quinta-feira, 14 de julho de 2011






EFEMÉRIDE Lino Ventura, de seu nome completo Angiolino Giuseppe Pasquale Ventura, actor italiano radicado em França desde os sete anos de idade, nasceu em Parma no dia 14 de Julho de 1919. Morreu em Paris, em 22 de Outubro de 1987, vítima de ataque cardíaco.


Abandonou os estudos bastante cedo e exerceu diversos ofícios, como os de paquete, mecânico, representante comercial e empregado de escritório.


Foi Campeão Europeu de Luta Greco-Romana em 1950. Antes, fora profissional de luta livre, utilizando o nome artístico de Lino Borrini. Abandonou as competições em virtude de grave lesão numa perna, contraída num ringue. Apaixonado pela actividade, foi durante algum tempo organizador de combates.


A sua estreia cinematográfica aconteceu em 1953 no filme “Touchez pas au Grisbi”, contracenando com Jean Gabin. Foi rapidamente adoptado pelo público, pela crítica e pelos companheiros de profissão. Sem quaisquer cursos nem formação convencional, ele é considerado no entanto um dos melhores actores de sempre do cinema francês.


Por fidelidade às suas origens, nunca quis optar pela nacionalidade francesa, apesar disso lhe ter sido sugerido várias vezes.


Pai de uma filha com atraso mental, Lino Ventura fundou em 1966, juntamente com a esposa, a “Associação Humanitária Perce-neige”, em Saint-Cloud, com a finalidade de ajudar crianças inadaptadas.


Morreu aos 68 anos, depois de uma carreira de 34 anos em que fez 75 filmes. Deixou viúva e quatro filhos.

quarta-feira, 13 de julho de 2011




EFEMÉRIDELiu Xiang, atleta chinês especialista dos 110 metros barreiras, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas (2004), nasceu em Xangai no dia 13 de Julho de 1983. Foi o primeiro atleta masculino asiático a ser campeão olímpico de atletismo e o primeiro atleta chinês a obter o “triplete” de uma prova (recordista do mundo, campeão mundial e campeão olímpico).


Foi detentor do recorde do mundo da disciplina, entre Julho de 2006 e Junho de 2008, com a marca de 12 s 88, obtida no Super Grande Prémio de Lausana. Dois meses mais tarde, ganhou a final dos Mundiais de Estugarda, correndo pela segunda vez abaixo dos 13 s (12 s 93). No final desse ano venceu igualmente nos Jogos Asiáticos de Doha.


Em 2007 disputou somente três meetings europeus, preferindo orientar a sua preparação para os Mundiais de Osaka, que venceu.


Preparou-se então para as Olimpíadas de 2008 em Pequim, em que era o favorito. Começou a época a vencer os Mundiais de Pista Coberta de Valência mas, em Maio, foi vítima de uma lesão nos adutores, não podendo competir num torneio em Nova Iorque. Perdeu o recorde mundial para o cubano Dayron Robles, autor de 12 s 87 no Torneio de Ostrava. Verdadeira estrela nacional depois da consagração em Atenas, Liu abordou os Jogos Olímpicos de Pequim com uma grande responsabilidade sobre os seus ombros e numa forma incerta. Sofreu uma lesão no tendão de Aquiles logo à chegada à aldeia olímpica. Tentou partir na sua série, mas acabou por desistir após uma falsa partida de um dos concorrentes, perante a incompreensão do público chinês que tinha vindo em massa para o apoiar.


Depois de treze meses de ausência, Liu Xiang regressou às pistas em Setembro de 2009 por ocasião do Meeting Golden de Xangai, onde se classificou em 2º lugar; impôs-se depois nos Campeonatos da Ásia de Guangzhou e nos Jogos da Ásia do Leste.


Continuando com a lesão no calcanhar, fez resultados relativamente modestos em 2010 e, após nova pausa de seis meses na sua carreira, concorreu aos Jogos Asiáticos de Cantão, onde venceu os 110 metros barreiras com 13 s 09.


Começou a época de 2011 com a participação no Meeting Golden de Xangai que venceu com 13 s 07, à frente do norte-americano David Oliver, que não perdia desde 2009 e que vinha de 18 vitórias consecutivas. A desforra teve lugar em Junho e Oliver ganhou dessa vez com 12 s 94, à frente de Liu com 13 s 00. Paulatinamente, Liu parece estar de volta.

terça-feira, 12 de julho de 2011



A crise segue de momentos... Agora, divirta-se!



EFEMÉRIDEBruno Schulz, escritor, desenhador, pintor e crítico literário polaco, nasceu em Drohobycz no dia 12 de Julho de 1892. Morreu na mesma localidade, em 19 de Novembro de 1942. É considerado um dos expoentes máximos da literatura polaca do século XX.


Estudou no liceu da sua terra natal, onde obteve o bacharelato. Muito jovem ainda, interessou-se pela pintura e acabou por ir estudar arquitectura, na Universidade de Lviv e nas Belas Artes de Viena. Entre 1924 e 1941 foi professor de desenho no Liceu público Władysław Jagiełło.


