sexta-feira, 31 de maio de 2013

NEIL DIAMOND - Sweet Caroline


31 DE MAIO - MARÍLIA GABRIELA

EFEMÉRIDE Marília Gabriela Baston de Toledo, também conhecida como Gabi, jornalista, entrevistadora, apresentadora de televisão, actriz, cantora e escritora brasileira, nasceu em Campinas no dia 31 de Maio de 1948.
Iniciou a sua carreira de jornalista em 1969, como estagiária do “Jornal Nacional” da Rede Globo. No mesmo ano, foi escolhida para apresentadora do telejornal “Jornal Hoje”, em São Paulo. Em 1973, estreou-se no programa “Fantástico”, com uma reportagem sobre o aniversário de morte de Carmen Miranda. Foi depois contratada para ser repórter especial do “Fantástico”, fazendo viagens por todo o Brasil. Em 1980, passou a ser âncora do programa “TV Mulher”, com co-apresentação do jornalista Ney Gonçalves Dias e presenças especializadas como a sexóloga Marta Suplicy, o estilista Clodovil Hernandez, o cartoonista Henfil, o psicanalista Eduardo Mascarenhas, a nutricionista Marilu Torres, a esteticista Ala Szerman e a colunista social Hildegard Angel.
Gravou dois discos nas editoras Som Livre e Universal Music, com participações de Simone e Caetano Veloso. Depois de deixar o programa “TV Mulher”, em 1984, foi correspondente da TV Globo em Inglaterra durante cerca de seis meses e colaborou em Nova Iorque para o programa “Fantástico”. Descontente, aceitou uma proposta e mudou-se para a Rede Bandeirantes. A partir de 1985, apresentou o programa “Marília Gabi Gabriela”. Mais tarde, passou a apresentar exclusivamente um programa de entrevistas, que marcou a sua carreira e lhe trouxe a fama de ser a melhor entrevistadora da TV brasileira, o “Cara a Cara”, nas noites de domingo.
De 1987 a 1994, apresentou o “Jornal Bandeirantes” e o “Cara a Cara”, no qual entrevistou políticos e personalidades nacionais e internacionais. No período que antecedeu a primeira eleição para presidente, após o Golpe de 1964, Marília destacou-se ao mediar o debate entre os candidatos Lula e Collor de Mello. Depois de deixar este canal, foi contratada pela Rede CNT para apresentar um programa de entrevistas no horário nobre, pelo salário recorde de 1 milhão de reais por mês. A soma equivalia a quase meio milhão de dólares ao câmbio da época. Foi o maior salário jamais pago a um jornalista brasileiro. Em 1997, foi contratada pelo SBT, onde apresentou o “SBT Repórter” durante quatro anos. Nessa mesma emissora, apresentou “De Frente com Gabi”, programa inicialmente semanal mas que, a partir de Maio de 2002, passou a ser transmitido de segunda a sexta-feira.
Gabi estreou-se como actriz de teatro em 2001, protagonizando a peça “Esperando Beckett”, escrita e dirigida por Gerald Thomas. Participou também, como actriz, em diversos filmes e telenovelas.
Em Julho de 2010, assinou contrato com a TV Cultura para apresentar o programa “Roda Viva”.
O primeiro marido de Marília Gabriela foi Reinaldo Haddad, com quem se casou em 1970, tendo enviuvado após vários anos de casamento. De 1976 a 1986, esteve casada com Zeca Cochrane. Em 1999, após um ano de namoro, casou-se com o modelo e actor Reynaldo Gianecchini, vinte e quatro anos mais novo do que ela. Em Outubro de 2006, foi anunciada a separação do casal. Depois de vários boatos de que estaria a namorar com o jovem fotógrafo português de origem catalã Jordi Burch, com quem era vista esporadicamente, descobriu-se que os encontros deles tinham apenas objectivos profissionais. Burch, que tem uma namorada, era o responsável pelas fotografias do livro de Marília, “Eu que amo tanto”.
Ao longo do dia, antes e depois de refeições regradas, Gabriela toma vitaminas e hormonas. «Sou o tipo de mulher que pergunta ao médico: Tem alguma coisa de novo? Quer testar? Teste em mim!» – afirmou numa entrevista em que, por uma vez, era ela a entrevistada. 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

PARA O VITORZINHO... (coral alentejano)



30 DE MAIO - GLÓRIA DE MATOS

EFEMÉRIDEGlória de Matos, actriz portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 30 de Maio de 1936. Iniciou a sua carreira em 1954 e ajudou a fundar a Casa da Comédia, onde foi actriz residente e membro directivo. Integrada no Grupo Fernando Pessoa, fez uma digressão ao Brasil em 1962. No ano seguinte, fixou-se em Inglaterra, onde – graças a uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian – se diplomou em Teatro na Bristol Old Vic Theatre School.
Em 1966, iniciou uma colaboração com Raul Solnado. Dois anos depois, ingressou na Companhia Portuguesa de Comediantes. Em 1969, passou para a companhia do Teatro Nacional D. Maria II. Em 1972, recebeu – da Secretaria de Estado da Informação e Turismo e da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro – o Prémio de Melhor Actriz, pela sua interpretação em “Quem tem medo de Virginia Woolf”.
Esteve cerca de cinco anos no Canadá, na década de 1970, para acompanhar Henrique Mendes, seu marido, c0nhecido homem da rádio, actor e apresentador de televisão.
No cinema, é de salientar a sua colaboração com o realizador Manoel de Oliveira, tendo participado em “Benilde ou a Virgem Mãe” (1974), “Francisca” (1980), “Canibais” (1987), “Vale Abraão” (1993), “O Quinto Império – ontem como hoje” (2004), “Espelho Mágico” (2005) e “Singularidades de uma rapariga loira” (2009).
Professora da Escola de Teatro do Conservatório Nacional, de 1971 a 1975, e da sua sucessora, a Escola Superior de Teatro e Cinema, entre 1980 e 1999, foi ainda conselheira de programação da RTP durante três anos e orientadora do seu Centro de Formação durante doze. Na Universidade Aberta, regeu a disciplina de Expressão Oral no Curso de Mestrado em Comunicação Educacional e Multimédia, de 1991 a 1995. Foi ainda assessora da Secretaria de Estado da Cultura de 1990 a 1992, membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social de 1991 a 1994 e assessora do Instituto de Artes Cénicas entre 1994 e 1998.
Em 2005, integrou o elenco da peça “A Mais Velha Profissão” de Paula Vogel, encenada por Fernanda Lapa e premiada com o Globo de Ouro para a Melhor Produção Teatral daquele ano. Glória de Matos recebeu, em 2006, a Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

