sexta-feira, 18 de agosto de 2017

18 DE AGOSTO - AHAD HA'AM



EFEMÉRIDE - Ahad Ha'am, de seu verdadeiro nome Asher Zvi Hirsch Ginsberg, filósofo e ensaísta judeu, um dos mais destacados pensadores sionistas da fase anterior à criação do Estado de Israel, nasceu em Skvira, Oblast de Kiev, Ucrânia, no dia 18 de Agosto de 1856. Morreu na Palestina em 2 de Janeiro de 1927.
Foi um dos pais da literatura hebraica moderna. Importante jornalista e associativista, participou nas negociações que culminaram com a Declaração de Balfour, a qual foi posteriormente incorporada ao Tratado de Sèvres.
É conhecido como o fundador do sionismo cultural ou sionismo espiritual, segundo o qual - ao criar um centro espiritual para o povo judeu na Terra de Israel, com trabalho físico juntamente com esforços educacionais e culturais - o povo judeu seria unificado e o seu espírito nacional renovado. Esse sentimento emanaria para todas as direcções da Diáspora, onde a assimilação era vista como um perigo real. Ahad Ha'am acreditava que, mesmo se fosse possível absorver todos os judeus na Terra de Israel, isso não resolveria os problemas políticos e financeiros, se não fosse considerado, em primeiro lugar, o aspecto nacional-espiritual. No entanto, ele acreditava no futuro crescimento da população judaica reunida em Israel, o que engendraria o estabelecimento de um Estado judeu, onde a liberdade cultural e nacional seria possível. Com a sua visão secular de um centro espiritual judaico na Palestina, Ahad Ha'am contrapôs-se às ideias de Theodor Herzl, o fundador do sionismo político. À diferença de Herzl, ele defendia «um Estado judeu e não um mero Estado de judeus».
Em 1922, instalou-se definitivamente em Telavive, onde morreria cinco anos depois.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

17 DE AGOSTO - FAGUNDES VARELLA


EFEMÉRIDE - Luís Nicolau Fagundes Varella, escritor brasileiro, nasceu em São João Marcos no dia 17 de Agosto de 1841. Morreu em Niterói, em 18 de Fevereiro de 1875. Filho de um magistrado, os pais pertenciam a famílias tradicionais fluminenses. Era bisneto do barão de Rio Claro.
Poeta romântico e boémio inveterado, Fagundes Varella foi um dos maiores expoentes da poesia brasileira do seu tempo. Ingressou no curso de Direito (e frequentou as Faculdades de Direito de São Paulo e do Recife), tendo abandonado o curso no 4º ano, para se dedicar à literatura. Ele viria a ser um dos escritores a fazer a transição entre a segunda e a terceira geração romântica.
Reafirmando a sua vocação exclusiva para a arte, diria no seu poema “Mimosa”, na boca de uma personagem: «Não sirvo para doutor» ...
Casou-se muito novo (aos vinte e um anos) com Alice Guilhermina Luande, filha do dono de um circo de São Paulo. Tiveram um filho, que veio a morrer aos três meses de idade. Este facto inspirou-lhe o poema “Cântico do Calvário”. Sobre estes versos, analisou Manuel Bandeira: «Pela força do sentimento sincero, o Poeta atingiu aos vinte anos uma altura que, não igualada depois, permaneceu como um cimo isolado em toda a sua poesia.». A esposa faleceu em 1866.
Tinha-se mudado para Paris aos 20 anos e voltou ao Brasil com 27. Casou-se novamente, com uma prima - Maria Belisária de Brito Lambert - sendo de novo pai, de duas meninas e um menino (este também falecido prematuramente).
Embriagando-se e escrevendo, veio a falecer ainda jovem (33 anos), vivendo às custas do pai e passando boa parte do tempo no campo, o seu ambiente predileto.
A sua obra é dominada por temas como a angústia e o sofrimento, abordando por vezes, também, o patriotismo (“Vozes da América”) ou os problemas sociais, como a abolição da escravatura. Tinha assento na Academia Brasileira de Letras. 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