Fez-se escritor por acaso, após escrever algumas cartas a um amigo, nas quais dava conta, de modo muito original, da sua vida solitária e de detalhes da vida dos seus conterrâneos. Elas chamaram a atenção do novelista Zofia Nałkowska, que estimulou Schulz a publicá-las como relatos curtos de ficção. Foi assim que ele redigiu em 1934 “As lojas de canela”, livro reeditado mais tarde e traduzido em francês, alemão e inglês. Em 1936 publicou “Sanatorium pod Klepsydrą”.


A sua obra aproxima-se do expressionismo moderno de Kafka, do surrealismo e da psicanálise. Bruno Schulz era um apreciador de Rainer Maria Rilke, de Thomas Mann e de Franz Kafka, do qual traduziu para polaco “O Processo”.


Com o começo da Segunda Guerra Mundial, Drohobycz foi ocupada pela União Soviética e depois pela Alemanha nazi. Por ser judeu, foi forçado a viver no gueto de Drohobycz entre 1941 e 1942. Alguns relatos contam que ele seria “protegido” por um oficial da Gestapo, fervoroso admirador dos seus desenhos. Durante as últimas semanas de vida, pintou um grande mural na sua casa de Drohobycz. Pouco depois de acabar o trabalho, foi morto com dois tiros na cabeça, em plena rua, por um oficial alemão, rival do seu “protector”, sendo o mural escondido.


A maior colecção das suas obras gráficas (cerca de 300 desenhos e pinturas) encontra-se no Museu de Literatura Adam Mickiewicz em Varsóvia. Em 2001, foi dada autorização a representantes do Memorial de Yad Vashem de Israel, para irem a Drohobycz examinar o mural que tinha sido entretanto descoberto. Ao cabo de três dias, tiraram cinco secções do mural, roubando-as e levando-as para Jerusalém sem permissão das autoridades ucranianas.


A obra de Schulz serviu de inspiração para dois filmes: “Sanatorium pod Klepsydrą” e “A rua dos crocodilos”.

segunda-feira, 11 de julho de 2011


EFEMÉRIDEYul Brynner, de seu verdadeiro nome Juli Borisovich Bryner, actor norte-americano de origem mongol, russa e suíça, nasceu em Vladivostok, na Rússia, em 11 de Julho de 1920. Morreu em Nova Iorque no dia 10 de Outubro de 1985, vítima de cancro num pulmão.

Depois do pai deixar a família em 1927, passou a infância com a mãe e o irmão na China, onde estudou. Em 1934 instalaram-se em Paris, tendo seguido um curso de Filosofia na Sorbonne. Para ganhar a vida tocava guitarra em clubes nocturnos. Conheceu nessa época vários intelectuais, entre os quais Jean Cocteau. Mais tarde foi trapezista no “Circo de Inverno”. Uma grave queda provocou-lhe múltiplas fracturas e ele teve de abandonar a actividade.


Em 1941, foi para os Estados Unidos com a finalidade de estudar teatro, representando na Broadway sob o nome de Youl Bryner. Oito anos depois, estreou-se no cinema com o filme “A Brigada de estupefacientes”.


Rapou a cabeça em 1951, quando foi convidado para representar o rei do Sião no musical da BroadwayO Rei e Eu”, peça que representou 4 525 vezes. Anos depois, ganhou o Oscar de Melhor Actor pela sua actuação no filme “O Rei e Eu” (1956), baseado no mesmo espectáculo. Nos anos 1970 retomaria o personagem numa série de Televisão. Entretanto, adaptara definitivamente o nome artístico de Yul Brynner.


Foi protagonista de várias produções de sucesso, entre as quais se podem salientar: “Os Dez Mandamentos”, “Sete Homens e um Destino”, “Anastácia, a Princesa Esquecida”, “Os Irmãos Karamazov”, “Taras Bulba” e “O Farol do Fim do Mundo”.


Falava onze idiomas. Casou-se quatro vezes e teve cinco filhos. Possui uma estrela na Passeio da Fama no Hollywood Boulevard.


No meio dos anos 1980, soube que tinha um cancro, por fumar em excesso (cinco maços por dia). Resolveu filmar uma curta-metragem publicitária sobre os malefícios do tabaco, que só seria exibida depois da sua morte.

domingo, 10 de julho de 2011




EFEMÉRIDEEl Cid, de seu verdadeiro nome Rodrigo Díaz de Vivar, guerreiro espanhol que viveu no século XI, época em que a Hispânia estava dividida entre reinos rivais de cristãos e muçulmanos, morreu em Valência no dia 10 de Julho de 1099. Nascera em Vivar, no ano de 1043.

A sua vida e os seus feitos tornaram-se uma lenda, sobretudo devido a uma canção (“Canción de Mio Cid”), datada de 1207, transcrita no século XIV pelo copista Pedro Abád e guardada na Biblioteca Nacional de Espanha.

A imagem que ressalta é a de um cavaleiro medieval modelo: forte, valente, leal, justo e piedoso. Mas há outras fontes que lhe pintam um retrato bem diferente.

