segunda-feira, 30 de junho de 2014

30 DE JUNHO - JOSÉ EMILIO PACHECO



EFEMÉRIDEJosé Emilio Pacheco, ensaísta, romancista, novelista, poeta e tradutor mexicano, nasceu na cidade do México em 30 de Junho de 1939. Morreu na mesma cidade em 26 de Janeiro de 2014. É considerado um dos grandes poetas mexicanos da segunda metade do século XX. Foi também cenarista de uma dezena de filmes.
Estudou Direito e Literatura na universidade do México (UNAM) sem contudo se diplomar. Trabalhou em diversas revistas literárias.
Especialista de Literatura Mexicana do século XIX e da obra de Jorge Luís Borges, ensinou em várias universidades (Universidade Nacional Autónoma do México, Universidade do Maryland, Universidade de Essex e em algumas outras nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido). Dirigiu a Biblioteca Universitária da UNAM. 
As suas obras foram traduzidas em várias línguas e, pelo seu lado, Emilio Pacheco traduziu para espanhol vários escritores como Samuel Beckett e Tennessee Williams.
Entre muitas distinções literárias que recebeu, salienta-se: o Prémio Octávio Paz (2003); o Prémio Pablo Neruda (2004); o Prémio García Lorca e o Prémio Internacional Alfonso Reyes (2005); o Prémio Rainha Sofia e o Prémio Cervantes (2009).

domingo, 29 de junho de 2014

29 DE JUNHO - PRIMO CARNERA



EFEMÉRIDEPrimo Carnera, pugilista italiano, morreu em Sequals no dia 29 de Junho de 1967. Nascera também em Sequals, em 26 de Outubro de 1906. Foi o mais alto (1,97) e o mais pesado (122 kg) campeão mundial dos pesos pesados da história do boxe até 2005, ano em que foi destronado por Nikolay Valuev.
Tendo por origem uma família muito pobre, teve de começar a trabalhar ainda criança. Distinguiu-se sempre pelo seu físico impressionante. Nasceu com 8 kg, aos 10 anos vestia os fatos do pai e aos dezasseis já pesava 120 kg.
Emigrou para França aos 14 anos, indo trabalhar como carpinteiro. Dois anos mais tarde, juntou-se a uma trupe de circo. Numa das paragens da trupe, foi notado pelo antigo campeão de boxe francês, Paul Journée, que o aconselhou a seguir a carreira de pugilista. Journée começou então a treiná-lo e arranjou-lhe um empresário.
Em Setembro de 1928, em Paris, disputou com Léon Sebilo o seu primeiro combate como profissional, ganhando-o em dois rounds. Venceu igualmente os seis combates seguintes, sofrendo depois a primeira derrota por desqualificação. O seu empresário organizou-lhe vários duelos na Europa, mas com boxeurs pouco famosos. Estes combates, porém, chamaram a atenção do empresário americano Walter Friedman, que convenceu o treinador e o empresário de Carnera no sentido de o apresentar nos Estados Unidos a partir de 1930. Segundo ele, a sua imagem e o seu físico seriam, por si só, susceptíveis de atrair multidões.
Na América, Carnera tornou-se um “animal de feira” e ganhou fama. As suas fotos eram profusamente distribuídas, por vezes na companhia de pessoas muito baixas, de modo a ampliar ainda a diferença do seu físico. Participou também em numerosas exibições, nomeadamente num combate em 1933 contra um canguru. Esta exibição rendeu-lhe 20 000 dólares, duas vezes mais do que iria ganhar pela sua vitória contra Jack Sharkey um pouco mais tarde e que lhe valeu o título mundial. A maior parte dos seus lucros desaparecia, no entanto, nas mãos da máfia por intermédio dos promotores dos combates e dos espectáculos.
Conquistou o título mundial dos pesos pesados em Junho de 1933, vencendo Jack Sharkey por KO. Permaneceu com o título durante quase um ano, tornando-se um ídolo no seu país. Perderia o título alguns dias antes de completar um ano exacto, tendo cedido o cinturão ao americano Max Baer. Tentou dois anos mais tarde recuperar o título, defrontando Joe Louis que se tornara entretanto o novo campeão, mas foi posto KO ao 6º round. A partir daí, a sua carreira começou declinar. A saúde tornou-se também frágil. Diabético, foi-lhe extraído um rim em 1938. Em 1944, abandonou definitivamente o boxe. Quase sem dinheiro, começou a apresentar-se em combates de wrestling (1946) e assim se manteve até 1961. Paralelamente, protagonizou alguns filmes, casou-se e naturalizou-se norte-americano.
Carnera foi durante 56 anos o único italiano a conquistar o título mundial de pesos pesados, até Francesco Damiani conseguir o mesmo feito.
Morreu em 1967 de doença no fígado provocada por alcoolismo e por diversas complicações diabéticas. O escritor Phillipe Fusaro, no seu livro “O Colosso de argila” (2004), contou a vida de Carnera de modo romanceado.

