sexta-feira, 31 de outubro de 2008

EFEMÉRIDEJohn Keats, poeta inglês, nasceu em Finsbury Pavement, perto de Londres, em 31 de Outubro de 1795. Morreu em Roma, no dia 23 de Fevereiro de 1821.
Desde muito novo, dedicava todos os seus tempos livres à leitura, tanto de obras antigas como contemporâneas. Perdeu o pai aos dez anos e a mãe aos quinze.
Os seus primeiros poemas não mostravam ainda o grande poeta que ele viria a ser, mas - embora desaconselhado pelos amigos - publicou-os em 1817 (“Poems”).
Abandonou então a sua carreira de “aprendiz” de cirurgião, para se dedicar inteiramente à literatura, começando a escrever o seu longo poema “Endymion”, que foi muito mal recebido pela crítica (1818). No entanto, para ele, as críticas em vez de o desmoralizarem, estimulavam-no e faziam desenvolver o seu talento.
Separou-se de Fanny Brawne, o grande amor da sua vida, dois anos depois de a ter conhecido, em virtude de ter contraído a tuberculose. Foi para Itália, onde veio a falecer no ano seguinte.
Poucos poetas terão escrito tanto e tão bem, em tão pouco tempo, como Keats. Ele escreveu praticamente toda a sua obra durante o ano de 1820, já sem os erros e imperfeições da “juventude”.
Se bem que tenha morrido com menos de 26 anos de idade, John Keats é considerado um dos maiores representantes do Romantismo Britânico. É também um dos poetas mais recitado e mais amado pelos ingleses.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

EFEMÉRIDEDiego Armando Maradona, também conhecido por “El Pibe de Oro” (O Miúdo de Oiro), ex-futebolista argentino, nasceu em Lanús, nos arredores de Buenos Aires, em 30 de Outubro de 1960. É considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos e capitaneou a selecção da Argentina nos Mundiais de 1986, em que contribuiu decisivamente para a conquista do título. Marcou, nos quartos-de-final contra a Inglaterra, um dos mais belos golos da história do futebol, atravessando todo o campo desde a sua defesa, fintando uma série de jogadores adversários, incluindo o guarda-redes, até finalizar para a baliza. Os seus dribles estonteantes, as suas arrancadas de génio e os seus passes precisos, nunca serão esquecidos.
Começou a jogar futebol aos onze anos nos “Cebollitas”. Aos quinze foi contratado por um clube da Primeira Divisão e, em 1979, ganhou com a Argentina o ”Mundial de Sub-21”, sendo considerado o melhor jogador do torneio. Nesse mesmo ano, ganhou a “Bola de Oiro” argentina. Em 1980 transferiu-se para o Boca Juniors e, dois anos mais tarde, para o Barcelona de Espanha. Em 1984 foi contratado pelo Nápoles de Itália, com o qual ganhou dois Títulos (1986/87 e 1989/90), uma Taça (1987), uma Taça UEFA (1989) e uma Super Taça (1990).
Em 1991 começou o seu declínio: descobriram-lhe um filho ilegítimo, falou-se de ligações à máfia napolitana e do consumo de cocaína, foi apanhado nas malhas de um teste anti-doping… Deixou Nápoles e voltou para Espanha, onde jogou pelo Sevilha. Depois, seguiu-se o Newell's Old Boys da Cidade de Rosário na Argentina. Nova detecção de substâncias proibidas no Mundial de 1994, sendo suspenso pela FIFA durante um ano.
Em 1997 ainda voltou a jogar no Boca Juniors, retirando-se definitivamente no dia em que completou 37 anos.
Durante o ano de 2000, e também posteriormente, esteve numa clínica de recuperação em Cuba. Aí decidiu escrever o seu livro autobiográfico “Eu sou o Diego". Nesse mesmo ano, uma votação pública lançada na Internet pela FIFA consagrou-o como “Jogador do Século”. Em 2001 foi organizado um jogo em sua homenagem, em que foi aclamado em delírio pelos espectadores argentinos.
Em 2004 um problema cardíaco deixou-o às portas da morte. Foi operado, sendo-lhe colocada uma banda gástrica, que o fez perder quarenta quilos. Nova cura de desintoxicação.
Em 2005 foi apresentador de televisão, no programa “A noite do Dez”, que recebeu figuras de todo o mundo, como Pelé e Mike Tyson. Em 2006 comentou os Mundiais da Alemanha, para um canal espanhol.
Em 2007 foi internado com uma crise hepática, provocada pelo abuso de álcool e de tabaco.
Em 2008 o realizador sérvio Emir Kusturica apresentou no Festival de Cannes um filme sobre a sua vida. “El Pibe” conseguiu realizar os seus dois desejos, revelados quando tinha apenas doze anos: competir em Mundiais de Futebol e ser Campeão Mundial pelo seu país.
Em 28 de Outubro de 2008, foi nomeado seleccionador nacional de futebol da Argentina.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

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Sempre, SEMPRE juntos, «até que a morte os separe»...

EFEMÉRIDEJoseph Pulitzer, jornalista e editor norte-americano, morreu em Charleston no dia 29 de Outubro de 1911. Nascera em Makó, na Hungria, em 10 de Abril de 1847.
Tendo por origem uma família judaica abastada, foi educado em escolas privadas de Budapeste. Com dezassete anos decidiu tornar-se militar, mas não conseguiu ingressar no exército devido à sua “saúde demasiadamente frágil e a uma visão fraca”. Decidiu então emigrar para os Estados Unidos, onde serviu nas fileiras do exército federal durante a Guerra de Secessão.
Pulitzer falava correctamente Alemão, Francês e Húngaro, embora tivesse muitas dificuldades no Inglês. Depois da guerra, trabalhou em St. Louis, exercendo profissões modestas, como carregador, bagageiro e empregado de mesa, mas simultaneamente estudava, de modo autodidáctico, Inglês e Direito, participando também em actividades políticas.
Em 1866 conseguiu o primeiro emprego como repórter no jornal alemão “Westliche Post" e, cinco anos depois, adquiriu uma parte da sociedade deste jornal. Com 25 anos, Joseph tornou-se editor e, em 1874, foi correspondente do “New York Sun” em Washington. Em 1878, criou o “Post-Dispatchs” em St. Louis, com a fusão de dois jornais, o “Dispatch” e o “Evening Post”, tornando-se uma figura notável no panorama jornalístico americano. No mesmo ano casou-se com uma americana da alta sociedade, o que lhe conferiu um estatuto social ainda mais elevado.
Mudou-se entretanto para Nova Iorque e, em 1883, comprou o jornal “The World”, que se tornou um dos órgãos de informação mais importantes da época. Revolucionou o funcionamento dos jornais, com a adopção de novas técnicas. Praticou um jornalismo rigoroso, tendo divulgado e combatido a corrupção. Colocou-se ao lado dos operários e dos pobres nas suas lutas pela melhoria das condições de vida e atacou as grandes companhias e os monopólios.
Ao mesmo tempo, era criticado por preencher as colunas do seu jornal com notícias sensacionais, a que juntava algumas inovações como cartoons e páginas dedicadas ao desporto e às mulheres. Utilizava abundantemente imagens, gráficos, cor, publicidade e ainda títulos em letras garrafais. Nos anos 1890 foi acusado de se servir do destaque de certos títulos sensacionalistas para atrair leitores da classe trabalhadora e imigrantes. O seu propósito era aliás esse mesmo.
Pulitzer acreditava que o jornalismo era um serviço público, portanto destinado ao Povo e não para servir os interesses do Poder. A resistência de Joseph Pulitzer a todo o tipo de pressões contribuiu de modo fundamental para a liberdade de imprensa.
Pulitzer ficou cego durante os últimos anos da sua vida e, quando morreu, viajava a bordo do seu iate Liberty, como fazia sempre que o seu estado de saúde piorava. Em 1903, entregara à Universidade de Columbia um milhão de dólares para a abertura de uma Escola de Jornalismo. Instituiu igualmente, por testamento, o prestigioso “Prémio Pulitzer” que tem sido atribuído anualmente, desde 1917, a obras nos domínios do jornalismo, da literatura e da música clássica.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

