aoa quadradrinhos inglês naturalizado canadiano, nasceu em West Bromwich no dia 6 de Julo de 1950.

Já trabalhou com os principais super-heróis da BD norte-americanos, sendo que ficou mais conhecido pela sua fase na revista dos “X-Men” durante os anos 1980, e também no “Quarteto Fantástico” e “Superman”. Em 2015, entrou para o Hall of Fame do Eisner Awards.

Vivendo no Canadá, matriculou-se no curso de belas artes do Alberta College of Art, em Calgary. Porém, não concluiu o curso. Começou a trabalhar com quadradinhos efectivamente na editora Charlton Comics, em meados dos anos 1970.

O seu primeiro trabalho na Marvel foi no ano de 1975, em “Giant-Size Dracula #05”. Começou a ser notado em Marvel Premiere, e posteriormente em Iron Fist (vol. 1) com histórias do Punho de Ferro. Também desenhou Marvel Team-Up e Marvel Preview, este último numa história do “Senhor das Estrelas” com Chris Claremont como escritor.

Entrou no título “Uncanny X-Men” como desenhador em 1977, em parceria com o guionista Chris Claremont. Byrne logo passou a auxiliá-lo no guião, ajudando a criar uma das mais aclamadas fases do grupo. Histórias como “A Saga da Fênix Negra” e “Dias de um Futuro Esquecido” são reconhecidas como algumas das melhores do título mutante. Nas páginas de “X-Men”, lançou a “Tropa Alfa”, grupo de super-heróis canadianos que perseguiam o seu ex-membro Wolverine. A “Tropa Alfa” ganhou popularidade a ponto de ter um título solo por mais de cem edições. O cuidado especial de Byrne com Wolverine, aliás, ajudou-o a que se transformasse num dos maiores heróis Marvel do novo século.

Após deixar a revista dos “X-Men”, assumiu o “Quarteto Fantástico”. Foi a sua fase durou cinco anos e é considerada como uma das melhores de todos os tempos, abaixo somente do “Quarteto de Stan Lee” e “Jack Kirby”. A frente do título, tratou de substituir o “Coisa pela Mulher-Hulk”, uma de suas personagens favoritas, a quem dedicou até uma graphic novel. Ainda escreveu e desenhou dois números de “Further Adventures of Indiana Jones”, e em 1985, iniciou o seu trabalho em “The Incredible Hulk”.

Em 1986, passou a trabalhar na DC Comics. Anteriormente, Byrne havia trabalhado numa mini-série do Batman em parceria com o artista Jim Aparo e o guionista Len Wein, intitulada “The Untold Legend of the Batman”, publicada em 1980.

Contratado pela DC, foi incumbido de escrever e desenhar a revista do Superman, mais especificamente a mini-sérieThe Man of Steel”, onde reinterpreta a origem do personagem pós-Crise nas Infinitas Terras.

John Byrne declarou em entrevistas que partiu do editor Dick Giordano o convite para o projecto, após o término do seu contrato com a Marvel. Ele seguiria adiante com o personagem, escrevendo as revistas “Superman” e “Action Comics”. Na mesma época, desenharia o crossover Lendas.

Com o sucesso do seu Superman, voltou à Marvel. Em 1987, assumiu a revista “Star Brand”, pertencente ao selo Novo Universo. Posteriormente, seguiu adiante trabalhando em publicações de personagens como Vingadores da Costa Oeste, Mulher--Hulk, Namor e Homem de Ferro, entre outros trabalhos de menor destaque.

Durante os anos 1990, Byrne contribuiu com as duas grandes editoras, além de obras autorais. Criou vários personagens como Next Men, Danger Unlimited e Babe. Em 1994, foram lançadas as primeiras histórias do personagem Hellboy, criação do artista Mike Mignola. O autor convidou John Byrne para ajudá-lo no guião, pois até então, não tinha experiência como escritor. Dessa forma, Byrne colaborou com o guião da primeira mini-série do personagem, “Seed of Destruction”.

