terça-feira, 31 de maio de 2011

EFEMÉRIDE Judith Arundell Wright, escritora, crítica de poesia, militante pelos direitos dos aborígenes e ecologista australiana, nasceu em Armidale, Nova Gales do Sul, na Austrália, em 31 de Maio de 1915. Morreu em Camberra no dia 26 de Junho de 2000.
Passou a maior parte da sua juventude em Brisbane e Sydney. Depois da morte prematura da mãe, viveu com uma tia e, depois, num internato feminino a partir de 1929. Ingressou na Universidade de Sydney em 1934, onde estudou filosofia, história, psicologia e inglês, mas sem se formar. Perto dos vinte anos, foi ficando progressivamente surda.
Entre 1937 e 1938 viajou pela Europa. Com 30 anos, conheceu o companheiro com o qual se viria a casar anos mais tarde: o romancista e filósofo J.P. McKinney. O casamento só duraria porém quatro anos, pois McKinney faleceu.
No começo da Segunda Guerra Mundial, voltou para casa do pai com a finalidade de o ajudar num período de penúria de mão-de-obra.
O seu primeiro livro de poesia, “The Moving Image”, foi publicado em 1946. Nesta época trabalhou na Universidade de Queensland e na revista literária “Meanjin”.
Considerada um dos maiores vultos da literatura australiana em ensaios e poesia, foi Doutora Honoris Causa pelas Universidades de Queensland, de Nova Inglaterra e de Sydney. Em 1992, foi a segunda poetisa australiana a receber a Queen’s Gold Medal for Poetry. Os seus poemas estão traduzidos em italiano, japonês e russo.
Foi uma das fundadoras da Sociedade para a Preservação da Fauna de Queensland, sendo sua presidente entre 1964 e 1976. Apaixonada pela natureza, o seu principal centro de interesse era a relação entre o Homem e o Meio Ambiente, que ela considerava um catalisador da criação poética.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

EFEMÉRIDE Glória de Matos, actriz portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 30 de Maio de 1936.
Tendo iniciado a sua carreira de actriz em 1954, ajudou a fundar a Casa da Comédia, onde foi actriz residente e membro directivo.
Integrada no Grupo Fernando Pessoa fez uma digressão pelo Brasil em 1962 e, no ano seguinte, fixou-se no Reino Unido. Graças a uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, diplomou-se em Teatro na Bristol Old Vic Theatre School. Em 1966 iniciou uma colaboração com Raul Solnado e, dois anos depois, ingressou na Companhia Portuguesa de Comediantes. Em 1969 actuou na Companhia do Teatro Nacional D. Maria II.
Recebeu da Secretaria de Estado da Informação e Turismo e da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, o Prémio de Melhor Actriz, pela sua interpretação em “Quem tem medo de Virginia Woolf” (1972).
Em 1972/1973 tirou o curso de “Drama na Educação” na Universidade de Newcastle em Inglaterra.
Entre 1975 e 1979 viveu no Canadá, onde fez animação cultural e trabalhou na rádio. De regresso a Portugal, fez várias telenovelas.
No cinema, salienta-se a colaboração com o realizador Manoel de Oliveira, tendo participado em “Benilde ou a Virgem Mãe” (1974), “Francisca” (1980), “Canibais” (1987), “Vale Abraão” (1993), “O Quinto Império - ontem como hoje” (2004), “Espelho Mágico” (2005) e “Singularidades de uma rapariga loira” (2009).
Professora na Escola de Teatro do Conservatório Nacional (1971/1975) e na sua sucessora, a Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa (1980/1999), foi ainda conselheira de programação durante três anos e orientadora do Centro de Formação da RTP durante doze anos.
Na Universidade Aberta, regeu a disciplina de “Expressão Oral”, no Curso de Mestrado em Comunicação Educacional e Multimédia, de 1991 a 1995. Foi assessora da Secretaria de Estado da Cultura de 1990 a 1992, membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social de 1991 a 1994 e assessora do Instituto de Artes Cénicas, entre 1994 e 1998.
Em 2005 integrou o elenco da peça “A Mais Velha Profissão”, que recebeu o Globo de Ouro para a Melhor Produção.
Foi condecorada com a Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura em 2006.


Françoise Hardy - 1962


Moustaki

domingo, 29 de maio de 2011



Monsieur DSK
EFEMÉRIDEG. K. Chesterton, de seu verdadeiro nome Gilbert Keith Chesterton, poeta, novelista, ensaísta, jornalista, historiador, biógrafo, teólogo, filósofo, desenhador e conferencista britânico, nasceu em Londres no dia 29 de Maio de 1874. Morreu em Beaconsfield, em 14 de Junho de 1936. Foi um dos mais importantes escritores ingleses do princípio do século XX.
Concluiu os estudos secundários na St Paul's School, onde um poema de sua autoria sobre São Francisco Xavier foi premiado. Ingressou em 1893 na escola de arte Slade School, iniciando uma carreira de ilustrador que, mais tarde, abandonaria para se dedicar ao jornalismo e à literatura. Frequentou o University College. Não finalizou o curso e, em 1896, começou a trabalhar em editoras, tendo colaborado com duas até 1902. Durante este período lançou-se também no jornalismo, como crítico de literatura e de artes.
Foi entretanto convidado para fazer uma crónica semanal no “Daily News” e colaborou durante cerca de trinta anos na revista “Illustrated London News”.
Nascido numa família anglicana, converteu-se ao catolicismo em 1922 por influência do escritor católico Hilaire Belloc, com quem manteve uma amizade muito próxima desde 1900.
Ao falecer, deixou todos os seus bens à Igreja Católica. A sua obra foi reunida em quase quarenta volumes. O Papa Pio XI foi grande admirador de Chesterton, que conheceu pessoalmente.
Chesterton ficou também conhecido como o “príncipe do paradoxo”. Utilizava frequentemente provérbios, ditados populares e lugares comuns, desmontando-os para provar os seus contrários. O escritor Jorge Luís Borges considerava-o como um mestre.
Como pensador político, considerava os liberais iguais aos conservadores: «O Mundo está dividido entre Conservadores e Progressistas. Os Progressistas continuam a cometer sempre os mesmos erros. Os Conservadores evitam que esses erros sejam corrigidos.».
Era muito alto (1,93 m) e de forte corpulência (ultrapassava os 130 kg). Esquecia-se frequentemente de quais os locais onde era suposto ir e, muitas vezes, enviava telegramas à esposa: «Estou em Market Harborough. Onde deveria estar?». Ela respondia-lhe quase sistematicamente: «Devias estar em casa!».
Escreveu cerca de 80 livros, várias centenas de poemas, cerca de 200 novelas, 4 000 artigos e algumas peças de teatro. Teve o seu próprio jornal (“G. K.'s Weekly”). Escreveu igualmente para a “Encyclopædia Britannica”.
A sua obra mereceu elogios de vários autores, como Ernest Hemingway, Graham Greene, Franz Kafka, Jorge Luis Borges, Gabriel García Márquez, Paul Claudel, Georges Orwell, Agatha Christie e Orson Welles.

sábado, 28 de maio de 2011

EFEMÉRIDEDiogo Nuno Infante de Lacerda, encenador e actor português, nasceu em Lisboa no dia 28 de Maio de 1967.
Filho de pai inglês e mãe portuguesa, cresceu no Algarve e iniciou a sua vida profissional como guia intérprete. Em 1988 ingressou na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa, onde terminou o Curso de Formação de Actores.
Estreou-se como actor profissional na peça “As Sabichonas” de Moliére, no Teatro Nacional D. Maria II, em 1989. Integrou o Teatro Experimental de Cascais, com Carlos Avilez. Colaborou com Rui Mendes, em “Sonho de Uma Noite de Verão”, de Shakespeare, e “As Suaves Alegrias da Felicidade Conjugal”, de Anton Tchekov, em 1990. No Teatro Aberto participou na “Ópera dos Três Vinténs” de Brecht (1992) e noutras peças, sempre sob a direcção de João Lourenço.
Voltou ao D. Maria II com “Rei Lear” (1998). Mais recentemente, fez parte do elenco de várias peças teatrais, como “Romeu e Julieta” de Shakespeare, no Teatro São Luiz (2006) e “Hamlet” igualmente de Shakespeare, no Teatro Maria Matos (2007).
Como encenador, dirigiu “O Amante” de Harold Pinter (Teatro da Trindade, 1992), “Odeio Hamlet” de Paul Rudnick (Teatro Villaret, 1996), “Um Vestido para Cinco Mulheres” de Alan Ball (Teatro São Luiz, 1997), “O Jardim Zoológico de Cristal” de Tennessee Williams (Teatro Nacional D. Maria II, 1999) e “Laramie”de Kaufman (Teatro Maria Matos, 2006).
Estreou-se no cinema com “Nuvem” de Ana Luísa Guimarães (1992) - Prémio de Melhor Jovem Actor. Trabalhou depois com vários realizadores, como Jorge Paixão da Costa (1994 – “Adeus Princesa”), João Botelho (1994 – “Três Palmeiras”), Luís Filipe Rocha (1995 – “Sinais de Fogo”), Joaquim Leitão (1997 – “Tentação”), Leonel Vieira (1998 – “A Sombra dos Abutres”) e Ruy Guerra (2004 – “Portugal S.A.”).
Na televisão, participou em diversas séries e novelas. Estreou-se com “Por Mares Nunca Dantes Navegados” (1991) e, seguidamente, apareceu em “A Banqueira do Povo” (1993), “Riscos” (1997), “Os Lobos” (1998) e “Jornalistas” (1999), entre outras. A telenovela “Jóia de África” (2002) deu-lhe um Globo de Ouro de Melhor Actor de Ficção Televisiva. Trabalhou ainda como apresentador para a RTP1, nos programas “Pátio da Fama” (1995), “As Canções da Nossa Vida” (1999), “Quem Quer Ser Milionário” (2001) e “Cuidado com a Língua” (2006). As últimas séries que fez, para a RTP1, foram “A Ferreirinha” e “Voo Directo”.
Vencedor dos Globos de Ouro de Melhor Actor de Cinema em 1996 e 1998, recebeu ainda a nível internacional o Prémio das Nações Unidas em 1995.
Desempenhou a função de Director Artístico do Teatro Maria Matos desde 2006 até 2008, de onde se demitiu por falta de verbas para a conclusão dos seus projectos. Em 2008 foi nomeado Director Artístico do Teatro Nacional D. Maria II.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

