domingo, 31 de maio de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE Albertino Mussato, homem de estado, historiador, cronista e escritor italiano, morreu em Chioggia no dia 31 de Maio de 1329. Nascera em Pádua em 1261. Pelos seus escritos, é considerado o restaurador da Literatura Latina.
Os meios intelectuais de Pádua, particularmente fecundos nos séculos XIII e XIV, situavam-se no ponto de encontro entre a escolástica e o humanismo. Juntamente com outros escritores, Mussato pertencia ao que se chamou “Escola pré-humanista de Pádua”, que anunciou Petrarca.
Filho ilegítimo de um nobre, teve de ganhar a vida como copista, ao mesmo tempo que fazia os seus estudos na Universidade de Pádua. Estudou Direito porque queria ser notário.
Tornou-se membro do conselho de Pádua e participou no governo comunal, defendendo os direitos da comuna contra as pretensões de algumas grandes famílias.
Em 1302 foi nomeado embaixador junto do papa Bonifácio VIII e em 1311 fez parte de uma delegação que foi recebida pelo imperador Henrique VII em Milão.
Poeta e autor cívico, deve-se-lhe, além de numerosos poemas em latim, três obras historiográficas sobre Pádua. Em 1315 foi consagrado pelo conjunto da sua obra como “laureado”, na presença do Senado e na Universidade, sendo o primeiro poeta a receber tal honraria.
Historiador, escreveu uma crónica das acções levadas a cabo por Henrique VII em Itália, assim como uma obra sobre a Itália após a morte deste imperador, fontes deveras importantes para a história do século XIV italiano.
Albertino Mussato é igualmente autor de uma tragédia inspirada em Séneca – “O Ecerinis”, que foi representada em 1315 e é considerada uma das obras anunciadoras do humanismo italiano.
Grafitti numa parede do bairro da Graça (Lisboa)