Byrne também escreveu e desenhou a “Mulher-Maravilha”, e recontou as primeiras aventuras do Homem-Aranha, em “Spider-Man: Chapter One”. No final da década, voltaria a trabalhar com os “X-Men” no título “X-Men: The Hidden Years”, que acabaria sendo cancelado pelo então novo editor-chefe da Marvel, Joe Quesada. Byrne não ficou feliz com o cancelamento e desistiu de um projecto que pretendia reuni-lo com Claremont para uma história dos “X-Men”. Desde então, não trabalhou mais para a editora.

Nos anos 2000, trabalhou principalmente para a DC Comics. Voltou ao Superman em “Superman: True Brit”, colaborando com o comediante John Cleese, e com a escritora Gail Simone, desenhou o novo Eléktron, na série “All-New Atom”. No ano de 2012, lançou o autoral Trio, pela IDW. Em 2013, fez o guião d uma fotonovela de Star Trek.

Enquanto estava na Marvel, Byrne envolveu-se em controvérsia quando afirmou ter orgulho de ser um «homem de empresa» e que os criadores deveriam «viver dentro das regras enquanto estão por perto», em resposta às alegações de Jack Kirby de que ele não era tratado de forma justa pela empresa enquanto criou a maioria de seus icónicos personagens. Em resposta, Kirby e Steve Gerber criaram uma paródia de Byrne chamada “Booster Cogburn” nas páginas de “Destroyer Duck”, que tinha espinha dorsal removível e declarava: «Sou o funcionário leal... não recebo para ter opinião».

Quando assumiu a revista “Star Brand”, da linha Novo Universo, Byrne escreveu o personagem acidentalmente destruindo a cidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, por conta de problemas com o editor Jim Shooter, natural de Pittsburgh. 

sábado, 5 de julho de 2025

5 DE JULHO - TONY TARANTINO

EFEMÉRIDE - Anthony “Tony Tarantino, actor, músico e compositor norte-americano, nasceu em Queens, no dia 5 de Julho de 1940. Morreu em Los Angeles, em 8 de Dezembro de 2023.

Nasceu em Queens, Nova Iorque, filho de Isabel e de Dominic Tarantino (1915/2004), um veterano da Segunda Guerra Mundial.

Em 1952, foi com a sua família para Los Angeles, onde se graduou em 1958.

Em seguida, entrou no teatro de Pasadena, onde aprendeu dança moderna e esgrima.

Ao estudar, ele aprendeu a tocar guitarra e a cantar canções de folk em confeitarias locais.

Tony Tarantino tinha muitas competências, incluindo a aviação, esgrima e tiro com arco. Ele também foi cinturão negro em Karaté e Kung-Fu.

Como músico profissional, tocou guitarra a solo, rítmica e baixo para várias bandas em South Bay, Los Angeles.

Também apresentou o Los Angeles Music Award em 2001, ao lado de Paula Abdul e Gary Busey. Ele é o pai do director e actor Quentin Tarantino.

sexta-feira, 4 de julho de 2025

4 DE JULHO - FÉLIX BERMUDES

EFEMÉRIDE - Félix Redondo Adães Bermudes, escritor e dramaturgo português, nasceu no Porto em 4 de Julho de 1874. Morreu em Lisboa no dia 5 de Janeiro de 1960. Foi ainda o 10º presidente do Sport Lisboa e Benfica, em 1916 e de 1945 a 1946, clube que também representara enquanto atleta.

Impôs-se desde muito cedo, ao lado de Cosme Damião, primeiro como atleta e, mais tarde, como dirigente. Praticou futebol, atletismo, ténis, ciclismo, tiro desportivo, esgrima, hipismo e natação.

Particularmente marcante terá sido a sua acção em 1906, quando, com Cosme Damião, evitou o desmoronamento do clube, contribuindo com dinheiro próprio para o efeito.

Em 28 de Julho de 1925, foi feito oficial da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico.