EFEMÉRIDE Millôr Fernandes, desenhador, humorista, dramaturgo, escritor e tradutor brasileiro, nasceu “oficialmente” num subúrbio do Rio de Janeiro em 27 de Maio de 1924. A data real é, no entanto, o dia 16 de Agosto de 1923.
Nasceu como Milton Viola Fernandes, tendo sido registado nove meses depois. Graças a uma caligrafia duvidosa, foi considerado Millôr em vez de Milton, o que só veio a saber quando já era adolescente.
Aos dez anos de idade, vendeu o primeiro desenho para “O Jornal” do Rio de Janeiro. Recebeu dez mil réis por ele. Em 1938 começou a trabalhar como re-paginador e contínuo no semanário “O Cruzeiro”. No mesmo ano, ganhou um concurso de contos na revista “A Cigarra”. Assumiu a direcção desta publicação algum tempo depois, onde também era autor da secção “Poste Escrito”.
Em 1941 passou a colaborar na revista “O Cruzeiro”, assinando como “Vão Gogo” a coluna “Pif-Paf”, o que fez durante 18 anos. A partir daí conciliou as profissões de escritor, tradutor (autodidacta) e autor de teatro.
Em 1956, esteve representado na Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires. Em 1957, teve direito a uma exposição individual das suas obras, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
A partir de 1962, deixou de utilizar o pseudónimo “Vão Gogo”, passando a assinar “Millôr”. Deixou a revista no ano seguinte, por causa de uma polémica causada pela publicação de “A Verdadeira História do Paraíso”, considerada ofensiva pela Igreja Católica.
Em 1964 passou a colaborar com o jornal português “Diário Popular” e obteve o 2º Prémio no Salão Canadiano de Humor . Em 1968 começou a trabalhar na revista “Veja” e, em 1969, foi um dos fundadores do jornal “O Pasquim”.
Nos anos seguintes escreveu peças de teatro, textos de humor e poesia, além de voltar a expor no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Traduziu várias obras inglesas e francesas, principalmente peças de teatro e, entre estas, clássicos de Sófocles, Shakespeare, Molière, Brecht e Tennessee Williams.
Depois de colaborar com os principais jornais brasileiros, voltou à “Veja” em 2004, deixando a revista cinco anos depois, devido a um desentendimento causado pela digitalização dos seus antigos textos, publicados sem a sua autorização no acervo on-line daquela revista.


A vida vai melhorar...


Fado e Amália - inesquecível!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

EFEMÉRIDESydney Pollack, actor, realizador e produtor norte-americano, morreu em Los Angeles no dia 26 de Maio de 2008, vítima de cancro. Nascera em Lafayette, na Luisiana, em 1 de Julho de 1934.
Oriundo de uma família de emigrantes judeus russos, estudou Arte Dramática em Nova Iorque.
Em 1966, o filme “Propriedade interdita” tornou-o conhecido no mundo do cinema. Os anos 1970 foram muito fecundos para Pollack, sendo nomeado para o Oscar de Melhor Realizador em 1970 e, dois anos depois, vendo um dos seus filmes apresentado na selecção oficial do Festival de Cannes.
Sydney Pollack teve dois grandes sucessos de bilheteira, vivamente aclamados pela crítica: “Tootsie” (1982), protagonizado por Dustin Hoffman, e “Out of Africa”, com Meryl Streep e Robert Redford, que ganhou o Oscar de Melhor Filme em 1985 e deu a Pollack o Oscar de Melhor Realizador.
Nos anos 1990 voltou à sua formação inicial de actor, entrando em vários filmes de realizadores seus amigos, como Woody Allen e Stanley Kubrick.
Além de muitas películas, dirigiu igualmente as séries de televisão “O Fugitivo” e “The Alfred Hitchcock Hour”. Através da sociedade Mirage, fundada em 1985, financiou e produziu também numerosos filmes.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

EFEMÉRIDELuciana Abreu Sodré Costa Real, cantora, actriz, modelo e apresentadora portuguesa, nasceu em Massarelos (Porto) no dia 25 de Maio de 1985.
Desde criança que demonstrou várias qualidades artísticas e cedo se destacou pela sua beleza. Passava horas em frente de um espelho, a cantar, a dançar e a representar.
Foi em 1999, no programa da SICCantigas de Rua”, que Luciana Abreu fez realçar a sua voz pela primeira vez em público. Sagrou-se vencedora do programa, interpretando “Lusitana Paixão” de Dulce Pontes e “Papel Principal” de Adelaide Ferreira.
Em 2002 demonstrou que também sabia representar, integrando o elenco da peça “O Casamento” da Seiva Trupe, um dos mais conceituados grupos de teatro do Norte de Portugal. No ano seguinte, desempenhou o papel de Beatriz no musical “Cabaret Carioca”, inspirado em músicas de Chico Buarque.
Apesar de todo o talento, viu os seus sonhos serem adiados por diversas vezes, pois a necessidade de ajudar a família levou-a a colocar outros trabalhos à frente da carreira musical. Esteve perto de alcançar a fama quando se inscreveu na “Operação Triunfo”, mas teve de trocar o casting pelo seu primeiro dia de trabalho numa loja de roupa. De 2002 a 2005, participou em vários concursos de karaoke, onde era habitual ficar em 1º lugar.
Finalmente, em 2005, viu o êxito bater-lhe à porta quando participou no programa “Ídolos” mas, apesar de ter sido sempre uma das concorrentes preferidas pelo público e muito elogiada pela maioria dos elementos do júri, acabou por sair na quinta gala, provocando o espanto geral. Chegou a ser comparada a algumas das melhores cantoras da actualidade, como Mariah Carey, Whitney Houston e Céline Dion, por Luís Jardim, produtor português vencedor de um Grammy e que fazia parte do júri.
O grande salto na sua carreira deu-se com a telenovela da SICFloribella" em 2006, projecto esse que, graças ao enorme sucesso, se prolongou até ao final de 2007. Foram lançados três CD, em que a maioria das músicas eram cantadas por Luciana. O primeiro disco vendeu 200 000 exemplares, tendo atingido a dupla platina em apenas 24 horas, sendo considerado o maior sucesso do ano e tendo ficado em primeiro lugar nos tops durante largos meses.
Ainda à volta daquela telenovela, foi feito o musical “Ri-Fixe”, que esgotou três vezes o Coliseu de Lisboa. Foi convidada para ser a Rainha da Parada nas Comemorações do Dia de Portugal em Newark, que atraiu milhares de pessoas.
No final de 2006, Luciana deu a voz a Selénia, em “Artur e os Minimeus”, um filme de animação de Luc Besson, ao qual Madonna tinha dado a voz na versão original.
Em 2007, foi nomeada para duas das categorias dos Globos de Ouro, vencendo uma delas.
Luciana surpreendeu tudo e todos quando provou que também tinha talento para dançar, participando na 3ª edição do programa “Dança Comigo” do qual saiu vencedora.
Após ter realizado, ao longo destes anos, algumas produções fotográficas para revistas e jornais, nomeadamente para a “Caras” e o “Expresso”, foi capa da “FHM”, uma revista masculina muito prestigiada, que bateu então o recorde de vendas com 65 000 exemplares, tendo sido lançada uma 2º edição com mais 15 000.
Deslocou-se de novo aos Estados Unidos, Newark e Washington, onde deu sessões de autógrafos e cantou músicas de várias artistas consagradas a nível mundial.
Depois da sessão fotográfica para a FHM e de ter sido o nome mais procurado pelos portugueses na Internet, foi eleita pelos leitores daquela revista como a Mulher Mais Sexy de 2008.
Lucy” foi o nome do programa que marcou o seu regresso aos ecrãs da SIC. Participou também na telenovela “Perfeito Coração” no mesmo canal.
Casou com o futebolista do Sporting Clube de Portugal, Yannick Djaló, em 13 de Maio de 2010. Tiveram a primeira filha, Lyonce Viiktórya, em Janeiro de 2011.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Directamente do Oriente...

EFEMÉRIDEHenri Michaux, poeta e pintor belga, que obteve a nacionalidade francesa em 1955, nasceu em Namur no dia 24 de Maio de 1899. Morreu em Paris, em 18 de Outubro de 1984. Explorou o “eu interior” e o sofrimento humano através de sonhos, fantasias e experiências com drogas.
Foi educado num colégio jesuíta em Bruxelas. Pretendia tornar-se padre, mas o pai dissuadiu-o. Após uma crise religiosa, Michaux começou a estudar Medicina na Universidade de Bruxelas. Revoltando-se porém contra os desejos dos pais, desistiu de estudar e viajou pela América do Norte e do Sul como fogueiro de um navio da marinha mercante francesa. Foi por volta desta época que a descoberta do poeta Lautréamont o levou a interessar-se pela escrita. Publicou “Cas de folie circulaire” em 1922, um primeiro texto que deu já uma ideia do seu modo de escrever. De seguida, os seus escritos sucederam-se e os estilos multiplicaram-se. Em 1923, começou colaborar na revista “Le Disque Vert” de Franz Hellens. Quando os pais lhe mostraram a sua desaprovação pelo seu estilo de vida, mudou-se para Paris.
Para sobreviver, trabalhou como professor e secretário. Começou também a pintar (1925), tornando-se especialmente interessado pelos trabalhos de Max Ernst e Salvador Dali. Publicou diversos escritos em publicações de vanguarda.
Entre 1937 e 1939, editou a revista mística “Hermès”. Em 1937 realizou a primeira exposição das suas pinturas. Como escritor, adquiriu fama nos anos 1940. A sua obra interessou, entre outros, André Gide e Lawrence Durrell, que publicaria mais tarde, em 1990, um livro sobre Henri Michaux. Relacionou-se também com o poeta mexicano Octavio Paz, a quem ofereceu uma antologia de poemas do escritor indiano Kabir.
Durante a Segunda Guerra Mundial, fugiu para o sul de França para escapar à ocupação alemã.
Para além de poemas, redigiu notas de viagens reais ou imaginárias, descrições das suas experiências com drogas, nomeadamente a mescalina (que altera a percepção do tempo e cria alucinações visuais), recolhas de aforismos e reflexões, etc. Embora as suas obras mais importantes tenham sido publicadas pela editora Gallimard, diversas pequenas antologias, por vezes ilustradas com os seus próprios desenhos, foram dadas à estampa em diminutas tiragens feitas por editores desconhecidos.
Nos anos 1960, Michaux fez igualmente um filme sobre o haxixe e a mescalina. Quando o filme foi mostrado na “Salle de Géographie”, esta encontrava-se completamente lotada. Recebeu o Prémio Einaudi na Bienal de Veneza.
No fim dos seus dias, era considerado como um artista que fugia dos leitores e dos jornalistas, o que contrastava com as numerosas viagens que fizera para descobrir outros povos e com os numerosos amigos que granjeara ao longo da vida.
GLOSA EM QUADRA (não datada)

Tu que tanto prometeste
Enquanto nada podias,
Hoje que podes – esqueceste
Tudo quanto prometias...
António Aleixo

ELEIÇÕES

Tem cuidado com o Povo
Agora que já venceste
Matas o pinto no ovo
Tu que tanto prometeste

Tudo bom ias fazer
“Maldades” tu não farias
Este era teu “querer”
Enquanto nada podias

Tu nunca irás repetir
A forma como venceste
Tu já nos estás a trair
Hoje que podes – esqueceste

Só se não houver vergonha
Governarás muitos dias
Afinal era só ronha
Tudo quanto prometias...