sábado, 30 de maio de 2009

Recordando "Abril

EFEMÉRIDEHermann Broch, romancista, dramaturgo e ensaísta austríaco, considerado um dos maiores modernistas de todos os tempos, morreu em New Haven, no Connecticut, em 30 de Maio de 1951. Nascera em Viena de Áustria no primeiro dia de Novembro de 1886.
Tendo por origem uma família da rica burguesia judaica, estava predestinado a trabalhar na fábrica têxtil de seu pai. Estudou engenharia, especializando-se em manufactura, fiação e tecelagem, mantendo quase secreta a sua vocação para a literatura.
Foi amigo de vários intelectuais entre os quais Rainer Maria Rilke. Em 1927 vendeu a fábrica e decidiu estudar matemática, filosofia e psicologia na Universidade de Viena. Só enveredou pela carreira literária em 1931, tendo publicado o seu primeiro romance aos 45 anos: a trilogia “Os Sonâmbulos”. Ele já escrevia no entanto textos em revistas desde 1910.
Com a anexação da Áustria pelos nazis (1938), Broch foi preso mas, beneficiando de um movimento organizado por amigos - incluindo o escritor irlandês James Joyce, conseguiu ser libertado e autorizado a emigrar para os Estados Unidos. Neste país finalizou o seu mais célebre romance “A Morte de Virgílio” e começou a escrever um ensaio sobre o comportamento dos grupos sociais. Converteu-se depois ao Catolicismo.
Recebeu um prémio da Fundação Rockefeller pelos seus estudos sobre a Psicologia das Massas, foi professor honorário da Universidade de Yale em 1950 e teve uma nomeação para o Prémio Nobel de Literatura.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEHéctor Casimiro Yazalde, jogador de futebol argentino, nasceu em Buenos Aires no dia 29 de Maio de 1946. Faleceu na mesma cidade em 18 de Junho de 1997. Vestiu a camisola do Sporting Clube de Portugal, onde se sagrou “bota de ouro”, com 46 golos em 30 jogos.
Yazalde nasceu em Avellaneda, um bairro pobre da capital argentina, e quando entrou para a escola, aos sete anos, nem sequer tinha livros para estudar.
Aos 13 anos começou a trabalhar para ajudar no sustento da família. Vendeu jornais e depois bananas pelas ruas.
Em 1965 foi assistir ao treino do seu amigo Horácio Aguirre, no Piraña, clube de amadores de Buenos Aires. Pediu que lhe emprestassem um equipamento para treinar. Na mesma tarde assinou um contrato e recebeu 2 000 pesos argentinos, que era o equivalente ao que recebia num mês, como vendedor ambulante.
Dois anos depois transferiu-se para o Independiente de Buenos Aires. Aos 20 anos, sagrou-se pela primeira vez campeão e recebeu o troféu de melhor marcador. Não foi preciso muito tempo para que fosse chamado à selecção Argentina.
Em 1967/1968 revalidou o título de Campeão Nacional da Argentina e com o dinheiro que recebeu comprou um apartamento no centro de Buenos Aires.
Em 1970 surgiram convites do Santos, do Palmeiras, do Valência, do Lyon, do Nacional de Montevideu e do Boca Juniors, mas quem o convenceu foi o Sporting de Portugal, onde jogou de 1971 a 1975.
Com o dinheiro que recebeu, construiu uma vivenda numa zona chique de Lisboa, para os pais viverem consigo. Na primeira temporada que jogou pelo Sporting, Yazalde não se salientou, mas na temporada de 1973/1974 marcou 46 golos em 30 jogos e conquistou a Bota de Ouro Europeia, batendo o recorde do húngaro Skoblar. Recebeu como prémio um carro, que vendeu, dividindo o dinheiro com os companheiros de equipa.
Foi internacional argentino de 1970 a 1974, campeão argentino por duas vezes, campeão português em 1974, vencedor da Taça de Portugal em 1973/1974, Melhor Goleador de Portugal em 1973/1974 e 1974/1975 e vencedor da Taça de França em 1976.
Em 1975 transferira-se para o Marselha, mas não foi muito feliz. Voltou para a Argentina, onde se tornou empresário de futebol. Faleceu aos 51 anos, vítima de uma hemorragia e consequente paragem cardíaca.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEAlfredo Volpi, pintor ítalo-brasileiro, um dos inspiradores do movimento concretista, considerado pela crítica como um dos artistas mais importantes da segunda geração do modernismo, morreu em São Paulo no dia 28 de Maio de 1988. Nascera em Lucca, na Toscânia, em 14 de Abril de 1896, tendo emigrado para o Brasil com a idade de dois anos.
Autodidacta, começou a pintar em 1911, executando murais decorativos. Trabalhou depois com óleo sobre madeira, consagrando-se como mestre na utilização de têmpera sobre tela. Grande “colorista”, explorou as cores, fazendo composições magníficas de grande impacto visual.
Trabalhou também como pintor-decorador em residências da sociedade paulista da época, executando trabalhos em paredes e murais. Realizou a primeira exposição individual aos 48 anos.
Apesar das opiniões dos críticos, Alfredo Volpi considerava-se um “não alinhado” em relação a qualquer corrente de pintura.
Na década de 1950 evoluiu para o abstraccionismo geométrico e atingiu a sua maturidade, tendo também feito a sua primeira e única viagem a Itália. Os seus temas predilectos eram o reflexo da cultura popular brasileira (fachadas de casas e pequenas bandeiras).
Recebeu o Prémio de Melhor Pintor Brasileiro na segunda Bienal de São Paulo, em 1953, tendo participado na primeira Exposição de Arte Concreta, em 1956.
Pertenceu ao Grupo Santa Helena, assim chamado porque todos os pintores participantes no grupo tinham os seus ateliers no palacete do mesmo nome, situado na cidade de São Paulo.
Volpi é hoje considerado um dos três grandes representantes do modernismo brasileiro, ao lado de Cândido Portinari e Tarsila de Amaral.
no comments...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE Ivete Maria Dias de Sangalo, popular cantora brasileira, nasceu em Juazeiro, Bahia, no dia 27 de Maio de 1972.
Começou a cantar ainda criança e, no colégio, aproveitava os intervalos para tocar violão. Foi morar em Salvador com dezassete anos, tendo trabalhado como modelo. Não resistiu porém à paixão pela música, que sempre foi o seu grande sonho.
Actuou em pequenos bares no início da carreira. Depois, realizou alguns shows em cidades do interior da Bahia, chegando a apresentar-se em Pernambuco.
Foi convidada para participar num evento na cidade de Morro do Chapéu, onde conheceu o produtor Jonga Cunha, fundador da “Banda Eva”. Estava iniciado o reinado de Ivete naquela banda, com a qual gravou seis álbuns, vendendo mais de cinco milhões de cópias. Em 1992, ganhou o Prémio Dorival Caymmi de melhor intérprete.
Em 1997 a banda entrou para história da música brasileira, lançando Banda Eva Ao Vivo, que vendeu mais de 2 milhões de cópias, transformando a banda no maior sucesso do Brasil. Chegaram a fazer cerca de trinta shows por mês. Ivete mostrou grande talento, interpretando músicas dos mais diversos estilos.
A sua carreira a solo começou em 1999 e, entretanto, já ultrapassou os oito milhões de discos vendidos. É acompanhada pela "Banda do Bem".
Em Portugal, Ivete Sangalo tornou-se conhecida durante o “Rock in Rio” 2004. A partir daí, a cantora começou a conquistar o país, fazendo digressões que passaram por Lisboa, Porto, Ilha da Madeira e outras cidades portuguesas. Voltou a actuar no “Rock in Rio” 2006, perante mais de cem mil pessoas e, em 2008, actuou de novo no “Rock in Rio”, abrindo o festival.
O património de Ivete Sangalo está calculado em 132 milhões de euros, cobrando elevados cachets por cada espectáculo e tendo vários contratos publicitários com marcas de prestígio internacional.
A sua canção “Cadê Dalila?” foi eleita a Música do Carnaval 2009. Tem prevista para este ano (o mais tardar 2010) a gravação do seu terceiro DVD ao vivo, desta vez no Madison Square Garden, em Nova Iorque.
Em 2002 ganhou o título de Cidadã Pernambucana e, em 2008, de Cidadã Carioca. Recebeu inúmeros prémios, entre os quais vários de “Melhor Intérprete”.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEAleksandr Sergueievitch Pushkin, importante poeta, dramaturgo e romancista russo, nasceu em Moscovo no dia 26 de Maio de 1799. Morreu em São Petersburgo, em 29 de Janeiro de 1837.
Pushkin publicou o seu primeiro poema aos quinze anos, sendo largamente reconhecido nos meios literários, mesmo antes de acabar o seu curso no Imperial Lyceum.
Dizia de cor longos poemas, improvisando também com grande facilidade. Leitor voraz desde muito novo, interessava-se sobremaneira pelos clássicos ingleses e franceses, bem representados na biblioteca de seu pai.
Em 1817 integrou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, continuando a escrever poemas sobretudo românticos.
Considerado o maior dos poetas russos e o fundador da literatura russa moderna, foi pioneiro no uso da língua coloquial nos seus poemas e peças, criando um novo estilo narrativo, numa mistura de drama, romance e sátira. Como poeta, fazia uso de expressões e lendas populares, marcando os seus versos com a riqueza e a diversidade do idioma russo. Influenciou muitos autores, como Gogol, Liermontov e Turgeniev, formando com os mesmos a famosa plêiade russa de escritores. Vários músicos famosos inspiraram-se também no que ele escrevia, para as suas composições.
Devido às ideias progressistas que defendia e porque tinha como amigos alguns responsáveis por uma tentativa de golpe contra o czar Alexandre I, foi desterrado, vagueando entre 1820 e 1824 pelo sul do Império Russo. Levava uma vida devassa de divertimento: conquistas amorosas, festas e jogo.
Sob severa vigilância dos censores estatais e apesar de impedido de publicar, escreveu então a sua mais famosa peça, “Boris Godunov”, em que evidencia influências de Shakespeare e que só pôde ser publicada anos depois. Escreveu depois o romance em verso, “Eugene Onegin”, um retrato da vida russa, musicado mais tarde por Tchaikovsky. No decurso deste período, compôs diversos poemas sob influência de Byron, dentre os quais se destacam “O prisioneiro do Cáucaso”, “A fonte de Baktchisarai” e “Os ciganos”.
Em 1826, recebeu o perdão do Czar Nicolau I, regressando a Moscovo. Dois anos depois, escreveu “Poltav”, uma epopeia que conta a história de amor de um cossaco. Virando-se cada vez mais para a prosa, alcançou grande sucesso com obras como “Contos de Belkin”, “A Dama de Espadas” e “A Filha do Capitão”.
Pushkin e sua esposa Natalya Goncharova, uma bela moscovita com quem se casara em 1831, tornaram-se regulares frequentadores da corte. Em 1837, correram insistentes boatos de que Natalya mantinha uma relação extra-conjugal com um oficial francês. Pushkin desafiou o alegado amante para um duelo. Ferido por uma bala no ventre, Pushkin faleceria dois dias depois.
Em virtude dos seus ideais políticos liberais e da sua influência sobre várias gerações de rebeldes russos, Pushkin foi retratado pelos bolcheviques como antecessor da literatura e da poesia soviéticas.
Dele disse o escritor francês Henri Troyat : «Se ele tivesse escrito como viveu, teria sido um poeta romântico; se ele tivesse vivido como escreveu, teria sido um homem ponderado, sensível e feliz. Mas nem uma coisa nem outra. Ele foi muito simplesmente Pushkin!».