EFEMÉRIDEMarcel Cerdan, de seu verdadeiro nome Marcellin Cerdan, campeão de boxe francês, morreu em São Miguel, nos Açores, em 28 de Outubro de 1949. O seu corpo foi inumado em Marrocos. Nascera em Sidi-Bel-Abbès, na Argélia, em 22 de Julho de 1916.
Em 1922, a família instalou-se em Casablanca e Marcel começou a praticar boxe com a idade de 8 anos. Aos dezoito, disputou em Meknès o seu primeiro combate como profissional. Casou-se com Marinette Lopez em 27 de Janeiro de 1943.
Nos anos 1940 começou a competir em Paris, na Sala Wagram, semeando o “terror” nos ringues e passando a ser conhecido por “Bombardeiro Marroquino”. Depois de ter ganho os títulos franceses e europeus, tornou-se campeão do mundo em 21 de Setembro de 1948. Foi por esta época que viveu uma bela história de amor com a cantora Édith Piaf.
Foi batido por Jaken La Motta, em Detroit, no dia 16 de Junho de 1949. A desforra estava prevista para 2 de Dezembro do mesmo ano no Madison Square Garden.
Depois de um “combate exibição” em Troyes, Marcel recebeu um telefonema de Édith Piaf e mudou a sua viagem, que estava prevista de barco, para apanhar um avião e assim estar junto dela mais rapidamente. Em 27 de Outubro de 1949, Cerdan embarcou num Lockheed Constellation, que assegurava a linha Paris - Nova Iorque, para se juntar a Édith Piaf e iniciar também os treinos para o combate com La Motta. O avião colidiu na noite de 27 para 28 com o Pico de Vara, uma montanha da Ilha de São Miguel no arquipélago dos Açores. Não houve sobreviventes entre os 48 passageiros. O avião cargueiro “Liberator” levou o seu corpo dos Açores para Casablanca, onde ficou exposto na capela do Estádio Lyautey. Durante dois dias e duas noites, toda a cidade desfilou em frente do seu caixão. Lutas seculares foram esquecidas. Unidos na mesma dor, encontravam-se Muçulmanos, Israelitas, Católicos, Árabes e Europeus. Esta terá sido a última vitória de Cerdan, talvez a mais bela da sua curta vida.
Disputara ao todo 123 combates, dos quais ganhou 119 e perdeu apenas 4. Das 119 vitórias, 61 foram por obtidas por KO. Dos 61 “KO”, doze foram obtidos no primeiro round, sendo o mais rápido aos 22 segundos. Foi cinco vezes campeão de França, quatro vezes da Europa e uma vez do Mundo.
Recebeu a título póstumo a Legião de Honra Francesa. Em 28 de Outubro de 1995, a pedido da sua viúva Marinette, os restos mortais de Marcel Cerdan foram repatriados para França, onde repousam no cemitério de Perpignan.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

EFEMÉRIDEXavier Cugat, de seu nome completo Francesc d'Asís Xavier Cugat Mingall de Bru i Deulofe, pintor, desenhador e músico espanhol, considerado muitas vezes cubano pela sua obra musical, um dos pioneiros da popularização da música latina nos Estados Unidos, morreu em Barcelona no dia 27 de Outubro de 1990. Nascera na Catalunha, em 1 de Janeiro de 1900.
A família mudou-se para Havana quando ele tinha quatro anos. Muito novo ainda, começou a ficar fascinado pela música, iniciando-se nos ritmos tropicais. Aos dez anos, já ganhava dinheiro interpretando “A Viúva-alegre” e “El anillo de hierro” (zarzuela) em bares e cafés. Trabalhou seguidamente num cinema, assegurando o fundo musical dos filmes mudos.
Recomendado pelo seu professor de violão e, após uma audição, foi contratado pela Orquestra Sinfónica de Havana, quando tinha apenas doze anos.
Em 1918 deslocou-se a Nova Iorque, onde se encontrou com um jovem pianista catalão, com o qual formou um duo para actuar em cafés e restaurantes muito em voga. Exibiram-se igualmente no célebre hotel Waldorf Astoria, onde se alojavam numerosos artistas que iam actuar na Ópera Metropolitana. Aí conheceu Enrico Caruso, de quem ficou amigo e a quem acompanhou numa tournée através dos Estados Unidos.
A família regressou entretanto à Catalunha, o que permitiu ao jovem Cugat ir estudar para a Alemanha.
Na década 1920 esteve em Los Angeles, onde trabalhou como cartoonista durante o dia e como músico à noite. Apresentava-se em pequenos clubes. Em 1928, foi contratado para a prestigiosa boîte Coconut Grove, por influência de Rudolfo Valentino que o vira actuar.
Nos anos 1930/40, ficou conhecido pelo “Rei da Rumba” e participou em alguns filmes. Interpretou igualmente um dos temas musicais do filme “Luzes da Cidade” de Charlie Chaplin.
De 1942 a 1946, o conflito mundial afastou a sua orquestra dos estúdios de gravação e Xavier Cugat pôs-se à disposição da Administração Americana para fazer tournées que o levaram a actuar para os militares que estavam na Guerra.
Em 1947, Cugat deixou o Waldorf Astoria, levando com ele dois cantores talentosos - Dean Martin e Jerry Lewis. Fez tournées com a sua orquestra e os seus cantores pela Venezuela, Peru e Bolívia. Juntaram-se a ele, também, algumas vozes femininas entre as quais a de Cármen Miranda.
Em 1965, no Japão, gravou temas franceses, espanhóis e italianos, para serem comercializados na Europa, onde vieram a ter grande sucesso. Durante a sua carreira, percorreu quase todos os países do Mundo. O segredo dos seus êxitos baseava-se no facto de saber adaptar a música latino-americana, simplificando os temas para os tornar acessíveis ao gosto dos diferentes públicos.
Vítima de um derrame cerebral, Xavier Cugat decidiu pôr fim à sua carreira em 1970, voltando à sua Catalunha natal. Continuou a pintar, a desenhar e a caricaturar, apresentando os seus trabalhos em numerosas exposições. Morreu aos noventa anos.

domingo, 26 de outubro de 2008

EFEMÉRIDE António Lobo de Carvalho, poeta satírico português, faleceu em Lisboa no dia 26 de Outubro de 1787 e foi sepultado no extinto Convento de Jesus da Ordem Terceira de S. Francisco. Nascera em Guimarães por volta do ano de 1730. Ignora-se o tipo de educação que teve, embora um biógrafo lhe tenha atribuído um bacharelato em Coimbra. Uma possível permanência em Macau também é posta em dúvida.
Com um carácter bastante turbulento, para escapar à Justiça, teve de fugir para o Porto, onde ficou a morar e onde escreveu grande parte dos seus poemas. Veio mais tarde para Lisboa, onde continuou a dar largas ao seu talento. Foi conhecido também como o “O Lobo da Madragoa”, por ter vivido e morrido neste bairro lisboeta. Manteve-se solteiro durante toda a vida.
As suas sátiras, implacáveis mesmo para os próprios mecenas e amigos mais próximos, provocaram a ira das “pessoas atingidas” e valeram-lhe várias vezes a prisão.
As suas poesias, quase todas em soneto, foram editadas por Inocêncio Francisco da Silva em 1852, com o título de “Poesias joviaes e satyricas”, indicando como lugar de edição Cádis, o que é contestado por vários historiadores, que situam a publicação em Lisboa.
Acerca dele, escreveu a poetisa Natália Correia: «Lobo de Carvalho não só merece um lugar de especial destaque entre os satíricos portugueses, como deve o seu nome, obscurecido pela ignorância ou pelo preconceito dos cronistas literários, figurar na galeria dos relevantes poetas portugueses».
Vários outros escritores se referiram a ele. Alberto Pimentel escreveu mesmo um romance inspirado na sua vida (“O Lobo da Madragoa”) e Camilo Castelo Branco escreveu que ele tinha uma “língua farpada” (“Noites de Insónia”).
Dizia-se que, quando não tinha dinheiro para pagar o aluguer das casas onde habitava, o fazia com sonetos.

sábado, 25 de outubro de 2008

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"Este" precisa mesmo de óculos!...