Gabriel de Sousa

segunda-feira, 23 de maio de 2011

EFEMÉRIDEHugo Miguel Pereira de Almeida, futebolista português, nasceu na Figueira da Foz em 23 de Maio de 1984. Joga actualmente no Besiktas da Turquia.
Começou a jogar futebol no Grupo Desportivo de Buarcos. Foi transferido para a Naval com a idade de iniciado e, em 2000, seguiu para o F. C. do Porto, onde percorreu os restantes escalões de formação. Foi emprestado ao União de Leiria e ao Boavista, depois de ter assinado contrato profissional pelo clube portista. Regressou ao Porto, onde passou a fazer parte da equipa principal. Marcou um golo na inauguração do Estádio do Dragão, entrando assim para a história do clube.
Foi de novo cedido, então para o futebol alemão, acabando por assinar um contrato pelo Werder Bremen, onde jogou durante quatro anos com assinalável êxito. Em Janeiro de 2011, transferiu-se para o Besiktas, onde se juntou aos seus compatriotas Simão Sabrosa, Manuel Fernandes e Ricardo Quaresma.
Foi membro da Selecção de Sub-21, tendo ajudado com os seus golos a garantir a presença de Portugal na fase final do Campeonato Europeu de 2006.
Foi chamado à Selecção A de Portugal por Luiz Felipe Scolari, depois das boas exibições no Werder Bremen. Participou no Euro 2008 e no Mundial 2010.
Foi Campeão Nacional de Portugal em 2004 e 2006, vencendo também a Taça de Portugal de 2006, em representação do Porto. Pelo Werder Bremen, ganhou a Taça da Alemanha e foi finalista da Taça UEFA em 2009.
Detém um curioso recorde na liga alemã, tendo marcado dois golos no espaço de cinquenta segundos, num encontro contra o Estugarda. Marcou também, em 2007, o golo nº 2500 da história do Werder Bremen na primeira divisão.

domingo, 22 de maio de 2011

EFEMÉRIDE Naomi Campbell, célebre modelo, cantora e actriz britânica, nasceu em Streatham, no dia 22 de Maio de 1970.
Estudou na Italia Conti Academy, na Dunraven School e na London Academy For Performing Arts. Surgiu na década de 1980, juntamente com outras top models, como Linda Evangelista, Cindy Crawford e Claudia Schiffer.
Iniciou a carreira de manequim aos 15 anos, quando foi descoberta por um agente da Elite Model norte-americana, que não pôde deixar de reparar na beleza da jovem que misturava traços jamaicanos e chineses. Começou aí a sua meteórica ascensão até à fama, que levou um grande impulso em Agosto de 1986, ao aparecer na capa da versão britânica da revista de moda “Elle”. Mudou-se então para Paris, com o intuito de desenvolver a sua imagem.
Em 1988, quando já era muito solicitada por diversos costureiros como Versace (o seu maior impulsionador), foi a primeira mulher negra a aparecer nas capas das revistas “Vogue” francesa e inglesa e ainda na “Time”. Mudou-se no ano seguinte para Nova Iorque, onde passou a viver, não demorando muito tempo a aparecer na capa da “Vogue” norte-americana. Em 2008 surpreendeu ao posar com os seios nus para uma edição da “Vogue” russa.
O fabricante dos pneus Pirelli, que todos os anos escolhe uma top model para ilustrar os seus famosos calendários, optou por Campbell em 1995. Nesse mesmo ano, a modelo inglesa gravou um CD intitulado “Babywoman”, que vendeu mais de um milhão de cópias. Ainda em 1995, lançou o livro “Swan”, que conta uma história de suspense envolvendo cinco manequins e as suas viagens à volta do mundo. Publicou também um livro ilustrado com as suas melhores fotos, cujos lucros reverteram para a Cruz Vermelha da Somália. Campbell contribuiu igualmente, através da UNESCO, com fundos para a construção de jardins-de-infância em países pobres. Colabora frequentemente com Mandela e com o Dalai Lama em vários projectos humanitários.
Em 2000, uma edição brasileira da revista “Playboy” dedicou seis páginas a Naomi, que a partir de então esteve várias vezes no Brasil. Em 2008 foi internada no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo para lhe ser retirado um quisto no ovário. Em Novembro desse mesmo ano foi entrevistada para o Programa do Jô, tendo sido exibidas fotografias dos seus encontros com os presidentes Lula, Hugo Chávez e Nelson Mandela. Em 2002, desfilou para Jean Paul Gaultier, no espectáculo que este costureiro apresentou depois da despedida oficial de Yves Saint Laurent. A manequim desfilou com as mãos nos seios desnudados. Nesse ano, juntamente com as top models Elle Macpherson e Claudia Schiffer, tornou-se sócia da cadeia de restaurantes “Fashion Café”.
Campbell apareceu em vários videoclipes de artistas famosos, como Bob Marley, George Michael, Michael Jackson e Madonna.
Entre os namorados que tem tido ao longo da vida, salientam-se o pugilista Mike Tyson, o empresário italiano Flavio Briatore, chefe da escudaria Renault da Fórmula 1, o actor Robert De Niro, o empresário brasileiro Marcus Elias, da Parmalat, e o oligarca russo Vladislav Doromin. A modelo conheceu o oligarca em 2008, durante o Festival de Cinema de Cannes. Alguns dos seus conhecidos confidenciaram que ela se apaixonou à primeira vista.
Já trabalhou para numerosos estilistas, entre os quais Ralph Lauren, Versace, Dolce & Gabbana e Louis Vuitton.
Naomi é conhecida pelo seu forte temperamento e os jornais de escândalos fazem eco regularmente dos seus problemas sobretudo com outras celebridades.
Em Maio de 2010 deu uma entrevista emocionante a Oprah, nos Estados Unidos, na qual chorou várias vezes, relembrando os seus 25 anos de carreira. Reside actualmente em Moscovo.

sábado, 21 de maio de 2011

EFEMÉRIDECardeal António Ribeiro, 15º Patriarca de Lisboa, nomeado em Maio de 1971 por ocasião das aparições de Fátima, nasceu em Gandarela de Basto no dia 21 de Maio de 1928. Morreu em Lisboa, em 24 de Março de 1998.
Participou na JUC, Juventude Universitária Católica. Foi ordenado padre em Julho de 1953. Fez os seus estudos de Teologia na Universidade Pontifícia Gregoriana e nas Faculdades de Munique e de Innsbruck.
Foi designado bispo titular de Tigilava e bispo auxiliar de Braga em Julho de 1967. Paulo VI fê-lo cardeal no consistório de 5 de Março de 1973, sendo o mais jovem cardeal de então e um dos mais jovens do século XX.
Participou nos dois conclaves de 1978 que elegeram, respectivamente, os Papas João Paulo I e João Paulo II.
Em Maio de 1995, presidiu à cerimónia do casamento de Duarte Pio de Bragança, herdeiro da coroa portuguesa, com Isabel de Herédia.
Em Março de 1998, pouco antes da sua morte, foi nomeado Vigário Apostólico das Forças Armadas Portuguesas.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

EFEMÉRIDEÓscar René Cardozo Marin, futebolista paraguaio que joga no Sport Lisboa e Benfica, nasceu em Juan Eulogio Estigarribia no dia 20 de Maio de 1983.
As suas principais características são o potente pé esquerdo, o jogo aéreo e a marcação de livres directos, o que faz dele um dos melhores avançados do Benfica e da Selecção do Paraguai.
É um ponta-de-lança que evoluiu naturalmente, após um período de adaptação ao futebol europeu, sendo um ídolo dos adeptos benfiquistas.
Tornou-se na segunda mais cara contratação de sempre do Benfica quando, no Verão de 2007, o clube lisboeta pagou 9,15 milhões de euros por 80% do seu passe, tendo recentemente adquirido a restante percentagem a troco de mais 2,5 milhões de euros. Estes números apenas são ultrapassados pelos 13 milhões da transferência de Simão Sabrosa para a Luz em 2001.
No Paraguai, jogou pelo Club 24 de Junio e pelo C. A. 3 de Febrero, antes de ingressar no Nacional em 2004.
Foi para o Newell's Old Boys da Argentina na segunda metade da época de 2006, por um valor a rondar os 900 mil euros. Teve sucesso imediato, ao marcar onze golos em 16 jogos no Torneo de Apertura.
Começou brilhantemente a época de 2007 e o facto não passou despercebido na Europa, onde o Valencia, o Werder Bremen e o Benfica mostraram interesse na sua contratação.
Depois do final da Copa América, Cardozo veio de imediato para o Benfica. A meio da época já era o principal marcador da equipa.
Na temporada 2008/2009, apesar de ter perdido a titularidade, foi o melhor marcador do clube e o segundo melhor marcador da liga com 17 golos, a maior parte deles feitos já na recta final, devido à lesão de David Suazo, que lhe abriu de novo um lugar na equipa.
Na época 2009/2010 venceu o Torneio do Guadiana e sagrou-se Campeão Nacional. No último jogo, alcançou o prémio de Melhor Marcador do campeonato. Foi igualmente o melhor goleador da Liga Europa.
Ganhou as Taças da Liga de 2009, 2010 e 2011. Na época 2010/11, alcançou o sueco Mats Magnusson na liderança da tabela dos melhores marcadores estrangeiros da história do Benfica.
Estreou-se na Selecção Paraguaia em Junho de 2007, contando até agora com 28 internacionalizações.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

