quinta-feira, 31 de maio de 2012

EFEMÉRIDE Rainier III, Príncipe do Mónaco, de seu nome completo Rainier Louis Henri Maxence Bertrand Grimaldi, nasceu no Mónaco em 31 de Maio de 1923. Morreu, igualmente no Mónaco, no dia 6 de Abril de 2005, vítima de doença bronco pulmonar e de insuficiência renal e cardíaca. Esteve à frente dos destinos do Mónaco durante quase cinquenta e seis anos, o que fez dele um dos monarcas que durante mais tempo reinou durante o século XX.
Estudou na Summer Fields School, em St Leonards-on-Sea, Inglaterra, e mais tarde na Stowe School, uma prestigiada escola pública inglesa, em Buckinghamshire. Foi matriculado depois no Instituto Le Rosey, no Cantão de Vaud, na Suíça, antes de continuar os seus estudos na Universidade de Montpellier, em França, onde obteve o bacharelato das artes. Terminou os seus estudos, no Institut d'Études Politiques de Paris.
Em Maio de 1949, Rainier tornou-se Príncipe-soberano do Mónaco após a morte de Luís II.
Rainier III foi responsável por importantes reformas na Constituição do Mónaco e pelo desenvolvimento da economia do principado. Os lucros com os jogos de casino correspondem, actualmente, a três por cento da receita anual da nação. Quando Rainier ascendeu ao trono, em 1949, correspondiam a mais de noventa e cinco por cento.
Nos anos 1940/1950, viveu um romance de amor com a estrela de cinema francesa Gisèle Pascal. O casal separou-se após um médico ter declarado que a actriz era infértil. Ironicamente, ela mais tarde casou e teve uma filha.
Rainier casou-se em 1956 com a actriz norte-americana Grace Kelly, tendo três filhos. Após a morte de Grace em 1982, vítima de acidente de automóvel nas colinas de Mónaco, Rainier envolveu-se com uma prima distante, a princesa Ira von Fürstenberg, uma ex-actriz de cinema, designer de jóias, herdeira da Fiat e ex-cunhada da designer de moda Diane von Fürstenberg. Os dois eram descendentes da Casa de Zähringen.
Em 2002, foi assinado um novo Tratado Franco-Monegasco, que substituiu o de 1918 e reforçou a soberania do principado. Simultaneamente, foram estreitadas as relações privilegiadas entre os dois países vizinhos e amigos. Dois anos depois, o Mónaco tornou-se no 46º Estado membro do Conselho da Europa

quarta-feira, 30 de maio de 2012

EFEMÉRIDE Mário Lago, advogado, poeta, homem da rádio, letrista e actor brasileiro, morreu no Rio de Janeiro em 30 de Maio de 2002. Nascera na mesma cidade em 26 de Novembro de 1911.
Autor de sambas populares, como “Ai, que saudades da Amélia” e “Atire a primeira pedra”, ambos em parceria com Ataulfo Alves, tornou-se muito conhecido a partir das décadas 1940/1950. Em “Amélia”, a descrição daquela mulher ficou tão popular que se tornou sinónimo de mulher submissa, resignada e dedicada aos trabalhos domésticos.
Artisticamente, começou por se dedicar à poesia, tendo publicado o seu primeiro poema aos 15 anos. Iniciou a sua militância política na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro. Durante a década de 1930, a então principal faculdade de direito do Rio era um celeiro de Arte aliada à Política, onde estudaram Mário Lago e os seus contemporâneos Carlos Lacerda e Jorge Amado, entre outros. Formou-se em 1933, tendo-se tornado marxista por essa época. A sua opção pelos ideais comunistas fez com que fosse preso sete vezes – 1932, 1941, 1946, 1949, 1952, 1964 e 1969.
Exerceu a profissão de advogado apenas durante alguns meses. Em breve se envolveu no teatro de revista, tanto a escrever como a compor e a representar. Estreou-se como letrista de música popular com “Menina, eu sei de uma coisa”, em parceria com Custódio Mesquita, canção gravada em 1935. Seguiu-se “Nada além”, da mesma dupla de autores.
Na Rádio Nacional, foi actor e guionista, escrevendo a rádio novela “Presídio de Mulheres”. Ficou ainda mais popular junto do grande público, quando entrou em diversas telenovelas da Rede Globo: “O Casarão” e “Barriga de Aluguer”, entre outras. Também actuou em peças de teatro e em filmes, como “Terra em Transe”, de Glauber Rocha.
Mário Lago esteve na União Soviética, em 1957, a convite da Rádio Moscovo, para participar na reestruturação do programa “Conversando com o Brasil”, no qual participavam artistas e intelectuais brasileiros.
Em 1964, foi um dos nomes a encabeçar a lista dos que tiveram os seus direitos políticos suspensos pelo regime militar e perdeu as suas funções na Rádio Nacional.
Autor de vários livros, foi por sua vez biografado em 1998 por Mónica Velloso, na obra “Mário Lago: boémia e política”.
No Carnaval de 2001, foi tema do desfile da escola de samba Académicos de Santa Cruz. Em Janeiro de 2002, o Presidente da Câmara foi à sua residência no Rio para lhe entregar, solenemente, a Ordem do Mérito Parlamentar. Na última entrevista que concedeu ao “Jornal do Brasil”, revelou que estava a escrever a sua própria biografia. «Confiava que chegaria aos 100 anos». Dizia ele: «Fiz um acordo com o tempo. Nem ele me persegue, nem eu fujo dele». Morreu porém aos noventa, de enfisema pulmonar. Até ao fim da sua vida, manteve intensa actividade política e, mesmo doente, ainda participou na campanha presidencial de Lula da Silva. 

terça-feira, 29 de maio de 2012

EFEMÉRIDEMax, de seu verdadeiro nome Maximiano de Sousa, cantor e actor português, morreu em 29 de Maio de 1980. Nascera no Funchal em 20 de Janeiro de 1918.
Sonhava ser barbeiro ou violinista, acabando por ser afinal uma das mais populares vedetas da rádio, do teatro e da televisão, desde os anos 1940 até à sua morte.
Gostando de música, mas com pouca paciência para aprender o solfejo, acabou por se iniciar no ofício de alfaiate. Contudo, o interesse pela música levou-o a seguir paralelamente a carreira de cantor, começando em 1936 a actuar no bar de um hotel do Funchal. Era cantor à noite e alfaiate durante o dia.
Em 1942, foi um dos fundadores – como cantor e baterista – do Conjunto de Toni Amaral, que se tornou uma sensação nas noites madeirenses e que, em 1946, também conquistou Lisboa, onde assentou arraiais no night-club Nina, interpretando os ritmos do momento, boleros, slows e fados/canções.
Foi o fado “Não Digas Mal Dela” de Armandinho e Linhares Barbosa, que popularizou a voz de Max e o levou a sair do Conjunto de Toni Amaral, para iniciar uma carreira a solo.
Actuando sozinho, Max conheceu o estrelato através da rádio e das suas presenças no Passatempo APA do Rádio Clube Português, em parceria com Humberto Madeira. Em 1949, assinou contrato com a editora Valentim de Carvalho, gravando o seu primeiro disco, um 78 rotações com “Noites da Madeira” e “Bailinho da Madeira”. Seguiu-se uma longa lista de sucessos: “A Mula da Cooperativa”, “Porto Santo”, “31”, “Sinal da Cruz”, etc..
Depois da rádio, participou em 1952 – a convite de Eugénio Salvador – na revista “Saias Curtas”. Foi a primeira de uma longa série de revistas, que vieram confirmar os seus dotes de actor e de humorista.
Em 1957, rumou aos Estados Unidos para uma digressão de cinco anos, interrompida ao fim de dois por uma doença súbita no coração. Fez depois uma tournée por Angola, Moçambique, África do Sul, Brasil e Argentina.
Regressado a Portugal, embora continuasse a ser um dos artistas mais queridos do público, teve dificuldade em arranjar trabalho, sobrevivendo à custa dos discos que continuava a gravar. Um dos seus maiores êxitos de sempre, “Pomba Branca”, surgiu aliás nesse período. Faleceu com 61 anos.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