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDERobert Capa, de seu verdadeiro nome Endre Ernő Friedmann, fotógrafo húngaro, morreu em Thai-Binh, no Vietname, em 25 de Maio de 1954. Nascera em Budapeste no dia 22 de Outubro de 1913. É um dos mais célebres fotógrafos de guerra do mundo, tendo coberto os mais importantes conflitos da primeira metade do século XX: a Guerra Civil Espanhola, a Segunda Guerra Sino-Japonesa, a Segunda Guerra Mundial (incluindo a Batalha da Normandia em Omaha Beach e a libertação de Paris), a Guerra Árabe - Israelita de 1948 e a Primeira Guerra da Indochina.
Durante os estudos secundários, frequentou os meios culturais marxistas. Perseguido pela polícia, teve que se exilar em 1931. Foi para Berlim, onde se inscreveu na Faculdade de Ciências Políticas e se aproximou de ambientes jornalísticos. Trabalhou na "Dephot", a maior agência de jornalismo da Alemanha naquela época.
A sua carreira de fotógrafo começou em 1932, aparecendo a fotografar Leon Trotsky, no meio de muitas dificuldades, durante um congresso em Copenhaga. O aparecimento do nazismo, e porque professava a religião judaica, fizeram com que deixasse Berlim em 1932, dirigindo-se a Paris. Decidiu então afrancesar o seu nome para evitar problemas locais: André Friedmann.
Em 1934 criou o personagem “Robert Capa, repórter mítico de nacionalidade americana”. O nome de Robert Capa ficou célebre sobretudo quando se descobriu tratar-se de um pseudónimo. Em 1936 partiu em reportagem para o meio da Guerra Civil Espanhola, ao serviço das revistas “Vu” e “Regard”. Em 1938, Capa foi à China para fotografar o conflito sino-japonês, voltando a Espanha em 1940, logo que a França caiu sob o jugo nazi. Retirou-se depois para Nova Iorque, onde começou a trabalhar para a revista Colliers. Posteriormente foi para Inglaterra e depois para a Argélia (1942).
Em Junho de 1944 participou no desembarque na Normandia, o “Dia D”, trabalhando para a revista Life. Durante seis horas, sob as bombas e as balas, ao lado dos soldados, tirou 119 fotografias. Infelizmente, com a ânsia de as revelar, um técnico dos laboratórios da Life estragou a maioria das fotos, salvando-se apenas onze ainda publicáveis mas sem grande nitidez. Depois da guerra, em 1947, juntamente com outros fotógrafos famosos, fundou a Agência Magnum. Em 1951 foi nomeado Presidente da agência, mas foi obrigado a deixar os Estados Unidos dois anos depois, na “época da caça às bruxas”, em virtude do seu passado comunista.
Em 1954, a revista Life precisou de um fotógrafo para cobrir a guerra da Indochina. Encontrando-se no Japão para uma exposição fotográfica da Magnum, Capa ofereceu-se como voluntário. Percorreu todo o Vietname ao lado das tropas francesas. Viria a morrer nesta Guerra, ao afastar-se do trilho seguido pelos militares e passando por cima de uma mina, perto de Tonkin. O seu corpo foi encontrado com as pernas dilaceradas. A máquina fotográfica permanecia entre as suas mãos. A título póstumo a França condecorou-o com a Cruz de Guerra.
Nas suas fotos, Robert Capa tentava fixar os instantes em que o homem enfrenta o perigo e por vezes à morte. Para isso, tinha de estar sempre o mais perto possível das zonas de risco.
Desde 1955, o Prémio Medalha de Ouro Robert Capa, entregue pelo Oversea Press Club of América, premeia cada ano a melhor grande reportagem fotográfica publicada, que tenha requerido uma coragem e logística excepcionais.

domingo, 24 de maio de 2009

Recordando "Abril"
EFEMÉRIDEGabriel Daniel Fahrenheit, físico alemão, nasceu em Dantzig, hoje Gdańsk, na Polónia, em 24 de Maio de 1686. Morreu na cidade de Haia em 16 de Setembro de 1736.
O interesse pelas ciências naturais causou nele o gosto pelo estudo e por experimentações nesse campo. Fahrenheit foi para Amesterdão, onde se fixou e estudou Química. Em 1724 tornou-se membro da Royal Society. Construiu aerómetros e deu forma definitiva ao termómetro de etanol e depois ao de mercúrio; para o último, concebeu a graduação que conservou o seu nome. A escala Fahrenheit ainda hoje é utilizada nos países anglo-saxónicos, sobretudo na América do Norte e na Jamaica. Quando Fahrenheit construiu o seu primeiro termómetro, usou etanol. Depois passou a utilizar mercúrio, obtendo melhores resultados. Após examinar todos os termómetros, barómetros, higrómetros e aerómetros a que teve acesso, decidiu aperfeiçoar as técnicas de fabrico destes instrumentos, com o objectivo de obter leituras mais precisas. As suas pesquisas sobre as possíveis causas dos resultados divergentes apresentados pelos diversos aparelhos conduziram-no a descobertas importantes. Fahrenheit criou uma nova escala termométrica, cujo ponto mínimo (0º F) foi determinado utilizando uma mistura de neve e de sal amoníaco. O ponto máximo é o da ebulição da água, 212º F. Fahrenheit prosseguiu as suas pesquisas na Holanda até ao ano em que morreu. Foi autor de muitas descobertas, não se tornando conhecido em todo o mundo por elas, mas sim pela escala termométrica baptizada com o seu nome.
Construía termómetros muito precisos que foram largamente utilizados na Europa, antes da implementação do Sistema Internacional de Unidades que levou à adopção de medições em graus Célsius.
Curiosamente, nos seus primeiros termómetros, as temperaturas iam de 0º F, a temperatura mais baixa que ele podia medir em laboratório com a ajuda de uma mistura de água, sal e gelo, e 100º F que era a temperatura de um cavalo são.

sábado, 23 de maio de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE Anatoly Karpov, xadrezista soviético (depois russo), nasceu em Slatoust no dia 23 de Maio de 1951. Foi Campeão Mundial de 1975 a 1985, ficando durante dez anos consecutivos com este título. É considerado por muitos como um dos maiores jogadores de todos os tempos.
Karpov perdeu o título de campeão mundial para o jovem Garry Kasparov. Durante a década de 90, após a criação da PCA, Karpov voltou a ser Campeão Mundial pela FIDE. Possui um dos maiores palmarés da história do xadrez, com mais de 160 primeiros lugares. Distinguiu-se sempre pela sua rapidez de raciocínio e pela precisão dos seus cálculos.
Aprendeu a jogar aos quatro anos e aos onze já era candidato a Mestre. Aos doze anos foi admitido na prestigiada Escola de Xadrez de Mikhaïl Botvinnik em Moscovo. Aos quinze anos tornou-se Mestre Nacional, igualando o recorde de precocidade de Boris Spassky (1952).
Na categoria de juniores, sagrou-se Campeão da Europa em 1967 e do Mundo em 1969, obtendo o título de Mestre Internacional.
Em 1968 ingressou na Universidade de Moscovo para estudar Matemáticas, transferindo-se depois para a de Leninegrado, onde se licenciou em Economia.
Em 1970 obteve o título de Grande Mestre Internacional. Representou seis vezes a URSS em Olimpíadas, que eram consideradas até ao meio dos anos 1980 como os campeonatos do mundo por equipas, tendo sempre ganho a medalha de ouro.
Em 1999 fundou uma pequena companhia petrolífera. As suas aparições nos tabuleiros foram rareando a partir de 2004. No princípio de 2007 a sua empresa anunciou a descoberta de uma enorme jazida de gás natural na Sibéria oriental, mas foi acusada de fraude.
Karpov dedica-se actualmente ao ensino, tendo fundado várias escolas de xadrez nos países que resultaram do desmembramento da URSS e também na Europa, Estados Unidos e América do Sul.
Karpov é ainda um eminente filatelista, especialista nos temas “Bélgica”, de que possui a mais rica colecção do mundo, e “Rússia/União Soviética”, cuja colecção se situa em 3º lugar a nível mundial. Possui igualmente uma grande colecção temática de Xadrez.
A cagada é outra, mas a história repete-se...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

