terça-feira, 30 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE Francisco da Costa Gomes, militar e político português, nasceu em Chaves no dia 30 de Junho de 1914. Faleceu em Lisboa, no Hospital Militar, em 31 de Julho de 2001. Foi o 2º Presidente da República Portuguesa, após a Revolução dos Cravos.
Estudou no Colégio Militar em Lisboa e na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, onde se licenciou em Matemática.
Quando era subsecretário de Estado do Exército esteve envolvido na intentona militar de Abril de 1961, liderada pelo general Botelho Moniz, então ministro da Defesa.
Em 1970, exerceu as funções de comandante da Região Militar de Angola, onde procedeu à remodelação do comando-chefe e tentou negociar um acordo militar com o grupo de guerrilheiros “menos hostis” (UNITA). Em Setembro de 1972, foi chamado para exercer o cargo de chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas. No entanto, viria a ser exonerado em Março de 1974, pouco antes do 25 de Abril, por se ter recusado a prestar lealdade ao governo de Marcelo Caetano numa cerimónia pública.
Após o 25 de Abril, fez parte do grupo de sete militares que compunham a Junta de Salvação Nacional. Entre 25 de Abril e 30 de Setembro de 1974, foi a segunda figura do Estado português, logo abaixo de António de Spínola, exercendo as funções de chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.
Assumiu a Presidência da República por nomeação da Junta de Salvação Nacional, devido à renúncia de Spínola em 30 de Setembro de 1974.
Ocupou o cargo até 27 de Junho de 1976, data em que as primeiras eleições livres para a escolha do Chefe de Estado ditaram a escolha do general Ramalho Eanes para lhe suceder. Em 1982 foi elevado à dignidade de marechal.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE José Leitão de Barros, cineasta português, faleceu em Lisboa no dia 29 de Junho de 1967. Nascera também em Lisboa, em 22 de Outubro de 1896. Distingue-se dos homens do cinema da sua geração pelo sentido estético dos seus filmes e por antecipar, sem ter bases teóricas, todo um movimento cinematográfico que se dedicou à prática da antropologia visual. É o autor da primeira docuficção portuguesa e da segunda etnoficção mundial na história do cinema (Maria do Mar - 1930), tendo sido Moana - 1926, de Robert Flaherty, a primeira.
Frequentou a Faculdade de Ciências e também a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Depois de concluir um curso da Escola Normal Superior de Lisboa, foi professor do ensino secundário (desenho e matemática). Tirou igualmente o curso de arquitectura na Escola de Belas-Artes. Expôs várias obras de pintura em museus portugueses, em Espanha (no Museu de Arte Contemporânea de Madrid) e também no Brasil.
Dramaturgo, teve várias peças em cena no Teatro Nacional de Lisboa e noutras salas. Cenógrafo, foi responsável pela montagem de muitas outras peças. Jornalista, colaborou nos jornais O Século, A Capital e ABC, entre outros, e dirigiu o Domingo Ilustrado, o Notícias Ilustrado e o Século Ilustrado. Foi o principal animador da construção dos estúdios da Tobis Portuguesa, concluídos em 1933.
Organizou, a partir de 1934, vários cortejos históricos e marchas populares das Festas da Cidade, actividade que regularmente manteve durante a década seguinte. Foi secretário-geral da Exposição do Mundo Português e responsável pela organização da ‘’Feira Popular’’ de Lisboa (1943). Foi director da Sociedade Nacional de Belas-Artes.
Interessou-se pelo cinema. “Malmequer” e “Mal de Espanha” (1918) foram os seus primeiros filmes. Neles se salientam duas tendências: a evocação histórica dos temas e a crónica anedótica. Assimilou, por influência de Rino Lupo, o conceito de filme pictórico, desenvolvido pelo francês Louis Feuillade, e também algumas das ideias formais do cinema soviético (Eisenstein).
Em 1930, com “Lisboa, Crónica Anedótica de uma Capital”, misturou actores conhecidos com a gente da rua, antecipando assim tendências modernas. No mesmo ano, rodou ainda “Nazaré a Maria do Mar”.
Depois, filmou “A Severa” (1931), o primeiro filme sonoro português. “Ala Arriba!” (1942), escrito por Alfredo Cortês, apresentava os pescadores da Póvoa de Varzim com uma força dramática pouco vulgar. A Bienal de Veneza deu-lhe um dos seus prémios.
Publicou: “Elementos de História de Arte” e “Os Corvos” (crónicas anteriormente inseridas no jornal Diário de Notícias).

domingo, 28 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEMel Brooks, de seu verdadeiro nome Melvin Kaminsky, actor e cineasta norte-americano, nasceu em Nova Iorque no dia 28 de Junho de 1926.
Tem como origem uma família judia russa, radicada nos Estados Unidos. Depois de ter servido no exército, quando da Segunda Guerra Mundial, dedicou-se à comédia “standup”.
Ganhou o Oscar de Melhor Argumento Original em 1968, com o filme “Primavera para Hitler”, sendo nomeado mais duas vezes em 1974. Tornara-se muito conhecido ao produzir, em parceria com Buck Henry, a série de televisão “Get Smart”, exibida no período de 1965 a 1970.
Recebeu duas nomeações para o Globo de Ouro, na categoria de Melhor Actor - Comédia/Musical (1976 e 1977). Antes, em 1968, fora nomeado também como Melhor Argumentista.
A sua especialidade é parodiar os diversos géneros cinematográficos. Depois de satirizar os filmes de agentes secretos com o impagável “Get Smart”, a partir da década de 1970 Brooks faria o mesmo com os western, os filmes de terror, de aventura e de suspense, filmes bíblicos e de ficção de científica e mesmo com o cinema mudo.
Em 1991 fez uma tentativa de filme “sério” mas foi um fracasso, voltando ao seu estilo predilecto.
Em 2001 surgiu com a versão teatral do seu filme “The Producers” e conheceu de novo a fama ao ganhar um Prémio Grammy, doze “Tony Awards” e um “Emmy”.