EFEMÉRIDEJoão Carlos de Oliveira, conhecido como João do Pulo, atleta brasileiro, ex-recordista mundial do triplo salto, nasceu em Pindamonhangaba no dia 28 de Maio de 1954. Morreu em São Paulo, em 29 de Maio de 1999. Tinha completado 45 anos na véspera.
Em 1973, bateu o recorde mundial de juniores do triplo salto, no Campeonato Sul-Americano de Atletismo, com a marca de 14,75 m. Dois anos depois, nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México, conquistou as medalhas de ouro no salto em comprimento, com a marca de 8,19 m, e no triplo salto, com a incrível marca de 17,89 m, batendo o recorde mundial que pertencia ao soviético Viktor Saneyev desde 1972.
Era o favorito para a medalha de ouro no triplo salto das Olimpíadas de Montreal em 1976 mas, com a marca de 16,90 m, foi superado pelo soviético Saneyev e pelo americano Butts.
Em 1979, nos Jogos Pan-americanos de Porto Rico, tornou-se bicampeão, tanto do triplo como do comprimento.
Em 1980, nas Olimpíadas de Moscovo, era também favorito mas, de novo, ficou com a medalha de bronze, superado pelos soviéticos Uudmae e Saneyev. Os fiscais anularam três das suas 6 tentativas, facto que provocou muitas especulações.
Teve a sua carreira brutalmente interrompida em Dezembro de 1981, quando sofreu um acidente de automóvel. A perna direita teve que ser amputada e o seu desempenho atlético ficou definitivamente comprometido.
Após a recuperação, formou-se em Educação Física e, em 1986, entrou na vida política, sendo eleito deputado estadual em São Paulo, pelo Partido da Frente Liberal (reeleito em 1990). Morreu em 1999, devido a cirrose hepática e infecção generalizada. Era um homem solitário e cheio de dívidas. Foi homenageado pelos compositores Aldir Blanc e João Bosco com a canção “João do Pulo”.
O seu recorde mundial só foi batido quase dez anos depois (1985), pelo americano Willie Banks com 17,90 m. Os seus recordes brasileiro e sul-americano seriam batidos vinte e dois anos depois (2007) por Jadel Gregório com 17,90 m.  

domingo, 27 de maio de 2012

EFEMÉRIDEJoão Henrique Pataco Tomás, futebolista português, nasceu em Oliveira do Bairro no dia 27 de Maio de 1975.
Jogou no Anadia em 1995, tendo ingressado na Académica de Coimbra no ano seguinte. Chegou a ser conhecido pelo “Jardel do Calhabé”, em homenagem a Mário Jardel o famoso goleador brasileiro.
Em 1999/2001, foi transferido para o Sport Lisboa e Benfica por 200 000 euros, impondo-se ao lado de holandês Van Hooijdonk e relegando-o mesmo, posteriormente, para o banco de suplentes. Ingressou depois no Real Bétis de Sevilha mediante o pagamento de 4 milhões e meio de euros. A sua estadia em Espanha não teve muito sucesso e foi emprestado ao Vitória de Guimarães na época 2003/2004 e ao Sporting de Braga em 2004/2005. Assinou contrato com o Braga em 2005/2006.
Em 2006/2007, jogou no Qatar em representação do Al-Arabi Sports Club (22 golos em 20 jogos) e do Al-Rayyan SC (7 golos em 8 jogos).
Em 2007/2008 voltou ao Braga e, na temporada seguinte, jogou no Boavista Futebol Clube. A partir de 2009/2010 passou a representar o Rio Ave Futebol Clube, apenas com um interregno em que esteve no Al Sharjah Sports Clube dos Emiratos Árabes. Está quase no final da sua carreira, mas continua a ser um temível goleador.

FIFA boss Blatter goes crazy at press conference. Watch before deleted.....

Blatter (FIFA) endoidece durante uma conferência de imprensa... É p'ra rir!

sábado, 26 de maio de 2012

EFEMÉRIDEEdmond Louis Antoine Huot de Goncourt, escritor francês, autor de vários diários, críticas artísticas e literárias, romances e peça de teatro, nasceu em Nancy no dia 26 de Maio de 1822. Morreu em Champrosay, em 16 de Julho de 1896.
Tendo por origem uma família originária de Goncourt (Haute-Marne), estudou em Paris no Liceu Condorcet. Foi amigo de vários escritores seus contemporâneos, como Gustave Flaubert, Alphonse Daudet, Émile Zola e Guy de Maupassant.
Foi fundador da Academia Goncourt e uma parte importante da sua obra foi escrita em parceria com o irmão Jules. Por desejo testamentário, foi criado o Prémio Goncourt de literatura, que continua a ser atribuído todos os anos.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Elogio da Dialéctica

Brecht por Mário Viegas
EFEMÉRIDE Hélder Jorge Leal Rodrigues Barbosa, futebolista português, nasceu em Paredes no dia 25 de Maio de 1987.
Formado no Futebol Clube do Porto, alinhou na equipa B, passando a fazer parte do plantel principal a meio da época 2005/06.
Foi depois emprestado à Académica de Coimbra, onde participou em poucos jogos, devido a uma grave lesão que o afastou dos relvados a partir de Novembro de 2006. Apesar de haver vários clubes interessados nos seus serviços, como o Nacional da Madeira e o Panathinaikos, o Porto manteve-o emprestado à Académica.
Em Janeiro de 2008, num momento em que estava em grande forma, regressou ao Porto. Em Julho, mudou-se para o Clube Desportivo Trofense, de novo por empréstimo durante uma época. No início da temporada seguinte, foi ainda emprestado, desta vez ao Vitória de Setúbal.
Representou a Selecção Nacional nas várias camadas jovens, num total de 77 partidas. Em 2010, deixou definitivamente o Porto, ingressando no Sporting Clube de Braga.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

EFEMÉRIDECustódio Miguel Dias de Castro, jogador de futebol português, nasceu em Guimarães no dia 24 de Maio de 1983.
Fixou-se no plantel principal do Sporting Clube de Portugal, depois de ter sido transferido do Vitoria de Guimarães em 2001 para jogar na equipa B do Sporting. Sagrou-se Campeão Nacional em 2001/2002.
Jogou pela Selecção Portuguesa de Sub-21 nos Campeonatos Europeus de 2004 e 2006.
Venceu a Taça de Portugal em 2006/2007, já como capitão da equipa do Sporting e apenas com 23 anos. Em 2007, foi contratado pelo Dínamo de Moscovo, experiência mal sucedida por inadaptação.
Em 2008, regressou a Portugal para representar o Vitória de Guimarães, num contrato válido por três épocas e meia. Em Agosto de 2010, trocou o Vitoria de Guimarães pelo Sporting Clube de Braga.
Foi um dos 23 jogadores escolhidos pelo seleccionador Paulo Bento, para representar Portugal nos Europeus de 2012

quarta-feira, 23 de maio de 2012

EFEMÉRIDEDouglas Fairbanks, de seu nome original Douglas Elton Ullman, actor, realizador e cenarista norte-americano, nasceu em Denver no dia 23 de Maio de 1883. Morreu em Santa Monica, em 12 de Dezembro de 1939, vítima de crise cardíaca.
O pai abandonou a família quando ele tinha cinco anos. Douglas frequentou o liceu de East Denver e começou a fazer teatro amador, ainda adolescente, no Elitch Gardens Theatre.
Partiu para Nova Iorque no princípio do novo século, com a finalidade de fazer teatro. Trabalhou numa quinquilharia e num escritório, antes de se lançar na Broadway em 1902.  
Estreou-se no cinema em 1915, dirigido por D. W. Griffith. Foi um dos fundadores da United Artists, juntamente com D. W. Griffith, Mary Pickford e Charles Chaplin (1919).
Destacou-se em diversos filmes, como “Párias da Vida” (1916), “O Sinal do Zorro” (1920), “Robin Hood” (1922), “O Ladrão de Bagdad” (1924), “O Pirata Negro” (1926) e “O Homem da Máscara de Ferro” (1929).
Casou-se em Julho de 1907 com a milionária Anna Beth Sully, da qual se divorciou em Dezembro de 1918. Casou-se novamente em Março de 1920 com Mary Pickford, da qual se separou em 1933. Casou-se pela terceira vez em Março de 1936, com Lady Sylvia Ashley. Era pai do também actor Douglas Fairbanks Jr.
Chegou a ser conhecido pelo Rei de Hollywood e foi uma das primeiras grandes estrelas da história do cinema.