EFEMÉRIDEPol Pot, de seu verdadeiro nome Saloth Sar, governante do Camboja, conhecido por ser responsável pelo genocídio cambojano, nasceu em Prek Sbauv no dia 19 de Maio de 1928. Morreu em 15 de Abril de 1998.
Nascido numa família camponesa rica, começou por estudar numa escola católica e, depois, prosseguiu os seus estudos em França numa escola técnica particular (1949/1953). Fez parte de um grupo de estudantes cambojanos que se opunha ao poder do futuro rei Norodom Sihanouk. Por essa razão, perderam as suas bolsas de estudo e sentiram-se atraídos pelo leninismo, seguindo o exemplo de Ho Chi Minh, que lutava contra a ocupação francesa no Vietname.
Em 1953 voltou ao Camboja, sem ter terminado os estudos. Após a independência do país e a instauração da monarquia, ocorridas nesse mesmo ano, juntou-se ao Partido Comunista Indochinês, que possuía poucos quadros cambojanos. Em 1960 foi fundado o Partido dos Trabalhadores Khmers, no qual Saloth Sar se filiou, mudando o seu nome para Pol Pot. Em 1963 tornou-se chefe do partido. Entretanto, para escapar às perseguições políticas, entrou na clandestinidade.
Em 1966, fez uma viagem a Pequim. Atraído pelo maoísmo e irritado pela dominação vietnamita sobre o seu partido, recebeu apoio da China que viu nele um aliado para expandir o comunismo anti-soviético e pró chinês naquela zona.
Em 1970 o general Lon Nol, com a cumplicidade da CIA, derrubou Norodom Sihanouk. Foi o início da guerra civil.
Os monárquicos aliaram-se então aos Khmers vermelhos contra o novo governo. Em Abril de 1975, Pnom Penh foi tomada pelos revoltosos, que ocuparam o poder e mudaram o nome do país para Kampuchéa Democrática (1976). Os Khmers tardaram a dotar-se de um governo. Pol Pot foi finalmente nomeado Primeiro-Ministro e uma nova constituição, uma nova bandeira e um novo hino nacional foram adoptados.
Teve início o genocídio cambojano. Cerca de um milhão e meio de pessoas foram massacradas segundo ordens de Pol Pot. Durante perto de quatro anos, os Khmers vermelhos fizeram reinar o terror no país, encarniçando-se sobretudo sobre a população urbana e os intelectuais. Tudo o que pudesse lembrar a modernidade ocidental era também sistematicamente destruído. A moeda, a família, a religião e a propriedade privada foram abolidas. O Camboja ficou isolado do mundo.
A partir de 1977, após ter sobrevivido a três tentativas de assassinato, Pol Pot multiplicou purgas no seio do partido, fez colocar minas anti-pessoais ao longo das fronteiras e tornou-se ameaçador para com o Vietname, a quem culpava por todos os seus males.
No fim de 1978, o Vietname invadiu o Camboja. Um novo governo tomou o poder, sendo composto por antigos Khmers vermelhos oponentes de Pol Pot. O país passou a denominar-se República Popular do Kampuchéa. Pol Pot e os seus fiéis fugiram para a floresta, onde organizaram uma guerrilha contra o novo regime.
Em 1985 Pol Pot deixou de ocupar qualquer função oficial, mas continuou a ser uma figura emblemática dos Khmers vermelhos. Em 1989 o Vietname retirou-se do Camboja e Pol Pot recusou-se a cooperar num processo de paz. As suas tropas, desmoralizadas, começaram a desertar. Vários líderes importantes também o abandonaram e Pol Pot mandou executar o seu braço direito, Son Sen, em Junho de 1997, por ele querer fazer um acordo com o governo.
Condenado à morte à revelia pelas autoridades, Pol Pot desapareceu no fim dos anos 1990, dizendo-se que estaria a viver luxuosamente na Tailândia, fazendo tráfico de madeiras e de pedras preciosas. Acabou por ser preso pelo seu próprio chefe militar, Ta Mok, e sentenciado a prisão domiciliar perpétua, algemado a uma coluna, em virtude da execução de Son Sem. Em Abril de 1998, Ta Mok fugiu para a floresta após novo ataque do governo, levando Pol Pot consigo. Alguns dias depois, em 15 de Abril de 1998, Pol Pot morreu, oficialmente de ataque cardíaco. O seu corpo foi cremado numa zona rural do Camboja, juntamente com lixo e pneus velhos.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

no comments...
EFEMÉRIDERicardo Alberto Silveira Carvalho, futebolista português actualmente ao serviço do Real Madrid. Nasceu em Amarante no dia 18 de Maio de 1978.
Iniciou-se na equipa da sua terra, o Amarante F. C., ingressando no Futebol Clube do Porto em 1996.
Defesa central de grandes recursos e bastante rápido, chegou a titular da equipa do Porto, após ter sido emprestado ao Leça F.C., ao Vitória de Setúbal e ao F.C. Alverca.
Venceu a Taça UEFA 2002/03 e a Liga dos Campeões Europeus de 2003/04. Foi igualmente Campeão de Portugal em 2003 e 2004. Nesta última temporada foi considerado pela UEFA como o Melhor Defesa do Ano
Em 2004 esteve muito próximo de ingressar no Real Madrid, mas acabou por assinar pelo Chelsea F.C. por uma verba recorde de 30 milhões de euros. Sagrou-se Campeão da Liga Inglesa nas épocas 2005, 2006 e 2010.
No “mercado” de Verão de 2010, transferiu-se para o Real Madrid, pelo qual conquistou a Taça do Rei de 2010/11.
Ricardo Carvalho estreou-se na Selecção Nacional em Outubro de 2003, tornando-se um dos seus elementos chave ao longo de cerca de 70 internacionalizações.

terça-feira, 17 de maio de 2011



Os meninos...

EFEMÉRIDEMario Benedetti, poeta, novelista, ensaísta, romancista e dramaturgo uruguaio, morreu em Montevideu no dia 17 de Maio de 2009. Nascera em Paso de los Toros, em 14 de Setembro de 1920. Integrante da “Geração de 45”, é considerado um autor de primeiro plano na literatura contemporânea da América Latina.
Iniciou a carreira literária em 1949 e ficou famoso em 1956, ao publicar “Poemas de Oficina”, uma das suas obras mais conhecidas. Benedetti escreveu mais de 80 livros, assim como guiões para cinema.
De origem italiana, a família mudou-se para Montevideu quando ele tinha quatro anos de idade. Iniciou os seus estudos no Colégio Alemão de Montevideu, onde ficou até 1933. Ingressou depois no Liceu Miranda mas, por problemas financeiros, acabou por prosseguir os seus estudos de maneira auto-didacta, trabalhando desde os catorze anos na empresa Will L. Smith S.A., da Argentina. Em 1938 mudou-se para Buenos Aires, onde permaneceu até 1941.
Em 1945 passou a integrar a equipa redactorial do semanário “Marcha”, de Montevideu, onde permaneceu até 1974, ano em que o semanário foi fechado pelo governo de Juan María Bordaberry. Em 1953 publicou “Quién De Nosostros” e em 1954 foi nomeado director literário do semanário.
Em 1948 dirigiu a revista literária “Marginalia” e publicou o volume de ensaios “Peripecias y Novela”.
Em 1949 tornou-se membro do conselho de redacção da revista literária “Número”, uma das revistas mais em destaque na época. Participou activamente no movimento contra o Tratado Militar com os EUA, a sua primeira acção como militante político. Ainda nesse ano, ganhou o Prémio do Ministério de Instrução Pública, pela sua primeira antologia de contos, “Esta Mañana”.
Em 1960 publicou “La Trégua”, romance que foi levado aos ecrãs do cinema. Nomeado para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 1974, perdei a estatueta para “Amarcord” do italiano Fellini.
Em 1964 trabalhou como crítico de teatro e co-director da página literária semanal “Al Pie de Las Letras” do diário “La Mañana”. Colaborou ainda como humorista na revista “Peloduro” e fez crítica de cinema na “Tribuna Popular”.
De 1968 a 1971 foi director do Centro de Pesquisas Literárias da Casa de las Américas de Havana, do qual foi membro fundador.
Em 1971 participou activamente na vida política, como membro do Movimiento 26 de Marzo. Foi nomeado director do Departamento de Literatura Hispano-Americana na Faculdade de Humanidades e Ciências da Universidade da República, em Montevideu.
Depois do Golpe de Estado de 27 de Junho de 1973, Mario Benedetti renunciou ao cargo na Universidade. Pelas suas posições políticas, teve de deixar o Uruguai, partindo para o exílio na Argentina. Posteriormente, exilou-se no Peru, onde foi detido e deportado, indo em 1976 para Cuba. Esteve igualmente em Espanha. De 1973 a 1985 as suas obras foram retiradas das bibliotecas do Uruguai.
Voltou ao seu país em 1983 e, em 1986, ganhou o Prémio Jristo Botev da Bulgária, pela sua obra poética e ensaística.
Recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Alicante, Espanha, em 1997.
Doou parte de sua biblioteca pessoal ao Centro de Estudos Ibero-Americanos Mario Benedetti da Universidade de Alicante. A sua obra está traduzida em mais de 20 línguas. Ganhou numerosos prémios literários de que se salientam o Prémio Internacional Menéndez Pelayo, o Prémio Rainha Sofia (Poesia) e o Prémio Ibero-Americano José Martí.
A última obra publicada, o poemárioTestigo de Uno Mismo”, foi apresentada em Agosto de 2008. Quando morreu, estava a trabalhar num novo livro de poesia com o título provisório “Biografía para Encontrarme”.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

EFEMÉRIDELola Flores, de seu verdadeiro nome Maria Dolores Flores Ruiz, actriz, bailarina de flamenco e cantora espanhola, morreu em Madrid no dia 16 de Maio de 1995, vítima de cancro na mama. Nascera em Jerez de la Frontera (Cádis), em 21 de Janeiro de 1923. A mãe tinha ascendência cigana.
Ficou conhecida também, no meio artístico, por “La Faraona” e foi uma das figuras mais queridas de Espanha no século XX.
Em 1939, com 16 anos, estreou-se no Teatro Villamarta com o espectáculo “Luces de España”.
Começou no cinema com a película “La Martingala”. Assinou depois um contrato para trabalhar em Gijon, alternando tournées com participações em vários filmes.
Triunfou em Madrid em meados da década de 1940, com um espectáculo intitulado “Zambra”, ao lado de Manolo Caracol com quem trabalharia até 1951. Protagonizaram “Embrujo” em 1946, a que se seguiu uma tournée pela América Latina. A partir dos anos 1950 retomou o cinema, cantando em “Traficantes de Ópio”.
Em 1953, fundou a sua própria companhia. Entre os seus músicos, encontrava-se o guitarrista Antonio González Batista, “El Pescaílla”, com quem se casaria em 1958. Tiveram três filhos, todos eles igualmente cantores.
Foi sepultada no Cemitério de la Almudena, em Madrid. Catorze dias depois do falecimento, o seu filho Antonio, de 34 anos, foi encontrado morto em casa, supostamente por overdose de narcóticos, sendo enterrado junto da mãe.

