sexta-feira, 30 de setembro de 2016

30 DE SETEMBRO - MONICA BELLUCCI

EFEMÉRIDEMonica Anna Maria Bellucci, modelo e actriz italiana, nasceu em Città di Castello no dia 30 de Setembro de 1964.
Com uma carreira iniciada como modelo de grandes marcas europeias, como Dior e Dolce & Gabbana (anos 1980/90), voltou-se para o cinema posteriormente, vindo a ser considerada pela revista norte-americana “Variety” como «o último mito erótico e a herdeira de divas italianas do cinema, como Sofia Loren, Gina Lollobrigida e Silvana Mangano».
Na década de 1980, Bellucci abandonou os estudos de Direito, na Universidade de Perúgia, para seguir a carreira de modelo. Em 1988, mudou-se para Milão, um dos grandes centros mundiais da moda, passando a fazer parte do elenco internacional da agência Elite Models. Trabalhou para grandes estilistas, além de posar para fotografias de moda, em Paris e Nova Iorque, nalgumas das maiores revistas do ramo, como “Elle” e “GQ”, o que a levou a conseguir destaque internacional na profissão. Monica fez depois a transição para o cinema, frequentando cursos de Interpretação.
Fluente em italiano, inglês e francês, com bom conhecimento do espanhol e razoável do português, pôde trabalhar em filmes nas várias línguas e em diversos países. Começou no cinema nos anos 1990, conseguindo chamar a atenção, ao participar num pequeno papel em língua inglesa, em “Drácula” de Bram Stoker, dirigido por Francis Ford Coppola (1992), e fazendo uma série de filmes em francês, com o seu segundo marido, também actor, Vincent Cassel. Em 1995, foi nomeada para os Césars na categoria Melhor Esperança Feminina.
Com o sucesso mundial do filme italiano “Malèna” de Giuseppe Tornatore, Monica ficou com as portas de Hollywood abertas, filmando com Bruce Willis e participando em dois filmes da saga Matrix, “Reloaded” e “Revolutions”, e no sucesso de bilheteira escrito e realizado por Mel Gibson, “A Paixão de Cristo” (2004), para o qual aprendeu aramaico para protagonizar Maria Madalena.
Bellucci escandalizou o público do Festival de Cannes em 2002, ao participar numa das cenas mais violentas e realistas de um estupro, no filme francês “Irreversível” do argentino Gaspar Noé, contracenando com o seu então marido V. Cassel. Já com quarenta anos de idade, em 2004, foi considerada a Mulher Mais Sexy do Mundo pelos leitores da revista masculina “Maxim’s”.
As suas fotos, nua, para grandes revistas como “Vanity Fair” (para quem posou grávida em 2004, enfurecendo o Vaticano), “Maxim’s” e “Gentlemen’s Quartely”, entre outras, e os seus ensaios fotográficos com grandes profissionais, transformaram-na num importante símbolo sexual italiano e aumentou a sua legião de fãs.
Monica também fez sucesso junto do público infantil e adolescente ao personificar a rainha egípcia Cleópatra no filme francês “Astérix e Obélix: Missão Cleópatra” (2002), baseado na banda desenhada dos heróis gauleses, um dos maiores sucessos de bilheteira da história do cinema em França. Deu igualmente a sua voz à personagem Kaileena (“Prince of Persia Warrior Within”), da trilogia “Prince of Persia”.
Em 2015, participou no filme “007 contra Spectre”, 24º filme de James Bond, como a bond girl Lucia Sciarra, tornando-se – aos 50 anos – a mais velha de todas as bond girls desde o início da série em 1962.
Foi casada, entre 1990 e 1994, com o fotógrafo italiano Claudio Basso. Casou-se pela segunda vez, em 1999, com o actor francês Vincent Cassel, com o qual teve duas filhas. Em 2010, comprou uma casa no Rio de Janeiro, onde passou várias temporadas com a família. O casamento chegou ao fim em 2013.
Em 2016, adquiriu um apartamento no histórico bairro do Castelo, em Lisboa, onde será vizinha do designer francês Christian Louboutin. Monica inscreveu as duas filhas num colégio internacional de Lisboa.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

29 DE SETEMBRO - CLÁUDIO CAVALCANTI

EFEMÉRIDECláudio Murillo Cavalcanti, actor, realizador de televisão, produtor teatral, escritor, tradutor, cantor, radialista e político brasileiro, morreu no Rio de Janeiro em 29 de Setembro de 2013. Nascera na mesma cidade em 24 de Fevereiro de 1940.
Foi homenageado com várias condecorações, entre elas a Medalha Tiradendes, a Medalha General Zenóbio da Costa e a Comenda do Exército Brasileiro – Medalha do Pacificador.
Cláudio Cavalcanti era casado desde 1979 com Maria Lucia Frota, psicóloga e actriz, com quem dividiu o palco inúmeras vezes. Ambos eram vegetarianos e activistas dos direitos dos animais. A sua esposa foi a criadora da Secretaria Municipal de Defesa dos Animais, no Rio de Janeiro, exercendo o cargo de secretária municipal de Janeiro de 2001 a Fevereiro de 2005.
Cláudio Cavalcanti iniciou a sua carreira de actor em Dezembro de 1956, aos dezasseis anos de idade, no Teatro Brasileiro de Comédia, actuando ao lado de Nathália Timberg, Sérgio Britto e Fernanda Montenegro. No mesmo ano, estreou-se na televisão, fazendo teatro ao vivo. Desde então, nunca mais interrompeu as suas actividades de actor, continuando a actuar no Teatro, Televisão e Cinema até pouco tempo antes do falecimento. Do seu currículo fazem parte 41 peças, 39 telenovelas e 35 filmes. Um dos seus papéis mais relevantes foi o de Dr. Auberto Rezende na novela “A Viagem”.
Como escritor, publicou cinco livros, entre os quais três antologias. Como cantor, foi campeão de vendas com o long-playCláudio Cavalcanti” (1971).
Paralelamente com as suas actividades artísticas, em Outubro de 2000 foi eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro. Reeleito em 2004, cumpriu dois mandatos. Em oito anos de actividade legislativa, criou e teve aprovadas 29 leis, consideradas pioneiras em relação à defesa dos direitos dos animais, entre as quais a que proíbe o abate de animais abandonados e introduz a esterilização gratuita como método oficial de controlo populacional. Também, entre outras, proibiu rodeios e circos com animais, estabeleceu multas para maus-tratos e crueldade contra animais e conseguiu a aprovação da lei que proibia a utilização de animais em experiências científicas, recebendo maciço apoio nacional e internacional e criando enorme polémica. Posteriormente, a lei seria vetada perlo prefeito César Maia.
Em 2006, candidatou-se a deputado estadual, tendo obtido 39 742 votos e sendo designado em Dezembro de 2006 como suplente, durante licença de um dos titulares. Não conseguiu ser reeleito vereador em 2008 mas, após a cassação de um deputado, tornou-se titular em definitivo da vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
Morreu aos 73 anos de idade. Estava internando na UTI do Hospital Pró Cardíaco desde 22 de Setembro. Segundo o seu cardiologista e genro, Carlos Eduardo Menna Barreto, o actor sofreu um choque cardíaco, que evoluiu para uma insuficiência renal e falência de diversos órgãos. Foi velado no Cemitério Vertical Memorial do Carmo no Rio de Janeiro, com a presença de artistas como: Cássia Kis Magro, Gracindo Júnior e Jayme Periard. De acordo com o seu desejo, o corpo foi cremado e as cinzas lançadas ao mar.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

28 DE SETEMBRO - AGNOLO FIRENZUOLA

EFEMÉRDEAgnolo Firenzuola, escritor toscano, nasceu em Florença no dia 28 de Setembro de 1493. Morreu em Prato, em 27 de Junho de 1543. O seu apelido provém da vila de Firenzuola, terra dos seus antepassados, situada nos Apeninos.
O avô de Agnolo conseguira obter a cidadania florentina e transmiti-la à sua família. Agnolo estudou Direito, primeiro em Siena e depois em Perugia, onde conheceu Pietro Aretino, que foi o seu melhor amigo e quem mais o influenciou na vida. Mais tarde, Agnolo ainda advogou durante algum tempo em Roma, mas não obteve muito sucesso.
Quase todos os seus biógrafos concordam em afirmar que ele, ainda jovem, vestiu o hábito monástico em Vallombrosa vindo a dirigir duas abadias.
Firenzuola deixou Roma após a morte do Papa Clemente VII e, depois de passar algum tempo em Florença, estabeleceu-se como abade de San Salvador em Prato.
Os seus escritos – publicados numa edição completa em 1548 – são uma parte em prosa e outra em verso. A sua obra poética é essencialmente satírica e burlesca. Entre as prosas, encontramos o “Discorsi degli animali”, uma imitação de fábulas orientais; “Dialogo delle bellezze delle donne”; “Ragionamenti amorosi”, uma série de contos elegantes e licenciosos à moda de Boccacio; “Discacciamento delle nuove lettere”, uma reacção à proposta do gramático Gian Giorgio Trissino de introduzir novas letras no alfabeto italiano; e duas comédias – “I Lucidi”, baseada em Plauto, e “La Trinuzia”.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