sábado, 27 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEGuilhermina Augusta Xavier de Medin Suggia, célebre violoncelista portuguesa, nasceu no Porto em 27 de Junho de 1885. Faleceu na mesma cidade em 30 de Julho de 1950.
Os pais eram de ascendência italiana e espanhola. O pai foi violoncelista no Real Teatro de São Carlos e professor no Conservatório de Música de Lisboa. Guilhermina começou a estudar música aos 5 anos e a sua primeira apresentação em público aconteceu dois anos depois em Matosinhos.
Guilhermina ao violoncelo e sua irmã Virgínia (3 anos mais velha) ao piano, eram frequentemente convidadas para actuar nos meios culturais portuenses. Com apenas 13 anos, Guilhermina já era violoncelista principal da Orquestra da Cidade do Porto, tocando também num quarteto de cordas.
Em 1898 teve aulas durante algumas semanas com o famoso violoncelista catalão Pablo Casals, que estava a actuar nesse Verão no Casino de Espinho.
Em 1901 as duas irmãs actuaram no Palácio Real de Lisboa. Com 15 anos, Guilhermina respondeu a uma interpelação da rainha Dona Amélia sobre qual era o sonho da sua vida, dizendo que gostaria de aperfeiçoar os seus conhecimentos musicais no estrangeiro.
Uns meses depois a coroa portuguesa concedeu-lhe uma bolsa para estudar num local à sua escolha, o que possibilitou a sua ida, acompanhada pelo pai, para o Conservatório de Leipzig na Alemanha. A vida dos dois em Leipzig era extremamente difícil, pois a bolsa cobria os custos com as aulas e a estadia de Guilhermina, mas não a do pai nem outras despesas que iam ocorrendo. Apesar da agudização da situação financeira, o regresso de Guilhermina a Portugal foi adiado sucessivamente até à sua apresentação histórica no concerto comemorativo do aniversário da Orquestra Gewandhaus em Fevereiro de 1903. Tinha então 17 anos. Nunca um intérprete tão jovem tinha actuado com a orquestra, muito menos como solista e menos ainda do sexo feminino. O sucesso foi total e, face aos pedidos do público, o maestro pediu-lhe que repetisse toda a actuação. Começava ali o seu sucesso internacional.
Em 1903 regressou ao Porto, conquistando o público portuense. A vida de Guilhermina transformara-se completamente e a partir dessa altura foi acolhida nas salas de concerto de quase toda a Europa.
Em 1906 Suggia encontra-se em Paris a tocar para Casals. Nesse mesmo ano começam a partilhar a mesma casa. O romance com Pablo Casals, encheu as páginas dos jornais. Em 1913 o casal separou-se de forma inesperada, possivelmente por motivos passionais. Guilhermina mudou-se para Londres no ano seguinte e Casals casa-se com uma cantora norte-americana.
Durante a sua estadia em Londres, tocou em várias orquestras. Os seus recitais no Royal Albert Hall e no Wigmore Hall mereceram as melhores críticas da imprensa. As entradas em palco eram imponentes e as interpretações revelavam um domínio completo do instrumento e a compreensão total das obras tocadas.
Em 1923 o Governo de Portugal agraciou-a com o oficialato da Ordem de Santiago da Espada, uma honra raras vezes concedida a senhoras, e em 1937 foi promovida a comendador da mesma Ordem. Em 1938 foi-lhe concedida a Medalha de Ouro da cidade do Porto.
Apesar de se manter ligada à capital inglesa, Guilhermina tinha adquirido em 1924 uma casa no Porto, onde se veio a casar com um médico. Nos anos 1930 regressou definitivamente à terra natal, actuando em várias cidades.
No final dos anos 1940 promoveu, com a directora do Conservatório de Música do Porto, a criação da Orquestra Sinfónica do Conservatório, tendo Guilhermina sido solista no concerto de apresentação em 1948 no Teatro Rivoli.
Em 1949, já com uma doença grave a afligi-la, ainda criou o Trio do Porto. Em Maio de 1950 tocou pela última vez em público, num recital no Teatro Aveirense.
Em Junho foi sujeita a uma cirurgia numa clínica de Londres, sendo-lhe detectado um tumor canceroso inoperável. Na ocasião foi acarinhada pelos amigos e ficou especialmente sensibilizada pelo bilhete e pelas flores recebidas da Rainha de Inglaterra. Faleceu pouco tempo depois, já na sua casa nortenha.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE Gilberto Passos Gil Moreira, cantor, compositor e político brasileiro, nasceu em Salvador da Bahia no dia 26 de Junho de 1942.
Estudou no Colégio Maristas e frequentou uma academia de acordeão. Quando estava no secundário, recebeu da mãe um violão e tomou contacto com o trabalho de João Gilberto, que o influenciou de imediato.
Nos tempos de Faculdade conheceu Caetano Veloso, sua irmã Bethânia e Gal Costa. Realizaram o primeiro espectáculo em conjunto, na inauguração do Teatro Vila Velha em 1964, com o show "Nós, Por Exemplo”.
Formou-se em Administração de Empresas no ano seguinte e mudou-se com a esposa para São Paulo.
Nos fins de 1968, Gil e Caetano Veloso foram presos pelo regime militar brasileiro, devido a supostas actividades subversivas. Após a libertação, ambos se exilaram em Londres.
Nos anos 1970, Gil acrescentou ao seu já vasto reportório elementos novos da música africana, norte-americana e jamaicana (reggae), gravando vários discos. Fez uma tournée pelos Estados Unidos e gravou um álbum em inglês. De volta ao Brasil, em 1975, gravou “Refazenda”, um dos mais importantes trabalhos que, ao lado de “Refavela”, gravado após uma viagem ao continente africano, e “Realce”, formariam a trilogia “RE”.
Foi o único latino a participar no Festival da Ilha de Wight, em 1970, representando a Tropicália, ao lado dos maiores astros do rock-pop mundial da época, como The Who, Jimi Hendrix e The Doors.
Ao lado dos colegas Caetano Veloso e Gal Costa, lançou o disco “Doces Bárbaros”, com o grupo baptizado com o mesmo nome e idealizado por Maria Bethânia, que era uma das vozes da banda. O disco foi considerado uma obra-prima. “Doces Bárbaros” foi tema de filme, DVD e enredo de uma escola de samba. Inicialmente o disco era par ser gravado em estúdio, mas por sugestão de Gal e Bethânia, foi um espectáculo ao vivo que ficou registado na gravação.
Em 1980 fez uma versão em português de “No Woman, No Cry”, sucesso de Bob Marley & The Wailers que foi um grande sucesso.
Integrou o grupo de intérpretes que viajou pelo Brasil durante dois anos com o projecto “O Grande Circo Místico”, um dos maiores e mais completos espectáculos teatrais apresentados no país. Gil interpretava a canção “Sobre todas as coisas” composta pela dupla Chico Buarque e Edu Lobo.
Gilberto Gil compôs para dezenas de artistas, como Elis Regina, Simone, Maria Bethânia, Gal Costa, Zizi Possi, Daniela Mercury e Ivete Sangalo.
Em 1989, ao mesmo tempo que gravava, fazia espectáculos e se envolvia em causas sociais, foi eleito vereador em Salvador, sua cidade natal, pelo Partido Verde (PV).
Em 2003, foi nomeado para o cargo de Ministro da Cultura, cargo que ocupou durante cinco anos e meio, voltando depois a dedicar-se exclusivamente à vida artística.
Recebeu o Prémio Grammy Latino de Personalidade do Ano em Miami (2003), o Prémio Polar Music da Suécia (2005) e foi doutorado honoris causa pela Universidade de Aveiro (2006).

