terça-feira, 30 de novembro de 2010


Fecho de Telejornal em beleza!!
EFEMÉRIDE Fernando António Nogueira de Seabra Pessoa, poeta e escritor português, faleceu em Lisboa no dia 30 de Novembro de 1935. Nascera também em Lisboa, em 13 de Junho de 1888.
Considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa e da Literatura Universal, é muitas vezes comparado a Luís de Camões.
Por ter crescido na África do Sul, para onde foi aos sete anos em virtude do casamento de sua mãe, Pessoa aprendeu muito cedo a língua inglesa. Das quatro obras que publicou em vida, três são em inglês. Fernando Pessoa dedicou-se também a traduções desse idioma.
Ao longo da vida trabalhou em várias firmas como correspondente comercial. Foi também empresário, editor, crítico literário, activista político, tradutor, jornalista, inventor, publicitário e publicista, ao mesmo tempo que produzia a sua obra literária que, em grande parte, ficou inédita até à sua morte. Como poeta, desdobrou-se em múltiplas personalidades, conhecidas como heterónimos.
A sua infância e a sua adolescência foram marcadas por factos que o influenciariam posteriormente. Às cinco horas de uma manhã de Julho de 1893, o pai morreu, com 43 anos, vítima de tuberculose. Fernando tinha apenas cinco anos. O irmão Jorge viria a falecer no ano seguinte, sem completar um ano. A mãe viu-se obrigada a leiloar parte da mobília e mudou-se para uma casa mais modesta. Ainda no mesmo ano, escreveu o primeiro poema, um verso curto com a infantil epígrafe de «À Minha Querida Mamã». A mãe casou-se pela segunda vez em 1895 com o comandante João Miguel Rosa, cônsul de Portugal em Durban (África do Sul). Em África, onde passou a maior parte da juventude e recebeu educação inglesa, Pessoa viria a demonstrar talento para a literatura desde muito cedo.
Fez a instrução primária na escola de freiras irlandesas da West Street, percorrendo em dois anos o equivalente a quatro. Em 1899 ingressou no Liceu de Durban, onde permaneceu durante três anos e foi um dos primeiros alunos da sua turma. No ano de 1901, foi aprovado com distinção no exame Cape School High Examination e escreveu os primeiros poemas em inglês. Na mesma época, morreu a sua irmã Madalena Henriqueta, com dois anos. Em 1901 partiu com a família com destino a Portugal, para um ano de férias. No navio em que viajavam, vinha o corpo da irmã. Viajou tempos mais tarde até à Ilha Terceira, nos Açores, onde vivia a família materna. Deslocaram-se também a Tavira para visitar parentes paternos.
Tendo recebido uma educação britânica, que lhe proporcionou um profundo contacto com a língua inglesa, os seus primeiros textos foram em inglês. Manteve contacto com a literatura inglesa através de autores como Shakespeare, Edgar Allan Poe e Lord Byron, entre outros. O Inglês teve grande importância na sua vida, trabalhando com o idioma quando, mais tarde, se tornou correspondente comercial em Lisboa, além de o utilizar nos seus textos e de traduzir trabalhos de poetas ingleses. Com excepção de “Mensagem”, os únicos livros publicados em vida foram os das colectâneas dos seus poemas ingleses, escritos entre 1918 e 1921.
Fernando Pessoa permaneceu em Lisboa, enquanto todos - mãe, padrasto, irmãos e empregada doméstica - regressaram a Durban. Voltou depois, sozinho, para África. Matriculou-se na Durban Commercial School, escola comercial de ensino nocturno, enquanto durante o dia estudava as disciplinas humanísticas para entrar na universidade.
Em 1903, candidatou-se à Universidade do Cabo da Boa Esperança. Na prova de admissão, entre os 899 candidatos, obteve a melhor nota no ensaio de estilo inglês. Recebeu por isso o “Prémio Rainha Vitória”. Um ano depois, ingressou na Durban High School, onde frequentou o equivalente a um primeiro ano universitário. Aprofundou a sua cultura, lendo clássicos ingleses e latinos. Escreveu poesia e prosa em inglês, assinando com heterónimos. Por fim, encerrou os seus bem sucedidos estudos na África do Sul, com o “Intermediate Examination in Arts”, na Universidade, obtendo uma boa classificação.
Deixando a família em Durban, regressou definitivamente à capital portuguesa em 1905. Continuou a produção de poemas em inglês e, em 1906, matriculou-se no Curso Superior de Letras, que abandonou sem sequer completar o primeiro ano. Foi nesta época que entrou em contacto com importantes escritores portugueses, interessando-se pela obra de Cesário Verde e pelos sermões do Padre António Vieira.
Em Agosto de 1907, morreu a sua avó Dionísia, com quem então vivia e que lhe deixou uma pequena herança. Montou uma modesta tipografia, que rapidamente faliu. A partir de 1908, dedicou-se à tradução de correspondência comercial, uma actividade a que poderíamos dar o nome de “correspondente estrangeiro”. Nessa profissão trabalhou praticamente toda a vida, tendo uma modesta actividade pública.
Iniciou a sua actividade de ensaísta e crítico literário, com o artigo “A Nova Poesia Portuguesa Sociologicamente Considerada”, a que se seguiriam “Reincidindo…” e “A Nova Poesia Portuguesa no Seu Aspecto Psicológico”, publicados em 1912 pela revista “A Águia”.
Pessoa foi internado no dia 29 de Novembro de 1935, no Hospital de São Luís dos Franceses, com diagnóstico de cólica hepática, provavelmente causada por cálculo biliar e associada a cirrose com origem no excesso de álcool. Morreu no dia seguinte.
Pode dizer-se que a vida do poeta foi dedicada a criar e que, de tanto criar, criou outras vidas através dos seus heterónimos.
Saliente-se que os heterónimos, diferentemente dos pseudónimos, são personalidades poéticas completas: identidades que, em princípio falsas, se tornam verdadeiras através da sua manifestação artística própria e diversa do autor original. Os três mais conhecidos foram Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro. Um quarto heterónimo de grande importância na obra de Pessoa foi Bernardo Soares, autor do “Livro do Desassossego”, importante obra literária do século XX.
Na comemoração do centenário do nascimento de Fernando Pessoa, em 1988, o seu corpo foi trasladado para o Mosteiro dos Jerónimos.
Pessoa interessava-se também pelo ocultismo e pelo misticismo, tendo defendido publicamente as organizações iniciáticas, contra ataques da ditadura do Estado Novo. Tinha o hábito de fazer consultas astrológicas para si mesmo e realizou mais de mil horóscopos.
Fernando Pessoa foi o primeiro português a figurar na Collection Bibliothèque de la Pléiade, prestigiada colecção francesa de grandes nomes da literatura. A sua obra está traduzida em numerosas línguas, desde as europeias até ao chinês.

Jogadores azarados

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

EFEMÉRIDE – Domenico Gaetano Maria Donizetti, compositor de óperas italiano, um dos mais fecundos do Romantismo, nasceu em Bérgamo no dia 29 de Novembro de 1797. Morreu na mesma cidade em 8 de Abril de 1848.
Nascido numa família pobre, sem tradições musicais, foi um dos primeiros alunos da escola de caridade de Bérgamo, em 1806, indo alguns anos mais tarde estudar no Liceu Filarmónico de Bolonha.
As suas primeiras peças foram composições religiosas. Em 1814 regressou a Bérgamo, ficando responsável pela música na Igreja de Santa Maria Maggiore.
Em 1818, foi representada em Veneza a sua primeira ópera, “Enrico di Borgogna”. O seu primeiro grande sucesso foi “Esule di Roma”, estreada em 1828 na cidade de Nápoles.
Em 1830, novo triunfo, no Teatro Carcano de Milão, com “Ana Bolena”, ópera que não tardou a ser também representada em Paris, Londres, Madrid, Dresde e Havana. Dois anos mais tarde, mais um sucesso com “O Elixir do Amor”, representada em Milão. Estes êxitos valeram-lhe a nomeação, em 1834, para mestre de capela e professor de composição no Real Collegio de Nápoles e, em 1836, mestre de contraponto no mesmo conservatório.
Em 1835, a convite de Rossini, deslocou-se a Paris para uma representação, sendo feito Cavaleiro da Legião de Honra pelo rei Louis-Philippe. De volta a Nápoles, arrancou um triunfo memorável com “Lucia di Lammermoor”, a sua obra mais célebre, composta apenas em seis semanas. Em Julho de 1837, a morte da sua mulher mergulhou-o numa profunda depressão. Em Outubro, fez no entanto representar uma nova obra-prima, “Roberto Devereux”.
No ano seguinte, a proibição de “Poliuto”, pela censura napolitana, determinam-no a deixar a Itália e a fixar-se em Paris.
Colaborando com Eugène Scribe, criou uma série de óperas, algumas das quais se tornaram clássicos do reportório lírico mundial, entre elas “D. Sebastião, rei de Portugal” (1843), composta em dois meses.
De 1842 a 1846 Donizetti não cessou de viajar, sobretudo entre Paris, as grandes cidades italianas (Nápoles, Roma, Bolonha, Milão e Veneza) e Viena, onde foi nomeado Mestre da Capela da Corte.
Começou então a sentir os efeitos da sífilis, que o levariam a abandonar o trabalho em 1845. Complicações da doença, de natureza nervosa, fizeram-no perder a fala, deixou de poder andar e foi enlouquecendo aos poucos. Ajudado por um sobrinho, voltou a Paris onde foi internado num asilo de alienados de Ivry-sur-Seine, antes de ser transferido um ano mais tarde para uma casa de saúde da sua terra natal, onde passou os últimos tempos de vida.
Ao todo, Donizetti legou aos vindouros 71 óperas, 13 sinfonias, 18 quartetos, 3 quintetos, 28 cantatas e 115 outras composições religiosas, sem contar com um número importante de peças de música de câmara e outras, o que faz dele um dos compositores mais prolíficos do século XIX.