EFEMÉRIDEGérard de Nerval, de seu verdadeiro nome Gérard Labrunie, notável poeta e dramaturgo do século XIX, considerado um grande expoente da poesia francesa, nasceu em Paris no dia 22 de Maio de 1808. Faleceu na mesma cidade em 25 de Janeiro de 1855.
Organizou a sua primeira recolha de poemas em 1823/1824, um manuscrito de 140 páginas. Publicou depois alguns livros sob vários pseudónimos. Conhecia a literatura de diversos países, bem como as línguas clássicas. Aos 20 anos traduziu “Fausto,” de Goethe. No ano seguinte associou-se a Théophile Gautier, seu condiscípulo no Colégio de Charlemagne, na elaboração de um folhetim dramático que era publicado regularmente na imprensa.
Desde cedo foi atraído pela literatura alemã, em especial pelos "Contos Fantásticos" de Hoffmann e por "Fausto" de Goethe.
No começo dos anos 1830, apesar da política não o interessar sobremaneira, escreveu vários poemas e panfletos revolucionários. Gérard desejava sobretudo levar a bom porto dois importantes projectos: uma antologia da poesia alemã e outra da poesia francesa, duas obras para as quais necessitou de ampla documentação à qual teve acesso graças a Alexandre Dumas. Interessou-se também nessa época em escrever peças de teatro, que começou a assinar com o pseudónimo pelo qual ficaria conhecido.
Em Janeiro de 1834, por morte do seu avô materno, herdou 30 000 francos, atravessou a França e visitou Florença, Roma e Nápoles. Em 1835 fundou a revista “Mundo Dramático”, uma revista luxuosa, que o ajudou a dilapidar o resto da herança... Seriamente endividado, vendeu a revista em 1836. Dedicou-se então ao jornalismo, colaborando no “Le Figaro”.
Em 1841, começou a apresentar sinais de esquizofrenia, sendo internado por algum tempo. Viajou pela Alemanha em companhia de Alexandre Dumas e, depois, sozinho, pelo resto da Europa.
Em 1842 viajou até ao Oriente, passando por Alexandria, Cairo, Beirute, Constantinopla, Malta e Nápoles, envolvendo-se em cultos esotéricos e estudando exaustivamente as diversas religiões e as doutrinas ocultistas do Iluminismo.
Nerval passou os seus últimos anos de vida com graves problemas materiais e morais, mas foi neste período que escreveu as suas principais obras-primas: “Filles du feu” e “Aurélia ou le rêve et la vie” (1853-1854).
Sofreu novas crises, sendo internado várias vezes. Acabou por se suicidar num beco de Paris. Encontraram-no enforcado nas grades que fechavam um esgoto da rua da Vieille-Lanterne, «no recanto mais sórdido que ele poderia ter encontrado», nas palavras do também poeta Charles Baudelaire.
Recordando "Abril"

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Recordando "Abril"
EFEMÉRIDE Giuseppe Mercalli, sismólogo e vulcanólogo italiano, que desenvolveu a Escala de Mercalli, nasceu em Milão no dia 21 de Maio de 1850. Morreu em Nápoles, em 19 de Março de 1914, vítima de um incêndio em sua casa.
Entrou para as Ordens em 1872 e foi como abade que continuou os estudos de sismologia. Obteve em 1874 a sua “Laurea” (título de doutor) em Ciências Naturais. Ensinou depois esta matéria no Seminário de Monza.
A sua actividade de cientista estendeu-se pelo período 1880/1913. Começou por estudar os depósitos glaciares alpinos na Lombardia e foi em seguida professor na Escola Secundária de Monza, para a qual escreveu também os textos escolares.
Em 1885 ensinou em Reggio de Calábria. Foi mais tarde professor de geologia e mineralogia na Universidade de Catânia.
A partir de 1892 ensinou vulcanologia e sismologia na Universidade de Nápoles. Em 1911 foi nomeado director do Observatório do Vesúvio.
Publicou 115 trabalhos, entre estudos, pesquisas e observações. Realizou o primeiro mapa sísmico do território italiano. Ficou célebre pela elaboração da Escala com o seu nome, que mede a intensidade dos sismos tendo como base os efeitos produzidos. Foi nomeado Cavaleiro da Coroa de Itália pelo seu mérito científico.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A FAMÍLIA
(quadras)

1

Da Família nem rasto!
Por vezes sinto-me só…
…Vivo num Mundo tão vasto
Mas da Vida tenho dó.

2

Família construída
Com confiança e amor:
- Felicidade sentida
Em todo o seu esplendor.

3

Família sem verdade,
Árvore sem ter raiz…
…Cai à menor tempestade,
Deixando a gente infeliz.