15 DE AGOSTO - JOEL SILVEIRA


EFEMÉRIDE - Joel Silveira, jornalista e escritor brasileiro, morreu no Rio de Janeiro em 15 de Agosto de 2007. Nascera em Lagarto no dia 23 de Setembro de 1918.
Tido como militante de esquerda e tendo divergências com o pai, mudou-se de Aracaju para o Rio de Janeiro em 1937, a pretexto de ir estudar Direito. De facto, cursou até ao segundo ano da faculdade, mas confessou nas suas memórias, ter sido um estudante relapso. Estava mais interessado em ser jornalista. Embora possa parecer paradoxal, o período do Estado Novo permitiu que ele, “anti getulista” convicto, e mais um grupo de jovens jornalistas, como David Nasser, Edmar Morel e Samuel Wainer, viessem a ser notabilizados pelas “grandes reportagens” dos anos 1940, forma encontrada pelos jornais para sobreviver à censura imposta pela ditadura de Vargas.
O seu primeiro emprego foi no semanário “Dom Casmurro”, que era um jornal esquerdista. Um irmão começou a mandar-lhe de São Paulo material político para que ele distribuísse no Rio.
Foi depois repórter e secretário da revista “Diretrizes”, semanário de Samuel Wainer, onde permaneceu até a Redacção ser fechada pelo polícia política, em 1944. Escreveu também para: “Diários Associados”, “Última Hora”, “O Estado de S. Paulo”, “Diário de Notícias”, “Correio da Manhã” e “Manchete”.
Nos seus mais de 60 anos de carreira, passou por diversas redacções de jornais, nas quais ocupou inúmeros cargos. Foi escolhido por Assis Chateaubriand, dos “Diários Associados”, para ser correspondente de guerra, apesar de haver outros candidatos de peso, como David Nasser e Carlos Lacerda.
Após o golpe de 1964, foi preso por duas vezes, durante o governo de Castelo Branco. No governo Médici, foi preso mais cinco vezes: «Três pelo Exército, uma pela Marinha e outra pela Aeronáutica. A pergunta era sempre a mesma: «Você é comunista?», o que ele negava porque efectivamente não era verdade. 
É reconhecido por ser um dos precursores do jornalismo internacional e do jornalismo literário no Brasil. Ganhou de Assis Chateaubriand a alcunha de “a víbora” pelo seu estilo agressivo.
As suas reportagens “Eram Assim os Grã-Finos em São Paulo” e “A Milésima Segunda Noite da Avenida Paulista” consagraram-no como profissional e hoje são tidas como verdadeiros clássicos do género.
Publicou cerca de 40 livros. Foi agraciado em 1998 com o Prémio Machado de Assis, o mais importante da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da sua obra. Entre outros galardões, recebeu também o prémio Líbero Badaró, Esso Especial, Jabuti e Golfinho de Ouro.
Pouco antes de falecer, Joel Silveira foi homenageado no 2º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. Por razões de saúde, foi representado na cerimónia pela sua filha.  

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

14 DE AGOSTO - LETITIA ELIZABETH LANDON

EFEMÉRIDELetitia Elizabeth Landon, poetisa e romancista inglesa, mais conhecida pelas suas iniciais L.E.L., nasceu em Chelsea, Londres, em 14 de Agosto de 1802. Morreu em Cape Coast, no dia 15 de Outubro de 1838.
Letitia foi uma criança precoce, tendo aprendido a ler logo após dar os primeiros passos. Um vizinho inválido espalhava letras no chão e recompensava-a pelas leituras bem sucedidas. Segundo o seu pai, «ela costumava trazer para casa muitas recompensas».
Aos cinco anos, começou a frequentar a escola. A família mudou-se, porém, para o interior do país em 1809, a fim de que o pai pudesse executar um projecto de fazenda/modelo. Letitia Landon, desde então, foi educada em casa por uma prima, que afirmaria: «Quando lhe perguntava qualquer questão relacionada com História, Gramática, Geografia ou sobre algum livro que estivesse a ler, eu estava segura de que a sua resposta seria perfeitamente correcta».
Os negócios agrícolas não deram resultado e a família voltou para Londres em 1815, tornando-se amiga de William Jerdan, editor da “Literary Gazette”. Jerdan tomou conhecimento da jovem Letitia, quando a viu descer a rua, rodando um arco com uma mão e segurando um livro de poemas com a outra.
Jerdan encorajou os seus esforços poéticos e o primeiro poema foi publicado sob a simples inicial ‘L’, na “Gazette”, em 1820. Tinha então 18 anos de idade.
No ano seguinte, com o apoio financeiro da avó, publicou um livro de poesias, “The Fate of Adelaide”, assinando o seu nome completo. O livro teve pouca divulgação da crítica, mas vendeu-se bem.
No mesmo mês em que “The Fate of Adelaide” foi editado, publicou dois poemas sob as iniciais ‘L.E.L.’ na “Gazette”. Estes poemas e as iniciais com que foram publicados atraíram muita discussão e especulação. Um crítico contemporâneo escreveu que as iniciais L.E.L. «rapidamente se tornaram uma assinatura de interesse mágico e de curiosidade». Os críticos corriam todas as tardes de sábado para a “Literary Gazette”, com uma impaciente ansiedade para ver mais uma vez se – no canto da página habitual – estavam as três letras mágicas L.E.L. E todos elogiavam os versos e punham-se a tentar adivinhar quem seria o autor. Quando souberam que era uma mulher, a admiração duplicou e as conjecturas triplicaram.
Letitia foi depois chefe de revisão da “Gazette” e continuava a escrever poesia. A sua segunda recolha, “The Improvisatrice”, foi publicada em 1824. O pai morreu no final desse ano e ela foi forçada a usar a escrita para se sustentar a si e à família.
Em 1826, o seu prestígio começou a ser beliscado quando surgiram rumores na imprensa sensacionalista de que ela tinha tido diversos casos amorosos e que secretamente tivera filhos. Letitia, amargurada, continuou, no entanto, a escrever poesias e, em 1831, publicou mesmo o seu primeiro romance – “Romance and Reality”.
L.E.L. foi encontrada morta, com uma garrafa de ácido prússico na mão. Tinha apenas 36 anos.
Entre as poetisas do seu tempo a reconhecerem e admirarem o seu valor, estão: Elizabeth Barrett Browning, que escreveu “L.E.L.'s Last Question”, em sua homenagem; e Christina Rossetti, que publicou um poema/tributo intitulado “L.E.L.”, no sue livro “The Prince's Progress and Other Poems”.