domingo, 28 de novembro de 2010

EFEMÉRIDEAlexander Borissovitch Godunov, bailarino e actor de cinema soviético, nasceu na ilha de Sakalina em 28 de Novembro de 1949. Morreu repentinamente em Los Angeles no dia 18 de Maio de 1995.
Foi uma das principais estrelas do Ballet Bolshoi mas, em 1979, durante uma tournée nos Estados Unidos, pediu asilo em Nova Iorque, o que criou um incidente diplomático entre americanos e soviéticos. Na ocasião, era casado com a bailarina Ludmila Vlasov, também do elenco do Bolshoi, que não o quis acompanhar naquela decisão e regressou à então União Soviética. O avião em que ela ia viajar foi bloqueado pelas autoridades americanas, que quiseram confirmar se ela voltava de livre vontade à sua terra natal.
Nos Estados Unidos, tornou-se primeiro bailarino do American Ballet Theatre e investiu, mais tarde, numa carreira cinematográfica, trabalhando em filmes como “Duro de Matar” e “Um Dia a Casa Cai”. Manteve uma ligação amorosa com a actriz Jacqueline Bisset até 1988.
Seleccionado entre mais de 250 crianças, começara a dançar com 9 anos de idade, na Riga State Ballet School (Letónia). Progrediu rapidamente, fazendo depois tournées com o Moscow Classical Ballet.
Ingressou seguidamente no Bolshoi, onde as suas interpretações em “O Lago dos Cisnes”, em “Gisela” e em representações clássicas e contemporâneas, lhe valeram imensos elogios e medalhas.
Contraiu uma hepatite, agravada pelo alcoolismo. Foi encontrado morto na sua casa de Hollywood, por uma enfermeira que fora chamada por amigos que estranharam a sua ausência. As cinzas de Alexander Godunov foram dispersas no Oceano Pacífico. Nenhum dos seus familiares assistiu à cerimónia, mas um memorial foi-lhe dedicado num cemitério de Moscovo.

sábado, 27 de novembro de 2010

EFEMÉRIDEAnders Celsius, astrónomo sueco, nasceu em Ovanåker no dia 27 de Novembro de 1701. Morreu em Uppsala, vítima de tuberculose, em 25 de Abril de 1744.
Foi professor de Astronomia na Universidade Uppsala, de 1730 (com apenas 29 anos de idade) até 1744, tendo viajado de 1732 a 1735 com o intuito de visitar diversos observatórios, principalmente na Alemanha, em Itália e em França.
Em 1733 publicou em Nuremberga um conjunto de 316 observações da Aurora Boreal, feitas por ele próprio e por outros sábios, durante os anos 1716/1732.
Em Paris, defendeu a necessidade de medir o arco de meridiano na Lapónia, tendo feito parte da expedição organizada para este efeito pela Academia Francesa de Ciências, em 1736. Os resultados obtidos confirmaram, de maneira definitiva, que a Terra era efectivamente uma esfera achatada nos pólos.
Celsius foi um dos fundadores do Observatório Astronómico de Uppsala em 1741, mas ficou sobretudo conhecido pela escala de temperatura Célsius, proposta pela primeira vez num documento endereçado à Academia Real de Ciências da Suécia em 1742. A escala Célsius homenageia o seu nome, tendo sido revista por Carolus Linnaeus em 1745 e permanecendo como medida padrão até aos nossos dias.
Anders Célsius defendia também que a Suécia, estado protestante, adoptasse o calendário gregoriano, mesmo sendo este obra de um papa católico. Não teve sucesso imediato, mas a ideia germinou pois o calendário gregoriano substituiu o calendário juliano em 1753, mais de nove anos depois da sua morte.
Os seus restos mortais repousam numa igreja de Upsala. Foi dado o seu nome a uma cratera da Lua.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010


Eu amo você - Nilton
EFEMÉRIDEFausto, de seu nome completo, Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias, compositor e cantor português, nasceu em Vila Franca das Naves, no dia 26 de Novembro de 1948.
Foi naturalizado em Vila Franca das Naves, se bem que tenha nascido a bordo do navio “Pátria”, que navegava entre Portugal e Angola.
Com vinte anos, veio para Lisboa, onde se licenciou em Ciências Políticas e Sociais, no então Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina. Estudava ainda, quando lançou o primeiro álbum, “Fausto”. No âmbito do movimento associativo em Lisboa, aproximou-se de nomes como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e Manuel Freire, e igualmente de José Mário Branco e Luís Cília, que viviam no exílio.
Eleito Presidente da Direcção da Associação dos Estudantes do ISCSPU, Fausto viu o seu nome não ser homologado pelo Ministério da Educação, em consequência de um certo comprometimento político na sua actividade musical. Como “castigo”, foi chamado a cumprir o serviço militar, embora possuísse todas as condições para ter um adiamento. Fausto recusou-se a comparecer no quartel e foi considerado refractário.
Vivendo quase clandestino, Fausto fez grande parte das gravações do seu segundo LP em Madrid. Nele, incluiu letras de Eugénio de Andrade e de Mário Henrique Leiria, num todo de características políticas muito acentuadas.
Com o 25 de Abril de 1974, Fausto acompanhou a actividade frenética dos cantores da resistência ao regime deposto.
Após o período mais quente da Revolução, Fausto assistiu ao que ele considera uma invasão da música anglo-saxónica. Reagiu: «Sempre me opus e resisti à tirania do rock e do pop em Portugal pelo que isso representa de normalização da música». E deu a sua própria resposta, gravando em 1977 “Madrugada dos Trapeiros”, um dos discos fundadores da nova música popular portuguesa.
Em “Por Este Rio Acima” (1982) e a partir da obra de Fernão Mendes Pinto, o principal cronista dos Descobrimentos, Fausto traçou um retrato da sociedade portuguesa, procurando os pontos de confluência entre a época das naus e das caravelas e a actualidade. A esse propósito, o autor afirmou: «Canto o lado do povo anónimo que ia nos barcos, não o dos heróis. Canto o outro lado da História, o lado mais humano. Não falo do passado. Falo dos dias de hoje e curiosamente há pontos em comum».
Com “A Preto e Branco” (1989), as canções africanas da sua adolescência foram de novo interpretadas, num reencontro com a música angolana.
Autor de doze discos, gravados entre 1970 e 2005 (dez de originais, uma colectânea regravada e um disco ao vivo), é um dos mais importantes nomes da música portuguesa, a popular em particular. A sua obra tem sido revisitada por nomes como Mafalda Arnauth, Né Ladeiras, Teresa Salgueiro e Cristina Branco.
O país reconheceu, em 1997, a importância de Fausto, através da Comissão Nacional dos Descobrimentos Portugueses, que o convidou para dar um concerto comemorativo dos 500 anos da partida de Vasco da Gama para a Índia.
A crise omnipresente...



quinta-feira, 25 de novembro de 2010


Sempre actual... Algumas palavras fortes, mas ditas com o coração!

Do fim dos anos 1970, mas sempre actual...
EFEMÉRIDE Karl Friedrich Michael Benz, engenheiro, inventor e pioneiro de automóveis alemão, nasceu em Karlsruhe no dia 25 de Novembro de 1844. Morreu em Ladenburg, em 4 de Abril de 1929.
Estudou Engenharia Mecânica na Universidade de Karlsruhe. Em 1871 criou a sua primeira sociedade, dedicada a materiais de construção. Dois anos mais tarde, fundou a Benz & Co. que se tornaria “Mercedes-Benz” em 1926, depois da fusão com a Daimler Motoren Gesellschaft. Começou por construir motores industriais.
É o inventor, juntamente com Gottlieb Daimler, do automóvel movido a gasolina, como o conhecemos hoje. Em Janeiro de 1886, registou a patente e, em Julho, apresentou o primeiro automóvel, ainda com três rodas.
Em Agosto de 1894, a esposa de Karl partiu com o protótipo do “Benz Patent Motorwagen”, para percorrer o primeiro trajecto com um automóvel numa longa distância. Fez 104 quilómetros a uma velocidade de 15 km/hora, o que era notável para a época. Esta proeza levou Karl Benz a fazer vários aperfeiçoamentos, acrescentando-lhe nomeadamente uma velocidade suplementar para rolar com maior comodidade nas subidas.
Seguiu-se a primeira viatura Benz com quatro rodas, a Benz Victoria, seguida no ano seguinte da Benz Velo, que serviria de modelo para os primeiros camiões e autocarros.
Em 1896 apareceu a primeira Benz Kontra-Motor, com um motor de dois cilindros horizontais opostos. O primeiro camião Benz foi fabricado no mesmo ano. Em 1898 os pneus em borracha foram adoptados ao Benz Confortable.
Em 1899 a produção era de 572 viaturas e Benz tornou-se num dos mais importantes fabricantes de automóveis de então. No ano seguinte, aquele número subiu para 603 unidades.
A primeira viatura de corrida Benz surgiu em 1899 e teve igualmente enorme sucesso. Em 1914, a Universidade de Karlsruhe, onde ele tinha estudado, outorgou-lhe o título de doutor honoris causa.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

EFEMÉRIDE Rui Gil Soares de Barros, um dos melhores futebolistas portugueses da sua geração, nasceu em Lordelo no dia 24 de Novembro de 1965.
Foi Campeão Nacional de Juniores pelo F. C. do Porto, nos anos 1980. No seu percurso pelas camadas mais jovens, representou os “Aliados de Lordelo”, clube da sua terra, o “Rebordosa” e o “Paços de Ferreira”. Não subiu imediatamente à equipa principal, tendo sido emprestado, para rodar, ao Covilhã (2ª Divisão, 1985/86) e ao Varzim. Ao serviço deste último, sagrou-se Campeão da Zona Norte - 2ª Divisão.
Regressou ao seu clube predilecto, sendo lançado pelo treinador Tomislav Ivic. Contribuiu logo para as vitórias na Taça Intercontinental e na Super Taça Europeia. Neste último torneio, marcou mesmo o único golo com que o F.C. Porto derrotou o Ajax, na 1ª mão, na Holanda. Este golo, obtido após uma abertura de Gomes que o isolou frente ao guarda-redes, resumiu as qualidades que fizeram dele um jogador de eleição na Europa: a rapidez e a técnica.
Foi com naturalidade que assinou pela Juventus, onde jogou durante dois anos e é considerado, ainda hoje, uma das velhas glórias da “vecchia signora”.
Entre 1990 e 1993 jogou no Mónaco (ao lado de George Weah), treinado por Arsène Wenger. Na época de 1993/94 alinhou pelo Olympique de Marseille, onde conheceu os graves problemas extra-desportivos que afectaram este clube. Regressou ao F. C. Porto, onde acabou a carreira.
Foi internacional por 36 vezes, tendo-se estreado em 1987. Entre os títulos conquistados, saliente-se: a Liga dos Campeões (1986/87), a Super Taça Europeia (1986/87), a Taça Intercontinental (1986/87), seis Campeonatos de Portugal, três Taças de Portugal e três Super Taças de Portugal, tudo em representação do F. C. Porto. Ganhou ainda uma Taça de Itália (1990, Juventus), uma Taça UEFA (1990, Juventus) e uma Taça de França (1991, Mónaco).
Incentivo...

