segunda-feira, 30 de novembro de 2015

ZAZ - "Paris sera toujours Paris"


30 DE NOVEMBRO - ANSUMANE MANÉ

EFEMÉRIDEAnsumane Mané, guerrilheiro do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), morreu na Guiné-Bissau em 30 de Novembro de 2000. Nascera na Gâmbia em 1940. Combateu durante a guerra da independência ao lado de Nino Vieira e apoiou-o quando ele tomou o poder em 1980 após um golpe de estado.
Foi chefe da Junta Militar que iniciou, em 7 de Junho de 1998, um levantamento militar que resultaria na demissão do presidente da República Nino Vieira, em 7 de Maio de 1999.
Este levantamento militar, que culminaria numa curta guerra civil, teve origem no descontentamento existente nas Forças Armadas. Como o próprio Ansumane Mané disse através da Rádio Bombolom, a revolta foi levada a cabo para se proteger, pois havia sido – na semana anterior – destituído do cargo de chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, sob a alegação de que fazia contrabando de armas.
Depois de Nino Vieira ter sido destituído, Mané tornou-se provisoriamente chefe do Estado até 14 de Maio de 1999, data em que Malam Bacai Sanhá, presidente da Assembleia Popular Nacional, foi nomeado presidente da República interino.
A Junta Militar, dirigida por Mané, acatou a situação durante o período transitório antes de eleições, mas propôs vir a ter plenos poderes sobre o futuro governo durante um período de dez anos. A proposta foi posteriormente abandonada, devido à recusa de todos os partidos.
Kumba Yalá do Partido da Renovação Social (PRS) saiu vencedor das Presidenciais de 2000, apesar do apoio da Junta Militar ao candidato do PAIGC.
Ansumane Mané acabou por ser morto, juntamente com outros dois militares, durante uma troca de tiros com as forças governamentais na região de Biombo. Os três corpos apresentados na televisão do Estado foram considerados irreconhecíveis pela imprensa internacional. 

O NATAL JÁ TÃO PERTO

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

domingo, 29 de novembro de 2015

IKER CASILLAS & SARA CARBONERO - Mundial 2010


29 DE NOVEMBRO - GONÇALO GUEDES

EFEMÉRIDEGonçalo Manuel Ganchinho Guedes, futebolista português que joga no SL e Benfica, nasceu em Benavente no dia 29 de Novembro de 1996. Ingressou nas camadas jovens do clube em 2005, tendo jogado depois pela equipa de juniores.
Em Abril de 2014, fez a sua estreia profissional na equipa do Benfica B, na Segunda Liga. Ganhou o Prémio de Jogador Revelação Samsung.
Em Outubro de 2014, estreou-se pela equipa principal do Benfica, na terceira fase da Taça de Portugal contra o Sporting Clube da Covilhã Em Janeiro de 2015, fez o primeiro jogo na I Liga em Penafiel, entrando para substituir Lima numa vitória por 3-0.
Em Setembro de 2015, marcou o seu primeiro golo pelo Benfica na vitória de 3-0 contra o FC Paços de Ferreira e também o seu primeiro golo na UEFA Champions League numa vitória sobre o C. Atlético Madrid (1-2). Tornou-se no mais jovem jogador português a marcar um golo na fase de grupos daquela competição.
Foi chamado pela primeira vez à Selecção Nacional de Sub-21 em Outubro de 2015, para os jogos com as congéneres da Hungria e da Grécia, a contar para a fase de apuramento do Europeu da mesma categoria. Na fase final, realizada na Nova Zelândia, alinhou em três jogos.
Foi convocado pela primeira vez para a Selecção Portuguesa de Futebol pelo seleccionador Fernando Santos, para os jogos amigáveis contra a Rússia e o Luxemburgo, em Novembro de 2015.
Foi Vice-Campeão da UEFA Youth League de 2013/14. Foi também o Melhor Jogador do Mês da Segunda Liga, em Outubro e Dezembro de 2014. Do seu palmarés fazem ainda parte, já no escalão principal, a Primeira Liga 2014/15 e a Taça da Liga da mesma época. Um jovem de apenas 19 anos, com um futuro muito promissor à sua frente.