Órfão de pai aos 15 anos, foi levado para a corte do rei Fernando I, onde se tornou amigo e companheiro do príncipe Sancho. A sua educação fez-se no Mosteiro de San Pedro de Cardeña, recebendo ensinamentos sobre Letras e Leis.

Com a morte de Fernando I, o reino foi dividido entre os filhos: Castela ficou para Sancho; a Galiza para Garcia; Leão para Alfonso; Toro para Elvira; e Zamora para Urraca. Aconteceu que Sancho não concordou com a divisão e passou a lutar pela reunificação e ampliação da herança paterna. Nessa luta, contou com a ajuda de Rodrigo, nomeado Alferes do reino.

Tinha 23 anos quando venceu, em combate singular, o Alferes de Navarra. Essa façanha valeu-lhe a alcunha de “Campeador” e começou a ser conhecido por “El Cid”.

Investindo contra o irmão Alfonso, Sancho tomou-lhe o reino de Leão e, em seguida, voltou-se para Zamora. Foi durante esse cerco que foi assassinado, à traição, por Bellido Dolfos, que se suspeitou ser agente de Alfonso.

Sancho não deixou herdeiros e Alfonso VII tornou-se rei de Castela, só sendo coroado depois de prestar o “Juramento de Santa Gadea”, exigido por El Cid, em que negou qualquer envolvimento na morte do irmão. Após esse episódio, as relações entre o rei e El Cid tornaram-se cada vez mais tensas, até que, em 1081, foi desterrado.

Neste ponto, a sua história é contada em duas versões diferentes. Segundo a “Canción de Mio Cid”, 300 dos melhores cavaleiros castelhanos decidiram acompanhá-lo no exílio, fazendo de Zaragoza o seu quartel-general e travando batalhas vitoriosas contra os mouros. Segundo uma versão alternativa, refugiou-se nas montanhas de Aragão, arregimentando um pequeno exército cujas armas eram postas ao serviço de quem lhes pagasse mais, fosse cristão ou muçulmano. Aliás, é também essa fonte alternativa que, ao mencionar o seu casamento com Ximena, filha do Conde de Oviedo, ocorrido pouco antes do exílio, diz, maliciosamente, que a dama era mais velha do que ele e muito feia. Porém tinha um património invejável.

O certo é que, nesse tempo, Rodrigo estabeleceu vínculos com o rei mouro Al-Cádir da Taifa de Valência, que se tornou seu amigo e protegido (segundo uma versão) ou seu cliente (segundo outra). Foi em benefício dele que El Cid conquistou os pequenos reinos de Albarracín e Alpuente.

Em 1089, um numeroso exército mouro cruzou o estreito de Gibraltar. A invasão ameaçava a segurança de todos os reinos espanhóis e o rei Alfonso pediu ajuda a El Cid, fazendo-o voltar a Castela. Mas não tardou muito para que a hostilidade entre ambos voltasse a manifestar-se e El Cid foi desterrado pela segunda vez.

Nos dez anos que se seguiram, a fama do “Campeador” cresceu. Liderando um grande exército, conquistou e tornou-se senhor dos reinos mouros de Lérida, Tortosa, Dénia, Albarracín e Alpuente.

Por volta de 1093, ao saber do assassinato de Al-Cádir, atacou a Taifa de Valência, conseguindo tomá-la em 1094, após 19 meses de cerco da cidade.

Segundo a versão que não o enobrece, El Cid teria mandado torturar e depois queimar vivo o governador da cidade, Ben Yehhaf, implicado na morte de Al-Cádir. E não teria poupado a sua mulher e filhos se não fosse a intervenção dos nobres cavaleiros que o seguiam.

Já a versão mais difundida sustenta que ele, ao tornar-se senhor de Valência, foi um governante justo e equilibrado. Outorgou à cidade um estatuto de justiça, implantou a religião cristã mas, ao mesmo tempo, renovou a mesquita dos muçulmanos, cunhou moedas e rodeou-se de uma corte, composta tanto por poetas árabes como cristãos, quanto por pessoas eminentes no mundo das leis.

Mas os “almorávidas” não estavam inactivos e apresentaram-se às portas da cidade. Após vários combates, El Cid obteve uma vitória decisiva, que contribuiu para o tornar objecto de narrativas heróicas, várias delas absolutamente falsas.

Até à sua morte, governou Valência em nome de Alfonso VII mas, na verdade, o seu poder era independente do rei e ele tratou mesmo de o aumentar.

Ao contrário da tradição lendária, que o descreve morrendo heroicamente em combate, ele faleceu numa cama do seu castelo de Valência. Os seus restos mortais, juntamente com os da esposa, estão sepultados na Catedral de Santa Maria de Burgos.

sábado, 9 de julho de 2011




EFEMÉRIDE – Thomas "Tom" Jeffrey Hanks, actor, realizador e produtor norte-americano, nasceu em Concord no dia 9 de Julho de 1956.


O pai de Hanks era um chefe de cozinha itinerante, ainda parente de Abraham Lincoln. A mãe era filha de pais portugueses e empregada num hospital.