terça-feira, 23 de novembro de 2010


24 de Novembro - Greve Geral
EFEMÉRIDEJosé Clemente Orozco, um dos maiores pintores mexicanos e um dos protagonistas do muralismo mexicano (juntamente com Rivera, Tamayo e Siqueiros), nasceu em Zapotlán, agora Ciudad Guzmán, no dia 23 de Novembro de 1883. Morreu na cidade do México em 7 de Setembro de 1949.
Aos vinte anos ingressou na Academia de Belas Artes de San Carlos para completar a sua educação.
Destacou-se principalmente na pintura mural, mas também se dedicou à pintura de cavalete, à aguarela, ao desenho e à caricatura, que fazia mais como modo de ganhar a vida do que como arte.
A temática central da sua obra é a revolução, a luta do povo para atingir os seus ideais e uma nova sociedade. A representação formal na sua obra reflecte uma mistura de influências estéticas que vão do realismo ao expressionismo e passam pela arte renascentista italiana dos séculos XV e XVI.
Orozco trabalhou principalmente no México, onde a sua actividade de muralista foi mais intensa, mas à semelhança de outros muralistas mexicanos, desenvolveu algumas obras nos Estados Unidos. Um dos seus mais famosos murais encontra-se no Dartmouth College, em New Hampshire, e foi pintado entre 1932 e 1934, abrangendo quase 300 m² em 24 painéis.
Entre 1922 e 1949, pintou uma superfície total de 4.700 m², em dezassete edifícios no México e quatro nos Estados Unidos.
Na produção dos seus últimos anos pode notar-se o desejo de inovar e de experimentar novas técnicas, que se reflecte sobretudo no mural “A Alegoria Nacional”, na realização do qual usou fragmentos de metal embutidos no cimento.
Os seus restos mortais estão sepultados no Panteão dos Homens Ilustres.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

EFEMÉRIDEDomingos Castro, antigo atleta português, especialista em corridas de fundo, tanto em pista como em corta-mato, nasceu em Fermentões no dia 22 de Novembro de 1963. Revelou-se mundialmente em 1987, ao sagrar-se Vice-campeão dos 5000 metros nos Campeonatos Mundiais realizados em Roma.
É um dos oito filhos de um casal de humildes trabalhadores rurais, irmão gémeo de Dionísio Castro, também ele atleta de nomeada.
Começou a ser notado em corridas populares na sua terra, o que o levou a ser convidado, em 1984, para ingressar no Sporting Clube de Portugal, onde permaneceu durante toda a sua carreira.
Começou a ser treinado pelo conceituado técnico Mário Moniz Pereira. Desta combinação surgiu a oportunidade de participar na segunda edição dos Campeonatos Mundiais, disputados em Roma, onde, surpreendentemente, alcançou a Medalha de Prata (13.27,59m) atrás do marroquino Saïd Aouita (13.26.44m).
Participou em quatro Olimpíadas, sendo 4º classificado na final de 5000 metros em Seoul (1988), apenas a 36 centésimos de segundo do “medalha de bronze”, e 11º na final dos 5000 metros em Barcelona (1992).
No fim da carreira voltou-se para as provas de estrada, classificando-se em 25º lugar na Maratona de Atlanta (1996), 18º na Maratona de Sydney (2000) e vencendo a Maratona de Paris (1995) e a de Roterdão, esta com o tempo de 2:07.51h, que constitui a sua melhor marca na distância (1997).

domingo, 21 de novembro de 2010

EFEMÉRIDERené François Ghislain Magritte, um dos principais pintores surrealistas belgas, nasceu em Lessines no dia 21 de Novembro de 1898. Morreu em Bruxelas, em 15 de Agosto de 1967, vítima de cancro.
Em 1912, a mãe suicidou-se por afogamento no rio Sambre. Magritte estava presente quando o corpo foi retirado das águas do rio.
Em 1916, ingressou na Académie Royale des Beaux-Arts, em Bruxelas, onde estudou durante dois anos. Trabalhou numa fábrica de papel de parede e foi designer de cartazes e anúncios até 1926, quando um contrato com a Galerie la Centaure fez da pintura a sua principal actividade. Nesse mesmo ano, Magritte produziu a primeira pintura surrealista, “Le jockey perdu”, tendo apresentado a sua primeira exposição no ano seguinte. René Magritte praticava o surrealismo realista ou “realismo mágico”. Começou por imitar a vanguarda surrealista, mas sentiu necessidade de uma linguagem mais poética e viu-se influenciado pela pintura metafísica de Chirico.
Magritte tinha um espírito travesso e, em “A queda”, os seus bizarros homens de chapéu de coco caiem do céu absolutamente serenos, expressando algo da vida como a conhecemos. A sua arte, pintada com tal nitidez que parece realista, caracteriza o amor surrealista pelos paradoxos visuais. Embora as coisas possam dar a impressão de serem normais, existem anomalias e coisas insólitas por todo o lado.
Mudou-se para Paris em 1927, onde começou a envolver-se em actividades do grupo surrealista, tornando-se grande amigo dos poetas André Breton e Paul Éluard.
Quando a Galerie la Centaure fechou e o seu contrato acabou, Magritte voltou a Bruxelas, onde permaneceu mesmo durante a ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial. Os seus trabalhos foram expostos em 1936 na cidade de Nova York e em mais duas exposições retrospectivas na mesma cidade, uma no Museu de Arte Moderna em 1965 e outra no Metropolitan Museum of Art em 1992.
Em 2009 foi inaugurado na capital belga o maior museu do mundo consagrado a Magritte. Em cinco andares (2500 m2) estão expostas cerca de duzentas das suas obras (pinturas, desenhos, guaches, fotografias, esculturas, objectos, filmes, cartazes e trabalhos publicitários). Os períodos da sua vida são apresentados de um modo cronológico e temático.
Por mera curiosidade diga-se que os óculos de Magritte foram vendidos em leilão pela sua viúva nos anos 1980. Linda McCartney comprou-os, para oferecer ao marido Paul McCartney, um grande admirador do pintor belga.

Carta de um Contratado - António Jacinto

sábado, 20 de novembro de 2010

EFEMÉRIDENaide Gomes, de seu verdadeiro nome Enezenaide do Rosário da Vera Cruz Gomes, atleta portuguesa que representa o Sporting Clube de Portugal desde 1998, nasceu em São Tomé no dia 20 de Novembro de 1979.
É especialista no salto em comprimento, embora os seus primeiros resultados de nível internacional tivessem ocorrido nas provas combinadas, nomeadamente no pentatlo, uma prova do atletismo disputada em pista coberta.
Representou São Tomé e Príncipe, país onde nasceu, na prova de 100 metros barreiras dos Jogos Olímpicos de Sydney (2000).
Depois de um processo de naturalização concluído em 2001, representou Portugal pela primeira vez no Campeonato da Europa de Pista Coberta em Viena (2002), surpreendendo tudo e todos ao lutar pelo título até ao final dos 800 metros, tendo sido ultrapassada apenas pela russa Prokhorova e obtendo desta forma a Medalha de Prata e o título de Vice-campeã da Europa do Pentatlo, batendo igualmente o recorde nacional que já era seu, ao atingir a marca de 4595 pontos.
Em 2003 participou no Campeonato do Mundo de Atletismo de Pista Coberta em Birmingham, onde alcançou o 5º lugar. Uma arreliadora lesão impediu-a de representar Portugal no Campeonato do Mundo de Atletismo ao Ar Livre, que decorreu em Paris.
Em 2004, ano dos Jogos Olímpicos de Atenas, Naide Gomes sagrou-se Campeã Mundial do Pentatlo em Pista Coberta (Budapeste), batendo o recorde nacional e a melhor marca mundial do ano, com 4759 pontos.
Em Atenas as expectativas eram altas, embora a atleta reconhecesse que não era tão forte no heptatlo como no pentatlo. No final do primeiro dia do heptatlo, seguia na segunda posição. No entanto, o segundo dia não foi tão bom como o primeiro e a melhor atleta portuguesa de sempre em provas combinadas terminou a prova no sexto lugar.
Em 2005 optou pelo salto em comprimento, no Campeonato Europeu de Atletismo em Pista Coberta que decorreu em Madrid, e a aposta foi ganha. Conquistou a Medalha de Ouro e o título de Campeã da Europa. Naide bateu nesta prova o recorde nacional do salto em comprimento com a marca de 6,70 m.
Depois deste bom resultado, seguiu-se o Campeonato do Mundo de Atletismo ao Ar Livre que, em 2005, se realizou em Helsínquia. A aposta no salto em comprimento tornou-se óbvia. Não conseguiu porém qualificar-se para a final.
O ano de 2006 continuaria a ser marcado pela aposta no salto em comprimento e, no Campeonato do Mundo de Atletismo de Pista Coberta (Moscovo), conseguiu a Medalha de Bronze com um último salto de 6,76 m, marca que constituiu novo recorde nacional.
No Campeonato da Europa de Atletismo ao Ar Livre de Gotemburgo (2006), ficou em 2º lugar no salto em comprimento (Medalha de Prata) com 6,84 m, marca que só não constituiu recorde nacional porque foi obtida com vento anti-regulamentar (+2.0 m/s).
Em 2007 conquistou o título de Campeã da Europa de Atletismo de Pista Coberta do salto em comprimento, em Birmingham, com a marca de 6,89 m (novo recorde nacional).
Num meeting de Madrid foi segunda classificada e tornou a bater o recorde nacional de salto em comprimento, ultrapassando a mítica barreira dos 7 m, ao alcançar 7,01 m.
No Campeonato do Mundo de Atletismo ao Ar Livre de 2007, que teve lugar em Osaka, depois de se ter qualificado para a final do salto em comprimento no primeiro salto, com a melhor marca (6,96 m) entre todas as concorrentes, ex-aequo com a russa Lyudmila Kolchanova, obteve a 4ª posição com os 6,87 m obtidos na primeira tentativa.
Conquistou o título de Campeã do Mundo de Atletismo de Pista Coberta no salto em comprimento, em Valência, com a marca de 7,00 m, novo recorde nacional indoor. Meses mais tarde, num meeting em Estocolmo, ao ar livre, Naide melhorou o seu recorde nacional para 7,04 m, que lhe garantiu a vitória na prova.
Durante o meeting Herculius, no Mónaco, saltou 7,12 metros, novo recorde nacional, recorde ibérico e melhor marca mundial de 2008.
Nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008), apesar de favorita para a medalha de ouro e em excelente forma física, fez dois saltos nulos consecutivos e saltou apenas 6,29 m num terceiro, falhando assim inesperadamente a qualificação para a final.
Em Março de 2010 conquistou a Medalha de Prata no salto em comprimento, nos Mundiais de Atletismo em Pista Coberta de Doha, no Qatar, com um salto de 6,67 metros. Em Julho qualificou-se para a final do salto em comprimento em Barcelona (Europeus de Atletismo), sagrando-se Vice-campeã da Europa com 6,92m.