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEGeorges Courteline, pseudónimo de Georges Victor Marcel Moinaux, romancista e dramaturgo francês, nasceu em Tours no dia 25 de Junho de 1858. Faleceu em Paris no mesmo dia (25 de Junho) de 1929, há precisamente oitenta anos.
Courteline definia-se a si próprio como um observador atento da vida quotidiana. Inspirando-se das suas experiências militares, de funcionário do ministério dos Cultos, de frequentador habitual dos cafés parisienses ou de passeante solitário, esforçou-se por descrever as pequenas comédias humanas, em pequenas peças de um acto, em contos e em romances. Criou assim, de forma magistral, personagens cómicas, pelo contraste existente entre as suas modestas condições e os seus egos demasiadamente desenvolvidos. O seu génio foi o de fazer rir o público, ao mesmo que fazia atrair a simpatia e a indulgência para estes personagens tão verdadeiros e tão humanos.
A caneta de Courteline tinha a simplicidade e a pureza dos grandes clássicos. A isso se ficou a dever uma notoriedade rápida. Foi convidado a escrever para vários Teatros e, em 1926, foi eleito para a Academia Goncourt.
Viveu desde os cinco anos no bairro de Montmartre, mesmo depois de se casar. Diariamente, descia até ao café habitual, que foi o seu laboratório e local de trabalho, onde encontrava as suas «amostras da estupidez humana».

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mote:
«Poesia é chama ardente,
É doce, meiga e dorida,
Crepita dentro da gente,
E ateia a chama da vida.»
Isidoro Cavaco

A POESIA

Transmitindo por sinais
O que o coração sente,
Com palavras racionais
Poesia é chama ardente.

Dedicada com carinho
À pessoa mais querida,
Ameniza o caminho,
É doce, meiga e dorida.

Traz-nos a paz e a calma,
É verdadeira, não mente,
Aquece a nossa alma,
Crepita dentro da gente.

Traduzindo sentimentos
Quando ela é bem sentida,
Cria-nos novos alentos
E ateia a chama da vida.


Gabriel de Sousa
Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE Ambrose Gwinnett Bierce, crítico satírico, escritor e jornalista norte-americano, particularmente conhecido pela sua obra “O Dicionário do Diabo”, nasceu em Horse Cave Creek, no Ohio, em 24 de Junho de 1842. Faleceu em data desconhecida, provavelmente em 1914.
Bierce fez do cinismo, misturado com o humor negro, a sua imagem de marca. A família, a nação, a raça humana, nada escapava aos seus remoques, ainda hoje repetidos nos Estados Unidos. Além do já citado “Dicionário”, escreveu imensas novelas.
De origem modesta, ele foi autodidacta e exerceu muito cedo vários ofícios. Chegou a estar inscrito numa escola militar, mas só lá ficou durante um ano.
Tinha 19 anos quando eclodiu a Guerra da Secessão. Alistou-se no 9º regimento de voluntários de Indiana e tornou-se oficial do lado dos “anti-escravatura”. Foi promovido a tenente em 1863. Ferido na Batalha de Kennesaw Mountain em 23 de Junho de 1864, só foi desmobilizado no fim da guerra em 1865. As suas experiências e as imagens de carnificinas a que assistiu marcariam profundamente muito do que escreveu.
Emigrou para o Oeste e trabalhou no “News-Letter & California Advertiser” de São Francisco, onde manteve uma rubrica satírica. Tornou-se chefe de redacção aos 26 anos, mercê da sólida reputação adquirida.
Casou-se em 1871, publicou a sua primeira novela no mesmo ano e partiu para Inglaterra à procura de fortuna. Regressou, pobre como tinha ido, em 1875. Para ganhar a vida, teve de novo vários empregos, antes de voltar ao jornalismo em 1881. Como redactor do jornal “Wasp”, nele publicou as primeiras definições do futuro “Dicionário do Diabo”, que seria editado em livro no ano de 1906.
William Randolph Hearst, magnata da imprensa, contratou-o depois e daí começou uma frutuosa colaboração. Paralelamente, continuou a escrever novelas. A sua vida privada foi porém infeliz: o primeiro filho suicidou-se em 1889, separou-se da mulher em 1891 e o segundo filho morreu em 1901 na sequência de doença provocada pelo alcoolismo.
Novelista excelente, as suas obras são encontradas frequentemente em antologias de contos americanos. Aos 71 anos, Bierce seguiu em viagem para o México e desapareceu sem deixar rasto. A teoria mais popular (mas não confirmada) diz que ele foi fuzilado pelos revolucionários do exército de Pancho Villa. O local e a data de sua morte são incertos, provavelmente em Dezembro de 1913 ou 1914, talvez no México...