29 DE MAIO - JORGE GABRIEL

EFEMÉRIDEJorge Gabriel Costa Mendes Fialho, jornalista e apresentador de televisão, nasceu em Lisboa no dia 29 de Maio de 1968.
Durante muito tempo, a sua grande paixão foi a rádio. Começou em 1984, aos 16 anos, no “Musicomania”, um programa da Antena 1 destinado aos jovens e apresentado por Raul Durão. Colaborou depois na Rádio Regional da Amadora, de uma forma original: gravava o programa da RTPO Tal Canal” de Herman José, que era transmitido mais tarde na rubrica “Última Hora”. Entretanto, apareceu-lhe um novo projecto na Rádio Mais, que aceitou. Mais tarde, entrou para a secção de desporto da Comercial, onde esteve mais de três anos. Voltou à Rádio Mais e colaborou ainda numa rubrica de desporto da TSF. 
Em 1992, soube que eram precisos jornalistas desportivos na SIC. Aceitou o desafio, fez o casting e foi seleccionado. Começou a colaborar no concurso “Donos do Jogo”, integrado no programa diário “Donos da Bola”. O apresentador do programa foi entretanto transferido para a informação geral e Jorge Gabriel sucedeu-lhe no lugar.
O seu trabalho já tinha entrado numa relativa rotina, quando a directora de produção da SIC o chamou para lhe fazer uma proposta aliciante – apresentar, aos domingos à noite, nos três meses de Verão, um novo programa de entretenimento, o formato holandês de “Sim ou Não”. Logo a seguir, passou por uma das experiências mais difíceis da sua vida, quando o enviaram para fazer a cobertura dos Jogos Olímpicos de Atlanta, tendo de estar em directo duas vezes por dia.
Entretanto, a SIC voltou a apostar no seu nome, colocando-o no “Agora ou Nunca”, um concurso das noites de quinta-feira, que se baseava nos medos dos concorrentes e que tinha exteriores em Portugal e no estrangeiro. O público reagiu bem e o programa foi incluído no grupo dos três com maior audiência na SIC.
Gravou um concurso de Verão, “Dá-lhe Gás”, destinado aos jovens dos 11 aos 15 anos, que incluía provas físicas e temáticas, gincanas e desportos radicais, em 18 cidades do país. Seguidamente, foi um dos apresentadores de “Praça Pública” juntamente com Júlia Pinheiro. Substituiu João Baião no “Big Show SIC”, apresentando também “A Roda dos Milhões”. Foi ainda o apresentador de “Bar da TV”, um dos mais polémicos formatos que apresentou e o último trabalho que efectuou na SIC.
Ingressou na RTP em 2002, no programa “Praça da Alegria”, após a saída de Manuel Luís Goucha. Com Sónia Araújo, tornou-se muito popular, dando um grande impulso à sua carreira televisiva.
Em 2003, foi o primeiro apresentador da nova fase do concurso “O Preço Certo em Euros”; participou como actor na serie “A Minha Sogra é Uma Bruxa”; e apresentou a gala “Pirilampo Mágico”. Ainda em 2003, passou a apresentar “Quem Quer Ser Milionário?”, que tinha sido lançado por Carlos Cruz.
Em 2004, recebeu o Globo de Ouro para O Melhor Apresentador de Entretenimento e tornou-se a imagem das campanhas publicitárias da Seguro Directo, do BCP e do Millennium BCP. No ano seguinte, regressou ao horário nobre com “O Cofre” e “Música No Ar”. Em 2006, apresentou “Prova de Amor” e o Festival RTP da Canção.
Entretanto, tirou um curso de treinador de futebol e foi adjunto (e mais tarde treinador principal) do Futebol Clube de Arouca, colaborando também no jornal “Record”. Em 2007, apresentou – além da “Praça da Alegria” – os programas “Super concurso” e “Sabe mais do que um Miúdo de 10 Anos?”.
Já em 2013, iniciou um novo projecto – “Aqui Portugal”, programa que é transmitido todos os sábados pela RTP

terça-feira, 28 de maio de 2013

28 DE MAIO - JAIME NEVES

EFEMÉRIDEJaime Alberto Gonçalves das Neves, militar português que desempenhou um papel decisivo nas operações que levaram ao fim do Processo Revolucionário Em Curso, após a Revolução dos Cravos, nasceu em São Martinho de Anta, Sabrosa, em 28 de Maio de 1936. Morreu em Lisboa no dia 27 de Janeiro de 2013.
Entrou para a Escola do Exército em 1953. Finalizado o curso, foi destacado para África, onde cumpriu quatro missões, duas em Angola e duas em Moçambique. O Batalhão de Comandos, que liderou em Moçambique, perpetrou um dos mais infames massacres de civis, plasmado na História como o Massacre de Wiriyamu (região de Tete), denunciado por missionários Combonianos então presentes naquela região.
Era tenente-coronel, graduado em coronel, no Verão Quente de 1975 e chefiava o Regimento de Comandos. Foi agraciado em Julho de 1995, pelo então presidente da República Mário Soares, com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
Foi promovido a major-general (quando já estava na situação de reforma desde 1980, com o posto de coronel), por proposta do Exército, com a aprovação das chefias de todos os ramos das Forças Armadas, após sugestão de Ramalho Eanes e Rocha Vieira. A promoção baseou-se no seu papel durante o 25 de Novembro de 1975, que pôs fim ao PREC, e teve em conta «o papel muito relevante que Jaime Neves teve para evitar que Portugal caísse numa ditadura, além de garantir que o País iria trilhar o caminho do pluralismo, da democracia e da liberdade de expressão». As chefias militares consideraram que o «seu mérito e os serviços prestados à Pátria justificavam esta promoção por distinção». A promoção a major-general foi confirmada pelo 19º presidente da República Portuguesa, Cavaco Silva, em Abril de 2009.
Esta prerrogativa, apesar de prevista no estatuto militar, nunca tinha sido utilizada para promover um oficial na reforma a um posto de topo de carreira (o grau de marechal, atribuído por exemplo a Spínola e a Costa Gomes, eram meramente honoríficos).
A notícia da promoção de Jaime Neves causou grande polémica entre os militares, sobretudo por coincidir com as celebrações do 35º aniversário do 25 de Abril de 1974. As críticas foram tanto maiores quanto nenhum dos oficiais do 25 de Abril foi objecto de tratamento idêntico. Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril, criticou duramente a «decisão absolutamente inédita» de promover Jaime Neves. Em declarações ao semanário “Expresso”, disse que «não acreditara até aí que os responsáveis militares e políticos tivessem tanta falta de bom senso e de decoro, hostilizando e ofendendo profundamente os militares de Abril e o próprio 25 de Abril».

segunda-feira, 27 de maio de 2013

27 DE MAIO - JOHN CHEEVER

EFEMÉRIDEJohn Cheever, escritor norte-americano, nasceu em Quincy, Massachusetts, no dia 27 de Maio de 1912. Morreu em Ossining, Nova Iorque, em 18 de Junho de 1982. De entre as suas obras mais famosas, contam-se “The Stories of John Cheever”, que recebeu o Prémio Pulitzer para ficção em 1979.
Apelidado por vezes de “Chekhov dos subúrbios”, as suas obras de ficção têm como cenários o Upper East Side de Manhattan, os subúrbios de Westchester County em Nova Iorque e pequenas vilas e cidades de New England e South Shore.
Cheever começou a ser conhecido pelos seus contos (é autor de mais de 200), mas também escreveu romances, como “The Wapshot Chronicle” (Prémio National Book de 1958), “The Wapshot Scandal” (Medalha William Dean Howells em 1965) e “Falconer”. Muitas das suas obras exprimem a nostalgia de um estilo de vida em extinção, caracterizado por um profundo senso de comunidade e de tradições culturais, em oposição ao nomadismo alienante dos subúrbios.
A compilação dos seus contos, “The Stories of John Cheever”, foi também premiada com o Prémio National Book Critics Circle. Em 1982, seis semanas antes do seu falecimento, Cheever foi galardoado pela Academia das Artes e das Letras Americana, com a Medalha Nacional para Literatura.
A sua vida privada ficou marcada pelo alcoolismo (que acabaria por o matar) e pela bissexualidade. 