CONTAGEM FINAL (décimas)

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

sábado, 28 de novembro de 2015

28 DE NOVEMBRO - MARCELO BOECK

EFEMÉRIDEMarcelo Boeck, futebolista brasileiro que actua como guarda-redes e joga actualmente no Sporting CP, nasceu em Vera Cruz no dia 28 de Novembro de 1984.
Formado no Internacional de Porto Alegre, conquistou um título no seu jogo de estreia pela equipa principal. Em 2007/08, transferiu-se do Internacional para o CS Marítimo de Portugal, por 400 mil euros, assinando um contrato por cinco anos. Tendo então 22 anos, integrou o plantel da equipa B, em que jogava regularmente.
Na época 2009/10, ascendeu à equipa principal, confirmando qualidades mas foi-lhe difícil superar Peçanha, que era o titular. Em 2010/11, “beneficiou” de um castigo de quatro jogos imposto ao seu compatriota para garantir a titularidade e convencer, primeiro, o técnico holandês Mitchell van der Gaag e, mais tarde, Pedro Martins. Acabou por fazer uma época de grande nível, tendo sido um dos pilares da equipa madeirense.
Em Junho de 2011, o Sporting contratou-o por 959 000 euros, comprando 75% do seu passe ao Marítimo. Marcelo Boeck assinou este contrato por cinco épocas, juntando-se a Rui Patrício e Tiago na posição de guarda-redes do clube leonino. Marcelo Boeck jogou poucas vezes até agora pelo o Sporting CP e tem sido suplente de Rui Patrício.
Do seu palmarés, fazem parte: dois Campeonatos Gaúchos (2004 e 2005), a Copa Libertadores da América (2006), a Copa do Mundo de Clubes da FIFA (2006) e a Recopa Sudamericana (2007). Já em Portugal, ganhou a Taça da Madeira (2008/09) pelo Marítimo e a Taça de Portugal (2014/15) e a Super Taça 2015 pelo Sporting

GLOSA DE QUADRA

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

27 DE NOVEMBRO - ROBERTO LEAL

EFEMÉRIDERoberto Leal, de seu verdadeiro nome António Joaquim Fernandes, cantor, compositor e actor português radicado no Brasil, nasceu em Vale da Porca no dia 27 de Novembro de 1951. Devido ao sucesso alcançado na década de 1970, é considerado um embaixador da cultura portuguesa no Brasil. Já vendeu mais de 17 milhões de discos e ganhou cerca de 30 Discos de Ouro e 5 de Platina.
Emigrou para o Brasil aos onze anos de idade (1962), juntamente com os pais e nove irmãos. Em São Paulo, após trabalhar como sapateiro e vendedor de doces, iniciou a carreira de cantor interpretando fados e músicas românticas.
Em 1971, obteve o seu primeiro grande sucesso com “Arrebita”, canção muito conhecida pelo seu refrão «Ai cachopa, se tu queres ser bonita, arrebita, arrebita, arrebita», tendo actuado no popular Programa do Chacrinha. Começou então a ganhar grande popularidade, apresentando-se em diversos programas de grande auditório no Brasil.
Em 1978, protagonizou o filme “Milagre – O Poder da Fé”, que contou com a participação especial de alguns nomes importantes como o apresentador Chacrinha, Elke Maravilha e a actriz Lolita Rodrigues. Estreado em 1979, o filme aborda a história da sua vida e teve algumas partes filmadas na terra natal do cantor.
Além do repertório romântico popular, os seus discos costumam misturar ritmos portugueses e brasileiros, gravando também em estilos tipicamente brasileiros como o forró. Quase todos os seus discos têm faixas da sua autoria e igualmente em parceria com a esposa Márcia Lúcia, de quem tem três filhos brasileiros. A canção “Arrebita” serviu de inspiração para a música “Vira-Vira”, sucesso da banda Mamonas Assassinas na década de 1990.
Lançou em 2007 o CD “Canto da Terra” e em 2009 “Raiç/Raízes”. Nestes discos, gravou músicas em mirandês, para divulgar a segunda língua oficial de Portugal. Estes discos conferiram-lhe prémios e honrarias, pelo estudo aprofundado de instrumentos musicais muito usados na música mirandesa, como as gaitas de foles.
Roberto Leal tem mais de trezentas canções gravadas. É um dos compositores do hino da Portuguesa de Desportos de São Paulo. Tem um restaurante de comida portuguesa – o Marquês de Marialva – localizado em São Paulo.
Em 2011, entrou como actor no sitcomÚltimo a Sair”, um falso reality-show da autoria de Bruno Nogueira, João Quadros e Frederico Pombares, exibido pelo canal português RTP1.
Em 2014, lançou o CD “Obrigado Brasil!”, interpretando sambas de Jorge Aragão e Arlindo Cruz e duetos com Jair Rodrigues, Alcione, Jairzinho e Luciana Mello.
Em 2011, publicou a sua autobiografia intitulada “Minhas Montanhas”, que foi lançada simultaneamente no Brasil e em Portugal.
Roberto Leal vive entre o Brasil e Portugal, além de se apresentar em países da América do Sul e da Europa, divulgando sempre a cultura portuguesa. Regularmente, são lançadas colectâneas dos seus principais sucessos, além de novos trabalhos.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

