quarta-feira, 30 de setembro de 2015

30 DE SETEMBRO - RAÚL REYES

EFEMÉRIDERaúl Reyes, de seu verdadeiro nome Luis Edgar Devia Silva, guerrilheiro colombiano, membro do secretariado, porta-voz e assessor do Bloco do Sul das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), nasceu em La Plata, Huila, no dia 30 de Setembro de 1948. Morreu em Santa Rosa de Yanamaru, Equador, em 1 de Março de 2008.
Raul Reyes ingressou na Juventude Comunista Colombiana aos 16 anos. Mais tarde, filiou-se ao movimento sindical enquanto trabalhava numa fábrica de leite da Nestlé, na província de Caquetá. Em pouco tempo, tornou-se autarca da sua cidade natal em representação do Partido Comunista Colombiano, chegando a membro de seu comité central, antes de se unir às FARC.
Viajou pela Europa do Leste na década de 1970, regressando à Colômbia nos anos 1980. Casou-se com Gloria Marín, filha do líder das FARC, Manuel Marulanda Vélez (“Tirofijo”).
Raúl Reyes adquiriu notoriedade pública ao participar, como representante das FARC, no processo de negociação de 1999 entre este grupo armado e o governo colombiano, então presidido por Andrés Pastrana.
Dizia-se que Raúl Reyes operava na fronteira sul da Colômbia, especialmente em Putumayo, Huila e Caquetá, nas proximidades da fronteira com o Equador. A possível presença de Reyes em território equatoriano fez com que, em 2006, o presidente colombiano Álvaro Uribe fizesse acusações às autoridades equatorianas, que por sua vez negaram qualquer tipo de relação com as FARC.
Raúl Reyes era considerado o porta-voz internacional das FARC e negociou a libertação de reféns da guerrilha sob intermediação do presidente da Venezuela.
A última aparição pública de Raúl Reyes foi num vídeo feito em Setembro de 2007, quando recebeu a senadora colombiana Piedad Córdoba no seu acampamento, enquanto esta desempenhava o papel de mediadora da paz.
Foi morto no nordeste do Equador, juntamente com outros dezasseis guerrilheiros colombianos, num ataque aéreo e terrestre ao seu acampamento, realizado pelo exército da Colômbia. O local exacto onde se encornava teria sido detectado ao atender, no seu telefone/satélite, uma chamada de um representante francês, que queria negociar a libertação da refém Ingrid Betancourt.
O corpo de Reyes foi transportado para a Colômbia e mostrado à imprensa. Por ter configurado violação territorial sobre o Equador, a operação desencadeou uma crise diplomática entre a Colômbia, o Equador e a Venezuela. Como resultado, os presidentes do Equador (Rafael Correa) e da Venezuela (Hugo Chávez) cortaram relações diplomáticas com a Colômbia, fechando as suas embaixadas em território colombiano e movimentando tropas para as suas fronteiras sob a alegação de se estarem a precaver contra novas incursões.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

29 DE SETEMBRO - LOIS MAXWELL

EFEMÉRIDELois Maxwell, de seu verdadeiro nome Lois Hooker, actriz canadiana, morreu em Fremantle, na Austrália, em 29 de Setembro 2007. Nascera em Kitchener no dia 14 de Fevereiro de 1927.
Começou a trabalhar na rádio, antes de se instalar – aos quinze anos – na Grã-Bretanha. Enveredou então pela carreira de actriz, apoiada por Lady Mountbatten que a fez ingressar na Royal Academy of Dramatic Art, justamente onde conheceu e se tornou amiga do actor Roger Moore.
Mudou-se para Hollywood, ainda nos anos 1940. Obteve o seu primeiro papel em 1946, ao lado de David Niven, em “Stairway to Heaven”. Obteve um Globo de Ouro de Revelação Feminina (New Star Of The Year - Actress) em 1948, com o filme “That Hagen Girl”.
Regressada ao Reino Unido, protagonizou a película “Lolita” e vários episódios de séries de televisão, nomeadamente em “The Persuaders!” com Roger Moore.
Ficou conhecida sobretudo por interpretar a personagem Miss Moneypenny, um membro do M16, em catorze filmes de James Bond, entre 1862 r 1985, contracenando com Sean Connery, George Lazenby e Roger Moore.
Atravessou depois momentos difíceis por ter de se ocupar dos filhos e do marido gravemente doente. Foi substituída por outras actrizes, como Carolina Bliss, Samantha Bond. Barbara Bouchet e Pamela Salem.
Por curiosidade, Lois Maxwell e Roger Moore, com a mesma idade, encerraram as suas participações nos filmes “007 ao mesmo tempo, logo após “A View to a Kill” (1985).
O seu último filme foi “Vingança Secreta” (2001). Partiu depois para a Austrália, indo viver junto de um filho. Morreu vítima de cancro, aos 80 anos de idade, no hospital de Fremantle.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

28 DE SETEMBRO - ANTÓNIO JACINTO

EFEMÉRIDEAntónio Jacinto do Amaral Martins, poeta angolano, nasceu no Golungo, Angola, em 28 de Setembro de 1924. Morreu em Lisboa no dia 23 de Junho de 1991. Usou o pseudónimo “Orlando Távora”, para assinar alguns contos que também escreveu.
Fez o curso de liceu em Luanda e trabalhou como empregado de escritório. Foi fundador, com Viriato da Cruz, do efémero Partido Comunista Angolano, dissolvido posteriormente no movimento nacionalista que também ajudaram a formar.
Singularizou-se como poeta contestatário e esteve preso por actividades políticas anti-coloniais, de 1960 a 1972, a maior parte do tempo desterrado no Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde. Foi transferido depois para Lisboa, em regime de liberdade condicional por cinco anos, arranjando emprego como contabilista. Conseguiu fugir de Portugal em 1973 e ir para Brazzaville, onde se juntou à guerrilha do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).
Não contando com os anos de prisão fora do seu país, viveu praticamente toda a sua vida em Luanda. Ainda antes da independência de Angola, dirigiu o Centro de Instrução Revolucionária do MPLA. Depois da independência, proclamada em 1975, foi ministro da Cultura (1975/78) e fez parte do comité central do MPLA.
Membro do Movimento de Novos Intelectuais de Angola, co-fundou a União de Escritores Angolanos. Colaborou em diversas publicações, nomeadamente em “Notícias do Bloqueio”, “Itinerário” e “O Brado Africano”.
Foi premiado várias vezes, salientando-se: o Prémio Noma, o Prémio Lotus da Associação dos Escritores Afro-Asiáticos e o Prémio Nacional de Literatura.
Faleceu aos 66 anos de idade. Em 1993, o Instituto Nacional do Livro e do Disco (INALD) instituiu em sua homenagem o Prémio de Literatura António Jacinto

domingo, 27 de setembro de 2015

27 DE SETEMBRO - HERBERT LOM

EFEMÉRIDEHerbert Lom, de seu verdadeiro nome Herbert Charles Angelo Kuchacevich ze Schluderpacheru, actor checo naturalizado inglês, morreu em Londres no dia 27 de Setembro de 2012. Nascera em Praga, em 11 de Setembro de 1917. A sua carreira estendeu-se por mais de seis décadas. É mundialmente conhecido e lembrado pelo seu papel de comissário Charles Dreyfus, chefe do inspector Closeau, na saga da “Pantera Cor de Rosa”, série de filmes realizados por Blake Edwards (1964/93).
Quando da chegada dos nazis em 1938, refugiou-se na Inglaterra, onde foi um dos animadores das emissões de propaganda destinadas à Checoslováquia. Num dos seus primeiros filmes, “The Young Mr. Pitt” (1942), interpretou Napoleão, especializando-se rapidamente em representar figuras duvidosas e inquietantes, protagonizando raramente papéis simpáticos. Em 1956, voltaria a incarnar Napoleão em “Guerra e Paz”.  
Herbert Lom teve uma carreira famosa e internacional, fazendo parte do elenco de películas como “Spartacus” de Stanley Kubrick, “Cid” e “Pancho Villa”. Fez também de Capitão Nemo em “A Ilha misteriosa”. Dedicou-se depois a filmes fantásticos e de terror, nomeadamente em “O Fantasma da Ópera” (1962) e “As Noites de Drácula”.
Para a televisão, protagonizou um psiquiatra na série “The Human Jungle” (1963/64). Entre os seus últimos filmes, salienta-se o papel (simpático) de Dr. Weizak em “Dead Zone” (1983). Ausente dos ecrãs durante uma dezena de anos, voltou em 2004 num episódio de “Miss Marple”. Escreveu também vários romances, tendo falecido – durante o sono – aos 95 anos de idade. 