domingo, 26 de maio de 2013

26 DE MAIO - ANTÓNIO MARIA DA SILVA

EFEMÉRIDEAntónio Maria da Silva, político português da Primeira República, nasceu em Lisboa no dia 26 de Maio de 1872. Morreu, igualmente em Lisboa, em 14 de Outubro de 1950.
Engenheiro de minas pela Escola do Exército em 1892, foi colocado – três anos depois – como engenheiro ajudante no ministério das Obras Públicas. Foi membro eminente do Partido Republicano Português e um dos dirigentes da organização revolucionária republicana Carbonária, tendo-se exilado em Espanha, quando as suas actividades foram descobertas.
Continuou, no entanto, a manter a sua actividade revolucionária e foi uma das figuras principais na preparação da revolução do 5 de Outubro de 1910, juntamente com o almirante Cândido dos Reis, Machado Santos, Miguel Bombarda e outros dirigentes do PRP, da Maçonaria e da Carbonária.
Depois da implantação da República, foi director-geral interino da Estatística, administrador-geral dos Correios e Telégrafos e secretário-geral do ministério do Fomento. Entre 1915 e 1926, foi o 4.º grão-mestre adjunto do Grande Oriente Lusitano. Em Setembro de 1923, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
Ocupou muitos e variados cargos políticos, tendo sido: deputado às Constituintes e, mais tarde, ministro do Fomento (correspondente ao actual ministério da Economia) nos governos de Afonso Costa, em 1913/1914 e 1915/1916; ministro do Trabalho e da Previdência Social, no ministério da União Sagrada, presidido por António José de Almeida, em 1916/1917; ministro das Finanças, no governo de Alfredo de Sá Cardoso, de 3 a 15 de Janeiro de 1920; presidente do Ministério (primeiro-ministro) entre Junho e Julho de 1920; ministro da Agricultura entre Novembro de 1922 e Janeiro de 1923; presidente do Ministério e ministro do Interior, de Fevereiro de 1922 a Novembro de 1923; ministro interino da Instrução Pública, de Junho a Julho de 1923; presidente do Ministério e ministro da Guerra, de Julho a Agosto de 1925; e finalmente, presidente do Ministério e ministro do Interior, entre Dezembro de 1925 e Maio de 1926. Foi, portanto, o último primeiro-ministro da Primeira República, tendo-se demitido dois dias depois do levantamento militar de 28 de Maio de 1926. 

sábado, 25 de maio de 2013

A NOTA DE CEM...


25 DE MAIO - ROSARIO CASTELLANOS

EFEMÉRIDERosario Castellanos, poetisa, romancista e ensaísta mexicana, nasceu no México em 25 de Maio de 1925. Morreu em Telavive no dia 7 de Agosto de 1974. Juntamente com os outros membros da Geração de 1950 (os escritores que escreveram após a Segunda Guerra Mundial), foi uma das mais importantes vozes literárias do México no século XX.
Passou a sua infância em Comitán, em Chiapas, onde foi testemunha das condições de vida e de trabalho dos índios Mayas. Os pais, proprietários de terras, tiveram de se instalar no México quando das reformas de Lázaro Cárdenas, tinha ela dezasseis anos. 
Depois de ter feito um mestrado em Filosofia, na Universidade Nacional Autónoma do México, foi estudar Estética na Universidade de Madrid, graças a uma bolsa do Instituto de Cultura Hispânica. Publicou, em 1950, uma tese sobre a cultura feminina. Beneficiou igualmente de uma bolsa Rockefeller no Centro Mexicano de Escritores, de 1954 a 1955.
Começou por trabalhar como animadora cultural no Instituto das Ciências e das Artes de Tuxtla Gutiérrez, tornando-se depois directora do Teatro Guignol no Centro Coordenador Tzeltal-Tzotzil, no Instituto Nacional Indigenista de San Cristóbal de las Casas. Recebeu o Prémio Chiapas, em 1958, com “Balún Canán”, um romance autobiográfico que narra a infância de uma menina mexicana. Foi depois directora-geral de Informação e de Imprensa na Universidade Nacional Autónoma do México, de 1960 a 1966, e professora na Faculdade de Filosofia e de Letras da mesma universidade, de 1962 a 1971.
Em 1962, o seu romance “Oficio de tinieblas” ganhou o Prémio Sor Juana Inés de la Cruz. Foi nomeada embaixatriz do México em Israel de 1971 a 1974, ano em que faleceu.
Ao longo da sua vida, escreveu frequentemente sobre questões de opressão cultural e de género. Os seus trabalhos influenciaram a causa feminista na sociedade mexicana. Os últimos livros que escreveu testemunharam também o interesse de Rosario pelos indígenas e a denúncia do seu estatuto injusto e desigual. Embora tenha morrido jovem, Rosario Castellanos abriu a porta da literatura mexicana às mulheres e deixou um importante legado que chegou até aos nossos dias.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

MANIF EM MASSAMÁ...

24 DE MAIO - PRISCILLA PRESLEY

EFEMÉRIDEPriscilla Presley (nome de nascimento: Priscilla Ann Wagner), modelo, actriz, escritora e produtora de cinema norte-americana, ex-esposa de Elvis Presley e mãe da cantora Lisa Marie Presley, nasceu em Brooklyn, Nova Iorque, no dia 24 de Maio de 1945.
Conheceu Elvis na Alemanha em 1959, quando o cantor ali prestava o serviço militar. Tinha ela, portanto, 14 anos de idade. Priscilla acompanhava a mãe e o padrasto, que era oficial da força aérea americana. Começaram a namorar em 1962, quando a família foi residir em Graceland. Casaram-se em Maio de 1967, em Las Vegas. Separaram-se no começo de 1972, com o divórcio a ser consumado em Outubro de 1973. Logo após o nascimento da filha do casal, Elvis começara uma série de shows em Las Vegas, cuja agenda o fez distanciar-se de Priscilla. Em Fevereiro de 1972, Priscilla confessou a Elvis ter um relacionamento com o seu instrutor de karaté e disse-lhe que desejava separar-se. Passou a morar com a filha. Após a morte de Elvis, para poder ser a gestora da Elvis Presley Enterprises, Priscilla recuperou o apelido do ex marido.
Nos anos 1980, começou a carreira de actriz de cinema e televisão, nomeadamente na série “Dallas” e em vários filmes de êxito, como a trilogia cómica “The Naked Gun”. Nos anos 1990, protagonizou a comédia de grande sucesso “Corra que a Polícia Vem Aí”. Em 2008, participou na emissão televisiva “Dancing with the Stars “. Produziu 4 filmes para televisão (três acerca de Elvis) e uma longa-metragem.
Priscilla não voltou a casar-se, mas teve quatro relacionamentos duradoiros. É adepta da Cientologia, da qual é membro. Publicou dois livros: “Elvis and Me” (1985) e “Elvis by the Presleys”, em parceria com a filha (2005). 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

MOUSTAKI FALECEU ESTA MANHÃ, AOS 79 ANOS

23 DE MAIO - OTTO LILIENTHAL

EFEMÉRIDE – Karl Wilhelm Otto Lilienthal, pioneiro alemão da aeronáutica, conhecido como o “pai do voo planado”, nasceu em Anklam no dia 23 de Maio de 1848. Morreu em Berlim, em 10 de Agosto de 1896. É considerado o primeiro homem a ter feito voar, repetidas vezes, um aparelho mais pesado que o ar.
Desde os primeiros voos de balão dos irmãos Montgolfier, a aeronáutica estava orientada em duas direcções: os aparelhos “mais leves” e os “mais pesados” que o ar. Esta última via foi explorada com muito rigor por Lilienthal. Apaixonado pela aviação desde a infância, ele ensaiava já, por volta de 1860, juntamente com o irmão, grandes planadores rudimentares e, mais tarde, máquinas de asas batentes.
Tornando-se engenheiro, publicou em 1889 uma importante obra sobre o voo dos pássaros (“Der Vogelflug als Grundlage der Fliegekunst”), considerada uma base da aviação, Dois anos mais tarde, construiu um planador “a sério”, com bases científicas. Foi também um dos primeiros a demonstrar a importância da curvatura das asas.
Lilienthal realizou cerca de dois mil voos planados, entre 1891 e 1896, atingindo em alguns deles cerca de 350 metros de distância. Várias vezes, conseguiu subir mais alto que a colina que lhe servia de ponto de partida. Tentou também criar uma máquina mais pesada do que o ar, usando um motor de ácido carbónico. Fazia questão de experimentar todas as máquinas que construía. Em Agosto de 1896, durante um voo, uma rajada de vento fez com que ele se despenhasse de uma altura de 17 metros, fracturando a coluna vertebral. Morreu no dia seguinte. As suas últimas palavras foram: «Os sacrifícios devem ser feitos».
Lilienthal foi o primeiro homem a ser fotografado em pleno voo, tendo exercido influência sobre todos os pesquisadores, porque inspirou os hesitantes e trouxe confiança ao futuro da aviação. Alguns dos seus estudos, baseados no voo das cegonhas, contribuíram igualmente para o desenvolvimento das asas delta.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