ELIS REGINA - "Como Nossos Pais"

27 DE SETEMBRO - OONA O'NEILL

EFEMÉRIDEOona O'Neill, também conhecida como Oona Chaplin ou Lady Chaplin, actriz britânica, morreu em Corsier-sur-Vevey (Suíça) no dia 27 de Setembro de 1991. Nascera em Warwick (Bermudas), em 14 de Maio de 1925.
Era filha do dramaturgo Eugene O'Neill (Prémio Nobel e Prémio Pulitzer) e da escritora Agnes Boulton. Foi a quarta esposa do actor, realizador e produtor Charles Chaplin, com quem se casou aos 18 anos e com quem teve oito filhos, entre os quais a actriz Geraldine Chaplin.
Nasceu durante a estadia dos seus pais nas Bermudas. Contava apenas dois anos de idade quando os pais se separaram.
Oona conheceu Chaplin durante as filmagens de uma das suas películas. Apesar da diferença de 36 anos de idade, casaram-se em Junho de 1943, casamento que não agradou ao pai dela. Apesar disso, foi a esposa definitiva de Chaplin, mantendo uma relação que durou 35 anos.
Juntamente com o marido, partiu para a Suíça devido à acusação, nos Estados Unidos, de que Chaplin seria comunista. O facto ocorreu quando da estreia de “Luzes da Ribalta”, em Setembro de 1952.
Oona renunciou então à sua cidadania norte-americana. Ela e Chaplin resolveram estabelecer-se definitivamente com a família em Corsier-sur-Vevey, na Suíça, onde passaram a maior parte da sua vida de casados e onde recebiam a visita de muitos amigos de Hollywood.
Após o falecimento de Charles Chaplin, voltou aos Estados Unidos para fechar a casa do casal na Califórnia e, discretamente, recolher os bens de Chaplin depositados em diversos cofres. Mais tarde, admitiu mesmo ter escondido notas de 1 000 dólares no forro do seu casaco de vison.
Oona veio a falecer, aos 66 anos de idade, vítima de cancro no pâncreas. Em 2010, foi publicada uma sua biografia, “Oona Chaplin”, da autoria de Bertrand Meyer-Stabley.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

26 DE SETEMBRO - ROBERT PALMER

EFEMÉRIDERobert Allen Palmer, cantor, instrumentista, compositor e produtor musical britânico, morreu em Paris no dia 26 de Setembro de 2003. Nascera em Batley, Yorkshire, em 19 de Janeiro de 1949.
Era conhecido pela mistura eclética de estilos musicais nos seus álbuns, combinando soul, jazz, rock, pop, reggae e blues. Fez sucesso tanto na carreira a solo como com o grupo The Power Station (com integrantes dos Duran Duran e dos Chic). Teve canções no Top 10 do Reino Unido e dos Estados Unidos.
Os seus icónicos vídeos musicais, dirigidos pelo fotógrafo de moda britânico Terence Donovan, mostravam mulheres a dançar – todas com vestidos idênticos e com rostos pálidos, maquilhagem pesada e batom vermelho brilhante, que se assemelhavam às mulheres retratadas nos quadros de Patrick Nagel, um artista muito popular na década de 1980.
O envolvimento de Palmer na indústria da música começou ainda na década de 1960, abrangeu quatro décadas e incluiu também um período com a banda Vinegar Joe.
Palmer recebeu vários prémios ao longo da sua carreira, salientando-se dois Grammy de Melhor Performance Vocal Rock Masculino, um Prémio de Música da MTV e duas nomeações para os Brit Awards, na categoria de Melhor Artista Masculino Britânico.
Robert Palmer morreu num quarto de hotel em Paris, em virtude de uma crise cardíaca inesperada., Tinha 54 anos. Estava na capital francesa, depois de ter gravado um programa na televisão em Londres, para a Yorkshire TV. Foi ainda socorrido pelos pais, filhos e namorada.
Entre muitos que o homenagearam, contam-se os Duran Duran, que afirmaram: «Ele era um amigo muito querido e um grande artista. Esta é uma perda trágica para a indústria musical britânica.».
Dos seus discos mais conhecidos, são de realçar “Best Of Both Worlds” e “Every kinda people” em 1978, “Johnny and Mary” em 1980 e “Looking for Clues” no ano seguinte.
Palmer habitava na Suíça desde 1997. Afirmava que nunca se tinha sentido atraído nem pelos excessos do rock nem pela celebridade.

domingo, 25 de setembro de 2016

FRANK SINATRA - "For Once In My Life"

25 DE SETEMBRO - GONÇALO WADDINGTON

EFEMÉRIDEGonçalo Filipe Waddington Marques de Oliveira, actor e encenador português, nasceu em Lisboa no dia 25 de Setembro de 1977.
Cursou Teatro/Interpretação na Escola Profissional de Teatro de Cascais (1994/97) e frequentou workshops de Comedia Dell Arte, Interpretação, Máscara e Técnicas de Clown.
Interpretou peças de Oscar Wilde, Luiz Francisco Rebello, David Mamet, Joe Orton e Samuel Beckett, entre outros.
Foi dirigido pelos encenadores Carlos Avilez, no Teatro Experimental de Cascais; Fernando Heitor, no Teatro São Luiz; Maria Emília Correia, no Teatro Villaret e no Teatro Nacional D. Maria II; João Lagarto e Almeno Gonçalves, no Teatroesfera; Bruno Bravo, no projecto “Primeiros Sintomas”; Miguel Seabra, no Teatro Meridional; e Jorge Silva Melo, nos Artistas Unidos.
No cinema, trabalhou com os realizadores Tiago Guedes e Frederico Serra em “Coisa Ruim” e “Entre Os Dedos”, participando também em “Alice” de Marco Martins, “Mal Nascida” de João Canijo e “Aljubarrota” de Margarida Cardoso. Destacou-se ainda em curtas-metragens como “Agora Tu” de Jeanne Waltz e “O Inferno” de Carlos Conceição.
Desde 1996 até agora, participou em mais de vinte trabalhos televisivos (RTP1 e SIC). É casado com a também actriz Carla Maciel, de quem tem dois filhos.

sábado, 24 de setembro de 2016

24 DE SETEMBRO - VICENTE LUCAS

EFEMÉRIDEVicente da Fonseca Lucas, ex-jogador de futebol português, nasceu em Lourenço Marques (actual Maputo) no dia 24 de Setembro de 1935. Representou sempre o CF os Belenenses (1954/67), sendo dos mais cotados defesas centrais da sua época.
Irmão de Matateu, venceu a Taça de Portugal de 1960. Foi seleccionado vinte vezes para a equipa de Portugal (1959/66), tendo sido titular no Mundial de 1966, realizado em Inglaterra, onde Portugal se classificou em 3º lugar e ele granjeou fama pela marcação irrepreensível que moveu ao craque brasileiro Pelé.
Em Dezembro de 1966, foi agraciado com a Medalha de Prata da Ordem do Infante D. Henrique.
Vicente abandonou o futebol depois do Mundial de Londres, em virtude de uma grave lesão num olho no seguimento de um acidente de automóvel.
Reconhecido como um dos melhores defesas da sua época, ele era pouco faltoso e era aliás citado pelo próprio Pele como «o maior defesa que encontrara na sua carreira».
Recentemente, já em 2016, foi hospitalizado no Hospital de S. Francisco Xavier em Lisboa, tendo-lhe sido amputada parte de uma perna. É considerado ainda hoje como um símbolo vivo do Belenenses e uma das grandes referências do futebol português.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