Gabriel de Sousa
Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE Petr Čech, futebolista da República Checa, nasceu em Plzeň no dia 20 de Maio de 1982. Representa actualmente o Chelsea Football Club e é titular da Selecção Nacional Checa.
Considerado um dos melhores guarda-redes do futebol mundial, Čech mede 1,96 e detém vários recordes: 855 minutos sem sofrer golos na Selecção Checa, 1024 minutos sem ser batido no Chelsea em partidas da Premier League, além de 25 jogos imbatível durante a vitoriosa campanha do Chelsea na época 2004-2005. Foi considerado o melhor guarda-redes dos Europeus de 2004 em Portugal, “Bola de Ouro” da República Checa de 2005 a 2008 e, ainda, o melhor guarda-redes do Mundo em 2005 e da Liga dos Campeões Europeus em 2005, 2007 e 2008.
Čech sofreu em Outubro de 2006 uma grave lesão no crânio, resultado de um choque com o jogador Stephen Hunt do Reading, no primeiro minuto de um jogo para a Premier League. Atingido pelo joelho do adversário, Čech sofreu o afundamento de parte do crânio, necessitando de se submeter a uma cirurgia de emergência. Só voltou aos estádios em Janeiro de 2007, mas usando sempre um "capacete protector”.
Começou a carreira no seu país, aos oito anos, alinhando nos juvenis do FC Viktoria Plzeň, estreando-se como profissional no FK Chmel Blšany em 1999. Em 2001 rumou ao AC Sparta de Praga. Foi transferido no ano seguinte para o Rennes de França por cerca de cinco milhões de euros. Fixou-se no Chelsea em 2004, mediante uma soma superior a dez milhões de euros. O treinador José Mourinho chamou-o em Setembro de 2004 à equipa principal, de onde nunca mais saiu excepto quando esteve lesionado.
Sagrou-se duas vezes Campeão de Inglaterra e venceu uma Taça da Liga. É reconhecido pelos seus reflexos, pelas longas e bem colocadas reposições da bola em jogo, pela segurança e pelas saídas audaciosas de entre os postes.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Recordando "Abril"
EFEMÉRIDEJoey Ramone, de seu verdadeiro nome Jeffrey Ross Hyman, cantor e letrista norte-americano, nasceu em Nova Iorque no dia 19 de Maio de 1951. Faleceu na mesma cidade, vítima de um linfoma, em 15 de Abril de 2001.
Ficou conhecido principalmente pelo seu trabalho na banda de “punk rock” os “Ramones”. Juntamente com o seu companheiro de banda Johnny Ramone (verdadeiro nome, John Cummings), foram os únicos membros que permaneceram desde o início da banda até ao fim (1996).
Joey tinha 2,02m de altura, era extremamente magro e praticava a alimentação vegetariana. Sempre de cabelos longos e óculos escuros, que quase lhe escondiam a cara, tinha crises obsessivas - compulsivas e abusava do álcool e de drogas.
Cresceu em Forest Hills, no Queens, numa comunidade judaica. Durante a sua juventude teve uma vida bastante conturbada, o que inspirou ironicamente a sua canção "We're A Happy Family". Os pais divorciaram-se no começo de 1960. A mãe encorajou-o no interesse pela música.
A banda gravou inúmeros discos e Joey só nos últimos anos de vida começou a cantar a solo. Dessas actuações foram publicados dois álbuns a título póstumo. O primeiro foi lançado em 2002, ano em que entrou para o “Rock and Roll Hall of Fame”; o segundo em 2008.
Em 2003 a cidade de Nova Iorque deu o seu nome a uma Praça. Joey Ramone é considerado o pai do punk. Uma fotografia sua figura no livro “Poeiras de Anjos” da romancista Ann Scott.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDECharles Trenet, cantor francês, nasceu em Narbonne no dia 18 de Maio de 1913. Faleceu em Créteil, em 19 de Fevereiro de 2001.
Foi vítima de preconceitos por assumir abertamente a sua homossexualidade e obrigado também a provar que não era judeu, na França ocupada pelos nazis. Charles Trenet produziu uma série imensa de sucessos discográficos. Um deles - Douce France - tornou-se mesmo hino da Resistência, durante a ocupação alemã.
Cantor, compositor, autor de cerca de mil canções, artista plástico, poeta e escritor, revolucionou a música francesa nos anos 1940, com versos inspirados na estética de poetas como Paul Éluard e Jacques Prévert. Por sua vez, Charles Trenet influenciou compositores e intérpretes que lhe sucederam: Charles Aznavour, Jacques Brel e George Brassens, entre outros.
Viveu uma infância solitária e o pai orientou-o no caminho da música. A mãe abandonou o lar, quando Charles tinha apenas sete anos. Aos nove anos, morando em Perpignan onde cresceu, foi mandado para um internato religioso em Béziers.
Voltou para casa com problemas psicológicos e para convalescer de uma febre tifóide. Foi por essa época que emergiu nele a sensibilidade artística (modelagem, música e pintura).
Aos 15 anos, foi para Berlim viver com a mãe e o seu segundo marido, que lhe proporcionou a possibilidade de frequentar uma escola de arte.
Em 1930, voltou a França e, com a permissão do pai, entrou para a Escola das Artes Decorativas. Terminado o curso, trabalhou como assistente de direcção e assessor, em estúdios cinematográficos. Relacionou-se com Jean Cocteau e Max Jacob e viu publicados os seus primeiros poemas.
Em 1933, conheceu um jovem pianista, Johnny Hess, com quem formou o duo "Charles e Johnny". A dupla compôs jingles publicitários para a rádio e fez muito sucesso, misturando música tradicional francesa com as tendências modernas. O duo acabou quando os dois artistas foram cumprir o serviço militar obrigatório.
Ao regressar, Trenet criou um visual original, usando a sua experiência de artista plástico: a aba do chapéu arredondada como uma auréola, um fato vermelho e um sorriso constante, iluminado pelos seus olhos azuis.
Durante a Segunda Guerra Mundial, mesmo sendo um homem marcado pelas suas preferências sexuais e pela amizade com artistas judeus, Charles Trenet resolveu continuar em França. As suas canções, verdadeiros hinos à liberdade, foram censuradas pelo governo colaboracionista de Vichy. Ferido por membros da Gestapo durante um interrogatório, tornou-se uma glória nacional.
Terminada a guerra, Charles Trenet partiu à conquista dos Estados Unidos, onde se tornou amigo de Gershwin, Duke Ellington, Louis Armstrong, Chaplin e da dupla "Bucha e Estica". Percorreu durante dois anos o continente americano, sobretudo o Canadá e o Brasil.
Veio em seguida o reconhecimento do resto do mundo. O sucesso durou até aos anos 60, quando a febre do rockn'roll alcançou também a França, dando lugar a novos cantores, como Johnny Halliday, Richard Anthony e Françoise Hardy. Passou a actuar apenas em cabarets.
A partir de 1977, por morte da mãe, com quem mantinha uma forte ligação, afastou-se dos espectáculos durante uma década. Passou esta semi-reforma numa mansão do sul de França, onde escreveu muitos romances e um livro de memórias.
Recebeu a Legião de Honra e o Grande Prémio das Artes e das Letras, e retomou a carreira. Dois anos depois, publicou o seu último disco e aderiu à campanha presidencial de François Mitterrand (1988).
Aos 85 anos, cantou no Festival de Nyon, na Suíça, para uma plateia de 20 mil pessoas que conheciam o seu reportório de cor. Depois, em 1999, na Sala Pleyel, em Paris, o público emocionado aplaudiu o seu ídolo que se movimentava já com enorme dificuldade, mas cantava ainda com o mesmo entusiasmo dos vinte anos.
Em Abril de 2000, sofreu um acidente cardiovascular, restabeleceu-se e compareceu à inauguração do pequeno museu instalado na sua casa natal, em Narbonne, situada na rua que seria baptizada mais tarde com o seu nome. Morreu numa madrugada de Fevereiro de 2001. Ao saber da sua morte, o presidente da França, Jacques Chirac, declarou: «Trenet era o símbolo de uma França sorridente e criativa, figura muito próxima de cada um de nós».

domingo, 17 de maio de 2009

«IDADE NÃO É VELHICE»
(quadras)

I
Os anos em correria
E nós sempre a aprender:
- Velhice é Academia,
Fonte do nosso saber! *

II
P’ra alargar o teu saber
E melhorar o teu pensar,
Deixa os anos correr
E a idade aumentar.

