segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDEBartolomé Esteban Perez Murillo, pintor barroco espanhol, terá nascido em Sevilha no dia 31 de Dezembro de 1617. Morreu em Cádis, em 3 de Abril de 1682. Murillo é, talvez, o pintor que melhor define o barroco espanhol. O dia exacto do seu nascimento não pode ser confirmado, mas foi baptizado em 1 de Janeiro de 1618.
Integrava uma família muito numerosa, sendo Bartolomé o 14º filho. Mesmo assim, a situação económica da família era bastante boa. O seu progenitor morreu, porém, em 1627 e a mãe poucos meses mais tarde. Assim, Murillo ficou órfão com menos de 10 anos de idade e ao cuidado de uma irmã, que já estava casada.
Em 1633, iniciou a sua aprendizagem artística com um tutor que, embora não sendo um artista muito afamado, fazia trabalhos que eram respeitados nos meios artísticos sevilhanos. Os primeiros quadros de Murillo foram muito influenciados pelo estilo do seu mestre.
Em 1645, já a trabalhar autonomamente, recebeu a sua primeira grande encomenda - onze quadros para um claustro do Convento de São Francisco, em Sevilha. Nestas obras, demonstrou uma notável influência de Van Dyck, Ticiano e Peter Paul Rubens. Foi também neste ano que Murillo casou com uma jovem sevilhana de 22 anos, Beatriz Cabrera y Villalobos. Durante os dezoito anos que durou o matrimónio, tiveram também uma ampla descendência, num total de nove filhos.
O êxito alcançado com as pinturas no Convento de São Francisco trouxe o aumento do número de encomendas. A peste que assolou Sevilha em 1649 vitimou muita gente, incluindo quatro dos seus filhos, mas as encomendas continuaram em bom ritmo.
Em 1658, esteve em Madrid, onde tomou contacto com a pintura flamenga e veneziana e, além disso, conheceu Velázquez, Francisco de Zurbarán e Alonso Cano, entre outros artistas madrilenos. No final do ano, voltou para a sua cidade natal. As encomendas continuaram e o reconhecimento pelas suas obras aumentou, o que contribuiu para que Murillo pudesse desfrutar de uma vida desafogada.
1660 foi um ano de grande importância para o pintor, tendo fundado a Academia de Desenho de Sevilha, em parceria com Francisco de Herrera el Mozo. Três anos mais tarde, a sua mulher Beatriz faleceu devido ao último parto.
Em 1665, teve início o seu período mais produtivo. Neste ano, a fama alcançada por Murillo estendia-se já por todo o país, chegando à corte madrilena, onde o próprio rei Carlos II convidou Murillo para se fixar em Madrid.
Em 1681, recebeu a sua última encomenda - vários retábulos da igreja do Convento de Santa Catalina de Cádis. Quando trabalhava nestas obras, sofreu uma grave queda, que resultou na sua morte alguns meses mais tarde. Em sua honra, os populares fizeram um enorme funeral. Para se ter uma ideia da fama de que gozava, diga-se que o seu caixão foi carregado por dois marqueses e quatro outros nobres.
Se bem que o essencial das suas obras seja de carácter religioso, Murillo também ficou famoso pelos seus retratos de mulheres e, sobretudo, de crianças pobres. Muitos dos seus quadros fazem parte, actualmente, das colecções expostas em vários museus, sobretudo no Prado e no Louvre.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Julio Iglesias - 4 Duos 1 Nana Mouskouri 2 Charles Aznavour 3 Amalia Rod...

4 duos com Julio Iglesias
EFEMÉRIDEGordon Banks, antigo futebolista inglês, considerado – juntamente com Lev Yachine e Dino Zoff – um dos melhores guarda-redes do mundo de todos os tempos, nasceu em Sheffield no dia 30 de Dezembro de 1937.
Começou a jogar na equipa de futebol de uma empresa de exportação de carvão, perto da sua terra natal. Em 1955, foi recrutado pelo centro de formação do Chesterfield, depois de ter tentado a profissão de pedreiro. Fez a sua estreia na equipa principal em 1958. No ano seguinte, aceitou transferir-se para o Leicester City por 7 000 libras. Ganhou neste clube o seu primeiro título, a Taça da Liga Inglesa de 1964. Alf Ramsey, o seleccionador inglês, convocou-o em 1963 para a equipa nacional e ele rapidamente conquistou o lugar de titular na baliza do Reino Unido, contribuindo largamente para o sucesso da Inglaterra nos Mundiais de 1966, em que se sagrou Campeã Mundial.
Curiosamente, o seu sucesso na selecção não foi suficiente para lhe garantir um lugar de titular no seu clube, devido à concorrência de Peter Shilton, um jogador de 17 anos, que acabara de chegar ao Leicester. Pediu então a sua transferência para o Stoke City em 1967, tendo jogado uma época na Liga Profissional Americana, em representação dos Cleveland Stokers, que eram uma filial do clube inglês. Ganhou depois a Taça da Liga Inglesa em 1972.
Em 1970, disputara os seus segundos Mundiais. Nos jogos de qualificação, defendeu uma cabeçada de Pelé, que levava o selo de golo. Esta defesa ficou a constituir o melhor momento da sua carreira. Pelé chegou a saltar e a gritar «golo!!». Posteriormente, o jogador brasileiro diria: «marquei um golo, mas Banks parou-o…». Esta defesa passou a ser considerada uma referência antológica e é frequentemente citada como a defesa do século. Foi internacional 73 vezes entre 1963 e 1972.
Em 1972, num acidente automobilístico, perdeu parte da visão do olho direito, o que praticamente fez encerrar de forma brutal a sua carreira. Mesmo assim, em 1977, ainda jogou pelo Fort Lauderdale Strikers dos Estados Unidos, sendo considerado o melhor guarda-redes desse ano na liga norte-americana.