22 DE MAIO - FRANCISCO LUCAS PIRES

EFEMÉRIDE Francisco António Lucas Pires, professor, advogado e político português, morreu em Pombal no dia 22 de Maio de 1998. Nascera em Coimbra, em 19 de Outubro de 1944.
Em 1966, licenciou-se em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde – em 1968 – terminou o Curso Complementar de Ciências Político-Económicas. Com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, foi investigador na área do Direito Público, na República Federal da Alemanha. Quando regressou a Portugal, iniciou uma carreira académica em Coimbra, doutorou-se em Ciências Jurídico-Políticas em 1989 e chegou a professor associado em 1997. Foi ainda docente no Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa e coordenador da licenciatura em Direito na Universidade Autónoma de Lisboa.
Aderiu ao Centro Democrático Social (CDS) em 1974. Foi deputado à Assembleia da República, entre 1976 e 1986, pelos círculos do Porto, Coimbra e Lisboa; coordenador-geral da Aliança Democrática, de 1979 a 1980; ministro da Cultura e da Coordenação Científica no VIII Governo Constitucional, entre 1982 e 1983; presidente da comissão política nacional do CDS; e membro do Conselho de Estado, de 1983 a 1985.
Em 1991, entrou em ruptura com o CDS, em discórdia com a posição do partido em relação à União Europeia. Lucas Pires era, então, deputado no Parlamento Europeu, eleito em 1987. Depois do CDS ser expulso do PPE, manteve-se como deputado independente. Nas eleições seguintes para o PE, integrou as listas do Partido Social Democrata. Foi o primeiro vice-presidente português do Parlamento Europeu, de 1997 a 1998, coordenou o grupo parlamentar do PPE e foi o primeiro vice-presidente da Fundação Democrata-Cristã Europeia para a Cooperação. Aderiu formalmente ao PSD, após a adesão deste ao PPE, em 1997. Integrou ainda o Grupo Permanente sobre a Constituição Europeia, na Universidade de South Bank, em Londres; o Curatorium do Centro de Estudos Luso-Galaico da Universidade de Tréveris, na Alemanha; e o conselho de administração da Fundação Pégaso, com sede em Bruxelas.
Publicou vários livros sobre assuntos relativos à Constituição, ao Direito e à Temática Europeia. Em Junho de 1998, foi agraciado – a título póstumo – com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo. Era pai do escritor Jacinto Lucas Pires.

terça-feira, 21 de maio de 2013

21 DE MAIO - ANTÓNIO FOLHA

EFEMÉRIDEAntónio José dos Santos Folha, ex futebolista português, nasceu em Vila Nova de Gaia no dia 21 de Maio de 1971.
Iniciou-se no Canidelo (1981) e no Porto (1982/89). Profissionalmente, jogou principalmente pelo Porto (1989, 1990, 1991/92, 1993/2000, 2001 e 2002), tendo sido emprestado ao Gil Vidente (1989 e 1990), ao Braga (1992), ao Standard de Liège (2000 e 2001) e ao AEK de Atenas (2002).
No seu principal clube, foi muitas vezes utilizado como suplente, ganhando mesmo assim um total de 18 provas importantes, incluindo sete Ligas e cinco Taças de Portugal. Entre 1993 e 1996, alinhou 26 vezes pela Selecção Nacional.
Em 2003, saiu definitivamente do Porto, transferindo-se para o FC Penafiel da 2ª Divisão, clube que ajudou a regressar à 1ª Divisão logo na primeira época. Pôs fim à sua actividade como jogador em 2005.
Enveredou depois pela carreira de técnico, tendo estado no Penafiel, no Porto, no Padroense e novamente no Porto, onde – desde 2012 – é treinador adjunto dos Juniores.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

20 DE MAIO - DORA

EFEMÉRIDEDora Maria Reis Dias de Jesus, cantora portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 20 de Maio de 1966. Depois de ter completado os seus estudos para acesso à universidade, estudou dança e participou numa competição radiofónica para novos talentos, ficando em primeiro lugar.
Uma amiga da família incentivou-a a participar num concurso para escolha da Cinderela Portuguesa. Dora não ganhou, mas os responsáveis pela selecção das candidatas gostaram de tal modo dela que a convidaram para defender o tema “Não Sejas Mau Para Mim” no Festival RTP da Canção de 1986. A canção acabou por sair vencedora e Dora foi representar Portugal em Bergen, na Noruega, onde ficou classificada em 14º lugar. A versão internacional da canção incluiu os temas “You're Hurting Me” e “This Will Be The Last Time”. Dora canta fluentemente em inglês e francês.
Ainda em 1986, lançou as canções “Easy/Seventeen” e “Our Love”. Em Julho de 1987, foi editado o singleJá Dei”. Colaborou depois com os Onda Choc na canção “Ser Artista Não É Fácil” e, em Março de 1988, com “Déjà Vu”, ganhou o 1º Prémio Nacional de Música, no Casino Peninsular da Figueira da Foz. Esta canção foi apurada para a final do Festival da Canção desse ano, não tendo no entanto sido escolhida para concorrer ao Festival da Eurovisão.
Participou no musicalEnfim Sós” e, nesse espectáculo, conheceu o seu futuro marido, Jorge Paiva. Interrompeu as suas actuações devido à lua-de-mel, que decorreu no Brasil. Para isso, em Dezembro de 1988, Dulce Pontes substituiu-a no musical. Em 1990, em representação de Portugal, participou no Festival da OTI realizado em Las Vegas, com a canção “Quero Acordar”.
Foi viver depois para o Brasil, tendo regressado a Portugal somente em 2001. Participou na banda sonora da telenovela “Lusitana Paixão” e, em Outubro de 2005, actuou em vários espectáculos no Casino do Estoril, tais como: “Egoísta” e “Fruta Cores”. Teve, em 2007, uma canção sua na banda sonora da novela “Fascínios”, na TVI. Mais recentemente, em 2012, participou no programa televisivo “A Tua Cara não me é Estranha”. Já em 2013, foi escolhida para a edição de Fevereiro da revista “Playboy”, onde mostrou o seu lado mais ousado, surgindo em várias fotografias em nu integral.