domingo, 13 de agosto de 2017

13 DE AGOSTO - ADA DE CASTRO

EFEMÉRIDEAda de Castro, de seu verdadeiro nome Ada Antunes Pereira, actriz de teatro e fadista portuguesa, nasceu em Lisboa, no bairro de Alfama, em 13 de Agosto de 1937. Foi um dos sócios fundadores da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado.
Conjugando o fado, marchas e folclore, Ada de Castro actuou em várias casas de espectáculo, como O Faia e a Adega Machado, tendo gravado parte do seu repertório já muito tardiamente na sua carreira.
Teve assinalável êxito em fados como: “Na Hora da Despedida”, “A Severa Que Me Diga”, “O Meu Amor É Forcado”, “Alguém Mandou-me Violetas”, “Lisboa é Fado”, “Alfama Velhinha”, “Senhora Dona Mouraria”, “Lisboa é só Lisboa”, “Os Figos”, “Lisboa Cheia de Graça”, “Lisboa Cidade Minha”, “O Fado Tem Encantos”, “Gosto de tudo o que é teu”, “Deste-me um Cravo Encarnado”e em muitos outros.
Entre os vários galardões que recebeu, destacam-se: Melhor Fadista da Quinzena (Prémio RTP, 1962), Óscar da Melhor Fadista do Ano (Prémio da Casa da Imprensa, 1967); e Melhor Fadista do Ano (Revista “Nova Gente”, 1982).
Em Outubro de 2010, durante a Gala Amália, que se realizou no Coliseu de Lisboa, recebeu a Medalha Comemorativa dos 50 Anos de Carreira. Amigos e colegas estiveram presentes e Ada de Castro aproveitou para anunciar a sua despedida, aos 73 anos de idade.

sábado, 12 de agosto de 2017

12 DE AGOSTO - FERNANDO CRUZ

EFEMÉRIDEFernando da Conceição Cruz, futebolista português, nasceu em Lisboa no dia 12 de Agosto de 1940. Jogava na posição de defesa esquerdo.
Representou o SL e Benfica (1959/70) e o Paris Saint-Germain FC (1970/71). Conquistou, pelo Benfica, duas Taças dos Clubes Campeões Europeus (1961/62), oito Campeonatos de Portugal e três Taças de Portugal. Com a Selecção de Portugal, foi 11 vezes internacional e 3º classificado nos Mundiais de 1966.
Titular da equipa do Benfica aos 20 anos de idade, foi com a mesma idade que vestiu pela primeira vez a camisola da selecção nacional. Ao serviço do Benfica, foi uma figura importante e nuclear dos grandes êxitos alcançados nos anos 1960, tendo a particularidade de ser dos poucos jogadores que alinharam nas cinco finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus que o clube disputou nessa década.
A sua estreia na Selecção ocorreu em Maio de 1961, num Portugal/Inglaterra (1-1) de qualificação para o Mundial de 1962. A sua carreira com a camisola das quinas terminou em Junho de 1968, na então cidade de Lourenço Marques, num encontro particular entre Portugal e o Brasil (0-2).
Decidiu pôr fim à sua carreira de jogador em 1971, depois de conquistar – pelo Paris Saint-Germain – o título de Campeão de França (2ª divisão).

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

11 DE AGOSTO - LYDIA KOIDULA

EFEMÉRIDELydia Koidula, de seu verdadeiro nome Lydia Emilie Florentine Jannsen, poetisa estoniana, morreu em Kronstadt no dia 11 de Agosto 1886. Nascera em Vändra, em 24 de Dezembro 1843.
No meio do século XIX, na Estónia, a vida literária não era considerada uma carreira conveniente para uma rapariga. Por esta razão, Lydia escrevia no jornal do pai de forma anónima. Apesar disso, conseguiu ser considerada pelos seus pares como uma das maiores figuras literárias estonianas.
Por volta de 1850, a família mudara-se para a cidade vizinha de Pärnu, onde o pai fundou o primeiro jornal local em língua estoniana, enquanto a pequena Lydia frequentava uma escola alemã.
Em 1864, instalaram-se na cidade universitária de Tartu, a cidade mais progressista da Estónia de então. O nacionalismo russo estava a aumentar e a publicação em língua local era um assunto tabu no Império Russo, apesar da política relativamente liberal do czar Alexandre II. O pai de Lydia conseguiu publicar, mesmo assim, também aqui, o primeiro jornal em língua estoniana – o “Postimees” (“O Correio”).
Lydia Koidula colaborava nos jornais do pai e passou depois a publicar as suas próprias obras. Em 1873, casou-se com um médico e foi viver para Kronstadt, perto de São Petersburgo. Ali viveram durante 13 anos, passando os Verões na Estónia. Tiveram três filhos. Lydia faleceu em 1886, após uma longa doença. Tinha apenas 42 anos.  
A sua obra mais importante, “Emajöe Ööbik”, foi publicada em 1867, numa época em que o povo estoniano começava a mostrar o orgulho nacionalista, aspirando pela autodeterminação, sendo Koidula uma das vozes mais eloquentes nessas aspirações. 
Lydia é igualmente considerada como a «fundadora do teatro estoniano», através das suas actividades teatrais na Sociedade Vanemuise, fundada pelos Jannsen em 1865 para promover a cultura local.
Em 1869, dois poemas de Lydia Koidula foram musicados. Um deles (“Meu País é o meu Amor”) viria a ser o hino oficioso da Estónia entre 1921 e 1940. Um monumento dedicado à escritora foi erigido no centro de Pärnu em 1929.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