EFEMÉRIDEGeoffrey Chaucer, escritor, filósofo e diplomata inglês, morreu em 25 de Outubro de 1400. Nascera em Londres, em data desconhecida, provavelmente em 1343. É-lhe frequentemente atribuído o título de “Pai da Literatura Inglesa”. A sua principal obra, “Os Contos da Cantuária”, começou a ser escrita em 1387, quando da morte de sua mulher, e é uma das mais importantes obras da literatura medieval inglesa.
Considerado um dos grandes poetas da língua inglesa, ele viveu na corte, tendo sido pajem do filho do rei Eduardo III, o que lhe garantiu excelente educação e também a possibilidade de se dedicar à Literatura. Foi exímio tradutor de francês e latim. Durante a Guerra dos Cem Anos, onde participou como combatente, foi feito prisioneiro em França, o que lhe veio a facilitar o conhecimento da “poesia cortês”, que aguçou o seu ouvido de poeta para a musicalidade.
Cumpriu missões diplomáticas entre 1370 e 1378. Homem habituado a lidar com Tratados, foi enviado a Flandres, Navarra, França e Itália, onde aproveitou também para entrar em contacto directo com obras de Dante, de Boccaccio e de Petrarca. A riqueza filológica que o cercava foi incorporada na sua obra, dotando a língua inglesa, desde aqueles tempos, da abertura e plasticidade que fez dela um idioma universal por excelência, sempre pronto a acolher as contribuições estrangeiras vindas das mais diversas proveniências.
Mais tarde, foi colocado como verificador nas alfândegas do porto de Londres, escrevendo nesse período a maioria das suas obras.
Foi o primeiro homem de letras a ser enterrado em Westminster, a abadia que tinha abrigado até ali apenas as sepulturas reais de Inglaterra.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

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A vida passa depressa... Aproveita-a ao máximo!!

EFEMÉRIDERoman Arkadyevich Abramovitch, multimilionário russo de confissão judaica, nasceu em Saratov no dia 24 de Outubro de 1966. Proprietário do clube inglês de futebol Chelsea, ele ficou classificado - em 2007 - entre as dezasseis pessoas mais ricas do planeta. É proprietário de vários iates, de helicópteros, de um Boeing 767 e de muitas e valiosas obras de arte. Recentemente, Abramovitch adquiriu o famoso castelo do Conde Drácula na Roménia por 50 milhões de Euros.
É um homem discreto, apesar da exposição mediática que lhe conferem as suas múltiplas actividades. Exprime-se em público muito raramente, o que leva os jornalistas e biógrafos a especularem sobre as suas motivações e objectivos.
Órfão de mãe aos dezoito meses e de pai aos quatro anos, foi criado por um tio, até aos 8 anos, em Oukhta a 1300 km de Moscovo. Um outro tio continuou a ocupar-se dele na capital moscovita. Prosseguiu os estudos até ser incorporado no exército soviético. Depois do serviço militar, foi integrado no “Instituto do Óleo e do Gás de Moscovo”. Licenciou-se entretanto em Petroquímica e, em 2000, obteve um diploma da Academia de Moscovo.
A sua carreira no mundo do trabalho começou como mecânico, numa empresa de construção (1987). De 1989 a 1991, passou a desenvolver actividades comerciais, beneficiando das reformas de Gorbachev, que autorizavam a criação de pequenas empresas privadas. Dirigiu uma sociedade que fabricava brinquedos.
Com a implosão da União Soviética e a liberalização da economia, Roman começou a interessar-se pelas actividades bolsistas. Figurou entre os primeiros que se interessaram pelos negócios do petróleo, comprando-o localmente e vendendo-o ao estrangeiro. Em 1992 foi acusado de desviar um comboio que transportava milhões de litros de petróleo, mas foi absolvido.
O seu contínuo interesse pelos mercados financeiros fizeram-no enriquecer progressivamente e criar uma boa rede de contactos. Conheceu então Boris Berezovski e a ascensão dos dois homens tornou-se mais rápida. Em 1995, beneficiaram das privatizações decididas por Eltsine. Várias empresas estatais passaram para o domínio da empresa Sibneft, que os dois homens vieram a adquirir em troca de favores políticos e mediante processos pouco claros. Seguiram-se várias compras, vendas e fusões de empresas, que fizeram aumentar o poderio económico de Abramovitch.
Em 1999, foi eleito para a Duma (Assembleia Nacional Russa), como representante de Tchoukotka, uma região pobre e pouco povoada. Esta eleição permitiu-lhe beneficiar de imunidade parlamentar e escapar ao fisco russo. No final do ano 2000, foi eleito governador da mesma região com 90% dos votos. Investiu somas consideráveis de dinheiro, construindo ou renovando as estruturas locais. Entretanto fundou uma organização de ajuda humanitária “Pólo de Esperança”, para ajudar a população durante os rigores do Inverno. Em 2003 informou que não se candidataria a novas eleições. No entanto, em 2004, Putine mudou a lei, abolindo as eleições directas para governador e Abramovitch foi nomeado para um novo mandato.
É a segunda pessoa mais rica do Reino Unido, possuindo inúmeras propriedades em Londres e Sussex. Em 2003, tornou-se proprietário das empresas que controlavam então o Chelsea F. C..
Antes mesmo de tomar posse do Clube, investiu uma fortuna para “limpar” diversas dívidas e injectar dinheiro para a contratação de jogadores. Os resultados não se fizeram esperar...
Contratou os melhores jogadores e treinadores. Inflacionou também o valor das transferências, o que provocou dificuldades aos clubes rivais, mas beneficiou os clubes mais modestos que detinham os passes dos atletas.
Em 2004 tornou-se patrocinador do CSKA de Moscovo para, segundo dizem, demonstrar o seu patriotismo, posto em causa pela sua desmesurada dedicação ao Chelsea. A sua ajuda ao futebol russo estendeu-se ainda à contratação do treinador Guus Hiddink para a selecção nacional (2006) e ao investimento anunciado de 30 milhões de Euros para a construção dum centro de treino destinado às selecções russas.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

EFEMÉRIDE Pierre Athanase Larousse, pedagogo, editor e enciclopedista francês, nasceu em Toucy, Yonne, no dia 23 de Outubro de 1817. Faleceu em Paris, em 3 de Janeiro de 1875.
A sua infância foi dividida entre a escola, o campo e os livros. Quanto tinha dezasseis anos, ganhou uma bolsa da Universidade para concluir a sua formação em Versalhes. Cinco anos depois, regressou à sua terra natal para trabalhar já como professor. Viu-se confrontado com métodos e manuais de ensino, que considerou muito antiquados e que tentou modificar. Em 1840 abandonou a escola em que leccionava, para se dedicar inteiramente à sua grande vocação. Apesar dos seus poucos recursos foi para Paris, onde seguiu cursos gratuitos na Sorbonne, estudou no Conservatório das Artes e Ofícios, no Museu Nacional de História Natural e no Colégio de França, frequentando ao mesmo tempo grandes bibliotecas. Estudou latim, grego, linguística, sânscrito, chinês, literatura francesa e estrangeira, história, filosofia, mecânica e astronomia. O seu objectivo era «saber tudo, em todos os domínios». O seu outro projecto era preparar a edição de novos manuais escolares, destinados às escolas primárias. Em 1840, publicou a sua primeira obra, uma gramática: “A lexicologia das escolas”. Era a primeira pedra de um edifício monumental em gestação.
Em 1851, Pierre Larousse teve um encontro com Augustin Boyer, um professor que acabava de abandonar o magistério e pretendia iniciar-se no comércio. Os dois tornaram-se amigos e fundaram, em 1852, a Livraria Larousse. A partir de então, Pierre revolucionou o ensino do francês, com o objectivo de estimular a criatividade, inteligência e capacidade de raciocínio das crianças.
Em 1856, lançou, com grande êxito, o Novo Dicionário da Língua Francesa, precursor do famoso Petit Larousse. Desde há muito que ele tinha outro projecto em mente: a elaboração de uma enciclopédia. Seria um livro em que, de acordo com as suas próprias palavras, «seria possível encontrar, por ordem alfabética, todo o conhecimento que tem enriquecido o espírito humano» e que, simultaneamente, não fosse dirigido apenas a uma elite, mas a toda a sociedade, para «instruir toda a gente, sobre todas as coisas». Este projecto começou a concretizar-se em 1863, com o lançamento dos primeiros fascículos do Grande Dicionário Universal,
Pierre Larousse sofreu, entretanto, uma embolia cerebral causada por esgotamento devido ao excesso de trabalho. Em 1871, foi afectado por uma paralisia e veio a falecer em 1875, sem chegar a ver sua obra concluída. Felizmente que teve continuadores.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

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Cavalheirismo francês!!