Na escola, interessava-se igualmente por desporto e inscreveu-se em cursos de arte dramática, encorajado por um professor. Ao mesmo tempo dos estudos, representou em diversas peças de teatro que o levaram a conquistar um prémio de interpretação da sua escola em 1974. Depois do liceu ingressou na universidade local e, para ganhar a vida, arranjou trabalho como paquete no hotel Hilton. Continuou a seguir cursos de teatro, sobretudo de comédia.


Mudou-se para Sacramento para prosseguir os estudos universitários. Actuou igualmente no teatro e, mais tarde, mudou-se para Nova Iorque, com o objectivo de estar mais perto da Broadway. As oportunidades não apareceram logo. Aos 24 anos teve finalmente uma: um pequeno papel em “He Knows You're Alone”, um filme de baixo orçamento.


Nesse mesmo ano, fez um teste para a televisão e foi contratado para fazer parte do elenco de “Bosom Buddies”. O papel garantiu-lhe um maior rendimento e a mudança para a Califórnia. Porém, após duas temporadas, o programa foi cancelado. A visibilidade desse trabalho tinha sido suficiente no entanto para lançar a sua carreira, garantindo-lhe a presença noutras séries como “Táxi”, “Happy Days” e “Family Ties”.


Foi com “Splash”, uma comédia romântica, que Hanks ganhou ainda maior popularidade. Ele aceitara o papel principal, que tinha sido recusado por John Travolta. Recebeu 70 mil dólares pelo trabalho, mas a maior recompensa foi ter sido protagonista de um dos filmes com maior sucesso em 1984. Este sucesso garantiu a Hanks inúmeros papéis nos anos seguintes.


Em 1986, na película “Nothing in Common”, pôde interpretar um personagem que vivia um momento difícil, parecido com um por que ele próprio tinha passado.


Em 1988 protagonizou o filme “Big “, com grande sucesso comercial, que atingiu 100 milhões de dólares de receita e levou Tom Hanks à primeira nomeação para o Oscar de Melhor Actor.


Após cinco anos em que fez muitos filmes, mas de pouco sucesso, Hanks voltou à fama com “Philadelphia”, em que interpretou um advogado homossexual demitido de uma corporação por ser seropositivo. Hanks fez um trabalho intensivo de estudo junto de pessoas seropositivas e homossexuais para aprender como eram as suas vidas. Foi mais uma vez nomeado para o Oscar de Melhor Actor 1994 que, dessa vez, ganhou.


No ano seguinte, fez “Forrest Gump”, que lhe rendeu mais um Oscar (1995). Voltou a trabalhar no filme de guerra “O Resgate do Soldado Ryan”. Nesta película teve a oportunidade de filmar pela primeira vez com Steven Spielberg. Foi um dos filmes mais aclamados sobre a segunda guerra mundial e a sua interpretação garantiu-lhe mais uma nomeação para o Oscar.


Com “Cast Away” foi nomeado para os Oscares pela 5ª vez. Hanks fazia de Chuck Noland, um executivo da FedEx que, após um acidente de avião, se viu sozinho numa ilha. As filmagens da primeira parte da película foram feitas em 1999 e interrompidas durante um ano para que o actor perdesse 20 kg e deixasse crescer a barba.


Após dedicar dois anos à tarefa de produtor, Hanks voltou ao cinema com o filme “O Código Da Vinci”, uma adaptação do livro de Dan Brown.


Recentemente, entrou para o Livro dos Recordes, por ter participado em sete filmes consecutivos, que quebraram a barreira dos cem milhões de dólares em receitas. Tem uma estrela na Calçada da Fama no Hollywood Boulevard.


Em Agosto de 2009 foi eleito vice-presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, entidade responsável pela entrega dos Oscares.

sexta-feira, 8 de julho de 2011




EFEMÉRIDEHenrique Mendes, apresentador de televisão e actor português, morreu na Amadora em 8 de Julho de 2004. Nascera em Lisboa no dia 2 de Janeiro de 1931.


Henrique Mendes apresentou muitos programas, sendo o “Ponto de Encontro” o mais popular.


Começou a sua carreira como locutor na Rádio Renascença em 1950. Em 1958, estreou-se como apresentador de televisão na RTP, pela mão de Artur Agostinho. Era um excelente comunicador e foi o primeiro apresentador do Festival da Canção. Passou grande parte da sua vida na RTP mas, à data da sua morte, pertencia aos quadros da SIC, canal de televisão privado.


Viu a sua vida mudar com o 25 de Abril de 1974. Através de uma notícia do semanário “Expresso”, soube que ia ser afastado da televisão, o que acabou por acontecer decorrido um ano, depois de o terem mantido ao serviço, sem fazer nada, apesar de lhe pagarem o ordenado a que tinha direito. Esta situação era insustentável para ele e, por isso, tentou encontrar trabalho noutros locais. Sem o conseguir, Henrique Mendes e a esposa, a actriz Glória de Matos, emigraram para o Canadá, país onde apresentou noticiários e um programa para a comunidade lusa em Toronto. Mais tarde, juntamente com um amigo, fundou uma rádio local, a “Asas do Atlântico”. Permaneceram no Canadá até 1979, ano em que regressaram a Portugal por incentivo do actor Raul Solnado. Foi nomeado então director de programas da Rádio Renascença, onde esteve mais de 18 anos, dando voz a diversos programas, para além de outras funções que desempenhou. Foi à Renascença que Emídio Rangel, então director da SIC, o foi buscar. Além de apresentador, entrou em algumas séries televisivas como “Médico de Família”.