10 DE AGOSTO - RUI KNOPFLI

EFEMÉRIDERui Manuel Correia Knopfli, poeta, jornalista e crítico literário e de cinema português, nasceu em Inhambane, Moçambique, em 10 de Agosto de 1932. Morreu em Lisboa no dia 25 de Dezembro de 1997.
Fez os seus estudos em Lourenço Marques (actual Maputo) e em Joanesburgo (África do Sul), tendo sido, entre 1954 e 1974, delegado de propaganda médica.
Publicou uma obra que cruza as tradições literárias portuguesa e anglo-americana. Integrou o grupo de intelectuais moçambicanos que se opôs ao regime colonial. Foi director do vespertino “A Tribuna” (1974/75).
Com o poeta João Pedro Grabato Dias, fundou em 1972 os cadernos de poesia “Caliban”.
Deixou Moçambique em Março de 1975. A nacionalidade portuguesa não impediu que a sua alma fosse assumidamente africana, mas a desilusão pelos acontecimentos políticos está expressa na poesia publicada após sair de Moçambique.
Tem colaboração dispersa por vários jornais e revistas. Desempenhou funções de conselheiro de Imprensa na Embaixada de Portugal em Londres (1975/97).
O seu livro “O Corpo de Atena”, de 1984, recebeu o Prémio de Poesia do PEN Clube. Faleceu no dia de Natal de 1997 e foi sepultado em Vila Viçosa.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

9 DE AGOSTO - MELANIE GRIFFITH

EFEMÉRIDEMelanie Griffith, actriz norte-americana, nasceu em Nova Iorque no dia 9 de Agosto de 1957. Entre muitas nomeações e prémios, foi indicada para um Oscar e venceu um Globo de Ouro de Melhor Actriz.
Filha de uma modelo e actriz, Tippi Hedren, Melanie estudou na Hollywood Professional School.
Saiu de casa aos 14 anos, indo viver com o actor Don Johnson, que tinha 22 anos na época. Casaram-se quando ela completou 18 anos, mas o relacionamento terminou seis meses depois (1976).
Em Setembro de 1981, casou-se com o também actor Steven Bauer. Da relação nasceu um filho. O casal divorciou-se em 1987. Griffith admitiu, mais tarde, ter tido problemas com cocaína e bebidas alcoólicas logo após o divórcio. «O que eu fazia era beber o dia todo e dormir à noite», disse ela.
Em 1988, começou um tratamento de reabilitação que nunca teve efeitos definitivos. Uniu-se entretanto, novamente, com Don Johnson e ficou grávida. Casaram-se de novo em Junho de 1989. Voltaram a separar-se em Junho de 1994, reconciliando-se no final daquele ano, mas divorciaram-se em 1996. Relação muito atribulada.
Na época, a imprensa noticiou que ela e o actor Antonio Banderas teriam um romance de amor. Casaram-se, com efeito, tendo nascido uma filha deste novo matrimónio (1996).
Em 2002, os dois actores receberam o Prémio Stella Adler Anjo pela importante obra de caridade que mantinham. No final de 2009, Melanie submeteu-se a uma cirurgia para tratar um cancro de pele. Em 2014, o casal pôs um ponto final no casamento de 18 anos, devido a «diferenças irreconciliáveis».
No que respeita propriamente à sua carreira, Melanie estreou-se no cinema, a sério, com “Night Moves”, em 1975. O primeiro papel de destaque foi em “Body Double”, em 1984, tornando-a um símbolo sexual, imagem reforçada pelas cenas de nudez e sexo em “Something Wild” (1987).
Em 1989, com “Working Girl”, venceu o Globo de Ouro de Melhor Actriz e foi nomeada para o Oscar na mesma categoria.
Outros filmes importantes foram: “The Bonfire of the Vanities” (1990), “A Stranger Among Us” (1992) e “Born Yesterday” (1993). Actuou com Paul Newman e Bruce Willis em “Nobody's Fool” (1995).
Até agora (2017), protagonizou mais de 50 películas. Actuou também em 23 filmes e séries televisivas (1976/2013).