domingo, 19 de maio de 2013

19 DE MAIO - VALENTÍN PAZ ANDRADE

EFEMÉRIDEValentín Paz Andrade, jurista, empresário, político, escritor e jornalista espanhol, morreu em Vigo no dia 19 de Maio de 1987. Nascera em Pontevedra, em 23 de Abril de 1898. Era, desde 1978, membro da Real Academia Galega, que lhe dedicou o Dia das Letras Galegas em 2012.
Licenciou-se em Direito na Universidade de Santiago de Compostela em 1921, começando a exercer a advocacia no Tribunal de Pontevedra. Colaborou, simultaneamente, na “Gaceta de Galícia” e foi chefe de redacção do semanário “La província de Pontevedra”.
Escreveu diversos ensaios literários, históricos e económicos, que reflectem bem o seu interesse pelo desenvolvimento e progresso da Galiza. Deixou igualmente muitos escritos sobre o mundo da pesca.
Poeta da Geração de 1925 da literatura galega, muitas das suas obras poéticas são marcadas pelo patriotismo, como: “Soldado da morte” (1921) e “Pranto matricial” (1954), em que evoca a morte de Alfonso Castelao (escritor, político e artista de quem era amigo e que muito influenciou a sua obra). Em “Sementeira do vento” (1968), divinizou as paisagens e as pessoas da Galiza. “Cen chaves de sombra” (1979) e “Cartafol de homenaxe a Ramón Otero Pedrayo” (1986) foram livros dedicados a este escritor, nascido em Ourense.
Colaborou em várias revistas culturais galegas (“Grial”, “O Ensino” e “Outeiro”), com artigos sobre literatura em geral e, em particular, à volta da figura emblemática de Castelao. Dirigiu e colaborou igualmente em revistas especializadas na indústria da pesca, como “Industrias Pesqueras” e “Industria Conservera”. Escreveu também artigos sobre economia e política nos diários “El País” e “La Vanguardia”.
Politicamente, em 1930, fundou e presidiu, em Vigo, ao Grupo Autonomista Galego, ao mesmo tempo que intensificava a sua actividade em prol da Galiza, sendo candidato às Cortes Constituintes de 1931. Não foi eleito por uma escassa margem de votos. Em 1933, fez parte da lista Esquerda Republicana e voltou a apresentar-se a eleições em Fevereiro de 1936. No começo da Guerra Civil Espanhola, ajudou a fugir diversos intelectuais galegos e defendeu outros nos tribunais. Esteve detido e foi desterrado por várias vezes. Com o regresso à democracia nos anos 1970, voltou à actividade política. Em 1975, fez parte da Xunta Democrática e, quando recebeu o Pedrón de Oro, incluiu – no discurso de aceitação do prémio – a reivindicação de mais democracia e autonomia.
Em 1982, publicou “Castelao na luz e na sombra”, que começara a escrever em 1975, uma biografia completa e detalhada do «seu irmão mais velho». Em 1984, ingressou na Real Academia Gallega de Ciencias.
Faleceu aos 89 anos, na Clínica Nuestra Señora de Fátima, em Vigo, vítima de problemas cardiovasculares, sendo sepultado em jazigo de família, envolto numa bandeira galega como era seu desejo.  

sábado, 18 de maio de 2013

18 DE MAIO - TERESA VILLAVERDE CABRAL

EFEMÉRIDETeresa Villaverde Cabral, actriz, cenógrafa, argumentista, assistente de realização e realizadora portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 18 de Maio de 1966.
O seu primeiro filme, “A Idade Maior, teve estreia mundial no Fórum do Jovem Cinema da Berlinale, em 1991. Foi premiado no Festival de Dunquerque com o Prémio CICAE e, no Festival de Valência, obteve o Prémio Especial do Júri. Esta película faz uma reconstituição do Portugal no início dos anos 1970, marcado pelas guerras coloniais.
Três anos mais tarde, o filme “Três Irmãos” recebeu o prémio para a Melhor Actriz (Maria de Medeiros) no Festival de Veneza, atribuição repetida nos Festivais de Cancún e de Valência, onde seria distinguido também com os prémios de Melhor Realização e de Melhor Fotografia.
Os Mutantes” (1998), apresentado na Selecção Oficial Un Certain Regard do Festival de Cannes, foi uma obra decisiva para a sua projecção internacional, recebendo – no Festival de Roma – o Prémio da ONU. Apresentado também nos Festivais de Taormina e de Buenos Aires, tem como tema a vivência dos jovens habitantes dos bairros ditos “marginais”, a maioria incapaz de se integrar nos modelos sociais vigentes.
 Transe” (2006) foi apresentado em Cannes e Toronto, enquanto “Cisne” (2011) foi exibido no Festival de Veneza. Teresa Villaverde Cabral pertence à primeira “fornada” de cineastas formados pela Escola Superior de Teatro e Cinema, que desenvolve a sua actividade desde os anos 1990

sexta-feira, 17 de maio de 2013

17 DE MAIO - ALFONSO REYES

EFEMÉRIDEAlfonso Reyes Ochoa, poeta, ficcionista, ensaísta, crítico, jornalista, tradutor, filósofo e diplomata mexicano, nasceu em Monterrey no dia 17 de Maio de 1889. Morreu na Cidade do México em 27 de Dezembro de 1959.
O pai, importante político durante o governo de Porfirio Diaz, foi assassinado quando de uma tentativa de golpe de estado em 1913, um episódio da Revolução Mexicana. O pequeno Alfonso teve uma infância rica em leituras e experiências de vida. Ainda muito jovem, concluiu o curso de Direito.
Publicou o seu primeiro livro, “Cuestiones estéticas”, com a idade de 21 anos. Estudar os fundamentos da criação poética e literária foi uma preocupação constante na sua obra, ao longo de meio século. Em 1910, juntamente com outros intelectuais, fundou o Ateneo de la Juventud, grupo cultural que pretendia um México moderno e aberto ao que se passava no mundo. 
Viveu em Madrid entre 1914 e 1924, onde aperfeiçoou o manejo da língua espanhola.  Em 1915, publicou “Visión de Anáhuac” para conjurar qualquer acusação de estrangeirista. Esta obra é considerada uma das visões mais lúcidas e poéticas do México pré-hispânico e tem sido leitura obrigatória nos cursos de cultura mexicana.  
Como membro do corpo diplomático, trabalhou em França, no Brasil e na Argentina, onde impulsionou a obra do então jovem Jorge Luís Borges. No Brasil, em 1933, escreveu “Romances del río de enero”. Em 1939, regressou ao seu país, organizando – na qualidade de académico – o actual Colegio de México. Influenciou as obras de quase todos os escritores mexicanos que se lhe seguiram, como Octavio Paz e Carlos Fuentes.
Nos últimos anos de vida, dedicou-se unicamente à literatura, fixando-se numa casa-biblioteca, transformada hoje em museu e denominada Capilla Alfonsina.

A TERRA (quadras)

(Montagem de Fátima de Souza - Bahia - Brasil)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

16 DE MAIO - RICARDO COSTA

EFEMÉRIDERicardo Miguel Moreira da Costa, futebolista português, nasceu em Vila Nova de Gaia no dia 16 de Maio de 1981.
Revelado pelo Boavista FC, mudou-se em 2000 para o FC do Porto, tendo-se estreado na Primeira Liga em 2002. Foi transferido em 2007 para o VfL Wolfsburg, onde jogou durante três anos. Depois, representou durante uma época o Lille, ingressando em 2010 no FC Valência, onde é actualmente capitão de equipa, com contrato assinado até 2015.
Pelo Porto, venceu as Taças de Portugal de 2001, 2003 e 2006; as Super Taças de Portugal de 2001, 2003, 2004 e 2006; os Campeonatos de Portugal de 2002/03, 2003/04, 2005/06 e 2006/07; a Liga Europa da UEFA em 2002/03; a Liga dos Campeões da UEFA de 2003/04; e a Taça Intercontinental de 2004. Pelo Wolfsburg, conquistou o Campeonato Alemão de 2008/09.
Jogou doze vezes pela Selecção Nacional, tendo-se estreado em 2005 contra a Irlanda. Foi convocado para os Mundiais de 2006 e 2010.  