sábado, 28 de junho de 2014

28 DE JUNHO - JORIS IVENS



EFEMÉRIDEJoris Ivens, cineasta holandês, morreu em Paris no dia 28 de Junho de 1989, sendo sepultado no cemitério de Montparnasse. Nascera em Nijmegen, em 18 de Novembro de 1898. Estudou Economia em Roterdão (1917/20), mas o seu interesse pelo cinema era muito maior. O pai era proprietário de uma firma de cinema e fotografia, em Amesterdão, o que lhe permitiu uma sólida aprendizagem de base, de tal forma que se tornou um dos maiores expoentes do “cinema documentário” no século XX.
A exemplo de muitos intelectuais da sua época, Ivens era simpatizante comunista, defendendo nas suas obras os ideais socialistas. Em 1931, foi à União Soviética para fazer “Song of Heroes”, um filme sobre a construção da nova cidade industrial de Magnitogorsk. No ano anterior, tinha sido convidado para uma tournée de vários meses pela URSS, com a finalidade de apresentar os seus filmes.
Em 1937, rodou “Terra de Espanha”, durante a Guerra Civil Espanhola. Neste filme, exaltou a luta dos republicanos contra a agressão franquista, que era apoiada pelo fascismo italiano e pelo nazismo alemão. Em 1938, filmou a resistência chinesa contra a invasão japonesa e a ocupação da Manchúria (“Os Quatrocentos Milhões”).
Entre 1940 e 1945, viveu nos Estados Unidos onde fez vários filmes mas, sob suspeita de ser comunista, teve de abandonar o país. Trabalhou depois em vários estúdios do leste europeu. A sua posição a favor do bloco comunista, durante a Guerra Fria, incomodou o governo holandês, que o obrigava a renovar o passaporte de três em três meses.
A partir de 1957, instalou-se em França e fez longas estadias na Ásia e em África. Em 1964, assistiu no Chile aos primeiros passos do governo de Salvador Allende. Em todos estes países participou também na formação de novos cineastas.  
A luta dos trabalhadores é uma constante dos documentários de Ivens, destacando-se o confronto com a natureza e com as opressões sociais nas mais diversas regiões do globo. Fez igualmente documentários sobre a luta de vários povos pela independência.
Tem sido considerado um dos mais activos criadores do “cinema experimental”. Entre longas e curtas-metragens, fez cerca de 40 filmes, o último dos quais aos 90 anos de idade.
Entre as distinções que recebeu, salientam-se: o Prémio Internacional da Paz (1954); a Palma de Ouro de Curta-metragem no Festival de Cannes (1958); o Prémio Lenine da Paz (1968); o César da Academia do Cinema Francês de Melhor Documentário de Curta-metragem (1977); e o Leão de Ouro para o Conjunto da Carreira no Festival de Veneza (1988). Desde 1990, existe uma Fundação com o seu nome na localidade onde nasceu.

ERIC CLAPTON - Tears In Heaven


sexta-feira, 27 de junho de 2014

27 DE JUNHO - LAFCADIO HEARN



EFEMÉRIDE - Patrick Lafcadio Hearn (também conhecido como Koizumi Yakumo, nome que adoptou após adquirir a cidadania japonesa), jornalista, escritor e tradutor irlandês, nasceu na ilha Levkas (Grécia) em 27 de Junho de 1850. Morreu em Tóquio no dia 26 de Setembro de 1904. Lafcadio é especialmente conhecido devido aos seus contos tradicionais, um dos quais foi mesmo transformado em filme por Masaki Kobayashi (“Kwaidan”, 1965). Viveu vários anos no Japão e conquistou, com a sua obra, grande renome internacional.
O pai, um cirurgião militar irlandês, estava a servir o exército britânico em Levkas, durante a ocupação inglesa das ilhas Jónicas. Aos 6 anos de idade, devido à morte dos pais, Lafcadio mudou-se para casa de uma tia na Irlanda, tendo estudado em Dublin. Em 1865, estudou por um curto período no Ushaw College em Durham. Esteve uns tempos em Londres e em Paris. Aos dezanove anos, foi viver para os Estados Unidos, instalando-se primeiro em Nova Iorque e depois em Cincinnati. Nesta última cidade, desenvolveu uma amizade que duraria toda a vida com o impressor inglês Henry Watkin. Com a ajuda dele, iniciou-se  no jornalismo. Devido ao seu talento como escritor, progrediu rapidamente na carreira  e tornou-se repórter no “Cincinnati Daily Enquirer”, onde permaneceu de 1872 a 1875. Com total liberdade criativa, desenvolveu uma boa reputação em virtude dos seus sensíveis e fascinantes relatos sobre os desfavorecidos de Cincinnati. Casou-se com Matthie, uma cozinheira mestiça, o que na época era uma prática ilegal (casamentos mistos). Quando o «escândalo» se tornou público, foi demitido do “Enquirer” e ingressou no jornal rival, o “Cincinnati Commercial”. No entanto, em breve se mudaria para Nova Orleães (1877).
De 1877 a 1891, escreveu para o “Times Democrat”. Os seus escritos concentraram-se então na história crioula da cidade, na sua culinária peculiar, na marginalidade e no Vodu. Os seus artigos publicados na “Harper's Weekly” e no “Scribner's Magazine” ajudaram a moldar a imagem de Nova Orleães como um colorido reduto da decadência e do hedonismo. O seu livro mais conhecido sobre a Luisiana é “Gombo Zhebes” (1885).
O “Times Democrat” enviou-o para as Índias Ocidentais como correspondente em 1889. Ali passou dois anos, tendo escrito “Dois Anos nas Índias Ocidentais Francesas” e “Youma, a História de um Escravo das Índias Ocidentais”, ambos em 1890.
No ano seguinte, foi ao Japão - país onde veio a encontrar o seu lar definitivo e a sua maior fonte de inspiração. Durante a década de 1890, foi professor de Literatura Inglesa na Universidade Imperial de Tóquio e logo se sentiu totalmente enfeitiçado pelo Japão. Casou-se com uma japonesa, filha de um samurai, e naturalizou-se japonês, adoptando  a religião budista. A sua saúde tornou-se frágil nos últimos tempos de vida, forçando-o a abandonar o ensino. Morreu em 1904, vítima de ataque cardíaco.
No fim do século XIX, o Japão era ainda desconhecido e exótico para o mundo ocidental. Com a introdução da estética japonesa, particularmente na Exposição Universal de 1900, em Paris, o Ocidente adquiriu um apetite insaciável pelo Japão e Hearn tornou-se mundialmente conhecido pela profundidade, originalidade e sinceridade dos seus contos.
Traduziu para a língua inglesa vários escritores franceses, como Maupassant, Théophile Gautier, Flaubert, Hugo, Zola e Anatole France, entre outros.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