terça-feira, 8 de agosto de 2017

8 DE AGOSTO - ELINA GUIMARÃES

EFEMÉRIDEElina Júlia Chaves Pereira Guimarães da Palma Carlos, escritora e jurista portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 8 de Agosto de 1904. Morreu na mesma cidade em 26 de Junho de 1991.
Elina Guimarães era filha única de Vitorino Máximo de Carvalho Guimarães, um militar do Exército português que exerceu cargos políticos de relevo durante a Primeira República Portuguesa, entre os quais as funções de presidente do ministério, o equivalente ao actual primeiro-ministro.
Crescendo num ambiente dominado pela política, desde cedo se interessou pela acção nesta matéria, em especial na defesa dos direitos da mulher. Entusiasta e combativa na defesa das suas convicções de igualdade de direitos e oportunidades de homens e mulheres e de valorização da capacidade intelectual feminina, mereceu de Afonso Costa, amigo da família, o epíteto de «mulher do futuro».
Depois de realizados os primeiros estudos em casa e de frequentar os Liceus Almeida Garrett e Passos Manuel, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, cujo curso concluiu em Novembro de 1926 com a classificação de 18 valores.
Em 1925, ainda estudante universitária, aderiu ao movimento feminista, publicando no periódico “Vida Académica” uma contestação ao conteúdo derrogatório em relação às mulheres que estudavam a obra “O Terceiro Sexo” de Júlio Dantas. Em resultado desse artigo, foi convidada por Adelaide Cabete para integrar o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, do qual – logo em 1927 – assumiu as funções de secretária-geral.
Em 1928, foi eleita vice-presidente da direcção do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e elaborou, com a colaboração de Angélica Lopes Viana Porto e Sara Beirão, um plano de conferências feministas. Nesse cargo, que exerceu no período de 1928/29 e em 1931, promoveu uma revisão estatutária do Conselho e desenvolveu intensa actividade, em particular na defesa do direito de participação feminina na vida política e na luta pela conquista do sufrágio feminino.
Também manteve uma forte presença na imprensa, com artigos em defesa dos direitos políticos das mulheres, da co-educação e do livre acesso das mulheres à vida profissional. Publicou igualmente artigos educativos, de temática feminista e jurídica, lutando contra os equívocos conceptuais associados ao feminismo e procurando interessar as mulheres pela causa da equivalência moral, intelectual e social dos dois sexos. Assumiu a direcção da revista “Alma Feminina” (1929/30), foi responsável pela “Página Feminista” na revista “Portugal Feminino” e manteve colaboração em múltiplos periódicos, entre os quais “O Rebate”, “Diário de Lisboa”, “Seara Nova”, “Diário de Notícias”, “Primeiro de Janeiro”, “Máxima” e “Gazeta da Ordem dos Advogados”.
Outra grande causa a que se dedicou foi a defesa de uma educação igualitária, que considerava a via para assegurar às mulheres a mesma preparação profissional e liberdade de trabalho de que gozavam os homens. Com esse objectivo apresentou várias comunicações em congressos e reuniões públicas, entre as quais as intituladas “A protecção à mulher trabalhadora” e “Da situação da mulher profissional no casamento”.
Em 1931, esteve entre os intelectuais e activistas que protestaram junto do ministro da Instrução Pública contra a supressão da co-educação no ensino primário, defendendo a existência de conteúdos de educação cívica e moral nas escolas públicas e demonstrando o seu pendor maternal, afirmando «ser necessário que as mulheres da nossa terra, mais do que nunca, se consagrem a essa obra tão linda e de tão vasto alcance que é a protecção à infância».
Em 1946, foi eleita vice-presidente da assembleia-geral do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, ocupando o cargo em 1947, ano em que as autoridades do regime do Estado Novo determinaram o seu encerramento. Foi membro destacado de várias organizações internacionais, entre as quais: o International Council of Women, a International Alliance for Women's Sufffrage, a Phi Delta Legal Society e a Fédération Internationale des Femmes Diplômées en Droit.
Casou em 1928 com Adelino da Palma Carlos, um advogado, professor de Direito e defensor dos ideais democráticos, que chefiaria o primeiro governo após a Revolução dos Cravos. Tiveram dois filhos.
Em Abril de 1985, foi feita Oficial da Ordem da Liberdade, em reconhecimento do seu papel na defesa dos direitos das mulheres e na luta pela democracia em Portugal. Uma rua de Lisboa recorda o seu nome.
Entre os livros que escreveu, saliente-se: “O Poder Maternal” (1933) e “Coisas de Mulheres” (colectânea, 1975).

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

7 DE AGOSTO - JOACHIM RINGELNATZ



EFEMÉRIDEJoachim Ringelnatz, de seu verdadeiro nome Hans Gustav Bötticher, pintor, artista de music-hall e escritor alemão, nasceu em Wurzen no dia 7 de Agosto de 1883. Morreu em Berlim, em 17 de Novembro de 1934. Foi marinheiro na sua juventude mas, mais tarde, seguiu outros rumos profissionais, inclusivamente o de escritor.
A sua pintura mais popular é a do marinheiro anárquico Kuddel Daddeldu. Ringelnatz é reconhecido especialmente pelos seus escritos satíricos. Por exemplo, na sua versão do “Capuchinho Vermelho”, escreveu que a menina trazia dentro da sua cesta «delícias preparadas para a avozinha pela sua mãe, como uma garrafa de uísque escocês – tudo para fazer a vovó ficar mais forte e mais alegre».
Em 1933, o regime nazi inseriu o seu nome na lista de artistas degenerados e proibidos na Alemanha.
Escreveu uma vasta obra literária: 19 livros de poesia (1909/34; 6 de prosas diversas (1913/24); 5 de teatro (1921/32); 5 infanto-juvenis (1910/31); e 5 autobiográficos (1911/32). O espólio deixado, após a sua morte, permitiu ainda a publicação póstuma de catorze livros (1935/2005).