domingo, 15 de maio de 2011

EFEMÉRIDE Matías Ariel Fernández, futebolista chileno a jogar actualmente no Sporting Clube de Portugal, nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 15 de Maio de 1986. Em 2006 foi eleito como o Melhor Jogador do Ano pelos jornalistas desportivos chilenos. Nesse mesmo ano ganhou o prémio de Melhor dos Melhores, concedido ao melhor atleta chileno, todas as modalidades confundidas. Ainda em 2006, o jornal uruguaio “El País”, depois de uma consulta feita junto de diversos jornalistas do continente, elegeu-o como Melhor Jogador da América.
Filho de mãe argentina e de pai chileno, viveu na Argentina até aos quatro anos de idade, época em que a família se mudou para La Calera, no Chile. Deu os primeiros passos no futebol na Unión La Calera. Aos 12 anos foi para as divisões inferiores do Colo-Colo, tendo feito a sua estreia na equipa principal em Agosto de 2004.
Jogou pela Selecção Chilena no Campeonato Mundial de Sub-20 realizado na Holanda e, no ano seguinte, jogou três partidas pela Selecção A, marcando dois golos, ambos contra o Peru.
Em 2006, formando uma grande dupla de ataque com Suazo, sagrou-se campeão chileno com o Colo-Colo (torneios “Apertura” e “Clausura”). As suas actuações valeram-lhe, em Dezembro de 2006, uma transferência no valor de nove milhões de dólares, para a equipa espanhola do Villarreal C. F.. Logo nas primeiras partidas, foi considerado o melhor jogador estreante da Primeira Liga.
Em Junho de 2009, foi transferido do Villarreal para o Sporting, por cerca de cinco milhões de euros. Estreou-se contra o Vitória de Guimarães. Entrando apenas no segundo tempo e com menos de 30 segundos em campo, marcou o primeiro golo com a camisola leonina.
Fez parte do grupo de 23 jogadores seleccionados para representar o Chile nos Mundiais de 2010.

sábado, 14 de maio de 2011

EFEMÉRIDE – José Santos Chocano Gastañodi, poeta peruano, conhecido também por “El Cantor de América”, nasceu em Lima no dia 14 de Maio de 1875. Morreu em Santiago do Chile, em 13 de Julho de 1934. Pela beleza da sua poesia, é considerado um dos maiores poetas latino-americanos de todos os tempos.
Ingressou na Faculdade de Letras da Universidad Nacional Mayor de San Marcos, com a idade de catorze anos.
Teve uma vida agitada. Acusado de subversão, foi preso aos vinte anos. Percorreu a América, como diplomata e aventureiro. Desempenhou, desde muito novo, algumas importantes missões diplomáticas que o levaram à Colômbia e a Espanha. Foi secretário de Pancho Villa e colaborador do ditador guatemalteco Manuel Estrada Cabrera, o que o ia levando ao fuzilamento quando ele foi derrubado (1920). Em 1922, o governo da cidade de Lima nomeou-o “poeta laureado”.
Em Outubro de 1925, matou com um tiro à queima-roupa o jovem escritor e seu rival Edwin Elmore, depois de uma discussão entre ambos junto do jornal “El Comercio de Lima”. Preso, beneficiou de uma amnistia passados dois anos, indo viver no Chile. Em 1934 foi por sua vez assassinado, numa rua de Santiago do Chile, por Martín Bruce Padilla, um esquizofrénico que acreditava que Chocano era detentor de um mapa de um tesouro.
É considerado pela crítica como modernista, movimento do qual foi um dos representantes peruanos mais distintos na língua espanhola. No entanto, convém realçar que, pelo seu carácter, alguns entendidos acham que ele está mais perto do romantismo do que do modernismo. Muitos estudiosos entendem que Chocano foi um poeta variado e prolífico, sendo por vezes um épico e outras vezes um lírico.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

EFEMÉRIDE – Maria de Fátima Euleiteiro Lopes, apresentadora de televisão portuguesa, nasceu no Barreiro em 13 de Maio de 1969.
Aos oito anos foi viver para Maputo, onde ficou durante os três anos de contrato de trabalho que o pai tinha de cumprir. Quando chegou a Moçambique viu-se confrontada com uma sociedade e cultura completamente diferentes, mas adorou a sensação de liberdade que viveu em África, onde podia andar descalça e subir às árvores. Ainda hoje, recorda com saudade o sabor da manga verde com sal e vinagre ou a farinha de mandioca com chá.
O regresso a Portugal em 1980 não foi pacífico e Fátima teve de aprender a lidar com o rótulo de retornada, embora não fosse bem o caso. Só aos 14 anos, com a entrada para o atletismo, é que passou a sentir-se verdadeiramente integrada na sociedade portuguesa.
Licenciou-se em Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa em 1991. Antes disso começou a escrever sobre espectáculos no “Diário Popular”, colaborou na Rádio Minuto e, em simultâneo, trabalhou no Departamento Audiovisual da Câmara Municipal de Loures.
Após o encerramento do “Diário Popular”, passou para a revista “Em Forma”, como técnica de marketing. Desempenhou essa função durante um ano e a partir daí passou a gerir a imagem do Grupo Económico, responsável pela publicação do “Diário Económico”. Antes de chegar à televisão, era gestora numa empresa de “áudio texto” que colaborava com a SIC, passando por esse motivo bastante tempo nas instalações daquela estação, que acabou por a contratar. Tornou-se um dos rostos principais deste canal, onde se estreou como apresentadora em “Perdoa-me” (1994). Seguiram-se os programas “All You Need Is Love”, “Surprise Show”, “Fátima Lopes” (com mais de 600 emissões) e “SIC 10 Horas”, que foi líder de audiências durante quatro anos. Liderou “Fátima”, programa exibido durante as manhãs até 2009. Apresentou ainda os desfiles Moda Paris e Moda Roma, Portugal Fashion e as galas dos Globos de Ouro de 2003, 2004 e 2005.
Foi distinguida pela Casa da Imprensa como Melhor Apresentadora de Entretenimento em 2004. Antes, em 1999, já tinha recebido o troféu “Nova Gente” de Melhor Apresentadora de Entretenimento e o prémio da revista “TV Guia” para a Apresentadora Mais Popular, concedido por votação dos leitores.
Lançou, respectivamente em 2006, 2007 e 2009, os romances “Amar Depois de Amar-te”, “Um Pequeno Grande Amor” e “A Viagem de Luz e Quim”.
Em Setembro de 2009, começou o programa “Vida Nova”, onde se manteve apenas nove meses. Em Julho de 2010, deixou a SIC após 16 anos de estreita colaboração, indo para a TVI onde apresentou, a partir de Setembro, “Agora é Que Conta”. Dá a cara actualmente em “A tarde é sua”, programa estreado em Janeiro de 2011.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

EFEMÉRIDE – Paulo César Silva Peixoto, futebolista português do Sport Lisboa e Benfica, nasceu em Caldas das Taipas no dia 12 de Maio de 1980. Foi catapultado para a ribalta após a transferência do clube da sua terra, Caçadores Taipas, para o C. F. Belenenses, onde marcou muitos golos, o que lhe valeu a transferência para o F.C. do Porto na época seguinte.
Um pé esquerdo muito potente, cruzamentos letais, cantos que se transformam em assistências, livres bem medidos e facilidade de remate são algumas das suas características.
Oriundo de uma «família humilde», como o próprio diz, foi criado pela avó e é o mais velho de três irmãos. Os pais sempre fizeram os possíveis para que o filho pudesse concretizar o sonho de ser profissional de futebol.
Aos dez anos, o pai, adepto do Vitória de Guimarães, levou-o aos treinos de captação dos minhotos. Duas sessões bastaram para que os dotes do pequeno César cativassem os técnicos vitorianos que o aceitaram na equipa de infantis.
No primeiro ano de júnior foi emprestado ao Brito, um clube da região. Durante essa época trabalhou também numa fábrica de calçado perto de casa. Entrava às 8 horas da manhã e, por vezes, saía às 19 horas. Os pais fizeram um esforço e acabou por largar a fábrica e dedicar-me aos estudos, tendo acabado o 10º ano. Foi difícil conciliar o futebol e as aulas, mas mesmo assim rubricou o seu primeiro contrato.
De regresso ao Guimarães, César Peixoto fez uma excelente temporada no segundo ano como júnior, marcando 16 golos. Na altura, foi-lhe dito que poderia ficar no plantel, mas no final da época quiseram-no emprestar ao Fafe. O jogador não quis e foi para o Caçador das Taipas.
A primeira época não correu de feição. Uma pubalgia afastou-o algum tempo dos relvados. A segunda temporada correu bem melhor. César despertou a cobiça de alguns clubes, entre os quais o Belenenses e o Gil Vicente. Em Dezembro de 2000 chegou a acordo com o Belenenses e o sonho de jogar na Primeira Liga tornou-se realidade.
O início da temporada não foi porém dos melhores, já que esteve lesionado. A estreia só veio a ter lugar em Setembro, frente ao Benfica. As boas exibições levaram o seleccionador dos Sub-21, Agostinho Oliveira, a apostar no jovem esquerdino. A estreia com a camisola das quinas surgiu num jogo de preparação frente à República Checa. E foi também noutro jogo particular, cerca de um mês antes do início do Europeu sub-21, que César Peixoto contraiu uma entorse na tibiotársica esquerda, tornando assim impossível a concretização de um dos principais objectivos da temporada que era representar Portugal naquele campeonato.
A exibição e o golo apontado ao Porto na última época que esteve no Belenenses, levaram o seu nome para as primeiras páginas dos jornais, chamando a atenção de grandes clubes incluindo o Porto. Foram mesmo os dragões que, após várias e longas conversações com os dirigentes do Belenenses, asseguraram a sua contratação em 2001/2002 por um milhão e meio de euros.
Apesar de ter protagonizado a contratação “mais badalada" daquele Verão, César continuou a ser um rapaz simples. Gosta de estar com os amigos, ouvir música, ir ao cinema e navegar na Internet entre outros hobbies. Confessa-se dependente do telemóvel e diz que hoje em dia já não consegue estar cinco minutos sem ele. É supersticioso. Joga sempre com a camisola interior virada ao contrário e não pisa o relvado sem antes se benzer. Diz ter ainda muito medo de andar de avião.
Conquistou um lugar no onze principal do Porto, mas sempre revelou alguns problemas físicos, tendo sofrido diversas lesões principalmente ao nível dos joelhos.
Em 2005/2006 foi cedido ao Guimarães e em 2006/2007 foi emprestado ao Espanyol de Barcelona. De novo foi afectado por lesões, somando poucos minutos de jogo. Na época seguinte rescindiu o contrato com o Porto e assinou pelo Braga, conseguindo mostrar o seu bom futebol.
Em Novembro 2008 chegou o momento tão desejado: a estreia pela Selecção Nacional e logo num jogo amigável contra o Brasil. Portugal perdeu por 6-2, mas César Peixoto fez uma boa exibição. Desde então tem sido constantemente pré-convocado para os treinos da Selecção.
Após 3 épocas ao serviço do clube bracarense, veio representar o Benfica, tendo sido apresentado em Agosto de 2009.
Conquistou a Taça UEFA de 2002-2003 e a Liga dos Campeões de 2003-2004, os Campeonatos de Portugal de 2003, 2004 e 2006, as Taças de Portugal de 2003 e 2006 e a Super Taça de 2004, tudo em representação do Porto. Pelo Braga, venceu a Copa Intertoto da UEFA em 2008-2009. Pelo Benfica, foi Campeão de Portugal em 2009/2010 e venceu as Taças da Liga em 2009/2010 e 2010/2011.
Namora com a modelo, actriz e apresentadora de televisão Diana Chaves.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

TRÓICA, FMI & Cª.