sábado, 26 de setembro de 2015

Paul McCartney, Ringo Starr, Eric Clapton, Billy Preston, Tom Petty - "MY SWEET LORD"


26 DE SETEMBRO - GLORIA STUART

EFEMÉRIDEGloria Stuart, de seu verdadeiro nome Gloria Frances Stewart, actriz norte-americana, morreu em Los Angeles no dia 26 de Setembro de 2010. Nascera em Santa Monica, em 4 de Julho de 1910. A sua actuação no filme “Titanic” (1997) fez com que se tornasse a pessoa mais idosa a ser nomeada para um Oscar
Depois de actuar em grupos universitários de teatro e noutras produções amadoras, assinou um contrato com os estúdios da Universal em 1932. Interpretou uma grande variedade de papéis, aparecendo em filmes como “The Old Dark House” em 1932 e “The Invisible Man” em 1933.
Pouco depois, mudou de produtora e assinou contrato com a 20th Century Fox. No final da década de 1930, já tinha protagonizado mais de 40 filmes, sem todavia obter uma fama significativa. Nos anos 1940, fez ainda alguns filmes, mas mudou o rumo da sua vida, passando a trabalhar para o Sindicato dos Actores Americanos. Dedicou-se também à pintura, com obras expostas em vários locais nos Estados Unidos e na Europa.
Em 1975, depois de 30 anos sem representar, voltou a entrar num filme para televisão, “The Legend of Lizzie Borden”, e continuou como actriz nos anos seguintes. Cinquenta anos depois do seu primeiro trabalho, participou no filme “My Favorite Year” (1982). Por essa época, superou um cancro num seio.
Em 1997, fez mais sucesso do que nunca, ao interpretar a idosa de 101 anos Rose DeWitt Bukater, no filme “Titanic”. Por este papel, foi nomeada para um Oscar, aos 86 anos. A partir desse momento, Gloria trabalhou constantemente, sempre que a saúde lho permitia. Entre outros, fez “The Million Dollar Hotel” (2000), “Wim Wenders” e “Land of plenty” (2004).
Uma estrela com o seu nome foi colocada no Hollywood Walk of Fame no ano 2000. Em Junho de 2010, “The Screen Actors Guild” rendeu homenagem à sua longa carreira. Faleceria em Setembro, aos 100 anos de idade, vítima de um cancro pulmonar diagnosticado cinco anos antes.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

25 DE SETEMBRO - CARLOS RUIZ ZAFÓN

EFEMÉRIDECarlos Ruiz Zafón, escritor espanhol, nasceu em Barcelona no dia 25 de Setembro de 1964. Desde 1993 que vive em Los Angeles, cidade onde levou alguns anos a escrever guiões para filmes.
Com catorze anos apenas, escreveu a sua primeira história, que tinha nada menos de 500 páginas. Aos dezanove, começou a trabalhar em publicidade, carreira que viria depois a abandonar para se dedicar inteiramente à vida literária.
Em 1993, ganhou o Prémio Edebé de Literatura com o seu primeiro romance “O Príncipe da Névoa”, que foi traduzido em vários idiomas. Desde então, publicou outros romances, sendo que os três primeiros foram dirigidos a um público mais jovem (“El Palacio de la Medinoche”, “Las Luces de Septiembre” e “Marina”).
Já neste milénio, transformou-se numa das maiores revelações literárias com “A Sombra do Vento” (2001), obra que foi traduzido em mais de 30 línguas, publicado em cerca de 45 países e da qual se venderam 6,5 milhões de exemplares. Foi finalista dos prémios literários espanhóis Fernando Lara 2001 e Llibreter 2002. Em Portugal, o livro citado foi premiado pelas Correntes d'Escritas (2006). Esta obra foi também nomeada para o prestigioso prémio Fémina 2004 (França).
O romance “O Jogo do Anjo”, escrito em 2008, teve mais de um milhão de exemplares vendidos em Espanha. O seu livro mais recente é “O Prisioneiro do Céu,” continuação de “A Sombra do Vento”. Os romances “A Sombra do Vento”, “O Jogo do Anjo” e “O Prisioneiro do Céu” fazem parte, aliás, de uma trilogia que pode ser lida, no entanto, por qualquer ordem, sendo mantido sempre um entendimento claro e global.
Ganhou também os Prémios Amis du Scribe e Michelet em França, 2005. No Canadá, recebeu o Prémio dos Livreiros do Quebec, igualmente em 2005. Em Janeiro de 2010, várias revistas dedicadas à edição de livros, como “Livres-Hebdo” em França e “The Bookseller” na Grã-Bretanha, classificaram-no em 5º lugar na lista dos ficcionistas mais vendidos na Europa em 2009. Ruiz Zafón colabora regularmente nos jornais espanhóis “La Vanguardia” e “El País”.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

24 DE SETEMBRO - SUSAN ATKINS

EFEMÉRIDE Susan Denise Atkins, homicida norte-americana, ex-integrante da seita “família Manson”, liderada por Charles Manson, morreu em Chowchilla no dia 24 de Setembro de 2009. Nascera em São Gabriel, em 7 de Maio de 1948.
Susan era dançarina quando conheceu Charles Manson, em 1967. Ele viera tocar guitarra na casa que ela habitava juntamente com alguns amigos. Sabendo que ela deveria deixar a habitação algumas semanas mais tarde, Manson propôs-lhe que se juntasse à sua comunidade, o que ela aceitou, fazendo mesmo, com eles, uma tournée de ano e meio.
Em Outubro de 1967, Atkins deu à luz uma criança “de pai desconhecido”, de quem perderia a guarda quando mais tarde foi condenada. A seita fixou-se depois no Spahn Ranch na Califórnia até à consumação dos assassinatos.
Manson e os seus seguidores cometeram nove crimes na Califórnia, em quatro locais diferentes e num período de cinco semanas, durante o Verão de 1969. Atkins participou e foi condenada por oito desses crimes, incluindo o mais famoso deles, o assassinato da actriz Sharon Tate, na casa do seu marido, o realizador Roman Polanski, que se encontrava em viagem pela Europa.
Conhecida pelo pseudónimo de Sadie Mae Glutz entre os integrantes daquela seita hippy, Atkins foi condenada à morte em 1971, pena depois convertida em prisão perpétua. Esteve encarcerada na Califórnia desde a sua prisão, em 1 de Outubro de 1969, sendo a mais antiga presa do estado. Teve dez pedidos de liberdade condicional (permitidos no sistema jurídico norte-americano a alguns condenados a prisão perpétua, após determinado número de anos de detenção), todos negados pela Justiça.
Foi Atkins quem apunhalou Tate, grávida de oito meses. Argumentou estar sob os efeitos de LSD no momento do assassinato, mas não mostrou qualquer arrependimento. Revelou que entre as personalidades que estavam previstas assassinar constavam também Elisabeth Taylor, Frank Sinatra, Steve MacQueen e Tom Jones.
Segundo o seu testemunho, Tate rogou que deixassem com vida o bebé que esperava. «Respondi-lhe que não tinha misericórdia dela».
Atkins converteu-se à religião em 1974, tornando-se cristã-nova. Publicou um livro, “Child of Satan, Child of God” em 1977, no qual relata as suas experiências com a família Manson, a sua conversão religiosa e os seus anos na prisão. Casou-se duas vezes, em 1980 e 1987, a segunda com um advogado quinze anos mais novo, que se tornou o seu representante legal nas audiências de apelação por liberdade condicional.
Um comité de avaliação da Califórnia negou, no dia 2 de Setembro de 2009, de forma unânime, mais um pedido de liberdade condicional feito pelos seus advogados. A decisão dos 12 membros do comité foi tomada após uma longa audiência, durante a qual Atkins esteve presente, sedada e numa maca.
Susan Atkins morreu aos 61 anos de idade, três semanas após ter sido recusado o seu último pedido de liberdade. Tinha uma perna amputada, um cancro no cérebro em fase terminal e 85% do corpo paralisado. 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