domingo, 6 de agosto de 2017

6 DE AGOSTO - ERNESTO LECUONA

EFEMÉRIDEErnesto Sixto de la Asunción Lecuona y Casado, pianista e compositor cubano, nasceu em Guanabacoa, perto de Havana, em 6 de Agosto de 1895. Morreu em Santa Cruz de Tenerife no dia 29 de Novembro de 1963.
Filho de um jornalista espanhol radicado em Cuba, começou a estudar piano com a sua irmã que tinha mais catorze anos dó que ele. Foi uma criança prodígio, realizando o seu primeiro recital aos cinco anos de idade. Aos treze, compôs a sua primeira marcha, intitulada “Cuba y América”.
Estudou música no Peyrellade Conservatoire, com Antonio Saavedra e Joaquín Nin. Graduou-se no Conservatorio Nacional de la Habana (1913) e, aos dezasseis anos, já tinha conquistado uma medalha de ouro de interpretação.
Fora de Cuba, começou a sua carreira fazendo uma tournée pelos Estados Unidos, Espanha e França, com os Lecuona's Cuban Boys. Juntamente com Gonzalo Roig e Rodrigo Prats, formou um dos mais importantes trios de orquestra, especialmente de zarzuela – o estilo mais significativo na sua carreira. Lecuona foi o introdutor da orquestra latina nos Estados Unidos da América. Estudou também em França, com Maurice Ravel.
Entre as suas obras, destacam-se “Canto Siboney”, “Damisela Encantadora”, “Diablos y Fantasías”, “El Amor del Guarachero”, “El Batey”, “El Cafetal”, “El Calesero”, “El Maizal”, “La Flor del Sitio”, “Tierra de Venus” e “Rosa la China”, entre muitas outras.
Morreu em Santa Cruz de Tenerife, nas Ilhas Canárias, Espanha, durante uma visita à antiga casa de seus pais.
Em 2006, o escritor cubano Daína Chaviano homenageou-o postumamente incorporando-o como personagem no seu livro “A ilha dos amores infinitos”, o romance cubano mais traduzido de todos os tempos, Medalha de Ouro nos Florida Book Awards.

sábado, 5 de agosto de 2017

5 DE AGOSTO - CYRO MARTINS

EFEMÉRIDECyro dos Santos Martins, escritor e psicanalista brasileiro, nasceu em Quaraí no dia 5 de Agosto de 1908. Morreu em Porto Alegre, em 15 de Dezembro de 1995.
Integrou o grupo dos romancistas da chamada Geração de 30, relacionado com o neo-realismo, tanto pela temática como pela linguagem. Foi responsável pela introdução, na literatura regional do seu estado, do tipo gaúcho já influenciado por novos costumes. O seu livro de estreia, “Campo Fora” (1934), já versava a temática que o autor desenvolveria posteriormente. As suas três obras básicas, “Sem rumo” (1937), “Porteira fechada” (1944) e “Estrada nova” (1954), compõem a “Trilogia do gaúcho a pé” e retratam o homem das pampas, marginalizado pela nova ordem económica, social e cultural gerada pelo processo de industrialização e concentração urbana.
Cyro Martins iniciou os estudos aos nove anos, no Colégio Municipal de Quaraí. Aos 20, continuou a estudar num colégio interno de Porto Alegre, o Ginásio Anchieta. O seu primeiro professor, Lucílio Caravaca, é lembrado no personagem homónimo em “Rodeio (contos e estampas)” de 1976. Em 1942, em “Um menino vai para o colégio (novela)” tinha revivido a sua vida no internato.
Escreveu os seus primeiros artigos e contos aos quinze anos. Em 1928, com dezanove, ingressou na Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Voltou a Quaraí em 1934, já formado, para «fazer a prática da medicina», como dizia, sobretudo nos bairros e vilas da cidade.
Em 1935, casou-se com Suely de Souza e utilizou, numa conferência, pela primeira vez, o termo «gaúcho a pé», origem e leitmotiv da trilogia já referida. Em 1937, foi estudar Neurologia no Rio de Janeiro, onde publicou “Sem rumo pela Ariel”. Em 1938, já em Porto Alegre, prestou concurso para Psiquiatria no Hospital São Pedro e, no ano seguinte, participou na fundação da Sociedade de Neurologia, Psiquiatria e Medicina Legal no mesmo hospital. Publicou entretanto o romance “Enquanto as águas correm”. Abriu o seu primeiro consultório. “Mensagem errante” surge em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial.
Em 1949, segundo casamento, com Zaira Meneghello. Dois anos depois, foi fazer a sua formação psicanalítica em Buenos Aires. Regressou ao Brasil em 1955, quando já era membro da Associação Psicanalítica Argentina. Convida, entre outros, o analista argentino Arnaldo Rascovsky, de quem se tornara amigo, para debates sobre psicoterapia analítica de grupo. Em 1957, foi eleito presidente da Sociedade de Neurologia, Psiquiatria e Neurocirurgia, quando iniciou a sua actividade como professor no Instituto de Psicanálise. Ainda nesse ano, publicou “Paz nos campos”, que reúne diversos contos e novelas.
De 1958 a 1964, teve vários trabalhos científicos traduzidos para espanhol e alemão.
Em 1990, escreveu o seu livro de memórias, em parceria com Abrão Slavutzky, “Para início de conversa”. No ano seguinte, publicou o seu último livro de ficção, a novela “Um sorriso para o destino”. Ainda publicaria uma série de ensaios psicanalíticos (1993) e, quando seria de esperar que falasse de si mesmo, surpreendeu tudo e todos discorrendo sobre os seus amigos poetas, pintores e ficcionistas, em “Páginas soltas” (1994).
Faleceu aos 87 anos. Familiares e amigos criaram em 1997 o Centro de Estudos de Literatura e Psicanálise Cyro MartinsCELPCYRO, com o propósito de cuidar do seu vasto espólio e promover estudos a partir da sua obra.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