quarta-feira, 15 de maio de 2013

15 DE MAIO - PAULO DE CARVALHO

EFEMÉRIDE – Manuel Paulo de Carvalho da Costa, cantor e compositor português, nasceu em Lisboa no dia 15 de Maio de 1947.
Em 1963, foi um dos fundadores dos Sheiks. O sucesso desta banda, a que chamaram “os Beatles portugueses”, pôs fim às suas veleidades de querer ser jogador de futebol do SL e Benfica. Em 1968, o ingresso no serviço militar fez dispersar o grupo.
Regressado à vida civil, fez parte de vários outros grupos, entre os quais a Banda 4, o projecto Fluido e o Thilo´s Combo de Thilo Krassmann. Um EP da Banda 4 foi lançado na segunda metade de 1968. No ano seguinte, formou – com outros companheiros – o grupo de rock psicadélico Fluido, um projecto músico-cultural, com a colaboração de Vasco Noronha e Dórdio Guimarães. Apesar de ser o vocalista principal destes grupos, só em 1970 iniciou a carreira verdadeiramente a solo, ao ser convidado, por Pedro Osório e Carlos Portugal, para cantar “Corre Nina”, no Festival RTP da Canção. Com esta canção, ganhou o Prémio Casa da Imprensa para o Melhor Intérprete.
Em 1971, ficou em segundo lugar no Festival RTP da Canção, com “Flor Sem Tempo” da autoria de José Calvário. Gravou o disco colectivo “Festival de Camaradagem”, juntamente com Fernando Tordo, Duo Orpheu e José Carlos Ary dos Santos. Participou no filme “Perdido Por Cem” de António Pedro Vasconcelos, onde interpretou a canção “Menina e Moça”.
Em 1972, participou no VII Festival Internacional do Rio de Janeiro, com a canção “Maria, Vida Fria” de José Niza e Pedro Osório. Em Fevereiro de 1973, participou no Festival RTP da Canção com “Semente”.
Venceu o Festival RTP da Canção de 1974, com “E Depois do Adeus”, canção que seria uma das senhas para a Revolução dos Cravos. Escreveu depois o hino do Partido Popular Democrático, a convite de Francisco Sá Carneiro.
Em 1975, regressou ao Festival RTP da Canção, com os temas “Com Uma Arma, Com Uma Flor” e “Memória”. Obteve o Prémio de Interpretação no Festival de Slantchev Briag, na Bulgária.
Em 1976, estreou-se como compositor para outros cantores, com a canção “Lisboa Menina e Moça”, que viria a ser celebrizada na voz de Carlos do Carmo. Foi um dos fundadores da cooperativa artística Toma Lá Disco", juntamente com Ary dos Santos, Fernando Tordo, Joaquim Pessoa, Carlos Mendes e Luís Vilas Boas, entre outros.
Venceu o Festival RTP da Canção de 1977, com “Os Amigos”. Participou no Festival da OTI 1977, realizado em Madrid, interpretando “Amor Sem Palavras”, com texto de Joaquim Pessoa. Em 1978, gravou o álbum “Volume I”, com diversas canções de sucesso, arranjos de Pedro Osório e colaboração de Fernando Assis Pacheco. Com Ary dos Santos, Joaquim Pessoa, Fernando Tordo e Carlos Mendes, gravou “Os Operários do Natal”, um dos mais importantes discos para crianças que se fizeram em Portugal.
Os Sheiks regressaram em 1979, para uma série de treze programas na RTP, aproveitada para gravar os discos “Pintados de Fresco” e “Sheiks com Cobertura”. Em Março de 1980, obteve o 2º lugar no Festival Internacional de Viña del Mar, no Chile, com “Mi Amor Por Ana”. No Festival SOPOT, na Polónia, obteve o Prémio de Melhor Intérprete. Gravou o álbum “Até Me Dava Jeito”, com a participação especial de Rui Veloso. Em 1982, recebeu o Prémio Casa da Imprensa.
Participou no Festival RTP da Canção de 1984, com o tema “Já Pode Ser Tarde”. O álbum “Desculpem qualquer coisinha”, em 1985, incluiu o grande sucesso “Meninos de Huambo” de Rui Mingas e Manuel Rui Monteiro. Foi o primeiro Disco de Ouro da sua carreira.
Em 1989, com Carlos Mendes, Fernando Tordo e Pedro Osório, participou em “Só Nós Três”, um dos espectáculos mais importantes da música ligeira realizados em Portugal.
Foi um dos autores de “Cidade Até Ser Dia”, canção interpretada por Anabela que venceu o Festival RTP da Canção. Por ocasião dos 30 Anos de Carreira, foi homenageado pela Casa de Imprensa na Grande Noite do Fado.
Iniciou o projecto “Música D'Alma”, onde participaram músicos e compositores de cultura Ibérica e Africana, tais como Vicente Amigo (Espanha), Tito Paris (Cabo Verde), Felipe Mukenga (Angola) e Mingo (Moçambique). Foi editado um disco com o mesmo nome e foram feitos espectáculos no Canadá e em Cabo Verde, bem como uma digressão por Portugal.
Colaborou com a Fundação Nacional da Luta Contra a Sida, participando em espectáculos e compondo músicas cujos direitos reverteram para aquela causa. O disco “Alma” de 1994, gravado nos estúdios Abbey Road com a London Symphony Orchestra, incluiu uma versão de “Pomba Branca”, em dueto com Dulce Pontes. O trabalho foi apresentado ao vivo em Caracas, com a participação da Orquestra Sinfónica local.
Fados Meus” foi o seu trabalho discográfico de 1996, onde colaboraram nomes como Carlos do Carmo, Rita Guerra e Maria João. Participou no espectáculo “4 Caminhos”. Em 1997, iniciou uma temporada de actuações no Casino Estoril, onde se manteve até ao final de 1998. Juntamente com Ivan Lins, realizou um espectáculo no Anfiteatro da Doca durante a Expo-98. Participou na banda sonora da telenovela “Os Lobos”.
Em 2003, realizou uma série de espectáculos denominados “Uma Voz, Uma Vida”. Em Maio de 2004, foi editado o CD “Cores do Fado”, onde voltou a contar com a colaboração do cantor e compositor brasileiro Ivan Lins.
Foi condecorado com o grau de Oficial da Ordem da Liberdade em Junho de 2009. Em Setembro de 2012, recebeu a Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa.

terça-feira, 14 de maio de 2013

14 DE MAIO - SOFIA COPPOLA

EFEMÉRIDESofia Carmina Coppola, cenarista, realizadora e produtora norte-americana, nasceu em Nova Iorque no dia 14 de Maio de 1971. É filha do realizador Francis Ford Coppola e prima do actor Nicolas Cage. Estudou no Mills College em Oakland e no California Institute of the Arts.
Assistiu durante dois anos o costureiro Karl Lagerfeld em Paris, dedicando-se simultaneamente à fotografia, tendo realizado sessões para as revistas “Vogue”, “Interview” e “Allure”. Criou depois a sua própria linha de vestuário, “Milk Fed”, vendida unicamente no Japão. Sentindo-se atraída pela realização cinematográfica, dirigiu a sua primeira curta-metragem em 1996, “Lick the Star”.
O seu filme “Lost in Translation” ganhou o Oscar do Melhor Cenário Original e três Globos de Ouro. Em 2010, com “Somewhere”, recebeu o Leão de Ouro da 67ª Mostra de Veneza.
Sofia Coppola é considerada um ícone da cultura popular pelos meios do rock e do cinema independentes. Aliás, o seu gosto pela cultura popular independente manifesta-se muitas vezes através das escolhas musicais para os seus filmes. 
Na temporada 2009/2010, pôs em cena em Montpellier, França, a ópera de Puccini “Manon Lescaut”. Dedica-se também à publicidade, tendo realizado – entre outras – a campanha para o perfume “Miss Dior Chérie”.
Em Junho de 1999, casou-se com o realizador Spike Jonze, tendo-se divorciado em Dezembro de 2003. No ano seguinte, teve uma curta relação com o realizador Quentin Tarantino. Tem duas filhas, fruto do seu relacionamento com o músico francês Thomas Mars, da banda Phoenix, com quem vive desde 2005 e com quem se casou em 2011. Moram em Paris, tendo-se conhecido quando ele cedeu uma das suas músicas para o filme “Encontros e Desencontros”. 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