A “TANGA

1

Um cherne muito gordinho
Enganou o Zé-povinho
Dizendo trazer o Bem,
Mas p’ra esconder a pobreza
E tapar nossa fraqueza
O País nem tanga tem.

2

Vinha aí a vida bela
Mas nós demos cabo dela
O País nem tanga tem.
Só cherne à moda da casa
E grelhado em chapa rasa
Sabendo engasgar tão bem.

Gabriel de Sousa

NB: Sextilhas com verso obrigatório: «O País nem tanga tem». A esposa do Primeiro-Ministro português de então, Durão Barroso, afirmou durante uma campanha eleitoral que o seu marido, se fosse peixe, seria um cherne. (Escritas em 2002, por onde se prova que o “mal” já vinha de longe…)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

EFEMÉRIDECalvin Richard Klein, estilista norte-americano de origem judaico - húngara, nasceu em Nova Iorque no dia 19 de Novembro de 1942. Calvin Klein é uma das grifes mais famosas do mundo.
A loja matriz situa-se em Nova Iorque. Calvin fez parte da primeira vaga de estilistas que desenharam a moda dos Estados Unidos no século XX. Formou-se no Fashion Institute of Technology em 1962.
Durante os cinco anos seguintes, trabalhou para diversos armazéns especializados em roupas masculinas.
Klein vendia as roupas em pequenas quantidades para grandes lojas e foi numa delas, a “Bonwit Teller”, que recebeu a sua primeira grande encomenda: um alto executivo da casa gostou do que viu e fechou um negócio de 50 mil dólares. A partir daí, foi-se aperfeiçoando na arte de confeccionar roupas masculinas, especialmente paletós, casacos e blazers, fazendo também roupas femininas. Em 1968 abriu a sua própria empresa.
As suas linhas clássicas e suaves começaram então a aparecer em colecções sportswear. Cada novo lançamento transformava-se num sucesso. Com a sobriedade como sua imagem de marca, foi caminhando para uma criação cada vez mais sofisticada, sempre respeitando os conceitos de harmonia nas proporções. Com os jeans, Calvin Klein tornou-se um verdadeiro mito - ter uns “Calvin” passou a ser um sonho mundial de consumo.
Os seus negócios milionários incluíam, além de roupas masculinas e femininas de grande classe e actualidade, muito copiadas em todo o mundo, uma vasta linha de acessórios, na qual se destacavam óculos, relógios e perfumes (Eternity, Obsession, Escape e CK One). Deste último foram vendidos 15 milhões de frascos só em 1996.
Calvin Klein define-se como um estilista moderno. Diz ele que «Ser moderno é ter escolha, porque os homens e as mulheres têm necessidade de opções. É preciso criar alternativas e oportunidades para isso».
Em 1992, a sua empresa esteve ameaçada de bancarrota, o que não impediu que ele fosse nomeado o Melhor Designer Americano no ano seguinte.
Em 2002 vendeu a sua empresa ao grupo têxtil Philips-Van Heusen Corporation, que continua a criar modelos que respeitam a matriz do grande costureiro.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010


BROA DE AVINTES – 2010
(quadras)

1

Com água, milho e centeio
E ‘inda outros requintes,
Com as rezas pelo meio,
Se faz a Broa de Avintes.

2

Moças de Avintes com graça
E sabor das tuas broas
Encantam quem aqui passa
E gosta de coisas boas!

3

Avintes do meu encanto
Tem tradição sem igual:
- A broa é um espanto
E ainda artesanal!


Gabriel de Sousa

PORTUGAL- ESPANHA DE ONTEM: o golo que o árbitro não viu, mas depois vieram mais quatro...
EFEMÉRIDEPeter Bolesław Schmeichel, ex-futebolista dinamarquês que actuava como guarda-redes, nasceu em Gladsaxe no dia 18 de Novembro de 1963. Estudou arquitectura e, além do futebol, é um apaixonado pelo piano.
Celebrizou-se no Manchester United na década de 1990, em que esta equipa, após mais de duas décadas de decadência, se reergueu e se tornou uma das mais fortes do mundo. Jogou também no rival Manchester City. Na Inglaterra defendeu ainda o Aston Villa, detendo o recorde de não sofrer golos em 42% dos jogos em que actuou na Liga Inglesa.
Ao lado dos irmãos Brian e Michael Laudrup, é também considerado um dos três melhores jogadores da história do futebol dinamarquês.
A sua jogada característica era o “salto estrela”, abrindo braços e pernas para obter a máxima cobertura possível da baliza. Outras características peculiares eram os seus ruidosos gritos e os longos lançamentos com a mão, sendo comum ser ele o primeiro a lançar os contra-ataques da sua equipa. Como jogador, destacava-se também pela sua imensa presença, excelentes reflexos e intimidatória compleição física. «Só a sua presença dele assustava» - disse dele o ex-futebolista português Paulo Futre.
Actualmente afastado do futebol, chegou a apresentar um programa de televisão no Discovery Channel, chamado “Trabalho Sujo”.
A sua carreira futebolística começou aos oito anos no Høje-Gladsaxe, mudando-se para o Gladsaxe/Hero quatro anos depois. Pouco antes dos dezoito anos, realizou a sua primeira partida como profissional. Rumou depois para outra equipa modesta, o Hvidovre, e mais tarde para o Brøndby, um dos grandes clubes dinamarqueses. Ganhou quatro campeonatos do seu país.
Três anos depois transferiu-se para o Manchester United, onde não tardou a ser um dos jogadores favoritos dos seus adeptos. Ganhou a Taça da Liga.
A temporada de 1992/93 marcou a primeira edição da Premier League como divisão de elite inglesa. O United, quebrando um jejum de mais de 25 anos, venceu o campeonato com a decisiva participação de Schmeichel, que não sofreu golos em 22 partidas. A segunda época no clube foi ainda melhor, conseguindo a dobradinha, títulos no Campeonato e na FA Cup, proeza repetida em 1995/1996.
A época seguinte terminou com o quarto título do United em cinco edições de Premier League.
Em 1998/99, o Manchester United voltou a conquistar o Campeonato, a Taça e ainda o Torneio Continental.
Após tantos troféus nacionais, faltava a Schmeichel um título europeu pelo United e ele veio de forma dramática. Na final, o Bayern Munique vencia por 1 x 0 no fim do tempo regulamentar. Nos dois minutos de desconto, os ingleses conseguiram uma incrível reviravolta. Primeiro por Teddy Sheringham, que contou com a presença de Schmeichel no ataque para empatar. Depois por Ole Gunnar Solskjær, que aproveitou o que restava dos descontos para desempatar. Esta vitória épica marcou a despedida de Schmeichel, que já havia acertado a sua transferência para o Sporting Clube de Portugal.
A trajectória vitoriosa de Schmeichel continuou: na sua primeira época no Sporting, venceu o Campeonato de Portugal, o que os “leões” não conseguiam há dezoito anos. O seu contrato com o Sporting acabou ao fim da segunda temporada, momento em que ele considerou que deveria encerrar definitivamente a sua carreira. Em Julho de 2001, porém, o Aston Villa fez-lhe uma oferta irrecusável. Embora tivesse deixado a Inglaterra dois anos antes, quando já tinha 36 anos, justamente por estar cansado do ritmo de jogos a cada três dias, resolveu regressar. A temporada no clube de Birmingham rendeu-lhe apenas um oitavo lugar.
Novamente, parecia fadado para a “reforma”, mas ele esticou ainda a carreira por mais um ano, voltando a Manchester, contratado pelo Manchester City. A classificação no campeonato foi ainda pior: um nono lugar, enquanto o United terminou campeão.
Foi considerado “Melhor Jogador do Ano” no Brøndby IF (1990); “Melhor Jogador Dinamarquês” (1990, 1993 e 1999); “Melhor Guarda-redes do Mundo” (1992 e 1993); “Melhor Guarda-redes da Europa (UEFA, 1997/1998); e “Melhor Guarda-redes Europeu” (1992, 1993, 1997 e 1999). Internacionalmente, representou o seu país em 129 jogos, tendo sido Campeão Europeu em 1992.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