Mixordia de Temáticas (08/05/2012) - Deus Visita Indivíduo

Mais uma...

terça-feira, 22 de maio de 2012

EFEMÉRIDERocky Graziano, de seu verdadeiro nome Thomas Rocco Barbella, boxeur norte-americano, morreu em Nova Iorque no dia 22 de Maio de 1990. Nascera, igualmente em Nova Iorque, no primeiro dia de 1919.
Pequeno delinquente e desertor, veio a descobrir – na prisão militar em que esteve detido – que era dotado para o boxe. Quando foi libertado, assinou um contrato com o empresário Cohen e passou a utilizar o nome de Rocky Graziano.
Tornou-se Campeão do Mundo de Pesos Médios em 1947/1948. Tornaram-se famosos dois dos seus combates com Tony Zale, que foram considerados pelo “Ring Magazine” como os combates do ano (1947 e 1948). Em 1991, os nomes destes dois boxeurs entraram para o célebre International Boxing Hall of Fame.
Durante a sua carreira, Rocky Graziano disputou 83 combates, tendo vencido sessenta e sete, 52 dos quais por KO. Perdeu apenas dez vezes e seis dos combates foram considerados nulos. 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O "Joãozinho" existe e foi filmado.,..
EFEMÉRIDEEduardo Geada, realizador de cinema e televisão, professor e ensaísta português, nasceu em Lisboa no dia 21 de Maio de 1945.
Licenciou-se em Estudos Anglo-Americanos na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1976) e despertou para o cinema através do movimento cineclubista. Em 1978, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, concluiu na Slade School of Fine Art (London College University) uma pós-graduação em Film Studies. Mais tarde, terminou o mestrado em Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa, com uma tese intitulada “O Cinema Espectáculo” (1985). Doutorou-se em História dos Media, com a tese “Os Mundos do Cinema: modelos dramáticos e narrativos no período clássico” (1997). Foi professor na Escola Superior de Teatro e Cinema (1978/2004) e na Escola Superior de Comunicação Social (2003/2004), ambas em Lisboa. Foi ainda professor convidado da Universidade de Berkeley (2007/2008).
Entre 1968 e 1976, desenvolveu uma intensa actividade como crítico de cinema em diversas publicações: “Seara Nova”, “Vértice”, “Vida Mundial”, “A Capital”, “República” e “Expresso” Na rádio, foi autor e apresentador do programa “Moviola” (1985/86), na Antena 1, dedicado à música de cinema.
De 1997 a 2002, ocupou o cargo de administrador-delegado da Fundação CulturSintra, na Quinta da Regaleira.
Como realizador tem dividido a sua actividade entre o cinema e a televisão. O seu primeiro filme, “Sofia ou a Educação Sexual” (1973), foi um dos últimos a serem proibidos pela censura, só sendo estreado após a Revolução dos Cravos.
Imediatamente após a revolução, dedicou-se a trabalhos com uma vertente sociológica própria da época. Os documentários “Lisboa”, “o Direito à Cidade”, “A Revolução Está na Ordem do Dia” e “Temos Festa”, feitos para televisão, não enjeitavam a influência marxista, comum a outras produções desse período e que constituem hoje documentos históricos de inegável valor. O mesmo se aplica ao trabalho colectivo “As Armas e o Povo” (1975), de que foi um dos realizadores e que retrata a semana que decorreu entre o dia da Revolução e o primeiro 1º de Maio celebrado em liberdade, reflectindo também sobre os quarenta e oito anos que mediaram entre o 28 de Maio de 1926 e a queda do fascismo.
O Funeral do Patrão” (1975), com base numa peça do dramaturgo italiano Dario Fo, e “A Santa Aliança” (1977), com argumento dele próprio, assumem o carácter algo panfletário de algumas das produções pós-revolução. “A Santa Aliança”, seleccionado para a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, ficou como um dos filmes mais lúcidos e estimulantes sobre o período do pós 25 de Abril.
Iniciou a década de 1980 com trabalhos para televisão, feitos a partir de obras e figuras da literatura portuguesa: “Mariana Alcoforado” (1980), com base nas cartas atribuídas a Sóror Mariana Alcoforado, religiosa do Convento de Beja, no século XVII, e a série “Lisboa: Sociedade Anónima” (1982/1983), com os filmes “O Banqueiro Anarquista” (sobre texto homónimo de Fernando Pessoa), “O Homem que não Sabe Escrever” (textos de Almada Negreiros), “A Impossível Evasão” (sobre Urbano Tavares Rodrigues), “Uma Viagem na nossa Terra” (a partir de José Rodrigues Miguéis) e “O Ritual dos Pequenos Vampiros “ (sobre José Cardoso Pires).
Regressou às longas-metragens em 1983, com “Saudades para D. Genciana”, a partir de quatro histórias de José Rodrigues Miguéis. Voltou a trabalhar para a televisão, com “A Forma das Coisas” (1986), “Uma Aventura em Lisboa” (1989) e “Retratos da Madeira” (1990).
A sua última longa-metragem, “Passagem por Lisboa”, datada de 1993, é uma homenagem à memória do cinema (o filme é, aliás, dedicado a Félix Ribeiro e Luís de Pina, dois pilares da Cinemateca Portuguesa, falecidos anos antes), com uma curiosa mistura de ficção e realidade, ao revisitar Lisboa no início da década de 1940 e ao mencionar a presença em solo português de nomes célebres de então, como Pola Negri, Leslie Howard, o Duque de Windsor, Primo de Rivera e o mítico Viktor Laszlo.

domingo, 20 de maio de 2012

EFEMÉRIDEJames Maitland Stewart, actor norte-americano de cinema, teatro e televisão, nasceu em Indiana no dia 20 de Maio de 1908. Morreu em Los Angeles, em 2 de Julho de 1997. É um dos actores mais emblemáticos do cinema americano.
De ascendência escocesa, fez estudos de arquitectura na Universidade de Princetown. Um colega convenceu-o a ingressar na University Players, que fora recentemente criada no Massachusetts, para se dedicar à Arte Dramática.
Era já um veterano famoso dos teatros da Broadway, quando começou a fazer cinema. Chamou a atenção do público em “Mr. Smith Goes to Washington” (1939) de Frank Capra. Neste filme, James começou a interpretar o papel que mais o notabilizou – o de um idealista convicto.
Actuou em inúmeros filmes considerados clássicos e foi nomeado por cinco vezes para o Oscar de Melhor Actor, tendo ganho em 1940 com a sua interpretação em “The Philadelphia Story”, em que contracenava com Cary Grant e Katharine Hepburn.
Alistou-se na Força Aérea Americana quando da II Guerra Mundial. Após a guerra, em que atingiu o posto de general de brigada, casou-se com a ex-modelo Gloria Hatrick McLean (Agosto de 1949). Permaneceram casados até a morte dela em Fevereiro de 1994. Contrariamente à maioria dos actores, James Stewart tinha uma vida privada muito discreta e detestava qualquer mediatização.
Pela sua experiência na aviação, foi escolhido para interpretar Charles Lindbergh em 1957. Foi dirigido por grandes realizadores como Alfred Hitchcock (com quem fez quatro filmes), Frank Capra, Anthony Mann, Henry Hathaway e John Ford. É o actor que mais filmes tem na lista dos 100 melhores filmes de todos os tempos. O American Film Institute classificou-o como o terceiro melhor actor de sempre.
Pelo seu trabalho na televisão, ganhou também um Globo de Ouro de Melhor Actor (série dramática) em 1974.
Em 1985, recebeu das mãos do seu amigo Cary Grant um Oscar Honorário pelo conjunto da sua carreira. Stewart morreu com 89 anos em Beverly Hills, Califórnia, de embolia pulmonar.
Na sua cidade natal, há um museu que lhe é dedicado (The Jimmy Stewart Museum). Uma estátua erigida em sua homenagem está situada em frente do Palácio da Justiça no Condado de Indiana.  