23 DE SETEMBRO - GUILHERME D'OLIVEIRA MARTINS

EFEMÉRIDEGuilherme Valdemar Pereira d'Oliveira Martins, jurista e político português, nasceu em Lisboa no dia 23 de Setembro de 1952.
Licenciado em Direito e mestre em Ciências Jurídico-Económicas, foi assistente na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, de 1977 a 1985, consultor jurídico dos Ministérios das Finanças e da Indústria e Comércio, entre 1975 e 1986, e director dos Serviços Jurídicos da Direcção-Geral do Tesouro. Entre 1987 e 1995, foi também professor auxiliar convidado na Universidade Internacional em Lisboa.
Foi militante fundador da Juventude Social Democrata em 1974 e secretário-geral adjunto do Partido Popular Democrático, sendo líder Francisco Sá Carneiro. Abandonou este partido em Abril de 1979, na cisão que deu origem à Acção Social Democrata Independente, acompanhando Joaquim Magalhães Mota, António Sousa Franco, Sérvulo Correia e outros. Iniciava assim a sua aproximação ao Partido Socialista. No mesmo ano, foi chamado a exercer funções como chefe de gabinete de António Sousa Franco, então ministro das Finanças do governo de Maria de Lourdes Pintasilgo. De 1980 a 1983, foi deputado à Assembleia da República, já eleito pelo PS.
Em 1985, envolveu-se na primeira candidatura presidencial de Mário Soares, como membro da Comissão Política e porta-voz do MASP – Movimento de Apoio Soares à Presidência. Com a vitória de Soares, foi designado assessor político da Casa Civil do Presidente da República, função que desempenhou até 1991.
Com a chegada de António Guterres ao governo, em 1995, Oliveira Martins foi chamado a ocupar os cargos de secretário de estado da Administração Educativa, de 1995 a 1999; ministro da Educação, até 2000; ministro da Presidência, de 2000 a 2002; e ministro das Finanças, entre 2001 e 2002.
Foi presidente do Tribunal de Contas entre 2005 e 2015 e, por inerência, do Conselho de Prevenção da Corrupção, de 2008 a 2015. Desde 2003, é professor catedrático convidado da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada de Lisboa e, desde 2008, também do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. É presidente do Centro Nacional de Cultura desde 2003. Em Outubro de 2015, foi cooptado como membro executivo do Conselho de Administração da Fundação Gulbenkian, sucedendo a Eduardo Marçal Grilo.
Entre os restantes cargos que exerceu, contam-se os de representante da Assembleia da República na Convenção para o Futuro da Europa, secretário-geral da Comissão Portuguesa da Fundação Europeia da Cultura, presidente da SEDES, vogal do Conselho de Administração da Fundação Mário Soares e vice-presidente da Comissão Nacional da UNESCO (1988/1994).
Em Março de 1996, foi agraciado com a Medalha de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. É sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa (eleito em Maio de 2010), membro efectivo da Academia de Marinha (eleito em Dezembro de 2014) e Académico de Mérito da Academia Portuguesa de História (eleito em Julho de 2015). Em Novembro de 2015, recebeu do presidente da República a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.
Entre as condecorações recebidas, de salientar ainda a Comenda da Ordem de Isabel a Católica (Espanha), a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul (Brasil) e o grau de Oficial da Ordem Nacional da Legião de Honra (França).

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

22 DE SETEMBRO - ÁLVARO MUTIS

EFEMÉRIDEÁlvaro Mutis Jaramillo, romancista, poeta e ensaísta colombiano, morreu no México em 22 de Setembro de 2013. Nascera em Bogotá no dia 25 de Agosto de 1923.
Acompanhando o pai que era diplomata, passou parte da infância na Bélgica, com a família, até 1932 – ano em que o progenitor faleceu.
Abandonou os estudos aos 18 anos. Antes de se iniciar como escritor, trabalhou na Colômbia como jornalista, locutor de rádio e distribuidor de filmes da 20th Century Fox na América Latina. Também fez dobragens, dando voz ao narrador da série “Os Intocáveis”. Ainda nos anos 1940, iniciou uma carreira de publicitário e de responsável de relações públicas em diversas empresas de vários ramos de actividade.
Em 1948, publicou a sua primeira obra poética, “La Balanza”, em colaboração com Carlos Patiño Roselli. Tornou-se amigo de Gabriel García Márquez em 1950.
Passou a residir no México em 1956, saindo da Colômbia em virtude de um escândalo financeiro numa empresa petrolífera onde trabalhava. Voltou à publicidade e trabalhou para a televisão, frequentando igualmente os meios literários da capital mexicana. Detido pela Interpol, passou 15 meses na prisão. Aproveitou este período, para escrever o seu primeiro romance, “Diario de Lecumberri”, publicado em 1960.
Nos anos 1970 e 1980, dedicou-se sobretudo aos romances. Desenvolveu, a partir de 1985, uma série de sete romances à volta do personagem ‘Maqroll el Gaviero’. As suas obras tiveram grande sucesso tanto na América Latina como na Europa.
Foi membro da comissão de honra da Casa Internacional dos Escritores de Saint-Malo (França). E considerado um dos maiores escritores hispano-americanos contemporâneos.
Entre os prémios que recebeu, destaca-se o Prémio Cervantes, considerado o principal prémio da língua espanhola (2001); o Prémio Príncipe das Astúrias de 1997, também importante na língua espanhola; e o Prémio Médicis de França (1989). Recebeu ainda o Prémio Nacional de Letras da Colômbia (1974) e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Latino-americana (1997). Foi condecorado pela França com o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

ADEUS PARA SEMPRE

 
Faz hoje um mês… Foi no dia 21 de Agosto de 2016. Como todos os domingos, minha filha, genro e netos vieram almoçar comigo. Depois, rumámos até à clínica, onde minha mulher se encontrava internada há nove meses, depois de um ano numa outra clínica na baixa lisboeta.
Na terça-feira anterior, estava ligada ao oxigénio (para a manter calma) e recebia soro (para a hidratar). Dois dias depois, já só tinha o oxigénio. Comera bem e até “fora ao cabeleireiro” afim de lhe cortarem o cabelo mais curto por causa  do calor.
Neste domingo, tinham voltado a pôr-lhe o oxigénio, mas pela razão anteriormente apontada. Falámos como habitualmente. Regressámos a nossas casas.
Pelas 19 horas, recebo uma chamada telefónica da minha filha: «Telefonaram-me agora, dizendo-me que a mãe teve uma paragem cardíaco respiratória…». «E… Que queres dizer com isso?... Morreu?».
O Mundo desmoronou-se à minha volta. Chegara ao fim um namoro de 63 anos e um casamento de 52. Repousa em Paz. Espera por mim.

21 DE SETEMBRO - ÉDOUARD GLISSANT

EFEMÉRIDEÉdouard Glissant, poeta, romancista, dramaturgo e ensaísta francês, nasceu em Sainte-Marie, na Martinica, em 21 de Setembro de 1928. Morreu em Paris no dia 3 de Fevereiro de 2011.
Estudou no Liceu Victor-Schœlcher de Fort-de-France. Em 1946, deixou a Martinica e rumou a Paris para estudar Etnografia no Museu do Homem e História e Filosofia na Sorbonne.
Começou então a publicar as suas primeiras obras. No início, foi adepto das teses de negritude, conceito desenvolvido por Léopold Senghor em prol de um retorno às raízes africanas. Defendeu depois o conceito de antilhanidade (valorização da cultura própria, nascida nas Antilhas, considerando o povo das ilhas «autónomo culturalmente» em relação a África) e de crioulização (valorização da cultura e língua crioulas).
Aproximando-se das ideias de Frantz Fanon, fundou – com Paul Níger – em 1959, a Frente antilhana-guiana independentista, e mais tarde autonomista, o que levou ao seu exílio de 1959 à 1965. Voltou à Martinica em 1965 e fundou o Instituto de Estudos de Martinica e o periódico “Acoma” de ciências humanas. Algumas das suas obras, como o “Discours Antillais”, são marcadas por um engajamento político anticolonialista.
Doutorou-se em Letras em 1980. De 1982 a 1988, foi director do periódico “Correio da Unesco”.
Em 1989, foi nomeado Distinguished University Professor do Estado de Luisiana, onde dirigiu o Centro de Estudos Franceses e Francófonos. Em 1992, foi finalista no Prémio Nobel de Literatura, perdendo por um voto para o escritor Derek Walcott. Desde 1995, foi professor especial de Literatura Francesa na Universidade Municipal de Nova Iorque.
As suas reflexões sobre a identidade das Antilhas inspiraram toda uma geração de escritores ao redor dos conceitos de crioulidade e antilhanidade, entre eles Patrick Chamoiseau, Ernest Pépin, Audrey Pulvar e Raphaël Confiant.
Esta antilhanidade seria forjada a partir da ideia da identidade múltipla ou identidade de raiz, aberta ao mundo e colocada em contacto com outras culturas. Foi uma terceira via que ele criou face às argumentações ao redor da ideia de negritude. A sua influência na política da Martinica continua forte nos meios ecológicos e independentistas.
Desde 2002, o Prémio Édouard-Glissant, criado pela Universidade Paris VIII, com o apoio da Casa da América Latina e do Instituto de Todo o Mundo, é destinado a «honrar uma obra artística marcante do nosso tempo, segundo os valores de Édouard Glissant».