Em 2002, foi distinguido pelo semanário “Expresso” como uma das 25 figuras portuguesas mais salientes do último quarto de século e lançou o livro “Um Homem Sorri com Palavras Leves”, com prefácio do escritor e jornalista Baptista-Bastos. Este livro é uma viagem pelas memórias de um homem considerado por muitos como um dos melhores comunicadores da televisão portuguesa.

quinta-feira, 7 de julho de 2011




EFEMÉRIDEHenri (Heinrich) Nestlé, farmacêutico e industrial suíço de origem alemã, fundador da Nestlé Alimentos S.A., com sede em Vevey na Suíça, morreu em Glion no dia 7 de Julho de 1890, vítima de um enfarto de miocárdio. Nascera em Frankfurt, em 10 de Agosto de 1814.


Em 1836, terminou quatro anos de aprendizagem com o proprietário de uma farmácia. No final de 1839, foi oficialmente autorizado a realizar experiências químicas, aviar receitas e vender medicamentos. Nesse ano, mudou o nome para Henri Nestlé (grafia francesa), por razões políticas, a fim de melhor se adaptar às novas condições sociais em Vevey.


Em 1843 comprou uma das empresas industriais mais versáteis e progressistas da região, especializada na produção de colza. Envolveu-se também na produção de óleo de nozes (usado para abastecer candeeiros), licores, cachaça, absinto e vinagre. Começou igualmente a fabricar e vender água mineral gaseificada e limonada, embora durante os anos de crise (1845/1847) tenha desistido da produção de água mineral. Em 1857 começou a concentrar-se na iluminação a gás e em fertilizantes.


Foi ele quem criou a Farinha Láctea Nestlé, comercializada em 1867. Na Suíça, as crianças estavam a ter sérios problemas de desnutrição, algumas delas chegando a morrer prematuramente. Henri Nestlé resolveu desenvolver um alimento que contivesse todos os nutrientes necessários para as crianças. Combinou leite de vaca com farinha de trigo e açúcar, produzindo um substituto do leite materno. Além disso, Henri Nestlé e Jean Balthasar Schnetzler, seu amigo e nutricionista, retiraram o ácido e o amido da farinha de trigo, porque eles são de difícil digestão para os bebés. O produto podia ser preparado com a simples adição de água. As pessoas reconheceram rapidamente o valor do novo produto e, em breve, a farinha láctea era vendida em grande parte da Europa. Em 1870, o Alimento Infantil Nestlé, feito com malte, leite de vaca, açúcar e farinha de trigo, passou a ser consumido nos EUA. Em 1872 foi recompensado com a Medalha de Ouro na Exposição Universal de Paris.


Em 1875, Nestlé vendeu a empresa aos sócios e viveu a sua reforma com a família, alternadamente em Montreux e Glion, onde ajudavam também pessoas necessitadas com pequenos empréstimos e contribuíram para a melhoria das infra-estruturas locais. A Nestlé é, actualmente, uma das maiores empresas agro-alimentares do mundo.

quarta-feira, 6 de julho de 2011




EFEMÉRIDELéo, de seu verdadeiro nome Leonardo Lourenço Bastos, futebolista brasileiro que jogou no Sport Lisboa e Benfica, nasceu em Campos dos Goytacazes no dia 6 de Julho de 1975. Actualmente defende as cores do Santos Futebol Clube.


Léo é tão idolatrado pela torcida do Santos que, no dia do 98º aniversário do clube (14 de Abril de 2010), a Direcção prestou-lhe homenagem fazendo-o alinhar com a camisola 98. O mesmo foi feito este ano e Léo vestiu a camisola que simbolizava os 99 anos do Santos.


Iniciou a sua carreira profissional no Americano de Campos, transferindo-se depois para o União São João de Araras com uma breve passagem pelo Palmeiras. Assinou contrato pelo Santos em 2000.


Foi Campeão Brasileiro de 2002, praticando um futebol alegre que agradava sobremaneira aos adeptos alvi-negros. Em 2003 fez também uma boa temporada, mas não ganhou nenhum título, sendo Vice-campeão Brasileiro e Vice-campeão da Taça Libertadores da América. Em 2004 foi novamente Campeão do Brasil.


Actuando como lateral-esquerdo na equipa do Santos, jogou 280 jogos e marcou 20 golos. Destacou-se pela sua velocidade e pelos seus dribles, mas principalmente pelo seu amor à camisola.


Contratado pelo Benfica na época 2005/2006, Léo ficará para sempre ligado à história do clube, pois é considerado um dos melhores laterais-esquerdos de sempre. A sua entrega em todas as partidas tornou-o adorado por todos e admirado mesmo pelos adversários. É de realçar a campanha na Champions League que só terminou com a derrota frente ao Barcelona, que viria a sagrar-se Campeão Europeu na final contra o Arsenal. Venceu o Torneio de Guadiana 2007 e o Torneio Cidade de Guimarães 2008.