sábado, 19 de maio de 2012

EFEMÉRIDEDaniel Yves Alfred Gélin, actor, realizador e cenarista francês, nasceu em Angers no dia 19 de Maio de 1921. Morreu em Paris, em 29 de Novembro de 2002, vítima de insuficiência renal.   
Em jovem, profundamente indisciplinado, foi expulso de dois colégios. O pai, em desespero de causa, colocou-o numa conserveira de bacalhau e, mais tarde, admitiu-o no seu atelier de cordoaria, como ajudante de armazém. Mas do que Daniel gostava era de ir ao cinema com as suas primeira namoradinhas e o seu sonho inabalável era partir para Paris a fim de estudar teatro. A mãe chorou e o pai, mais pragmático, sossegou-a: «Não te preocupes, vamos deixá-lo partir. Ele voltará rapidamente para as tuas saias». 
Ei-lo portanto à conquista da capital. Inscreveu-se em vários cursos de Arte Dramática em Paris, entrando seguidamente para o Conservatório. Começou depois a sua carreira no teatro, fazendo simultaneamente – para ganhar algum dinheiro – diversos papéis de figurante no cinema. Seguiram-se os tempos da Grande Guerra, da Ocupação e da Resistência. Quando da Libertação de Paris, foi a euforia.
Casou-se em 1946 com a actriz Danièle Delorme e iniciou então, verdadeiramente, uma brilhante carreira cinematográfica. 
Entre dois filmes, Daniel Gélin aventurou-se também na realização de uma longa-metragem, “Les dents longues”, em que entrou igualmente como actor, juntamente com a sua mulher Danièle e um outro casal célebre, Vadim e Bardot, de quem viriam a ser padrinhos de casamento.
Enquanto a mulher continuava a sua carreira com grande êxito nos Estados Unidos, ele granjeava a reputação de ser um “existencialista”, frequentava assiduamente os cafés e as caves de St Germain, convivia com Juliette Greco, Claude Luter e outros, habituando-se a viver a noite. No Verão, seguia com todo o seu grupo em direcção à Cote d’Azur, onde encontrava várias celebridades e onde conheceu Boris Vian. Uma vida trepidante, despreocupada e feliz como era do seu agrado.
Protagonizou vários filmes de sucesso na década de 1950 e conviveu com grandes “monstros” do cinema: Charles Chaplin, Alfred Hitchcock – com quem fez “L‘homme qui en savait trop” (1956) –, Jean Cocteau, Jean Renoir, Marlon Brando e outros. Depois desta película de 1956, entrou em mais 108 filmes e curtas-metragens, sem contar com as suas frequentes aparições na televisão.
Teve interpretações notáveis e inesquecíveis, como em “La ligne de démarcation” de Chabrol (1966), “Le souffle au cœur” de Louis Malle (1971) , “Itinéraire d’un enfant gâté” (1988) e “Hommes, femmes, mode d’emploi” (1996) de Claude Lelouch, e “Les marmottes” de Elie Chouraqui (1993).
O actor acabaria por encontrar no seu caminho uma má companhia, a droga! Lutou para libertar-se, quase sucumbiu a uma overdose, fez esforços, recaiu, vergou-se a curas de desintoxicação, teve problemas com a polícia e a saúde deteriorou-se. Aguentou tudo, mas ele e Danièle, já tantas vezes separados pelos seus compromissos, não voltaram a “reencontrar-se”… Tentaram ficar amigos, chegando a entrar num filme em comum (“Nous irons tous au paradis”).
Daniel Gélin casou-se mais duas vezes, a última das quais com Lydie Zaks, que tinha conhecido em Israel e com quem ficou até ao fim da vida.
Nos anos 1990, o Presidente Mitterrand concedeu-lhe a Legião de Honra. Passou os seus últimos anos a cultivar rosas, a escrever poesia (de que publicou diversas recolhas) e a elaborar algumas obras autobiográficas.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Mixordia de Temáticas (15/05/2012) - Submarino Parado

A história de um submarino...
EFEMÉRIDEHélton da Silva Arruda, futebolista brasileiro que actua como guarda-redes, nasceu em São Gonçalo no dia 18 de Maio de 1978. Joga actualmente no F. C. do Porto.
Antes de iniciar a sua carreira pelo Vasco da Gama, Hélton tentou ingressar no Fluminense e no Flamengo. Apesar de passar nos testes, o seu ingresso acabou por não se concretizar, em virtude de dificuldades financeiras para participar nos treinos e por causa das graves consequências de uma queda, que o obrigaram a estar um ano parado para recuperação.
Jogou depois nas categorias juvenis do Vasco da Gama, até chegar à equipa principal em 2000. A sua promoção à equipa profissional aconteceu num momento complicado para o Vasco da Gama que, por problemas contratuais, ficou sem o guarda-redes titular, algumas semanas antes de iniciar a sua participação no primeiro Mundial de Clubes organizado pela FIFA. A comissão técnica vascaína deu um voto de confiança ao jovem Hélton, que foi então convocado para assumir a titularidade. Após alguns jogos amistosos, Hélton afirmou-se como uma opção segura para a disputa do Mundial de Clubes, onde iria defrontar equipas como o Manchester United e o Corinthians.
Dois anos depois, após boas actuações e a convocatória para as Olimpíadas de 2000 pela Selecção Brasileira, Hélton deixou o Vasco da Gama pelos mesmos motivos do seu antecessor – problemas contratuais. Não demorou muito para começar a receber propostas de outros clubes brasileiros, mas acabou por aceitar uma oferta de um clube português e, em 2002, transferiu-se para o União de Leiria.
Permaneceu em Leiria durante três temporadas, tendo recebido então uma proposta do F. C. do Porto que o fez mudar de cidade. Chegou em 2005 ao Porto e teve de discutir o estatuto de titular com Vítor Baía, sendo desde a época de 2006 o guarda-redes principal.
Pelo Vasco da Gama, conquistou, em 2000, o Campeonato Brasileiro, a Copa Mercosul e a Taça Guanabara. Em 2001, venceu a Taça Rio. Em representação do Porto, foi seis vezes Campeão Nacional, conquistou quatro Taças de Portugal, duas Super Taças de Portugal e a Liga Europa da UEFA na época 2010/2011. Pela Selecção Brasileira, ganhou o Torneio Pré-Olímpico 2000 e a Copa América 2007.
Hélton também é conhecido por ter uma forte ligação com o mundo da música, principalmente com o samba. Toca cavaquinho, violão e igualmente instrumentos de percussão. 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