Foi um dos membros fundadores da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses, primeira designação da Sociedade Portuguesa de Autores e foi seu presidente de 1928 até 1960, sucedendo no cargo a Júlio Dantas.

Em 27 de Outubro de 1934, foi feito 53º Sócio Honorário do Ginásio Clube Figueirense.

No seu primeiro mandato, o Benfica inicia uma série de três vitórias consecutivas no Campeonato de Lisboa (1915/1916, 1916/1917 e 1917/1918).

Quando da sua segunda passagem pelo clube, em 1945/1946 (em 1930, não aceitou tomar a posse), o jornal “Os Sports”, onde publicou muitos poemas, deu ênfase ao facto de Félix Bermudes pertencer a uma equipa de dirigentes que honram um clube e de significar para os mais novos a exemplar conduta para um irmão mais velho.

No último ano, em 1944/1945, sagrou-se campeão nacional e resolveu o intrincado problema da sede da Rua Gomes Pereira, através da compra do edifício por 700.000$00 escudos, a liquidar em 15 anos.

Bermudes foi igualmente um homem de cultura, tendo deixado o seu nome ligado a um sem-número de peças teatrais, comédias, revistas (por exemplo, a revista ilustrada “Cine” de 1934), e guiões de cinema, sendo da sua autoria, em parceria com Ernesto Rodrigues e João Bastos, o guião da peça “O Leão da Estrela”, adaptada posteriormente para o cinema por Arthur Duarte.

Em 1933, escreveu o texto da opereta “O Timpanas”, com música de Frederico de Freitas.

Foi o criador do hino do Benfica, “Avante, Avante p’lo Benfica”. O Sport Lisboa e Benfica foi obrigado pela Ditadura a deixar de usar esse hino, pela conotação Comunista da palavra “Avante”, especialmente combinada com a cor encarnada!

Também colaborou na revista “O Palco” (1912). É ainda famosa a sua tradução do poema “If”, de Rudyard Kipling.

Era casado com Cândida Emília dos Reis Borges, natural de Lisboa (freguesia de Santos-o-Velho). O casal teve uma filha, a médica obstetra e democrata Cesina Bermudes.

quinta-feira, 3 de julho de 2025

3 DE JULHO - MARQUINHOS

EFEMÉRIDEMarquinhos, de seu verdadeiro nome Marco António Eugénio Martini, actor e humorista brasileiro, nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, no dia 3 de Julho de 1948. Morreu em São Paulo, em 30 de Março de 2019.

Ficou conhecido nacionalmente pelas pegadinhas (apanhados) no extinto programa “Eu Vi na TV”, da RedeTV! e pelo seu célebre bordão «O Que, O Que, O Que Rapaz?».

Marquinhos morreu, aos 70 anos de idade. Vinha a lutar contra um cancro no cérebro, que lhe fora diagnosticado no final de 2018.

quarta-feira, 2 de julho de 2025

2 DE JULHO - GEORGI IVANOV

EFEMÉRIDE - Georgi Ivanov, primeiro cosmonauta da Bulgária, integrante do programa espacial Intercosmos, nasceu em Lovech nio dia 2 de Julho de 1940

Ivanov cursou a escola militar da Força Aérea Búlgara em Dolna Mitropolia e entrou, como piloto militar, para as Forças Armadas Búlgaras, onde se tornou instrutor e chefe da divisão de combate.

Após se integrar no Intercosmos em 1973, como representante da Bulgária, Ivanov subiu ao espaço em 10 de Abril de 1979, em companhia do cosmonauta soviético Nikolai Rukavishnikov, a bordo da missão Soyuz 33, lançada do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

Esta missão foi um fracasso, devido a danos causados ao motor da nave, impedindo a acoplagem, inicialmente programada, com a estação orbital Salyut 6 e obrigando os cosmonautas a um retorno prematuro à Terra, quase lhes causando a morte na descida, quando tiveram que enfrentar problemas técnicos que levaram a cápsula a suportar uma pressão de 10G, quase letal, após a reentrada.