4 DE AGOSTO - WILLIAM EDMONDSTOUNE AYTOUN

EFEMÉRIDEWilliam Edmondstoune Aytoun, advogado e escritor escocês, morreu em Elgin, Moray, em 4 de Agosto de 1865. Nascera em Edimburgo no dia 21 de Junho de 1813.
Aytoun era filho único de um solicitator e tinha ainda parentesco com o poeta Robert Aytoun (1570/1638). De sua mãe, uma mulher imensamente culta, herdou desde cedo o gosto pela literatura (incluindo a poesia medieval) e as preferências políticas. Com a idade de onze anos, foi enviado para a Academia de Edimburgo e de lá para a universidade vizinha.
Em 1833, passou alguns meses em Londres com a intenção de estudar Direito. Em Setembro do mesmo ano, acabou por ir morar para Aschaffenburg, onde permaneceu até Abril de 1834, dedicando-se com entusiasmo ao estudo da Literatura Alemã. Depois, retomou os estudos jurídicos no escritório de advocacia do pai, sendo admitido também como solicitator em 1835. Cinco anos mais tarde, recebeu o certificado de advogado.
A sua primeira obra literária foi “Poland, Homer and other Poems”, lançada em 1832 e na qual expressou o seu grande interesse pela Polónia.
Nos meses que passou na Alemanha, Aytoun fez uma tradução em versos brancos da primeira parte de “Fausto”, mas nunca chegou a publicá-la. Em 1836, começou a colaborar no “Blackwood's Magazine”, fazendo traduções de poemas de Johann Uhland. A partir de 1839 e até à sua morte, fez parte do quadro de funcionários do “Blackwood's”.
Neste periódico, foi publicada a maioria das suas histórias engraçadas em prosa, tais como: “The Glenmutchkin Railway”; “How I Became a Yeoman”; e “How I Stood for the Dreepdaily Burghs”. Na mesma revista, surgiu a sua principal obra poética, “Lays of the Scottish Cavaliers”, e um romance, em parte autobiográfico, “Norman Sinclair”.
Em 1841, Aytoun tornou-se muito amigo do poeta, biógrafo e tradutor escocês Theodore Martin. Em associação com ele, escreveu uma série de artigos humorísticos sobre as modas e as loucuras daquele tempo, em que foram intercalados os versos que, depois, se tornaram na popular obra “Bon Gaultier Ballads” (1855).
Escreveu “Firmilian, a Spasmodic Tragedy” (1854), sob o pseudónimo de T. Percy Jones, com a intenção de satirizar um grupo de poetas e críticos. Dois anos depois, publicou “Bothwell, a Poem”.
Em 1845, foi nomeado professor de Retórica e Belles Lettres na Universidade de Edimburgo. As suas palestras atraíam um grande número de alunos, crescendo de 30 em 1846 para 1 850 em 1864.
A sua prestação de serviços de apoio ao partido Tory, especialmente durante os graves distúrbios decorrentes da aprovação das Corn Laws em 1815, recebeu oficial reconhecimento com a sua nomeação (1852) para xerife de Orkney and Zetland.
Publicou ainda: “Colecção das Baladas da Escócia” (1858), uma tradução dos “Poemas e Baladas de Goethe”, em cooperação com o seu amigo Martin Theodore (1858); e um pequeno volume sobre a “Vida e os Tempos de Ricardo I” (1840), escrito para a Family Library. Em 1860, Aytoun foi eleito presidente honorário das Sociedades Associadas da Universidade de Edimburgo.
Em Abril de 1859, perdeu a sua primeira esposa, Jane Emily Wilson, com quem se casara em Abril de 1849. Foi um duro golpe para ele. A mãe morreu também em Novembro de 1861 e a sua própria saúde começou a enfraquecer. Buscou alívio no trabalho duro, mas a vida para ele tinha desde então perdido muito do seu entusiasmo e sentido.
Sem ter filhos, a solidão tornou-se insuportável e, em Dezembro de 1863, casou-se com Fearnie Jemima Kinnear. A sua saúde, porém, estava seriamente abalada e faleceu menos de dois anos mais tarde.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