EFEMÉRIDEEnya, de seu verdadeiro nome Eithne Patricia Ni Bhraonain, cantora, instrumentista e compositora irlandesa, nasceu em Gaoth Dobhair no dia 17 de Maio de 1961.
Começou a sua vida musical em 1980, fazendo parte da banda familiar Clannad, antes de prosseguir com a carreira a solo. Foi autora da banda sonora da série “The Celts” na BBC.
Fazendo uma eclética mistura de sons, que vão do clássico ao new age, passando pelo folk, gravou o primeiro disco, com o seu próprio nome, em 1986. Foi no entanto em 1988, com o lançamento do disco “Watermark”, que o sucesso lhe chegou de forma inesperada, através da canção “Orinoco Flow”, que conquistou o primeiro lugar nos Tops de Inglaterra e de várias outros países, fazendo com que entrasse para a lista das 500 músicas mais ouvidas de todos os tempos.
Em 1991, lançou o álbum “Shepherd Moons”, que marcou a sua estreia nos hit parades dos Estados Unidos, atingindo os 13 milhões de discos vendidos. Foi também com este álbum que ganhou o seu primeiro Grammy Award.
Enya ficou quatro anos sem lançar nenhum álbum de canções inéditas, voltando finalmente, em 1995, com “The Memory of Trees”, que vendeu onze milhões de cópias e lhe deu mais um Grammy.
O álbum de 2000, “A Day Without Rain”, obteve vendas recordes (mais de 15 milhões) e foi o CD mais vendido por uma artista feminina em 2001. O seu trabalho rendeu-lhe, entre outras distinções, uma nomeação para os Oscars em 2002. Ela é igualmente conhecida por ter cantado, até agora, em dez línguas diferentes. Enya é uma das artistas femininas que mais álbuns vendeu nos Estados Unidos, com cerca de 26 milhões de cópias. Em 2005, lançou “Amarantine”, disco em que cantou algumas das músicas na língua imaginária Loxian, desenvolvida pelo casal Roma e Nicky Ryan (Roma é quem escreve a maioria das letras para Enya, enquanto Nicky se tornou seu produtor).
Em 2008, lançou o disco “And Winter Came”, cujos temas principais são o Natal e o Inverno. Enya é uma das artistas musicais mais talentosas e originais da actualidade, preferindo o sucesso musical à mera fama. Disse numa entrevista: «Tenho uma vida muito privada. É importante para a música. Eu penso que a razão porque consigo ter uma vida privada, é porque a música é maior que eu. Outros artistas são maiores que a música».
O número total de discos vendidos já alcançou os oitenta milhões, ultrapassando as vendas de nomes como Eric Clapton. Se bem que os seus fãs gostassem de assistir a um espectáculo ao vivo, ela nunca se apresentou num show, mas tem idealizada a possibilidade de realizar um concerto, «possivelmente numa catedral», como afirmou em entrevista.
Em homenagem ao talento de Enya, o asteróide 6433 recebeu como denominação o nome artístico da cantora, em Junho de 1997. Diversos músicos já receberam esta homenagem, mas ela foi a primeira mulher.
Enya comprou um castelo do século XIX, o Castelo Ayesha (que em árabe significa flor), a 12 quilómetros de Dublin, onde vive. Como curiosidades da sua vida particular: o facto de gostar muito de gatos, tendo chegado a possuir doze; ter como compositor clássico favorito Sergei Rachmaninoff; e entre os seus hobbies se incluírem ver filmes românticos, de preferência a preto e branco, ler e pintar.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

EFEMÉRIDEHenry Jaynes Fonda, actor de cinema norte-americano, nasceu em Grand Island no dia 16 de Maio de 1905. Morreu em Los Angeles, em 12 de Agosto de 1982. É o patriarca de uma família de actores, entre os quais se contam os filhos Jane Fonda e Peter Fonda e a neta Bridget Fonda.
De origem holandesa, estudou Jornalismo na Universidade de Minnesota, mas abandonou o curso no segundo ano. Em 1925, quando já estava a trabalhar numa empresa em Omaha, foi convidado para fazer um papel importante numa produção amadora da Omaha Community Playhouse. Apaixonou-se pelos palcos. O seu primeiro trabalho profissional teve lugar na peça “You and Me” de Philip Barry.
Em 1928, já em Manhattan e nos University Players, protagonizou “Devil and the Cheese”, ao lado de Margaret Sullavan, que se tornaria sua primeira esposa dois anos depois. O casamento duraria pouco mais de um ano e Henry foi para Hollywood fazer cinema.
A sua estreia no cinema foi em 1935, repetindo o papel que já fizera no teatro na adaptação de “The Farmer Takes a Wife”. Durante a sua carreira, entrou em cerca de noventa filmes e foi dirigido por alguns dos maiores realizadores, como John Ford, Fritz Lang e Alfred Hitchcock.
Ainda na década de 1930, tornou-se amigo de outro actor estreante, James Stewart, amizade que durou até à sua morte. Em 1936, casou-se com Frances Seymour Brokwaw, uma americana rica e divorciada com quem teve dois filhos, os também actores Jane Fonda e Peter Fonda. O casamento terminou tragicamente em 1950, com o suicídio de Frances, após uma crise nervosa. Henry Fonda casar-se-ia mais três vezes.
Antes de partir para a Segunda Guerra Mundial como contramestre, fez mais de vinte filmes, alguns de grande êxito – tanto nas bilheteiras como junto da crítica. Entre outros, salientam-se: “Jezebel”, “Jesse James”, “Ao rufar dos tambores” e “As vinhas da ira”, com o qual foi nomeado para o Oscar de Melhor Actor.
No final da década de 1940, o seu regresso ao cinema e aos palcos foi um sucesso, com o filme “Paixão dos fortes” dirigido por John Ford e o espectáculo “Mister Roberts” que ficou três anos seguidos nos palcos de Filadélfia e Nova Iorque.
Nas décadas de 50, 60 e 70 dividiu-se entre os palcos e os ecrãs do cinema. No início dos anos 70, ao protagonizar um one-man-show em Nova Iorque, desmaiou nos camarins e teve que ser internado num hospital, onde lhe colocaram um pace-maker.
Meses antes de morrer, Henry Fonda recebeu o Oscar de Melhor Actor pela sua interpretação em “A Casa do Lago” (1981). 

terça-feira, 15 de maio de 2012

EFEMÉRIDEJames Neville Mason, actor britânico, nasceu em Huddersfield no dia 15 de Maio de 1909. Morreu em Lausanne, em 27 de Julho de 1984, vítima de colapso cardíaco.
Foi aluno do Colégio Marborough, tendo-se licenciado em Arquitectura na Universidade de Cambridge, antes de se decidir pelos palcos. Estreou-se como actor teatral em 1931, na Old Vic Company, chamando a atenção do realizador americano Albert Parker que, em 1935, o viria a dirigir em “Late Extra”, o primeiro dos seus mais de 130 filmes.
Tornou-se rapidamente num astro de nível internacional e, em 1954, interpretou um dos seus melhores papéis em “Nasceu uma estrela”, contracenando com Judy Garland. Com este filme, obteve a sua primeira nomeação para os Oscars, tendo sido ainda nomeado mais duas vezes, em 1962 e 1982.
James Mason, que residiu na Inglaterra e nos Estados Unidos da América, mudou-se para a Suíça em 1982, morando com a esposa em Vevey, uma pequena cidade junto ao lago de Genebra.
É considerado um dos maiores actores britânicos e de Hollywood de todos os tempos, tendo interpretado filmes inesquecíveis como “O Prisioneiro de Zenda”, “Pandora”, “A Raposa do Deserto”, “Júlio César” e “20 000 léguas submarinas”.  