EFEMÉRIDEMathurin Régnier, poeta satírico francês, morreu em Ruão no dia 22 de Outubro de 1613. Nascera em Chartres, em 21 de Dezembro de 1573.
A mãe era irmã do Abade Desportes, poeta bastante conhecido na época. O pai teria gostado que o filho sucedesse ao tio, mas o jovem Mathurin comprometeu a ideia devido a uma conduta bastante desordenada. Frequentava a corte, gostava de comer e de beber bem e não desdenhava dos prazeres do amor, sendo um assíduo frequentador do cabaret parisiense “Pomme de Pin”, local de encontro de poetas satíricos.
Ouvindo muitas vezes o tio a ler poesias, em breve o começou a imitar, fazendo poemas que ridicularizavam a burguesia e os seus vícios. Em 1587, começou a trabalhar com o Cardeal de Joyeuse, em Paris. Em 1595 fez uma primeira viagem a Roma. Dois anos depois, foi pela segunda vez a Roma e ali ficou até 1605, não tirando porém nenhuma vantagem da sua estadia. Triste e desgostoso, regressou à “cidade da luz”.
Encontrou-se com poetas notáveis. Conhecedor de obras de autores antigos e em particular de Horácio, Régnier, dotado de uma rica imaginação, «deu à linguagem francesa uma precisão, uma energia e uma riqueza nova para a época», segundo alguém escreveu então.
A sua vida debochada e boémia impediu-o, no entanto, de ser reconhecido como merecia. Acabou por morrer, perseguido por doenças e por desgostos, numa modesta hospedaria da cidade de Ruão, ainda não tinha quarenta anos.
Bastante tempo mais tarde, foi feita justiça à sua obra: em Chartres, onde nasceu, há uma rua, um monumento e uma escola com o seu nome. Paris não o esqueceu igualmente, dando o nome de Mathurin Régnier a uma rua da capital francesa.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

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Ana Carolina - Vamos mudar o final!...

EFEMÉRIDEAlphonse Marie Louis de Prat de Lamartine, poeta, escritor, historiador e político francês, nasceu em Mâcon no dia 21 de Outubro de 1790. Faleceu em Paris, em 28 de Fevereiro de 1869.
Estudou em Lyon, interessando-se pela poesia desde a adolescência, com leituras de Horácio, Virgílio e Chateaubriand.
Os seus primeiros livros de poemas “As Meditações” (1820) e “Novas meditações poéticas” (1823) tornaram-no famoso e influenciaram o Romantismo em todo o mundo. Aclamado pela crítica, ingressou na carreira diplomática, o que lhe proporcionou viagens a Nápoles, Florença e Londres.
Voltou à poesia com “Harmonias poéticas e religiosas” (1830), “Jocelyn” (1836) e “A queda de um anjo” (1838).
Em 1832 fez uma viagem para oriente, visitando a Grécia, o Líbano e indo até ao Santo Sepulcro para revitalizar as suas convicções religiosas.
Foi deputado de 1833 a 1851, membro de um governo provisório e ministro do Exterior em 1848. Depois de uma mal sucedida candidatura às “presidenciais”, cessou toda a actividade política e escreveu apenas narrativas autobiográficas, ficando em difícil situação financeira.
No fim dos seus dias, o governo concedeu-lhe uma pensão vitalícia a título de recompensa nacional. Morreu em 1869, dois anos após ter sofrido um ataque que o deixou paralisado.
Os seus poemas são caracterizados por uma grande melancolia e os temas mais recorrentes são a religião e o amor.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

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Há doidos para tudo: "rodeo" na mangueira!!

EFEMÉRIDEElfriede Jelinek, romancista e dramaturga austríaca, Prémio Nobel de Literatura em 2004, nasceu em Mürzzuschlag no dia 20 de Outubro de 1946.
As suas relações contra certos meios austríacos são quase de ódio. Membro do Partido Comunista Austríaco de 1974 até 1991, posicionou-se sempre com violência contra as ideias e a personalidade de Jörg Haider, líder da extrema-direita, aliás recentemente falecido.
O pai era um químico judeu de origem checa, que trabalhava na pesquisa de material de guerra. Certamente devido a este lugar estratégico, escapou às perseguições nazis. Acabou por ser “dominado”, porém, por uma esposa oriunda da burguesia católica, que Elfriede descreve como “despótica e paranóica”. Nunca se libertou do peso dos seus progenitores, detestando-os. Acusava o pai, que morreu num hospital psiquiátrico, de não ter sabido impor-se face a uma mulher castradora e de não a ter sabido proteger da sua prepotência.
Depois de ter seguido estudos musicais no Conservatório de Música, decidiu seguir cursos de Teatro e de História de Arte na Universidade de Viena. Muito cedo, Jelinek se apaixonaria pela literatura e pela escrita. Foi o contacto com os movimentos estudantis que a fez orientar para a carreira de escritora. Cada obra que publicava, dava origem no entanto a grandes polémicas, devido a nítidas conotações de critica social.
O seu raciocínio corrosivo e obsessivo, denunciou a humilhação física e moral que sofriam as mulheres. Em alguns dos seus livros, desenvolveu a dialéctica mestre-escravo, dizendo que ela se reflecte no trabalho, com os empregados, e acaba em casa, com a mulher. Nas suas obras disseca igualmente as ligações ambíguas de certos intelectuais face ao poder político e às teses fascistas.
Dominando perfeitamente as línguas francesa e inglesa, traduziu para alemão, várias peças de teatro francesas e algumas tragédias de Shakespeare.
Foi laureada com numerosos prémios, entre os quais vários troféus de “Melhor Dramaturga”. Ganhou igualmente o “Prémio Heinrich Böll 1986”, o “Prémio Georg Büchner 1998” e o “Prémio Heinrich Heine 2002”, pelas suas contribuições para a divulgação da língua alemã. Desculpando-se com razões de saúde, não se deslocou a Estocolmo para receber o Prémio Nobel, fazendo-se representar pela sua Editora. «Obviamente que na Áustria tentarão explorar a honra que me foi concedida, mas é necessário recusar esta forma de publicidade» - declarou quando anunciou a sua ausência na cerimónia. Enviou no entanto à Academia Sueca e à Fundação Nobel um vídeo de agradecimentos.
O seu romance mais vendido “A Pianista” foi adaptado ao cinema em 2001. Jelinek participou igualmente na adaptação cinematográfica de várias outras das suas obras. Além de Romances e Peças de Teatro, escreveu também Poesia.