III
Por um minuto passado,
Alargam-se os sonhos meus.
Ser velho não é Pecado,
É uma bênção de Deus.

Gabriel de Sousa


* Menção Honrosa nos VII Jogos Florais de Avis em 2009
Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE Jacint Verdaguer i Santaló, um dos mais importantes poetas da língua catalã, nasceu em Folgueroles no dia 17 de Maio de 1845. Faleceu em Vallvidrera, em 10 de Junho de 1902. Exercia igualmente o sacerdócio.
Escreveu, entre outras obras, “A Atlântida” (1876), poema em dez cantos, “Idílios e Cantos Místicos” (1879), “Ode a Barcelona” (1883) e “Montserrat” (1889).
Aos onze anos ingressou no Seminário de Vic. Em 1865 participou nos Jogos Florais de Barcelona onde ganhou quatro prémios, tendo ganho outros dois no ano seguinte.
Foi ordenado sacerdote em 1870. Aos 32 anos, e depois de uma viagem a Cuba, o júri dos Jogos Florais concedeu-lhe um prémio especial pelo poema “A Atlântida”. Foi a consagração de Verdaguer como poeta. O bispo Torras y Bages qualificou-o mesmo como “Príncipe dos poetas catalães”.
Em 1880 voltou a ganhar três prémios nos Jogos Florais, tendo sido proclamado Mestre.
Aos 39 anos viajou até França, Suíça, Alemanha e Rússia. Dois anos depois, o bispo Morgades coroou-o no Mosteiro de Santa Maria de Ripoli, como “Poeta da Catalunha”.
Fez uma viagem à Terra Santa. Em 17 de Maio de 1902, dia do seu 57º aniversário, por razões de saúde, mudou-se de Barcelona para Villa Joana de Vallvidrera, onde esperava convalescer. Faleceu porém no mês seguinte. No local seria depois criado um museu.

sábado, 16 de maio de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEOlga Valentinovna Korbut, famosa ginasta soviética, nasceu em Hrodna, actual Bielorrússia, no dia 16 de Maio de 1955. Juntamente com Nadia Comăneci inovou e deu uma nova dimensão popular e mediática à ginástica.
Representou a URSS de 1967 a 1976, ganhando três medalhas de ouro e uma de prata nos Jogos Olímpicos de Munique (1972) e uma de ouro e outra de prata nos de Montreal (1976). Nos Campeonatos Mundiais de Varna, na Bulgária, em 1974, obteve duas medalhas de ouro e quatro de prata.
Filha de um engenheiro e de uma cozinheira, começou muito nova a praticar ginástica. A sua baixa estatura permitia-lhe ser mais ágil que quase todas as outras. Com onze anos qualificou-se para ingressar na Escola de Desportos da União Soviética juntamente com outras 500 meninas. A sua primeira treinadora foi Yelena Volchetskaya (medalha olímpica em Tóquio, 1964) que cedo descobriu a determinação e audácia da jovem Olga para novas acrobacias.
Em 1967, aos doze anos de idade, disputou o Campeonato Bielorrusso Júnior. No ano seguinte, conquistou três medalhas de ouro no Campeonato Escolar Espartacus. Em 1969, no seu primeiro Campeonato Soviético, apenas com catorze anos, Korbut introduziu dois novos movimentos: o salto Korbut na trave e o flip Korbut nas barras assimétricas. As suas performances renderam-lhe apenas o 5º lugar, pois os juízes consideraram que «os seus movimentos estavam fora dos padrões habituais da ginástica, além de serem perigosos». No ano seguinte, a atleta foi medalhada com ouro nos “saltos” e com prata nas “assimétricas” no Campeonato Soviético. Internacionalmente, ao participar na Taça Chinichi, Olga conquistou o 2º lugar no concurso geral. Nas edições posteriores, em 1971, o seu desempenho trouxe-lhe uma medalha de prata na trave, conquistada no Campeonato Soviético e uma de bronze na Taça Chinichi.
Aos dezassete anos, mas aparentando menos de treze, Olga Korbut transformou a ginástica num desporto que atraía as crianças, com as suas belas actuações nas Olimpíadas de Munique. A ginasta media pouco mais de 1,50m e pesava cerca de 40kg. O seu corpo diminuto - que depois se tornaria um padrão para as atletas da especialidade - tornou os exercícios mais dinâmicos, fortes e com um maior número de acrobacias, comparando com o que se fazia até então. Korbut ficou famosa, o seu estilo agradou ao público do mundo inteiro e foi eleita a melhor atleta do ano. Em 1973, a Associated Press também elegeu Olga como a atleta do ano. Foi recebida pelo presidente Richard Nixon na Casa Branca, em Washington, e pelo primeiro-ministro inglês em Londres. De volta à sua terra natal, retomou os estudos. No ano seguinte, participou no seu primeiro e único Mundial onde conquistou seis medalhas.
Em 1975, «por ter contribuído para a união entre as nações», foi condecorada com o “garfo de ouro” outorgado pelo Sector da Educação, Ciência e Cultura das Nações Unidas.
Deixou de competir após as Olimpíadas de Montreal. Em 1986, mudou-se para os Estados Unidos com o filho e o marido. Dois anos mais tarde foi a primeira ginasta (entre homens e mulheres) a figurar no International Gymnastics Hall of Fame. No ano seguinte foi-lhe diagnosticado um problema na tiróide. Em 1990, tornou-se porta-voz da Fundação de Ajuda de Emergência Infantil, para crianças vítimas de desastres.
Mais tarde tornou-se treinadora. Nos Jogos Olímpicos de 1996 fez parte, como dirigente, da delegação da Bielorrússia. Hoje, vive em Scottsdale, no Arizona e é treinadora do “Olga Korbut Gymnastics”, onde ensina dança e ginástica.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDE Cristiane Rozeira de Souza Silva, jogadora de futebol brasileira, nasceu em Osasco, São Paulo, no dia 15 de Maio de 1985.
No Brasil, jogou no São Bernardo, no Clube Atlético Juventus e no Corintthians.
Em 2005 transferiu-se para a Alemanha, onde jogou no “1. FFC Turbine Potsdam”, que ganhou a Bundesliga Feminina, e em 2006 passou para o “VfL Wolfsburg”. Actualmente joga no Chicago Red Stars, nos Estados Unidos da América, na liga feminina de futebol profissional.
Defende as cores da Selecção Brasileira desde 2003 (Campeonato do Mundo). Antes, aos quinze anos, começara na “Selecção de menos de 19 anos” que obteve o 4º lugar nos Mundiais de 2002 e 2004.
Ganhou as Medalhas de Prata nos Jogos Olímpicos de Atenas (2004) e Pequim (2008). Em 2007 fez parte da equipa brasileira que venceu os Jogos Pan-americanos e foi considerada a terceira melhor jogadora do Mundo (FIFA).