segunda-feira, 14 de maio de 2012

EFEMÉRIDE – José Manuel “JolyBraga Santos, compositor de música erudita e maestro português, condecorado com a Ordem de Santiago da Espada em 1977, nasceu em Lisboa no dia 14 de Maio de 1924. Morreu, também na capital portuguesa, em 18 de Julho de 1988. Durante a sua vida, que terminou quando estava no máximo da criatividade, escreveu seis sinfonias.
A música, que começou a ouvir aos dois anos de idade, foi a sua primeira forma artística. Gostava que lhe oferecessem instrumentos musicais e o pai, apercebendo-se da sua predilecção pela música, levava-o aos concertos e à ópera.
Aos cinco anos, começou a tocar num violino de brincadeira. O seu apego a este instrumento parecia conduzi-lo a uma carreira de violinista profissional. Na verdade, chegou a estudar violino e composição no Conservatório de Lisboa, onde foi aluno de Luís de Freitas Branco. Provando ser o seu aluno mais talentoso, Joly herdou do mais proeminente compositor da altura a paleta de cores das suas orquestrações. Outra pessoa que muito contribuiu para a sua formação foi o maestro Pedro de Freitas Branco, que deu a conhecer a obra de Braga Santos em todo o mundo. O próprio compositor lembrava: «Ele ajudou-me de uma forma espantosa e abriu caminho à formação que mais tarde eu viria a ter.».
Durante a sua juventude, no contexto da guerra mundial de então, não pôde ter um contacto mais próximo com a cultura musical europeia. Joly Braga Santos procurou assim inspiração na tradição portuguesa, especialmente na obra do seu mestre Luís de Freitas Branco. O antigo folclore português e o polifonismo renascentista estão bem presentes neste período, durante o qual compôs as suas primeiras quatro sinfonias. O talento de Joly demonstra-se assim a si próprio, pelo facto das referidas obras terem sido compostas entre os 22 e os 27 anos e serem imediatamente executadas pela Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional. Antes de completar os 20 anos, já ele transpusera para a música textos de Antero de Quental, Fernando Pessoa e Luís de Camões, que voltaria a ser fonte de inspiração da sua “Sexta Sinfonia”. Contudo, na “Quarta Sinfonia”, já tinha usado um poema de Vasconcellos Sobral no seu epílogo, tema que chegou a ser proposto para Hino Mundial da Juventude.
O contacto com a Europa aconteceu com a sua ida para Itália, país onde foi bolseiro em musicologia, composição musical e direcção de orquestra. No seu regresso a Portugal, tornou-se uma figura de destaque na direcção de orquestras e, durante um longo período, deixou de lado a composição. Referia-se a essa fase como um período “sabático”, antes de se dedicar, em 1965, à sua maior criação, a “Quinta Sinfonia”. Esta obra foi o seu último trabalho puramente orquestral, pois a “Sexta Sinfonia” foi composta para coro e soprano. Por esta altura, já ele estava bastante familiarizado com a mudança de estilo musical resultante do período pós-guerra. Braga Santos também catapultou a sua carreira nesse sentido, embora sem nunca perder a qualidade melódica que fez a sua música tão brilhante, misturando-a apenas com um pouco daquela aspereza que aparecia então na música mundial. Neste período, compôs a ópera “Trilogia das Barcas”, baseada em Gil Vicente e estreada em 1970 no Festival da Gulbenkian, constituindo umas das grandes obras de sempre do repertório lírico português.
A música de Joly Braga Santos pode ser vista principalmente como uma fusão dos vários estilos europeus, particularmente da Europa Ocidental. Foi ele próprio quem disse: «Desde sempre entendi que tinha de criar o meu próprio estilo e que a minha música devia ser o resultado dessa criação.» A melodia era, para ele, a razão de ser da música.
Além da vasta obra musical, Braga Santos pertenceu ao Gabinete de Estudos Musicais da Emissora Nacional, foi Director da Orquestra Sinfónica do Porto, Maestro Assistente e de Captação da Orquestra Sinfónica da RDP, professor de Composição do Conservatório Nacional de Lisboa, crítico e articulista, entre outros, do “Diário de Notícias” e fundou ainda a Juventude Musical Portuguesa.
O musicólogo João de Freitas Branco, autor da obra de referência da história da música portuguesa, salientou a generosidade cultural do maior sinfonista português: «Ele é o inverso do artista que se dirige apenas a minorias privilegiadas. Ele queria que muitas pessoas viessem a usufruir da sua arte.». Comunicar para ele era essencial, contribuindo para isso o seu espírito aberto. Pai de uma família muito unida, adorava as suas filhas, a quem chamava as suas “pequeninas maravilhas”.
Foi eleito pela UNESCO como um dos 10 melhores compositores da música contemporânea de então.

domingo, 13 de maio de 2012

EFEMÉRIDEGeórgios Nicholas Papanicolaou, médico grego, pioneiro no estudo da citologia e na detecção precoce de cancro, nasceu em Kymi, Eubeia, no dia 13 de Maio de 1883. Morreu em  Nova Jersey, em 19 de Fevereiro de 1962, vítima de doença coronária.
Foi o criador do chamado “Teste Papanicolau”, exame realizado para detectar precocemente tumores cancerosos na vagina e no colo do útero. Pelas suas contribuições para a ciência médica, foi laureado com o Prémio Lasker, em 1950.
Estudou na Universidade de Atenas, onde se licenciou em 1904. Seis anos depois, doutorou-se na Universidade de Munique na Alemanha. Em 1913, emigrou para os Estados Unidos indo trabalhar no Departamento de Patologia do Hospital de Nova Iorque e no Departamento de Anatomia da Escola de Medicina da Universidade de Cornell.
Quando de um colóquio em 1928, dissertou sobre o modo de diagnosticar o cancro no colo do útero. Em virtude de não se ter podido apoiar num número significativo de casos, o seu trabalho não foi apreciado no seu justo valor.
Juntamente com Herbert Frederik Traut, publicou em 1941 “Diagnostic Value of Vaginal Smears in Carcinoma of the Uterus” e em 1943 “The Diagnosis of Uterine Cancer by the Vaginal Smear”. O “Teste Papanicolau” conheceu então um grande desenvolvimento e passou a ser utilizado no mundo inteiro para a detecção e prevenção do cancro e de outras doenças citológicas do sistema reprodutor feminino. 

sábado, 12 de maio de 2012

Imitação: Isaltino Morais estreia Programa de Culinária

E viva o Isaltino!!
EFEMÉRIDEAlexei Andreievitch Tupolev, engenheiro projectista aeronáutico soviético, como o seu pai Andrei Tupolev, morreu no dia 12 de Maio de 2001. Nascera em 20 de Maio de 1925.
Quando terminou os seus estudos em 1942, mudou-se para Omsk, onde trabalhou pela primeira vez com o pai. O seu primeiro trabalho como projectista foi desenvolver uma ponta de cauda em madeira para a fuselagem do Tupolev Tu-2. Esta solução técnica foi utilizada para produção em série, em virtude da falta de materiais durante a Segunda Guerra Mundial.
Após o regresso a Moscovo em 1943 e a finalização dos seus estudos no Instituto de Aeronáutica desta cidade, integrou-se definitivamente no departamento de estudos em 1949. Durante este período, trabalhou sobretudo no desenvolvimento do Tupolev Tu-16, um bombardeiro de longo alcance. Após ter sido chefe de uma equipa de projectos durante a década de 1960, ocupou o cargo de projectista chefe depois do falecimento do pai em 1972.
Foi responsável, entre outros feitos, da concepção do primeiro avião comercial supersónico soviético, o Tupolev Tu-144, apelidado de forma irónica no ocidente como Concordsky, por causa da sua enorme semelhança com o Concorde franco-britânico. Também participou no desenvolvimento da nave espacial soviética Buran.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