23 DE SETEMBRO - FERNANDO RIERA

EFEMÉRIDEFernando Riera Bauzá, futebolista e treinador chileno, morreu em Santiago do Chile no dia 23 de Setembro de 2010. Nascera na mesma cidade em 27 de Junho de 1920.
Como jogador, representou os seguintes clubes durante a sua carreira (1937/54): CD Unión Española e CD Universidad Católica, ambos do Chile; Stade de Reims de França; Deportivo Vasco de Caracas da Venezuela; e FC de Rouen 1899, também de França. Como jogador da Selecção Chilena, competiu nos Mundiais de 1950 no Brasil.  
Entre 1954 e 1989, treinou – entre outras – as seguintes equipas: CF Belenenses (1954/57), Selecção do Chile, SL e Benfica (1962/63 e 1966/68), Universidad Católica do Chile, Nacional do Uruguai, RCD Espanyol de Espanha, CA Boca Juniors da Argentina, FC do Porto (1972/73), Sporting CP (1974/75), RC Desportivo da Corunha e Olympique de Marseille.
Em Portugal, Fernando Riera foi Campeão pelo Benfica, em 1962/63 e 1966/67, tendo ainda iniciado a campanha rumo ao título de 1967/68. Na primeira época no Benfica, em substituição do húngaro e bicampeão europeu Bela Guttmann, conduziu a equipa a uma terceira final consecutiva da Taça dos Campeões Europeus, perdida para o AC Milan (1-2, em Wembley).
Antes, em 1954/55, no começo da sua carreira como treinador, esteve quase a levar o Belenenses ao título de campeão nacional, mas perdeu-o a quatro minutos do final da última jornada. Um golo do sportinguista Martins, aos 86 minutos, empatou o Belenenses (2-2), no Campo das Salésias, e ofereceu o título ao Benfica, então liderado pelo brasileiro Otto Glória.
Nos Mundiais de 1962, levara a Selecção do Chile ao 3º lugar. Faleceu na capital chilena, aos noventa anos de idade. 

terça-feira, 22 de setembro de 2015

"SAMBA DE UMA NOTA SÓ" (versão inglesa)


22 DE SETEMBRO - GUSTAVO SOROMENHO

EFEMÉRIDEGustavo Alberto Caratão Soromenho, advogado português, opositor do regime do Estado Novo, morreu em Lisboa no dia 22 de Setembro de 2001. Nascera também em Lisboa, Alfama, em 20 de Novembro de 1907.
Era filho e neto de republicanos, com excepção da mãe que era monárquica. Fez a instrução primária no Colégio Fratelense (o nome da escola deriva dos proprietários serem do Fratel, na Beira Baixa, tal como o avô de Soromenho). Entrou, aos nove anos, para o Liceu Gil Vicente. Durante o liceu, frequentava a revista “Seara Nova”, onde conversava e discutia com personalidades como Raul Brandão, Rodrigues Miguéis, António Sérgio e Câmara Reis.
Foi um dos fundadores do Movimento de Unidade Democrática (MUD) em 1945 e do Partido Socialista em 1973, na Alemanha. Era membro da Maçonaria Portuguesa/Grande Oriente Lusitano. Esteve preso pela PIDE (polícia política) devido à sua oposição ao regime de Salazar.
Foi nomeado administrador do jornal “República” em 1973, onde permaneceu em funções até ao saneamento político de que o jornal foi alvo e que deu origem ao Caso República durante no chamado Verão Quente de 1975. Depois do 25 de Abril 1974, nunca aceitou um cargo político, apesar de ter sido convidado.
Morreu na sua residência aos 93 anos de idade, sendo sepultado no Cemitério do Alto de São João, em Lisboa.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

MELISSA VENEMA - "Il Silenzio"


21 DE SETEMBRO - SVEN HASSEL

EFEMÉRIDESven Hassel, de seu verdadeiro nome Børge Willy Redsted Pedersen, romancista dinamarquês, morreu em Barcelona no dia 21 de Setembro de 2012. Nascera em Frederiksborg, em 19 de Abril de 1917.
Para tentar escapar da miséria decorrente da Grande Depressão de 1929, emigrou para a Alemanha e alistou-se em 1937 num regimento de cavalaria, entrando depois em combate na Segunda Guerra Mundial. Deslocado para a frente russa, enfrentou as piores condições de vida, sendo ferido sete vezes. Entre vários romances que escreveu, anos mais tarde, haverá um sobre este período da sua vida.
Desertou no ano seguinte à invasão da Polónia, quando era condutor de um Panzer. Foi capturado, no entanto, julgado em tribunal marcial e colocado num “regimento disciplinar”, que ele descreverá magistralmente no seu livro “Gestapo”.
No fim da guerra (1945), conseguiu chegar à Dinamarca, sendo preso em Copenhaga. Foi na prisão que iniciou a sua carreira literária. Seria libertado em 1949.
Quando pensava alistar-se na Legião Estrangeira, encontrou Laura Dorthea Guldbæk Jensen, com quem se casou em 1951. Empregou-se como operário, num fábrica de automóveis. A esposa encorajou-o a continuar a escrever.
Vítima de uma virose contraída na guerra, ficou quase paralisado durante dois anos, retomando depois a sua actividade de romancista.
É autor de vários livros de sucesso, de carácter autobiográfico, sempre retratando a camaradagem que irmanava os soldados e os horrores da guerra. Pode considerar-se Hassel como um grande especialista neste género literário, ocupando um lugar de destaque entre os melhores escritores europeus da época. Foram vendidos para cima de 60 milhões de exemplares dos seus romances, que estão traduzidos em mais de 15 línguas.
Em 1964, foi apontado como colaborador dos nazis por um jornalista dinamarquês, embora sem provas. Desgostoso, fixou-se em Barcelona, onde viveu até ao fim dos seus dias. Em Setembro de 1965, mudou o seu nome para Sven Willy Hasse Arbing. Faleceu com 95 anos de idade. 

domingo, 20 de setembro de 2015

20 DE SETEMBRO - SABINE AZÉMA

EFEMÉRIDESabine Florence Azéma, actriz e realizadora francesa, nasceu em Paris no dia 20 de Setembro de 1949. Após terminar o bacharelato em estudos clássicos, teve aulas de teatro e ingressou no Conservatório aos vinte anos de idade. Nessa época, começou a integrar o elenco de várias peças de teatro, até ser admitida na Comédie des Champs-Élysées, onde teve oportunidade de contracenar com Louis de Funès na peça “La Valse des toréadors” de Jean Anouilh (1974).
Iniciou-se na televisão em 1975 e no cinema em 1976, com a comédia “On aura tout vu” de Georges Lautner. Depois de alguns pequenos papeis e de uma muito bem sucedida interpretação em “La Dentellière” (1977), conheceu o realizador Alain Resnais, que lhe proporcionou uma viragem na sua carreira. De facto, o consagrado cineasta francês confiou-lhe a interpretação da maior parte dos filmes que realizou, durante mais de duas décadas, e acabou por se tornar seu marido em 1998 com ela vivendo até à sua morte em 2014.
Sabine Azéma venceu por duas vezes o prémio Cesar, do cinema francês, na categoria de Melhor Actriz, em 1985 e 1987. Foi ainda nomeada na categoria de Melhor Actriz Coadjuvante em 1983 e, de novo, na categoria de Melhor Actriz em 1990, 1994, 1996 e 1998.
Amiga do célebre fotógrafo Robert Doisneau (1912/1994), Sabine consagrou-lhe um filme em 1992. 

sábado, 19 de setembro de 2015

19 DE SETEMBRO - STEFANIE ZWEIG

EFEMÉRIDEStefanie Zweig, escritora alemã de origem judaica, nasceu em Głubczyce no dia 19 de Setembro de 1932. Morreu em Frankfurt, em 25 de Abril de 2014. O seu livro mais conhecido é o romance autobiográfico “Nirgendwo in Afrika” (1998), baseado na sua vida no Quénia. Esta obra foi adaptada ao cinema e premiada com o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, em 2002.
A família, por ser judaica, fugiu da Alemanha nazi em 1938, refugiando-se em África. Passaram de uma vida urbana em Breslau (hoje Wrocław), para uma fazenda no Quénia. A pequena Stefanie tinha apenas cinco anos. Estudou num colégio inglês.
Zweig voltou ao Quénia duas vezes, desde que deixou o país em 1947. Encontrou ainda o local da fazenda, que tinha sido entretanto destruída.
A sua adolescência na Alemanha foi relatada noutro romance autobiográfico: “Irgendwo in Deutschland”.
Nostálgica de África, a maioria dos livros de Zweig irão descrever a sua infância, as suas aventuras, as suas impressões e os seus sentimentos. O seu primeiro romance ‘africano’ foi “Ein Mund voll Erde” (1980), que ganhou vários prémios e no qual conta a sua paixão por um menino kikuyu.
Stefanie Zweig foi durante trinta anos responsável pelo suplemento literário de um jornal de Frankfurt. Mais tarde, começou a escrever também literatura infantil e, seguidamente, dedicou-se a novelas. Vários dos seus livros são best-sellers na Alemanha.
Recebeu em 1993 a medalha da Ordem do Mérito da República Federal Alemã. Apesar da similitude dos nomes, Stefanie Zweig nada tem a ver com o escritor austríaco Stefan Zweig (1881/1942). 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