26 DE JUNHO - NAOMI SHEMER



EFEMÉRIDENaomi Shemer, poetisa israelita e uma das autoras-compositoras mais importantes do seu país, morreu em Telavive no dia 26 de Junho de 2004. Nascera no kibutz Kvutzat Kinneret, no nordeste de Israel, em 13 de Julho de 1930. Muito cedo, começou a ter lições de piano. A partir dos anos 1950, escreveu as primeiras canções. Possuía um sentido inato para a poesia, para a escrita e para a composição, mas musicava igualmente textos de outros poetas e adaptava para hebreu algumas canções estrangeiras.
O seu apelido de solteira era Sapir. Em meados dos anos 1950, após servir nas Forças de Defesa de Israel, estudou música na Academia Rubin (actual Academia de Música e Dança de Jerusalém). Do seu primeiro marido, o actor Gideon Shemer, teve uma filha, Lali. Divorciaram-se e, posteriormente, casou com o advogado Mordechai Horowitz, com o qual teve o seu filho Ariel.
Naomi é considerada a “Maior Dama da Música de Israel” até hoje, sendo lembrada especialmente pela sua canção “Yerushalayim Shel Zahav” (1967), escrita pouco tempo antes da Guerra dos Seis Dias, e – também – por “Lu Yehi” (1973), uma adaptação hebraica de “Let It Be” dos Beatles.
Yerushalayim Shel Zahav” (“Jerusalém de Ouro”), uma espécie de segundo Hino Nacional, é a música israelita mais cantada de todos os tempos. Outra sua canção famosa é “Hurshat ha Eucaliptos”, composta em 1963, em homenagem ao seu kibutz natal, e interpretada por inúmeros artistas. Naomi Shemer escreveu até à hora da sua morte, ocorrida aos 73 anos de idade, vítima de cancro.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

MINHA HOMENAGEM NO DIA DA SUA LIBERTAÇÃO...

25 DE JUNHO - ANTONIO BIENVENIDA



EFEMÉRIDEAntonio Bienvenida, de seu verdadeiro nome Antonio Mejías y Jiménez, toureiro espanhol, nasceu em Caracas, na Venezuela, no dia 25 de Junho de 1922. Morreu em Madrid, Espanha, em 7 de Outubro de 1975.  
Tomou a alternativa em Madrid, em Abril de 1942, sendo padrinho um dos seus irmãos, Pepe Bienvenida, com touros da ganadaria de Don Eduardo Miura.
Durante a sua carreira, participou em mais de oitocentas corridas. Em Junho de 1960, fez e ganhou a aposta de matar doze touros no mesmo dia, no decorrer de duas touradas, uma realizada à tarde e outra à noite.
Despediu-se do toureio numa corrida na arena madrilena de Vista Alegre, em 5 de Outubro de 1974. Precisamente um ano depois, durante uma “tienta” no Escorial, na ganadaria de Dona Amelia Pérez-Tabernero, foi colhido pela vaca “Conocida”, que lhe causou lesões irreversíveis nas vértebras cervicais. Faleceu dois dias depois.

terça-feira, 24 de junho de 2014

24 DE JUNHO - RUFINO TAMAYO



EFEMÉRIDERufino Tamayo, pintor mexicano, morreu na cidade do México em 24 de Junho de 1991. Nascera em Oaxaca no dia 26 de Agosto de 1899.
Passou a viver na cidade do México em 1911 e, quatro anos depois, começou a frequentar aulas de Desenho. Entre 1917 e 1921, estudou na Escola Nacional de Artes Plásticas. Neste último ano, foi nomeado chefe do Departamento de Desenho Etnográfico do Museu Nacional de Arqueologia do México.
O seu primeiro mural data de 1933 e foi feito no Conservatório de Música do México. Formou uma colecção de arte pré-hispânica que, em 1965, doou à cidade de Oaxaca, para formar o Museu Rufino Tamayo de Arte Pré-hispânica.
Em 1981, foi também inaugurado, então na capital mexicana, um museu com o seu nome, que passou a ser um dos centros de arte contemporânea mais modernos do mundo. Nele se encontram obras de mais de 150 artistas internacionais.
Foi Doutor Honoris Causa pela Universidade de Manila (1974), pela Universidade Nacional Autónoma do México (1978), pelas Universidades de Berkeley (1982) e do Sul da Califórnia (1985) e, ainda, pela Universidade Veracruzana (Vera Cruz, México, 1991).