sábado, 29 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDE Jon Voight, de seu verdadeiro nome Jonathan Vincent Voight, actor norte-americano de origem alemã e checoslovaca, vencedor do Oscar de Melhor Actor em 1978, nasceu em Yonkers no dia 29 de Dezembro de 1938.
Estudou num colégio católico em White Plains, onde teve o primeiro contacto com o teatro, demonstrando desde cedo o seu talento para interpretar personagens excêntricos. Ingressou depois na Universidade Católica da América, em Washington, onde estudou Decoração Cénica.
Depois de se consagrar como um excelente actor na universidade, voltou para Nova Iorque a fim de iniciar a sua tão sonhada carreira artística. Nos anos 1960, entrou em várias séries de televisão e, em 1965, actuou com sucesso na Broadway.
Em 1969, actuou ao lado de Dustin Hoffman na longa-metragem “Midnight Cowboy”, que lhe rendeu um Globo de Ouro de Melhor Actor, iniciando assim da melhor maneira a sua carreira em Hollywood. Hoffman e Voight foram nomeados para o Oscar de Melhor Actor, mas perderam para John Wayne. Em 1970, protagonizou “Catch-22 e, dois anos depois, entrou em “Deliverance”, filme que teve 2 milhões de dólares de orçamento, o que era imenso para a época.
Em Dezembro de 1971, casou-se com a actriz e modelo Marcheline Bertrand. Tiveram dois filhos, que também viriam a seguir a carreira cinematográfica: James Haven e Angelina Jolie.
Ficou algum tempo em Hollywood sem entrar em nenhum filme, mas voltou em força em 1978, ao lado de Jane Fonda em “Coming Home”, tendo uma actuação espectacular que lhe rendeu o Oscar de Melhor Actor e o Prémio de Melhor Actor no Festival de Cannes. Jane Fonda foi igualmente premiada com o Oscar de Melhor Actriz. Em 1982, contracenou com a filha em “Lookin' to Get Out”. No ano seguinte, fez “Table for Five”.
Em 1985, o filme “Runaway Train”, valeu-lhe uma nova nomeação para o Oscar de Melhor Actor e a conquista de um Globo de Ouro na mesma categoria. Passou então a ser disputado por grandes realizadores, como Francis F. Coppola e Oliver Stone. Fez até hoje mais de sessenta filmes, o último dos quais em 2011 (“Beyond”).
Na sua juventude, Jon Voight tinha ideias de esquerda e apoiou John Kennedy nas eleições presidenciais de 1960. Durante a presidência de Nixon, bateu-se contra a guerra no Vietname, o que o levou a apoiar George McGovern nas eleições de 1972. Em 2004, deu o seu apoio a Bush. «Para riscar o terrorismo do mapa, devemos fazer a guerra contra o terror», declarou então. Em 2008, nas primárias republicanas, apoiou o antigo presidente da câmara de Nova Iorque, Rudy Giuliani, afirmando que «ele tinha feito de Nova Iorque uma cidade mais segura, mais limpa e mais suportável». A sua deriva para a direita não o tem impedido, no entanto, de ser um grande amigo de Hillary Clinton. 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDE Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, presidente do Futebol Clube do Porto desde 1982, nasceu no Porto, Cedofeita, em 28 de Dezembro de 1937. Fez a instrução primária no Colégio Almeida Garrett, tendo tido simultaneamente aulas particulares de Inglês e Francês. Aos 10 anos, foi estudar para o Instituto Nun'Álvares, um colégio jesuíta em Santo Tirso. De regresso ao Porto, conseguiu o seu primeiro emprego aos 19 anos, no Banco Português do Atlântico. Mais ou menos por essa época, iniciou a sua ligação ao FC Porto como dirigente, mantendo contudo o seu emprego no banco e trabalhando posteriormente como vendedor de tintas e resinas, até passar a dedicar-se inteiramente ao dirigismo desportivo. Publicou em 2005 a sua autobiografia, “Largos Dias Têm Cem Anos”, com prefácio de Lennart Johansson, presidente da UEFA entre 1990 e 2007.
Por influência de um tio, entusiasta do futebol, que fora presidente do Famalicão, Pinto da Costa começou a interessar-se pela modalidade aos oito anos de idade. Quando não assistia aos jogos, ouvia os relatos pela rádio. Aos 16 anos, a avó materna inscreveu-o como sócio do FC Porto. Quatro anos depois, foi convidado pelo responsável da secção de hóquei em patins para ocupar o lugar de vogal, o que aceitou. Em 1962, passou a responsável principal, cargo que viria a acumular com o de dirigente do hóquei em campo. Em 1967, acumulou ainda com a secção de boxe.
Em 1969, Afonso Pinto de Magalhães convidou-o para integrar a sua lista para as eleições desse ano, como director das modalidades amadoras. Assim, Pinto da Costa assumiu pela primeira vez um cargo eleito, entre 1969 e 1971.
Em 1976, em conversa com um grupo de amigos e apesar de não se encontrar a desempenhar quaisquer funções no FC Porto, foi espicaçado pelo facto do seu clube ter deixado que o futebolista Albertino, praticamente contratado, “fugisse” para o Boavista. Em resposta, Pinto da Costa disse apenas que «largos dias têm cem anos», tendo decidido desde logo (soube-se mais tarde, quando da publicação da sua autobiografia) regressar ao dirigismo desportivo. Conversou com o então presidente Américo de Sá e comprometeu-se a fazer parte da sua equipa nas eleições seguintes, como director do departamento de futebol.
Ainda antes das eleições, acertou com José Maria Pedroto, treinador do Boavista, o seu regresso ao FC Porto, onde já tinha sido jogador e treinador. Em Maio desse mesmo ano, Pinto da Costa voltou assim a ser dirigente do FC Porto. Com Américo de Sá como presidente, Pinto da Costa como director do futebol e Pedroto como treinador, o FC Porto conseguiu quebrar, em 1977/78, um jejum de 19 anos sem vencer um campeonato nacional. Apesar disso, o final da década de 1970 foi um período conturbado para o FC Porto e Pinto da Costa e Pedroto acabaram por deixar o clube em 1980.
Em Dezembro de 1981, as coisas continuavam a correr mal para o FC Porto e foi então que um grupo de sócios se uniu com o objectivo de convencer Pinto da Costa a candidatar-se à presidência do clube. O “sim” demorou a surgir mas, perante a insistência dos sócios, Pinto da Costa acabou por aceitar, convidando Pedroto para voltar a treinar a equipa principal. Venceu as eleições em Abril de 1982, tornando-se o 33º presidente do FC Porto. Em 1984, o FC Porto chegou à sua primeira final europeia de futebol, na Taça das Taças, contra a Juventus, da qual saiu derrotado. Em 1987, venceu a Taça dos Clubes Campeões Europeus, a Taça Intercontinental e a Super Taça Europeia relativa à mesma época. A década de 1990 foi gloriosa para o futebol portista, graças à conquista de oito campeonatos, cinco deles consecutivamente, feito inédito no futebol português. Já no século XXI, o clube azul e branco aumentou o seu palmarés internacional, vencendo a Taça UEFA em 2003, a Liga dos Campeões em 2004 e a Taça Intercontinental do mesmo ano. Em 2009, Pinto da Costa conquistou o segundo tetracampeonato da sua presidência e da história do clube.
Em 2011, de regresso depois da sua condenação num tribunal desportivo, viu o FC Porto reforçar o seu estatuto de grande clube da Europa, ao conquistar a Liga Europa da UEFA de 2010/11.
Em 2004, tinha sido aberta a operação “Apito Dourado”, no âmbito da qual foram investigados possíveis crimes de falsificação de documentos, corrupção e tráfico de influências no futebol português. Entre as dezenas de arguidos figurava o nome de Pinto da Costa. Em 2006, a sua ex-companheira Carolina Salgado lançou um livro intitulado “Eu, Carolina”, no qual acusava Pinto da Costa de vários crimes, sobretudo de corrupção de árbitros. O livro foi a base da reabertura de processos já arquivados no âmbito da operação “Apito Dourado”, que foram também analisados pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional. A decisão da Liga foi retirar 6 pontos ao FC Porto no campeonato da época 2007/08 e suspender Jorge Nuno Pinto da Costa do seu cargo de presidente da direcção por dois anos. A decisão disciplinar e desportiva não teve idêntico desfecho no foro criminal, onde Pinto da Costa não chegou a ser pronunciado. A existência de um recurso da sanção desportiva, apresentado pelo FC Porto, impediu também que o Tribunal Arbitral Europeu do Desporto viesse a sancionar o clube no âmbito internacional.
No dia 21 de Janeiro de 2010, o jornal “Correio da Manhã” divulgou a existência de algumas gravações das escutas efectuadas no âmbito do processo “Apito Dourado” e disponíveis no YouTube. Estas escutas vieram dar razão à justiça desportiva, mas não foram aceites pela justiça civil.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDEOssip Emilievitch Mandelstam, poeta e ensaísta russo, morreu em Vladivostok no dia 27 de Dezembro de 1938. Nascera em Varsóvia, em 15 de Janeiro de 1891.  
Tinha por origem uma família judaica, mas pouco praticante. O pai era comerciante e a mãe professora de piano. Estudou em São Petersburgo, na prestigiosa escola Tenichev, de 1900 a 1907. Nos dois anos seguintes, esteve na Sorbonne, em Paris, e descobriu a poesia de Verlaine. Não podendo ingressar na Universidade de São Petersburgo, em virtude de haver quotas que limitavam as inscrições de alunos judeus, partiu em Setembro de 1909 para a Alemanha, onde estudou Literatura Francesa Antiga e História da Arte, na Universidade de Heidelberg (1909/1910). De 1911 a 1917, estudou Filosofia na Universidade de São Petersburgo, onde se pôde finalmente inscrever, após ser baptizado segundo o rito “metodista episcopal”. Mandelstam tornou-se membro da Associação de Poetas em 1911, depois de ter publicado os seus primeiros poemas na revista “Apollon” em 1910.
Nos anos 1920, ganhou a vida escrevendo livros para crianças e traduzindo obras de Upton Sinclair e Jules Romains, entre outros.
Considerava-se como um outsider e costumava estabelecer um paralelo entre a sua sorte e a de Pouchkine. A preservação da cultura tradicional passou a ser para ele uma missão fundamental e as autoridades soviéticas começaram a pôr em dúvida a sua lealdade para com o regime bolchevique. Anos depois, enquanto era cada vez mais suspeito de actividades contra-revolucionárias, partiu para a Arménia e voltou à poesia, depois de uma paragem de cinco anos (1920/1925). Prosseguiu a sua obra, de modo dolorosamente solitário e corajosamente inovador, num clima muito hostil e cada vez mais perigoso. No Outono de 1933, escreveu um breve poema (epigrama) contra Estaline, “O Montanhês do Kremlin”. Foi preso pela primeira vez em 1934 e posteriormente condenado ao exílio em Tcherdyne. Depois de uma tentativa de suicídio, foi exilado em Voronej até 1937. Em Maio de 1938, voltou a ser detido e condenado a cinco anos de trabalhos forçados. Depois de sofrer as piores humilhações, morreu de fome e de frio, perto de Vladivostok, durante uma viagem que o conduziria para um “campo de trânsito” às portas de Kolyma. Foi sepultado numa vala comum.
Só nos anos 1970, trinta e dois anos após o seu desaparecimento, o nome de Ossip Mandelstam foi verdadeiramente conhecido. Todas as suas obras foram então publicadas na União Soviética e no Ocidente. A viúva, Nadejda Mandelstam, publicou também as próprias memórias, “Esperança contra esperança” em 1970 e “Fim da esperança” em 1974, descrevendo a sua vida e a era estalinista. 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDEHoward Winchester Hawks, cenarista, realizador e produtor de cinema norte-americano, morreu em Palm Springs no dia 26 de Dezembro de 1977, vítima das sequelas de uma queda na sua própria casa. Nascera em Goshen, Indiana, em 30 de Maio de 1896.
Hawks alistou-se na aviação durante a Primeira Guerra Mundial. Antes de se estrear como realizador, foi motorista de camião, piloto de corridas de automóveis, ascensorista, montador de películas e guionista.
Foi viver para Hollywood em 1924, dirigindo o seu primeiro filme no ano seguinte (“The Road to Glory”). Depois de oito filmes mudos, passou facilmente para o cinema falado.
Ficou conhecido pela sua versatilidade como realizador, tendo feito comédias, dramas, películas de acção, musicais, westerns e filmes épicos, sempre com o mesmo nível de qualidade e de talento. Realizou 42 filmes, foi nomeado para os Oscars em 1941 e recebeu um Oscar Honorário concedido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em 1975.
Considerado um dos maiores vultos do cinema mundial, é um dos realizadores mais apreciados pelos cinéfilos, que não esquecem muitos dos seus filmes, como “Scarface”, “Os homens preferem as loiras” com Marilyn Monroe e “Rio Bravo” com John Wayne. Pela sua contribuição para a indústria cinematográfica, Howard Hawks tem uma estrela no Passeio da Fama em Hollywood.
Foi um dos cinco cineastas, juntamente com D.W. Griffith, Charles Chaplin, Satyajit Ray e Vincente Minnelli, a ser homenageado por Jean-Luc Godard no filme “O Desprezo”.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDELouis-Joseph Chevrolet, piloto de corridas de automóveis, mecânico e empreendedor suíço-americano, fundador da Chevrolet Motor Car Company, que foi mais tarde adquirida pela General Motors, nasceu em La Chaux-de-Fonds, na Suíça, em 25 de Dezembro de 1878. Morreu em Detroit, nos Estados Unidos, em 6 de Junho de 1941.
Em 1887, a família Chevrolet saiu da Suíça para viver em Beaune, no departamento francês de Côte-d'Or. Foi ali que o jovem Louis se começou a interessar pela mecânica. Trabalhou numa loja de peças de automóvel entre 1895 e 1899, praticando simultaneamente ciclismo. Viveu depois em Paris durante algum tempo, até emigrar para Montreal, no Canadá. Em 1900, mudou-se para Nova Iorque, onde foi empregado da Fiat.
Já a trabalhar para a Buick, aprendeu a projectar e a construir automóveis. Projectou o seu primeiro motor em 1909. Em 1911, em sociedade com William Crapo Durant, fundou a Chevrolet Motor Car Company e fixou-se em Detroit. Em 1913, depois de desentendimentos com Durant, vendeu a sua quota na companhia ao sócio. No ano seguinte, a empresa passou para a General Motors, também administrada por Durant.
Apesar da sua genialidade mecânica, Louis Chevrolet não teve muita educação formal e também nunca foi um verdadeiro homem de negócios. Passou a dedicar-se exclusivamente aos carros de corrida, nas suas várias vertentes. Em parceria com Howard E. Blood, construiu o Cornelian, carro com o qual chegou em 20º nas 500 milhas de Indianápolis em 1915. No ano seguinte, ele e o irmão Gaston criaram a Frontenac Motor Corporation, para projectar e produzir a sua própria linha de carros de corrida. O melhor resultado de Louis em Indianápolis foi um sétimo lugar em 1919, numa corrida que liderou durante muito tempo mas em que acabou por ter sérios problemas técnicos. Em 1920, Gaston venceu as 500 milhas de Indianápolis, ao volante de um Frontenac construído por Louis.
Nos anos 1920, com o outro seu irmão Arthur, criou uma empresa para o fabrico de motores de avião. Porém, uma disputa entre ambos, agravada pela crise financeira de 1929, acabou por o arruinar.
Regressou à Chevrolet Company, em Detroit, então como simples mecânico. Enfraquecido por vários ataques cerebrais, faleceu em 1941. Em sua homenagem, um busto seu foi colocado na entrada do museu do Indianapolis Motor Speedway. Em 1969, foi incluído no Automotive Hall of Fame.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDE – Ana Mafalda da Veiga Marques dos Santos, cantora e compositora portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 24 de Dezembro de 1965. Além da sua carreira como cantora e compositora, publicou em 2005 um livro infantil, “O Carocho Pirilampo Que Tinha Medo de Voar”.
De origem alentejana, a família mudou-se para Espanha quando ela tinha apenas oito anos. Ali permaneceram até 1980. Após esta estadia de sete anos em terras espanholas, o pai ofereceu-lhe uma guitarra. Um tio, que era guitarrista de fado, fez a sua iniciação musical. Mais tarde, Mafalda afirmaria que tinha encontrado naquele instrumento «um solo fértil para as suas palavras», uma forma de canalizar a energia criativa da adolescência.
Mafalda Veiga estreou-se como autora em 1983, precisamente com o tema “Velho”, com o qual em 1984 ganharia o Festival da Canção de Silves. No mesmo ano, ingressou no curso de Línguas e Literaturas Modernas da Faculdade de Letras de Lisboa. Começou simultaneamente a gravar as suas primeiras maquetas, mas o curso universitário tinha prioridade e a sua carreira musical ficou adiada por alguns anos.
Em 1987, deu início à sua carreira discográfica com o álbum “Pássaros do Sul”, produzido por Manuel Faria (membro do grupo Trovante). O álbum trouxe-lhe imediato reconhecimento nacional. O sucesso foi tanto que o disco chegou rapidamente às dez mil cópias vendidas. Com o êxito, recebeu vários prémios, como o Troféu Nova Gente para Melhor Cantor e a oportunidade de representar Portugal no Festival Internacional da Eurovisão na Jugoslávia. Este sucesso deveu-se quase exclusivamente à faixa “Planície”, levando inclusivamente a que outras canções como “Restolho”, “Sol de Março”, “Velho” ou “Nós”, que já mostravam o perfil da artista, não fossem tão valorizadas como mereciam. O êxito conduziu à rápida gravação do segundo álbum de estúdio, “Cantar”, que recebeu o Prémio Antena 1 para O Melhor Disco.
Mafalda Veiga decidiu então fazer uma pausa na carreira discográfica e, nos quatro anos seguintes, dedicou-se a levar aos palcos portugueses as canções dos dois discos publicados. Viajou muito pelo país, dando concertos, mas destacou-se deste período a participação especial naqueles que seriam os derradeiros concertos da banda Trovante, em Sagres e nos Coliseus de Lisboa e do Porto.
Em 1992, regressou aos estúdios para gravar “Nada se Repete”, contando com a participação especial de Luís Represas que, para além da autoria de uma letra, gravou em dueto o tema “Fragilidade”. Mafalda Veiga apresentou este disco em dois espectáculos no Teatro São Luiz, em Lisboa.
Em 1993 e 1994, além de algumas tournées em Portugal, esteve também por duas vezes em Cabo Verde e em Macau. Em 1996, surgiu o álbum “A Cor da Fogueira”, com uma nova musicalidade e do qual o maior sucesso foi a canção “O Lume”.
Em 1999, foi editado “Tatuagem”, marcando a sua entrada na editora Valentim de Carvalho. A produção ficou a cargo de Manuel Paulo Felgueiras, membro do grupo Ala dos Namorados. Deste álbum, destacam-se os temas “Tatuagens”, em dueto com Jorge Palma, “Cada Lugar Teu”, “Um Pouco de Céu”, “Uma Noite Para Comemorar” e ainda os temas “No Rasto do Sol” e “Gente Perdida”, que viriam a fazer parte de bandas sonoras de telenovelas da Rede Globo, alguns anos depois. O álbum foi lançado em três concertos completamente esgotados, no Centro Cultural de Belém e no Rivoli do Porto. Daqui resultou um novo álbum, “Mafalda Veiga ao Vivo”, que ganhou um disco de platina.
Em 10 de Dezembro de 1999, nasceu-lhe o filho Tomás, fruto do seu casamento com o engenheiro António Cordovil.
O ano de 2000 terminou com a composição de quatro temas originais para a novela “Olhos de Água”, transmitida pela TVI.
Em 2002, o tema “No Rasto do Sol” foi escolhido para integrar a banda sonora de uma novela da Rede Globo, intitulada “Sabor da Paixão”. Em Janeiro de 2003, Mafalda foi convidada a deslocar-se ao Rio de Janeiro para participar em dois episódios da telenovela, interpretando ao vivo algumas das suas canções.
Em Março de 2003, foi editado o sétimo disco da carreira de Mafalda Veiga, “Na Alma e Na Pele”. Este trabalho contou com a produção do ex-baixista dos Silence 4, Rui Costa. Nova tournée pelo país, que culminou com dois concertos esgotados no Coliseu dos Recreios em Lisboa.
No âmbito das Festas da Cidade para o Euro 2004, Mafalda fez a primeira parte de um concerto de Suzanne Vega, tendo sido recebida muito calorosamente pelas mais de quinze mil pessoas presentes, que cantaram com ela a maior parte das canções.
Em Junho de 2004, a TV Globo voltou a integrar uma canção de Mafalda Veiga (“Gente perdida”, do disco “Tatuagem”) na banda sonora de uma nova telenovela, “Senhora do Destino”.
Em Outubro de 2005, recebeu o Prémio Carreira Prestígio da Rádio Central FM de Leiria. Em 2006, afastou-se um pouco dos palcos, dedicando-se essencialmente à composição e preparação dos seus próximos discos de originais. Em 2008, foi publicado pela editora Valentim de Carvalho o álbum “Chão”.