Certas coisas, à força de serem repetidas, são consideradas verdadeiras… Paulo Portas já disse, por várias vezes, que a palavra “tróica” não existe na língua portuguesa. Deveria usar-se triunvirato… O homem é “barra” em tudo!
Mas vejamos o meu pequeno “Larousse” de português: TRÓICA = Grande trenó puxado por três CAVALOS.
Em sentido figurado a palavra não poderia estar melhor utilizada…
EFEMÉRIDEMiguel Veloso, futebolista português a jogar actualmente no Génova C.F.C., nasceu em Coimbra no dia 11 de Maio de 1986.
Em criança, esteve perto de ingressar no Sport Lisboa e Benfica, o clube que o seu pai, António Veloso, representou durante muitos anos. Quando se apresentou nos treinos de captação acabou por ser dispensado por ter peso a mais. Pouco tempo depois, Aurélio Pereira falou com o pai do jovem, convidando o filho a formar-se no Sporting Clube de Portugal, porque achava que ele tinha talento. Foi muito bem recebido no clube de Alvalade. O Sporting soube dar valor ao jogador e acreditou nas suas potencialidades.
Nas camadas jovens do Sporting, onde esteve desde os 13 anos, foi Campeão Nacional de Juniores sob o comando de Paulo Bento, na época 2004/2005. Na época seguinte, foi emprestado ao C. D. Olivais e Moscavide, onde se sagrou campeão e ajudou o clube a subir à Liga de Honra.
Desde a temporada 2006/2007 actuou na equipa principal do Sporting, estreando-se em Setembro de 2006 contra o Nacional da Madeira. Assumiu posição de destaque, após uma excelente exibição na vitória por 1-0 sobre o Inter de Milão de Luís Figo, a contar para a Liga dos Campeões.
Miguel Veloso demonstrou grande qualidade técnica e consistência, sendo presença importante na equipa do Sporting. Começou então a estar na mira de grandes clubes europeus, nomeadamente do Bolton e do Everton de Inglaterra.
Miguel Veloso participou no Campeonato da Europa de Sub-21 em 2007 na Holanda. Em Agosto de 2007 foi pela primeira vez chamado à Selecção Nacional por Luiz Felipe Scolari para um jogo contra a Arménia, sendo um dos 23 convocados para o Europeu de 2008, que se realizou na Áustria e Suíça.
Marcou o seu primeiro golo pela Selecção frente a Malta em Outubro de 2009, num jogo de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2010.
Em Julho de 2010, o Sporting confirmou a transferência de Miguel Veloso para o Génova por 8 milhões de euros mais o jogador Zapater.
Entre os títulos que conquistou, salientam-se 2 Taças de Portugal (2007 e 2008) e 2 Super Taças (2008 e 2009), todas em representação do Sporting.
Pela Selecção Nacional de Sub-17, conquistou o Campeonato Europeu no ano de 2003 em Viseu. Em 2006/2007 foi considerado o Jogador Revelação do Campeonato.

terça-feira, 10 de maio de 2011

EFEMÉRIDEEttore Scola, um dos mais importantes realizadores italianos de cinema, nasceu em Trevico no dia 10 de Maio de 1931.
Estudou Direito em Roma, passando depois para o jornalismo e para a rádio. Conheceu nestas actividades várias pessoas ligadas ao cinema, com as quais colaborou como argumentista, entre 1948 e 1963. Trabalhou nomeadamente para o comediante Totò.
Estreou-se como realizador em 1964, com a comédia “Se permettete parliamo di donne”. Seguiram-se outros filmes, como “C'eravamo tanto amati” de 1974, um vasto fresco da sociedade italiana depois da Segunda Guerra Mundial, dedicado a Vittorio De Sica e que ganhou o Prémio César de Melhor Filme Estrangeiro.
Em 1976, no Festival de Cannes, venceu na categoria de Melhor Realizador e, em 1984, recebeu um Urso de Prata, também de Melhor Realizador, no Festival de Berlim. Ao todo, realizou perto de quarenta filmes.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

EFEMÉRIDEMarie-José Perec, atleta francesa especialista em provas de velocidade, nasceu em Basse-Terre, Guadalupe, em 9 de Maio de 1968.
Ganhou três Medalhas Olímpicas, uma nos Jogos Olímpicos de 1992 em Barcelona (400 m) e duas nos Jogos Olímpicos de 1996 em Atlanta (200 e 400 m). Foi também Bicampeã Mundial nos 400 m (1991 e 1995).
Apesar de ser bem dotada para a educação física, o desporto não a interessou sobremaneira durante a juventude, tendo praticado unicamente basquetebol entre 1982 e 1983. Foi graças a uma professora que “descobriu o atletismo”. Convenceu-a a participar num campeonato de jovens. Se bem que nunca tivesse corrido com sapatos de bicos nem utilizado os blocos de partida, realizou os mínimos para os Campeonatos Escolares de França. Foi Vice-campeã e, dois anos mais tarde, integrou o Instituto Nacional de Desporto e de Educação Física.
Desentendendo-se com o treinador, parou a prática desportiva e recomeçou os estudos, que em breve abandonaria para trabalhar. O seu namorado de então, também atleta, convenceu-a em 1987 a regressar às corridas.
Obteve então os primeiros troféus e o seu primeiro recorde de França dos 400 metros. Em 1988 conquistou o primeiro título de Campeã de França na mesma distância. Participou nos Jogos Olímpicos de Seul, disputando os quartos de final dos 200 metros.
Em 1989 conquistou a Medalha de Ouro dos 200 metros nos Campeonatos Europeus de Pista Coberta. Obteve também a Medalha de Ouro dos 200 m e da estafeta 4x100 m nos Jogos da Francofonia, disputados em Marrocos. Durante essa época foi de novo Campeã de França, então nos 400 m barreiras.
O ano de 1991 seria o da sua consagração internacional, se bem que tenha começado a temporada com uma lesão que a levou a uma operação cirúrgica. Venceu a Taça da Europa em Frankfurt, estabelecendo novo recorde de França dos 400m com 49 s 32. No Campeonato do Mundo de Tóquio sagrou-se campeã com 49 s 13, resultado que foi considerado a 8ª melhor performance mundial de todos os tempos.
Nos Jogos Olímpicos de 1992 em Barcelona correu em 48 s 83, baixando pela primeira vez dos 49 s. Venceu também os 200 m da Taça do Mundo em Havana.
Em 1994 foi para a Califórnia para encontrar as condições que mais lhe convinham: o sol e, sobretudo, o anonimato. Ganhou os títulos de Campeã da Europa de 400 m e da estafeta 4x400 m.
Nos Campeonatos do Mundo de Gotemburgo (1995) sagrou-se Campeã dos 400 m.
A época de 1996 começou com a vitória nos 200 m da Taça da Europa. Nos Jogos Olímpicos de Atlanta foi escolhida para porta-estandarte francesa e venceu os 400 m e os 200 m.
Em 1997 foi de novo atormentada por lesões, que a levaram à desistência nas meias-finais dos Campeonatos do Mundo de Atenas.
Em 1998, a seguir a uma viagem que efectuou ao Togo como embaixatriz da UNESCO, os médicos diagnosticam-lhe o vírus de Epstein-Barr, que provoca problemas cardíacos. Teve de parar com a sua actividade desportiva, foi hospitalizada e fez um tratamento à base de cortisona durante vários meses, o que fez aumentar o seu peso de 10 kg.
Regressou às pistas em 1999 com grandes dificuldades, mas alimentando o sonho de defender os seus títulos nas Olimpíadas de Sidney do ano seguinte. Mudou de técnico, pois «necessitava de um treinador que lhe pudesse consagrar toda a atenção». Chegou a ir à Austrália, mas decidiu abandonar Sidney antes das provas começarem.
Novas lesões mantiveram-na afastada. Em 2003 declarou a sua intenção de participar nos Mundiais de Paris. Os seus esforços porém foram vãos, em virtude de uma irritação no nervo ciático.
Em 2004 anunciou o fim da carreira. Depois disso, tem sido bastante solicitada como consultora para a imprensa, nomeadamente pelo jornal “L’Équipe”. Em 2008 publicou a sua autobiografia e em 2010 foi mãe.

domingo, 8 de maio de 2011



Coros do Exército Russo
EFEMÉRIDERoberto Rossellini, realizador de cinema e de televisão italiano, nasceu em Roma no dia 8 de Maio de 1906. Morreu na mesma cidade em 3 de Junho de 1977, vítima de ataque cardíaco.
Tendo por origem uma família burguesa de Roma e vivendo numa atmosfera artística, musical e cultural, interessou-se pelo cinema por influência do pai, proprietário de uma sala de espectáculos.
Começou a sua carreira realizando algumas curtas-metragens nos anos 1930. Durante o fascismo, ingressou na indústria cinematográfica italiana como assistente de realização, trabalhando como supervisor de alguns filmes.
A sua primeira longa-metragem foi “La Nave Bianca” (1941), a que se seguiram outras. Este período ficou marcado pela sua amizade com Federico Fellini, que foi seu assistente, e Aldo Fabrizi.
O grande momento da sua carreira veio no final da Segunda Guerra Mundial, quando produziu duas das suas obras-primas: “Roma, cidade aberta” (1945), Prémio do Melhor Filme no Festival de Cinema de Cannes, e “Paisà” (1946), interpretado por actores não profissionais. Tornou-se um dos principais expoentes do neo-realismo italiano. Teve uma tumultuosa relação com a actriz Anna Magnani, de quem se separaria.
Em 1948, recebeu uma carta de uma actriz estrangeira que se propunha trabalhar com ele: «Caro senhor Rossellini, vi os seus filmes “Roma, cidade aberta” e “Paisà” e apreciei-os muito. Se precisar de uma actriz sueca que fala muito bem inglês, que não esqueceu o alemão, que não é muito fluente em francês e que, em italiano, só sabe dizer “ti amo”, estou pronta para fazer um filme consigo» - Ingrid Bergman.
Com esta carta começava uma história que propulsionou Ingrid e Rossellini para as luzes da ribalta. A sua relação causou escândalo, já que ambos eram casados. O escândalo amplificou-se quando tiveram filhos. Trabalharam juntos em “Stromboli terra di Dio” em 1950, “Europa'51” em 1952 e “Viaggio in Italia” no ano seguinte. Separaram-se em 1957, no regresso de uma viagem à Índia
Em 1963, Rossellini fez o guião de “Les Carabiniers” de Jean-Luc Godard. Na década de 1960, realizou vários filmes e séries para televisão, de natureza cultural e educativa.
De 1968 a 1974, dirigiu o Centro Experimental de Cinematografia. Em 1974 realizou “Anno uno” e em 1975 “Il Messia”.
Em 1977, ano da sua morte, fez ainda um filme sobre o Centro de Arte e de Cultura Georges Pompidou e aceitou a presidência do júri no Festival de Cannes.

sábado, 7 de maio de 2011



E esta hein??