EFEMÉRIDEMartin Scorsese, realizador norte-americano, considerado um dos grandes nomes do cinema mundial, nasceu em Nova Iorque no dia 17 de Novembro de 1942.
Críticos e estudiosos do cinema consideram-no «o maior realizador americano vivo». Várias das suas películas ocupam um lugar de destaque nas listas dos melhores filmes do “American Film Institute” e na lista dos 250 melhores da “Internet Movie Database”.
Estudou em 1956 num seminário e alguns dos seus filmes trazem a matriz da sua devoção católica. Muito cedo foi atraído pelo mundo mágico do cinema. Scorsese admitiu a sua obsessão pelo cinema num documentário de 3 horas e 45 minutos, que realizou em 1995: “Uma jornada pessoal com Martin Scorsese pelo cinema americano”.
Scorsese frequentou a escola de cinema Tisch School na Universidade de Nova Iorque. Obteve o mestrado em 1966 e foi professor em 1968 e 1970. Em 1976, deixou o mundo boquiaberto com “Táxi Driver”. O filme foi protagonizado por Robert de Niro e Jodie Foster (com performances brilhantes), num retrato considerado dos mais violentos e crus alguma vez levado à tela sobre a vida em Nova Iorque. Com ele, obteve a Palma de Ouro do Festival de Cannes e recebeu quatro nomeações para os Oscars, o que o encorajou a avançar para o seu primeiro projecto arrojado, “New York, New York”. Este tributo musical à sua cidade natal resultou porém num enorme fracasso, o que levou Scorsese a uma depressão nervosa e ao consumo de cocaína. Mesmo assim, conseguiu a inspiração necessária para realizar o que será provavelmente o melhor filme de rock, “The Last Waltz” (1978). No mesmo ano fez também um documentário chamado “American Boy”. Convencido de que não faria mais nenhum filme importante, devido ao seu estado de saúde precário, colocou todas as suas energias na realização de “Raging Bull”. Amplamente reconhecido como sendo uma obra-prima, o filme recebeu oito nomeações para os Oscars, incluindo as de “Melhor filme”, “Melhor actor” e pela primeira vez, a de “Melhor realizador”.
Até meados de 1980 Scorsese fez mais três filmes. “The Color Of Money” deu a Paul Newman o seu primeiro Oscar como actor principal, assim como possibilitou a Scorsese ter a segurança necessária para iniciar um projecto que há muito lhe era querido, “The Last Temptation Of Christ”. Filmou-o com um pequeno orçamento, sabendo que o filme seria controverso e que por isso não lhe traria grandes dividendos comerciais. No entanto, nada lhe fizera prever o furor que o filme causaria: grandes protestos nacionais, nunca antes vistos por causa de um filme. Scorsese receberia no entanto a sua segunda nomeação para “Melhor realizador”. O apoio que lhe foi dado por importantes figuras políticas, impediu que ele se tornasse num proscrito em Hollywood e deu-lhe ímpeto para filmar “Goodfellas”, que se tornou no seu filme mais visto de sempre e provavelmente no seu maior êxito de bilheteira. Este filme sobre a vida de um gangster, foi considerado o melhor filme sobre a máfia desde “Godfather” de Coppola e assegurou a Scorsese um lugar entre os melhores realizadores de sempre. Conseguiu com ele a sua terceira nomeação mas, mais uma vez, perdeu para um estreante, desta vez Kevin Costner.
Paralelamente à sua carreira e a um grande amor pela história do cinema, criou “The Film Foundation”, juntamente com sete amigos. Esta fundação tem por finalidade encorajar a restauração e preservação do património cinematográfico mundial. Continuou envolvido em vários filmes durante os anos 1990, com pequenas aparições como actor em algumas películas.
Em Fevereiro de 2003, “Gangs de Nova Iorque” recebeu dez nomeações para os Oscars, entre elas a de “Melhor realizador” (quarta vez). Leonardo Di Caprio, tornou-se o seu novo actor favorito. Depois deste seu primeiro trabalho com ele, realizou “O Aviador”, sobre a vida do excêntrico milionário Howard Hughes, um projecto extremamente pretensioso, que resultou em 11 nomeações para os Oscars, recebendo cinco prémios. No entanto, perdeu novamente o Oscar de “Melhor realizador” para Clint Eastwood.
Em 2006, iniciou mais um projecto envolvendo gangsters: “Os Infiltrados”. Foi considerado um dos seus melhores filmes de sempre, recebendo o Globo de Ouro de Melhor Realizador e sendo indicado para cinco Oscars. Finalmente, receberia o Oscar de Melhor Realizador. A Academia de Hollywood acalmava assim o “furor” da crítica, que há muito pedia este prémio para Martin Scorsese.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Canção do Piolho”, baseada no livro “O Piolho Zarolho e o Arco-Íris da Amizade”, uma obra escrita a pensar nas crianças com Necessidade Educativas Especiais (NEE), da autoria de Lurdes Breda. Este livro bilingue utiliza o sistema de Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA), Símbolos para a Literacia da Widgit, copyright em Portugal de Cnotinfor, Lda.
Letra: Lurdes Breda;
Música: Lina Carregã, da Unidade Funcional de Montemo-o-Velho, da APPACDM de Coimbra;
Arranjo instrumental: Nuno Mouronho, da Unidade Funcional de Arganil, da APPACDM de Coimbra;
Ilustrações: Carla Figueiredo, do livro "O Piolho Zarolho e o Arco-íris da Amizade", Editora Temas Originais;
Montagem: Manuela Andrade, Cnotinfor – Imagina, Coimbra.

EFEMÉRIDEJanete Clair, de seu verdadeiro nome Jenete Stocco Emmer Dias Gomes, escritora brasileira, autora de peças teatrais, contos, sketches, libretos, folhetins para rádio e novelas televisivas, faleceu no Rio de Janeiro em 16 de Novembro de 1983. Nascera em Conquista, Minas Gerais, no dia 25 de Abril de 1925.
Ainda na adolescência, já escrevia contos e fábulas, dando asas à sua incrível capacidade imaginativa. Por razões familiares e pelo avassalador desejo de mudança, foi para São Paulo onde, muito jovem (16, 17 anos), iniciou a carreira de rádio na “Tupi”. Adoptou o nome artístico Clair, inspirada na música “Clair de Lune” de Claude Debussy.
Nos anos 1950, incentivada pelo marido, o também dramaturgo Dias Gomes, passou a escrever folhetins para rádio e teve grande sucesso com “Perdão, Meu Filho” (Rádio Nacional, 1956).
Na década de 1960 iniciou a produção para televisão, com as telenovelas “O Acusador” e “Paixão Proibida”, ambas na TV Tupi. Em 1967, recebeu a incumbência de alterar a trama da telenovela “Anastácia, a Mulher sem Destino”, da Rede Globo, para reduzir drasticamente as despesas de produção. Ela, então, inseriu na história um terramoto que matou metade das personagens e destruiu a maior parte dos cenários. Depois disso, ficou em definitivo na Rede Globo, onde escreveu algumas telenovelas como “Sangue e Areia”, “Passo dos Ventos”, “Rosa Rebelde” e “Véu de Noiva”.
Nos anos 1970 foi autora de algumas das telenovelas de maior sucesso, como “Irmãos Coragem” (1970), “Selva de Pedra” (1972) e “Pecado Capital” (1975). Neste período passou a ser chamada “a maga das oito”, por garantir grandes audiências nas telenovelas exibidas naquele horário.
Em 1978, parou o Brasil com a telenovela “O Astro”, tornando-se a maior autora popular da história da televisão no Brasil, a única a alcançar 100 pontos de audiência.
Quando morreu, vítima de um cancro nos intestinos, estava a escrever a telenovela “Eu Prometo”, que deixou inacabada e que foi concluída pela sua colaboradora Glória Perez, que viria a tornar-se novelista, e por Dias Gomes.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

EFEMÉRIDEFernanda Serrano, actriz e modelo portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 15 de Novembro de 1973.
Modelo desde os quinze anos de idade, estreou-se como actriz ao participar em Barcelona na longa-metragem “Muere, Mi Vida” de Mar Targarona (1996).
Na televisão portuguesa integrou o elenco dos telefilmes “Teorema de Pitágoras” e “Um Passeio No Parque”, ambos em 2000, além de diversas séries e novelas.
No teatro, participou na peça “Partitura Inacabada” de Anton Tchekhov. Em 2005 protagonizou “Confissões das Mulheres de 30”. Voltou esporadicamente ao cinema, com os filmes “A Bomba” (2002), “O Julgamento” de Leonel Vieira (2007) e “Jaime” de António Pedro Vasconcelos (1999).
É casada com o apresentador e empresário Pedro Miguel Ramos.
Os últimos tempos têm sido difíceis para Fernanda Serrano. Em Abril de 2008, comunicou que, após lhe ter sido detectado um nódulo na mama e ter feito uma intervenção cirúrgica, estava a lutar contra o cancro. Tinha, então, dado início a uma longa batalha que incluía seis ciclos de quimioterapia e 33 de radioterapia. Mas como em qualquer diagnóstico semelhante a este, a batalha foi também psicológica. A actriz descobriu o cancro numa fase em que tinha vivido um dos momentos de maior felicidade da sua vida: a pequena Laura tinha nascido, juntando-se a Santiago, com 3 anos. «A partir do momento em que temos outro ser directamente dependente de nós, passamos a sentir que somos ainda mais importantes para essas pessoas. E temos de estar bem» - disse, após o nascimento do seu primeiro filho. E a sensação acentuou-se após o nascimento de Laura e, sobretudo, após o diagnóstico que a abalou mas não derrubou. Além de tudo o mais, juntou-se a pressão mediática que englobava a curiosidade natural dos fãs da actriz e da imprensa.
A força e o sorriso fizeram sempre parte do seu semblante e, após meses difíceis, Fernanda anunciou que o pior já tinha passado. Pouco tempo depois, um novo imprevisto surgiu na vida da actriz: uma terceira gravidez não planeada, mas imediatamente muito desejada. Fernanda Serrano está agora a regressar à vida normal que merece.