domingo, 23 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDEVicente del Bosque González, ex-futebolista e actual treinador da Selecção Espanhola, nasceu em Salamanca no dia 23 de Dezembro de 1950. Treinou a equipa espanhola que conquistou o Mundial de 2010, sendo este o primeiro Campeonato do Mundo de Futebol ganho pela Espanha.
Como jogador, em representação do Real Madrid onde se iniciou, conquistou as Taças de Espanha de 1973/74, 1974/75, 1979/80 e 1981/82 e os Campeonatos de Espanha de 1974/75, 1975/76, 1977/78, 1978/79 e 1979/80. Foi 18 vezes internacional espanhol.
Como treinador do Real Madrid, venceu a Liga dos Campeões da UEFA em 1999/2000 e 2001/02, o Campeonato Espanhol de 2000/01 e 2002/03, as Super Taças de Espanha em 2001 e 2003, a Super Taça da UEFA de 2002 e o Taça Intercontinental de 2002.
Após uma breve passagem pelo Beşiktaş da Turquia, ficou à frente da Selecção Espanhola desde Julho de 2008, conquistando o Mundial de 2010 na África do Sul e o Europeu de 2012 na Polónia e Ucrânia. Vicente del Bosque tornou-se assim o primeiro treinador da história do futebol a ganhar três dos títulos mais prestigiosos: o Mundial e o Europeu de selecções e a Liga dos Campeões Europeus de clubes.  