terça-feira, 20 de setembro de 2016

20 DE SETEMBRO - JOÃO PEDRO PAIS

EFEMÉRIDEJoão Pedro Pais, autor, compositor e cantor português, nasceu em Lisboa no dia 20 de Setembro de 1971. Estudou na Casa Pia e foi campeão de luta greco-romana.
Tornou-se conhecido ao participar no programa televisivo “Chuva de Estrelas” (canal SIC), onde obteve o 2º lugar, ao interpretar a canção dos DelfinsAo Passar Um Navio”.
O seu primeiro disco, “Segredos”, foi editado em 1997. Em 1999, gravou o álbum “Outra Vez”, que foi disco de platina, em virtude do número de exemplares vendidos. O disco “Falar Por Sinais”, publicado em 2001, vendeu cerca de 70 mil unidades.
Em 2004, o quarto álbum “Tudo Bem” foi mais um grande sucesso de vendas e confirmou-o definitivamente como um dos mais bem sucedidos novos músicos portugueses.
Em 2003, foi convidado para fazer a 1ª parte da digressão ibérica de Bryan Adams, com espectáculos em Barcelona, Madrid, Lisboa, Porto e Guimarães. Em 2005, o cantor canadiano voltou a convidá-lo para fazer a 1ª parte dos seus três concertos em Portugal.
Em 2006, gravou – em conjunto com Mafalda Veiga – o álbum “Lado A Lado”. Em 2008, foi lançado mais um disco de canções inéditas, “A Palma e a Mão”. Dois anos depois, gravou o seu primeiro trabalho ao vivo no Coliseu dos Recreios em Lisboa (“O Coliseu”).
Em Dezembro de 2012, mais um álbum de canções de sua autoria, intitulado “Desassossego”, produzido por João Martins Sela e misturado por Adam Kasper, um nome conhecido na cena musical de Seattle (EUA). Neste disco, cantou com a participação de Mónica Ferraz e de Carlos Nobre (Pacman), entre outros artistas. Em Novembro de 2015, foi lançado o seu 7º álbum, “Identidade”.
Em 2001, recebeu dois Globos de Ouro: um na categoria de Melhor Interprete Individual e outro para a Melhor Canção, com “Não há”.
É um dos nomes ligados à Associação Fonográfica Portuguesa para o combate à pirataria na Internet.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

19 DE SETEMBRO - DAMON KNIGHT

EFEMÉRIDE Damon Francis Knight, escritor de ficção científica, editor e crítico norte-americano, nasceu em Baker City no dia 19 de Setembro de 1922. Morreu em Eugene, em 15 de Abril de 2002.
Aos 19 anos, deixou a terra natal para ir morar em Nova Iorque, onde se tornou membro do grupo The Futurians, na companhia – entre outros – de Isaac Asimov e de Frederik Pohl. Publicou a sua primeira novela, “Resilience”, justamente em 1941.
Antes de ser reconhecido como autor, celebrizou-se como crítico literário. O seu estilo era virulento. Curiosamente, sem azedumes, um dos alvos das suas críticas, o escritor Van Voght (a quem ele chamou «pigmeu que utiliza uma máquina de escrever gigante»), augurou-lhe uma «carreira literária brilhante”.
Entretanto, Knight comentou muitos romances para numerosos magazines e foi geralmente considerado como o primeiro crítico de ficção científica. Em 1956, recebeu o Prémio Hugo por uma compilação das suas críticas.
O seu primeiro romance, “Hell's Pavement”, foi publicado em 1955. Dez anos depois, fundou a Science Fiction and Fantasy Writers of America (SFWA), da qual foi presidente até 1967. Foi igualmente co-fundador da National Fantasy Fan Federation, das Milford Writers' Conferences e do Clarion Writers Workshop.
Em 1971, escreveu uma biografia de Charles Fort. Todavia, a sua actividade favorita era a de editor, em particular da antologia “Orbit” da qual foram publicados mais de 20 volumes.
Em 1994, a SFWA atribuiu-lhe o Grand Master Award pelo conjunto da sua obra. Depois do seu falecimento, este prémio foi rebaptizado Damon Knight Memorial Grand Master Award, em sua homenagem. 

domingo, 18 de setembro de 2016

THE POLICE - "Every Breath You Take"

18 DE SETEMBRO - IRVING KRISTOL

EFEMÉRIDEIrving Kristol, escritor, jornalista, editor e intelectual norte-americano, considerado o fundador do neoconservadorismo americano, morreu em Falls Church, Virginia, no dia 18 de Setembro de 2009. Nascera em Brooklyn, Nova Iorque, em 22 de Janeiro de 1920.
Irving nasceu numa família judia, não praticante e pobre, constituída por operários da indústria têxtil oriundos do leste da Europa. Quando dos seus estudos de História, foi membro da 4ª Internacional, fundada por Trotsky. Qualificado por vezes como neomarxista, neotrotskista, neosocialisdta ou neoliberal, ele afastou-se da esquerda e das ideologias progressistas depois da Segunda Guerra Mundial, durante a qual serviu na Europa num regimento de infantaria. Mais tarde, ele definiria o neoconservador como um homem de esquerda agredido pela realidade.
Foi editor da revista “Commentary” de 1947 a 1952 e da revista britânica “Encounter” (1953/58), esta última financiada secretamente pela CIA, por intermédio do Congresso para a liberdade da cultura.
Foi ainda fundador das revistas “The Public Interest”, centrada sobre questões políticas e culturais, e “The National Interest”, dedicada a assuntos do estrangeiro. Co-editou “ The Public Interest” desde a sua fundação em 1965 até 2002 (primeiro com Daniel Bell e depois com Nathan Glazer) e “The National Interest” de 1985 a 2001. Irving Kristol utilizou estas publicações para animar o movimento neoconservador.
Paralelamente com a sua actividade literária e editorial, foi professor de Sociologia na Universidade de Nova Iorque, especializado em questões de educação e de políticas sociais.
Para Irving Kristol, «as grandes políticas sociais tomam nas suas mãos o destino e a esperança dos pobres, que ficam assim condenados a mendigar a caridade. Têm por efeito ainda, embora não deliberado, encorajar a dependência e desincentivar os pobres de lutar e de dedicarem as suas energias à reinserção social.».
Foi agraciado, em Julho de 2002, pelo presidente norte-americano George W. Bush, com a Medalha Presidencial da Liberdade. Faleceu em 2009, vítima de cancro num pulmão.

sábado, 17 de setembro de 2016

MARIA BETHÂNIA - "Quem Me Leva os Meus Fantasmas"