terça-feira, 23 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEElza da Conceição Soares, cantora de samba, bossa nova, sambalanço e música popular brasileira, nasceu no Rio de Janeiro em 23 de Junho de 1937.
Nascida e criada numa favela do Rio, Elza participou num show de caloiros apresentado pelo conhecido músico brasileiro Ary Barroso e foi a melhor classificada.
Nos anos 1950 foi protegida por Louis Armstrong que queria levá-la para cantar com ele nos Estados Unidos. No fim da década de 1950, Elza Soares fez uma tournée de um ano pela Argentina. Tornou-se muito popular com a sua primeira música "Se Acaso Você Chegasse", na qual juntou um pouco de jazz ao samba. Mudou-se depois para São Paulo, onde se apresentou em teatros e outras salas de espectáculo. A voz rouca e vibrante tornou-se a sua marca pessoal. Após terminar o seu segundo LP, A Bossa Negra, Elza foi ao Chile representar o Brasil nos Mundiais de Futebol - 1962. O seu estilo fascinava o público, tanto no Brasil como no estrangeiro.
Nos anos 70, Elza fez nova tournée, então pelos Estados Unidos e pela Europa. Em 2000, foi premiada como "Melhor Cantora do Milénio" pela BBC de Londres, quando se apresentou num concerto com Gal Costa, Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso. No mesmo ano, estreou uma série de shows de vanguarda.
Foi casada com Garrincha, com quem teve um filho, que morreu aos 6 anos num acidente com o automóvel que ela conduzia. Nunca mais quis ter filhos e separou-se de Garrincha.
Elza Soares teve inúmeras músicas no topo das listas de sucesso no Brasil ao longo de sua carreira. Contam-se entre os seus maiores êxitos: "Se Acaso Você Chegasse", "Boato", "Cadeira Vazia", "Só Danço Samba", "Mulata Assanhada" e "Aquarela Brasileira". Alguns dos álbuns de Elza foram republicados em versões CD.
Em 2002, o álbum “Do Cóccix Até O Pescoço” garantiu-lhe uma nomeação para o Prémio Grammy. O disco recebeu críticas calorosas da imprensa da especialidade e divulgou uma espécie de “quem é quem” de artistas brasileiros que com ela colaboraram: Caetano Veloso, Chico Buarque, Carlinhos Brown e Jorge Ben Jor, entre outros. O lançamento impulsionou numerosas e bem-sucedidas tournées pelo mundo.
Em 2004, Elza lançou o álbum “Vivo Feliz”, em que continuou a fazer uma miscelânea de samba e bossa nova com música electrónica e efeitos modernos.
Em 2007, nos Jogos Pan-americanos do Brasil, Elza interpretou o Hino Nacional Brasileiro, no início da cerimónia de abertura, no Maracanã, perante 80 000 pessoas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEJudy Garland, de seu verdadeiro nome Frances Ethel Gumm, actriz e cantora norte-americana, considerada por muitos como uma das maiores estrelas de filmes musicais da “Era de Ouro” de Hollywood, faleceu em Londres no dia 22 de Junho de 1969, completam-se hoje quarenta anos. Nascera em Grand Rapids, no Minnesota, em 10 de Junho de 1922.
Judy Garland iniciou muito cedo a sua carreira artística, pois aos quatro anos já participava num grupo com as irmãs (The Gumm Sisters).
Entrou em dois filmes com Mickey Rooney (uma dezena no total), quando começou a ser notada pelo público, mas o sucesso absoluto viria com “O Feiticeiro de Oz”. Tinha então 16 anos e recebeu um Oscar especial pelo seu trabalho. Foi nesse período que o estúdio MGM anexou uma cláusula ao seu contrato, em como ela não poderia engordar nem perder a voz. Sentindo-se exageradamente pressionada, tentou o suicídio por diversas vezes.
Dependente de remédios, com tendência para engordar e fama de ser de difícil trato, acabou por ser demitida pela MGM e afastou-se do cinema. Virou-se para a música e ganhou 5 Grammys. Em Inglaterra foi encontrar um público que a apreciava. Voltou ao cinema com o filme “Nasce uma estrela” e foi nomeada para o Oscar de Melhor Actriz, perdendo-o para Grace Kelly.
Nos anos 1960 continuou a sua carreira e foi convidada pela CBS para apresentar o “The Judy Garland Show”. Participou em vários filmes musicais com Gene Kelly, Fred Astaire, Ginger Rogers, todos com grande êxito.
Judy foi um dos exemplos de como a fama precoce e o excesso de trabalho podem destruir uma pessoa: drogas e álcool desde muito cedo fizeram parte de sua vida. Drogas para dormir, drogas para acordar, anti-depressivos, álcool nas festas, etc. A própria vida privada, cheia de desilusões, fizeram-na entregar-se aos barbitúricos. Em muitos momentos, as filmagens eram interrompidas para que ela pudesse recuperar.
Casou várias vezes, outros tantos fracassos que também não a ajudaram. Do seu casamento com Vincent Minnelli nasceu a também célebre Liza Minnelli.
Aos 47 anos o seu rosto já mostrava os efeitos dos excessos. Cheia de dívidas, acabou por morrer de overdose acidental de medicamentos, quando ainda cantava com grande sucesso. Hollywood em peso prestou-lhe as últimas homenagens. Frank Sinatra pagou o funeral e afirmou que ela «era maior estrela que todos nós juntos». A sua cidade natal viria a consagrá-la com um museu.

domingo, 21 de junho de 2009

no comments...

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEMichel François Platini, ex-futebolista francês e actual presidente da UEFA, nasceu em Jœuf no dia 21 de Junho de 1955.
Foi um dos maiores jogadores de todos os tempos, embora o início da sua carreira não tenha sido fácil: promovido precocemente às equipas dos “mais velhos”, em virtude do seu talento, acabava por ficar quase sempre no banco de suplentes, devido ao seu físico franzino e a uma suposta dificuldade respiratória e insuficiência cardíaca.
Platini foi então para o Nancy (1972/1979), estreando-se na equipa principal aos 17 anos. Aos 18, já era titular. Em 1978, dois anos após se estrear pela Selecção Francesa, contribuiu para que o Nancy conquistasse a Taça de França e alinhou pela equipa nacional francesa nos Mundiais de 1978.
Um ano depois, já era considerado o melhor jogador do país e transferiu-se para o Saint-Étienne (1979/1982). Ganhou a Primeira Liga de 1981 e um ano depois a sua segunda Taça de França. Esteve nos Mundiais de Espanha em que a França se quedou pelo 4º lugar.
Mudou-se para o Juventus onde esteve cinco anos e fez história: foi três vezes consecutivas o Melhor Marcador (1984/1986) e Campeão de Itália em 1984 e 1986, venceu uma Taça Europeia dos Vencedores de Taças (1984), uma Taça de Itália (1983), uma Super-taça da UEFA (1984), uma Liga dos Campeões e uma Taça Intercontinental (1985). Foi “Bola de Ouro” (France Football) em 1983, 1984 e 1985. Os holandeses Johan Cruijff e Marco van Basten também venceram este último troféu por três vezes, mas em anos alternados. Em 1984, Platini fez parte da equipa francesa que conquistou os Europeus.
Após abandonar o futebol em 1987, foi técnico da selecção nacional francesa (1988/1992) e presidente do Comité Organizador dos Mundiais de 1998 realizados no seu país. Em 2007, foi eleito presidente da UEFA, prometendo combater os maiores flagelos do futebol : «o racismo, a xenofobia, as transacções financeiras duvidosas, as apostas clandestinas, os “desvios” na profissão de agente e o doping».
A revista “France Football” designou-o como “o melhor futebolista francês do século”.

sábado, 20 de junho de 2009

Humor negro...

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEEduardo Chivambo Mondlane, um dos fundadores e o primeiro presidente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), organização que lutou pela independência de Moçambique do domínio colonial português, nasceu em Manjacaze, Gaza, em 20 de Junho de 1920. Morreu em Dar Es Salaam no dia 3 de Fevereiro de 1969, assassinado por uma encomenda armadilhada. O dia da sua morte é celebrado em Moçambique como o Dia dos Heróis Moçambicanos.
Filho de um chefe tradicional, Mondlane estudou numa missão de presbíteros suíços, terminou os estudos secundários numa escola da mesma igreja na África do Sul e, depois de uma curta passagem pela Universidade de Lisboa, foi financiado, ainda pelos suíços, para fazer os estudos superiores nos Estados Unidos da América onde se doutorou em Sociologia.
Trabalhou para as Nações Unidas, como investigador dos acontecimentos que levaram à independência dos países africanos e foi também professor de história e sociologia na Universidade de Siracusa, em Nova Iorque. Nessa época (anos 1950), Mondlane teve contactos com Adriano Moreira, ministro português que queria recrutá-lo para trabalhar na administração colonial; Mondlane, pelo seu lado, tentou convencê-lo da necessidade de Portugal seguir o caminho dos restantes países, que estavam a aceitar a independência das suas colónias africanas.
Em 1961, visitou Moçambique, a convite da Missão Suíça, e teve contactos com vários nacionalistas, onde se convenceu que as condições estavam criadas para a fundação de um movimento de libertação. Por essa altura e, independentemente, formaram-se três organizações com o mesmo objectivo: a UDENAMO, a MANU e a UNAMI. Estas organizações tinham sedes em países diferentes e bases sociais e étnicas também diferenciadas, mas Mondlane tentou uni-las, o que conseguiu, com o apoio do presidente da Tanzânia, Julius Nyerere. A FRELIMO foi então criada na Tanzânia, com base naqueles três movimentos, em 25 de Junho de 1962, e Mondlane foi eleito seu primeiro presidente.
Por essa época, Mondlane já tinha concluído que não seria possível conseguir a independência de Moçambique sem uma guerra de libertação, mas era necessário estudar uma estratégia e obter apoios para a levar a cabo, o que Mondlane começou a fazer. Os primeiros guerrilheiros foram treinados na Argélia e, entre eles, contava-se Samora Machel que substituiria Mondlane após a sua morte. Outros foram treinados na Tanzânia, onde a FRELIMO abriu também uma escola secundária, o Instituto de Moçambique.
A luta armada foi desencadeada em 25 de Setembro de 1964, com o ataque de um pequeno grupo de guerrilheiros ao posto administrativo de Chai, na província de Cabo Delgado, a cerca de 100 km da fronteira com a Tanzânia.
Eduardo Mondlane viria a morrer cinco anos depois ao abrir uma encomenda que continha uma bomba. Mais tarde, descobriu-se que a encomenda teria sido preparada em Lourenço Marques (hoje Maputo), pela PIDE, a polícia política portuguesa. Mas como chegou às suas mãos e porque foi ele a abri-la nunca ficou esclarecido.
Mondlane deixou viúva, Janet Mondlane, que foi a primeira Directora Nacional da Acção Social de Moçambique independente e a primeira presidente do Conselho Nacional contra a SIDA, já nos anos 2000-2004. Mondlane escreveu um livro ("Lutar por Moçambique"), que só foi publicado alguns meses após a sua morte e que detalha o sistema colonial português, bem assim como aquilo que seria necessário fazer para desenvolver o país.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Homem prático...