EFEMÉRIDEBob Marley, de seu verdadeiro nome Robert Nesta Marley, cantor, guitarrista, autor e compositor jamaicano, o mais conhecido músico de reggae de todos os tempos, morreu em Miami no dia 11 de Maio de 1981. Nascera em Rhoden Hall, em 6 de Fevereiro de 1945.
Foi pai de onze filhos, nove de seis mães diferentes e dois adoptados. Vários deles seguiram igualmente carreiras musicais.
Era filho de um oficial do exército inglês e de uma adolescente negra jamaicana. Após a morte do pai em 1955, Marley e a mãe mudaram-se para Trenchtown, um gueto de Kingston, onde o pequeno Robert era provocado pelos negros locais, por ser mulato e ter baixa estatura. Bob teve uma juventude muito difícil e isso ajudou-o a ter pontos de vista bastante críticos sobre os problemas sociais. Começou as suas experiências musicais com o ska e passou aos poucos para o reggae, enquanto este estilo se desenvolvia. O trabalho de Bob Marley foi amplamente responsável pela aceitação cultural da música reggae no exterior da Jamaica. Assinou em 1971 um contrato com a Island Records, na época uma editora muito influente e inovadora. Foi nela, com “No Woman, No Cry”, em 1975, que ganhou fama mundial.
Bob Marley deixou a Jamaica no final de 1976 e foi para Inglaterra, onde gravou os álbuns “Exodus” e “Kaya”. Lançou a música “Africa Unite”, no álbum “Survival” de 1979, sendo convidado para a tocar nas festas da independência do Zimbabwe em Abril de 1980.
Bob Marley era adepto do movimento rastafari. Nas suas canções, pregava irmandade e paz para toda a humanidade. Era um grande defensor da maconha, usada por ele no sentido de comunhão. Na capa de “Catch a Fire” pode ver-se ele a fumar maconha e o uso espiritual da cannabis foi mencionado em muitas das suas canções.
Em Julho de 1977, descobriu uma ferida no dedo grande do pé direito, que ele pensou ser resultado de uma partida de futebol. A ferida porém não cicatrizou e a unha caiu. Foi-lhe então diagnosticado um melanoma maligno. Os médicos aconselharam-no a amputar o dedo, mas Marley recusou-se devido aos princípios rastafaris que diziam que «os médicos são homens que enganam os ingénuos, fingindo ter o poder de curar». Além disso, ele estava também preocupado com o impacto que a operação teria nos seus movimentos, num momento em que se encontrava no auge da carreira.
Segundo um dos filhos, Marley converteu-se ao cristianismo em 1977. Antes de morrer, foi baptizado na Igreja Ortodoxa da Etiópia, com o nome de Berhane Selassie. O cancro entretanto alastrou para o cérebro, pulmões e estômago. Durante uma tournée no Verão de 1980, numa tentativa de se afirmar no mercado norte-americano, Marley desmaiou enquanto corria no Central Park de Nova Iorque. Isto aconteceu depois de uma série de concertos que tinha dado em Inglaterra e no Madison Square Garden. A doença impediu-o de continuar. Marley procurou então ajuda e decidiu ir para Munique durante vários meses, para ser tratado pelo controverso especialista Josef Issels, não tendo obtido quaisquer melhoras. O cancro, pelo contrário, generalizou-se.
Um mês antes da sua morte, foi premiado com a Ordem de Mérito Jamaicana. Ele gostaria de ter passado os seus últimos dias na terra natal, mas a doença agravou-se durante o voo de regresso da Alemanha e teve de ser internado de urgência em Miami, tendo falecido no hospital Cedars of Lebanon. Tinha 36 anos. O seu funeral, na Jamaica, foi uma cerimónia digna de chefes de estado, com elementos combinados da Igreja Ortodoxa da Etiópia e do Rastafarianismo. Foi sepultado numa capela em Nine Mile, perto da cidade natal, juntamente com a sua guitarra favorita, uma Fender Stratocaster de cor vermelha.
A música e a lenda de Bob Marley ganharam mais força desde a sua morte e continuam a render grandes lucros aos seus herdeiros. O seu desaparecimento deu-lhe um estatuto mítico semelhante ao de Elvis Presley e John Lennon. Marley é ainda hoje muito popular em todo o mundo, particularmente em África e na América Latina. É considerado por muitos como a primeira estrela pop do Terceiro Mundo. Desde a sua morte, o dia 6 de Fevereiro, data do seu aniversário, é feriado nacional na Jamaica.
Entre as honrarias e os prémios que recebeu, salientam-se uma Estrela na Calçada da Fama em Hollywood, a Medalha da Paz do Terceiro Mundo das Nações Unidas e um Grammy pelo Conjunto da sua Obra. “One Love” foi considerada a Canção do Milénio pela BBC. Foi eleito pela revista “Rolling Stone” o 11º maior artista musical de todos os tempos.
Vendeu mais de 200 milhões de discos em todo o mundo. Ficou na memória colectiva como um dos símbolos universais da contestação, suplantando por vezes políticos e revolucionários como Che Guevara, Malcolm X ou Nelson Mandela. 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

EFEMÉRIDELinda Evangelista, supermodelo de nacionalidade canadiana, nasceu em Saint Catharines, Ontário, no dia 10 de Maio de 1965.
Aos doze anos de idade, já tinha decidido que queria ser modelo. Não demorou muito tempo para se iniciar a concretização do sonho desta jovem, pertencente a uma família operária de origem italiana e educada segundo a tradição católica. Em 1978, com apenas treze anos, participou num concurso de beleza para adolescentes, realizado em Niagara Falls. Apesar de não ter sido a vencedora, o concurso funcionou como catapulta para a carreira que ela ambicionava. Um agente que estava presente, à espreita de novos talentos, ficou fascinado com a sua beleza, onde se destacavam os olhos azuis-esverdeados, e contratou-a.
Mesmo assim, a sua ascensão não foi fácil e, só aos 18 anos, deixou a agência de manequins em Toronto, onde trabalhava, para ingressar nas fileiras da poderosa Elite, o que a levou a mudar-se para Nova Iorque. Como a carreira não progredia da forma pretendida, mudou-se para Paris à procura de melhor sorte. Linda teve, no entanto, de esperar três anos, desde a entrada na Elite, para dar outro salto significativo na carreira e assinar contrato com a conceituada revista de moda “Vogue”. A partir daí tudo correu a um ritmo alucinante, permitindo-lhe recuperar o tempo perdido. Apareceu nas capas de todas as revistas de moda internacionais e passou a integrar o grupo das supermodelos.
Ganhou também fama por mudar constantemente a cor dos cabelos, o que teria acontecido 17 vezes no espaço de quatro anos. Tal como algumas colegas das passerelles, também Evangelista apareceu em videoclipes de cantores famosos, tendo participado nos clipes “Freedom 90” e “Too Funky” de George Michael.
À semelhança de outras top models, também trabalha para angariar fundos destinados a acções de beneficência. A sua preferência vai para o apoio às pesquisas sobre a SIDA e o cancro da mama.
Ao longo da carreira, Linda Evangelista criou fortes laços de amizade com outras top models, tendo formado – com Naomi Campbell, Cindy Crawford, Christy Turlington, Claudia Schiffer e Kate Moss – o grupo conhecido como Super Six, as supermodelos dos anos 1990. Para além de muito solicitada para desfilar nas passerelles, Linda Evangelista apareceu em campanhas publicitárias das empresas American Express, Calvin Klein, Chanel, Versace, Ralph Lauren, Dior, Chloé, Hermès, Yves Saint-Laurent e Revlon, entre outras.
Linda Evangelista está actualmente afastada do mundo da moda, mas recebe ainda convites para desfilar em passarelles de famosas casas de alta-costura e para fazer capas de revistas da especialidade. Ela é agora sobretudo uma activista humanitária e declara-se distante da menina que disse um dia «não sair da cama por menos de 10 000 dólares». Em 2005, comentando a sua famosa declaração, disse: «Não suporto a forma como isso me persegue. Eu declarei isso há muito tempo e espero ser hoje uma pessoa diferente. Agora saio da cama por uma razão muito melhor. Faço parte de uma equipa que angaria milhões de dólares e alerta a consciência das pessoas para a SIDA».
No meio dos anos 1980, casou-se com Gérald Marie, presidente da Elite Europa. Em 1998 começou uma relação com o célebre guarda-redes da equipa de França de futebol Fabien Barthez.
O magazine “People”, nos anos 1990, consagrou-a como uma das 50 mais belas pessoas do mundo. Tem uma estrela na Alameda das Celebridades Canadianas em Toronto. Recebeu em 2009 o World Style Award.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