domingo, 14 de novembro de 2010

EFEMÉRIDE Joseph Raymond McCarthy, político norte-americano, nasceu em Grand Chute, no Wisconsin, em 14 de Novembro de 1908. Morreu em Bethesda, Maryland, no dia 2 de Maio de 1957, vítima de hepatite aguda. Foi senador do Estado de Wisconsin entre 1947 e 1957.
Aos 14 anos deixou a escola para ir trabalhar numa quinta e, depois, para dirigir uma mercearia. Regressou à escola com vinte anos e estudou Direito na Universidade Marquette. Tornou-se advogado no Wisconsin até 1939, ano em que foi eleito “District Attorney”. McCarthy concorreu a este lugar ligado ao Partido Republicano, depois de ter sido rejeitado pelo Partido Democrático. Durante a Segunda Guerra Mundial alistou-se nos US Marines e serviu na Marinha norte-americana na Campanha do Pacífico, tendo chegado a capitão.
Em 1946 foi eleito para o Senado. No seu primeiro dia de trabalho propôs que, para acabar com uma greve de mineiros, estes fossem mobilizados para o exército. Se continuassem a recusar trabalhar, deveriam comparecer num tribunal marcial.
Durante os seus dez anos no Senado, McCarthy e a sua equipa tornaram-se célebres e infames pelas investigações agressivas contra o governo federal dos EUA e pela campanha contra todos os que eles suspeitassem de ser ou simpatizar com os comunistas.
Este período, compreendido entre 1950 e 1956, ficou conhecido como o “Terror vermelho”, “Macartismo” ou ainda “Caça às bruxas”. Eram comuns as delações, provocadas pelo clima de histeria causado por McCarthy e os seus acólitos.
Nessa época, todos aqueles que fossem meramente suspeitos de simpatia com o comunismo, tornaram-se objecto de investigações e de invasão da privacidade. Pessoas dos media, do cinema, do governo e do exército foram acusadas de espionagem a soldo da URSS. Muitas pessoas tiveram as suas vidas destruídas pelos macartistas, inclusive algumas que foram levadas ao suicídio.
O termo “macartismo” é, desde então, sinónimo também de actividades governamentais antidemocráticas, visando reduzir significativamente a expressão de opiniões políticas ou sociais julgadas desfavoráveis, limitando para isso os direitos civis sob pretexto da “segurança nacional”.
O primeiro repórter que teve a coragem de confrontar e desmascarar McCarthy foi Edward R. Murrow. Após a sua série de reportagens sobre o senador na rede CBS, a sua decadência não tardou. McCarthy não chegou a ser expulso do Senado, mas sofreu uma moção de censura pública e acabou desprestigiado, como um pária da política norte-americana. As suas acções tornaram-se uma nódoa na história da democracia nos Estados Unidos. Mergulhou no alcoolismo, morrendo três anos mais tarde.

sábado, 13 de novembro de 2010

DESESPERO - Gabriel de Sousa (Experiência nova com um poema antigo)

EFEMÉRIDEQuim, de seu nome completo Joaquim Manuel Sampaio Silva, guarda-redes de futebol português, nasceu em Vila Nova de Famalicão no dia 13 de Novembro de 1975.
Estreou-se no campeonato na época de 1994/1995, ao serviço do Sporting Clube de Braga. Em pouco tempo ganhou o lugar na equipa, devido à sua qualidade e ao trabalho desenvolvido.
Na época 2004/05 foi contratado pelo Benfica, acabando por conquistar a titularidade e o seu primeiro título de Campeão de Portugal. Uma lesão afastou-o na época seguinte, sendo substituído pelo guarda-redes Moretto.
Na época 2006-2007, com a chegada do treinador Fernando Santos, ganhou de novo o seu lugar entre os postes. Com este voto de confiança, Quim fez uma época formidável, raramente fazendo um mau jogo.
Na época 2008-2009, com o Benfica a manter três guarda-redes, Quim iniciou a época a titular, perdendo depois o lugar para Moreira a meio da época e sendo mesmo relegado para a terceira opção. Terminou porém a época a titular, defendendo três grandes penalidades contra o Sporting, na final da Taça da Liga. Quim sagrou-se de novo Campeão Nacional pelo Benfica em 2009/10.
No final de 2010, o treinador Jorge Jesus decidiu não renovar o contrato com Quim e este voltou a assinar pelo clube onde começara a sua carreira, o Braga.
Depois de representar a selecção portuguesa em todos os escalões jovens e de conquistar o Europeu de Sub-19 em 1994, Quim fez a sua estreia na selecção principal em Agosto de 1999. Foi a terceira opção para a baliza da selecção no Campeonato Europeu de 2000, fazendo uma curta aparição como substituto, na vitória por 3-0 frente a Alemanha no último jogo da fase de grupos, antes de se afirmar como o número um na qualificação para o Campeonato do Mundo de 2002. No entanto, um exame anti-doping fê-lo perder a competição realizada na Coreia do Sul e Japão.
Quim seria a segunda escolha para a selecção nacional durante o Campeonato Europeu de 2004 e para o Campeonato do Mundo de 2006, atrás de Ricardo. A princípio foi chamado para os Europeus de 2008, mas uma lesão no pulso deitou por terra a sua convocatória, sendo substituído por Nuno Espírito Santo.
Não foi convocado por Carlos Queiroz para os jogos de qualificação para o Mundial de 2010. O jogo mais recente pela Selecção das Quinas foi em Novembro de 2008 num jogo amigável frente ao Brasil.
Venceu ainda a “Super Taça Cândido de Oliveira” de 2005/2006, as Taças da Liga de 2008/09 e 2009/2010 e a “Dubai Cup”, tudo em representação do Sport Lisboa e Benfica.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

EFEMÉRIDEFrancisco Anacleto Louçã, economista e político português, nasceu em Lisboa no dia 12 de Novembro de 1956.
Filho de um oficial da Marinha Portuguesa e de uma advogada, estudou no Liceu Padre António Vieira em Lisboa (Prémio Sagres para os melhores alunos do País), licenciou-se em Economia no Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa (Prémio Banco de Portugal para o melhor aluno do curso), onde fez o mestrado (Prémio JNICT) e concluiu o doutoramento em 1996.
Em 1999 prestou provas de agregação (tendo obtido aprovação por unanimidade) e, em 2004, ascendeu a Professor Associado. Preside à Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia do ISEG.
Recebeu em 1999 o Prémio da “History of Economics Association” para o melhor artigo publicado numa revista científica internacional. É membro desta e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas delas. Pertence ao conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal, sendo “referee” para algumas das principais publicações científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.). Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca e Espanha.
Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol e japonês).
Participou na luta contra a ditadura e a guerra colonial nos anos 1970, foi preso na Capela do Rato (Dezembro de 1972) e libertado de Caxias sob caução. Em 1973, aderiu à “LCI”, secção portuguesa da IV Internacional, fazendo parte da sua estrutura de direcção quando do 25 de Abril de 1974, participando na luta política desde então.
Escreveu e fez crónicas de rádio em diversos órgãos de comunicação social (O Jornal, Público, TSF, Antena 1, etc.)
Foi fundador do “Bloco de Esquerda” em 1999 e membro da sua direcção desde essa data. Eleito deputado por Lisboa em 1999, foi reeleito em 2002, 2005 e 2009. No Parlamento, pertence às comissões de economia e finanças e, durante uma legislatura, pertenceu igualmente à comissão de liberdades, direitos e garantias. Dirigiu a bancada do Bloco de Esquerda no Parlamento durante alguns anos.
Participou em conferências políticas em diversos países, como a França, Inglaterra, Alemanha, Espanha, Suíça, Países Baixos, Bélgica, Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai, Nicarágua, Equador, Colômbia e Argentina.
Tem várias obras publicadas: ensaios políticos e livros de economia, quatro em língua inglesa.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

EFEMÉRIDEManiche, de seu verdadeiro nome Nuno Ricardo Oliveira Ribeiro, futebolista português actualmente a jogar no Sporting Clube de Portugal, nasceu em Lisboa no dia 11 de Novembro de 1977.
Maniche jogou pelo S. L. e Benfica, F. C. Porto, Dínamo de Moscovo e Chelsea F.C., emprestado pelo Dínamo. De 2006 ao início de 2008 jogou no Atlético de Madrid, transferindo-se depois para o Inter de Milão.
No início da época 2009/2010 assinou pelo F.C. Köln, rescindindo em Maio de 2010. Transferiu-se então para o Sporting Clube de Portugal.
Jogou no Euro 2004, tendo apontado dois tentos, à Rússia e à Holanda. Mais recentemente fez parte da selecção que conseguiu o 4º lugar no Mundial de 2006, tendo feito parte da lista dos 10 melhores jogadores da competição, fruto das excelentes exibições, coroadas com dois golos, frente ao México e à Holanda.
Do seu palmarés fazem parte: Taça Intercontinental 2004, Liga dos Campeões 2004, Taça UEFA 2003, Campeonatos de Portugal de 2003 e 2004, Taça de Portugal 2003, Super Taça de Portugal em 2003 e 2004, todos estes títulos em representação do Futebol Clube do Porto.
Tem 53 internacionalizações pela Selecção Portuguesa, tendo sido Vice-campeão nos Europeus de 2004 e 4º nos Mundiais de 2006.
Por curiosidade, diga-se que o nome porque é conhecido se deve às suas parecenças com Michael Manniche, futebolista dinamarquês que jogou no Benfica nos anos 1980.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

OS CINCO CAVACOS

Ele é o maior símbolo de tantos anos perdidos. E aqui se fala das suas cinco encarnações.

Sem contar com a sua breve passagem pela pasta das Finanças, conhecemos cinco cavacos. Mas todos os cavacos vão dar ao mesmo.