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEOsamu Dazai, de seu verdadeiro nome Shuji Tsushima, um dos escritores japoneses mais célebres do século XX, nasceu em Tsugaru no dia 19 de Junho de 1909. Faleceu em 13 de Junho de 1948. Ele é sobretudo conhecido pelo seu estilo irónico e pessimista, assim como pela sua obsessão pelo suicídio.
Originário de uma família rica, com muitos irmãos, com um pai muitas vezes ausente e uma mãe doente, foi educado em pensionatos durante toda a sua infância. Era um aluno brilhante e cedo começou a escrever muito bem, editando publicações estudantis e publicando nelas os seus escritos.
A sua vida começou a mudar quando o escritor Akutagawa Ryūnosuke, que ele idolatrava, se suicidou em 1927. Desinteressou-se dos estudos, passou a gastar o seu dinheiro em álcool, com vestuário e com prostitutas. Interessou-se pelo marxismo que era severamente reprimido pelo governo da época. Muitas vezes, nas suas obras deste período dizia sentir-se culpado de ter nascido na “má classe social”. Em 10 de Dezembro de 1929, noite anterior aos exames de fim de ano, tentou suicidar-se com uma overdose de soníferos. Sobreviveu e veio a diplomar-se no ano seguinte.
Inscreveu-se na Faculdade de Literatura Francesa da Universidade Imperial de Tóquio, mas interromperia em breve os seus estudos. Fugiu com uma gueixa o que lhe valeu a expulsão da sua própria família. Nove dias depois tentou suicidar-se por afogamento numa praia, juntamente com uma jovem que acabara de conhecer. A jovem morreu, mas ele foi salvo por pescadores que passavam naquela zona.
Casou-se com a gueixa e pouco tempo depois foi detido por ligações ao Partido Comunista Japonês. Depois de sair em liberdade conheceu o escritor Ibuse Masuji, que o ajudou a publicar as suas primeiras obras e a obter uma melhor reputação.
Seguiram-se anos muito produtivos, passando em 1933 a assinar com o pseudónimo com que ficaria conhecido. Não conseguindo acabar os estudos nem arranjar trabalho num jornal, tentou enforcar-se em 19 de Março de 1935. Três semanas depois, foi hospitalizado com uma apendicite aguda. Durante este tempo tornou-se dependente de “Pabinal”, um analgésico à base de morfina. Em 1936 levaram-no para um instituto psiquiátrico, onde foi fechado e obrigado a desintoxicar-se. Durante a sua ausência, a mulher cometeu adultério com o melhor amigo de Osamu. Tentou suicidar-se, juntamente com a sua mulher, com soníferos, mas não foram bem sucedidos. Divorciaram-se pouco tempo depois.
O Japão entrou na Segunda Grande Guerra em 1941. Osamu não foi mobilizado por motivos de saúde (tuberculose diagnosticada). A sua casa ardeu por duas vezes durante os bombardeamentos americanos, mas Osamu escapou sempre sem ferimentos. Atingiu o apogeu da sua carreira literária nos anos que se seguiram à guerra. Em 1947 escreveu “Shayo”, a sua obra mais conhecida, que descreve o declínio da nobreza japonesa do pós-guerra, o que o tornou mais célebre e popular.
Bebendo sempre muito, tornou-se alcoólico e a saúde continuou a deteriorar-se. Na Primavera de 1948, afogou-se com a sua companheira de então no canal Tamagawa, situado ao lado de sua casa. Os corpos só foram encontrados seis dias depois, precisamente quando ele completaria 39 anos de idade.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE Celly Campello, de seu verdadeiro nome Célia Benelli Campello, cantora e precursora do rock no Brasil, nasceu em Taubaté no dia 18 de Junho de 1942. Faleceu em Campinas, em 4 de Março de 2003.
Dançou o "Tico-Tico no Fubá", aos cinco anos, numa festinha infantil. Com seis anos cantou na Rádio Cacique e tornou-se uma das participantes do Clube do Guri (Rádio Difusora de Taubaté). Estudou piano, violão e ballet durante a infância.
Aos doze anos já tinha o seu próprio programa de rádio. Em 1958 gravou um disco em São Paulo, numa das faces do primeiro “78 rotações” do irmão Tony Campello, que a acompanhou em boa parte da sua carreira. Estreou-se na televisão com o programa “Campeões do Disco” da TV Tupi, em 1958. No ano seguinte estreou um programa ao lado do irmão, intitulado “Celly e Tony em Hi-Fi”, na Rede Record, o qual apresentou durante dois anos.
Atingiu o apogeu da sua carreira em 1959 com a versão brasileira de “Stupid Cupid”. A música foi lançada num programa do Chacrinha e tornou-se um sucesso em todo o Brasil. Nesse mesmo ano participou na longa-metragem “Jeca Tatu”.
Gravou grandes sucessos (Lacinhos Cor-de-Rosa, Billy, Banho de Lua, etc.) que lhe valeram inúmeros prémios e troféus, inclusivamente no estrangeiro, o que lhe deu o título de “Rainha do Rock Brasileiro”.
Para desgosto de toda uma geração, Celly abandonou a carreira no seu auge, aos 20 anos, para se casar e morar em Campinas. Foi em 1962 e José Eduardo Gomes Chacon era seu namorado desde a adolescência.
Em 1976 regressou a um breve estrelato interpretando a telenovela “Estúpido Cupido” na TV Globo. Incentivada pelo sucesso, tentou retomar a carreira, chegando a gravar um disco e fazendo alguns espectáculos. Com o fim da telenovela, voltou ao anonimato.
Vítima de doença cancerosa, morreu no Hospital Samaritano, em Campinas, num triste dia de Março. Foi uma grande perda para o Brasil e uma saudade para Portugal, onde as suas canções eram muito populares.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDETigran Vartanovich Petrosian, jogador de xadrez e campeão do mundo da modalidade, nasceu em Tbilisi, na Geórgia, em 17 de Junho de 1929. Faleceu em Moscovo no dia 13 de Agosto de 1984, vítima de doença cancerosa no estômago.
O pai era porteiro de um lar do ”Exército Vermelho” e o pequeno Tigran assistia frequentemente a partidas de xadrez disputadas entre os oficiais que ali residiam. Aos doze anos aprendeu as respectivas regras.
Os pais morreram quando ele tinha quinze anos e Petrosian teve de ir trabalhar para prover o sustento dos seus irmãos. Não tirou porém da cabeça a sua paixão pelo xadrez. Participou em 1945 nos campeonatos da URSS de juniores, que venceu, o mesmo acontecendo no ano seguinte. A partir de 1949 instalou-se em Moscovo
Os seus resultados no torneio trienal, que determina o jogador que se bate com o campeão do mundo pelo título da modalidade, demonstraram uma sólida evolução: 5º em Zurique em 1953, 3º lugar partilhado em Amesterdão em 1956, 3º na Jugoslávia em 1959 e 1º em Curaçau em 1962. Em 1963 derrotou Mikhail Botvinnik, tornando-se campeão do mundo. Obtivera o título de Mestre Internacional em 1952 e foi Campeão do Mundo de 1963 a 1969.
Em 1968 fez um mestrado na Universidade de Yerevan, tendo apresentado a tese “Lógica no Xadrez”.
Foi quatro vezes campeão da URSS (1959, 1961, 1969 e 1975) e ficou conhecido pelas pouquíssimas derrotas que sofreu durante toda a sua carreira.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE Ivan Guimarães Lins, cantor e músico brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 16 de Junho de 1945.
Muito influenciado pelo jazz, bossa nova e soul, tem como principal instrumento o piano, que toca desde os dezoito anos. Licenciou-se em engenharia química no final dos anos 60, precisamente quando iniciou a carreira musical em festivais. O primeiro sucesso como compositor foi com a canção “Madalena”, gravada por Elis Regina. No entanto, Simone tem sido, de forma unânime, considerada a maior intérprete da sua música.
Teve muitos sucessos como cantor, entre os quais “Abre Alas”, “Somos todos iguais nesta noite” e “Começar de novo”. Esta última canção, cantada por Simone, foi o tema de abertura da telenovela “Malu Mulher”, tornando-se um grande sucesso da época.
Lançou inúmeros discos, quase todos com enorme êxito, tendo trocado de editora por diversas vezes. No decorrer dos anos 70, a sua obra incluiu muitos temas políticos. A partir da segunda metade dos anos 80, começou a desenvolver a sua carreira internacional, principalmente nos Estados Unidos, onde algumas das suas canções foram interpretadas por grandes astros mundiais, como Quincy Jones, George Benson, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan e Barbra Streisand.
Em 1991, com o amigo e parceiro Vítor Martins, fundou a editora “Velas”, totalmente nacional e independente, uma tentativa para dar mais espaço aos cantores brasileiros já conhecidos, mas esquecidos pelas empresas multinacionais, e para o surgimento de novos valores.
Ivan Lins é autor das bandas sonoras de alguns filmes e ganhou o “Prémio de Melhor Banda Sonora” no 3º Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira em Portugal. Ele é um dos compositores brasileiros mais gravados no exterior e já foi indicado para o Prémio Grammy. Uma das suas músicas (“Camaleão”) ganhou aliás um Grammy em 2001 na categoria Pop Vocal interpretada por Groover Washington Jr.
Em Maio de 2008 fez um concerto no Lincoln Center de Nova Iorque. As suas aparições na Europa têm sido mais raras (Festival de Montreux em 1987, Festival de Viena em 1997 e New Morning em Paris).