18 DE SETEMBRO - LUIZ GOES

EFEMÉRIDELuiz Goes, de seu nome completo Luís Fernando de Sousa Pires de Goes, médico, poeta, compositor e cantor português, morreu em Mafra no dia 18 de Setembro de 2012. Nascera em Coimbra, em 5 de Janeiro de 1933. É considerado um dos expoentes máximos da canção de Coimbra.
Por influência de um tio, começou muito cedo a interpretar canções de Coimbra. Aos catorze anos já cantava em público; na adolescência chegou a ser acompanhado por Artur Paredes, uma das maiores referências da guitarra portuguesa; e aos 19 anos gravou o seu primeiro disco.
Nos seus tempos de estudante, cruzou-se com muitas figuras ilustres, entre as quais José Afonso, Manuel Alegre, Miguel Torga, Bernardo Santareno e Yvette Centeno. Integrou o Orfeão de Coimbra, na categoria de barítono solista, tendo percorrido o Brasil integrado neste agrupamento. Participou também noutras formações académicas, nomeadamente no Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra, na Tuna e no Coral da Faculdade de Letras.
No final da década de 1950, formou o Coimbra Quintet, juntamente com os músicos António Portugal, Jorge Godinho, Manuel Pepe e Levi Baptista, gravando o álbum “Serenata de Coimbra” (1957), que será – ainda hoje – o disco de música portuguesa mais vendido de todos os tempos. O grupo seria dissolvido mais tarde, em virtude da mobilização militar dos seus componentes. Em 1958, licenciou-se em Medicina na Universidade de Coimbra e exerceu a profissão de médico estomatologista até à sua reforma, em 2003. De 1963 a 1965, prestou serviço militar na Guiné, como Alferes Miliciano Médico, fixando depois residência em Lisboa.
Foi autor de 25 canções estróficas e 18 baladas, algumas delas com mensagens subliminares de oposição ao regime salazarista.
Entre outros espectáculos de grande relevo, destacam-se as suas actuações no Congresso da Cultura da Língua Portuguesa na Universidade de Georgetown (Estados Unidos), no aniversário das Nações Unidas (Suíça) e na homenagem a Beethoven (Áustria). Isto, além de participações em programas televisivos em diversos países (Portugal, Brasil, Espanha, França, Suécia, Áustria, Estados Unidos e África do Sul).
Em 1998, foi editado o livro “Luiz Goes de Ontem e de Hoje”, da autoria de Carlos Carranca. Em 2003, a editora Emi-Valentim de Carvalho lançou uma caixa de quatro CDs com a sua obra completa.
Luiz Goes defendeu sempre que não existia um fado, mas sim uma canção de Coimbra. Foi condecorado com a Ordem do Infante Dom Henrique, no grau de Grande Oficial (Junho de 1994), com a Medalha de Ouro da cidade de Coimbra (Julho de 1998), com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Cascais e com o Prémio Amália Rodrigues 2005.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

17 DE SETEMBRO - ANNE BANCROFT

EFEMÉRIDEAnne Bancroft, de seu verdadeiro nome Anna Maria Louisa Italiano, actriz norte-americana, nasceu em Nova Iorque no dia 17 de Setembro de 1931. Morreu na mesma cidade em 6 de Junho de 2005. Nos anos 1960, foi um ícone da beleza e da sensualidade, além de ser uma das mais respeitadas actrizes da sua geração. Recebeu o Oscar de Melhor Actriz, pela sua actuação no filme “The Miracle Worker”. Tem uma estrela na Calçada da Fama no Hollywood Boulevard.
Teve por origem uma família de imigrantes italianos. Logo na infância, recebeu as primeiras lições de interpretação e dança. Estudou para seguir uma carreira científica, porventura a de analista. Em 1950, porém, estreou-se na televisão (CBS). Em 1952, assinou um contrato com a 20th Century Fox e foi obrigada a mudar de apelido. De entre os vários que lhe foram sugeridos pela produtora, escolheu “Bancroft”, por lhe «parecer o mais apelativo».
Protagonizou alguns filmes sem grande êxito e, em 1958, regressou a Nova Iorque, começando a estudar no Actors Studio, ao mesmo tempo que se virava para o teatro na Broadway. Foi galardoada com um Tony (o prémio máximo da Broadway) com a peça “Two for the Seesaw”, provando as suas reais qualidades de actriz dramática.
De novo no cinema, foi galardoada com o Oscar de Melhor Actriz (1963) pelo seu papel em “The Miracle Worker”. A década de 1960 e seguintes trouxeram-lhe êxitos inesquecíveis. A sua popularidade atingiu o auge com “The graduate” (1967) e mais uma nomeação para os Oscars.
Seguiram-se várias outras películas e trabalhos para televisão, salientando-se “A Grande Decisão” (1977), com outra nomeação para os Oscars, contracenando com Shirley MacLaine. Nos anos 1990, para além de várias intervenções na televisão, protagonizou diversos filmes.  
Em 2000, a película “Paixão em Florença” antecedeu o seu último filme, onde desempenhou um pequeno mas delicioso papel (“Matadoras”, 2001).
Em 2002, regressou ao teatro após uma longa ausência, com a peça “Occupant”. Em 2003, fez o seu último trabalho à frente das câmaras, no telefilme “The Roman Spring of Mrs. Stone”, com o qual foi nomeada para um Emmy.
Em 1980, Bancroft fez a única experiência como actriz, argumentista e realizadora, com “Água na Boca”.
Foi casada duas vezes. O primeiro casamento foi com Martin May e a união durou de Julho de 1953 até Fevereiro de 1957. Em 1961, conheceu Mel Brooks com quem veio a casar-se em Agosto de 1964. Contracenou com ele em vários filmes e viveram juntos até ao final da sua vida.
Anne Bancroft morreu aos 73 anos, no Mount Sinai Hospital em Nova Iorque, vítima de cancro no útero. A sua morte surpreendeu muita gente, até mesmo alguns dos seus amigos, que desconheciam a doença contra a qual ela combatia. 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

ESTADO DE ESPÍRITO...

SOLILÓQUIO

Solidão e cheiro a morte,
Como vou sobreviver?
Porque tive eu esta sorte,
Que tentei não merecer?

Adormeço p’ra sonhar,
Mas o sonho ‘inda é pior.
A vida a acabar,
Não há nada que melhore.

Viver, amar e partir,
Lamento o final da vida.
Tenho pressa de sair
Sem direito a despedida!