domingo, 19 de outubro de 2008

EFEMÉRIDESamora Moisés Machel, líder revolucionário, primeiro presidente de Moçambique, morreu nos montes Libombos, em 19 de Outubro de 1986. Nascera em Madragoa (hoje Chilembene), no dia 29 de Setembro de 1933. Em 1975-1976 foi-lhe atribuído o Prémio Lenine da Paz.
Samora entrou na escola primária com nove anos, quando o governo colonial português entregou a “educação dos indígenas” à Igreja Católica. Quis depois continuar a estudar, mas os padres só lhe permitiam o curso de Teologia e Samora teve de tentar a vida em Lourenço Marques (hoje Maputo). Encontrou trabalho no principal hospital e, em 1952, iniciou um curso de enfermagem. Em 1956 foi colocado, já como enfermeiro, na ilha da Inhaca.
Samora ia tomando conhecimento de tudo o que se passava no Mundo, como a formação da República Popular da China (1949) e a independência do Gana (1957), seguida pela de vários outros países africanos. Foi o seu encontro com Eduardo Mondlane em 1961 e a perseguição política de que já estava a ser alvo, que levaram Samora Machel à decisão de abandonar o país em 1963, juntando-se à FRELIMO na Tanzânia. Este Movimento de Libertação já tinha chegado à conclusão que não seria possível conseguir a independência de Moçambique sem a luta armada. O jovem enfermeiro foi integrado num grupo de recrutas para receber treino militar na Argélia. No seu regresso à Tanzânia, foi nomeado comandante.
Em 3 de Fevereiro de 1969, Eduardo Mondlane, então presidente da FRELIMO, foi assassinado com uma “encomenda bomba”. O Vice-Presidente, reverendo Simango, assumiu a presidência, mas o Comité Central decidiu rodeá-lo de duas figuras - Machel e Marcelino dos Santos, formando assim um triunvirato. Em Maio de 1970, noutra sessão do Comité Central, Simango foi expulso do movimento e Samora Machel foi eleito Presidente da FRELIMO, com Marcelino como Vice-Presidente.
Nos anos seguintes e até 1974, Samora conseguiu organizar a guerrilha de forma a neutralizar a ofensiva militar portuguesa e orientou as Zonas Libertadas, que abrangiam então cerca de 30% do território. Para além disso, Samora dirigiu uma ofensiva diplomática, em que granjeou apoios, não só dos tradicionais aliados socialistas, mas inclusivamente do próprio Papa.
A seguir ao 25 de Abril de 1974 em Portugal, o então Ministro dos Negócios Estrangeiros português Mário Soares chefiou uma delegação, em que propôs à FRELIMO um cessar-fogo e a realização dum referendo sobre a independência. Samora recusou, afirmando que «A Paz era inseparável da Independência». Finalmente, em Setembro de 1974, foram assinados os Acordos de Lusaka com o governo português, em que foi decidida a formação de um governo de transição, integrando elementos nomeados por Portugal e outros pela FRELIMO, e que a independência teria lugar em 25 de Junho de 1975.
A FRELIMO resolveu que o primeiro-ministro do governo de transição não seria Samora, mas sim Chissano, chefe do Departamento de Segurança. Entretanto, Samora fez várias viagens aos países socialistas e a países vizinhos de Moçambique, para agradecer o apoio durante a luta pela independência e solicitar ajuda para a construção de Moçambique independente. Durante uma sessão do Comité Central, foi aprovada a Constituição da República Popular de Moçambique e decidido que Samora Machel seria o seu primeiro Presidente.
No plano interno, Samora assumiu uma política autocrática e populista, tentando desenvolver o país em bases socialistas e reprimindo qualquer dissidência interna. Promoveu o recenseamento da população em 1980 e a troca da moeda colonial pela nova moeda, o Metical, no mesmo ano.
Grande número de residentes de origem estrangeira abandonou o país, o que provocou a paralisação temporária de muitas empresas e, mais tarde, por falta de capacidade de gestão, o colapso de muitos sectores.
Samora não conseguiu suster a guerra promovida logo a seguir à independência pelos regimes racistas vizinhos (África do Sul e Rodésia), que se tornou numa verdadeira guerra civil de 16 anos, provocando cerca de um milhão de mortos, cinco milhões de deslocados e destruindo grande parte das infra-estruturas do país.
A crise levou Samora Machel a tentar o apaziguamento com os “Quadros”, com o Movimento rival “RENAMO”, com o Banco Mundial e com o FMI, no sentido de parar a guerra e relançar a economia.
No dia 19 de Outubro de 1986, quando regressava de uma reunião internacional na Zâmbia, o Tupolev 134 em que viajava, junto com vários dos seus colaboradores, despenhou-se em Mbuzini, nos montes Libombos, ainda em território sul-africano, mas perto da fronteira com Moçambique. O acidente foi atribuído a erro do piloto russo, mas ficou provado que este tinha seguido um radiofarol cuja origem não foi determinada. Isto levou a especulações sobre a possível cumplicidade dos serviços secretos sul-africanos no desastre, o que nunca se conseguiu provar.
A viúva de Samora, Graça Machel, com quem ele se tinha casado em 1977, casou-se em 1998 com Nelson Mandela.

sábado, 18 de outubro de 2008

EFEMÉRIDEJosé Ortega y Gasset, filósofo, sociólogo, ensaísta, jornalista e político espanhol, faleceu em Madrid no dia 18 de Outubro de 1955. Nascera na mesma cidade em 9 de Maio de 1883.
A família da parte da mãe era proprietária do jornal “El Imparcial” e o pai era escritor, jornalista e director daquele mesmo periódico. Um seu familiar foi também fundador do “El Pais”, um dos jornais europeus com mais prestígio.
Começou por estudar em Madrid, tirou o bacharelato num colégio jesuíta de Málaga e licenciou-se e doutorou-se em Filosofia na Universidade Central de Madrid (1904).
Procurando vias para a modernização do seu país, foi estudar para a Alemanha em 1905, tendo estado em Leipzig e Berlim, antes de se fixar em Malburg.
Em 1910, veio ocupar a cátedra de Metafísica na Universidade Central de Madrid e em 1914 publicou o seu primeiro livro “Meditaciones del Quijote”. Em 1917 começou a colaborar no “El Sol”, onde publicou os ensaios “España invertebrada” (1921) e “La rebelión de las massas” (1930). Fundou várias revistas, tais como: “Faro” (1908), “España” (1915/24), “Europa” (1915), “El Espectador” e a “Revista de Occidente” (1923), vocacionada para traduzir, comentar e divulgar grandes filósofos contemporâneos.
Após se desentender com os políticos em 1933, retirou-se definitivamente da política e fugiu para França onde ficou até 1939. Exilou-se depois na Argentina e mais tarde em Portugal, tendo mantido um longo silêncio acerca dos conturbados tempos que se viviam em Espanha.
Regressou ao seu país em 1946, na esperança que o fim da guerra e a derrota alemã trouxessem a Democracia à sua Pátria. Foi-lhe diagnosticada entretanto uma doença do foro oncológico, que veio a causar-lhe a morte em Outubro de 1955. Morreu isolado, controverso e incompreendido.
O funeral, porém, organizado por estudantes que acorreram em massa, terá sido a primeira grande manifestação política contra o regime franquista.
O pensamento liberal de Ortega y Gasset seria depois reivindicado por intelectuais franquistas, que se vinham opondo progressivamente ao regime e que aderiram mais tarde à transição democrática espanhola “pós Franco”.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