ROBERTO LEAL - "Arrebita"


26 DE NOVEMBRO - DIOGO AMARAL

EFEMÉRIDEDiogo Maria Mendes Leal Pereira do Amaral, actor português, nasceu em Lisboa no dia 26 de Novembro de 1981. Participou em várias telenovelas e séries, sobretudo na TVI.
Em 2007, na XII Gala dos Globos de Ouro, ganhou o Globo de Melhor Beijo juntamente com Luciana Abreu. Entre 2001 e 2015, fez cerca de 20 séries e telenovelas, com assinalável êxito.
Quando era pequeno queria ser bombeiro, mas o “bichinho” da representação acabou por vencer. Por ser o mais novo do seu grupo de amigos ganhou a epíteto de “Pirolito”, enquanto muitas das suas fãs lhe chamam agora o “Príncipe”.
Chegou a estudar Arquitectura na Universidade Lusíada, mas abandonou o curso no 2ºano. Fez depois o Curso de Formação de Actores, na Oficinactores.
Foi manequim e fez diversos anúncios publicitários na rádio (MultiOpticas, Danone, Tridente, etc.).
A sua primeira telenovela foi “Sonhos Traídos”. Mais tarde, entrou na primeira série de “Morangos com Açúcar”. Estreou-se no teatro, na peça com o mesmo nome. Em 2006, protagonizou “Floribella”, naquele que terá sido um dos seus melhores papéis. Fez também o musical “Ri-Fixe”.
Pratica regularmente desporto (jogging e futebol). Em 2015, casou-se em Las Vegas com a também actriz Vera Kolodzig de quem tem um filho ainda bebé. 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

MARIA BETHÂNIA - "Apesar de Você"


25 DE NOVEMBRO - STANLEY HO

EFEMÉRIDEStanley Ho Hung-Sun, empresário e multimilionário chinês, nasceu em Hong-Kong no dia 25 de Novembro de 1921.
Instalou-se em Macau em 1941, fugindo da invasão e ocupação japonesa. Em Macau, foi secretário da Macau Cooperation Co. Ltd. entre 1942 e 1944, tendo sido depois director do Macau Government Bureau Supplies entre 1944 e 1945 e da Agência Comercial Progresso Macau de 1945 a 1947.
Em Dezembro de 1948, casou-se na Catedral de Hong Kong com Clementina Ângela de Melo Leitão, que pertencia a uma das famílias macaístas mais influentes da época. O pai dela era empresário de hotéis e casinos, sendo também o único notário público da altura. A empresa de Ho, a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), obteve do Governo de Macau o monopólio da exploração do sector de jogos em 1962. Esta situação de grande estabilidade acabou nos anos de 2001/02, quando lhe foi retirado o monopólio. A partir daí, a STDM passou a enfrentar uma grande competição com outras companhias, que entraram em força em Macau, principalmente empresas norte-americanas e multinacionais.
Com um impressionante currículo financeiro e industrial, Ho está ligado às mais importantes sociedades de Hong Kong e Macau. Em Hong Kong, é presidente de várias empresas, entre elas a Far East Hydrofoil Co., Ltd. (que opera com a maior frota de jetfoils do mundo) e a Aberdeen Restaurant Enterprises, Ltd. (dona de três restaurantes flutuantes Jumbo).
Em Macau, foi administrador-delegado da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (proprietária do Hotel Lisboa, do Hotel Sintra, do Casino Lisboa e de outros casinos) e vice-presidente da Companhia de Electricidade de Macau. Foi ainda director executivo, desde 1983, do Casino do Estoril (Portugal).
Foi presidente de inúmeras associações em Hong Kong, algumas desportivas. Em Macau, foi ainda presidente do Conselho da Universidade de Macau, membro dos Conselhos de Curadores da Fundação Oriente e da Fundação Macau e presidente da Teledifusão de Macau (TDM).
É Comendador da Ordem de Benemerência de Portugal (1971), Comendador da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal (1981), Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra de França (1984), Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal (1986), Oficial da Ordem do Império Britânico da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte (1990), Grã-Cruz da Ordem do Mérito de Portugal (1990) e Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal (1995), entre muitas outras honrarias.
No ano de 2006, de acordo com a revista “Forbes”, era o 86.º mais rico do Mundo, possuindo uma fortuna aproximada de 6,5 mil milhões de dólares americanos. É um dos maiores proprietários de Macau e possui também várias propriedades em Hong-Kong.
Stanley Ho é dono de vários casinos, de outros estabelecimentos de jogos (corridas de cavalos e cães, apostas, etc.), de hotéis, de centros comerciais e de nightclubs. É um importante accionista da Teledifusão de Macau S/A. Em 2003, os seus negócios correspondiam a cerca de um terço do PIB de Macau. As suas empresas empregam dezenas de milhares de trabalhadores. Além de Macau e Hong-Kong, tem investimentos em Portugal, na Coreia do Norte, no Vietname e nas Filipinas. Fala fluentemente chinês, inglês, japonês e português.
Desde 2005, a sua quarta mulher (Angela Leong On Kei) é deputada na Assembleia Legislativa de Macau, eleita por sufrágio directo, representando o sector de jogos e portanto os interesses do marido.
Com a crise económica de 2008, Stanley Ho perdeu cerca de 90% da sua fortuna, segundo a “Forbes”, tendo caído de 9 mil milhões para mil milhões de dólares americanos. Em 2010, porém, já tinha recuperado uma parte, possuindo 2,1 mil milhões de dólares.
Dos seus vários casamentos e relações amorosas, teve 17 filhos dos quais só estão vivos 16, porque o filho mais velho, Robert Ho, morreu num acidente da estrada em Portugal (1981). 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