Gabriel de Sousa

16 DE SETEMBRO - B. B. KING

EFEMÉRIDEB. B. King, de seu verdadeiro nome Riley Ben King, guitarrista, compositor e cantor de blues norte-americano, nasceu em Itta Bena no dia 16 de Setembro de 1925. Morreu em Las Vegas, em 14 de Maio de 2015. O “B. B.” antes do seu apelido significa Blues Boy, pseudónimo que utilizou como moderador de uma estação de rádio. É considerado, ao lado de Eric Clapton e Jimi Hendrix, um dos melhores guitarristas do mundo. Ao longo da sua carreira, foi distinguido com 15 prémios Grammy, tendo sido o criador de um estilo musical único e que fez dele um dos músicos mais respeitados e influentes, com direito ao epíteto de Rei dos Blues.
Era apreciado pelos seus solos, nos quais, ao contrário de muitos outros guitarristas, preferia usar poucas notas. Certa vez, B. B. King teria mesmo dito: «posso fazer uma nota valer por mil».
Nasceu numa fazenda de algodão, tendo uma infância difícil. Aos 9 anos, já vivia sozinho e colhia algodão para se sustentar. Cantou no coro Gospel de uma igreja baptista. Teria adquirido a sua primeira guitarra aos 12 anos. Começou por tocar, a troco de algumas moedas, chegando a actuar em quatro cidades diferentes aos sábados à noite, em igrejas e rádios locais.
Em 1947, partiu para Mênfis, apenas com sua guitarra e dois dólares e meio no bolso. A cidade, onde se cruzavam todos os músicos importantes do sul dos Estados Unidos, sustentava uma vasta e competitiva comunidade musical, em que todos os estilos negros eram ouvidos.
A primeira grande oportunidade da sua carreira surgiu em 1948, quando actuou no programa de rádio de Sonny Boy Williamson. Sucederam-se actuações fixas no Grill da Sixteenth Avenue e, mais tarde, um anúncio publicitário de 10 minutos na estação radiofónica WDIA.
Pouco depois do seu êxito “Three O'Clock Blues”, em 1951, B. B. King começou a fazer tournées nacionais sem parar, atingindo uma média de 275 concertos/ano. Só em 1956, ele e a sua banda fizeram 342 concertos. Desde pequenos cafés, teatros, salões de dança, clubes de jazz e de rock, grandes hotéis e salas para concertos sinfónicos, até aos mais prestigiados recintos nacionais e internacionais. B. B. King depressa se tornou o mais conceituado músico de blues dos últimos anos, a nível mundial.
O seu estilo inspirou muitos guitarristas de rock. Jimi Hendrix, Eric Clapton e George Harrison foram apenas alguns dos que seguiram a sua técnica como modelo.
Em 1969, foi escolhido para a abertura de 18 concertos dos Rolling Stones. Em 1970, fez uma tournée pelo Uganda, Nigéria e Libéria, com o patrocínio governamental dos Estados Unidos.
Começou a participar na maioria dos festivais de jazz por todo o mundo, incluindo o Newport Jazz Festival e o Kool Jazz Festival New York. A sua presença tornou-se regular em universidades e colégios.
Em 1989, fez uma digressão de três meses pela Austrália, Nova Zelândia, Japão, França, Alemanha Ocidental, Países Baixos e Irlanda, como convidado especial dos U2, participando igualmente no álbum “Rattle and Hum” deste grupo, com o tema “When Love Comes to Town”.
Em Julho de 1996, aproveitando ter um concerto agendado para Estugarda, deslocou-se de propósito de avião até à base aérea de Tuzla, para actuar perante tropas da Suécia, Rússia, Bélgica e Estados Unidos, estacionadas na Bósnia e Herzegovina num esforço conjunto de manutenção da paz. No dia seguinte, voou para a base aérea de Kapsjak, para nova actuação junto de tropas norte-americanas. B. B. King confessou então: «Foi emocionante actuar para estes homens e mulheres. Apreciamo-los e queremos que eles saibam que têm o nosso total apoio na sua árdua tarefa de manutenção da paz». Terminou 1996 com uma tournée pela América Latina, com concertos no México, Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e, pela primeira vez, no Peru e Paraguai. O Rei dos Blues actuou no total em mais de 90 países.
No início de Abril de 2015, foi internado com uma desidratação causada por diabetes, doença com a qual convivia há mais de vinte anos. Tinha uma tournée marcada para 2015, mas teve que fazer desmarcar os respectivos shows. Morreu na madrugada de 14 de Maio, enquanto dormia. Tinha 89 anos de idade. O médico do músico declarou que o termo técnico para a causa da morte era demência vascular. A autópsia confirmou que B. B. King sofria de diabetes, da doença de Alzheimer e de problemas cardíacos.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

15 DE SETEMBRO - JOHNNY RAMONE

EFEMÉRIDEJohnny Ramone, de seu verdadeiro nome John William Cummings, um dos mais influentes guitarristas norte-americanos de punk rock, morreu em Los Angeles no dia 15 de Setembro de 2004. Nascera em Long Island, Nova Iorque, em 8 de Outubro de 1948.
Filho de um operário, interessou-se pela música rock desde a adolescência, adoptando também o visual de “blusão negro”. Começou por tocou num grupo de garagem. Além da música, interessava-se igualmente pelo basebol e admirava a disciplina militar, chegando a estar dois anos na respectiva escola. Trabalhou depois numa empresa de limpeza a seco.
Integrou em 1974 a banda The Ramones, que ajudou a fundar. Como o vocalista Joey Ramone, permaneceu membro do quarteto até ao fim.
Johnny era conhecido pela sua personalidade controladora, postura anti-social e extrema rigidez na regência interna dos Ramones. O documentário “End of the Century: The Story of the Ramones” tem relatos de antigos amigos e do próprio Johnny sobre a sua postura nada amigável.
Era declaradamente de direita e foi um ferrenho defensor de Ronald Reagan. Empresário interno dos Ramones, criou e impôs regras a serem seguidas, quase ditatoriais, desde a indumentária até à postura em palco, passando pelos mais pequenos detalhes, tudo com o intuito do bom funcionamento e manutenção do grupo.
Morreu em Los Angeles, após cinco anos de luta contra um cancro na próstata. Foi erigida uma estátua em sua homenagem no Hollywood Forever Cemetery, onde se encontra sepultado.
Em 2003, a revista “Time” colocou-o na lista dos 10 Melhores Tocadores de Guitarra Eléctrica. No mesmo ano, a revista “Rolling Stone” colocou-o em 16º lugar na lista dos 100 Melhores Guitarristas de Todos os Tempos. Em 2011, a mesma revista reclassificou-o em 28º Melhor Guitarrista da História do Rock.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

14 DE SETEMBRO - MICHEL BUTOR

EFEMÉRIDEMichel Butor, escritor, crítico de arte e tradutor francês, nasceu em Mons-en-Barœul no dia 14 de Setembro de 1926.
Foi professor de francês noutros países, principalmente no Egipto, e professor de Filosofia na Escola Internacional de Genebra nos anos 1950. A partir daí, começou a sua carreira universitária como professor de Literatura, primeiro nos Estados Unidos, depois em França na Universidade de Nice e, finalmente, na Universidade de Genebra até à sua aposentação em 1991.
Michel Butor é conhecido do grande público como romancista e, sobretudo, como autor da obra “La Modification” (1957).
Depois de tentativas frustradas de conciliar a forma tradicional do romance com a sua vontade de representar o mundo contemporâneo, acabou por se ligar ao grupo do Nouveau Roman Français. Optou então por formas experimentais de escrita, a partir de “Mobile” (1962), obra composta de colagens (enciclopédias americanas, descrições de automóveis, artigos de jornais, etc.), numa tentativa de descrever desse modo a realidade americana.
Esta vontade de experimentar novos meios de representar a vida à sua volta encontra-se sempre presente nas obras de Michel Butor, quer se trate de narrativas de viagens (“Le Génie du lieu”), da descrição de sonhos (“Matière de rêves”) ou das numerosas colaborações com pintores e artistas contemporâneos (reunidas na série “Illustrations”).
A partir do final da década de 1950, escreveu também textos para várias peças musicais de Henri Pousseur. Nos anos 1960, colocou-se num espaço mais poético e lírico, em detrimento de abordagens romanescas. Actualmente, ele é um dos escritores vivos de língua francesa mais conhecidos na Europa, nos Estados Unidos, no Japão, na China e na Austrália. Vive e continua a trabalhar em Lucinges, uma vila da Alta Sabóia, perto de Genebra.
Em 2006, começou a preparar a publicação das suas obras completas em 13 volumes, na editora La Différence, sob direcção editorial de Mireille Calle-Gruber. Em 2013, recebeu o Grande Prémio de Literatura da Academia Francesa pelo conjunto da sua obra. 