No início de 2009, rescindiu o contrato com o Benfica devido a problemas familiares e voltou ao Brasil. Assinou pelo Santos por dois anos. Em Agosto, comemorou os seus 300 jogos em representação do Santos, vestindo uma camisola com o número 300.


Conquistou mais dois títulos, numa equipa que apresentava um futebol jovem, alegre e muito ofensivo. Venceu o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil de 2010. Na época seguinte, também teve um papel importante na conquista do Bi-campeonato Paulista frente ao Corinthians. Na final da Copa Libertadores da América, contra o Peñarol, venceu o tão cobiçado Tricampeonato. Com estas conquistas, Léo tornou-se o jogador que mais títulos ganhou pelo Santos desde a “era Pelé”.


Apesar do sucesso no Brasil e em Portugal, Léo só jogou sete vezes pela Selecção Brasileira, tendo feito parte da equipa que conquistou a Copa das Confederações em 2005.


Recebeu a Bola de Prata brasileira em 2001, 2003 e 2004. Em Portugal foi considerado o Melhor Lateral-esquerdo da Liga Sagres em 2005/2006, 2006/2007 e 2007/2008, o mesmo acontecendo no Campeonato Paulista de 2010 e 2011.

terça-feira, 5 de julho de 2011

SER JORNALISTA
(quadras)


1


Para ser bom jornalista,


Escreve com isenção.


Cada artigo é uma pista


Trilhada com devoção.



2


Ser jornalista é paixão


Que eu tenho desde criança


Mas, cruel desilusão,


Quem sonha nem sempre alcança!


3


Eu quero ser jornalista


E dizer aos quatro ventos


Que a escrever sou artista,


Mas depende dos momentos…


Gabriel de Sousa



EFEMÉRIDENuno Gomes, de seu verdadeiro nome Nuno Miguel Soares Pereira Ribeiro, futebolista português, nasceu em Amarante no dia 5 de Julho de 1976.

Representou a Selecção Portuguesa 77 vezes, tendo jogado nos Europeus de 2000, 2004 e 2008 e nos Mundiais de 2002 e 2006. É o 4º melhor marcador de sempre da Selecção Nacional com 29 golos, sendo superado apenas por Pauleta (47 golos), Eusébio (41) e Figo (32).

Passou a utilizar o apelido “Gomes” em homenagem ao seu ídolo de infância, Fernando Gomes, antigo jogador do F. C. do Porto.

Fez a sua estreia no Boavista F.C. na época de 1994/95, com 17 anos. Em 1997 transferiu-se para o S. L. e Benfica onde jogou até 2000.

O sucesso no Euro 2000 fez com que vários clubes estrangeiros mostrassem o seu interesse por Nuno Gomes e a transferência consumou-se para o A. C. Fiorentina, pelo valor de 15 milhões de euros. O clube italiano, porém, passou por dificuldades financeiras e Nuno acabou por deixá-lo dois anos depois.

Regressou ao Benfica em 2002, mas uma série de arreliadoras lesões fez com que jogasse apenas 70 vezes de 2002 a 2005. Na época 2005/2006 marcou 15 golos na Liga Portuguesa, incluindo 2 contra o Porto num jogo que o Benfica venceu por 2-0 e um hat-trick contra a União de Leiria, terminando a competição em 2º lugar na lista de melhores marcadores.

A partir da época 2006/2007, a sua titularidade no Benfica começou a ser irregular, mais ainda depois da contratação do paraguaio Cardozo.

Atingiu em 2008 a marca de 150 golos em jogos oficiais pelo Sport Lisboa e Benfica.

O seu contrato foi renovado por mais dois anos em Julho de 2009, estando previsto que a sua carreira terminaria no Benfica quando perfizesse 35 anos.

Após o final da época 2010/11, Nuno Gomes deixou no entanto o Benfica e partiu para o S.C. de Braga para jogar mais uma temporada.

Nuno Gomes fez a sua estreia na Selecção Nacional com 19 anos (1996), num jogo amistoso com a França. Marcou o seu primeiro golo no jogo de abertura do Euro 2000 contra a Inglaterra, em que Portugal recuperou de uma desvantagem de 2 golos para vencer por 3-2.

Nos jogos de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2002, marcou sete golos em seis jogos.

Nos jogos de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2006, lesionou-se por várias vezes, jogando só quatro jogos e marcando apenas um golo.

Depois de Pauleta deixar a Selecção em 2006, esperava-se que Nuno Gomes fosse o seu sucessor na posição titular de avançado, mas tal não aconteceu. Jogou somente 10 jogos e marcou por 3 vezes nos jogos de qualificação para o Euro 2008.

Na fase de qualificação para os Mundiais de 2010, Nuno Gomes não foi convocado para alguns dos jogos nem constou da lista dos 23 jogadores escolhidos por Queiroz para se deslocarem à África do Sul.