24 DE NOVEMBRO - ALFREDO KRAUS

EFEMÉRIDE Alfredo Kraus Trujillo, tenor espanhol de ascendência austríaca por parte do pai, nasceu em Las Palmas no dia 24 de Novembro de 1927. Morreu em Madrid, em 10 de Setembro de 1999.
Grande estilista no reportório italiano e francês, ficou reconhecido pela longevidade da sua carreira (1956/98) e é considerado um dos principais tenores do século XX.
Estudou em Barcelona com Gali Markoff, depois em Valência com Francisco Andres e, finalmente, em Milão com Mercedes Llopart. Iniciou-se em público em 1954 (Madrid), cantando zarzuela, abordando a ópera em Turim em 1956 (“La Traviata”).
Actuou nas mais importantes salas de ópera do mundo, estreando-se na cidade do Cairo – em 1956 – com “Rigoletto” de Verdi. O seu papel mais famoso teria sido o de Werther na ópera “Werther” de Jules Massenet. Nos seus últimos anos de vida, dedicou-se ao ensino.
Cantou a ópera “La Traviata”em Lisboa, no Teatro Nacional de São Carlos, ao lado de Maria Callas, em Março de 1958. Por curiosidade, refira-se que actuou igualmente no Coliseu de Lisboa, na noite de 24 de Abril de 1974 (véspera da Revolução dos Cravos), contracenando com Joan Sutherland, que actuava pela primeira vez em Portugal.
Em 1981, recebeu a Medalha de Ouro do Mérito das Belas-Artes outorgada pelo Ministério da Educação, da Cultura e dos Desportos. Foi laureado igualmente com o Prémio Príncipe das Astúrias em 1991.  

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

JOSÉ MÁRIO BRANCO & SÉRGIO GODINHO - "O charlatão"


THE PLATTERS - "Only You" (1955)


23 DE NOVEMBRO - FRANCO NERO

EFEMÉRIDEFranco Nero, de seu verdadeiro nome Francesco Sparanero, actor italiano, nasceu em Parma no dia 23 de Novembro de 1941.
Estudou durante algum tempo na Faculdade de Economia e Comércio, abandonando depois os estudos para ingressar no Piccolo Teatro de Giorgio Strehler em Milão.
O seu primeiro papel no cinema foi uma pequena participação no filme “La Ragazza in Préstito”, em 1964. A sua primeira interpretação importante aconteceu na película “Django (1966), um western clássico de produção ítalo espanhola. Ainda nesse ano, participou em mais oito filmes, entre os quais “Tempo di Massacro” e “Texas, addio”. É considerado um dos melhores actores europeus de westerns ainda vivo, tendo privilegiado também filmes policiais, de guerra, de terror e de ficção científica.
Em 1967, entrou no seu primeiro filme em inglês, “Camelot”, a que se seguiram – entre outros – “The Virgin and the Gipsy” (1970), “Force 10 From Navarone” (1978), “Enter the Ninja” (1981) e “Die Hard 2 de 1990.
Teve interpretações memoráveis em “A Bíblia” (1966), onde interpretou o papel de Abel, filho de Noé, e em “Querelle” (1982)), onde protagonizou um tenente homossexual. Franco Nero já actuou em cerca de 150 filmes e também escreveu, produziu e interpretou a película “Jonathan degli Orsi” (1993).
Entre os realizadores com quem trabalhou, salientam-se Luis Buñuel, John Houston, Rainer Werner Fassbinder e Claude Chabrol, entre muitos outros. Fez também filmes dirigidos por cineastas húngaros, jugoslavos e argelinos.
Durante as filmagens de “Camelot”, aproximou-se da actriz Vanessa Redgrave, com quem viria a casar-se e com quem teve um filho em 1969.
Uma das suas mais recentes actuações foi em “Django Unchained”, escrito e dirigido por Quentin Tarantino, lançado em 2012 e no qual contracenou com Leonardo Di Caprio. Franco Nero, actualmente com 74 anos, continua activo tanto na televisão como no cinema.