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEKonstantin Dmitrievich Balmont, poeta simbolista e uma das maiores figuras da “Idade de Prata” da poesia russa, nasceu perto de Vladimir no dia 15 de Junho de 1867. Faleceu em Noisy-le-Grand, França, em 24 de Dezembro de 1942.
Oriundo de uma família nobre, começou em 1886 os estudos superiores de Direito, mas foi expulso da Universidade por ter participado numa manifestação de estudantes.
O seu primeiro livro de poesia foi publicado em Iaroslavl em 1890. Cinco anos depois, juntou-se ao movimento simbolista. As viagens que fez pelo mundo inteiro forneceram-lhe detalhes exóticos para os seus poemas.
Segundo Nikita Struve, na sua antologia da poesia russa, a obra imensa de Balmont (dez volumes) nunca foi estudada. Ele renovou no entanto a técnica do verso, inventando novas sonoridades.
Traduziu para russo, entre outros escritores, Henrik Ibsen, Edgar Allan Poe, Pedro Calderón de la Barca e Walt Whitman.
Depois de ter saudado a revolução bolchevique de 1917, criticou-a e afastou-se, indo viver para França onde morreu pobre e esquecido.

domingo, 14 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEManuel Vázquez Montalbán, jornalista, romancista, ensaísta, poeta e novelista espanhol, nasceu em Barcelona no dia 14 de Junho de 1939. Faleceu em Banguecoque, na Tailândia, em 18 de Outubro de 2003, vítima de crise cardíaca quando se encontrava no aeroporto.
O seu pai, Evaristo Vázquez, republicano exilado em França, entrou clandestinamente em Espanha para conhecer o filho recém-nascido e foi preso. Montalbán só o conheceria quando já tinha cinco anos. Enquanto estudava jornalismo, trabalhou como cobrador de uma agência funerária e deu aulas no seu bairro. Estudou Filosofia e Letras na Universidade Autónoma de Barcelona.
O seu primeiro trabalho profissional foi uma biografia do Cid. Em 1960 foi chefe nacional de propaganda do “Servicio Universitário del Trabajo” e depois colaborador interno da imprensa do “Movimiento”. Passou um ano e meio na prisão por ter participado numa manifestação. Ali escreveu o seu ensaio “Informe sobre la información” (1963). Entre 1963 e 1969 foi-lhe proibido o acesso aos meios de comunicação e foi-lhe retirado o passaporte até 1972.
Colaborou na revista “CAU” (1970-74), foi colaborador fixo da “Triunfo” e colaborador assíduo das revistas “Mundo Obrero”, “La Calle”, “Siglo XX”, “Por Favor”, “Interviu” e do jornal “El País”. Em 1977 ingressou no Comité Central do Partido Socialista Unificado da Catalunha.
Montalbán criou em 1972 a célebre figura do detective Pepe Carvalho, protagonista de uma série policial. Escreveu ainda livros de poesia e vários ensaios. Publicou também a “Autobiografia do General Franco” (1992).
Personalidade dificilmente catalogável, definia-se a si próprio como «jornalista, romancista, poeta, ensaísta, antologista, prefacista, humorista, crítico e gastrónomo» ou muito simplesmente como «um comunista hedonista e sentimental».
Recebeu vários prémios, de que se salientam: “Prémio Nacional de Narrativa” (1991), “Prémio Europa” (1992) e “Prémio Nacional das Letras Espanholas” pelo conjunto da sua obra (1995).