17 DE SETEMBRO - ANA MOURA

EFEMÉRIDEAna Cláudia Moura Pereira, fadista portuguesa, nasceu em Santarém no dia 17 de Setembro de 1979.
Os pais cantavam em festas familiares e, aos seis anos, Ana Moura já cantava o “Cavalo Ruço” e ouvia frequentemente a progenitora trautear “O Xaile de Minha Mãe”. Na adolescência, altura em que se mudou para Carcavelos, passou a frequentar a Academia dos Amadores de Música.
Apesar do seu interesse pelo fado, começou por actuar numa banda de pop/rock, os Sexto Sentido, formado com colegas de escola.
Certo dia, num bar em Carcavelos, Ana Moura cedeu à tentação e cantou um fado, impressionando o guitarrista António Parreira, que estava presente na sala e tomou a iniciativa de a apresentar à fadista Maria da Fé. Contratada por esta para a casa de fados Senhor Vinho, Ana Moura teve ali uma verdadeira escola, onde beneficiou dos ensinamentos de Maria da Fé e de Jorge Fernando.
Os dotes da jovem fadista também conquistaram o jornalista Miguel Esteves Cardoso que, de forma indirecta, contribui para a gravação do seu primeiro álbum. O acaso ocorreu depois de Esteves Cardoso ver Ana Moura numa das suas primeiras aparições na televisão, no programa da RTP InternacionalFados de Portugal”, conduzido por António Pinto Basto. Esteves Cardoso resolveu escrever uma crónica sobre ela em “O Independente”. A crónica foi lida por Tozé Brito, então administrador da Universal, que resolveu ir ao Senhor Vinho e logo lhe propôs a gravação do primeiro disco – “Guarda-me a Vida na Mão” (2003).
Aconteceu” (2004) e “Para Além da Saudade” (2007) foram os álbuns seguintes, este último com músicas como “Os Búzios” ou “O Fado da Procura”. Com este disco, Ana Moura chegou finalmente ao grande público. O álbum alcançou a tripla platina, por vendas superiores a 55 mil unidades, levando a cantora a permanecer muitas semanas no Top 30 de Portugal. Com o mesmo disco, foi nomeada para os Globos de Ouro, na categoria de Música, Melhor Intérprete Individual.
Em 2007, participou no concerto dos Rolling Stones no Estádio Alvalade XXI, cantando, em dueto com Mick Jagger, o tema “No Expectations”.
Depois de dois grandes concertos nos Coliseus do Porto e de Lisboa, Ana Moura lançou finalmente, em Novembro de 2008, o seu primeiro DVD ao vivo, que obteve grande sucesso junto do público.
Reconhecida internacionalmente como uma voz raríssima de contralto, chegou também ao reconhecimento dos seus pares e, em 2008, recebeu o Prémio Amália de Melhor Intérprete.
Em 2009, o norte-americano Prince confessou-se fã da fadista, mostrando interesse em colaborar musicalmente com ela, o que veio a acontecer no Festival de Verão Super Bock Super Rock, em 2010.
Leva-me aos Fados”, disco lançado em Outubro de 2009, foi Disco de Platina, estando semanas consecutivas no Top 10 dos discos mais vendidos. O álbum incluía ainda outros fados como “Caso Arrumado”, “Rumo ao Sul” e “Fado Vestido de Fado”.
Ana Moura recebeu, em Maio de 2010, o Globo de Ouro de Melhor Intérprete Individual, para o qual estava nomeada juntamente com artistas como Carminho, David Fonseca e Rodrigo Leão.
Em Março de 2011, foi nomeada para Best Artist Of The Year, um dos importantes prémios da prestigiada revista inglesa de música “Songlines”. Em Junho e Julho do mesmo ano, efectuou uma digressão aos Estados Unidos e ao Canadá, que incluiu concertos em quatro famosos festivais de Jazz – S. Francisco, nos Estados Unidos, e Vancouver, Montreal e Otava, no Canadá. Em Montreal, foi uma das cabeças de cartaz do 32º. Festival de Jazz Internacional.
Em Novembro de 2012, foi lançado o quinto disco da cantora – “Desfado”. O álbum teve grande sucesso, permanecendo no primeiro lugar do Top 30 de Portugal durante muito tempo. Juntamente com o lançamento do álbum, Ana Moura fez uma tournée pelo país e pelo estrangeiro, actuando nos Estados Unidos., Canadá, México, Reino Unido, Áustria, Holanda, Alemanha, Noruega, Bélgica e Angola.
Em Janeiro de 2015, foi feita comendadora da Ordem do Infante D. Henrique. No final do mesmo ano, lançou um álbum intitulado simplesmente “Moura”.
Em 2016, recebeu um Globo de Ouro na categoria de Melhor Música, com “Dia de Folga”. É actualmente uma das fadistas mais conceituadas de Portugal, pelo seu excelente timbre de voz, beleza e enorme simpatia para com o público.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

16 DE SETEMBRO - MARIA LUÍS ALBUQUERQUE

EFEMÉRIDEMaria Luís Casanova Morgado Dias de Albuquerque, economista, professora universitária e ministra das Finanças de Portugal entre 2013 e 2015, nasceu em Braga no dia 16 de Setembro de 1967.
Entre 1976 e 1982, viveu em Moçambique acompanhando o pai que assegurava a segurança da barragem de Cahora Bassa, na qualidade de comandante da GNR. É casada com o jornalista António Dias de Albuquerque e tem três filhos, dos quais dois são gémeos.
Licenciou-se em Economia na Universidade Lusíada de Lisboa em 1991 e é mestra em Economia Monetária e Financeira pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa (1997).
Foi técnica superior na Direcção-Geral do Tesouro e Finanças entre 1996 e 1999; técnica superior do Gabinete de Estudos e Prospectiva Económica do Ministério da Economia entre 1999 e 2001; assessora do secretário de Estado do Tesouro e das Finanças em 2001; directora do Departamento de Gestão Financeira da REFER entre 2001 e 2007; e coordenou o Núcleo de Emissões e Mercados do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público entre 2007 e 2011.
Foi cabeça de lista dos candidatos a deputados pelo PSD em Setúbal em 2011. Desde esse ano, exerceu funções de secretária de Estado do Tesouro no XIX Governo Constitucional até 1 de Julho de 2013, altura em que foi indigitada para as funções de ministra de Estado e das Finanças, substituindo Vítor Gaspar.
Em 2015, foi novamente cabeça de lista da coligação Portugal à Frente pelo mesmo distrito, tendo sido de novo empossada como ministra de Estado e das Finanças do XX Governo Constitucional em Outubro de 2015 (até Novembro do mesmo ano).
Foi docente na Universidade Lusíada de Lisboa, no Instituto Superior de Economia e Gestão e no pólo de Setúbal da Universidade Moderna, entre 1991 e 2006. Enquanto docente da Universidade Lusíada, foi professora de Pedro Passos Coelho, ex primeiro-ministro e actual líder do PSD.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

15 DE SETEMBRO - LUCEBERT

EFEMÉRIDELucebert, de seu verdadeiro nome Lubertus Jacobus Swaanswijk, poeta, pintor e desenhador holandês, nasceu em Amesterdão no dia 15 de Setembro de 1924. Morreu em Alkmaar, em 10 de Maio de 1994.
Na Holanda, é considerado o mais importante e influente poeta experimental do pós-guerra, figura maior dos anos 1950.
Autor de pinturas e de poesias consideradas de vanguarda, a sua obra contém, como a de outros artista do grupo CoBrA, vestígios do Dadaísmo e do Surrealismo, com características de inovação linguística na sintaxe e no léxico, no que respeita aos poemas.
Durante a sua carreira literária (1951/94), Lucebert publicou cerca de 20 livros, tendo recebido vários prémios. Legou-nos, igualmente, inúmeras pinturas de inestimável valor.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

14 DE SETEMBRO - JACK HAWKINS

EFEMÉRIDE – John Edward “JackHawkins, actor britânico, nasceu em Wood Green no dia 14 de Setembro de 1910. Morreu em Chelsea, em 18 de Julho de 1973.
Actor de cinema muito popular nos anos 1950/60, Jack Hawkins inscreveu o seu nome e o seu carisma nos genéricos de várias obras-primas, como “A Terra dos Faraós”, “A Ponte do rio Kwai”, “Ben-Hur” ou “Lawrence da Arábia”, antes de conhecer um destino trágico, ao perder a voz devido a um cancro.
Aos 13 anos, Jack Hawkins inscreveu-se numa escola de arte dramática, The Italia Conti Academy Of Theatre Arts, em Londres, onde se estreou na peça “Where the Rainbow Ends” em 1923. No ano seguinte, apareceu noutra peça e ao lado de Lawrence Olivier. Cinco anos mais tarde, actuou na Broadway, em “Journey's End”.
Incentivado pela crítica, iniciou-se no cinema, mas ainda em filmes que não ultrapassavam as fronteiras do Reino Unido. 
Durante a Segunda Guerra Mundial, depois da derrota francesa, alistou-se como voluntário nos Royal Welsh Fusiliers. Foi colocado na Índia, encarregado do treino das tropas e, em 1944, foi promovido a coronel comandante de um departamento que tinha por finalidade proporcionar divertimentos ao pessoal das forças armadas britânicas.
Depois da desmobilização, assinou um contrato com Alexandre Korda e entrou em vários filmes de sucesso. Protagonizou nomeadamente “Primeira Desilusão” de Carol Reed (1948) e “A Rosa negra” de Henry Hathaway, com Orson Welles. Começou a dar réplica a grandes nomes de Hollywood, como James Stewart e Marlène Dietrich. 
Para os prestigiosos Ealing Studios, desempenhou “O Mar cruel”, onde incarnou o comandante de um navio de guerra em apuros.
A partir de 1955, foi a consagração – Howard Hawks escolheu-o para interpretar Khéops em “A Terra dos Faraós”. Dois anos depois, David Lean colocou-o como cabeça de cartaz de “A Ponte do rio Kwai”. Passou a ser solicitado pelos maiores realizadores e tornou-se o actor britânico mais popular na época.
Foi-lhe diagnosticado entretanto um cancro no esófago, devido seguramente aos seus três maços de tabaco diários. Depois de uma ablação da laringe, perdeu o uso da voz e os seus papéis passaram a ser dobrados (com o seu acordo) pelos actores Robert Rietty e Charles Gray.
Continuou a actuar até 1972. Decidido a fazer o implante de uma laringe artificial, partiu para os Estados Unidos a fim de ser operado. Devido a complicações, voltou a Inglaterra e foi hospitalizado no St. Stephen's Hospital em Londres. Acabou por sucumbir aos 62 anos, vítima de uma hemorragia. A sua autobiografia, “Anything For a Quiet Life”, foi publicada postumamente.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