domingo, 13 de setembro de 2015

13 DE SETEMBRO - PIERRE REVERDY

EFEMÉRIDEPierre Reverdy, poeta francês associado ao Surrealismo e ao Cubismo, do qual se tornou o principal teórico na sua transposição para a Literatura (após a morte de Apollinaire), nasceu em Narbonne no dia 13 de Setembro de 1889. Morreu em Solesmes, em 17 de Junho de 1960. Teve uma influência notável na poesia moderna em língua francesa.
Estudou em Toulouse e em Narbonne. Chegou a Paris em Outubro de 1910. No bairro de Montmartre, encontrou os seus primeiros amigos: Guillaume Apollinaire, Max Jacob, Louis Aragon, André Breton, Philippe Soupault e Tristan Tzara.
Durante dezasseis anos, viveu apenas para criar livros. Os seus companheiros eram Pablo Picasso, Georges Braque e Henri Matisse. Todo este período está ligado, de perto ou de longe, ao desenvolvimento do Surrealismo, de que ele foi um dos principais inspiradores. A sua concepção de imagem poética teve, em particular, uma grande influência sobre o jovem André Breton e a sua teorização do movimento surrealista.
Quando da guerra, Pierre Reverdy viveu na mais profunda pobreza, acentuada no Inverno pelo frio e pela falta de carvão. Em Março de 1917, foi publicado o nº 1 da revista “Nord-Sud”, que ele projectara no fim de 1916 e na qual colaboraram poetas do Dadaísmo e, depois, do Surrealismo. O pintor Juan Miro viria a representar a revista num dos seus quadros, em homenagem a Reverdy e aos poetas que ele admirava. Nos 14 números publicados em 1917/18, desfilaram – entre outros – os nomes de André Breton, Philippe Soupault, Louis Aragon e Tristan Tzara, então líderes do movimento Dada.
No princípio dos anos 1920, Pierre Reverdy foi amante de Coco Chanel, a quem dedicou numerosos poemas. No último ano da sua vida, escreveu “Sable mouvant”, o seu testamento poético. Picasso diria que «Reverdy escrevia como se pintasse”. 

sábado, 12 de setembro de 2015

12 DE SETEMBRO - CAIO FERNANDO ABREU

EFEMÉRIDE – Caio Fernando Loureiro de Abreu, jornalista e escritor brasileiro, nasceu em Santiago de Boqueirão (Rio Grande do Sul) no dia 12 de Setembro de 1948. Morreu em Porto Alegre, em 25 de Fevereiro de 1996.
Filho de um militar e franc-maçon e de uma professora de História e Filosofia, a sua avó era igualmente docente. Neste ambiente cultural, muito ligado aos livros, Caio começou a escrever pequenos contos aos 6 anos de idade.
Apontado como um dos autores importantes da sua geração, Caio Fernando Abreu escrevia num estilo sóbrio e muito pessoal, falando sobretudo de sexo, da morte, do medo e, sobretudo, da angustiante solidão. Apresenta uma visão trágica do mundo moderno e é considerado um «fotógrafo da fragmentação contemporânea».
Estudou Letras e Artes Cénicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. No entanto, abandonou ambos os cursos para – aos 19 anos – partir para São Paulo, atraído pela corrente musical e cultural do Tropicalismo. Para ganhar a vida, começou a trabalhar como jornalista em revistas muito populares, tais como: “Nova”, “Manchete”, “Veja” e “Pop”, além de colaborar com os jornais “Correio do Povo”,”Zero Hora”, “Folha de S. Paulo” e “O Estado de S. Paulo”.
Em 1968, começou a ser perseguido pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), tendo-se refugiado na casa de uma amiga, a também escritora Hilda Hilst, em Campinas, São Paulo. No início da década de 1970, exilou-se por um ano na Europa, morando sucessivamente em Espanha, na Suécia, na Holanda, na Inglaterra e em França. Em Londres, tornou-se dependente de heroína.
Em 1974, voltou a Porto Alegre. Em 1983, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1985, para São Paulo. A convite da Casa dos Escritores Estrangeiros, voltou a França em 1994, regressando ao Brasil no mesmo ano, ao descobrir que era portador do vírus HIV.
O seu primeiro romance, “Limite branco” (1970), já possuía as marcas que iriam acompanhar a sua trajectória literária: a angústia diante do devir e a morte como única certeza no final da caminhada.
Caio Fernando Abreu viveu intensamente a época da ditadura nas suas obras literárias. Ele buscava sempre a inspiração nos momentos importantes da sua vida. Recebeu por três vezes o prestigioso Prémio Jabuti de Literatura (1984, 1989 e 1996).
Em 1995, foi patrono da 41ª Feira do Livro de Porto Alegre. Um ano depois, voltou a morar com os pais, dedicando-se a rever os seus textos e à jardinagem. Faleceu, pouco tempo depois, no Hospital Mãe de Deus em Porto Alegre.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

11 DE SETEMBRO - ASTA NIELSEN

EFEMÉRIDE Asta Nielsen, actriz dinamarquesa do cinema mudo, nasceu em Copenhaga no dia 11 de Setembro de 1881. Morreu em Frederiksberg, em 24 de Maio de 1972. Foi a primeira grande vedeta do cinema europeu e um sex-symbol dos anos 1910/20.
Setenta dos seus 74 filmes foram produzidos na Alemanha, onde ela era conhecida simplesmente por “Die Asta” (“A Asta”). Era particularmente notada pelos seus grandes olhos escuros e pela sua aparência de menina. Nielsen era, na maioria das vezes, retratada como uma mulher apaixonada e voluntariosa. Devido à natureza erótica das suas performances, os filmes de Nielsen foram censurados nos Estados Unidos, onde o seu trabalho passou relativamente despercebido.
O seu estilo de actuação afastava-se de uma teatralidade aberta, aproximando-se mais de um naturalismo subtil. A sua carreira não sobreviveu, porém, ao fim do cinema mudo. Fez apenas um filme sonoro em 1932.
Fundou o seu próprio estúdio em Berlim durante os anos 1920, mas voltou para a Dinamarca em 1937, após a ascensão de Hitler ao poder. Recusou ser instrumentalizada pelo nazismo, que queria aproveitar o seu carisma em benefício da propaganda nazi.
No resto da sua longa vida, afastou-se da celebridade, desenvolvendo actividades de escritora e de artista plástica. Escreveu a sua autobiografia e, durante a guerra, ajudou financeiramente uma rede de apoio aos judeus acantonados no campo de concentração de Theresienstadt. Quando faleceu, aos 90 anos, foi enterrada no cemitério Vestre em Copenhaga.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

10 DE SETEMBRO - ALFREDO NOBRE DA COSTA

EFEMÉRIDEAlfredo Jorge Nobre da Costa, engenheiro, gestor e político português, nasceu em Lisboa no dia 10 de Setembro de 1923. Morreu na mesma cidade em 4 de Fevereiro de 1996. Foi primeiro-ministro do III Governo Constitucional de Portugal (28 de Agosto a 22 de Novembro de 1978), tendo antes participado no VI Governo Provisório, como secretário de estado da Indústria Pesada, e no I Constitucional, como ministro da Indústria e Tecnologia.
Licenciou-se em Engenharia Mecânica no Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa (1946). Iniciou a sua carreira profissional no Grupo Champalimaud, passando pelas direcções da Fábrica de Cimentos Tejo, da Fábrica de Cimentos Cabo Mondego e dos Cimentos de Leiria.
Ingressou na Siderurgia Nacional como administrador técnico, em 1962. Abandonou o Grupo Champalimaud para criar a Lusotecna, em 1965, ao mesmo tempo que foi nomeado administrador da EFACEC.
Em 1972, foi escolhido para presidir ao Conselho de Administração da SACOR, cargo que abandonou em 1974, já depois do 25 de Abril.
Foi o primeiro político a chefiar um governo de iniciativa presidencial (Ramalho Eanes), devido à inexistência de uma maioria parlamentar estável, em virtude do falhanço da aliança entre socialistas e democratas-cristãos, que estivera na origem do II Governo Constitucional.
Apesar de ter sido breve o período de tempo da sua governação, deixou uma boa imagem na opinião pública, devido às suas capacidades de gestão e à sua acção governativa. Em Setembro de 1961, tinha sido feito Comendador da Ordem Militar de Cristo, sendo agraciado com a Grã-Cruz da mesma Ordem em Abril de 1981.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