domingo, 22 de novembro de 2015

22 DE NOVEMBRO - ART SULLIVAN

EFEMÉRIDEArt Sullivan, de seu verdadeiro nome Marc Liénart Bettencourt Vasconcelles Van Lidth de Jeude, cantor belga, nasceu na Bélgica em 22 de Novembro de 1950. É primo da rainha Mathilde d'Udekem d'Acoz.
Em Fevereiro de 1972, Art Sullivan deu o passo decisivo para a fama, ao assinar o seu primeiro contrato e ao lançar a canção "Ensemble". Entre 1972 e 1978, vendeu uma dezena de milhões de discos, que foram também editados em França, na Bélgica, na Alemanha, em Portugal, em Espanha, na América Latina, na Polónia e nos Países Baixos.
Fez um concerto em Faro em 1977, onde se pôde avaliar a sua popularidade, cantando para uma assistência a rondar os 40 mil espectadores. Datam desta década alguns dos seus maiores sucessos como “Ensemble”, “Petite Fille Aux Yeux Bleus”, “Donne Donne Moi” e “Petite Demoiselle”, entre outros.
Em 1977, ensaiou um dueto – que teve êxito considerável – com Jack Kerouac, um cantor francês muito em voga nos anos 1960.
Em 1978, decidiu deixar de cantar, passando a dedicar-se à composição e à produção audiovisual, tendo também empreendido pequenas iniciativas de teor hortofrutícola. A sua empresa estava centrada na realização de documentários e de programas educativos, encontrando rapidamente um sucesso surpreendente graças a uma série sobre as grandes famílias reais, aos jogos educativos ou ainda à sua série sobre grandes cidades do mundo inteiro, que foi vendida em 24 países.
Em 2000, sem que se esperasse, saiu um álbum seu com 16 canções e um tema instrumental barroco, que contou com a participação de Ali Hassan Kuban, no acordeão magrebino. Recebeu um Disco de Platina.
Em Outubro 2002, foi lançado em Portugal o CD “36 canções”, que foi também editado em França e no Benelux sob o título “72-78, entrando para o Top 50 dos discos mais vendidos em França e conquistando um Disco de Ouro na Bélgica.
Em 2006, publicou um novo CD (“Tout Est Dans Tout”), fazendo uma mini tournée de promoção por Portugal, França e Bélgica. Após insistentes pedidos do público, realizou nova tournée no ano seguinte.
Art Sullivan lançou a sua autobiografia em 2014, “Art Sullivan: Drôle de Vie en Chansons”, escrita por Dominique de York.