13 DE SETEMBRO - JACQUELINE BISSET

EFEMÉRIDE – Winnifred Jacqueline Fraser-Bisset, actriz britânica, nasceu em Weybridge no dia 13 de Setembro de 1944.
Durante a ofensiva alemã em França (1940), a mãe de Jacqueline Bisset teve de pedalar desde Paris até conseguir encontrar um transporte de tropas britânicas, para escapar aos alemães.
Jacqueline fez os seus estudos no Liceu Francês de Londres. Teve igualmente lições de ballet. Aos quinze anos, com a separação dos pais, optou por cuidar da mãe, advogada francesa de origem escocesa, que – vítima de esclerose múltipla – já não podia trabalhar. Nessa época, fez os primeiros cursos de interpretação e, graças aos seus magnéticos olhos azuis, conseguiu vários trabalhos como modelo fotográfico.
Em breve se iniciaria no cinema, em pequenos papéis, até que em 1967 foi convidada para trabalhar com Stanley Donen em “Two for the Road” e, no mesmo ano, em “Casino Royale”, ao lado de Peter Sellers, John Huston, Woody Allen e David Niven.
Em 1968, Mia Farrow abandonou as filmagens de “The Detective” e Jacqueline ficou com o papel. Ainda em 1968, contracenou com Steve McQueen em “Bullitt”, um grande sucesso.
O seu grande trabalho, no entanto, só viria em 1973, com “A Noite Americana” de François Truffaut. Com este filme, ‘Jacky’ conquistou definitivamente o respeito do público e dos realizadores europeus.
Em 1978, interpretou – ao lado de Anthony Quinn – o papel de ‘Liz Cassidy’, inspirado na personalidade de Jacqueline Kennedy-Onassis, na película “O Império Grego” de J. Lee Thompson.
Em 1979, foi nomeada para os Globos de Ouro por “Quem Está a Matar os Grandes Chefes da Europa?”. Em 1984, uma segunda nomeação, dessa vez por “Under the Volcano” de John Huston.
J. Bisset impôs-se como um sexy symbol do cinema, sempre ao lado de grandes actores. Além dos já citados, refira-se também Marcello Mastroianni, Charles Bronson, Nick Nolte e Paul Newman, entre muitos outros.
Durante toda a sua carreira, ‘Jacky’ trabalhou com realizadores consagrados, como – entre muitos – Truffaut, John Huston e Roman Polanski. Fez igualmente trabalhos para televisão, principalmente a partir da década de 1990.
Em 2011, fez parte do júri do 22º Festival do Filme Britânico de Dinard. Em Março de 2013, interpretou o papel de ‘Anne Sinclair’ no filme “Welcome to New York”, ao lado de Gérard Depardieu. Em 2015, integrou o júri do 37º Festival de Moscovo.
Se bem que tendo tido várias longas relações amorosas, nunca se casou. Viveu com o actor Michael Sarrazin, com o dançarino Alexander Godunov e com o actor suíço Vincent Pérez. Reparte a sua vida entre a Inglaterra e Beverly Hills, na Califórnia. É madrinha da também actriz Angelina Jolie.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

12 DE SETEMBRO - MALU MADER

EFEMÉRIDEMalu Mader, de seu verdadeiro nome Maria de Lourdes da Silveira Mäder, actriz brasileira, nasceu no Rio de Janeiro em 12 de Setembro de 1966. Tem origens libanesa e portuguesa.
Aos 15 anos foi levada pela cunhada Maísa, que namorava o seu irmão mais velho, para assistir a “Capitães da Areia” e apaixonou-se pela representação.
Em 1982, inscreveu-se no curso para actores do Teatro Tablado, dirigido por Maria Clara Machado, e teve como professor Carlos Wilson (Damião), director de “Capitães de Areia”, e a professora e actriz Louise Cardoso. No final do ano, fez a sua primeira encenação, ao participar na montagem de “Os Doze Trabalhos de Hércules” de Monteiro Lobato. Com este trabalho, chamou a atenção do director Dennis Carvalho, que assistiu à peça e a convidou para interpretar Dóris Cantomaia, na novela “Eu Prometo”. Aos 16 anos, em 1983, estreou-se na TV Globo, sendo esta a única emissora de televisão aberta para a qual trabalhou até hoje.
Em 1984, participou na novela “Corpo a Corpo”, tendo feito par romântico com o actor Lauro Corona. No ano seguinte, protagonizou “Ti Ti Ti” de Reginaldo Faria. Ficou conhecida do grande público aos dezanove anos, na mini-série “Anos Dourados” de Gilberto Braga, um sucesso de audiência na Rede Globo (1986). Com esse trabalho, Malu tornou-se uma das actrizes favoritas do autor, repetindo a parceria em várias outras produções de sucesso.
Em 1988, protagonizou a “Fera Radical”. Mudou-se depois para São Paulo e fez a sua estreia no teatro profissional, encenando “Dores de Amores”.
Outros filmes e novelas se seguiram mas, com o tempo, passou a ser mais exigente na escolha dos seus personagens. Em 1989, entrou na novela “Top Model”, fazendo o papel da modelo Duda, uma menina pobre que é descoberta e guindada à condição de Top Model.
Foi sondada para posar nua para a revista “Playboy” e recusou todos os convites. Na última vez, ter-lhe-ia sido oferecida a quantia de um milhão de reais.
Em 1992, integrou o elenco da mini-série “Anos Rebeldes”, passada no Rio de Janeiro durante a ditadura militar e que tinha como pano de fundo o movimento estudantil.
Ao ser convidada para protagonizar mais uma novela (“O Mapa da Mina”), cansada de papéis de ‘rapariguinha’, Malu pediu para representar Wanda, uma moça simples, sensualíssima, desbocada e nem sempre politicamente correcta. Ainda nesse ano, encenou o espectáculo “Vestido de Noiva”, no cinquentenário da peça, onde dividiu o palco com os actores Tuca Andrada e Luciana Braga.
Em 1995, deu à luz o seu primeiro filho. A partir dai, surgiu o primeiro período sabático da sua carreira. Durante seis anos, dedicou-se mais à família, limitando-se a pequenas participações em novelas, séries e mini-séries.
Da parceria com Gilberto Braga, de quem a actriz é muito amiga, surgiu a novela “Celebridade”, em que Malu interpretou a batalhadora Maria Clara Diniz (2003). Este trabalho serviu também para comemorar os seus vinte anos de carreira.
Em 2007, integrou o elenco da novela “Eterna Magia”, interpretando uma vilã, a pianista Eva Sullivan. No mesmo ano, foi directora, juntamente com Mini Kerti, do documentário “Contratempo”, longa-metragem que conta a história de um grupo de músicos das favelas do Rio de Janeiro. O filme foi premiado e foi apresentado em vários festivais no Brasil e no exterior.
Em 2008, estreou-se como realizadora em “Essa História Dava Um Filme”, programa do canal pago Multishow, que na verdade era uma mistura de reality show, ficção, documentário e making off.
No cinema, actuou em filmes que marcaram a década de 1980: “Dedé Mamata” e “Feliz Ano Velho”, ambos de 1988. Em 2002, interpretou uma prostituta no filme “O Invasor”. Já havia interpretado um papel semelhante no ano anterior, no filme “Bellini e a Esfinge”. Também teve participações memoráveis em “Sexo, Amor e Traição”, “Brasília 18%” e “Sexo com Amor?”.
Em 2013, voltou à televisão na novela “ Sangue Bom”, de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari.
Está casada desde 1990 com o músico, apresentador e escritor Tony Bellotto, que integra o conjunto de rock Titãs. Têm dois filhos, nascidos em 1995 e 1997.  
Quando o marido começou a escrever romances policiais, Malu alimentou logo o desejo de adaptar ao cinema o livro de estreia (“Bellini e a Esfinge”), o que veio a verificar-se em 2001.
Em Agosto de 2005, depois de sofrer uma convulsão em Florianópolis, foi-lhe diagnosticado um quisto benigno no lado esquerdo da cabeça, sendo operada com sucesso. Malu já tinha passado por um susto semelhante quando tinha 25 anos, ao ser-lhe diagnosticado um tumor de 8 centímetros no fígado e outro na bexiga. Seguiu logo para Nova Iorque, onde foi operada no Memorial Hospital. Os tumores foram retirados e eram igualmente benignos. Em Nova Iorque, ainda aproveitou para fazer o seu primeiro curso de guionista de cinema.