EFEMÉRIDEMarco Ferreri, actor, realizador e cenarista italiano, morreu em Paris no dia 9 de Maio de 1997, vítima de crise cardíaca. Nascera em Milão, em 11 de Maio de 1928.
Durante a juventude, estudou veterinária e trabalhou como jornalista e vendedor de aparelhos de projecção. Iniciou-se no cinema fazendo documentários e publicidade e foi director de produção. Em Espanha (1956), rodou três filmes para o escritor humorista Rafael Azcona, todos eles pautados pelo humor negro e por fortes críticas aos mitos sociais contemporâneos. Estas são, aliás, as características que irão pautar todos os filmes da sua carreira. Entre os mais conhecidos, destaca-se “La Grande Bouffe”, de 1973, com Marcello Mastroianni, Michel Piccoli, Philippe Noiret e Ugo Tognazzi, uma desconcertante alegoria sobre a sociedade de consumo, em que um grupo de quatro amigos se suicida por hiperalimentação.
Em 1951 fundou, juntamente com Riccardo Ghione, “Documento mensile”, um efémero cine jornal no qual colaboraram grandes nomes do cinema e da literatura. No ano seguinte, foi director de produção do filme de Alberto Lattuada “Le Manteau”.
Em 1953 produziu com Zavattini e Ghione “L’amore in città”, um filme-inquérito realizado sob a forma de sketches. Apareceu como actor no episódio “Os Italianos”, realizado pelo seu amigo Alberto Lattuada. Será no mesmo ano o intérprete de “La spiaggia”, película em que foi igualmente director de produção. No ano seguinte, fez parte do elenco de “Donne e soldati”.
Seguiram-se vários filmes, que culminaram em 1960 com “El cochecito”, que triunfou no Festival de Veneza e obteve em Paris o Grande Prémio do Humor Negro
Em 1962 colaborou no cenário de “Mafioso”, realizado por Lattuada. Protagonizou depois uma sátira à instituição do matrimónio em Itália, “Una storia moderna: l'ape regina”, que lhe trouxe os primeiros dissabores junto da censura e o colocou definitivamente na categoria de cineastas iconoclastas. Foi actor em “Sortilégio” (1970).
Nos anos 1970, o interesse de Ferreri por temas sulfurosos intensificou-se. Os seus filmes analisam as nevroses engendradas pela produtividade industrial e pela acumulação capitalista nas sociedades modernas. Transforma Annie Girardot num animal de circo, dotado de um impressionante sistema capilar, em “La donna scimmia”. Pede a Ugo Tognazzi para incarnar um professor de educação sexual em “Controsesso” e transforma Catherine Deneuve numa “mulher cadela” em “La cagna”. Designava-se a ele próprio como um cineasta de mau gosto…
Depois de “Ciao maschio”, rodado em Nova Iorque, Ferreri passou a interessar-se pelo mundo da infância, a última oportunidade de uma sociedade em que sempre filmou a decadência. Depositava todas as suas esperanças na juventude, a única força capaz de, segundo ele, mudar o mundo para melhor. 

Posiblemente. Patxi Andion.wmv

Patxi Andion

terça-feira, 8 de maio de 2012

EFEMÉRIDEFernandel, de seu verdadeiro nome Fernand Joseph Désiré Contandin, cantor, actor e realizador francês, nasceu em Marselha no dia 8 de Maio de 1903. Morreu em Paris, em 26 de Fevereiro de 1971.
Proveniente do music-hall, ele foi durante várias décadas uma das maiores estrelas do cinema francês e um campeão das bilheteiras, tendo atraído mais de cem milhões de espectadores às salas de cinema. Cómico emblemático do cinema do pós-guerra, vários dos seus filmes tornaram-se clássicos, como “Le Schpountz”, “L'Auberge rouge”, “Ali Baba et les Quarante voleurs” e “La Cuisine au beurre” e, igualmente, vários dos seus personagens, como Don Camillo. Brilhou também em representações dramáticas, nomeadamente em “La Vache et le Prisonnier”.
Deixou para a posteridade uma discografia importante de canções populares. Granjeou uma popularidade tal que o general De Gaulle declararia, em 1968, que «Fernandel era o único francês, no mundo actual, mais célebre do que ele»… Marcel Pagnol disse também que «Fernandel era um dos maiores e mais célebres actores do seu tempo e que só poderia ser comparado a Charlie Chaplin».
O pai, contabilista, mas também cantor e comediante amador, e a mãe, igualmente comediante amadora, adivinharam rapidamente o talento do filho. Fernand acompanhava frequentemente o pai, em concertos nos arredores de Marselha. Tendo concorrido a um concurso para pequenos cantores, ganhou mesmo o primeiro prémio.
Quando acabou os estudos, o pai colocou-o no Banco Nacional de Crédito, de onde não tardou a ser despedido. Arranjou outros empregos, mas a sua paixão pelo canto e o seu carácter muito peculiar não lhe permitiam assegurar uma situação estável. Paralelamente, actuava em vários cafés-concerto. 
Depois do serviço militar (1925/1926), fixou-se em Paris onde cantou no “Bobino”. Foi tal o sucesso que, no dia seguinte, assinou um contrato para actuar durante 19 semanas. Depois da morte do pai, em 1930, o director do Casino de Paris e do Teatro Mogador contratou-o para uma revista. O realizador Marc Allégret, que assistia a um destes espectáculos, ofereceu-lhe um papel num filme que ele preparava com Sacha Guitry (“Le Blanc et le Noir”). O ano de 1930 marcou assim o começo da sua carreira cinematográfica.
No ano seguinte, Jean Renoir convidou-o para um personagem mais importante em “On purge bébé”. Em 1932, foi pela primeira vez a principal vedeta de um filme (“Le Rosier de madame Husson”). A partir daí, os êxitos multiplicaram-se mas isso não impedia que Fernandel continuasse a sua carreira de cantor. Entrou em várias comédias musicais que, muitas vezes, eram posteriormente adaptadas ao cinema.  
Em 1939, em virtude da Segunda Grande Guerra Mundial, foi chamado de novo para o exército, só sendo desmobilizado depois do armistício. Durante a guerra, gravou “Francine”, uma canção contra a propaganda alemã. 
Depois de alguns filmes sem grande relevo na década de 1940, reencontrou o sucesso em 1950 graças ao início da série “Don Camillo”, baseada na obra de Giovannino Guareschi, em que um padre e um presidente de uma câmara comunista se entregam a uma luta de influências numa pequena vila italiana: “Le Petit Monde de Don Camillo” (1951) e “Le Retour de Don Camillo” (1953). Depois, com outros realizadores, fez “La Grande Bagarre de Don Camillo” (1955), “Don Camillo Monseigneur” (1961), “Don Camillo en Russie” (1965) e por fim “Don Camillo et les Contestataires”, película que ele começou em 1970, mas que não acabaria, vítima de cancro num pulmão.
Em 1963 fundara, juntamente com Jean Gabin, a produtora Gafer. Teve igualmente grande êxito com a gravação de textos das “Cartas do meu moinho” de Alphonse Daudet. Realizou três filmes: “Simplet” em 1942, “Adrien” em 1943 e “Adhémar ou le Jouet de la fatalité” em 1951.
Em Janeiro de 1953, quando esteve em Roma, Pio XII pediu-lhe para ir ao Vaticano, afim que ele pudesse falar com «o mais conhecido dos padres da cristandade, depois do Papa»… 

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