sábado, 21 de novembro de 2015

21 DE NOVEMBRO - FÁBIO JÚNIOR

EFEMÉRIDEFábio Júnior, de seu verdadeiro nome Fábio Corrêa Ayrosa Galvão, cantor, compositor e actor brasileiro, nasceu em São Paulo no dia 21 de Novembro de 1953. Actuou em várias telenovelas, quase todas da Rede Globo.
Nos anos 1960, juntamente com os irmãos, formou um conjunto que tocava no programa “Mini-Guarda” da TV Bandeirantes. O nome do grupo era Os Namorados, que mais tarde se passou a chamar Bossa 4 e, finalmente, Arco-Íris.
Ainda na Rede Bandeirantes, aos 13 anos, fez teleteatro ao lado de Cacilda Becker. Na TV Cultura, actuou no episódio “Um pássaro em meu ombro”, contracenando com Etty Frazer e Paulo Autran. Em 1971, já numa carreira a solo, gravou canções em inglês, com pseudónimos como Uncle Jack e Mark Davis.
Adoptou depois o nome artístico de Fábio Júnior «para não ser confundido com o actor Flávio Galvão» e começou a apresentar o programa “Hallelluyah!” na extinta TV Tupi, ao lado do cantor Sílvio Brito.
Gravou o seu primeiro CD como Fábio Júnior em 1975 e, em 1976, foi convidado para participar na novela “Despedida de Casado” na Rede Globo, que não passou na comissão de censura então vigente. O elenco foi, no entanto, aproveitado para a telenovela “Nina” na mesma emissora, no ano seguinte.
No episódio “Toma que o Filho é Teu” da série “Ciranda Cirandinha”, em 1978, cantou a sua composição “Pai”. Janete Clair escolheu esta música como tema de abertura de sua telenovela “Pai Herói”. Em 1979, Fábio Júnior actuou no filme “Bye Bye Brasil”.
O seu primeiro LP foi lançado em 1981, mas Fábio Júnior não abandonou a carreira de actor, trabalhando também nas novelas “Cabocla”, em 1979, “Água Viva”, em 1980, “O Amor é Nosso”, em 1981 e “Louco Amor”, em 1983.
Em 1983, gravou o seu primeiro especial para a televisão (“Nunca Deixe de Sonhar”) e passou a dedicar-se unicamente à carreira de cantor.
Em 1985, voltou à televisão com a novela “Roque Santeiro” e mudou de editora discográfica (da Som Livre para a CBS). Na nova gravadora, passou a dedicar-se igualmente a canções em espanhol, o que culminou – em 1987 – com o Prémio Tocha de Prata, no festival chileno de Viña del Mar. Nesse mesmo ano, gravou a canção “Sem Limites pra Sonhar”, com a cantora britânica Bonnie Tyler (que cantava a parte da letra em inglês).
Tem-se mantido activo nos anos 1990 e 2000, com vários álbuns e DVD publicados e a participação em diversas telenovelas. Já em 2015, protagonizou o seu segundo filme – “Qualquer Gato Vira-Lata”.
Depois de cinco casamentos (um deles com a actriz Glória Pires), consorciou-se em 2007 com o modelo Mari Alexandre de quem também se separou em 2010. Tem vários filhos. 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

QUADRAS



 BROA DE AVINTES

É broa com tradição,
O seu gosto é famoso.
Avintes dá-nos um pão
Com sabor delicioso!

Feita com milho e centeio,
Melhor pão de Portugal,
Tem rezas lá pelo meio,
É petisco divinal!

Eu nunca pensei casar
Por interesse e, afinal,
Vim a Avintes buscar
A padeira divinal.

Produção artesanal,
Rezas de modo profundo…
…Avintes, em Portugal,
Dá novas broas ao Mundo.

Mas que padeira tão boa,
A trabalhar com requintes.
Das suas mãos sai a broa,
A maior jóia de Avintes.


Gabriel de Sousa

20 DE NOVEMBRO - HENRI-GEORGES CLOUZOT

EFEMÉRIDEHenri-Georges Clouzot, cenarista, realizador e produtor de cinema francês, nasceu em Niort no dia 20 de Novembro de 1907. Morreu em Paris, em 12 de Janeiro de 1977.
Após os estudos clássicos, enveredou pela carreira de jornalista. Depois, começou a supervisionar versões francesas de operetas alemãs. Escreveu também cenários para vários filmes.
Muito meticuloso e controverso (chegando a quase “tiranizar” os actores), era conhecedor de todos os truques técnicos da sétima arte, tornando-se num dos mais célebres realizadores do cinema europeu dos anos 1940/50. Além do cinema, era apaixonado pela música e por fumar cachimbo. Começou a dirigir e a fazer os roteiros para os seus próprios filmes na década de 1940 e o seu filme de estreia foi “L'Assassin habite... au 21.
Ficou mais conhecido depois da rodagem de “O Salário do Medo” (1953) e “As Diabólicas” (1954), filmes considerados pela crítica como dos mais importantes dos anos 1950. Chegou a ser chamado o “Hitchcock francês”. Realizou igualmente vários documentários, entre os quais “O Mistério Picasso” (1956), declarado «tesouro nacional» pelo governo francês. Em 1960, realizou “A Verdade” com Brigitte Bardot.
Clouzot foi um dos três realizadores, juntamente com Antonioni e Altman, a ter conquistado três prémios supremos nos principais festivais europeus: o Leão de Oiro (Veneza, 1949), a Palma de Oiro (Cannes, 1953) e o Urso de Oiro (Berlim, 1953).
Foi casado com a actriz de origem brasileira Vera Clouzot. Vários ataques cardíacos complicaram os últimos anos da sua vida, deixando muitos projectos por concretizar. Importante coleccionador de arte contemporânea, a sua segunda esposa – Inês – legou esta colecção (vendida ulteriormente por mais de 4 milhões de euros) e os direitos sobre as suas obras cinematográficas à associação de caridade “Socorro Católico”.  