sábado, 13 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEThierry Sabine, motociclista, piloto de todo-o-terreno francês e organizador de provas desportivas, nasceu em Neuilly-sur-Seine no dia 13 de Junho de 1949. Morreu no deserto do Mali, em 14 de Janeiro de 1986. Ficou conhecido, sobretudo, por ser o criador, o inspirador e um dos fundadores do rali “Paris-Dakar”.
Começou por criar, em 1975, o “Enduro du Touquet”, uma competição regional que, com o decorrer do tempo, teve grande desenvolvimento. Seguidamente promoveu a “Croisière Verte”, um “enduro” que ligava Le Touquet a Sète, por caminhos sinuosos.
Em 1977 perdeu-se no deserto da Líbia, devido a uma tempestade de areia, quando participava no rali “Abidjan - Nice”. Depois de a organização da prova ter abandonado as buscas ao fim de três dias, Sabine, sem combustível na moto, foi encontrado, no limite da desidratação, pelo piloto de uma pequena aeronave que lhe terá dito: «meu amigo, daqui para a frente, tudo o que você viver será lucro». Enquanto esteve perdido, apesar do seu sofrimento, manteve a paixão pelo deserto e prometeu que, se sobrevivesse, organizaria anualmente a maior prova de todo-o-terreno jamais vista, saindo da Europa e atravessando a África através do deserto, evento que mais tarde definiria como «um desafio para os que vão e um sonho para os que ficam». Desde então consagrou a sua vida à organização dos “Paris-Dakar”.
Morreu, no fim de um dia de Janeiro, quando o helicóptero, a partir do qual dirigia o “Dakar”, embateu numa duna, no deserto do Mali, durante uma tempestade de areia. No aparelho seguiam igualmente o cantor francês Daniel Balavoine, uma jornalista, o piloto e um técnico de rádio. Foi erigida uma lápide em sua memória, no deserto do Ténéré, num lugar baptizado desde então “Árvore de Thierry Sabine” devido a uma acácia solitária que ali se encontra.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE - Frédéric Passy, político e pacifista francês, faleceu em Neuilly-sur-Seine no dia 12 de Junho de 1912. Nascera em Paris, em 20 de Maio de 1822.
Recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1901. Foi fundador e presidente da Sociedade Francesa para a Paz.
Oriundo de uma família de notáveis políticos e cientistas, Frédéric preferiu seguir os estudos de jurista. Foi durante algum tempo auditor no Conselho de Estado antes de iniciar a carreira de jornalista.
No seguimento de uma campanha, que organizou no jornal “Le Temps”, contra uma guerra entre a França e a Prússia, fundou a Liga Internacional da Paz em 1867 e, três anos mais tarde, a Sociedade de Arbitragem entre as Nações, antecessora da ONU. Fundou em seguida a União Internacional para a Paz (1889) e facilitou a aproximação entre a França e a Inglaterra.
Em 1877, foi eleito para a Academia das Ciências Morais e Políticas. Pertenceu à Câmara dos Deputados após as eleições de 1881 e 1885. Foi autor de uma lei sobre acidentes de trabalho, favorável aos operários.
Em 1888, à frente de uma delegação de deputados franceses, encontrou William Randal Cremer, que viria a ser Nobel da Paz em 1903. No seguimento desta reunião, que juntou um grupo de parlamentares franceses, britânicos, italianos, espanhóis, dinamarqueses, húngaros, belgas e americanos, foi criada a União Interparlamentar, da qual Frédéric Passy foi um dos primeiros presidentes.
Apaixonado pela pedagogia, Frédéric Passy não abandonou nunca a sua vocação, ensinando até à idade de 81 anos e escrevendo numerosas obras. Defensor dos direitos das Mulheres e favorável à abolição da pena de morte, ele era - no domínio da economia - partidário do mercado livre e dos aforros.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEVasco dos Santos Gonçalves, militar e político português, faleceu em Almancil no dia 11 de Junho de 2005. Nascera em Lisboa, em 3 de Maio de 1921.
Filho de um homem de negócios e antigo jogador de futebol, Vasco Gonçalves estava muito próximo dos ideais comunistas enquanto o pai era salazarista.
Aderiu ao “Movimento dos Capitães”, que levaria à Revolução dos Cravos de Abril 74, numa reunião alargada da sua comissão coordenadora, efectuada na Costa da Caparica em Dezembro de 1973. Coronel de engenharia, integrou a Comissão de Redacção do Programa do Movimento das Forças Armadas, passando a ser o elemento de ligação com o futuro Presidente da República Costa Gomes.
Membro da Comissão Coordenadora do MFA, foi mais tarde primeiro-ministro dos sucessivos governos provisórios (2º a 5º, em 1974/1975). Tido geralmente como pertencente ao grupo de militares próximos do Partido Comunista, perdeu toda a sua influência na sequência dos acontecimentos contra-revolucionários de 25 de Novembro de 1975.
Como primeiro-ministro, foi o dinamizador da reforma agrária, das nacionalizações dos principais meios de produção privados (bancos, seguros, transportes públicos, siderurgia, etc.), do salário mínimo para os funcionários públicos, do subsídio de férias (13º mês) e do subsídio de Natal.
O seu protagonismo durante os acontecimentos do “Verão Quente de 1975” levou os seus apoiantes, através do cantor Carlos Alberto Moniz, a comporem uma canção em que figurava o seu nome: «Força, força, companheiro Vasco, nós seremos a muralha de aço!».
Depois de afastado da vida política, limitava-se a aparecer publicamente em manifestações de Esquerda e Sindicais.
Morreu aos 84 anos, quando nadava numa piscina, em casa de um irmão no Algarve, aparentemente devido a uma síncope cardíaca.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEJoão Gilberto Prado Pereira de Oliveira, músico brasileiro, considerado o principal criador do ritmo bossa nova, nasceu em Juazeiro no dia 10 de Junho de 1931.
O pai deu-lhe um violão aos 14 anos de idade e, desde então, ele nunca mais o largou. Na década de 1940, o pequeno João Gilberto já adorava escutar Duke Ellington e Dorival Caymmi. Aos 18 anos decidiu mudar-se para Salvador com intenção de ser cantor de rádio. Em 1950 foi para o Rio de Janeiro, onde teve sucesso cantando no grupo “Garotos da Lua”. Foi excluído da banda por indisciplina e passou alguns anos numa existência marginal, mas sempre obcecado pela ideia de criar uma nova forma de se expressar com o violão. O seu esforço foi finalmente recompensado e, após conhecer Tom Jobim e um grupo de estudantes universitários de classe média, também músicos, lançaram o movimento que ficou conhecido por Bossa Nova.
O ritmo da bossa nova é uma mistura do ritmo sincopado da percussão do samba numa forma simplificada e a ao mesmo tempo sofisticada, que pode ser tocada num violão (sem acompanhamento adicional), uma técnica inventada por João Gilberto.
Por volta de 1962, a bossa nova tinha sido adoptada mesmo por músicos de jazz norte-americanos. A convite de Stan Getz, João Gilberto e Tom Jobim colaboraram naquele que se tornou um dos melhores álbuns de jazz de todos os tempos - “Getz/Gilberto”. Com este álbum, a composição de Jobim "Garota de Ipanema" tornou-se um sucesso mundial, também na sua versão em língua inglesa, cantada, entre outros, por Frank Sinatra, Nat King Cole e Ella Fitzgerald. Actualmente ela é interpretada em variadíssimas línguas e por muitos artistas de renome internacional.
João Gilberto continuou a fazer espectáculos na década de 1960, não tendo lançado porém outros trabalhos até 1968, ano em que gravou “Ela é Carioca”, durante o tempo em que residiu no México.
O disco “João Gilberto” foi lançado em 1973 e apresentou uma sensibilidade musical quase mística.
Nos anos 80, João Gilberto colaborou com Gilberto Gil, Caetano Veloso e Maria Bethânia (criadores, em fins da década de 1960, do movimento conhecido como Tropicália).
João Voz E Violão”, lançado em 2000, assinalou um retorno aos clássicos da bossa nova, como "Chega de Saudade" e "Desafinado".
Anunciada uma das suas raras tournées pelo Brasil em 2008, os ingressos foram disputados em filas infindáveis, para duas apresentações no Auditório Ibirapuera de São Paulo. Os bilhetes esgotaram-se também, em menos de uma hora, para uma apresentação no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Recordando "Abril"