segunda-feira, 23 de junho de 2014

23 DE JUNHO - HARRIET, a tartaruga



EFEMÉRIDEHarriet, uma tartaruga (Geochelone elephantopus porteri) das ilhas Galápagos, que residia no Jardim Zoológico de Beerwah em Queensland na Austrália, morreu em 23 de Junho de 2006, vítima de crise cardíaca. Nascera por volta de 1830. Ficou famosa pela sua idade, estimada em 175 anos – o que fez dela um dos animais mais velhos do planeta. A tradição do zoo diz que Harriet foi um animal de estimação de Charles Darwin e que foi ela a inspiração para a sua teoria da evolução das espécies.
A história de Harriet teria começado em 1835, quando Charles Darwin visitou as Ilhas Galápagos durante a sua viagem no barco HMS Beagle à volta do mundo. Como naturalista da expedição, Darwin desembarcou nas ilhas e procurou capturar animais desconhecidos e catalogá-los. Uma das atracções biológicas do arquipélago eram as tartarugas gigantes, que abundavam em todas as ilhas. A tripulação do Beagle entusiasmou-se com estes animais e, quando partiram, levaram consigo quatro ainda jovens.
Robert FitzRoy, o capitão, recolheu dois exemplares da ilha Española, Darwin um de São Salvador e o seu empregado Syms Covington outro de Santa Maria.
Por volta de 1841, Darwin teria oferecido a sua tartaruga a John Wickham, um colega da viagem, que depois a doou ao Jardim Botânico de Brisbane. Mais tarde, a tartaruga foi oferecida ao Zoo de Beerwah, onde ficou até ao fim da vida.
A verdadeira história de Harriet pode ser, no entanto, muito mais complexa pois os detalhes aludidos não encaixam com outros pormenores históricos. Com certeza absoluta, sabe-se apenas que o animal estava no Jardim Botânico de Brisbane em 1870. Para começar, nos anos seguintes à viagem do Beagle, Darwin viveu em Londres, numa casa com um jardim diminuto, onde dificilmente caberia uma tartaruga gigante. O segundo problema desta história é a ausência de referências a Harriet nos diários de Darwin, uma falta difícil de explicar num homem apegado aos animais que o rodeavam. A partida para a Austrália, em 1841, pela mão de Wickham, é também complicada, uma vez que os censos australianos mostram que este marinheiro estava no país nesse ano. Ainda para mais, a vida de Wickham demonstra que ele só reviu Darwin, após a viagem do Beagle, numa reunião realizada em Londres em 1862. Fica por este motivo posta de parte a hipótese de Harriet ter sido o animal de estimação de Darwin. Através da correspondência de Robert FitzRoy, sabe-se também que a tartaruga não era uma das jovens recolhidas pelo capitão do navio, visto que estas morreram pouco tempo depois da chegada. Mais recentemente, foram efectuados estudos do “ADN mito condrial” de Harriet, que desacreditaram por completo a sua ligação a Darwin. A análise genética mostra que Harriet pertence à subespécie Geochelone nigra porteri, típica de Santa Cruz, uma ilha que Darwin e os seus companheiros não visitaram. Este estudo confirma, no entanto, que Harriet estava viva em 1835 e que, por isso, morreu pelo menos com 170 anos de idade.
Uma vez que não se trata de um dos quatro animais que saíram das Galápagos no Beagle, a proveniência de Harriet torna-se mais obscura. A sua ida para a Austrália, algures antes de 1870, deve ter sido pela mão de um marinheiro das rotas baleeiras, que tinham por hábito ter animais exóticos como animais de estimação. Por curiosidade, diga-se também que Harriet foi chamada Harry durante mais de 100 anos, pois supusera-se até então que era uma tartaruga macho.

domingo, 22 de junho de 2014

DIAS CONTADOS...


S. MARTINHO EM CEDOFEITA (Porto)


MARIZA - "Chuva"


MARIA RITA - "Alto Lá"


22 DE JUNHO - HENRY RIDER HAGGARD



EFEMÉRIDEHenry Rider Haggard, escritor britânico, nasceu em Bradenham, no condado de Norfolk, em 22 de Junho de 1856. Morreu em Londres no dia 14 de Maio de 1925. Escreveu obras conhecidas mundialmente, como “As minas do rei Salomão”, geralmente aventuras protagonizadas por exploradores ingleses que viajavam pelo continente africano.
Estudou na Ipswich Grammar School e, aos dezanove anos, foi para a África do Sul como secretário do governador da província de Natal. Quando o Transval foi anexado pela Grã-Bretanha em 1877, seguiu para lá como comissário especial. Voltou a Inglaterra em 1879 e, no ano seguinte, casou-se com Mariana Margitson, com quem regressou a África. Além de administrador colonial, foi também agricultor.
A partir de 1882, de novo em Inglaterra, estudou Direito, inscrevendo-se na barra do tribunal em 1884. Simultaneamente, começou a escrever romances e, em 1885, lançou com sucesso o livro “King Solomon’s Mines” (“As Minas do Rei Salomão”), com o qual conseguiu assegurar a sua independência financeira.
Como funcionário da coroa inglesa na África do Sul, Rider Haggard pôde conhecer vários países e muitos costumes, crendices e lendas que viriam a influenciar de modo marcante o seu génio literário. Alguns dos seus personagens, muito populares na época em que foram criados, seriam referidos em obras dos famosos psicólogos Sigmund Freud e Carl Gustav Jung. Os seus livros mereceram cerca de cinquenta adaptações ao cinema e à televisão. Foi agraciado – em 1919 – com o título de Sir, «por feitos brilhantes em representação do seu país».

sábado, 21 de junho de 2014

21 DE JUNHO - GRAÇA ARANHA



EFEMÉRIDE – José Pereira da Graça Aranha, escritor e diplomata brasileiro, um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, nasceu em São Luís do Maranhão no dia 21 de Junho de 1868. Morreu no Rio de Janeiro em 26 de Janeiro de 1931. Devido às funções diplomáticas que desempenhou em vários países europeus, esteve a par dos movimentos vanguardistas que surgiram na Europa, tendo tentado introduzi-los, à sua maneira, na literatura do Brasil.
Nascido numa família abastada do Maranhão, Graça Aranha licenciou-se em Direito na Faculdade do Recife e exerceu cargos na magistratura e na carreira diplomática.
Assumiu o cargo de juiz de direito no Rio de Janeiro, ocupando depois a mesma função em Porto do Cachoeiro (hoje, Santa Leopoldina). Foi aqui que ele procurou os elementos necessários para criar a sua obra mais importante, “Canaã”. Considerada um marco importante do chamado pré-modernismo, foi publicada em 1902, juntamente com a obra “Os Sertões” de Euclides da Cunha.
Como diplomata, esteve em Londres e foi ministro na Noruega, na Holanda e em França, onde se aposentou, regressando ao Brasil pouco tempo depois do fim da Primeira Guerra Mundial.
Participou na Semana de Arte Moderna de 1922, sendo um dos seus organizadores. Leu então o texto “A Emoção Estética na Arte Moderna”, defendendo uma arte, uma poesia e uma música novas, com algo do «Espírito Novo» apregoado por Apollinaire.
Rompeu com a Academia Brasileira de Letras em 1924, acusando-a de passadista e dotada de total imobilismo literário. Ele chegou a declarar que «se a Academia se desvia deste movimento regenerador, se a Academia não se renova, morra a Academia!».
O académico Afonso Celso tentou, em 19 de dezembro de 1924, promover o regresso de Graça Aranha às lides académicas. Este, três dias depois, agradeceu o convite, acrescentando: «A minha separação da Academia é definitiva. De todos os nossos colegas me afastei sem o menor ressentimento pessoal e a todos estou muito grato pelas generosas manifestações com que exprimiram o pesar da nossa separação».
Colaborou abundantemente na revista luso-brasileira “Atlântida” (1915/20). Ao traçar-lhe o perfil, o romancista Afrânio Peixoto defeniu-o do seguinte modo: «Magistrado, diplomata, romancista, ensaísta, escritor brilhante, às vezes confuso, que escreve pouco, com muito ruído».
Em 1930, um ano antes da sua morte, publicou “Viagem Maravilhosa”, o seu derradeiro romance,  obra que dividiu os críticos da época.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