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Recordando "Abril"



EFEMÉRIDEGeorge Walton Lucas Jr., realizador, produtor e guionista do cinema norte-americano, famoso pelos filmes Star Wars e Indiana Jones, nasceu em Modesto, na Califórnia, no dia 14 de Maio de 1944.
Apaixonado por automóveis, o seu sonho era vir a ser piloto de corridas, mas um terrível acidente em 1962 pôs fim a esse desejo e mudou o rumo da sua vida. Durante os anos 60, estudou cinema na Universidade da Califórnia do Sul, onde conheceu Francis Ford Coppola. Nessa época fez uma série de pequenos filmes, entre os quais “THX-1138”, que se viria a tornar mais tarde na sua primeira longa-metragem.
Após se licenciar, conseguiu um estágio de seis meses na Warner Bros. Fundou depois o estúdio American Zoetrope, em parceria com Coppola, que tinha por finalidade ajudar os realizadores a criar filmes de forma livre, fora do circuito opressivo de Hollywood. A Zoetrope não teve muito sucesso, mas com o dinheiro realizado com o filme American Graffiti, Lucas conseguiu montar a sua própria companhia, a Lucasfilm, que se tornou uma das mais conceituadas produtoras, igualmente bem implantada nas áreas do som e de efeitos especiais. Uma sua subsidiária, a “LucasArts”, foi também muito bem sucedida na indústria dos jogos de computador.
Recebeu duas nomeações para o Oscar de Melhor Realizador e outras duas para o Melhor Argumento Original. Foi nomeado ainda duas vezes para o Globo de Ouro, na categoria de Melhor Realizador. Ganhou o Leopardo de Bronze, no Festival de Locarno, com "American Graffiti" (1973).
Em 1973 apresentou o seu projecto para “Star Wars”, acabando por atrair o interesse da Twentieth Century Fox que pôs à sua disposição dez milhões de dólares. Foi um dos maiores sucessos da história do cinema, com vários episódios que se estenderam até 2005.
Nos anos 1980 produziu outros grandes êxitos como a trilogia Indiana Jones, realizada pelo seu amigo Steven Spielberg.
Ganhou em 1992 o Prémio Irving G. Thalberg da Academia de Hollywood.
Em 2006 lançou-se em mais um episódio de "Indiana Jones" e anunciou duas séries televisivas de “Star Wars”.
Em 2007, Lucas estava entre as pessoas mais ricas do mundo, com uma fortuna avaliada em 3,6 biliões de dólares.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEStevie Wonder, de seu verdadeiro nome Stevland Judkins, autor, compositor e cantor norte-americano, activista de causas humanitárias e sociais, nasceu em Saginaw, no Michigan, em 13 de Maio de 1950.
Nascido prematuro, foi colocado numa incubadora e, devido a um elevado nível de oxigénio, ficou cego para toda a vida. Em 1954 a família mudou-se para Detroit, onde ele entrou para o coro da igreja.
Começou a gravar com onze anos (“Little Stevie Wonder”, em 1962) e rapidamente se tornou conhecido como um dos mais inovadores e influentes cantores/compositores da sua época. Dominava numerosos instrumentos, mormente o piano, a harmónica e diversos instrumentos de percussão. Com o passar do tempo, começou a compor canções que mostravam uma grande consciência social, influenciado provavelmente por Bob Dylan.
Os seus álbuns tiveram muito sucesso junto do público e da crítica e neles se podiam encontrar quase sempre temas políticos. Em 1980 recebeu o primeiro disco de platina, culminando uma campanha, que viria a dar os seus frutos, para que houvesse um feriado nos Estados Unidos consagrado a Martin Luther King.
Recebeu o “Oscar da Melhor Canção”, com "I Just Called To Say I Love You" da banda sonora do filme "A Dama de Vermelho". Wonder ganhou cerca de 20 Prémios Grammy e vendeu mais de 72 milhões de álbuns, estando frequentemente nos Tops de vendas, sobretudo nos Estados Unidos e na Inglaterra.
De 1980 em diante, Wonder continuou a lançar vários álbuns, mas a sua popularidade pareceu decrescer um pouco. Em 1985 faz parte de um colectivo de 44 artistas, baptizado “USA for Africa”, que interpretou a canção “We Are the World”. Em 1987 cantou em duo com Michael Jackson. Em 1999, recebeu o Prémio Kennedy Center Honors.
Em Agosto de 2007, em San Diego, na Califórnia, regressou às digressões em solo americano, após uma ausência superior a duas décadas. Stevie Wonder apoiou recentemente Barack Obama, durante a sua bem sucedida campanha para a presidência.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Recordando "Abril" ("Notícias da Amadora")

Serão "Sardinhos"??

EFEMÉRIDEIrena Sendlerowa, enfermeira, assistente social e activista dos direitos humanos, também conhecida como "o anjo do Gueto de Varsóvia", de nacionalidade polaca, faleceu em Varsóvia no dia 12 de Maio de 2008. Nascera na mesma cidade em 15 de Fevereiro de 1910. Durante a Segunda Guerra Mundial, contribuiu para salvar milhares de vidas, ao levar alimentos, roupas e medicamentos às pessoas barricadas no gueto, com risco da sua própria vida.
Quando a Alemanha nazi invadiu o país em 1939, Irena era enfermeira no Departamento de Bem-estar Social de Varsóvia, que organizava os espaços de refeição comunitários. Ali trabalhou incansavelmente para aliviar o sofrimento de milhares de pessoas, tanto judias como católicas. Graças a ela, nesses locais, não só era proporcionada comida aos órfãos, anciãos e pobres como lhes entregavam roupa, medicamentos e dinheiro.
Em 1942, os nazis criaram um gueto em Varsóvia e Irena, horrorizada pelas condições em que ali se sobrevivia, uniu-se ao “Conselho para a Ajuda aos Judeus” (Żegota). Conseguiu, para ela e vários colaboradores, identificações do “Gabinete Sanitário” que, entre outras tarefas, lutava contra as doenças contagiosas. Como os ocupantes tinham medo de que ocorresse uma epidemia de tifo, permitiam que os polacos controlassem aquela zona.
Quando Irena caminhava pelas ruas do gueto, levava uma braçadeira com a estrela de David, não só como sinal de solidariedade mas também para não chamar a atenção sobre si própria. Pôs-se rapidamente em contacto com famílias, a quem propôs levar os seus filhos para fora do gueto. Eram momentos extremamente difíceis, quando tentava convencer os pais a que lhe entregassem as crianças e eles lhe perguntavam se ela prometia que os filhos iam sobreviver. Que podia Irena prometer, quando nem sequer sabia se os conseguiria tirar do gueto? A única certeza era a de que as crianças morreriam se permanecessem lá.
Ao longo de um ano e meio, até à evacuação do gueto no Verão de 1942, conseguiu resgatar mais de 2 500 crianças de vários modos, sobretudo a bordo de ambulâncias e misturadas com o lixo.
Irena viveu os tempos da guerra pensando num futuro de paz e, por isso, não ficava realizada por manter apenas com vida aquelas crianças. Queria que um dia pudessem recuperar os seus verdadeiros nomes, a sua identidade, as suas histórias pessoais e as suas famílias. Concebeu então um arquivo, no qual registava os nomes e dados das crianças e as suas novas identidades.
Os nazis souberam das suas actividades e, em 20 de Outubro de 1943, Irena Sendlerowa foi presa pela Gestapo e brutalmente torturada. Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou-se a trair os seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Foi condenada à morte. Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, gritou-lhe em polaco «Corra!». No dia seguinte Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados. Os membros do Żegota tinham conseguido subornar os guardas da prisão e Irena continuou a trabalhar, então com uma identidade falsa.
Em 1944, durante o Levantamento de Varsóvia, colocou as suas listas em dois frascos de vidro e enterrou-os no jardim de uma vizinha, para ter a certeza de que chegariam às mãos indicadas se ela morresse. Ao finalizar a guerra, Irena desenterrou-os e entregou as notas ao presidente do Comité de Salvação dos Judeus Sobreviventes. Muitas famílias das crianças tinham morrido nos campos de extermínio. Apesar de tudo 2 000 puderam reencontrar familiares.
As crianças só conheciam Irena pelo seu nome de código "Jolanta". Anos depois, quando a sua fotografia saiu num jornal depois de ser premiada pelas suas acções humanitárias durante a guerra, um homem chamou-a pelo telefone e disse-lhe: «Lembro-me de si. Foi você quem me tirou do gueto.». Assim começou a receber muitas chamadas e reconhecimentos públicos.
Em 1965 a organização Yad Vashem de Jerusalém outorgou-lhe o título de “Justa entre as Nações” e nomeou-a cidadã honorária de Israel.
Em Novembro de 2003 o presidente da República da Polónia concedeu-lhe a mais alta distinção civil - a Ordem da Águia Branca.
Em Março de 2007 o governo polaco propôs que ela fosse considerada heroína nacional, o que foi votado no Senado por unanimidade.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Recordando "Abril"