domingo, 11 de setembro de 2016

11 DE SETEMBRO - JESSICA TANDY

EFEMÉRIDEJessica Alice Tandy, actriz britânica radicada nos Estados Unidos da América, morreu em Easton no dia 11 de Setembro de 1994. Nascera em Londres, em 7 de Junho de 1909.
Com uma beleza fora do comum e uns lindos olhos azuis, Jessica teve uma carreira artística de 67 anos. Em 1990, foi incluída na lista da revista “People” como uma das 50 Mais Belas Pessoas do Mundo.
Casou com o actor britânico Jack Hawkins em 1932, depois de se conheceram nos palcos, mas divorciaram-se oito anos depois. Tiveram uma filha. Jessica mudou-se então para Nova Iorque. Em 1942, casou com o actor, produtor e realizador Hume Cronyn. O casamento durou 52 anos e tiveram dois filhos.
É até agora a actriz mais idosa a ter ganho um Oscar, quando tinha 81 anos. Em 1990, foi-lhe diagnosticado um cancro nos ovários, contra o qual combateu durante quatro anos. Trabalhou até ao fim, sucumbindo na sua casa em Easton, Connecticut, aos 85 anos de idade.
Jessica tinha apenas 18 anos quando se estreou profissionalmente no teatro, na peça “The Manderson Girls”. Nos anos 1930, apareceu num grande número de peças teatrais e nalguns filmes britânicos.
Em Dezembro de 1947, começou a actuar na Broadway, com a peça “A Streetcar Named Desire” de Tennessee Williams, no papel de Blanche DuBois, pelo qual recebeu o Prémio Tony. Esta peça, que também marcou a estreia de Marlon Brando na Broadway, foi transformada num filme com o mesmo nome em 1951.
Actuando no teatro com o marido H. Cronyn, obteve grandes sucessos. Actuaram juntos igualmente no cinema e o primeiro filme foi “The Seventh Cross” (1944). Seguiram-se “The Green Years” (1946), “The Birds” de Alfred Hitchcock (1963), “Honky Tonk Freeway” (1981), “The World According to Garp” (1982) e “Cocoon” (1985).
Em 1989, com oitenta anos, protagonizou “Driving Miss Daisy”, vencedor do Oscar de Melhor Filme daquele ano. Pelo seu desempenho excepcional, Jessica venceu também na categoria de Melhor Actriz, nos Oscars, no Golden Globe e no British Film Awards.
Dois anos depois, em 1991, foi nomeada de novo para os Oscars, pela sua actuação em “Fried Green Tomatoes”. Recebeu mais dois Prémios Tony, pelo seu trabalho nos filmes televisivos “The Gin Game” (1977) e “Foxfire” (1982).
Os seus dois últimos filmes, “Nobody's Fool” e “Camilla” (1994), foram lançados postumamente. Jessica Tandy interpretou, durante a sua longa carreira, mais de cem produções teatrais e de sessenta películas de cinema e televisão.

sábado, 10 de setembro de 2016

10 DE SETEMBRO - JOSÉ CARLOS VASCONCELOS

EFEMÉRIDEJosé Carlos Torres Matos de Vasconcelos, advogado, político e jornalista português, nasceu em Freamunde, Paços de Ferreira, no dia 10 de Setembro de 1940.
Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, iniciou a sua carreira de jornalista em 1966, no “Diário de Lisboa”.
Foi dirigente da Associação Académica de Coimbra e do Sindicato dos Jornalistas. Foi eleito deputado à Assembleia da República pelo Partido Renovador Democrático (PRD), do qual foi um dos fundadores.
Foi director-adjunto do “Diário de Notícias” e um dos fundadores do semanário “O Jornal”, de que veio a ser director.
Actualmente, pertence à direcção editorial da revista “Visão” e é director do “Jornal de Letras”.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

MANUEL FREIRE - "Pedra Filosofal"

DANIELA MERCURY - "Nobre Vagabundo"

9 DE SETEMBRO - DANILO

EFEMÉRIDEDanilo Luís Hélio Pereira, futebolista português que joga actualmente como médio no FC do Porto, nasceu em Bissau no dia 9 de Setembro de 1991.
Começou a sua carreira profissional no Parma FC, tendo depois sido emprestado ao FC Aris e ao Roda JC. Em 2013, após rescindir o contrato com o Parma, assinou um compromisso válido por três épocas com o CS Marítimo.
Em Julho de 2015, firmou um contrato válido por quatro épocas com o Porto, com uma cláusula de rescisão fixada em 40 milhões de euros.
Estreou-se pela Selecção Portuguesa principal em Março de 2015, numa partida amistosa contra Cabo Verde. Foi convocado para o Europeu 2016.
Em Setembro de 2011, fora feito Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique, depois de ter sido finalista no Campeonato do Mundo de Sub-20.
Foi igualmente finalista da Taça da Liga de Portugal em 2015, defendendo as cores do Marítimo. No ano seguinte, chegou à final da Taça de Portugal pelo Porto.
Sagrou-se Campeão Europeu pela Selecção principal de Portugal em 2016, tendo sido – juntamente com os colegas – agraciado com a Ordem de Mérito.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

8 DE SETEMBRO - JEAN-LOUIS BARRAULT

EFEMÉRIDEJean-Louis Barrault, actor, encenador e director de teatro francês, nasceu no Vésinet em 8 de Setembro de 1910. Morreu em Paris no dia 22 de Janeiro de 1994.
Tendo estudado no Liceu Chaptal, foi aluno de Charles Dullin e actor da sua trupe de 1933 a 1935. Aos 25 anos, relacionou-se com Étienne Decroux que o entusiasmou para se iniciar na mímica.  
Entrou para a Comédie-Française em 1940, tornando-se o 408º societário em 1 de Janeiro de 1943. Encenou “Le Soulier de satin” e “Phèdre”, duas peças que lhe trouxeram a celebridade.  Pediu a demissão em 31 de Agosto de 1946.  
Ainda em 1946, fundou com a sua esposa Madeleine Renaud a Companhia Renaud-Barrault e instalou-se durante dez anos no Théâtre Marigny. Contrataram André Brunot, Pierre Bertin, Catherine Fonteney, Georges Le Roy, Jean Desailly, Jacques Dacqmine, que vieram da Comédie-Française, e ainda Marie-Hélène Dasté, Régis Outin, Pierre Renoir, Simone Valère, Jacqueline Bouvier-Pagnol, Gabriel Cattand, Jean-Pierre Granval e os músicos Pierre Boulez e Maurice Jarre. Em 1954, mudaram-se para o teatro Le Petit Marigny.
Com André Frank, fundou em 1953 a revista “Cahiers Renaud Barrault”, publicada na editora Julliard e, posteriormente, na Gallimard.
Em 1959, o escritor André Malraux, então ministro da Cultura, confiou-lhe o Théâtre de l'Odéon, que passou a chamar-se Odéon-Théâtre de France, tornando-se Barrault seu director. Ele montou então grandes obras do reportório clássico (Racine, Shakespeare), mas também peças contemporâneas, como “Rhinocéros” de Eugène Ionesco em 1960, “Oh les beaux jours” de Samuel Beckett em 1963, “Des journées entières dans les arbres” de Marguerite Duras em 1965 e “Les Paravents” de Jean Genet em 1966. Continuou igualmente a divulgar o teatro de Paul Claudel.
Em Maio de 1968, abriu o teatro aos estudantes, que o ocuparam durante mais de um mês. André Malraux não lhe perdoou e Barrault teve de abandonar o lugar. Instalou a companhia no Élysée Montmartre, depois na Gare d’Orsay (Teatro d’Orsay) e finalmente no Théâtre du Rond-Point. Jean-Louis Barrault assinou criações originais a partir da sua leitura de grandes autores. 
Barrault foi também um grande actor de cinema. A sua interpretação inesquecível de Baptiste-Debureau, em “Les Enfants du paradis” de Marcel Carne (1944), popularizou o seu génio na mímica.
Outros filmes de grande sucesso foram “O Boulevard do Crime” na década de 1940 e “Casanova e a Revolução” na década de 1980.
Recebeu, das mãos do presidente François Mitterrand, o título de Grande Oficial da Legião de Honra, a mais alta honraria concedida pelo governo francês.
Faleceu aos 83 anos de idade. A sua companheira, Madeleine, morreria alguns meses depois, em Setembro do mesmo ano.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