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

19 DE NOVEMBRO - ADOLPHO BLOCH

EFEMÉRIDEAdolpho Bloch, de seu verdadeiro nome Avram Yossievitch Bloch, um dos mais importantes empresários da imprensa brasileira, morreu em São Paulo no dia 19 de Novembro de 1995. Nascera em Jitomir, na Ucrânia, em 8 de Outubro de 1908. Fundador do grupo de imprensa com o seu apelido, foi o criador da revista semanal “Manchete” (1952) e fundou, em 1983, a Rede Manchete de televisão.
O facto da família Bloch ser de origem judaica fez com que se envolvessem em muitos problemas em 1917, na época da Revolução Russa. Devido à fome que grassava na região, dezassete elementos da família deixaram a terra natal, para irem morar em Kiev. Em 1921, abandonaram a Ucrânia definitivamente, habitando alguns meses em Nápoles, na Itália. Somente em 1922, os Bloch chegaram ao Rio de Janeiro.
Traziam consigo apenas umas parcas economias e um pequeno pilão, utilizado para esmagar especiarias. Por curiosidade, diga-se que tal objecto explica o título de sua biografia (“O Pilão”), publicada na década de 1980.
Investiram no ramo em que trabalhavam quando moravam no Leste – o sector gráfico. Em 1923, compraram uma pequena impressora manual e começaram a imprimir folhas numeradas para o Jogo do Bicho. Esta foi a primeira tipografia na vida de Adolpho Bloch.
Durante a década de 1940, trabalhou na editora Rio Gráfica, de Roberto Marinho. Na mesma década, tornou-se amigo de artistas e políticos, além de ser frequentador da área boémia do Rio, onde se situava o Grémio Recreativo Familiar Kananga do Japão, onde ele ia. Este lugar inspiraria a telenovela “Kananga do Japão” da Rede Manchete, em 1989.
Em Abril de 1952, Adolpho Bloch lançou o primeiro número da revista “Manchete”, um semanário de âmbito nacional. A partir daí, iniciava-se a construção de um dos maiores impérios de imprensa da América Latina.
Desde a sua fundação até meados da década de 1970, a Bloch Editores estava sediada na rua Frei Caneca, no centro do Rio. Em seguida, foi transferida para a Rua do Russel, no bairro da Glória (Zona Sul carioca). A Bloch Editores publicava livros e revistas dos mais variados segmentos.
A revista “Manchete” tornou-se a mais lida no Brasil, ganhando mesmo projecção mundial. Bloch era amigo muito próximo do ex presidente Juscelino Kubitschek. Quando este faleceu, em 1976, Adolpho quase obrigou a que o seu corpo fosse velado no saguão do prédio onde se situava a sede da sua editora. Dezanove anos depois, foi a vez do próprio Bloch ser velado no mesmo local.
Ao contrário do que muitos imaginam, a rádio nunca lhe despertara grande interesse. Porém, em 1980, juntamente com o seu sobrinho Pedro Jack Kapeller, lançou a Rede Manchete de Rádio FM (5 emissoras no Brasil) e AM (no Rio de Janeiro).
No início da década de 1980, designou um grupo de colaboradores da Bloch Editores para levar por diante o projecto da Rede Manchete de Televisão. Quando voltou de uma viagem aos Estados Unidos em 1981, encontrou o projecto já bastante avançado, mas não estava a par de quase nada e o investimento não fazia parte das suas maiores prioridades. Em Junho de 1983, depois de vários adiamentos, a Rede Manchete foi finalmente inaugurada. No mesmo ano, comprou a Rádio Clube do Pará, que ficou nas suas mãos até 1992.
No início de Novembro de 1995, foi internado no Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, para tratar de dois problemas: embolia pulmonar e disfunção da prótese da válvula mitral do coração. Na madrugada de 18 para 19, o seu quadro clínico agravou-se e teve de ser operado. Não resistiu. “Seu Adolpho”, como lhe chamavam, faleceu aos 87 anos, sem ter tido filhos. Deixou apenas a esposa, Anna Bentes, com quem vivia desde 1980, tendo o casamento sido oficializado apenas em 1992. As empresas de grupo passaram para o controle do sobrinho de Bloch, Pedro Jack Kapeller (conhecido como Jaquito), que ficou à frente delas até ao ano 2000, quando o “Conglomerado Bloch” foi à falência.
Em 1998, foi inaugurada uma escola técnica com o seu nome, localizada no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. A Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch é a única escola de Comunicação da América Latina.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

CHARLES AZNAVOUR - "La Boheme"


NEIL DIAMOND & BARBARA STREISAND - "You Don't Bring Me Flowers"