EFEMÉRIDE Ba Jin, pseudónimo de Li Yaotang, escritor chinês, faleceu em Xangai no dia 17 de Outubro de 2005. Nascera em Chengdu, na província de Sichuan, em 25 de Novembro de 1904. É considerado um dos maiores e mais lidos escritores chineses do século XX. O seu pseudónimo foi inspirado nos nomes, em chinês, dos pensadores anarquistas russos Bakunine e Kropotkine, que ele muito admirava (primeira sílaba de um e última sílaba do outro).
Foi nomeado uma vez para o Prémio Nobel de Literatura. O seu livro mais famoso é autobiográfico - “Família” (1933).
Filho de um funcionário governamental (mandarim), Ba Jin desde muito novo se mostrou hostil aos ritos, formalismos e castigos em vigor na época. Desde 1919 afirmou-se como anarco-comunista. Em 1921, com 17 anos, escreveu o seu primeiro artigo anarquista na “Quinzena” de Chengdu. Colaborou também na revista “As massas em alerta” e, a partir de 1922, foi o principal responsável da revista “A Voz do Povo”.
Em 1924 deixou Chengdu (onde só voltou dezoito anos mais tarde), para integrar a “Escola de Línguas Estrangeiras Nanjing”. Ba Jin era muito dotado para línguas, incluindo o Esperanto, tendo entrado para o “Movimento Esperantista” em 1924.
Deslocava-se frequentemente a Pequim, Xangai (onde desenvolveu actividades sindicais) e Cantão. Traduziu para chinês várias obras de autores libertários.
Em 1926 deslocou-se a França, ao abrigo de um programa “meio estudo, meio trabalho”, para aprofundar os seus conhecimentos em línguas estrangeiras. Ficou neste país nos anos 1927/28, facto que marcou decisivamente a sua carreira literária.
De volta à China em 1928, Ba Jin concentrou-se na literatura, colaborando também em várias revistas. Notabilizou-se então com a publicação de uma vintena de romances, escritos entre 1928 e 1945.
O Governo Chinês convidou-o para o Conselho da Cultura e da Educação em 1950, após a fundação da República Popular da China. Em 1953 foi eleito vice-presidente da Associação de Escritores.
A Revolução Cultural dos anos 1960 trouxe-lhe muitos dissabores. Foi considerado contra-revolucionário e as suas obras foram reduzidas a cinzas, sendo privado dos direitos políticos e proibido de actividades literárias, além de ter sido vítima de várias agressões. Foi “reabilitado” em 1977, sendo eleito membro do Comité Permanente da Assembleia Nacional, vice-presidente da Associação dos Círculos Literários e de Criação Literária em 1978, presidente do Pen Clube da China em 1980 e presidente da Associação de Escritores Chineses em 1981. Em 1980 foi também vice-presidente da Liga Chinesa de Esperanto.
A nível internacional, Ba Jin viu a sua obra consagrada com várias honrarias: Prémio Dante (Itália, 1982), Comendador da Legião de Honra (França, 1983), Doutor Honoris Causa na Universidade Chinesa de Hong Kong (1984) e Prémio da Cultura Asiática de Fukuoka (Japão, 1990). Morreu cinco semanas antes de completar 101 anos.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

16 DE OUTUBRO - OSCAR WILDE

EFEMÉRIDE Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde, escritor irlandês, nasceu em Dublin no dia 16 de Outubro de 1854. Faleceu em Paris, vítima de um violento ataque de meningite, agravado pelo consumo de álcool e pela sífilis, em 30 de Novembro de 1900.
Estudou no Trinity College de Dublin, ganhando mais tarde uma bolsa de estudos para o Magdalen College de Oxford. Saiu de Oxford em 1878, depois de ter ganho o prémio "Newdigate" com o poema "Ravenna". Fixou-se em Londres, começando uma vida social bastante agitada e caracterizada por atitudes extravagantes. Foi convidado para ir aos Estados Unidos fazer uma série de palestras sobre o movimento estético por ele fundado - o “dandismo”.
Em 1883, mudou-se para Paris, integrando-se no mundo literário local, o que o levou a abandonar o “dandismo”. Voltou para Inglaterra, casou-se e foi morar em Chelsea, um bairro de artistas londrino. O melhor período intelectual de Oscar Wilde situou-se entre 1887 a 1895.
Em 1892, começou uma série de bem sucedidas comédias, hoje clássicos da dramaturgia britânica. Publicou também alguns contos, que escrevera para os filhos. Um dos seus melhores romances foi “O Retrato de Dorian Gray”, no qual dissecou a arte, a vaidade e as manipulações humanas. Muitos consideram esta a sua obra-prima, sobretudo pela riqueza dos diálogos.
A situação financeira de Wilde era óptima, a fama cada vez maior e o sucesso literário era acompanhado de uma vida mundana e excêntrica.
Em Maio de 1895, após três julgamentos, foi condenado a dois anos de prisão, com trabalhos forçados, por “cometer actos imorais com diversos rapazes”. Após esta condenação, a vida mudou radicalmente para Óscar Wilde, que viu degradar-se rapidamente a sua saúde e a sua reputação.
Foi libertado em Maio de 1897. Passou a morar em Paris e a usar o pseudónimo Sébastien Melmoth. Vestia-se então de maneira mais simples e morava numa casa bastante modesta. Acabou os seus dias na solidão e quase na miséria.
Escreveu ao todo nove peças de teatro de sucesso, vários poemas, romances, novelas e ensaios. Cinco das suas obras foram adaptadas ao cinema. Da sua vida foram feitos igualmente dois filmes.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

EFEMÉRIDEPúblio Virgílio Maron (em latim Publius Vergilius Maro), poeta romano, nasceu em Andes, região de Mântua, no dia 15 de Outubro de 70AC. Morreu em Brindisi, em 21 de Setembro de 19AC.
A sua obra mais conhecida é a “Eneida”, que rivaliza em prestígio com as também célebres “Ilíada” e “Odisseia” do poeta Homero. Ainda em vida, Virgílio foi considerado como «O grande poeta romano» e «O maior expoente da literatura latina».
Filho de uma família da pequena burguesia, alcançou pelo casamento uma boa situação económica, que lhe permitiu estudar com grandes Mestres de Cremona, Milão, Roma e Veneza, matérias tão diversas como Filosofia, Letras, Direito, Medicina e Matemática.
Amigo do poeta Horácio, que ele considerava «a metade da sua alma», e protegido por Mecenas, como ele também, conseguiu entrar em contacto com o Imperador, de quem recebeu o incentivo para escrever a “Eneida”.
Admirador da cultura helénica, viajou até à Grécia, para realizar um velho sonho. Morreu no regresso, junto de Brindisi. O seu túmulo encontra-se em Nápoles.
A obra de Virgílio compreende, entre outras obras de menor importância, as “Bucólicas” ou “Éclogas” e as “Geórgicas”, estas dedicadas ao seu protector Mecenas e fazendo a apologia da vida rural.
Literariamente, as “Geórgicas” são consideradas a sua obra mais perfeita. A “Eneida”, obra que o poeta considerou inacabada, a ponto de pedir, no leito de morte, que fosse queimada, constitui porém uma epopeia nacional. Consta de doze livros e influenciou grandes poetas como o francês Ronsard e o português Luís de Camões.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

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Mãos, sombras e música...

EFEMÉRIDE Katherine Mansfield, de seu verdadeiro nome Kathleen Mansfield Beauchamp, notável contista e poetiza neozelandesa, nasceu em Wellington, na Nova Zelândia, em 14 de Outubro de 1888. Faleceu em Fontainebleau, França, no dia 9 de Janeiro de 1923.
Filha de um banqueiro, com uma infância muito solitária, publicou os seus primeiros trabalhos no “High School Reporter” e na revista do Colégio Feminino de Wellington, em 1898 e 1899. Mudou-se para Londres em 1902, onde frequentou o Queen's College. Violoncelista de talento, não se sentiu muito atraída pela Literatura e, após concluir a sua educação na Inglaterra, regressou à Nova Zelândia em 1906. Foi só então que começou a escrever contos. Não gostando muito do estilo de vida provinciano da Nova Zelândia, Kathleen voltou para Londres dois anos mais tarde.
Logo se entregou à vida boémia/bissexual comum a muitos artistas e escritores da época. Com pouco dinheiro, conheceu, casou-se e separou-se do seu primeiro marido, no espaço de apenas três semanas.
Os seus escritos chamaram a atenção de várias editoras, tendo adoptado o pseudónimo pelo qual ficou conhecida, quando da publicação da sua primeira recolha de contos “Numa Pensão Alemã” (1911).
A sua vida mudaria radicalmente quando da morte do irmão, em 1915, no decorrer da Primeira Guerra Mundial. Ficou de tal modo traumatizada que os seus trabalhos passaram a reflectir quase exclusivamente as lembranças nostálgicas da sua infância na Nova Zelândia. Foi por essa altura que se relacionou profissionalmente com escritores como D. H. Lawrence e Virginia Woolf que, mais tarde, diria que «Katherine fora a única escritora da qual sentira inveja».
Embora continuasse a escrever, raramente publicava os seus trabalhos, entrando numa profunda depressão. A sua saúde ficou muito debilitada após um ataque quase fatal de pleurisia, a que se seguiu a tuberculose em 1918. Foi enquanto combatia essa doença em vários sanatórios europeus, que Mansfield começou a escrever os trabalhos pelos quais ficaria conhecida a nível mundial.
"Miss Brill", a história de uma mulher frágil, fez de Katherine um dos escritores modernistas mais proeminentes, sobretudo quando da publicação em 1920 da colecção "Bliss" (Felicidade).
Mansfield passou os últimos anos de vida na busca de curas cada vez menos ortodoxas. Em Fevereiro de 1922, consultou um médico russo que “fazia tratamentos revolucionários”. Estes tratamentos consistiam afinal em bombardear o baço com raios-X, o que lhe provocou o desenvolvimento de insensibilidade nas pernas.
Em Outubro de 1922, mudou-se para o “Instituto Gurdjieff”, perto de Fontainebleau, em França, onde ficou sob vigilância médica. Uma hemorragia pulmonar fatal, após subir uma escada a correr “para mostrar que estava bem”, prostrou-a para sempre aos 34 anos de idade.
Uma grande parte das suas prosas e poesias não foi publicada em vida, só o sendo postumamente. Alguns dos seus últimos contos mostravam já uma certa propensão para o romance, mas já não teve tempo...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