Um pouco de história...
EFEMÉRIDECarlos Alberto da Mota Pinto, jurista e político português, faleceu subitamente em Coimbra no dia 7 de Maio de 1985. Nascera em Pombal, em 25 de Julho de 1936.
Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde se licenciou e obteve o grau de doutor em Ciências Jurídicas, foi um teórico influente no campo do Direito Civil. Nessa área, a sua obra mais conhecida é o manual “Teoria Geral do Direito Civil”. Leccionou também na Universidade Católica Portuguesa, bem como em algumas universidades estrangeiras.
Após o 25 de Abril de 1974, ajudou a fundar juntamente com Sá Carneiro, Pinto Balsemão e Magalhães Mota, o Partido Popular Democrático (actual PSD).
Por este partido, foi eleito deputado à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República (cujo nome, aliás, é devido a uma proposta legislativa por si apresentada, durante os trabalhos da Constituinte).
É dele também o slogan «Hoje somos muitos, amanhã seremos milhões», incluído no discurso que fez no 1º comício do PSD, realizado no Pavilhão dos Desportos de Lisboa em 1974. Entrou em ruptura com Sá Carneiro no Congresso de Aveiro, em Dezembro de 1975, tendo-se posteriormente reconciliado com ele e com o partido. À data da morte de Sá Carneiro era mandatário nacional da candidatura presidencial do General Soares Carneiro.
Foi igualmente Ministro do Comércio e Turismo no I Governo Constitucional (1976-1977), Primeiro-ministro do IV Governo Constitucional (1978-1979), nomeado por iniciativa presidencial de Ramalho Eanes, e ainda Vice-primeiro-ministro e Ministro da Defesa do IX Governo Constitucional (1983-1985).

sexta-feira, 6 de maio de 2011

EFEMÉRIDEAntónio João Ferreira Pinto Basto, fadista português, nasceu em Évora no dia 6 de Maio de 1952.
Engenheiro mecânico de formação, licenciou-se no Instituto Superior Técnico em 1974. Cedo demonstrou o gosto pela música e, em particular, por canções tradicionais e pelo fado, que desde a adolescência começou a cantar em festas particulares.
Iniciou a sua carreira na década de 1970. Seguiram-se anos de amadurecimento, interiorização e prática constantes, durante os quais - embora não gravando - se apresentou em vários espectáculos, quer em Portugal quer no estrangeiro, sempre com assinalável sucesso.
Em 1988 consagrou-se junto do grande público com o álbum “Rosa Branca”, um êxito apresentado em mais de 120 concertos. Seguiu-se “Maria” (1989) que repetiu o sucesso de vendas. Posteriormente gravou “Confidências à Guitarra” (1991) e “Os Grandes Sucessos de António Pinto Basto” (1993).
No primeiro semestre de 1992 visitou quatro continentes. Começou por Toronto, no Canadá, foi a Macau a propósito das comemorações do “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas” e a sua estadia foi aproveitada para um concerto em Hong Kong, oferecido pelo Cônsul de Portugal aos diplomatas locais. Dali seguiu para Angola onde teve várias actuações e, voltando à Europa, esteve em Sevilha para uma noite de fados inserida no âmbito da “Expo 92”.
Outubro de 1994 foi um mês especial na sua carreira, pois foi convidado pelo Instituto Cultural de Macau para ser solista numa tournée que a Orquestra Chinesa de Macau veio efectuar em Portugal. Esta orquestra, para além dos músicos de Macau, integrava músicos oriundos de mais quatro orquestras chinesas (de Pequim, Xangai, Cantão e Hong Kong) num total de 68 elementos. O espectáculo apresentou-se em várias cidades de Portugal, incluindo dois espectáculos em Lisboa, um no Teatro S. Luís no âmbito de “Lisboa 94, Capital da Cultura” e outro, de gala, no Teatro Nacional de S. Carlos. No seguimento desta acção, foi convidado a participar, como solista, no VI Festival de Artes de Macau, que decorreu neste território em Março de 1995. Nesse mesmo mês efectuou dois concertos em Goa, na Índia, com enorme sucesso.
No final de 1995, lançou uma videocassete intitulada “António Pinto Basto em Évora” com alguns vídeo clips e baseada principalmente num concerto realizado na sua terra natal. Actuou depois em Palermo, na Itália, representando Portugal num Festival de Música Mediterrânica. Ainda em Dezembro foi a Caracas, na Venezuela, integrado no grupo de artistas que actuaram no espectáculo da “Festa das Comunidades Portuguesas”.
Em 1996 foi lançado o CD “Desde o berço”, seguido de um novo convite para actuar no Canadá, desta feita num concerto promovido pela "Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário", integrado nas comemorações do Dia de Portugal. No final desse ano teve a oportunidade de conhecer mais uma comunidade de portugueses no estrangeiro, dessa vez em Inglaterra, realizando um espectáculo em Londres.
Em 1997 fez uma digressão na Turquia (Izmir e Ancara), numa iniciativa da Comissão Europeia e da Embaixada de Portugal em Ancara. Nesse mesmo ano, actuou em Bruxelas no Jantar de Gala integrado nas “Jornadas do Cavalo Lusitano”, seguindo-se nova visita ao Canadá para a reabertura da sede do “First Portuguese Club”.
Em 2000 conduziu o programa “Fados de Portugal” na RTP1. Faz parte do grupo “Quatro Cantos”, que recupera grandes nomes do fado. Actuou ainda em vários outros países, como África do Sul, Brasil, Japão e Estados Unidos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

EFEMÉRIDEYannick dos Santos Djaló, futebolista português de origem guineense, actualmente ao serviço do Sporting Clube de Portugal, nasceu em Bissau no dia 5 de Maio de 1986.
Veio para Portugal ainda muito jovem. Começou por representar a equipa de reservas do Sporting, na qual ficou oito anos (1997-2005). Fez a sua estreia na equipa principal em Setembro de 2006, pela mão do treinador de Paulo Bento. Djaló provou desde logo ser um jogador de qualidade e, aos poucos, foi consolidando o seu lugar na equipa. Jogou também na campanha de qualificação do SCP para a Liga dos Campeões da UEFA, tendo renovado então o seu contrato até à época 2012/2013.
Em Abril de 2008, depois de uma lesão de quatro meses, marcou os dois golos na vitória de 2-0 frente ao Sporting de Braga. Terminou a época 2007/2008 em boa forma, marcando o único golo na vitória dos leões por 1-0 frente ao Paços de Ferreira, o que deu o 2º lugar na Liga ao clube lisboeta.
Em Agosto de 2008, marcou os dois golos na vitória do Sporting por 2-0 frente ao Futebol Clube do Porto, na final da Super Taça de Portugal, fazendo com que os leões vencessem a competição.
Em Agosto de 2010, marcou o terceiro golo na vitória do S.C.P. sobre o Brøndby por 3-0, já em tempo de compensações, fazendo com que o Sporting avançasse para a fase de grupos da Liga Europa, depois de estar com uma desvantagem de 0-2 sofridos em casa.
Representou a Selecção Nacional nas suas várias camadas por diversas vezes, num total de 24 partidas, tendo sido convocado pela primeira vez em Outubro de 2009, para o escalão “Sub-23”.
Em Agosto de 2010, foi escolhido pelo seleccionador português para um jogo de qualificação para os Europeus de 2012, substituindo o lesionado Silvestre Varela.
Yannick, juntamente com Luciana Abreu, cantora, actriz, modelo e apresentadora portuguesa, é pai de uma menina chamada Lyonce Viiktórya.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

EFEMÉRIDEJean Nicot, diplomata e autor de um dos primeiros dicionários modernos da língua francesa, morreu em 4 de Maio de 1600. Nascera em Nîmes no ano de 1530.
Foi Embaixador de França em Portugal, de 1559 a 1561. Durante a sua estadia em Lisboa, plantou nos jardins da embaixada algumas sementes de tabaco que lhe tinham sido dadas por um mercador flamengo.
Em 1560, introduziu o tabaco na Corte Francesa, fazendo-o chegar em pó a Catarina de Médecis, para tratar as enxaquecas do filho através do nariz. O tabaco ficou conhecido na época por “erva de Nicot” ou “erva da Rainha”.
Compilou um dicionário moderno de francês, o “Thrésor de la langue française tant ancienne que moderne” que, no entanto, só seria publicado em 1606, seis anos após a sua morte.
Em 1753, o naturalista Carl Linnaeus escolheu o apelido de Jean Nicot para designar a planta do tabaco (nicotiana). À substância alcalóide básica, líquida e de cor amarela, que constitui o princípio activo do tabaco, seria dado o nome de nicotina.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O SABER
(quadras)


1
Saber ocupa lugar?
- A resposta é sempre não!
Aprendemos devagar
P’ra ter destino na mão.

2
O Saber é um tesouro
Com valor incalculável:
- Ele vale o seu peso em ouro
Tornando a vida agradável.

3
P’ra aumentar o Saber,
Leituras são o meu fado.
«Aprender até morrer»
Lá diz o velho ditado…

4
Quanto mais é o Saber
Maior é minha riqueza:
- Sinto força p’ra viver
Esquecendo a vil tristeza.

Gabriel de Sousa

«Do que sei nada aprendi
Por ninguém fui ensinado,
Desde a hora em que nasci
Tinha o destino marcado.»
António Francisco Bonito

DESTINO
(décimas)

1
Fazemos planos futuros
Com vontade e com paixão,
Mas eles fogem da mão,
Põem-se atrás de muros
Em locais muito escuros.
Recordo tudo o que li,
Lembro aquilo que vivi,
Surpresas por todo o lado,
Diferentes do esperado:
Do que sei nada aprendi.