20 DE JUNHO - MARTIN LANDAU



EFEMÉRIDEMartin Landau, actor norte-americano, nasceu em Brooklyn, Nova Iorque, no dia 20 de Junho de 1928. Apenas com 17 anos, foi contratado pelo “New York Daily News” como cartoonista e ilustrador. Durante cinco anos, ilustrou trabalhos de Billy Rosem, trabalhando igualmente para o cartoonista Gus Edson. Influenciado, no entanto, por Chaplin e pela evasão que o cinema proporciona, a sua maior ambição era tornar-se actor e, em 1951, estreou-se em “Detective Story” na Peaks Island Playhouse.
Na Broadway, foi protagonista de “First Love”. Dos dois mil candidatos para integrar o elenco do Actors Studio só ingressaram dois: ele e Steve McQueen. Foi depois a primeira escolha de Gene Roddenberry para fazer de Mr. Spock em "O Caminho das Estrelas”. Durante três temporadas, foi o ‘mestre em disfarces’ Rollin Hand na série “Missão Impossível”. Trabalhou continuamente até 1972.
Viajou depois para Inglaterra com a mulher, à procura de trabalho, Começou a filmar a série televisiva “Space 1999, que viria a ter 48 episódios (1975/78) e em que ele fazia de comandante John Koenig. A sua carreira resumiu-se depois a pequenos papéis mas, em 1988, renasceu em “Tucker – The Man and His Dream”. O seu último trabalho foi como actor convidado na série “Without a Trace”, que lhe valeu a sua quarta nomeação para um Emmy.
Casou-se em 1957 com a actriz Barbara Bain, com quem teve dois filhos e de quem está divorciado desde 1993.
Entrou em cerca de noventa filmes e séries de televisão, desde os anos 1950 até 2008. Foi nomeado 3 vezes para os Oscars (1988/89/94), tendo ganho em 1994 (Melhor Actor Secundário). Recebeu dois Globos de Ouro (1988 e 1994) e tem uma estrela na Calçada da Fama no Hollywood Boulevard.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

19 DE JUNHO - JAMES GANDOLFINI



EFEMÉRIDEJames John Gandolfini, Jr., actor e produtor norte-americano, mais conhecido pelo seu papel como Tony Soprano na série “The Sopranos”, morreu em Roma no dia 19 de Junho de 2013. Nascera em Westwood, em 18 de Setembro de 1961.
Cresceu em Park Ridge, Nova Jersey, tendo-se diplomado em 1979, na Park Ridge High School. Jogou basquetebol e fez também teatro escolar. Após a escola, licenciou-se em Comunicação na Universidade de Rutgers, onde trabalhou igualmente como segurança do campus.
Gandolfini iniciou-se como actor quando vivia em Nova Iorque e acompanhava regularmente um amigo a aulas de Interpretação. Antes, trabalhara como barman e gerente de cabaret.
Após actuar na Broadway durante seis meses, em 1992, Gandolfini começou a construir uma carreira no mundo do cinema. Um dos primeiros papéis que desempenhou e atraiu as atenções do público e da crítica foi o de Virgil, um violento mafioso no filme “True Romance”.
Em 1999, a HBO iniciou a produção de uma nova série intitulada “The Sopranos” e Gandolfini foi escolhido para interpretar o papel principal da série, Tony Soprano, um chefe da máfia poderoso e sem piedade, mas atormentado por problemas familiares. O seu desempenho valeu-lhe três Prémios Emmy de Melhor Actor de Série Dramática e um salário de um milhão de dólares por episódio.
O magazine “Entertainement Weekly” classificou-o em 42º na classificação “Greatest” (“Os Maiores”). Em 2007, produziu um documentário sobre os veteranos da guerra no Iraque e, em 2012, o telefilme “Hemingway & Gellhorn”.
Faleceu em Itália, vítima de ataque cardíaco, quando estava a caminho do Festival de Cinema de Taormina.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

18 DE JUNHO - MARIA JOÃO BASTOS



EFEMÉRIDE Maria João David da Silva Bastos, actriz portuguesa, nasceu em Benavente no dia 18 de Junho de 1975. Licenciou-se em Ciências da Comunicação, na Universidade Independente de Lisboa. Realizou um curso de Inglês em Inglaterra (1993), um curso de Casting e Vídeo e de Manequim na Visual LX (1994) e um curso de Teatro, Cinema e Televisão em Nova Iorque (2000).
Assinou, em 2007, um contrato de exclusividade com a estação de televisão portuguesa TVI. É embaixadora da marca de automóveis Jaguar e representante da marca italiana Furla em Portugal.
A sua personagem Liliane Marise, na telenovela “Destinos Cruzados”, foi tão marcante que foi lançado um CD que alcançou o nº1 no top vendas. Encarnando esta mesma personagem, também deu um concerto no MEO Arena, em Lisboa, em Outubro de 2013 e outro em Guimarães, no mesmo mês.
Entre 1992 e 2013, protagonizou 24 séries de televisão, das quais três para a Rede Globo do Brasil. Entrou em 10 filmes no período 2000/13, um deles realizado pelo brasileiro Ruy Guerra. Em 2005, foi protagonista da peça de teatro “O Método de Gronholm” encenada por Virgílio Castelo. Apresentou esporadicamente alguns espectáculos e galas. Tem feito publicidade para várias marcas conhecidas, tais como: Mimosa, TMN, Optimus, Daewoo, CTT, Daníssimo, Páginas Amarelas e Cerveja Sagres.