O primeiro Cavaco foi primeiro-ministro. Esbanjou dinheiro como se não houvesse amanhã. Desperdiçou uma das maiores oportunidades deste País no século passado. Escolheu e determinou um modelo de desenvolvimento que deixou obra mas não preparou a nossa economia para a produção e a exportação. O Cavaco dos patos bravos e do dinheiro fácil. Dos fundos europeus a desaparecerem e dos cursos de formação fantasmas. O Cavaco do Dias Loureiro e do Oliveira e Costa num governo da Nação. Era também o Cavaco que perante qualquer pergunta complicada escolhia o silêncio do bolo-rei. Qualquer debate difícil não estava presente, fosse na televisão, em campanhas, fosse no Parlamento, a governar. Era o Cavaco que perante a contestação de estudantes, trabalhadores, polícias ou utentes da ponte sobre o Tejo respondia com o cassetete.
O primeiro Cavaco foi autoritário.

O segundo Cavaco alimentou um tabu: não se sabia se ficava, se partia ou se queria ir para Belém. E não hesitou em deixar o seu partido soçobrar ao seu tabu pessoal. Até só haver Fernando Nogueira para concorrer à sua sucessão e ser humilhado nas urnas. A agenda de Cavaco sempre foi apenas Cavaco. Foi a votos nas presidenciais porque estava plenamente convencido que elas estavam no papo. Perdeu. O País ainda se lembrava bem dos últimos e deprimentes anos do seu governo, recheados de escândalos de corrupção. É que este ambiente de suspeita que vivemos com Sócrates é apenas um remake de um filme que conhecemos.
O segundo Cavaco foi egoísta.

O terceiro Cavaco regressou vindo do silêncio. Concorreu de novo às presidenciais. Quase não falou na campanha. Passeou-se sempre protegido dos imprevistos. Porque Cavaco sabe que Cavaco é um bluff. Não tem pensamento político, tem apenas um repertório de frases feitas muito consensuais. Esse Cavaco paira sobre a política, como se a política não fosse o seu ofício de quase sempre. Porque tem nojo da política. Não do pior que ela tem: os amigos nos negócios, as redes de interesses, da demagogia vazia, os truques palacianos. Mas do mais nobre que ela representa: o confronto de ideias, a exposição à critica impiedosa, a coragem de correr riscos, a generosidade de pôr o cargo que ocupa acima dele próprio. Venceu, porque todos estes cavacos representam o nosso atraso. Cavaco é a metáfora viva da periferia cultural, económica e politica que somos na Europa.
O terceiro Cavaco é vazio.

O quarto Cavaco foi Presidente. Teve três momentos que escolheu como fundamentais para se dirigir ao País: esse assunto que aquecia tanto a Nação, que era o Estatuto dos Açores; umas escutas que nunca existiram a não ser na sua cabeça sempre cheia de paranóicas perseguições; e a crítica à lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo que, apesar de desfazer por palavras, não teve a coragem de vetar. O quarto Cavaco tem a mesma falta de coragem e a mesma ausência de capacidade de distinguir o que é prioritário de todos os outros.
Apesar de gostar de pensar em si próprio como um não político, todo ele é cálculo e todo o cálculo tem ele próprio como centro de interesse. Este foi o Cavaco que tentou passar para a imprensa a acusação de que andaria a ser vigiado pelo governo, coisa que numa democracia normal só poderia acabar numa investigação criminal ou numa acção política exemplar. Era falso, todos sabemos. Mas Cavaco fechou o assunto com uma comunicação ao País surrealista, onde tudo ficou baralhado para nada se perceber. Este foi o Cavaco que achou que não devia estar nas cerimónias fúnebres do único prémio Nobel da literatura porque tinha um velho diferendo com ele. Porque Cavaco nunca percebeu que os cargos que ocupa estão acima dele próprio e não são um assunto privado. Este foi o Cavaco que protegeu, até ao limite do imaginável, o seu velho amigo Dias Loureiro, chegando quase a transformar-se em seu porta-voz. Mais uma vez e como sempre, ele próprio acima da instituição que representa. O quarto Cavaco não é um estadista.

E agora cá está o quinto Cavaco. Quando chegou a crise começou a sua campanha. Como sempre, nunca assumida. Até o anúncio da sua candidatura foi feito por interposta pessoa. Em campanha disfarçada, dá conselhos económicos ao País. Por coincidência, quase todos contrários aos que praticou quando foi o primeiro Cavaco. Finge que modera enquanto se dedica a minar o caminho do líder que o seu próprio partido, crime dos crimes, elegeu à sua revelia. Sobre a crise e as ruínas de um governo no qual ninguém acredita, espera garantir a sua reeleição. Mas o quinto Cavaco, ganhe ou perca, já não se livra de uma coisa: foi o Presidente da República que chegou ao fim do seu primeiro mandato com um dos baixos índices de popularidade da nossa democracia e pode ser um dos que será reeleito com menor margem.
O quinto Cavaco não tem chama.

Que este homem, que foi o politico profissional com mais tempo no activo para a minha geração, continue a fingir que nada tem a ver com o estado em que estamos e se continue a apresentar com alguém que está acima da politica é coisa que não deixa de me espantar.
Ele é a política em tudo que ela falhou. É o símbolo mais evidente de tantos anos perdidos.

Adaptação de um artigo de Daniel Oliveira
EFEMÉRIDE Robert Enke, futebolista alemão, ex guarda-redes do Benfica, morreu em Neustadt am Rübenberge no dia 10 de Novembro de 2009. Nascera em Jena, em 24 de Agosto de 1977.
Enke iniciou a sua carreira no Carl Zeiss Jena, jogando depois no Borussia Mönchengladbach, S. L. e Benfica, F. C. Barcelona, Fenerbahçe SK, C.D. Tenerife e Hannover 96, equipa onde foi capitão até à data da sua morte.
Jogou 15 jogos pela Selecção Alemã de Sub-21 (1997/99) e 8 partidas pela Selecção Principal do seu país (2007/2009). Participou também na Taça das Confederações de 1999 e no Euro 2008.
Robert Enke suicidou-se, aos 32 anos, num cruzamento ferroviário em Eilvese, a 30 km de Hanôver. O seu corpo foi encontrado junto a uma passagem de nível. O comboio que o matou rodava a uma velocidade de 160 km/h e o automóvel de Enke estava estacionado a alguns metros dos carris, destrancado e com a sua carteira lá dentro.
Um amigo e a esposa de Enke afirmaram que ele sofria de uma depressão desde 2004, agravada após a morte da sua filha Lara, em 2006, e que estava a ser tratado por um psiquiatra. No dia do suicídio, segundo o médico, Enke não compareceu na consulta alegando que já se sentia bem. Não participou também no treino e teria estado algumas horas na proximidade de uma pequena gare nos arredores de Hanôver.
Muitos adeptos alemães reuniram-se imediatamente junto da AWD-Arena para depositar flores, acender velas e assinar o livro de condolências. O seu antigo clube, o Barcelona, fez um minuto de silêncio antes de uma partida realizada na noite após a morte de Enke. Um minuto de silêncio também foi respeitado em todos os jogos da Bundesliga durante as jornadas de 21 e 22 de Novembro, assim como na partida do Benfica na Taça de Portugal e no jogo da Taça Pauleta. A Selecção Alemã cancelou um amistoso contra o Chile, que devia ter-se realizado no dia 14 de Novembro.
Robert Enke deixou a esposa, Teresa, e uma filha adoptiva, Leila. Dezenas de milhares de pessoas reuniram-se na AWD-Arena, estádio do Hanôver 96, onde o caixão do guarda-redes foi colocado no meio do campo. O presidente do clube declarou que «Enke foi um “número um” no melhor sentido da palavra. É por isso que hoje temos os corações tão pesados». Após a homenagem, o corpo foi enterrado próximo do de sua filha num cemitério da região de Hanôver.
Robert Enke tinha sido considerado o melhor guarda-redes do Campeonato Alemão em 2008/2009. Uma rua de Hanôver foi rebaptizada com o seu nome em 2010.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

EFEMÉRIDE Fernando Meirelles, realizador, produtor e guionista brasileiro, nasceu em São Paulo no dia 9 de Novembro de 1955.
Ganhou notoriedade internacional com o filme “Cidade de Deus” (2002), pelo qual foi nomeado para o “Oscar de Melhor Realizador” em 2004. Este filme recebeu numerosos prémios no mundo inteiro.
Posteriormente realizou, entre outros, “O Jardineiro Fiel” (2005), baseado no romance homónimo de John Le Carré e pelo qual foi nomeado para o “Globo de Ouro de Melhor Realizador” e “Ensaio sobre a Cegueira” (2008), baseado no livro de José Saramago com o mesmo nome.
O pai, sendo médico, viajava com frequência para a Ásia e América do Norte, entre outras regiões do mundo, o que fez com que o jovem Fernando, que o acompanhava, mantivesse contacto com diferentes culturas e locais. Aos 12 anos de idade, foi presenteado com uma câmara de filmar e nunca mais abandonou esse “passatempo”.
Cursou a Faculdade de Arquitectura e Urbanismo da Universidade de São Paulo durante a década de 1980, elaborando o seu trabalho de licenciatura sob a forma de um filme, muito diferente do que era convencional.
Junto com vários amigos, iniciou a sua carreira com filmes experimentais. Com o tempo, fundaram a produtora independente “Olhar Electrónico”. Posteriormente, novos amigos se uniram ao grupo. Em 1982, a produtora apresentou programas de televisão sobre actualidades, assim como a série infantil “Rá-Tim-Bum” com 180 episódios. Esta série obteve a Medalha de Ouro do “New York Film and Television Festival”.
Além de obterem uma grande popularidade, também introduziram nos noticiários uma informalidade renovadora.
Nos fins da década de 1980, foi-se interessando cada vez mais pelo mercado publicitário. Em 1990, Meirelles e os amigos fecharam a “Olhar Electrónico e abriram a empresa “O2 Filmes”. Uma década foi o tempo suficiente para que ele se tornasse um importante e dos mais procurados produtores publicitários.
Em 1997, depois de ler “Cidade de Deus” de Paulo Lins, decidiu fazer a sua adaptação para o cinema. Os actores foram seleccionados entre os habitantes de favelas. De 400 crianças, 200 chegaram à etapa final e trabalharam no filme. A filmagem foi feita com técnicos profissionais. O filme teve sucesso nacional e internacional.
Em 2006, recebeu quatro nomeações no Festival de Cannes: “Melhor Realizador”, “Melhor Argumento Adaptado”, “Melhor Fotografia” e “Melhor Montagem”.
Como realizador de “O Jardineiro Fiel”, Meirelles fez questão de que a banda sonora fosse baseada em música de países africanos e grande parte das filmagens foi feita no Quénia. Este foi o seu primeiro filme em língua inglesa. Em Maio de 2008, “Blindness” (Ensaio sobre a Cegueira) foi o filme de abertura do Festival de Cannes.
Em 2009 fez o vídeo da candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