EFEMÉRIDECole Albert Porter, músico, autor de comédias musicais e compositor norte-americano, nasceu em Peru, Indiana, no dia 9 de Junho de 1891. Morreu em Santa Monica, Califórnia, em 15 de Outubro de 1964. Salientou-se pelas suas letras sofisticadas, ritmos inteligentes e formas complexas.
Pertencente a uma família abastada, a mãe iniciou-o muito cedo no estudo da música. Aprendeu violino aos seis anos, piano aos oito e escreveu a primeira opereta (com o auxílio da mãe) aos dez.
O avô de Porter queria que ele se tornasse advogado e, pensando nessa carreira, enviou-o para a Academia de Worcester em 1905 e depois para a Universidade de Yale em 1909. Nesse período, Porter compôs uma série de canções estudantis, que são tocadas ainda hoje em Yale.
Porter passou também um ano na Faculdade de Direito de Harvard em 1913 e transferiu-se então para a Harvard's School of Music.
Em 1915 fez a sua primeira canção para a Broadway, "Esmeralda”, que teve grande êxito. Seguiram-se vários fracassos que o levaram a um auto-exílio, em que compunha e vendia músicas, embora recebendo também “mesadas” do avô e da mãe.
Viajou depois por toda a Europa, relacionando-se com alguns dos mais conhecidos intelectuais e artistas da época e tornando-se um dos membros da chamada "Geração Perdida".
Apesar de ter sido casado durante 34 anos com Linda Lee Thomas, apontam-se-lhe várias relações homossexuais.
Porter voltou à Broadway e aos sucessos com o musical "Paris" (1928) e apareceu com "Night and Day", aquele que terá sido talvez o seu maior êxito, no último show teatral de Fred Astaire (1932). Compôs várias músicas para filmes em Hollywood.
Em 1937, uma queda de um cavalo esmagou-lhe as pernas e deixou-o com dores horríveis e muito incapacitado. Os médicos aconselharam mesmo a amputação da perna direita e, eventualmente, da esquerda, mas a mãe e a mulher não concordaram. Porter submeteu-se a mais de trinta cirurgias e sofreu dores constantes durante o resto da vida. O número de operações levou-o a uma grave depressão. Foi uma das primeiras pessoas a experimentar a terapia de electro-choque.
Apesar das dores, Porter continuou a escrever musicais de grande sucesso. Em 1948, "Kiss Me, Kate" ganhou um “Tony Award de Melhor Musical” e Porter o prémio de “Melhor Compositor e Letrista”.
Após uma série de úlceras, a sua perna direita teve de ser amputada e substituída por uma prótese mecânica em 1958. A amputação sucedeu-se à morte da mãe em 1952 e de sua esposa em 1954. A sucessão de desgostos foi forte demais para Porter. Não escreveu mais nenhuma canção após 1958 e passou os seus últimos anos quase em reclusão.
Em 1990 foi publicado “Red Hot and Blue”, um álbum de CD em sua homenagem, cujos lucros foram dedicados à luta contra a Sida. Os seus principais sucessos foram nele cantados por grandes estrelas pop/rock, como os U2, David Byrne e Sinead O'Connor.
A sua vida inspirou o filme “Noite e Dia” (1946) com Cary Grant num dos papéis principais. Em 2004, foi rodado novo filme sobre a sua vida: “De Lovely”.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE - Seu Jorge, nome artístico de Jorge Mário da Silva, actor, cantor e compositor brasileiro de MPB, de Samba Pop, de Funk e de Afro Pop, nasceu em Belford Roxo no dia 8 de Junho de 1970.
Seu Jorge frequentou a escola e ajudou a mãe a tomar conta dos três irmãos mais novos. Começou a trabalhar com apenas dez anos de idade. As várias profissões que teve nunca o fizeram esquecer o sonho de se tornar músico. Desde adolescente, começou a frequentar grupos de samba cariocas, acompanhando o pai, e os bailes funks e bailes charmes da periferia. Cedo começou a profissionalizar-se, cantando à noite.
Seu Jorge é sobretudo conhecido como violonista, mas também toca outros instrumentos como por exemplo o baixo.
A morte do seu irmão Vitorio, numa chacina, desestruturou a família. Seu Jorge foi então um “sem abrigo” durante cerca de três anos. O clarinetista Paulo Moura convidou-o para fazer um casting para um musical de teatro. Foi aprovado e participou, como cantor e actor, em mais de 20 espectáculos do Teatro da Universidade do Rio de Janeiro.
Foi um dos fundadores da banda “Farofa Carioca”, que lançou o primeiro CD em 1998, com uma competente mistura de ritmos negros de várias partes do mundo, como o samba, o reggae, o jongo, o funk e o rap. A partir daí, Seu Jorge enveredou por uma carreira de êxitos e participou em vários projectos. Ele é considerado como o renovador do Samba Pop brasileiro.
Participou nos filmes “A Cidade de Deus” e “A Vida Aquática”, para o qual realizou uma boa parte da banda sonora, retomando - em português - alguns clássicos de David Bowie.

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