EFEMÉRIDENana Mouskouri, de seu verdadeiro nome Yoánna Moúskouri, cantora e política grega, nasceu em Chania, Creta, no dia 13 de Outubro de 1934.
A família mudou-se para Atenas, quando ela tinha três anos de idade. Começou muito nova a interessar-se pelas artes em geral e pela música em particular. A sua infância ficou marcada pela invasão nazi da Grécia, tendo o pai feito parte da Resistência Grega.
Os pais trabalharam arduamente para lhe possibilitarem os estudos musicais. A fim de que Nana não desistisse de estudar canto, devido a dificuldades financeiras, uma professora - que via nela um talento inigualável - ofereceu-se mesmo para continuar a dar-lhe aulas gratuitamente. Entrou aos quinze anos para o Conservatório de Atenas, onde estudou canto, piano e harmonia, durante oito anos.
Nana tem uma corda vocal mais grossa do que outra, o que contribui para que possua uma voz única: grave quando fala e cristalina quando canta.
A sua carreira, começada em 1958, levou-a a gravar mais de 1500 canções em várias línguas, tais como o grego, o inglês, o francês, o espanhol, o alemão, o português, o hebreu, o japonês e o italiano, entre outras.
Em 1963 foi escolhida para representar o Luxemburgo no Concurso da Eurovisão da Canção.
Ao longo da sua carreira abordou vários tipos de música: folclore, jazz, pop e clássica (Verdi e Mozart).
Correu o Mundo durante mais de quarenta anos, tendo ganho cerca de 300 discos de oiro, diamante e platina.
A UNICEF, dada a sua notoriedade, nomeou-a sua Embaixadora em 1993. Foi deputada europeia de 1994 a 1999, pelo partido grego Nova Democracia.
Em 2005, Nana Mouskouri fez uma tournée de despedida que a levou da Europa até à Austrália.
Foi nomeada Oficial da Legião de Honra Francesa em 14 de Julho de 2006 e recebeu o Grande Prémio Sacem no mesmo ano.
Em 2007 entrou na lista das “120 personalidades mais ricas domiciliadas na Suíça”, país onde actualmente vive com um filho.

domingo, 12 de outubro de 2008

Os tempos são de mudança...

EFEMÉRIDENísia Floresta Brasileira Augusta, de seu verdadeiro nome Dionísia Gonçalves Pinto, educadora e escritora brasileira, nasceu em Papari no dia 12 de Outubro de 1810. Faleceu em Ruão, França, em 24 de Abril de 1885, vítima de pneumonia, sendo enterrada no cemitério de Bonsecours. Quase setenta anos depois, os seus restos mortais foram trasladados para Papari, terra onde nascera e que já então se chamava Nísia Floresta, em sua homenagem.
Considerada pioneira do Feminismo no Brasil, foi provavelmente a primeira mulher a romper os limites entre os espaços público e privado, publicando textos em jornais, na época em que a Imprensa ainda dava os passos iniciais. Escreveu vários livros em defesa dos direitos das mulheres, dos índios e dos escravos.
Era filha de um português (Dionísio Gonçalves Pinto) e de uma brasileira (Antônia Clara Freire). O pai foi assassinado no Recife, para onde a família se tinha mudado. Em 1831, Nísia iniciou-se na Literatura, publicando num jornal pernambucano vários artigos sobre a Condição Feminina.
O seu primeiro livro, o primeiro no Brasil a tratar dos direitos das mulheres à instrução e ao trabalho, foi “Direitos das mulheres e injustiça dos homens”. Se bem que inspirado num livro da feminista inglesa Mary Wollstonecraft, Nísia não fez uma simples tradução, utilizando o texto para introduzir as suas próprias reflexões sobre a realidade brasileira. Seguiram-se outros, como: “Conselhos a minha filha” (1842) e “A Mulher” (1859), nos quais destacava sempre a importância da Educação Feminina, tanto para a Mulher como para a Sociedade.
Dirigiu um colégio feminino no Rio Grande do Sul, para onde se tinha mudado após enviuvar. A Guerra dos Farrapos mudou-lhe os planos e ela resolveu fixar-se no Rio de Janeiro, onde fundou e dirigiu os colégios Brasil e Augusto, notáveis pelo alto nível do seu ensino.
Em 1849, por recomendação médica, levou a filha gravemente doente para a Europa, ficando a morar em Paris. Foi ali que publicou “Opúsculo Humanitário” (1853), uma série de artigos sobre a emancipação feminina, que foi merecedor de uma apreciação favorável de Auguste Comte, pai do Positivismo.
Esteve no Brasil entre 1872 e 1875, em plena campanha abolicionista liderada por Joaquim Nabuco, mas quase nada se sabe sobre a sua vida nesse período. Voltou para a Europa em 1875 e, três anos depois, publicou o seu último trabalho.
No seu livro “Patronos e Académicos”, referente às personalidades da Academia Norte-Riograndense de Letras, Veríssimo de Melo considerou-a «a mais notável mulher da História do Rio Grande do Norte».
Termos utilizados por um informático, em todas as circunstâncias...

sábado, 11 de outubro de 2008

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Quando tiver tempo, ensino...