13 DE MAIO - RONALD ROSS

EFEMÉRIDERonald Ross, médico bacteriologista e entomologista britânico, ao serviço do Exército das Índias Britânicas, nasceu em Almora, na Índia, em 13 de Maio de 1857. Morreu em Londres no dia 16 de Setembro de 1932. Foi laureado com o Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1902, pela descoberta do processo de contaminação do organismo humano pela malária. A sua descoberta do parasita da malária, no trato gastrointestinal do mosquito Anopheles, levou à percepção de que a doença era transmitida por este insecto e lançou as bases para o combate à mesma.
Ross fizera os seus estudos em Londres, ingressando nos serviços médicos militares anglo-indianos em 1881. Anos mais tarde, começou as suas pesquisas sobre a transmissão da malária. Em 1889, quando duma expedição à África Ocidental, identificou a presença de mosquitos, vectores do paludismo, observando um que acabara de picar um paciente.
Em 1901, foi eleito membro do Real Colégio de Cirurgiões e tornou-se companheiro da Royal Society, de que se tornou vice-presidente de 1911 a 1913. Igualmente escritor, Ronald Ross publicou alguns estudos matemáticos, romances e poemas.

FAIR-PLAY PORQUE ESTÁ MONTADO COM PIADA... (Força Benfica, contra Chelsea e Guimarães!!)


domingo, 12 de maio de 2013

12 DE MAIO - JOÃO CRISTINO DA SILVA

EFEMÉRIDEJoão Cristino da Silva, pintor português da época romântica, morreu em Lisboa no dia 12 de Maio de 1877. Nascera, também em Lisboa, em 14 de Julho de 1829.
Iniciou os seus estudos em 1841, na Academia de Belas Artes, não finalizando o curso por discordar dos métodos de ensino. De 1847 a 1849, estudou cinzelagem na oficina do Arsenal do Exército, passando depois a dedicar-se definitivamente à pintura.
Ligado ao Romantismo, ficou sobretudo conhecido como pintor de paisagens, sendo companheiro de Tomás da Anunciação, que considerava como um Mestre. Foi autor de “Cinco Artistas em Sintra”, quadro que pintou em 1855 e que lhe trouxe grande sucesso. Expôs esta obra na Exposição Universal de Paris, em 1855. Em Madrid, expôs também algumas das suas obras, tendo sido condecorado pelo rei Amadeu.
Em 1860, tornou-se professor substituto da Academia mas, devido ao seu temperamento irreverente, acabou por abandonar o cargo nove anos depois.
A partir de 1867, passou a receber um subsídio oficial, o que lhe permitiu viajar pela França e pela Suíça, tendo então ocasião de contactar com a pintura destes dois países, o que o aproximou do Naturalismo.
João Cristino da Silva, que pintou ao longo da sua vida mais de trezentos quadros, acabou os seus dias no Hospício de Rilhafoles, em virtude de ter enlouquecido.

sábado, 11 de maio de 2013

11 DE MAIO - LAETITIA CASTA

EFEMÉRIDELaetitia Maria Laure Casta, modelo e actriz francesa, nasceu em Pont-Audemer no dia 11 de Maio de 1978. Quando tinha quinze anos, um fotógrafo da agência Madison Models viu-a numa praia da Córsega e convidou-a para uma sessão fotográfica. Após a aprovação paternal, Laetitia passou a integrar aquela agência, chamando desde logo a atenção de muitos fotógrafos e estilistas. Por mero acaso, o director da revista francesa “Elle” observou as fotos e ficou deslumbrado com a sua beleza natural. Foi o ponto de partida para uma carreira internacional de grande sucesso.
Foi capa de várias revistas de renome como: “Rolling Stone”, “Vogue”, “Elle”, “Cosmopolitan”, “Marie Claire”, “Glamour” e “Photo”. Foi também o rosto de campanhas publicitárias de muitas marcas internacionais de prestígio.
Estreou-se como actriz em 1999, na película francesa “Astérix e Obélix contra César”, onde contracenou com Gérard Depardieu. Participou depois em vários filmes e telefilmes. Começou a fazer igualmente teatro em 2004, na peça “Ondine” de Jean Giraudoux. Paralelamente, trabalhou nas passerelles, desfilando para grandes estilistas (Jean Paul Gaultier e Yves Saint Laurent, entre outros). 
Em 1999, foi escolhida para representar Marianne, a exemplo do que já acontecera, em anos anteriores, com outras beldades (Brigitte Bardot, Catherine Deneuve, etc.). O seu busto foi distribuído por todas as repartições públicas francesas. Marianne é o nome dado pelos franceses à República, bem como à sua representação simbólica na figura do busto de uma jovem mulher. Laetitia foi galardoada, em Fevereiro de 2012, com o grau de Cavaleiro das Artes e das Letras. Tem participado em muitas campanhas de beneficência, estando ligada a várias ONG

sexta-feira, 10 de maio de 2013

MACAU : PATUÁ, LÍNGUA CRIOULA DE BASE PORTUGUESA

(ver em ecrã grande)

10 DE MAIO - MANOLO SANTANA

EFEMÉRIDEManolo Santana, de seu verdadeiro nome Manuel Martínez Santana, antigo jogador de ténis espanhol, nasceu em Madrid no dia 10 de Maio de 1938.
Começou por ser “apanha-bolas” num clube de ténis madrileno. Tendo abandonado a escola aos dez anos, Manolo passava a maior parte do seu tempo a “bater bolas” com outros jovens da sua idade. A chance da sua vida chegou quando foi descoberto por um grande empresário de Madrid, que viu nele um talento a despontar e se tornou seu mecenas e quase pai adoptivo.
Aos vinte anos, foi Campeão de Espanha e seleccionado para a Taça Davis. Os courts de terra batida eram os da sua preferência e trouxeram-lhe numerosos títulos. Em 1961, aos 23 anos, venceu o prestigioso Torneio de Roland-Garros.
Apesar de outros compatriotas seus se terem profissionalizado, ele fez a maioria da sua carreira como amador. Em 1964, nova vitória no Roland-Garros. No ano seguinte, conquistou o seu primeiro US Championships em Forest Hills. Em 1966, ganhou o célebre Torneio de Wimbledon.
Uma das mais belas vitórias da sua carreira ocorreu em 1970, no Torneio de Barcelona, no qual participaram alguns dos melhores jogadores do mundo. Ganhou o seu último título em 1971, em Saragoça. Disputou ainda alguns encontros até 1978.
Terá ganho ao longo da sua carreira mais de setenta torneios, dos quais pelo menos 58 ainda como amador. Fazem ainda parte do seu palmarés as vitórias nos Jogos Mediterrânicos de 1967, em singulares e pares, e no Torneio de Demonstração, nos Jogos Olímpicos do México em 1968.
É membro do International Tennis Hall of Fame desde 1985, sendo actualmente director do Torneio de Ténis de Madrid

quinta-feira, 9 de maio de 2013

SER POETA (quadras)