9 DE SETEMBRO - D. DUARTE I DE PORTUGAL

EFEMÉRIDED. Duarte I de Portugal, cognominado “o Eloquente” em virtude das obras que escreveu, morreu em Tomar no dia 9 de Setembro de 1438. Nascera em Viseu, em 31 de Outubro de 1391.
Filho de D. João I de Portugal e de D. Filipa de Lencastre, desde muito cedo foi preparado para reinar, como primogénito da “ínclita geração”. Ainda muito jovem, D. Duarte já acompanhava o pai nos assuntos do reino, sendo portanto um herdeiro preparado para governar. Em 1412, foi formalmente associado à governação, tornando-se o braço direito de D. João I.
D. Duarte viria a ser um monarca preocupado em gerar consensos e, ao longo de um curto reinado de cinco anos, convocou as Cortes várias vezes para discutir assuntos do Estado. Em 1433, sucedeu ao pai, dando continuidade à política de exploração marítima e de conquistas em África. O seu irmão Henrique estabeleceu-se em Sagres, de onde dirigiu as primeiras navegações, e – em 1434 – Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador, um ponto lendário da época, cuja travessia causava terror aos marinheiros.
Em 1437, os seus irmãos Henrique e Fernando convenceram-no a lançar um ataque a Marrocos, de forma a consolidar a presença portuguesa no norte de África, que se pretendia fosse uma base para a exploração do Oceano Atlântico. A campanha foi mal sucedida e a cidade de Tânger não foi conquistada, custando a derrota e grandes perdas. O próprio príncipe Fernando foi capturado e morreu no cativeiro (1443), por se recusar a ser libertado em troca da devolução de Ceuta (conquistada em 1415), gesto que lhe valeu o cognome de “Infante Santo”.
D. Duarte I interessou-se muito pela cultura e escreveu várias obras, tanto de poesia como de prosa. Saliente-se “Leal Conselheiro” e “Livro da Ensinança de Bem Cavalgar Toda Sela”. Preparava uma revisão do Código Civil, quando morreu vitimado pela peste. Jaz nas Capelas Imperfeitas do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

8 DE SETEMBRO - PERCY SPENCER

EFEMÉRIDEPercy Lebaron Spencer, inventor norte-americano, morreu em Newton no dia 8 de Setembro de 1970. Nascera em Howland, no Maine, em 19 de Julho de 1894. Foi o inventor do forno de microondas, em 1945.
O pai morreu quando ele tinha 4 anos e a mãe pouco tempo depois. Viveu com uns tios. Interrompeu os estudos, ainda na instrução primária, indo trabalhar como aprendiz num moinho. Em 1912, alistou-se na US Navy, onde aprendeu a telegrafia sem fios. Ingressou na empresa Raytheon, em 1920.
Em 1941, a produção de magnetrões, peça principal que serve para criar as microondas nos radares, era de 17 unidades por dia. Spencer elaborou um meio mais eficaz para os fabricar, o que fez aumentar a produção para 2 600 unidades diárias. Percy Spencer recebeu então o Distinguished Public Service Award outorgado pela US Navy para premiar esta melhoria industrial.
Mais tarde, o efeito calorífico das microondas foi por ele descoberto durante a realização de experiências com radares e microondas, ao reparar que uma barra de chocolate, metida no seu bolso, se tinha quase derretido. Procurou então a explicação para tal facto, pondo grãos de milho sob o efeito dessas ondas e, em poucos segundos, eles ficaram transformados em pipocas. As microondas tinham agitado as moléculas de água contidas nos grãos de milho, friccionara-as umas contra as outras e aquecera-as.
Os primeiros fornos de microondas, vendidos a partir de 1947, eram porém caros e pouco práticos. A partir de 1970, apareceram modelos mais pequenos e de mais fácil manuseamento.
Spencer continuou na Raytheon, como consultor sénior, tendo falecido aos 76 anos de idade. Durante a sua carreira, registou cerca de 300 patentes e foi considerado um dos maiores peritos do mundo no campo da energia de microondas.
Em Setembro de 1999, Percy Lebaron Spencer foi incluído na National Inventors Hall of Fame.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

7 DE SETEMBRO - FRANCISCO GUTERRES

EFEMÉRIDEFrancisco Guterres, conhecido popularmente como “Lu Olo”, guerrilheiro e político timorense, nasceu em Ossú, Viqueque, no dia 7 de Setembro de 1954.
Frequentou o Colégio Santa Teresinha de Ossú, onde completou a 4ª Classe em 1969. Nesse mesmo ano, ingressou no Liceu de Díli, em que esteve até 1973, tendo depois voltado para o Colégio Santa Teresinha como monitor escolar até 1974.
Foi aluno do curso de Direito, na Universidade Nacional de Timor Loro’sae, curso que se iniciou em Timor-Leste em 2005/06, por proposta do então primeiro-ministro, Mari Alkatiri, ao governo português (no âmbito da cooperação entre Timor-Leste e Portugal).
Foi eleito, em 2001, presidente da Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (FRETILIN). Foi também presidente da Assembleia Constituinte e do Parlamento Nacional, tendo sido ele a ler a Proclamação da Independência em Maio de 2002. Foi candidato à presidência do País nas eleições de 2007 (ganhas por José Ramos Horta à 2ª volta) e de 2012 (ganhas por Taur Matan Ruak, igualmente à 2ª volta).
É dos raros timorenses que permaneceram na guerrilha desde a invasão indonésia, em Dezembro de 1975, até à saída dos ocupantes, em Outubro de 1999. Francisco Guterres, de família católica, é casado e tem dois filhos.

domingo, 6 de setembro de 2015

6 DE SETEMBRO - PAULO MADEIRA

EFEMÉRIDEPaulo Sérgio Braga Madeira, ex-futebolista internacional português, nasceu em Luanda, Angola, no dia 6 de Setembro de 1970. Jogava a defesa central.
Fez parte da geração de jogadores que conquistou para Portugal o primeiro Mundial de Sub-20 (1989). Em Março desse ano, foi feito Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique.
Iniciou a sua carreira profissional no SL e Benfica, na temporada 1989/90. Em 1993, foi emprestado ao CS Marítimo, regressando na época 1994/95.
Depois de uma óptima passagem pelo CF os Belenenses entre 1995 e 1997, voltou de novo ao Benfica. Antes de se retirar, envergou ainda a camisola do Estrela da Amadora (2003/04), após uma curta estadia no Fluminense FC (Brasil 2002/03).
Foi internacional 24 vezes (1991/99), tendo disputado os Europeus de 1996. Ganhou a Super Taça de Portugal em 1989 e foi Campeão de Portugal em 1991, em representação do Benfica

sábado, 5 de setembro de 2015

5 DE SETEMBRO - ARTHUR KOESTLER

EFEMÉRIDEArthur Koestler, jornalista, romancista, ensaísta e activista político judeu húngaro, radicado no Reino Unido, nasceu em Budapeste no dia 5 de Setembro de 1905. Morreu em Londres, em 1 de Março de 1983.
Nascido Kösztler Artur, de pai húngaro e mãe vienense, ambos judeus, tiveram de fugir da Hungria após a queda do governo comunista de Béla Kun, para escapar da acusação de colaborantes do governo bolchevique húngaro.
Refugiado em Viena, matriculou-se na Escola Politécnica, estudando simultaneamente Filosofia e Literatura na Universidade da capital austríaca. Muito mais tarde, interessou-se igualmente pela Parapsicologia, lendo Freud e Jung, entre outros. 
Abandonou os estudos em 1926, para se juntar aos pioneiros sionistas na Palestina. De volta à Europa, dedicou-se principalmente ao jornalismo, através do qual adquiriu enorme experiência humana, social e política.
Em 1929, como correspondente dos jornais do grupo Ullstein, de Berlim, mudou-se para Paris e, em 1931, tornou-se o único jornalista a participar na expedição polar do conde Zeppelin. Nesse mesmo ano, aderiu ao Partido Comunista. No ano seguinte, esteve na União Soviética e, em 1936, foi enviado a Madrid, pelo “New Chronicle”, para cobrir a Guerra Civil Espanhola. Tendo participado activamente na defesa de Málaga, foi preso pelas tropas de Franco e condenado à morte, sendo salvo por intervenção inglesa e através de uma troca de prisioneiros.
Foi transferido para França, onde esteve num campo de refugiados. Decidiu alistar-se na Legião Estrangeira, para escapar à deportação para a Alemanha nazi. Em 1938, rompeu com o Partido Comunista, mudando-se para Londres, onde adquiriu cidadania inglesa e se dedicou à actividade de escritor, produzindo obras de forte cunho psicológico, onde mesclou a criação com as experiências vividas. A mais notória delas é “Darkness at Noon” (“O zero e o infinito”), uma crítica contundente ao estalinismo, que lhe valeu a animosidade de escritores como Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Albert Camus.
Depois da guerra, Koestler, que tinha conquistado uma grande notoriedade internacional, ficou fascinado pela criação do Estado de Israel, que viria a descrever de modo magistral no livro “A Análise de um Milagre”.
Em Novembro de 1960, participou nas experiências de Timothy Leary com LSD, em Harvard. Afligido pelos efeitos da droga, refugiou-se na casa de Timothy, onde permaneceu até voltar à normalidade. Todavia, isso não o impediu de tornar a usar LSD, com Ann Arbor, na Universidade do Michigan, descrevendo essa segunda experiência como «uma viagem ao mundo de fantasia de Walt Disney».
Koestler foi casado com Dorothy Asher (1935/50), Mamaine Paget (1950/52) e Cynthia Jefferies (1965/83). Em 1972, foi feito Oficial da Ordem do Império Britânico.
Na tarde de 1 de Março de 1983, em sua casa, Arthur Koestler e a esposa Cynthia ingeriram várias colheradas de mel misturadas com quantidades mortíferas de barbitúricos. Aos 77 anos, ele estava terrivelmente afectado pela doença de Parkinson e por uma leucemia. Na sua carta de despedida, deixou escrito: «Depois de haver sofrido uma deterioração física mais ou menos constante durante os últimos anos, o processo chegou agora a um estado agudo, com complicações adicionais que recomendam buscar a auto-libertação, antes que me encontre incapaz de tomar as medidas necessárias». Cynthia limitou-se a escrever: «Sem dúvida, não poderia viver sem Arthur».