2
Está tudo ordenado
No corpo que habitamos.
Às vezes nós agarramos
Um momento desejado
(Que logo é transformado).
Tanto sonho inacabado
Sem levar a nenhum lado!
Vamos nascendo e morrendo,
Coisas vão acontecendo,
Por ninguém fui ensinado.

3
Já viemos programados
Para o Mal e para o Bem
(E para a Morte também).
Nascemos predestinados,
Vamos sendo orientados
E tudo o que eu senti,
Todas as dores que sofri,
Constavam em longa lista,
Ampliada e revista,
Desde a hora em que nasci.

4
Antes da vida acabar,
Terei a confirmação
De ser pura ilusão
Nossa ideia de lutar.
Não há nada p’ra mudar,
O caminho está traçado
(Nem sempre o desejado)
E quando ao fim chegar
Só poderei afirmar:
Tinha o destino marcado!

Gabriel de Sousa
EFEMÉRIDEFernando Alvim, radialista e apresentador de televisão português, nasceu em Mafamude, Vila Nova de Gaia, no dia 3 de Maio de 1974.
Iniciou-se nas lides radiofónicas na extinta Rádio Prisma, em Rio Tinto, e a partir daí nunca mais parou. Profissionalizou-se como locutor aos 17 anos na Rádio Press, de onde passou para a Nova Era, no Porto, apresentando o programa “Terminal de Engate”.
Em 1998 foi convidado para a Rádio Comercial e, mais tarde, pela Antena 3, para apresentar “Prova Oral”.
Na televisão, estreou-se na apresentação de “Top-Rock” (1998) na TVI, de onde saiu para co-apresentar com Rui Unas e Rita Mendes o “Curto-Circuito” (1999), no extinto CNL. O mesmo programa passaria para a SIC Radical. Alvim esteve neste projecto até 2002, voltando por um curto período em 2006. Em simultâneo colaborou em “Cine-XL” (2001), ao lado de Nuno Markl, a que se seguiu “O Perfeito Anormal” (2002), “O Homem da Conspiração” (2003) e “Boa Noite Alvim” (2007).
Publicou em 2008 “Alvim - 50 Anos de Carreira” (editora Esfera dos Livros), o seu terceiro livro, após “No Dia em Que Fugimos Tu Não Estavas em Casa” (Edições Quasi, 2003) e “Quatro Homens para Tantas Mulheres” (Tarso Edições, 2005) de que foi co-autor.
Criou a “Revista 365”, de publicação bimestral, e lançou o Festival Termómetro Unplugged, o Festival da Canção Alternativo e a televisão online Speaky.TV.
Actualmente, além de se manter na “Prova Oral”, voltou à televisão, onde apresenta o programa “5 Para a Meia-Noite” na RTP2, que é antecedido por uma curta entrevista na Antena 3, durante a tarde, onde é esboçada uma sinopse do programa. Também na Antena 3, faz o programa “5 Para o Meio-Dia”, juntamente com outros apresentadores do “5 Para a Meia-Noite”. Tem colaborado desde 2008 com a revista “Maxmen”.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

EFEMÉRIDEDonatella Versace, estilista italiana, proprietária da marca de moda Versace, que foi herdada do seu irmão Gianni após o trágico assassinato deste em 1997, nasceu em Reggio di Calábria no dia 2 de Maio de 1955.
Tendo sido o braço direito do irmão, foi-lhe confiada a continuidade da “Versace”. Tem obtido resultados muito mais proveitosos do que na época de Gianni. No entanto, a sua escolha como líder pareceu surpreendente a princípio, devido à sua figura polémica e exótica. Com o passar dos tempos, porém, mostrou ter sido a opção mais acertada para o sucesso da empresa.
Donatella tem promovido muitos eventos de moda, que contam invariavelmente com a presença de grandes celebridades mundiais, muitas dos quais patrocinam as inúmeras instituições filantrópicas das quais a estilista é defensora.
É apontada como uma das personalidades que aderiram à cirurgia plástica e não obtiveram bons resultados. Donatella fez, entre várias intervenções estéticas, o preenchimento dos lábios e a aplicação de colagénio no rosto, o que acabou por deixá-la com aspectos de deformidade e com uma fisionomia bastante diferente da que possuía antes.
A filha Allegra, que festejou a sua maioridade em 2004, perfila-se como continuadora natural da obra de sua mãe.

domingo, 1 de maio de 2011

EFEMÉRIDESidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais, militar e político que, entre outras funções, exerceu os cargos de deputado, de Ministro do Fomento, de Ministro das Finanças, de Embaixador de Portugal em Berlim e de Presidente da República Portuguesa, nasceu em Caminha no dia 1 de Maio de 1872. Morreu em Lisboa, em 14 de Dezembro de 1918.
Como Presidente da República, exerceu o cargo de forma ditatorial, suspendendo e alterando por decreto normas essenciais da Constituição Portuguesa de 1911.
Oficial de Artilharia, foi igualmente professor na Universidade de Coimbra, onde leccionou Cálculo Diferencial e Integral. Protagonizou a primeira grande perversão ditatorial do republicanismo português, transformando-se numa das figuras mais fracturantes da política portuguesa do século XX.
Concluiu os seus estudos secundários no Liceu de Viana do Castelo. Destinado à carreira militar, entrou em 1888 para a Escola do Exército, frequentando o curso de Artilharia, que completou com distinção.
Matriculou-se então na Universidade de Coimbra, onde se licenciou e doutorou em Matemática. Data deste período a sua adesão aos ideais republicanos, numa altura em que a Monarquia vivia os seus anos finais.
Chegou a professor catedrático da Universidade de Coimbra e foi nomeado vice-reitor em Outubro de 1910. Considerado um republicano destacado, após a implantação da República, foi catapultado para a vida política activa. Depois de durante um breve lapso tempo ter ocupado o cargo de membro dos corpos gerentes da Companhia de Caminhos de Ferro, foi eleito deputado à Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição Portuguesa de 1911.
Foi nomeado ministro do Fomento, assumindo as funções em Agosto de 1911. Após a queda do governo de João Chagas, permaneceu em funções governativas, transitando para as Finanças.
Numa fase em que as tensões internacionais que levaram à Primeira Guerra Mundial já se faziam sentir, foi nomeado embaixador em Berlim. Permaneceu naquele importante posto diplomático durante o período crítico que levou à deflagração da guerra, mantendo um difícil equilíbrio entre as pressões do Governo português, com posições progressivamente pró-belicistas e anglófilas, as tentativas de dirimir pela via diplomática os conflitos fronteiriços nas zonas de contacto entre as colónias portuguesas e alemãs em África e o seu crescente posicionamento germanófilo. Apesar dessas dificuldades, desempenhou o cargo até 1916, data em que a Alemanha declarou guerra a Portugal na sequência do aprisionamento dos seus navios que se encontravam em portos sob controlo português.
Regressado a Portugal, veio engrossar a fileira daqueles que se opunham à participação de Portugal na Grande Guerra. Afirmou-se como o principal líder da contestação ao Governo e, entre 5 e 8 de Dezembro de 1917, liderou uma insurreição armada, protagonizada por uma Junta Militar Revolucionária de que era Presidente. O golpe de estado acabou vitorioso, após três dias de duros confrontos, nos quais o papel dos grupos civis foi determinante para a vitória dos revoltosos.
Na madrugada do dia 8 de Dezembro, o poder foi transferido para a Junta Revolucionária. Destituíram Bernardino Machado do cargo de Presidente da República, forçando-o ao exílio. Sidónio Pais tomou posse como presidente do Ministério, acumulando as pastas de ministro da Guerra e dos Negócios Estrangeiros e, já em profunda ruptura com a Constituição de 1911, assumiu as funções de Presidente da República.
Iniciou então a publicação de um conjunto de decretos ditatoriais que suspendiam partes importantes da Constituição, dando ao regime um cunho marcadamente presidencialista, fazendo do Presidente da República simultaneamente Chefe de Estado e líder do Governo, o qual, significativamente, deixou de ser constituído por Ministros para integrar apenas Secretários de Estado. Nesta nova arquitectura do sistema político, que os seus apoiantes designavam por República Nova, o Presidente da República era colocado numa posição de poder que não tinha paralelo na história portuguesa desde o fim do absolutismo monárquico. Nos seus objectivos e em muitas das suas formas, a República Nova foi precursora do Estado Novo de Salazar.
Fazendo uso da sua popularidade junto dos católicos, foi eleito em Abril de 1918 por sufrágio directo, obtendo 470 831 votos. Foi assim proclamado Presidente da República, sem sequer se dar ao trabalho de consultar o Congresso e passando a gozar de uma legitimidade democrática directa, que usou sem rebuços para esmagar qualquer tentativa de oposição.
Entretanto, em Abril de 1918, as forças do Corpo Expedicionário Português foram chacinadas na Batalha de La Lys e o Governo português nada fez para os necessários reforços nem para a manutenção de um regular aprovisionamento das tropas. A situação atingiu um extremo tal que, após o armistício que marcou o final da guerra, o Estado português não foi capaz de trazer de imediato as suas forças de volta ao país. A contestação social aumentou ao ponto de se viver em permanente estado de sublevação.
Sucederam-se as greves, as contestações e os movimentos conspirativos. A partir do Verão de 1918, as tentativas para pôr fim ao regime sidonista foram escalando em gravidade e violência, o que levou Sidónio Pais a decretar o estado de sítio. Com aquele acto e com a dureza da repressão sobre os opositores, conseguiu recuperar momentaneamente o controlo da situação, mas o regime estava claramente ferido de morte.
Entrou-se numa espiral de violência que não poupou o próprio Presidente. Em 5 de Dezembro de 1918, sofreu um primeiro atentado do qual conseguiu escapar ileso. O mesmo não aconteceria dias depois, em 14 de Dezembro de 1918, na Estação do Rossio. Foi morto a tiro por José Júlio da Costa, um militante republicano.
O assassinato de Sidónio Pais foi um momento traumático para a Primeira República. A partir daí, qualquer simulacro de estabilidade desapareceu, instalando-se uma crise permanente que apenas terminou com a revolução de 28 de Maio de 1926 que pôs termo ao regime.

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
- Lisboa, Portugal
Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muito mais...