1
Ser poeta é dizer,
Apenas em quatro versos,
O que andamos a sofrer
Nestes momentos perversos.

2
Ser poeta é ser certeiro
Na análise que faz,
É ir buscar ao tinteiro
Mesmo um momento fugaz.

3
Poetar é esculpir,
Num coração de granito,
Palavras que vão surgir
Como se fossem um grito.

4
Ser poeta é ser sensível
À dor do seu semelhante,
Tornando assim possível
Melhorar a cada instante.

5
Gostava de ser poeta
E fazer-te uma canção,
Que fosse em linha recta
Direito ao teu coração.


Gabriel de Sousa

9 DE MAIO - JUPP HEYNCKES

EFEMÉRIDE – Josef “JuppHeynckes, ex-jogador e actual treinador de futebol alemão, nasceu em Mönchengladbach no dia 9 de Maio de 1945. Após a presente temporada (2012/13), passará à situação de reformado, dando lugar a Pep Guardiola no comando do Bayern Munich.
Jogou no Borussia Mönchengladbach (1964/67 e 1970/78) e no Hannover 96 (1967/70). Foi internacional alemão, contabilizando 39 jogos e 14 golos (1967/1976), sendo um dos mais eficazes avançados do futebol germânico (220 golos em 385 jogos da Bundesliga). Com a Selecção Nacional Alemã, conquistou o Europeu de 1972 e o Mundial de 1974.
Foi o melhor marcador do campeonato alemão nos anos 1974 e 1975, sendo quatro vezes campeão alemão (1971/75/76/77), vencedor da Taça da Alemanha de 1973 e da Taça UEFA de 1974/75, em representação do Borussia Mönchengladbach.
Como técnico, treinou os seguintes clubes: Borussia Mönchengladbach (1979/1987 e 2006/07), Bayern Munich (1987/1991, 2009 e 2011/13), Athletic Bilbao (1992/94 e 2001/03), Eintracht Frankfurt (1994/1995), CD Tenerife (1996/97), Real Madrid (1997/98), SL e Benfica (1999/2000), Schalke 04 (2003/04) e Bayer Leverkuson (2009/11).
Atingiu o auge da sua carreira de treinador ao serviço do Real Madrid, conquistando a Super Taça de Espanha de 1997 e a Liga dos Campeões Europeus de 1998.
Em Abril de 2009, foi apresentado como novo treinador do Bayern de Munique, substituindo o demitido Klinsmann. Em Junho do mesmo ano, foi contratado pelo Bayer Leverkusen e, na temporada 2011/12, voltou a comandar o Bayern Munich. Em Abril de 2013, a seis jornadas do final, pôde celebrar antecipadamente a vitória no Campeonato da Alemanha. Antes, pelo mesmo clube, já ganhara dois Campeonatos (1989 e 1990) e três Super Taças da Alemanha (1987, 1990 e 2012). O Bayern Munich é finalista da Liga dos Campeões Europeus da presente temporada. Uma vitória nesta competição seria uma chave de ouro no fecho da carreira brilhante de Jupp Heynckes. 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

8 DE MAIO - BETTY FARIA

EFEMÉRIDEBetty Faria, de seu verdadeiro nome Elisabeth Maria Silva de Faria, actriz brasileira, nasceu no Rio de Janeiro em 8 de Maio de 1941.
Os seus melhores momentos no cinema brasileiro aconteceram quando protagonizou “A Estrela Sobe” (1974) e “Bye Bye Brasil” (1979). Na televisão, as suas participações de maior sucesso foram em “Pecado Capital“ (1975), “Água Viva” (1980), “Baila Comigo” (1981) e “Tieta” (1989). Posou duas vezes para a revista “Playboy”, em 1978 e 1984.
Assinou contrato com o SBT em 2009, por oito meses, tendo sido uma das protagonistas da telenovela “Uma Rosa com Amor”, um remake da novela homónima de Vicente Sesso, exibida pela Rede Globo em 1972. Após ter estado quatro anos afastada da Rede Globo, Betty acertou o seu regresso, actuando em “Avenida Brasil”.
Betty Faria foi premiada várias vezes, entre as quais se salienta: o Festival Gramado em 1987, pelo seu papel em “Anjos do Arrabalde”, e o Festival Internacional do Filme de Cartagena, pela sua actuação em “Perfume de Gardénia”. Ao todo, entrou em mais de quarenta telenovelas e séries de televisão e em cerca de vinte filmes. Em 2006, publicou a sua autobiografia, com o título “Rebelde por Natureza”. 

terça-feira, 7 de maio de 2013

7 DE MAIO - RABINDRANATH TAGORE

EFEMÉRIDERabindranath Tagore, poeta, romancista, dramaturgo, músico, pintor e filósofo indiano, nasceu em Calcutá no dia 7 de Maio de 1861. Morreu na mesma cidade em 7 de Agosto de 1941. Tagore terá sido a figura mais importante da literatura bengali. Foi o primeiro escritor asiático a receber o Prémio Nobel de Literatura (1913). Insigne representante da cultura hindu, a sua influência e popularidade internacional talvez só possa ser comparada à de Gandhi.
Tagore já escrevia poemas aos oito anos de idade. Em 1877, publicou a sua primeira poesia substancial sob o pseudónimo de “Bhanushingho”, tendo escrito igualmente nesta época os seus primeiros contos e dramas. Condenava a soberania britânica e apoiou sempre a causa da independência.
Modernizou a arte bengali, desprezando as rígidas formas clássicas. Os seus romances, histórias, canções, danças dramáticas e ensaios falavam sobre temas políticos e pessoais. Os seus versos, contos e romances foram aclamados pelo seu lirismo, coloquialismo, naturalismo e contemplação. Tagore foi o único literato que escreveu os hinos nacionais de dois países: Bangladesh e Índia, respectivamente o “Amar Shonar Bangla” e o “Jana Gana Mana”.
Tagore começou por ser educado pelos serviçais da família, uma vez que a mãe tinha morrido quando ele tinha poucos anos de vida e o pai fazia muitas e longas viagens. Frequentou pouco o ensino regular. Em Fevereiro de 1873, fez uma viagem pela Índia, que durou vários meses, em companhia do pai.
Estudou depois Direito na Universidade de Londres, entre 1878 e 1880, não finalizando porém o curso. Voltou à sua terra natal, casou-se em 1883 e, em 1890, começou a administrar as propriedades agrícolas da família. Dedicou-se ao desenvolvimento da agricultura e a projectos de saúde e de educação. Com formação filosófica, chegou a criar uma escola em 1901, dedicada ao ensino das culturas e filosofias ocidentais e orientais. A sua obra poética compreende um conjunto de três mil poemas em língua bengali, sobre temas religiosos, políticos e sociais. A obra em prosa, orientada por preocupações humanistas, é extensa e inclui cerca de 60 ensaios, romances, novelas e contos. Muitos dos seus romances e novelas foram adaptados ao cinema, nomeadamente pelo cineasta Satyajit Ray.
Como músico, compôs cerca de duas mil canções num estilo muito próprio, em que fundia a música clássica indiana com as tradições folclóricas de diferentes regiões da Índia. No campo da música, pode afirmar-se que foi um inovador, já que procurou expressar musicalmente as cores e subtilezas dos seus versos.
Tagore participou no movimento nacionalista indiano e era amigo pessoal de Mahatma Gandhi que o apelidava de “Sentinela da Índia”. Como escritor, alcançou muita notoriedade também no Ocidente, mercê das muitas viagens que fez e da publicação dos seus textos em inglês, muitos das vezes traduzidos por ele próprio.
Em 1919, como forma de protesto contra a política britânica em relação ao Punjab, renunciou ao título de “Sir” que lhe tinha sido concedido pela Coroa Britânica em 1915.
Nos últimos anos de vida, sofreu de dores crónicas e teve vários períodos de doença prolongada. Em 1937, desmaiou e ficou em estado de coma durante muito tempo. Três anos mais tarde, em 1940, teve outra crise grave, de que nunca recuperou, falecendo no ano seguinte. 

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