terça-feira, 17 de junho de 2014

17 DE JUNHO - EUGEN WEIDMANN

EFEMÉRIDEEugen Weidmann, criminoso alemão, célebre por ter sido a última pessoa a ser guilhotinada em público, morreu em Versalhes, França, no dia 17 de Junho de 1939. Era conhecido como «o assassino com olhar de veludo». Nascera em Frankfurt, na Alemanha, em 5 de Fevereiro de 1908. Tinha sido julgado e condenado pelo assassinato de seis pessoas, todas mortas com um tiro na nuca, entre Julho e Novembro de 1937.
Oriundo de uma família da burguesia, tornou-se chefe de um bando de adolescentes, antes de ser educado «duramente» pelos avós, após a saída do pai do domicílio familiar. Esteve em várias casas de correcção.
Ainda muito jovem, deixou a Alemanha com destino ao Canadá, onde continuou a fazer malfeitorias que lhe valeram algum tempo na prisão, antes de o deportarem para a Alemanha em 1932. 
Pretextando ir criar uma sociedade de táxis, convenceu a mãe a oferecer-lhe uma viatura, que passou a utilizar para alguns dos seus golpes. Premeditou o rapto de um rico herdeiro, mas a tentativa falhou. Foi detido e preso durante perto de seis anos. Na prisão, conheceu dois franceses, encarcerados em virtude de tráfego de dinheiro. Os três homens tornam-se amigos. Os franceses foram libertados primeiramente e partiram para Paris. Weidmann, tendo antecedentes criminais, foi libertado mais tarde, mas sem ter teoricamente o direito de sair da Alemanha. Conseguiu, no entanto, arranjar um passaporte por intermédio da Gestapo e passou sem problemas a fronteira. Não se conseguiu averiguar se, simultaneamente, foi incumbido de alguma missão por aquela organização policial.
Os três amigos reencontram-se em Paris e decidem organizar alguns raptos. A Exposição Universal acabava de ser inaugurada e, entre os visitantes, iam haver certamente muitos estrangeiros ricos. Weidmann utilizou o seu físico avantajado e o seu domínio da língua inglesa para arranjar um lugar de intérprete na Exposição. O grupo alugou também uma vivenda, que serviria para sequestrar as vítimas. 
Os motivos exactos dos crimes que se seguiram, todos assacados a Weidmann, são desconhecidos. Medo de ser denunciado? Desejo de obter dinheiro imediato? Ou sadismo de serial-killer?
A polícia conseguiu prendê-lo em Dezembro de 1937. Começou por resistir, ferindo dois polícias, mas acabou por ser também atingido o que o levou à rendição. Confessou os crimes facilmente e sem arrependimento.
Foi executado no exterior da prisão Saint-Pierre, como era comum até então. O comportamento dos espectadores foi considerado «histérico» e o presidente da República Albert Lebrun convenceu o governo da época a passar a proceder às execuções no interior das prisões, longe das possíveis «emoções populares». Mulheres houve que queriam ensopar os seus lenços no sangue do executado, para guardar como recordação.
A utilização da guilhotina para execuções «em privado» continuou, mas cada vez mais raramente, até Setembro de 1977. Finalmente, a pena de morte foi abolida em França em Setembro de 1981, através de um decreto do presidente François Mitterrand.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

MARIA LAFORET - Мon amour mon ami



16 DE JUNHO - JOYCE CAROL OATES



EFEMÉRIDEJoyce Carol Oates, escritora norte-americana, nasceu em Lockport, Nova Iorque, no dia 16 de Junho de 1938. É autora de algumas das obras literárias contemporâneas mais significativas. Agraciada com os prémios norte-americanos National Book Award e The Pen/Malamud Award for Excelllence in Short Fiction, é membro da Academia Americana de Artes e Letras e titular de cátedra na Universidade de Princeton, Nova Jersey, onde lecciona desde 1978. Espera jubilar-se em 2014. Foi tida várias vezes como uma das personalidades candidatas ao Prémio Nobel da Literatura, surgindo mesmo em diversas listas de finalistas veiculadas pela imprensa.
Ainda muito jovem, interessou-se pela leitura, lendo nomeadamente “Alice no País das Maravilhas” de Lewis Carroll, que lhe tinha sido oferecido pela avó e que ela considera a maior influência literária que recebeu.
Na adolescência, conheceu as obras de Faulkner, Dostoïevski, Hemingway e Emily Brontë, que também a influenciaram. Começou a redigir peças literárias aos 14 anos, quando lhe ofereceram uma máquina de escrever.
Trabalhou para o jornal do liceu Williamsville South High School, no qual se diplomou em 1956. Obteve então uma bolsa da Universidade de Siracusa, onde começou a escrever romances, dos quais – porém – não gostou muito. Aos 19 anos, no entanto, ganhou um concurso de novelas. Licenciou-se nesta universidade em 1960, ingressando depois na Universidade de Wisconsin-Madison em 1961.
Publicou o primeiro livro em 1963, uma recolha de novelas intitulada “By the North Gate” e, desde então, escreveu mais de sessenta livros, entre os quais algumas novelas, peças de teatro e muitos volumes de contos, de poesia e ensaios. Escreveu igualmente vários livros policiais sob os pseudónimos Rosamond Smith e Lauren Kelly.
O seu livro “Blonde”, inspirado na vida de Marilyn Monroe, foi publicado praticamente em todo o mundo, valendo-lhe elogios de toda a crítica.
Galardoada com várias distinções, venceu o National Book Award, com a novela “Them” (1969), dois Prémios O. Henry e uma Medalha National Humanities. As suas obras de ficção “Black Water” (1992), “What I Lived For” (1994) e “Blonde” (2000) foram nomeadas para os Prémios Pulitzer. Cinco dos seus livros foram adaptados ao cinema, entre 1995 e 2012. É doutorada Honoris Causa pela Universidade da Pensilvânia.