EFEMÉRIDEJosé Antunes Marmelo e Silva, escritor português, morreu em Espinho no dia 11 de Outubro de 1991. Nascera em Paul, na Beira Baixa, em 7 de Maio de 1911.
Estudou no Seminário do Fundão e nas escolas secundárias da Covilhã e de Castelo Branco. Frequentou a Universidade de Coimbra, vindo a licenciar-se em Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1940). Fez o serviço militar em Mafra e na Madeira, fixando residência em Espinho a partir de 1944, tendo leccionado no Colégio Pedro Nunes.
Na década de 1930 colaborou no semanário lisboeta “O Diabo” e na revista “Presença” de Coimbra, cidade onde conviveu com o grupo neo-realista.
Em 1937 fundou, juntamente com outros intelectuais, a Editora Portugália, em Coimbra, que foi inaugurada com a publicação da 1.ª edição do seu livro “Sedução”.
Na década de 1960 colaborou no “Diário de Notícias” e na revista “Seara Nova”. Dele disse, em 1967, o também escritor Mário Sacramento: «Marmelo e Silva é não só um dos casos mais notáveis da moderna literatura portuguesa, mas o que mais fundo exprime e ensaia o significado da arte como libertação do homem - como reintegração do homem. “Adolescente Agrilhoado” é uma das obras-primas da literatura portuguesa e o mais belo romance da adolescência que até agora se escreveu entre nós».
Em 1987 foi agraciado com a Medalha de Ouro de Espinho e, no ano seguinte, com o grau de Comendador da Ordem de Mérito pela Presidência da República.
Tem muita colaboração dispersa pela Imprensa, ainda por recolher na sua integralidade. Publicou uma dezena de livros desde 1932, com várias reedições, algumas já postumamente.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Marketing imaginativo nas eleições americanas (duplo sentido...)
EFEMÉRIDE Lin Yutang, escritor, tradutor e inventor chinês, nasceu em Banzi, Fujian, no sudeste da China, em 10 de Outubro de 1895. Morreu em Yangmingshan, Taipé, em Taiwan, no dia 26 de Março de 1976. Os seus trabalhos originais e as traduções que fez de vários clássicos chineses são muito populares no Ocidente.
Lin nasceu numa região montanhosa, que lhe deixou uma impressão profunda na sua consciência, de tal modo que se considerou sempre um filho das montanhas e, num dos seus livros, escreveu mesmo que, para si, viver num apartamento citadino era como viver no Inferno.
Completou o seu bacharelado na St. John's University em Xangai. Mais tarde, obteve uma bolsa que lhe permitiria doutorar-se na Universidade Harvard nos Estados Unidos da América. Mudou-se no entanto para a Europa, acabando por obter o doutoramento em Leipzig na Alemanha. De 1923 a 1926 foi professor de Literatura Inglesa na Universidade de Pequim.
Empenhou-se igualmente na formulação de um novo método de transliteração da língua chinesa e inventou uma máquina de escrever adaptada aos caracteres chineses. Em 1928, viveu nos Estados Unidos, onde eram realizadas as suas transliterações de textos chineses, tornando-os muito populares. Voltou aos Estados Unidos em 1931.
Os seus diversos trabalhos representaram uma tentativa importante de eliminar as barreiras entre o Ocidente e o Oriente. Os dois primeiros livros que redigiu em inglês “Minha terra e meu povo” (1935) e “A importância de viver” (1937) trouxeram-lhe o reconhecimento internacional. Foi várias vezes nomeado para o Prémio Nobel de Literatura.
Quando faleceu, foi sepultado na sua própria casa em Taipé que, entretanto, foi transformada em museu.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

EFEMÉRIDETadeusz Różewicz, poeta e dramaturgo polaco, nasceu em Radomsko no dia 9 de Outubro de 1921.
Pertence à primeira geração nascida depois da Polónia ter reconquistado a independência em 1918. Os seus primeiros poemas foram publicados em 1938 e o primeiro livro em 1944. Durante a Segunda Guerra Mundial foi membro da Resistência Polaca.
O seu livro “Inquietude", e especialmente o poema “Ocalony”, espelham bem um homem destruído pela catástrofe inexprimível que foi a 2ª Grande Guerra.
O seu irmão Janusz, também poeta, foi executado pela Gestapo em 1944. Tadeusz conseguiu sobreviver, obteve um bacharelato em 1945 e começou depois a estudar História de Arte na Universidade de Cracóvia, estudos que não concluiu.
Iniciou-se na dramaturgia em 1960 e foi autor de muitas recolhas de poemas que tiveram grande sucesso.
Em 1968 foi viver para Wrocław e, desde então, publicou uma quinzena de peças de teatro. Różewicz é considerado um dos melhores poetas polacos no período pós-guerra e um dos maiores inovadores do teatro. A sua peça “Kartoteka” revolucionou todo o teatro polaco e influenciou grandemente o teatro mundial.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

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Próxima aquisição do Benfica... Para substituir o Quim!
EFEMÉRIDECatulo da Paixão Cearense, poeta, músico e compositor brasileiro, nasceu em São Luís do Maranhão no dia 8 de Outubro de 1863. Morreu no Rio de Janeiro em 10 de Maio de 1946.
A família mudou-se para o Rio em 1880, tinha ele 17 anos. Trabalhou como relojoeiro, juntamente com o pai. Depois da morte dos pais, viu-se obrigado a ser estivador para sobreviver. À noite, integrava-se nos meios boémios da cidade. Associou-se a um livreiro, que passou a publicar em “folhetos de cordel” as modinhas da época. Catulo da Paixão Cearense organizou várias colectâneas, além de publicar obras próprias.
Viveu despreocupado, mas morreu na pobreza. As suas composições mais famosas são “Luar do Sertão” (1908), que é considerado “o hino do sertanejo brasileiro”, e “Flor amorosa” (data desconhecida). Foi responsável igualmente pela reabilitação do violão nos salões da alta sociedade carioca e pela reforma das “modinhas”. Em 1908 conseguiu actuar no Instituto Nacional de Música, o que levou um crítico a considerar quase uma heresia a presença de um violão num salão de música erudita. Porém, depois da sua actuação, esse mesmo crítico confessou a sua precipitação e aplaudiu-o com entusiasmo.
Catulo foi um dos poucos poetas populares brasileiros que, ainda em vida, recebeu todas as glórias e honrarias, merecendo a adoração do povo. Em parte, porque usou toda a sonoridade que o sotaque nordestino lhe proporcionava, sabendo utilizar versos simples, ingénuos e puros.
Autodidacta, aprendeu matemática e francês, língua que dominou de tal modo, que pôde traduzir para português poetas gauleses muito populares naquela mudança de século. Entretanto, o gosto pela literatura francesa não o transformou em mais um parnasiano, tendo sabido guardar a influência do “Nordeste” e compondo modinhas bem brasileiras. Foi professor, cantou para vários Chefes de Estado e inaugurou - ele próprio - uma estátua em sua homenagem.
Mário de Andrade classificou-o como «o maior criador de imagens da poesia brasileira».

terça-feira, 7 de outubro de 2008

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Telejornal Brasileiro para sorrir...

EFEMÉRIDEMario Lanza, de seu verdadeiro nome Alfredo Arnoldo Cocozza, tenor norte-americano de ascendência italiana, faleceu em Roma no dia 7 de Outubro de 1959, vítima de crise cardíaca. Nascera na Filadélfia, em 31 de Janeiro de 1921.
Teve grande sucesso nos anos 1940/50, principalmente pelas suas participações no cinema, interpretando o grande Enrico Caruso em sete filmes, que lhe trouxeram notoriedade mundial.
Foi considerado o mais famoso tenor dos EUA, mas durante toda a sua carreira enfrentou vários problemas com o excesso de peso, o consumo de álcool e de barbitúricos. Influenciou vários cantores, tanto clássicos como populares, e o próprio Elvis Presley declarou que fora um dos seus maiores fãs.
Foi escutando as gravações do seu ídolo Caruso, guardadas religiosamente pelo seu pai, que o jovem Mário Lanza descobriu a sua própria voz.
Referenciado pelo maestro Serge Koussevitsky em 1942, ele veio a optar por uma carreira cinematográfica, se bem que com interpretações líricas, participando em vários filmes produzidos pela MGM. Começou a sua carreira em Hollywood em 1944.
Manteve sempre relações tensas com os meios cinematográficos e com os críticos jornalísticos, o que o levou a deixar os Estados Unidos, instalando-se em Itália no ano de 1956.
Em 1958 cantou sem microfone para 8 000 pessoas, deixando até os grandes especialistas surpreendidos com a potência, a dimensão e a beleza da sua voz ao natural. Conta-se que, com a força e vibração da voz, chegava a fazer estalar vidros e peças de loiça. Uma outra sua faceta era o profundo respeito que tinha pelos textos e poemas que cantava.
Os abusos de álcool agravaram uma profunda depressão que o consumia, morrendo aos 38 anos. Mário Lanza ficou para a posteridade como uma lenda do Canto. A sua mulher só lhe sobreviveria cinco meses, em virtude do abuso de soníferos.
Os tenores de referência José Carreras, Placido Domingo e sobretudo Luciano Pavarotti reconheceram ter muito aprendido com ele. O “Baker's Dictionary of Opera” consagra-lhe uma longa rubrica apesar da sua breve carreira. Meio século depois da sua morte, ele continua a ser considerado um fenómeno verdadeiramente único na história da arte lírica. Mário Lanza deu mais de duzentos concertos nas mais prestigiosas salas e locais do mundo.
Espera-se (deseja-se, pelo menos) que a editora discográfica que possui o espólio das suas gravações, a “RCA”, aproveite o cinquentenário do seu desaparecimento para divulgar mundialmente muitas das suas interpretações.

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