Nos anos seguintes, tornou-se membro da Assembleia Nacional Constituinte, tomando parte na elaboração da nova constituição da República da Bulgária, e criou a Fundação do Futuro no Espaço.

Ivanov foi condecorado com a medalha de Herói da União Soviética e tem um doutoramento em Engenharia Aeroespacial.

terça-feira, 1 de julho de 2025

1 DE JULHO - CARL LEWIS

EFEMÉRIDE - Willian Frederick Carlton “Carl Lewis, embaixador da boa vontade da FAO, nasceu em Birmingham no dia 1 de Julho de 1961. É um ex-atleta dos Estados Unidos que ganhou dez medalhas olímpicas, nove das quais de ouro, e dez medalhas nos campeonatos mundiais de atletismo, oito das quais de ouro, numa carreira que se estendeu de 1979, quando ele alcançou uma posição na classificação mundial, até 1996, quando ele ganhou seu último título olímpico e subsequentemente se retirou das pistas.

Em 2012, foi imortalizado no Hall da Fama do Atletismo, criado no mesmo ano como parte das celebrações pelo centenário da IAAF.

Ao lado do dinamarquês Paul Elvstrøm (Vela), do americano Al Oerter (Lançamento de disco), do americano Michael Phelps (Natação), e do britânico Ben Ainslie (Vela), são os únicos tetracampeões olímpicos de uma prova individual em quatro edições consecutivas.

Lewis foi um velocista que liderou o ranking mundial nos 100 e 200 metros, e eventos de salto em comprimento, de 1981 até ao início de 1990.

Foi nomeado Atleta do Ano pela “Track and Field News” em 1982, 1983 e 1984.

Estabeleceu recordes mundiais nos 100m, 4 por 100 metros e 4 por 200 metros.

As suas 65 vitórias no salto em comprimento, durante 10 anos consecutivos, são um dos maiores períodos de invencibilidade do atletismo mundial.

Carl Lewis foi recordista mundial dos 100 metros entre 1987 e 1994 (somente tendo perdido o recorde para Leroy Burrell entre Junho e Agosto de 1991).

Numa prova histórica do salto em comprimento contra Mike Powell em Tóquio, no Campeonato Mundial de Atletismo de 1991, chegou a saltar a marca de 8,91m, que não valeria como recorde mundial apenas por causa do vento acima de 2,0 m/s (logo depois deste salto, Mike Powell bateu o recorde mundial com 8,95 m). Ainda assim, Carl Lewis detém até hoje a 3ª melhor marca da história da prova, 8,87 m.

As realizações da sua vida renderam-lhe inúmeros prémios, sendo inclusive eleito o “Desportista do Século” pelo Comité Olímpico Internacional e nomeado «Olympian of the Century» pela revista desportiva americana “Sports Illustrated”.

Em 2009, foi nomeado embaixador da FAO - Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação ligada à ONU.

Em 2003, o jornal “The Orange County Register” noticiou que Carl Lewis não poderia ter disputado os Jogos de Seul 1988, por ter sido flagrado no exame antidoping feito numa selectiva dois meses antes. O seu exame apontou um estimulante achado em antigripais, proibido pelo Comité Olímpico Internacional. O jornal publicou uma carta em que Lewis recebeu só uma advertência do Comité Olímpico dos Estados Unidos (USOC). O caso, normalmente, seria passível de cancelamento da marca obtida pelo atleta e julgamento para suspensão. O vencedor da prova dos 100 metros, o canadiano Ben Johnson, já havia sido apanhado no teste antidoping, com a medalha indo para Carl Lewis. Documentos divulgados por um director de Controlo Antidoping do USOC entre 1991 e 2000, reforçaram suspeitas de que o Comité encobriu mais de 100 casos de doping em dez anos. Nas eliminatórias para Seul, a entidade teria ocultado testes positivos de Joe DeLoach e Andre Phillips.

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