sábado, 22 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDECamané, de seu verdadeiro nome Carlos Manuel Moutinho Paiva dos Santos, fadista português, irmão mais velho dos também fadistas Hélder Moutinho e Pedro Moutinho, nasceu em Oeiras no dia 22 de Dezembro de 1967.
Em 1979, ganhou a “Grande Noite do Fado”, numa época em que não havia ainda competição em separado para os mais novos. Gravou então um álbum produzido por António Chainho.
Depois de uma interrupção de alguns anos, voltou a cantar, actuando em diversas casas de fado. Participou também em produções musicais de Filipe La Féria, como “Grande Noite”, “Maldita Cocaína” e “Cabaret”, onde se evidenciou.
Em 1995, gravou o disco “Uma Noite de Fados” com a colaboração de José Mário Branco. “Esta Coisa da Alma” foi o Disco do Ano de 2000. “Pelo Dia Dentro” foi lançado em 2001. Gravou depois, ao vivo, “Como sempre… Como dantes”.
A partir de 2004, esteve envolvido no projecto “Humanos”, ao lado de Manuela Azevedo e David Fonseca, bem como dos músicos Nuno Rafael, João Cardoso e Hélder Gonçalves, do qual resultaram dois álbuns (“Humanos” e “Humanos ao Vivo”) e um DVD com os concertos realizados nos Coliseus de Lisboa e do Porto, em Junho de 2005, onde Camané revelou uma grande versatilidade de interpretação.
Em 2006, foi editado o DVD “Ao vivo no São Luíz”. O álbum “Sempre de Mim”, publicado em 2008, marcou o regresso aos discos de estúdio. Em 2010, lançou o álbum “Do Amor e dos Dias”.
Em 2011, actuou na Brooklyn Academy of Music de Nova Iorque, num concerto elogiado pelo “New York Times”. Participou ainda nas músicas “Sopram Ventos Adversos” e “Circo de Feras” dos Xutos & Pontapés e em “Fotos do Fogo” de Sérgio Godinho.