7 DE SETEMBRO - SERGIO ENDRIGO

EFEMÉRIDE Sergio Endrigo, cantor, autor e compositor italiano, morreu em Roma no dia 7 de Setembro de 2005. Nascera em Pula, na actual Croácia, em 15 de Junho de 1933.
Venceu – como compositor – o Festival de Sanremo de 1968, com “Canzone per te”, cantada por ele e interpretada também pelo convidado Roberto Carlos. Nesse mesmo ano, representou a Itália no Festival Eurovisão da Canção com “Marianne”.
Io che Amo Solo Te”, gravada em 1962, é a sua música mais famosa, contando com várias regravações. Durante a sua carreira, trabalhou com escritores e poetas, como Pier Paolo Pasolini, Vinicius de Moraes e Giuseppe Ungaretti, e com músicos como Toquinho.
Morreu aos 72 anos, vítima de cancro nos pulmões.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

SERGIO ENDRIGO - "Canzone Per Te" (1968)


6 DE SETEMBRO - CHRISTOPHER NOLAN

EFEMÉRIDEChristopher Nolan, escritor irlandês, nasceu em Mullingar no dia 6 de Setembro de 1965. Morreu em Dublin, em 20 de Fevereiro de 2009.
Devido a complicações no parto, nasceu com uma paralisia cerebral. Mesmo assim, começou a escrever aos onze anos e, aos quinze, publicou o seu primeiro livro.
Escreveu apenas quatro obras literárias, tecladas num computador através de um ponteiro colocado na sua cabeça.
Em 1988, recebeu o prémio literário britânico Whitbread. Foi ainda distinguido pela United Nations Society of Writers e considerado Personalidade do Ano, na Irlanda, igualmente em 1988.
Obras publicadas: “Dam Burst of Dreams” (1981), “Under the Eye of the Clock” (autobiografia narrada por personagem ficcional, 1987, prémio Whitbread no ano seguinte), “Torchlight and Lazer Beams” (1988) e “The Banyan Tree” (1999).
Faleceu no Beaumont Hospital, em Dublin, com a idade de 43 anos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

5 DE SETEMBRO - MICHAEL KEATON

EFEMÉRIDEMichael Keaton, de seu verdadeiro nome Michael John Douglas, actor norte-americano, nasceu em Coraopolis, na Pensilvânia, no dia 5 de Setembro de 1951. Tornou-se muito conhecido após os seus três trabalhos para o realizador Tim Burton: “Beetlejuice” em 1988, “Batman” em 1989 e “Batman, o desafio” em 1992.
Oriundo de uma família com origens escocesa/irlandesa e alemã, o pai era engenheiro civil e agrimensor e a mãe dona de casa. Estudou na Montour High School, antes de se mudar para Pittsburgh.
Os seus dons de actor revelaram-se desde a juventude, ao imitar o cantor Elvis Presley. Escreveu ele próprio os seus primeiros sketches e interpretou-os em numerosos espectáculos.
Teve vários ofícios, antes de ser convidado para a televisão a fim de entrar em séries como “All's Fair” (1977). No cinema, depois de um bom desempenho em “Corretores do Amor”, o seu nome já apareceu em destaque em “Mr. Mom”, obtendo o aplauso generalizado do público e da crítica.
Não devendo utilizar o seu verdadeiro apelido por já existir o homónimo Michael Douglas, escolheu Keaton, embora nada tenha a ver com Buster Keaton, um estrela do cinema mudo (como poderíamos ser levados a supor).
Chamado por Woody Allen para entrar em “A Rosa Púrpura Do Cairo”, acabou por ser substituído por Jeff Daniels. Depois de “Os Trapaceiros da Loto”, recusou o papel principal de “Tocaia”. Após alguns filmes menos bem conseguidos, foi Tim Burton quem o resgatou para a celebridade. A sua representação nos filmes do Batman foi considerada pelos fãs do super-herói como «o melhor Batman de todos os tempos».
Nos anos 1990, alternou comédias com filmes dramáticos e policiais, mas sem grande sucesso. No fim da década, a sua estrela voltou a brilhar. Fez parte do casting reunido por Quentin Tarantino, tendo actuações de relevo e contracenando com actores como Robert De Niro. Trabalhou depois com os realizadores Steven Soderbergh e Barbet Schroeder (1998).
As suas performances nos anos 2000 passaram despercebidas. Em 2005, começou a colaborar com os estúdios de animação Pixar, fazendo várias dobragens.  
Virou-se então para a realização, dirigindo “Killing Gentleman” em 2008. Interpretou também pequenos papéis em diversos filmes. Em 2014, apareceu no remake de “RoboCop”.
Voltou à Broadway na esperança de reencontrar a glória e conquistou um Globo de Ouro de Melhor Actor. Fez parte do elenco da película dramática “Spotlight” de Thomas McCarthy, que conquista o Oscar de Melhor Filme. Em 2016, está previsto ter o papel principal em “The Founder” de John Lee Hancock.
Keaton foi casado com Caroline McWilliams de 1982 a 1990. Teve um relacionamento de seis anos com a actriz Courteney Cox e de alguns meses com a também actriz Michelle Pfeiffer. É um adepto fervoroso dos Pittsburgh Pirates (basebol) e é um pescador apaixonado.

domingo, 4 de setembro de 2016

ANA MOURA - "Desfado"

4 DE SETEMBRO - DAWN FRASER

EFEMÉRIDEDawn Fraser, ex-nadadora australiana, nasceu em Balmain no dia 4 de Setembro de 1937.
Foi recordista mundial dos 100 metros livres entre Fevereiro e Março de 1956, Agosto e Outubro de 1956, e de Dezembro de 1956 a Abril de 1971. Este recorde tinha dez anos quando ela o bateu pela primeira vez.
Ao ganhar a medalha de ouro na prova de 100 m livres dos Jogos Olímpicos de 1956 (Melbourne), 1960 (Roma) e 1964 (Tóquio), tornou-se a primeira tricampeã olímpica nesta distância.
Nas Olimpíadas de Melbourne, ganhou outra medalha de ouro na estafeta 4 x 100 metros livres, também com o recorde do mundo, e a medalha de prata dos 400 metros.
Nos Jogos de Roma, em 1960, ganhou mais duas medalhas de prata nas estafetas (100 metros livres e estilos).
Em 1962, foi a primeira mulher a descer da marca de um minuto nos 100 m livres com 59’’9.
Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ao renovar o título dos 100 metros, tornou-se o primeiro atleta de natação, sem distinção de sexo, a impor-se na mesma prova três vezes seguidas. Conquistou ainda a medalha de prata dos 4 x 100 m livres.
Nos Jogos da Commonwealth, entre 1958 e 1962, ganhou 6 medalhas de ouro e duas de prata.
Durante os J. O. de Tóquio, foi surpreendida a tentar “roubar” a bandeira olímpica hasteada no Palácio Imperial, para a levar como recordação para o seu país. Foi perdoada pelo imperador do Japão, que lhe ofereceu a bandeira.
Foi nomeada “Australiana do Ano” em 1964, condecorada com a Ordem do Império Britânico em 1967 e nomeada Oficial da Ordem da Austrália em 1998.

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