3 DE AGOSTO - POLÍBIO GOMES DOS SANTOS

EFEMÉRIDEPolíbio Gomes dos Santos, poeta português, morreu em Ansião no dia 3 de Agosto de 1939. Nascera na mesma localidade em 7 de Agosto de 1911.
Políbio frequentou o Instituto Militar dos Pupilos do Exército em Lisboa e terminou os seus estudos liceais em Coimbra, onde ingressou na Faculdade de Letras e Direito.
Por ter adoecido com tuberculose em Setembro de 1938, esteve internado no Sanatório da Guarda, tendo falecido em 1939, a quatro dias de completar 28 anos de idade.
Foi colaborador das seguintes publicações: “Cadernos da Juventude”, “Presença”, “Sol Nascente” e “O Diabo”. Fez parte do grupo Novo Cancioneiro de tendência neo-realista.
Publicou “As Três Pessoas” (1938) e escreveu, já no sanatório, “Voz que Escuta”, que foi publicado postumamente em 1944. Recebeu o Prémio António Nobre nos Jogos Florais da Universidade de Coimbra (1939).
Em sua homenagem, existe actualmente o Prémio Literário Políbio Gomes dos Santos.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

2 DE AGOSTO - HOLDEN ROBERTO

EFEMÉRIDEHolden Roberto, político angolano e líder de um movimento considerado terrorista durante a Guerra Colonial, morreu em Luanda no dia 2 de Agosto de 2007. Nascera em São Salvador, em 12 de Janeiro de 1923. Iniciou a sua actividade política em 1954, com a fundação da União dos Povos do Norte de Angola (UPNA), mais tarde designada UPA.
Apesar de nascido em Angola, Holden foi com a família para Léopoldville (actual Kinshasa, na República Democrática do Congo) com apenas 2 anos de idade, só regressando à sua terra natal em 1951. Em 1940, concluiu o curso de liceu numa escola missionária Baptista, tornando-se funcionário do ministério das Finanças da Bélgica em Stanleyville (actual Kisangani), cargo que desempenhou durante 8 anos.
Em 1962, criou a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), da qual se tornou presidente. Seria esta organização que viria a constituir o Governo Revolucionário de Angola no Exílio, em que Jonas Savimbi surgiu como ministro dos Negócios Estrangeiros.
Dadas as suas ligações com os Estados Unidos, de onde recebia informações, instruções tácticas e financiamento, bem assim como apoio logístico, não conseguiu conciliar, numa frente única, o MPLA nem a UNITA, organizações de inspiração comunista e maoista (respectivamente) e, no primeiro caso, fortemente influenciado por mestiços e brancos.
Por representar uma linha ideológica diferente e ter o apoio dos EUA, do Zaire e da França, veio a sofrer várias represálias políticas e mesmo militares por parte do MPLA, chegando a haver confrontos militares nas bases do Congo.
Em Abril de 1975, foi signatário dos acordos de paz com Portugal, que conduziriam à independência em Novembro de 1975. A União Soviética apoiou declaradamente o MPLA que, com militares cubanos, derrotou a FNLA de Holden Roberto ma Batalha de Kifangondo. O país seria governado por Agostinho Neto e depois por José Eduardo dos Santos. O povo de Angola sofreu então a acção da etnia bacongo, de Holden Roberto. A FNLA eclipsou-se posteriormente e, em 1976, Holden exilou-se no Zaire e em França. 
Holden Roberto assumiu ao jornalista Joaquim Furtado, no programa televisivo “A Guerra”, a intenção inicial da UPA de, através do genocídio, que iniciou em Março de 1961, proceder a uma limpeza étnica em Angola, perpetrada pelos bacongos sobre as restantes etnias angolanas, nas quais se incluía, obviamente, a europeia e a mestiça, o que justificaria os crimes contra a humanidade de que foi acusado com fundamento nas dezenas de milhares de mortos (com especial barbaridade) que causou na população do norte de Angola.
Nas primeiras eleições livres, realizadas em 1991, Holden Roberto que – até então – não pudera viver em Angola, foi candidato à presidência da República, obtendo apenas 2,1% dos votos. Viveu no país até à sua morte em 2007.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

1 DE AGOSTO - FRANCIS SCOTT KEY

EFEMÉRIDE Francis Scott Key, advogado e poeta norte-americano, autor da letra do hino dos Estados Unidos, “The Star-Spangled Banner”, nasceu no condado de Frederick (Maryland) no dia 1 de Agosto de 1779. Morreu em Baltimore, em 11 de Janeiro de 1843.
Francis era filho de Ann Phoebe Penn Dagworthy e do capitão John Ross Key, uma família de ascendência inglesa. Cursou Direito no Colégio St. John's, sob a supervisão de seu tio Philip Barton Key, membro da Câmara dos Representantes.
Assistiu ao ataque britânico sobre o Fort McHenry durante a Guerra de 1812. O forte resistiu ao assalto durante um dia. Uma bandeira americana, que continuava a tremular ao vento no meio dos destroços, serviu-lhe de inspiração parta escrever um poema, que viria a tornar-se o Hino Nacional norte-americano.
Francis Key exerceu a advocacia desde 1805 e foi mais tarde procurador do distrito de Columbia (Washington DC). Casou-se em 1800 e teve onze filhos. Faleceu, vítima de pleurisia, na casa de uma filha em Baltimore.

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