FALCÃO FAZ GOL INCRÍVEL - JOGO AMIGOS DELE E M.TOBIAS X ESTRELAS DO FUTS...

Arte no Futsal

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDEO tristemente célebre “atentado de Lockerbie” foi um ataque terrorista que teve como alvo o voo nº 103 da Pan American de 21 de Dezembro de 1988. O Boeing 747-121 partira do Aeroporto de Heathrow em Londres, com destino a Nova Iorque, e explodiu por cima da cidade escocesa de Lockerbie, vitimando 270 pessoas (259 no avião e 11 em terra) de 21 nacionalidades diferentes. Deste total, 189 vítimas eram cidadãos dos Estados Unidos da América, não havendo qualquer português.
A explosão teria sido resultado de um dos vários atentados terroristas planeados pelo governo da Líbia. Em 2002, Mouammar Kadhafi propôs-se pagar uma indemnização de dez milhões de dólares a cada uma das famílias norte-americanas atingidas pelo atentado, sendo que 40% do dinheiro seria libertado quando as sanções da ONU fossem suspensas, 40% quando as sanções comerciais dos Estados Unidos fossem anuladas e 20% quando a Líbia fosse removida da lista do Departamento de Estado Americano de países patrocinadores de terrorismo. Um ano antes, o agente secreto líbio Al-Megrahi tinha sido condenado a prisão perpétua, acusado de ser o responsável pelo atentado.
O voo 103 fora o terceiro voo transatlântico da Pan Am naquele dia. O “Clipper Maid of the Seas” vinha do Aeroporto de Frankfurt e fez escala no Aeroporto de Heathrow antes de se dirigir para o Aeroporto Internacional John F. Kennedy. Cerca de meia hora depois de descolar de Londres, o avião explodiu e começou a desintegrar-se. Uma parte do aparelho, compreendendo um bocado da fuselagem, uma asa e dois reactores, despenhou-se sobre várias casas habitadas. A descoberta de vestígios de roupas no terceiro reactor afastou logo a hipótese de explosão acidental. O médico legista assinalou que nenhuma das vítimas tinha estilhaços no corpo o que indicava também que a bomba tinha sido bem dissimulada. Diversas análises permitiram encontrar vestígios de produtos que tinham servido para a confecção do engenho explosivo.
O inquérito levou a que fosse investigado, em Helsínquia, um homem que tinha ameaçado fazer explodir o voo da Pan Am, concluindo-se depois que fora uma brincadeira de mau gosto. Um outro homem foi considerado suspeito porque tinha perdido o avião, tendo a sua bagagem seguido no mesmo, mas foi julgado inocente.  
Ao fim de três meses de investigações, 90% dos destroços do avião tinham sido recuperados. Concluiu-se que a descompressão tinha sido devida a uma explosão muito violenta e que o 747 se despenhara a 700 ou 800 km/h. Um contentor de bagagens parecia ter sido atingido directamente pela explosão. Um agente do FBI foi peremptório: a bomba estava numa mala carregada naquele contentor e era proveniente de Malta. Um fragmento de um dos vinte detonadores de marca suíça vendidos em tempos à Líbia foi encontrado no local da queda do avião. Imediatamente foi feita a ligação entre o atentado e o ataque americano a Tripoli em 1986 que tinha provocado a morte de Hana, filha de Kadhafi.
Depois de dez anos de boicote da ONU, Kadhafi entregou dois líbios suspeitos de terem enviado a aludida mala (Al Megrahi e Fhimah) para serem julgados por um tribunal escocês. O primeiro foi condenado a prisão perpétua. Atingido por um cancro na próstata em 2009, foi libertado por razões médicas e regressou a Tripoli, onde foi recebido como um herói. Faleceu entretanto. O outro, Fhimah, foi absolvido.
Em 2011, quando da revolução na Líbia, o antigo ministro da justiça líbio afirmou ter provas de que fora Kadhafi o mandante do atentado, dando instruções pessoalmente ao terrorista Al Megrahi. Pôs-se assim um ponto final a certas dúvidas que ainda subsistiam.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDEGonzalo Rojas Pizarro, poeta chileno, nasceu em Lebu no dia 20 de Dezembro de 1917. Morreu em Santiago, em 25 de Abril de 2011, no seguimento de um acidente vascular cerebral.
Durante a juventude, foi redactor da “Artárctica”, um magazine literário de Santiago. Foi professor nas Universidades de Santiago e de Valparaíso.
No princípio da sua vida literária, foi bastante encorajado por Vicente Huidobro, um poeta chileno vanguardista. Participou no grupo literário Mandrágora, onde publicou os seus primeiros poemas.  
Quando em 1948 foi editada a sua primeira recolha de poemas, “A Miséria do homem”, a crítica chilena e latino-americana reconheceu-o como um dos maiores poetas do seu tempo.
O conjunto da sua obra foi agrupado sob o título “Antologia de Aire” e publicado no México em 1991, pelo Fondo de Cultura Economica.
Recebeu vários prémios, de que se salientam: o Prémio Rainha Sofia (Espanha, (1992), o Prémio Octávio Paz (México, 1998) e o Prémio Cervantes, a mais alta distinção para uma obra literária em língua espanhola (2003). 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Edith Piaf ~ La Vie en Rose / La Vida en Rosa 1955 (Original)