EFEMÉRIDEAfonso Augusto da Costa, advogado, professor universitário, político republicano e estadista português, morreu em Paris no dia 11 de Maio de 1937. Nascera em Seia, em 6 de Março de 1871. Foi um dos principais obreiros da implantação da República em Portugal e uma das figuras dominantes da Primeira República.
Licenciou-se em Direito em 1894 e doutorou-se no ano seguinte com uma dissertação sobre a “Igreja e a questão social”, obra em que atacou violentamente a então recente encíclica Rerum novarum.
Nomeado professor da Universidade de Coimbra em 1896, foi considerado um dos académicos mais notáveis do seu curso. No exercício da Advocacia revelou sempre brilhantismo.
Rapidamente se distinguiu também pelas suas ideias políticas, cedo se afirmando como republicano. Fora iniciado na Maçonaria em 1905. De feitio turbulento, agrediu Sampaio Bruno em 1902 numa disputa célebre e, em 1914, desafiou António José de Almeida para um duelo.
Afonso Costa foi deputado republicano durante a monarquia constitucional em 1899, 1906-1907, 1908 e 1910. Revelou-se um distinto parlamentar e um dos mais temíveis inimigos das instituições monárquicas. Orador fluente, os seus discursos eram sempre atentamente escutados.
Com a implantação da República em 5 de Outubro de 1910, Afonso Costa foi chamado a integrar o Governo Provisório da República, na pasta da Justiça e Cultos, lugar que ocupou até 1911. Produziu vária legislação importante: Lei da Separação da Igreja do Estado, Registo Civil, Lei da Família e Lei do Divórcio, legalização das comunidades religiosas não católicas, etc.
Em Fevereiro de 1912, num processo de secessão entre os republicanos, assumiu a liderança do processo que levou ao aparecimento do Partido Democrático, mais radical, do qual se tornou líder incontestado. Consolidado o partido, presidiu pela primeira vez ao governo em 1913/1914 acumulando com a pasta das Finanças.
Como líder dos “democráticos”, venceu as eleições parlamentares parcelares de 1913, transformando o Partido Democrático no principal partido da Primeira República e na força dominante de todo o processo político até 1926.
Em 1914 assumiu as funções de professor e director da Faculdade de Direito e Estudos Sociais de Lisboa onde permaneceu até finais de Janeiro de 1915, altura em que solicitou licença sem vencimento, para ingressar como professor no Instituto Superior do Comércio.
Sem nunca o admitir publicamente, instigou a revolta militar contra a ditadura de Pimenta de Castro, vencendo depois as eleições parlamentares de Junho de 1915. Sofreu em 3 de Julho desse ano um acidente, do qual saiu gravemente ferido. Tendo viajado para fora do país em tratamento, não pôde assumir a chefia do governo.
Assumiu pela segunda vez a presidência do governo, de Novembro de 1915 a Março de 1916, acumulando novamente com as Finanças.
Decidida a participação de Portugal na Grande Guerra, assumiu a pasta das Finanças no governo da União Sagrada, presidido por António José de Almeida, de Março de 1916 a Abril de 1917.
Voltou pela terceira e última vez à presidência do governo, governando de 25 de Abril a 10 de Dezembro de 1917.
De 8 a 25 de Outubro, visitou as tropas do Corpo Expedicionário Português na Flandres, acompanhado de Bernardino Machado. No regresso esteve preso no Porto por ocasião do golpe de Sidónio Pais.
Após o assassinato do presidente Sidónio Pais e terminada a Guerra, chefiou a delegação portuguesa à Conferência de Paz, assinando o Tratado de Versalhes em representação de Portugal. Foi o representante português na primeira assembleia da Sociedade das Nações.
Por lhe faltar apoio parlamentar recusou formar governo em 1922, apoiando no ano seguinte a eleição de Manuel Teixeira Gomes para Presidente da República. No final de 1923, de novo por falta de apoio parlamentar, recusou mais uma vez formar governo.
Em 1926, estando o Partido Democrático no poder, com um governo presidido por António Maria da Silva, deu-se o golpe de 28 de Maio que instalou a ditadura militar. Esta abriu caminho à ditadura nacional do Presidente da República Óscar Carmona que viria a desembocar no regime do Estado Novo (1933-1974). Afonso Costa exilou-se então em Paris, opondo-se à nova situação, em particular à ascensão ditatorial de Salazar. Em Fevereiro de 1927, juntamente com outros políticos, fundou a Liga de Defesa da República, em Paris, sendo eleito membro da sua Junta Directiva. No início de 1937 foi indigitado para Grão-Mestre da Maçonaria Portuguesa, cargo que não chegou a assumir, em virtude do seu falecimento.

domingo, 10 de maio de 2009

A PRIMAVERA
(quadras)

1

És muito bela e formosa,
Colorida e sincera:
A tua flor é a rosa,
O teu nome é Primavera!

2

As pessoas poderosas
(Digo de forma sincera)
Podem mutilar as rosas…
…Não param a Primavera! *


Gabriel de Sousa

* Baseada numa frase de Che Guevara
Recordando "Abril"

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