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

CHICO BUARQUE & MILTON NASCIMENTO - "Cálice"


4 DE SETEMBRO - IRENE DUNNE

EFEMÉRIDEIrene Maria Dunne, actriz norte-americana, morreu em Los Angeles no dia 4 de Setembro de 1990. Nascera em Louisville, em 20 de Dezembro de 1898.
Tendo por origem uma família de formação católica, estudou num convento e depois num colégio católico. Diplomou-se na Madison High School. Em 1918, já era professora mas começou a ter, simultaneamente, aulas de Canto e de Arte Dramática, por influência da mãe que era pianista de concerto e professora de música.
Frequentou o Chicago Musical College e chegou a actuar como soprano. Abandonou depois a ideia de seguir a carreira de cantora por preferir a representação. Em 1920, estreou-se num teatro de Chicago. Em 1922, representou em Nova Iorque na peça “The Climbing Vine”. Em 1924, estreou-se na Broadway com “Lollipop” e, em 1928, fez parte dos shows “Lucky Girl” e “She’s My Baby”. Atingiu a fama durante uma tournée pelos Estados Unidos, com a peça “Show Boat”.
Em Hollywood, o seu primeiro filme foi “Leathernecking”, uma comédia musical baseada numa peça de Richard Rogers e Lorenz Hart. Seguiu-se “Bachelor Apartment” em 1931.
Foi nomeada cinco vezes para os Oscars e os seus maiores sucessos no cinema foram: “Cimarron” em 1931, que recebeu o Oscar de Melhor Filme; “Esquina do Prazer” em 1932; Roberta” em 1934; “Sublime Obsessão” em 1935; “Magnólia” em 1936; “Duas Vidas” em 1939; “Minha Esposa Favorita” em 1940 e “Ana e o Rei do Sião” em 1946.
À excepção de um primeiro contrato assinado com a produtora RKO, trabalhou depois de forma independente com a mesma empresa, mas também com a Universal, a Columbia Pictures e a Metro-Goldwyn-Mayer.
Encerrou a sua carreira no cinema em 1952, com “Folhas da Ilusão”, passando a dedicar-se a causas sociais. Em 1957, foi designada Delegada Alternativa na 20ª sessão da Assembleia-geral das Nações Unidas.
Casou-se em 1928 com o dentista Francis Griffin, adoptando uma filha (1938) e vivendo com ele até à sua morte (1965). Irene faleceu aos 91 anos de idade, de causas naturais.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

3 DE SETEMBRO - FERREIRA SIMÕES

EFEMÉRIDE – João Manuel Ferreira Simões, jornalista português, nasceu na vila de Ota, Alenquer, em 3 de Setembro de 1932. Morreu no dia 24 de Outubro de 2014. Foi fundador e dirigente do Sindicato dos Jornalistas em Moçambique. Trabalhou em jornais influentes e de grande expansão, como o “Diário de Notícias” e o “Diário Popular”.
Perdeu os pais ainda não tinha 10 anos. Durante a Segunda Guerra Mundial, na qual Portugal manteve uma posição neutra, a vida entre as classes média e baixa era extremamente difícil, pelo que ninguém na família o pôde sustentar. Foi assim que veio para Lisboa, onde foi inscrito na secção de Pina Manique da Casa Pia de Lisboa, uma instituição de apoio a crianças em risco.
Quando adolescente, Ferreira Simões integrou um pequeno grupo da mesma faixa etária, que teve diversas intervenções nas temporadas de ópera italiana, em espectáculos realizados no Coliseu dos Recreios e no Teatro Nacional de S. Carlos. Foi nessa altura que conheceu pessoalmente cantores famosos como Tito Schippa, Benjamino Gigli, Gino Bechi, Iolanda Gardino, Renata Tebaldi, e os portugueses Tomás Alcaide e Guilhermo Kjolner. Curiosamente, foi depois de um ensaio nocturno da ópera “Cecília”, no Teatro Nacional de S. Carlos, que se viu envolvido num acidente de viação que viria a determinar a sua ida para Moçambique (o que aconteceu em 1951), a convite do proprietário e director do “Notícias” de Lourenço Marques (actual Maputo), capitão Manuel Simões Vaz, que mais tarde mandou retirá-lo da secção de publicidade, onde fora colocado, para o integrar no quadro redactorial do referido diário.
Em Moçambique, foi depois chefe de redacção do jornal “Notícias da Beira” e da revista “Tempo” e representante da agência noticiosa Lusitânia, uma concorrente da Anop (mais tarde extinta para criar a Lusa). Embora não fosse adepto do regime que dirigiu os destinos de Portugal durante mais de 40 anos, nunca foi incomodado pela PIDE (polícia política), porque também nunca se envolveu em actividades que a isso pudessem conduzir.
A única perseguição digna de registo de foi alvo partiu não da polícia política mas sim do último governador-geral de Moçambique, engenheiro Pimentel dos Santos. Ferreira Simões, que era dirigente sindical, fora indigitado, numa reunião dos vários sindicatos, para membro do Conselho Legislativo, órgão de que era presidente, por inerência, o governador-geral, e que tinha a seu cargo a discussão e aprovação (ou rejeição) dos vários diplomas legislativos, que eram publicados no jornal oficial e constituíam as leis que vigoravam naquela antiga colónia portuguesa. A lista dos eleitos pelos vários sectores com intervenção no processo era apreciada depois pelo representante do partido único (a Acção Nacional Popular) e pelo governador-geral. Este, com quem Ferreira Simões tivera um ligeiro conflito, na sequência de notícias por ele enviadas e publicadas em Lisboa, mandou que se alterasse a acta da reunião dos sindicatos em que fora eleito e colocassem no seu lugar um africano da região do Monapo, de seu nome Assael Jonassane Mazula, que já vinha a fazer parte de anteriores conselhos legislativos.
Isto passou-se em 1973. No ano seguinte, a Revolução dos Cravos, que terminou com o regime ditatorial, pôs também fim à curta vida do último Conselho Legislativo de Moçambique e às funções do governador-geral, que regressou imediatamente à Metrópole, como Portugal era designado nos territórios ultramarinos.
Depois do 25 de Abril de 1974, Ferreira Simões viu-se forçado a abandonar Moçambique devido a perseguições políticas e também por acreditar que o país deveria ter direito a eleições gerais livres e democráticas, ao invés do destino político ser a entrega ao partido Frelimo. Foi para Joanesburgo, onde residiu quase dois anos até regressar a Portugal na Primavera de 1976. Nessa altura, Portugal enfrentava uma grave crise económica, social e política, caracterizada por uma quase bancarrota, lutas sociais e confrontos entre a esquerda e a direita. Mais de meio milhão de portugueses que tinham vivido nas colónias, principalmente em Angola e Moçambique, tinham entretanto regressado.
Em Lisboa, Ferreira Simões recomeçou como copy desk e editor no “Diário de Notícias” e, mais tarde, trabalhou como editor e grande repórter no “Diário Popular”, dois dos maiores diários de Lisboa. Morreu aos 82 anos. 

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