Édith Piaf
EFEMÉRIDEAntonio Ordóñez Araujo, toureiro espanhol, morreu em Sevilha no dia 19 de Dezembro de 1998, vítima de doença cancerosa. Nascera em Ronda, Málaga, em 16 de Fevereiro de 1932. A casa em que nasceu foi saqueada e destruída durante a Guerra Civil Espanhola.
Apresentou-se pela primeira vez em público em 1948, tomando a alternativa três anos depois. Durante os anos 1950, a rivalidade com o seu cunhado Luis Miguel Dominguín, inspirou Ernest Hemingway a escrever a célebre reportagem “O Verão Perigoso”, publicada no magazine americano “Life” antes de ser editada em livro.
De estilo clássico, ortodoxo e estético, numa época em que começavam a aparecer os matadores “tremendistas”, ele é ainda hoje considerado como um dos maiores toureiros do século XX. Tinha como empresário o antigo e prestigioso toureiro Ángel Luis Bienvenida e contava entre os seus amigos mais próximos com o actor e realizador Orson Welles, cujas cinzas seriam espalhadas em 1987 na fincaEl Recreo” pertencente a Ordóñez.
Adquiriu em 1962 a sua primeira ganadaria, a que dedicava grande parte do seu tempo e paixão. Foi também proprietário da Praça de Touros de Ronda, uma das mais antigas de Espanha. Retirou-se das lides taurinas no fim de 1968, tendo feito duas breves reaparições em 1981. Organizou também os Festejos Goyescos de Ronda.
Em 1995, o governo francês distinguiu-o como Cavaleiro da Legião de Honra. Um ano mais tarde, recebeu a Medalha de Ouro de Mérito em Belas Artes do governo espanhol, que também lhe outorgou em 1999, a título póstumo, a Medalha de Ouro de Mérito no Trabalho

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDE – Aranzazu “Arantxa” Isabel María Sánchez Vicario, ex-tenista espanhola, nº 1 mundial na classificação WTA em 1995, nasceu em Barcelona no dia 18 de Dezembro de 1971. É membro do International Tennis Hall of Fame desde 2007. Durante a sua carreira, ganhou quatro torneios do Grande Chelem em singulares, seis em pares femininos e quatro em pares mistos. 
Arantxa Sánchez descobriu a modalidade aos quatro anos, quando acompanhava os treinos dos dois irmãos mais velhos e teve ocasião de bater as primeiras bolas contra uma parede.  
Em 1989, causou surpresa ao bater a alemã Steffi Graf, então rainha incontestada na classificação WTA e super favorita, quando da final do Roland Garros. Com dezassete anos e meio, tornou-se a mais jovem campeã deste torneio. Um ano antes, tinha já causado sensação ao eliminar a nº 3 mundial Chris Evert.  
Devido à sua táctica e dotada de um jogo de pernas fora de série, forjou rapidamente uma grande reputação no mundo do ténis. Beneficiando da ausência de Mónica Seles durante todo o ano de 1994, realizou a sua época mais brilhante, conquistando o segundo Roland Garros e o Open dos Estados Unidos, respectivamente frente a Mary Pierce e Steffi Graf, assim como outras seis competições. Em Fevereiro de 1995, mercê destes resultados excepcionais, tornou-se a nº 1 mundial em singulares (durante doze semanas) e depois em pares. Foi assim, a primeira jogadora, desde Martina Navrátilová em 1987, a ocupar simultaneamente o cimo da hierarquia nas duas disciplinas.
Em 1991, Arantxa Sánchez ajudou o seu país a ganhar a primeira Fed Cup da sua história, batendo os Estados Unidos na final. Ela foi membro das equipas espanholas vitoriosas em 1993, 1994, 1995 e 1998. Em Jogos Olímpicos, conquistou duas medalhas de prata e duas de bronze.
Apesar da concorrência de Monica Seles e de Steffi Graf, venceu 29 títulos em singulares e 69 em pares, o que faz dela uma das jogadoras mais vitoriosas desde o começo dos anos 1970.
Casou-se em 2002 com o jornalista desportivo Joan Vehils, de quem se divorciou dez meses mais tarde. No seguimento desta separação, anunciou o fim da sua carreira, jogando apenas em pares em 2004 e 2005. 
Em 2005, os jornalistas americanos do “Tennis Magazine” colocaram-na no 27º lugar na lista dos «40 maiores campeões de ténis dos quarenta últimos anos». Casou uma segunda vez em 2008, com Josep Santacana, de quem tem uma filha nascida no ano seguinte. É actualmente directora do Torneio Feminino de Barcelona, do qual detém ainda o recorde de vitórias. 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDED. Antão Vaz de Almada, o principal dos quarenta conjurados que, em 1640, deram início à restauração da independência face à ocupação espanhola, morreu em Lisboa no dia 17 de Dezembro de 1644. Nascera no ano 1573.
Em 1 de Dezembro de 1640, liderou o golpe de estado contra o governo castelhano. Tinham sido várias as reuniões secretas de apoio ao futuro D. João IV de Portugal, nomeadamente a última, quatro dias antes daquela data, que se realizaram no seu Palácio de S. Domingos, hoje conhecido precisamente por Palácio da Independência e servindo de sede à Sociedade Histórica da Independência de Portugal. Foi ali, junto ao Rossio, em Lisboa, que os conjurados se juntaram nessa madrugada, antes de seguirem para o Paço para derrubar o governo que estava entregue ao traidor Miguel de Vasconcelos e à duquesa de Mântua, sobrinha de Filipe III de Portugal (Filipe IV de Espanha).
O seu nome e o do seu filho varão constam no primeiro “Auto do Levantamento e Juramento d' El-Rei Dom João IV”, realizado no dia 15 de Dezembro de 1640, bem assim como no segundo, que confirmou o anterior – mas de forma mais solene – em 28 de Janeiro de 1641.
Foi designado mais tarde para desempenhar uma missão difícil no estrangeiro, como embaixador enviado a Inglaterra para convencer este país a reconhecer a soberania do reino português, o que conseguiu em 29 de Janeiro de 1642. Em Portugal, fez parte do Conselho de Estado e da Guerra. A casa principal da família Almada é, hoje em dia, o Paço de Lanheses, em Ponte de Lima.

domingo, 16 de dezembro de 2012

NATAL 2012

1
Vamos cantar no Natal
Hinos de amor e carinho,
Pedindo que Portugal
                Reencontre o seu caminho.          (a)

2
Vamos cantando o Natal
Por esse mundo além,
Relembrando afinal
Jesus, nascido em Belém.

3
Neste próximo Natal,
Eu pedirei ao Senhor
Que nos afaste do mal
E encha a terra de amor.


Gabriel de Sousa


(a) 2º Prémio no 17º Concurso Internacional de Quadras Natalícias – 2012 (Fuseta)
EFEMÉRIDEWilhelm Karl Grimm, contista, linguista e filósofo alemão, morreu em Berlim no dia 16 de Dezembro de 1859. Nascera em Hanau, em 24 de Fevereiro de 1786. É o mais novo dos dois famosos irmãos Grimm, conhecidos por compilarem alguns dos mais populares contos europeus, como “A Bela Adormecida”, “Branca de Neve”, “Chapeuzinho Vermelho”, “Cinderella”, “João e Maria”, “O Pequeno Polegar” e “Rapunzel”. Em 1809, devido a sérios problemas de saúde, efectuou tratamentos em Halle an der Saale, financiados pelo seu irmão Jacob. Johann Wolfgang von Goethe, com o qual se encontrou, aprovou «os seus esforços em prol de uma cultura vasta e esquecida».
Estudou Direito na Universidade de Marbourg, onde um dos professores lhe abriu a sua biblioteca privada, fazendo-o conhecer os autores românticos.
Wilhelm publicou em 1811 o seu primeiro livro, com várias traduções de antigas lendas dinamarquesas (“Altdänische Heldenlieder”). Em Dezembro de 1812, juntamente com o irmão, editou uma primeira recolha de “Contos da infância e do lar” (“Kinder- und Hausmärchen”). De 1813 a 1816, os irmãos Grimm colaboraram na revista “Altdeutsche Wälder”, consagrada à literatura alemã antiga, da qual só foram publicados três números.
Em 1814, Wilhelm tornou-se secretário da biblioteca do Museu de Cassel e instalou-se em Wilhemshöher Tor, num alojamento que partilhou depois com o irmão. Com 30 anos, Jacob e Wilhelm Grimm tinham já conquistado uma posição eminente nas letras, devido às suas numerosas publicações.
Depois de se casar em 1825, tornou-se membro da Academia de Ciências de Berlim e professor da Universidade de Humboldt. Foi residir definitivamente em Berlim, onde traduziu outros contos dinamarqueses. Durante este período berlinense, os dois irmãos consagraram-se principalmente a uma obra colossal: a redacção de um dicionário histórico da língua alemã, que apresentaria cada palavra com a sua origem, a sua evolução, os seus usos e o seu significado. 
Wilhelm Grimm faleceu aos 73 anos, estando sepultado junto do irmão, no cemitério de Matthäus, em Berlin-Schöneberg.