EFEMÉRIDEJohn Milton, escritor e político inglês, morreu em 8 de Novembro de 1674. Nascera em Londres, no dia 9 de Dezembro de 1608. Foi um dos principais representantes do classicismo do seu país e autor do célebre livro “Paraíso Perdido”, um dos mais importantes poemas épicos da literatura universal,
Apoiou Cromwell durante o período republicano inglês, sendo preso em 1660 durante alguns meses e acabando por ficar cego. Foi na prisão que ditou o “Paraíso Perdido”, a sua obra-prima, que foi publicado em 1667. Quatro anos mais tarde, lançou o livro “Paraíso Recuperado”, o seguimento do primeiro poema.
Foi educado na St Paul's School em Londres. Estava predestinado para uma carreira eclesiástica, mas a sua independência de espírito levaram-no a desistir. Matriculou-se no Christ's College, Cambridge, em 1625, onde estudou durante sete anos, antes de se tornar Mestre em Artes (com louvor) em Julho de 1632.
Ao terminar os seus estudos, Milton foi considerado um dos mais bem preparados e educados poetas ingleses de sempre. Num poema em latim, provavelmente composto na década de 1630, Milton agradeceu ao pai todo o apoio que tinha recebido durante o seu período escolar.
Milton realizou uma viagem por França e pela Itália, tendo tido oportunidade de conhecer o astrónomo italiano Galileu Galilei.
Em Junho de 1642, com 33 anos, casou-se com Mary Powell, de 16 anos de idade. Um mês depois, ela visitou os seus pais e não voltou. Nos três anos seguintes, Milton publicou uma série de panfletos defendendo a legalidade e moralidade do divórcio. Em 1645, Mary regressou finalmente, falecendo todavia em 1652. Milton casar-se-ia mais duas vezes.
A carreira de Milton teve um impacto sobre o mundo moderno também noutros domínios, como - por exemplo - o ter forjado novas palavras, utilizando vários neologismos que ficaram na língua inglesa, e o facto dos seus escritos terem sido consultados durante a elaboração da Constituição dos Estados Unidos da América.
John Milton foi também dos primeiros partidários da liberdade de imprensa no reino britânico (século XVII) e um precursor do liberalismo.

domingo, 7 de novembro de 2010

EFEMÉRIDEMaria Teresa do Carmo de Noronha Guimarães Serôdio (Paraty) , fadista portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 7 de Novembro de 1918. Faleceu em São Pedro de Sintra, em 4 de Julho de 1993.
Criada num meio aristocrata, tornou-se Condessa de Sabrosa, pelo seu casamento com D. José Serôdio, grande admirador do Fado e guitarrista amador.
Mostrando desde muito nova uma decidida aptidão para o Fado, cantava em festas de família e de amigos. Com a sua visita aos Retiros de Fado passou a tornar-se conhecida, ganhando muitos admiradores.
Gravou o seu primeiro single com o título “O Fado dos Cinco Estilos” em 1939. Um ano antes, a Emissora Nacional convidara Maria Teresa de Noronha para actuar naquela rádio. O êxito que obteve levou-a a iniciar o programa semanal “Fados e Guitarradas”, que esteve no ar durante vinte e três anos seguidos.
Em 1968 deixou a Emissora Nacional mas não deixou de cantar, continuando a fazê-lo em privado.
De entre as suas actuações no estrangeiro, destaca-se a sua deslocação a Espanha em 1946, por ocasião do Festival da Feira do Livro de Barcelona. Em Madrid, a convite do Governo espanhol, actuou no Hotel Ritz, onde teve grande êxito. Ainda em 1946, foi ao Brasil onde foi igualmente muito apreciada. Actuou no Mónaco para Grace Kelly e Rainier III e, em 1964, deslocou-se a Londres para cantar na BBC.
A sua dicção e o seu modo de se expressar tornaram-na criadora de um estilo muito próprio, que fez escola.

sábado, 6 de novembro de 2010

"Nova" tecnologia...

Em breve, passagem de testemunho no Brasil... Lula/Dilma

EFEMÉRIDEAdolphe Sax, de seu verdadeiro nome Antoine Joseph Sax, construtor belga de instrumentos musicais, mais conhecido por ter inventado o saxofone, nasceu em Dinant no dia 6 de Novembro de 1814. Morreu em Paris, em 7 de Fevereiro de 1894.
O pai, que também era construtor de instrumentos, iniciou-o muito cedo nesta arte. Quando deixou a escola, Sax começou as experiências para descobrir novos instrumentos. Com quinze anos apenas, apresentou-se num concurso com duas flautas e um clarinete por si inventados. Estudou seguidamente estes dois instrumentos na Escola Real de Canto em Bruxelas.
A sua primeira invenção importante foi um melhoramento do clarinete baixo, que patenteou com 20 anos de idade. Adolphe, ao contrário do pai que produzia instrumentos musicais convencionais para subsistir, privilegiou sempre a experimentação de novos tipos de instrumentos. Em 1835 propôs um clarinete com 24 chaves.
Em 1842 mudou-se para Paris, onde continuou a trabalhar na invenção e construção de instrumentos musicais.
A sua invenção mais famosa foi o saxofone, destinado então a utilização por bandas militares. O instrumento tem o corpo metálico, com uma palheta de madeira, semelhante ao clarinete. O compositor Berlioz aprovou o novo instrumento em 1842, mas Sax só o patenteou em 1846, depois de desenhar e construir toda a família dos saxofones (desde o soprano ao barítono).
A partir de 1857, graças à sua reputação, foi nomeado professor do Conservatório de Paris.
A tuba wagneriana foi por si inventada em 1876 a pedido de Richard Wagner, que queria um instrumento capaz de tocar o tema “Walhalla” da ópera “O Anel do Nibelungo”.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Benfica: - A águia Vitória

EFEMÉRIDERené Goscinny, argumentista francês de banda desenhada, criador dos personagens Lucky Luke e Astérix, faleceu em Paris no dia 5 de Novembro de 1977. Nascera, também na capital gaulesa, em 14 de Agosto de 1926.
Era filho de pai polaco e de mãe ucraniana, que se mudaram para a Argentina em 1928, quando ele tinha apenas dois anos de idade. Passou a infância em Buenos Aires.
Desde cedo, mostrou uma notável aptidão para as artes. Muitos dos seus primeiros trabalhos foram publicados nas revistas “Notre Voix” e “Quartier Latin” da escola francesa que frequentava. Um mês após ter obtido o seu bacharelato (1943), o pai faleceu inesperadamente o que provocou graves problemas financeiros, que o levaram a aceitar um emprego como guarda-livros numa fábrica de pneumáticos.
Mais tarde, arranjou trabalho como ilustrador numa agência de publicidade, não tendo sido, no entanto, muito bem sucedido. Em 1945, quando um tio materno lhe fez um convite para se juntar a ele em Nova Iorque, mudou-se para Brooklyn com a mãe. Trabalhou durante algum tempo como tradutor, até que foi convocado para a tropa. A Segunda Guerra Mundial já estava no fim e, embora tenha servido em França, não chegou a participar em nenhuma acção de batalha. Regressou a Brooklyn e procurou, mais uma vez, trabalho como artista.
Em 1948 foi admitido como assistente num pequeno estúdio e conheceu os artistas Maurice de Bevere (Morris), com quem colaborou durante 20 anos na banda desenhada “Lucky Luke”, e Harvey Kurtzman que o incentivou a optimizar o seu trabalho.
Cerca de um ano depois, tinha melhorado a tal ponto que atraiu a atenção do director da World Press Agency em Bruxelas. Goscinny foi para a Bélgica, acabando por aí conhecer também o director de arte da Agência Dupuis. Fixou-se depois em Paris, onde veio, mais tarde (1951), a assumir a gestão do Gabinete de Imprensa da World Press Agency. Foi aqui que conheceu Albert Uderzo. Com ele lançou em 1955 a revista “Pilote”, onde começaram a publicar as obras de vários artistas novos e talentosos.
Goscinny também criou o livro para crianças “Le Petit Nicolas” com Jean-Jacques Sempé e, em 1956, escreveu editoriais e histórias para a “Pilote”.
Foi Astérix “o gaulês”, no entanto, que o levou à ribalta, passando, a partir de 1968, a dedicar-se a este personagem quase em exclusividade, em colaboração com Albert Uderzo.
Em 1974, juntamente com Uderzo, fundou os Estúdios Idefix para fazer versões animadas de Astérix, sendo a sua primeira produção “Os doze trabalhos de Astérix” que obteve um enorme sucesso. Posteriormente, produziram uma versão cinematográfica de “Lucky Luke”.
Como Uderzo, Goscinny também recebeu vários prémios e foi considerado um herói nacional em França. Infelizmente, o trabalho duro e o esforço dispendido tinham feito os seus estragos, vindo a morrer de ataque cardíaco em 1977.
O conjunto da sua obra representa cerca de 500 milhões de álbuns vendidos, sendo um dos autores franceses mais lidos no estrangeiro. Em 1964 recebera o Prémio Alphonse Allais de Humor. Foi nomeado Cavaleiro das Artes e das Letras em 1967, sendo igualmente Cavaleiro da Ordem Nacional de Mérito.
O seu nome foi dado a uma rua de Paris e a várias escolas francesas, em alguns dos casos por escolha dos próprios alunos.

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