domingo, 15 de junho de 2014

15 DE JUNHO - OLIVER KAHN



EFEMÉRIDEOliver Rolf Kahn, ex futebolista alemão, nasceu em Karlsruhe no dia 15 de Junho de 1969. Começou a jogar futebol aos seis anos no Karlsruher SC, clube da sua cidade natal. Paralelamente, fez os seus estudos primários e secundários, estudando ainda Ciências Económicas.
Em 1987/88, foi escolhido pela primeira vez para a equipa profissional, ainda como suplente. A sua estreia na Bundesliga ocorreu quando tinha 21 anos, mas desde cedo tinha mostrado ser um jogador muito promissor. Ao fim de três temporadas, já era considerado um dos melhores do país. Assim, em Outubro de 1993, quando tinha 24 anos, foi convocado pela primeira vez para a Selecção Alemã, embora tenha sido apenas suplente.
No ano seguinte, foi chamado para participar no Mundial nos Estados Unidos, mas não foi utilizado. Na época 1994/95, deixou o Karlsruher para ingressar no FC Bayern de Munique, numa transferência que foi a mais cara a envolver um guarda-redes (cerca de 3 milhões de euros, na moeda actual). Foi capitão da equipa desde 2002, o mesmo acontecendo na Selecção Nacional.
Kahn assumiu logo a titularidade no Bayern mas, em Novembro de 1994, uma arreliadora lesão obrigou-o a parar durante cinco meses. Logo que regressou, encontrou rapidamente a melhor forma e recuperou o seu lugar na equipa.
Em Junho de 1995, representou finalmente a Selecção da Alemanha, num jogo contra a Suíça. No entanto, só quando o guarda-redes titular, Andreas Köpke, anunciou a sua retirada da selecção após os Mundiais de 1998, é que Kahn teve oportunidade de assumir a plenamente a titularidade.
Kahn teve a fase mais brilhante da sua carreira em 2000, sendo eleito o Melhor Jogador do Campeonato Alemão e o Melhor Guarda-redes da Europa. Em 2001/02, depois de conquistar com o Bayern de Munique o 4º título alemão, venceu também a Liga dos Campeões Europeus e foi de novo considerado o Melhor Jogador Alemão do Ano.
Nos Mundiais de 2002, disputados no Japão e na Coreia do Sul, Kahn conseguiu um feito inédito pois foi o primeiro guarda-redes a ser considerado o melhor jogador da competição. Kahn, em excelente forma, foi o principal responsável pela chegada da Alemanha à final, mas acabou por ser derrotada pelo Brasil. As suas boas actuações levaram-no, em Dezembro de 2002, a ser eleito pela FIFA o 2º Melhor Futebolista do Ano, atrás do brasileiro Ronaldo.
Nos Mundiais de 2006, foi suplente da selecção quase durante todo o torneio, actuando apenas na disputa do terceiro lugar contra Portugal.
Segundo o DVD “FIFA Fever”, que fala sobre a história do futebol, ele é o melhor guarda-redes de todos os tempos, sendo considerado o mais completo da história do futebol.
Em Maio de 2008, despediu-se como jogador profissional com uma vitória do Bayern por 4 a 1 sobre o Hertha BSC Berlin, tendo levantado pela última vez a Taça de Campeão da Alemanha.
Do seu palmarés fazem parte, para além de várias distinções individuais, 8 títulos da Alemanha, 6 Taças da Alemanha, 6 Taças da Liga, uma Liga dos Campeões Europeus (2001), uma Taça UEFA (1996) e uma Taça Intercontinental (2001). Em Maio de 2004, Oliver Kahn publicou a sua autobiografia, “Nummer eins” (“Número um”).

sábado, 14 de junho de 2014

JOSÉ VIANA - "Zé Cacilheiro"


14 DE JUNHO - FERNÃO DE ORNELAS



EFEMÉRIDEFernão Manuel de Ornelas Gonçalves, político português que se destacou pelas obras de modernização da cidade do Funchal, enquanto presidente da Câmara Municipal, nasceu em São Pedro, no Funchal, em 14 de Junho de 1908. Morreu em Lisboa no dia 24 de Maio de 1978.
Estudou no Liceu do Funchal e, posteriormente, ingressou na Faculdade de Direito de Lisboa, onde se licenciou em Julho de 1931 com altas classificações. Regressado à Madeira, foi nomeado subdelegado do procurador da República, tornando-se, em 1935, chefe efectivo da Secretaria Judicial. Foi depois escolhido como vereador da Câmara Municipal do Funchal.
Ainda em 1935, apenas com 26 anos, ascendeu à presidência da Câmara Municipal, tendo permanecido nesse cargo durante onze anos. Durante este período, foi responsável pela realização de obras notáveis no Funchal. Com uma energia e visão assinaláveis, encarregou-se de transformar profundamente a cidade, projectando-a para a modernidade.
Durante a crise provocada pela Segunda Grande Guerra Mundial, rasgou avenidas para dar trabalho aos desempregados e combater a miséria, promovendo a escolarização através da construção de escolas e arrendando casas para professores. Uma tal aceleração na sonolenta vida funchalense haveria de lhe criar inimizades e invejas, especialmente entre os pequenos poderes vigentes, que dominavam a Junta Geral e o Governo Civil. Alguns tentaram vir em seu apoio, mas a situação de rotura viria a ser irreversível.
Em 1946, foi ainda nomeado para mais um mandato de quatro anos à frente da Câmara Municipal mas, devido a desentendimentos com o governador da altura, acabou por ser afastado da autarquia. Após a sua saída, deixou a Madeira e veio viver para Lisboa, só visitando pontualmente a “sua” cidade.
Ao longo da vida, foi condecorado como Oficial da Ordem do Cruzeiro do Sul e com a Comenda da Ordem Militar de Cristo. Postumamente, em 2008, foi-lhe atribuída a Medalha de Honra da Cidade, em homenagem ao seu contributo no desenvolvimento urbano da capital madeirense.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