sábado, 15 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDE – Antoine Henri Becquerel, físico francês, nasceu em Paris no dia 15 de Dezembro de 1852. Morreu em Le Croisic, em 25 de Agosto de 1908.
Estudou no Liceu Louis-le-Grand, ingressando em 1872 na Escola Politécnica, onde obteve o diploma de “engenheiro de pontes e calçadas” (1877). Ensinou Física na Escola Politécnica e no Museu Nacional de História Natural. Cedo orientou a sua carreira para a pesquisa. Continuou os trabalhos do pai e do avô, descobrindo em 1895 a radioactividade dos sais de urânio. Esta importante descoberta valeu-lhe a atribuição do Prémio Nobel de Física em 1903, juntamente com o casal Pierre Curie e Marie Curie. Era membro eleito da Academia das Ciências Francesa.
O pai, Alexandre Becquerel, tinha estudado a luz e a fosforescência, inventando a fosforoscopia. O avô, Antoine César Becquerel, foi um dos fundadores da electroquímica.
Henri Becquerel descobriu acidentalmente uma nova propriedade da matéria que, posteriormente, seria denominada radioactividade. Ao colocar sais de urânio sobre uma placa fotográfica em local escuro, verificou que a placa enegrecia. Os sais de urânio emitiam uma radiação capaz de atravessar papéis negros e outras substâncias opacas à luz. Estes raios foram denominados, a princípio, de Raios B, em sua homenagem.
Realizou também pesquisas sobre fosforescência, espectroscopia e absorção da luz. Entre as suas obras escritas, destacam-se: “Investigação sobre a fosforescência” (1882/1897) e “Descoberta da radiação invisível emitida pelo urânio” (1896/1897). Em 1908, tornou-se membro estrangeiro da Royal Society, falecendo no mesmo ano.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDELeonardo Boff, de seu verdadeiro nome Genézio Darci Boff, teólogo, escritor e professor universitário brasileiro de origem italiana, expoente da Teologia da Libertação no Brasil, nasceu em Concórdia no dia 14 de Dezembro de 1938. Foi membro da Ordem dos Frades Menores, mais conhecidos por Franciscanos. É respeitado pela sua vida na defesa das causas sociais, debatendo também questões ambientais.
Ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1959 e foi ordenado sacerdote em 1964. Em 1970, doutorou-se em Filosofia e Teologia na Universidade de Munique. Ao voltar ao Brasil, ajudou a consolidar a Teologia da Libertação no país. Leccionou Teologia Sistemática e Ecuménica no Instituto Teológico Franciscano em Petrópolis, durante 22 anos. Foi editor das publicações “Concilium” (1970/1995), “Revista de Cultura Vozes” (1984/1992) e “Revista Eclesiástica Brasileira” (1970/1984).
Os seus questionamentos sobre a hierarquia da Igreja, expressos no livro “Igreja, Carisma e Poder”, valeram-lhe um processo na Congregação para a Doutrina da Fé, então sob a direcção de Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, que o convocou para o Vaticano. Em 1985, foi condenado a um ano de «silêncio obsequioso», perdendo a sua cátedra e as suas funções editoriais no interior da Igreja Católica. Em 1986, recuperou algumas funções, mas sempre sob severa vigilância. Em 1992, ante nova ameaça de punição, desligou-se da Ordem Franciscana e pediu dispensa do sacerdócio. Sem que esta dispensa lhe fosse concedida, uniu-se à educadora popular e militante dos direitos humanos Márcia Monteiro da Silva Miranda, divorciada e mãe de seis filhos. Boff afirma que nunca deixou a Igreja: «Continuei e continuo dentro da Igreja, fazendo teologia como antes.». Deixou, no entanto, de exercer a função de padre no interior dos templos.
A sua reflexão teológica abrange os campos da Ética, da Ecologia e da Espiritualidade, além de assessorar as Comunidades Eclesiais de Base e movimentos sociais como o MST. Trabalha também no campo do ecumenismo.
Em 1993, foi aprovado em concurso público como professor de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde é actualmente professor emérito.
Foi professor de Teologia e Espiritualidade em vários institutos do Brasil e do estrangeiro. Como professor visitante, leccionou nas seguintes instituições: Universidade de Lisboa (Portugal), Universidade de Salamanca (Espanha), Universidade Harvard (Estados Unidos), Universidade de Basileia (Suíça) e Universidade de Heidelberg (Alemanha). É doutor honoris causa em Política pela Universidade de Turim, na Itália, e em Teologia pela Universidade de Lund na Suécia e nas Faculdades da Escola Superior de Teologia em São Leopoldo (Rio Grande do Sul). Boff fala fluentemente alemão.
A sua produção literária e teológica é superior a 60 livros, entre eles o best-seller “A Águia e a Galinha”. A maioria das suas obras foi publicada fora do Brasil. Actualmente, viaja também pelo país, dando palestras sobre os temas abordados nos seus livros. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Humor negro...
EFEMÉRIDE Amy Lee, de seu verdadeiro nome Amy Lynn Hartzler, cantora, pianista, harpista e compositora norte-americana, nasceu em Riverside no dia 13 de Dezembro de 1981. Ficou mundialmente conhecida como vocalista da banda de rock Evanescence.
Considera-se influenciada por vários músicos, que vão desde os clássicos como Mozart aos modernos como Björk e os Depeche Mode. Participou também em vários projectos sem o Evanescence e colaborou com algumas bandas e com o ex-integrante do Evanescence, David Hodges. Gravou em 2009 e lançou em 2011 a canção “Halfway Down the Stairs” para o álbum tributo aos Muppets. Lee é representante internacional da campanha Out of the Shadows, que ajuda milhões de vítimas de epilepsia e é patrocinada pela Epilepsy Foundation.
Começou a interessar-se pela música ainda muito jovem, tendo aulas de piano durante nove anos. A família mudou-se para vários locais, incluindo Florida e Illinois, acabando por se instalar em Little Rock, no Arkansas, onde o grupo Evanescence viria a nascer. Frequentou a Middle Tennessee State University, para estudar teoria musical e composição.
Amy Lee fundou a banda Evanescence juntamente com Ben Moody, quando se conheceram num acampamento para jovens. Ben (com catorze anos) estava a assistir a uma partida de basquete, quando ouviu Amy (com treze anos) a tocar e a cantar “I'd Do Anything For Love (But I Won't Do That)”. Começaram logo a conversar e Amy mostrou a Ben algumas composições de sua autoria, concluindo que tinham ambos a mesma tendência musical. Ben convenceu Amy a formarem uma banda, surgindo então o Evanescence, que mistura elementos de rock com música clássica. Ben tocava guitarra e baixo e fazia arranjos electrónicos; Amy era responsável pelo piano e pela parte vocal. Passaram por vários nomes, como Childish Intentions e Strycken, até resolverem chamar a banda de Evanescence (1996), que significa “desaparecimento”. O nome agradou a Lee porque, segundo ela, «era misterioso e sombrio, e colocava uma imagem na mente das pessoas.». Em Outubro de 2003, Moody deixaria a banda alegando «diferenças criativas».
Lee tem um estilo inconfundível, marcado pelo uso ocasional de maquilhagem gótica e pelo gosto por roupas de estilo vitoriano, algumas das quais desenhadas por ela própria. Tem o cabelo pintado de preto escuro e, embora os seus olhos sejam verdes claros, costuma usar lentes de contacto azuis.
Em 2006, a revista “Blender” colocou Amy na lista das Mulheres Mais Sensuais do Rock. Em 2010, juntou-se ao Restore New York City, que é uma organização contra o tráfico sexual de mulheres na cidade de Nova Iorque. Uma revista norte-americana elegeu-a como a melhor vocalista do hard rock. Em 2012, ficou em 49ª lugar no ranking das 100 Maiores Mulheres do Mundo da Música realizado pelo “VH1”.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDEMax Grundig, empresário alemão, fundador da empresa com o seu nome, morreu em 12 de Dezembro de 1989. Nascera em 1908.
Órfão de pai desde os doze anos, foi criado pela progenitora. Em Novembro de 1930, fundou a “Radio-Vertrieb Fürth, Grundig & Wurzer, Handel mit Radiogeräten”. A mãe hesitou em assinar o contrato de arrendamento para o funcionamento da empresa, mas acabou por dar o seu assentimento. Dedicava-se ao fabrico e venda de rádios. Em 1938, a Grundig atingiu o montante de um milhão de marcos em vendas. Durante a Segunda Guerra Mundial, construiu transformadores para o exército, recorrendo à utilização de 150 trabalhadores forçados ucranianos.
Finda a guerra, a Grundig viveu a sua época dourada. A estratégia passava ainda pelos aparelhos de rádio, mas em breve estaria a construir novos produtos, como televisores, gravadores e outras aparelhagens de som. 
Em 1954, ano em que a Alemanha foi campeã do mundo de futebol, os alemães voltaram a sentir orgulho a nível internacional e muitos milhares seguiram a final em televisores Grundig, vendidos pela primeira vez por um preço abaixo dos 1000 marcos.
Os negócios continuaram a correr bem nos anos 1960 e 1970 mas, na década de 1980, a concorrência japonesa começou a dominar o mercado da electrónica. A Grundig era demasiado grande para se dedicar a um pequeno nicho de mercado e muito pequena para concorrer com a Sony e outros gigantes japoneses. O maior fracasso da Grundig foi o avultado investimento no desenvolvimento do System Video 2000, que era tecnicamente refinado mas demasiado caro para concorrer com os modelos do Japão.
Em 1984, a Philips assumiu o controlo da Grundig, que continuou no entanto a ser deficitária. Max Grundig faleceu cinco anos depois. 