Foi Campeão Europeu de Sub-18 (1994); Campeão Nacional de Juniores e vencedor de uma Taça de Portugal (1997) pelo Boavista; venceu uma Taça de Itália pelo Fiorentina (2001); ganhou uma Taça de Portugal (2004), três Taças da Liga (2009, 2010 e 2011), foi Campeão Nacional (2004/2005 e 2009/2010) e venceu uma Super Taça Cândido de Oliveira pelo Benfica.

segunda-feira, 4 de julho de 2011





EFEMÉRIDEGina Lollobrigida, de seu verdadeiro nome Luigina Lollobrigida, actriz de cinema italiana, nasceu em Subiaco, no dia 4 de Julho de 1927.


Filha de um fabricante de móveis, mudou-se para Roma a fim de estudar na Academia de Belas Artes. Para se sustentar, posava como modelo e participou no Concurso de Miss Itália 1947, classificando-se em terceiro lugar (antes tinha sido 2ª no Concurso Miss Roma). Iniciou por essa época (1947/1951) a sua carreira cinematográfica, fazendo pequenas figurações em filmes populares do pós-guerra.


Em 1949 casou-se com o médico eslavo Milko Skofic, que abandonou a carreira para se tornar seu empresário.


No início da década de 1950 realizou os seus primeiros papéis de sucesso, como “Campane a martello” em 1949, “Achtung Banditi” em 1951, actuando ao lado do então jovem Marcello Mastroianni, e “Fanfan la Tulipe” em 1952, que a consagrou também em França. No mesmo ano foi dirigida por René Char em “Les Belles de Nuit” e, no ano seguinte, por Luigi Comencini em “Pão, Amor e Fantasia”. Entrou em muitos filmes, tanto em Itália como em França e nos Estados Unidos.


Padrão de beleza dos anos 1950, Lollo - como era conhecida - interpretava papéis sensuais, que lhe renderam a alcunha de “A mulher mais bela do mundo”. Actuou ao lado de grandes actores, como Humphrey Bogart, Burt Lancaster, Bob Hope, Tony Curtis, Vittorio Gassman, Anthony Quinn, Rock Hudson, Frank Sinatra, Steve McQueen, Alec Guiness, Yves Montand, Jean-Paul Belmondo, Sean Connery, Yul Brynner, Tyrone Power, Daniel Gélin, Pierre Brasseur e Jean-Louis Trintignant.


Começou os anos 1960 a filmar em Hollywood, recebeu o Globo de Ouro em 1961 e voltou à Europa em 1962. Divorciou-se em 1968 e, perdendo assim o seu empresário, meteu um travão na sua carreira que já vinha a declinar.


Lançou-se numa nova paixão – a fotografia, deixando de fazer cinema em 1973. Em 1984 e 1985 protagoniza vários episódios das séries televisivas “Falcon Crest” e “Empresta-me a tua vida”. Em 1986 foi presidente do júri do Festival Internacional do Filme de Berlim.


Em 1995 recebeu das mãos do presidente Mitterrand a Legião de Honra Francesa. Voltou episodicamente ao cinema. Em 1996 fez “Una donna in fuga” e XXL”, contracenando neste último filme com Gérard Depardieu.


Em 1999 foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade para a Alimentação e a Agricultura (FAO).


Em 2006, anunciou na televisão italiana a sua intenção de se casar com o espanhol Javier Rigau y Rafols, um empresário do imobiliário que conheceu em Monte Carlo em 1984 e com quem viveria em comum desde aí. A diferença de idade entre ambos é de 34 anos. Continua a dedicar-se à fotografia e também à escultura.

domingo, 3 de julho de 2011



EFEMÉRIDEAlfredo Cristiano Keil, compositor de música, pintor, poeta, arqueólogo e coleccionador de arte português, nasceu em Lisboa no dia 3 de Julho de 1850. Morreu em Hamburgo, em 4 de Outubro de 1907.


Os pais eram de origem alemã. A sua educação básica foi feita na Alemanha. Estudou desenho e música em Nuremberga e, em 1870, devido à Guerra Franco-Prussiana, regressou a Portugal.


Em 1890, o ultimato inglês deu-lhe a inspiração para compor o canto patriótico “A Portuguesa”, com versos de Henrique Lopes de Mendonça, que se tornou popular em todo o país e seria mais tarde o Hino Nacional de Portugal.


Músico e compositor lírico, escritor e poeta, Keil não era um pintor a tempo inteiro, embora também não fosse um artista dos tempos livres, pois pintava regularmente e deixou centenas de quadros. Era pintor sobretudo de paisagens, mas também de interiores requintados.


Em 1890, realizou uma exposição individual em Lisboa, bastante concorrida, na qual expôs cerca de trezentos quadros. Foi a consagração em Portugal, depois do reconhecimento que já tinha obtido noutros países.


Em 1878, inscreveu-se na Exposição Internacional de Paris e, no ano seguinte, esteve no Brasil, expondo no Salão Nacional de Bellas-Artes, onde conquistou a Medalha de Ouro. Em 1886, participou numa exposição em Madrid, recebendo a condecoração da Ordem de Carlos III de Espanha.