13 DE JUNHO - FERNANDA BARROSO



EFEMÉRIDE – Maria Fernanda de Sousa Barroso, engenheira técnica química, morreu em 13 de Junho de 2006. Nascera em 1945. Aderiu ao Partido Comunista Português em 1974 e foi membro da direcção da Organização Regional de Lisboa do PCP desde 1979, tendo sido também membro do seu Comité Central entre 1979 e 1996.
Como aluna do Instituto Industrial de Lisboa, participou nas greves estudantis de 1971/72 e era delegada dos alunos nocturnos nas Reuniões Gerais de Alunos (RGA). Colaborou com a Comissão Democrática Eleitoral (CDE) nas eleições de 1973 e participou no movimento católico antifascista. Depois do 25 de Abril de 1974, foi eleita para a Comissão Directiva Provisória do Instituto Industrial de Lisboa e fez parte da Comissão de Trabalhadores do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
Integrou o secretariado da célula do PCP dos trabalhadores do LNEC e, entre outras tarefas, foi responsável pelo Sector de Telecomunicações e pela Organização dos Trabalhadores da Função Pública na Organização Regional de Lisboa do PCP.
Pedro Namora, que trabalhou com ela, recordou na ocasião do seu falecimento «a sua imensa dedicação aos trabalhadores, a fraternidade com que se relacionava com todos, a ternura, o carinho e a imensa sensibilidade com que tratava os militantes mais novos e a preocupação em conhecer a realidade com que cada um se debatia».
Foi durante mais de 25 anos companheira de Álvaro Cunhal. Quis o acaso que falecesse precisamente um ano depois da morte do histórico líder comunista, ocorrida em 13/6/2005. 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

OS MELHORES FUTEBOLISTAS DE TODOS OS TEMPOS


THE ANIMALS - "House Of The Rising Sun" (Live 1964) ...

12 DE JUNHO - DOMINGUÍN



EFEMÉRIDEDomingo Del Campo y Álvarez, conhecido por Dominguín, toureiro espanhol, nasceu em Madrid no dia 12 de Junho de 1873. Morreu em Barcelona, em 7 de Outubro de 1900.
Tendo começado a trabalhar como serralheiro, em breve seria visto como “aprendiz de toureiro” em todas as capeas organizadas ao redor de Madrid.
Em 17 de Dezembro de 1893, apresentou-se como novilheiro na capital espanhola, cidade em que tomou a alternativa em 28 de Outubro de 1898, lidando toros da ganadaria Ibarra e tendo como padrinho Torerito e como testemunhas Lagartijo e Emilio Torres Bombita.
Em 7 de Outubro de 1900, na praça de Las Arenas, em Barcelona, foi colhido com gravidade pelo toiro “Desertor”  da ganadaria Miura, vindo a falecer na enfermaria da praça cinco horas mais tarde.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

11 DE JUNHO - ROBERT E. HOWARD



EFEMÉRIDERobert Ervin Howard, novelista e romancista norte-americano, morreu em Cross Plains (Texas) no dia 11 de Junho de 1936. Nascera em Peaster, também no Texas, em 22 de Janeiro de 1906. A maioria dos seus contos e novelas foram publicados em revistas pulp (revistas muito populares impressas em papel de fraca qualidade, por causa dos custos).
A família morou em várias cidades do Texas e, igualmente, no oeste do estado de Oklahoma, antes de se fixar em Cross Plains (1919).
Encorajado pela mãe, começou a escrever aos 15 anos, inspirado nas histórias publicadas na revista “Adventures”. Quando já estudava na Academia Howard Payne em Brownwood, publicou pela primeira vez um seu trabalho, o conto “Spear and Fang”, na edição de Julho de 1925 da revista “Weird Tales”. Muitos dos seus contos vieram a ser publicadas nesta revista, tendo tido direito a uma chamada na capa em 1926.  A sua inspiração devia-se igualmente às histórias de horror que, em pequeno, ouvira da sua avó e de uma velha tia.
Escreveu histórias de muitos géneros, mas as mais famosas são as de “espada e feitiçaria” (1920/30). Howard criou um dos personagens fantásticos mais populares de todos os tempos – o bárbaro Conan, que fez a sua primeira aparição no conto “The Phoenix on the Sword” em Dezembro de 1932 e lhe assegurou, por si só, a posteridade literária. Para o desenrolar de vários dos seus contos, inventou a Era Hiboriana, que se tratava da própria Terra mas num passado tão longínquo que a era actual nem guardava memória. Criou vários heróis que ficaram célebres. Os seus trabalhos originaram uma serie de seguidores, fazendo de Howard um dos grandes influenciadores no género de feitiçaria, apenas rivalizando com J.R.R. Tolkien.
Na Primavera de 1933, Howard começou a trabalhar com Otis Adelbert Kline, um ex-escritor de “pulps”, que se tornou seu agente literário. Kline incentivou-o a tentar escrever noutros géneros, a fim de se expandir para mercados diferentes.
Entre os géneros que Robert Howard privilegiou, conta-se: Feitiçaria e Terror, Ficção Histórica, Histórias do Boxe, Westerns e Ficção Científica. A sua prosa é directa, rica e excitante, tentando entreter mais do que instruir.  Escreveu também poemas, alguns dos quais inseridos no meio dos enredos dos seus trabalhos em prosa. Uma antologia da sua poesia, “Collected Poetry of Robert E. Howard”, foi publicada postumamente pela REH Fondation, uma fundação destinada a manter viva a memória e as obras do autor. Escreveu também teatro num registo humorístico.
Em 11 de Junho de 1936, aproximadamente às oito horas da manhã, depois de saber que a mãe (vítima da tuberculose) provavelmente nunca sairia do estado de coma em que se encontrava, suicidou-se. Sentou-se no banco da frente do seu carro e disparou uma bala na própria cabeça. Só morreu oito horas depois. Tinha apenas 30 anos de idade. A mãe morreu no dia seguinte e o funeral foi partilhado por ambos.
Algumas das suas obras foram publicadas em banda desenhada e outras adaptados ao cinema, a última das quais em 2011, “Conan the Barbarian”.

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