Nouvelle Vague "dance with me" "Bande à Part" mash

Dança comigo

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDECarlos Gardel, o mais famoso cantor e compositor de tangos, naturalizado argentino, nasceu em Tacuarembó (Uruguai) ou em Toulouse (França) no dia 11 de Dezembro de 1887 ou de 1890. Morreu perto de Medellín, na Colômbia, em 24 de Junho de 1935.
O local do seu nascimento constitui uma questão controversa. Alguns sustentam que Gardel teria nascido no interior do Uruguai, no departamento de Tacuarembó, baseando-se em alguns documentos e artigos publicados em jornais da época. Seria filho do líder político local Carlos Escayola e de Maria Lelia Oliva, que teria 13 anos de idade quando foi mãe. Outros dizem que Gardel nasceu na cidade francesa de Toulouse, sendo registado como Charles Romuald Gardès, filho de pai incógnito e de Marie Berthe Gardès. Carlos Gardel era muito evasivo sobre este assunto e, quando lhe perguntavam, dizia apenas: «Nasci em Buenos Aires, aos dois anos e meio de idade».
É celebrado em toda a América Latina pela divulgação que fez do tango. Iniciou-se ainda jovem com o nome artístico de El Morocho, apresentando-se em cafés dos subúrbios da capital argentina. A sua primeira interpretação formal deu-se no Teatro Nacional de Corrientes. Pela sensualidade da sua voz, que se prestava muito bem à interpretação da milonga, género precursor do tango, tornou-se muito conhecido a partir de “Mi noche triste” em 1917.
Gravou mais de novecentas canções, entre tangos, foxtrots, fados, paso-dobles e músicas folclóricas, vendendo muitos milhares de discos na América Latina e na Europa.
Gardel morreu num desastre de avião, durante uma tournée na Colômbia. A qualidade da sua voz e a morte prematura foram os elementos determinantes para fazerem dele um mito popular. O seu local de nascimento não é mesmo considerado importante (salvo para os franceses e uruguaios…), pois ele é considerado sobretudo como um cidadão do mundo. Ao falar-se do tango, o seu nome é imediatamente associado a este tipo de música.
Em 2003, por proposta do governo uruguaio, a voz de Gardel foi gravada pela Unesco no programa “Memória do Mundo”.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDEA Declaração Universal dos Direitos Humanos, que indica os nossos direitos fundamentais, foi adoptada pela Organização das Nações Unidas em 10 de Dezembro de 1948.
Abalados pelos acontecimentos da Segunda Grande Guerra e com o intuito de construir um mundo sob novos alicerces ideológicos, os dirigentes das nações que emergiram como principais potências no período pós-guerra, lideradas pela URSS e pelos Estados Unidos da América, estabeleceram na Conferência de Yalta realizada na Ucrânia em 1945, as bases de uma futura paz, definindo áreas de influência das potências e acertando a criação de uma organização multilateral que promovesse negociações sobre conflitos internacionais, para evitar guerras, promover a paz e a democracia, e fortalecer os Direitos Humanos. No seguimento desta Conferência, foi criada a Organização das Nações Unidas (ONU), que veio substituir a decrépita Liga das Nações.
A Declaração adoptada em 1948, embora não seja um documento com força de lei, serviu de base para dois tratados sobre direitos humanos da ONU, estes com força legal: o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos e o Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais.
Segundo o Guinness Book of World Records, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é o documento que foi traduzido no maior número de línguas. Em Maio de 2009, o sítio oficial da Declaração Universal dos Direitos Humanos dava conta da existência de 360 traduções disponíveis.
Mesmo não havendo a obrigação legal de a respeitar, a Declaração foi adoptada ou influenciou muitas Constituições pelo mundo fora, desde 1948. Tem servido também de fundamento para um crescente número de tratados internacionais e leis nacionais, e é igualmente uma referência e um apoio para organizações internacionais, regionais, nacionais e locais, na promoção e protecção dos Direitos Humanos.

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