Em Portugal a sua pintura foi um pouco ofuscada pelo brilhantismo com que se destacou na música e na poesia. Foi na música, sobretudo, que obteve maior sucesso. A sua composição mais conhecida foi a “Marcha Fúnebre”.


Entre os livros que publicou, destaca-se “Tojos e Rosmaninhos” (1908), poemas inspirados nas lendas e tradições de Ferreira do Zêzere, concelho no qual era cliente assíduo da Estalagem dos Vales, que muitos artistas do final do século XIX também frequentavam.


Como compositor, ganhou ainda destaque com as suas óperas “D. Branca” (1883), “Irene” (1893) e “Serrana” (1899), considerada então a melhor ópera portuguesa.


Em 1911, após a Proclamação da República no ano anterior, “A Portuguesa” foi aprovada como Hino oficial de Portugal. Ironicamente, Alfredo Keil tinha morrido exactamente três anos antes do primeiro dia da Revolução Republicana.

sábado, 2 de julho de 2011







EFEMÉRIDEWisława Szymborska, escritora polaca, nasceu em Bnin, perto de Poznań, no dia 2 de Julho de 1923.


Em 1931, a família mudou-se para Cracóvia, onde Wislawa estudou Literatura e Sociologia na Universidade Jagellonne.


Foi membro do Partido Operário Unificado a seguir à Segunda Guerra Mundial, mas afastou-se nos anos 1950, passando a frequentar certos meios dissidentes, como os dinamizadores da revista “Kultura”, editada em Paris. Deixou definitivamente o Partido em 1960.


Destacou-se como poetisa, com uma obra que tem como temática as vicissitudes da Polónia moderna. Emprega uma linguagem simples e coloquial, herança do realismo social que dominou a Europa de Leste. A modernidade revela-se no tom irónico e na complexidade formal de muitos dos seus poemas. Os dois primeiros livros que publicou reflectem os ideais comunistas, mas as obras seguintes são já mais pessoais. O seu livro “Wszelki wypadek”, de 1972, é considerado a sua obra-prima e consagrou-a definitivamente na Polónia. Todos os livros que se seguiram tiveram o mesmo sucesso.


Fora da Polónia, a sua obra é particularmente conhecida e apreciada na Alemanha. Traduziu para polaco numerosas obras francesas da época barroca, em particular alguns extractos de Agrippa d'Aubigné.


Foi recompensada com o Prémio Goethe em 1991 e, em 1996, foi premiada com o Nobel de Literatura, o que lhe trouxe uma maior notoriedade internacional.


Hino do reformado!! rssss

sexta-feira, 1 de julho de 2011


EFEMÉRIDE Leslie Claire Margaret Caron, actriz e dançarina francesa, nasceu em Boulogne-Billancourt, Hauts-de-Seine, no dia 1 de Julho de 1931.


O pai era um farmacêutico francês e a mãe uma dançarina norte-americana. A sua carreira artística foi estimulada pela mãe, que a inscreveu nos estudos de Dança Clássica aos nove anos


Iniciou-se como bailarina aos dezasseis, nos “Ballets des Champs-Élysées” de Roland Petit, e logo foi descoberta por Gene Kelly, com quem actuaria no musical “Um Americano em Paris”, vencedor do Oscar de Melhor Filme em 1951. O sucesso rendeu-lhe um contrato com a MGM de Hollywood. Dois anos depois, foi a estrela principal do filme “The Story of Three Loves”. Caron foi depois nomeada para o Oscar de Melhor Actriz Principal pela sua actuação no musical “Lili” (1953).


Em 1954 actuou, ao lado de Fred Astaire, em “Daddy Long Legs” e, em 1958, fez “Gigi”, musical também vencedor do Oscar de Melhor Filme.


Em 1961 entrou no filme “Fanny”, nomeado para o Oscar de Melhor Filme. No ano seguinte, recebeu outra nomeação para o Oscar de Melhor Actriz pelo drama “The L-Shaped Room”, que também lhe rendeu um Globo de Ouro.


Em 1964 contracenou com Cary Grant na comédia romântica “Father Goose”. Entrou nos filmes “Paris brûle-t-il ?” de René Clément (1966) e “ L’Homme qui aimait les femmes” de François Truffaut (1977).


Começou a afastar-se progressivamente dos ecrãs, mas ainda foi contratada para alguns papéis notáveis. Em 1984 entrou na película franco-suíça “La diagonale du fou”, vencedora do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, tendo feito ainda “Damage” em 1992, “Funny Bones” em 1995, “Chocolate” em 2001 e “O Divórcio” em 2003 (o seu último filme até hoje).


Em 2006 fez o episódio “Recall” da série “Law & Order: Special Victims Unit”, que lhe rendeu um Prémio Emmy (2007).


Desde 2009, tem uma estrela no Hollywood Boulevard, entre as de Geny Kelly e Louis Jourdan.


Em 2010, no Teatro do Châtelet em Paris, protagonizou Madame Armfeldt na versão francesa de “A Little Night Music”.


Reside actualmente em Villeneuve-sur-Yonne, onde teve durante quinze anos um restaurante de cozinha tradicional, que foi entretanto trespassado. Completa hoje oitenta anos.

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Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muito mais...