18 DE NOVEMBRO - MANUEL ANTÓNIO PINA

EFEMÉRIDE Manuel António Pina, jornalista e escritor português, nasceu no Sabugal em 18 de Novembro de 1943. Morreu no Porto no dia 19 de Outubro de 2012. Foi premiado com o Prémio Camões em 2011.
Licenciou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e foi jornalista do “Jornal de Notícias” durante três décadas, tendo sido também cronista na revista “Notícias Magazine”.
A sua obra incidiu sobretudo na poesia e na literatura infanto-juvenil, embora tenha escrito igualmente diversas peças de teatro, histórias de ficção e crónicas. Algumas das suas obras foram adaptadas ao cinema e à televisão e, também, gravadas em disco.
Alguns dos livros de Manuel António Pina foram editados noutros países, como: França (francês e corso), Estados Unidos, Espanha (espanhol, galego e catalão), Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Rússia, Croácia e Bulgária.
Em Junho de 2005, foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Faleceu no Hospital de Santo António no Porto.
Além do já referido Prémio Camões, recebeu numerosos galardões, de que se salientam: Prémio de Poesia da Casa da Imprensa (1978); Prémio Gulbenkian 1986/1987; Prémio do Centro Português para o Teatro para a Infância e Juventude (1988): Prémio Nacional de Crónica Press Club/Clube de Jornalistas (1993); Prémio de Crítica da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários (2002); Prémio de Crónica 2004 da Casa da Imprensa; Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (2005); e Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância (2010).  

terça-feira, 17 de novembro de 2015

17 DE NOVEMBRO - ISABELLE CARO

EFEMÉRIDE - Isabelle Caro, modelo e actriz francesa, morreu em Paris no dia 17 de Novembro de 2010. Nascera em Aubergenville, em 9 de Setembro de 1980.
Isabelle Caro começou a trilhar o caminho da fama em 2007, ao mostrar o seu corpo magro para as câmeras do fotógrafo Oliviero Toscani, no âmbito de uma campanha  promovida pela marca italiana de roupas femininas “Nolita”, como forma de advertir para as consequências da anorexia, de que ela sofria desde os 12 anos e que a levou ao coma em 2006, quando pesava apenas 25 kg e media 1,65.
A aludida campanha gerou muita polémica, por ter sido considerada demasiado explicita e chocante, a ponto de ter sido proibida por um júri italiano. Nesta campanha (“No Anorexia”), ela quis «despertar consciências» sobre uma doença que atinge muitos modelos. «Estas fotos, sem batom nem maquilhagem, não me dão nenhum valor. A mensagem é forte: tenho psoríase, o peito caído, um corpo de velha…» declarou Isabelle, na época.
Ela decidiu, finalmente,  superar a doença. No início de 2010, anunciou que já havia atingido os 42 kg.
Durante a sua curta carreira, protagonizou seis peças de teatro e duas longas-metragens. Escreveu o livro autobiográfico “La petite fille qui ne voulait pas grossir ” (“A rapariga que não queria engordar”). A origem da doença seria o facto de ter tido uma «infância difícil».
Faleceu após uma viagem profissional que fez a Tóquio. A morte foi atribuída a uma pneumonia e depois a um erro de medicação. O pai chegou a apresentar queixa por homicídio involuntário. A mãe suicidou-se menos de dois meses após a perda da filha.   

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

MINHA HOMENAGEM ÀS VÍTIMAS DO 13/11 (Paris)


16 DE NOVEMBRO - DIANA KRALL

EFEMÉRIDEDiana Jean Krall, cantora e pianista de jazz canadiana, nasceu em Nanaimo, na Colúmbia Britânica, no dia 16 de Novembro de 1964. Começou a tocar piano aos quatro anos por influência dos familiares. Ainda durante a sua juventude, a família mudou-se para Vancouver. No colégio, Diana começou a tocar num pequeno grupo de jazz. Aos quinze anos, passou a apresentar-se regularmente em diversos restaurantes de Nanaimo.
A sua técnica chamou a atenção do baixista Ray Brown (ex marido de Ella Fitzgerald), que a apresentou a diversos professores e produtores. Aos 17 anos, ganhou uma bolsa para estudar durante três anos no Berklee College Of Music em Boston. Mudou-se depois para Los Angeles, passando a estudar com Jimmy Rowles, com quem começaria a cantar.
Em 1990, foi para Nova Iorque, alcançando finalmente sucesso internacional. Casou-se com o músico britânico Elvis Costello em Dezembro de 2003. O casamento realizou-se em Londres, numa propriedade de Elton John. São pais de 3 rapazes dos quais dois são gémeos.
Em 1993, editou o seu primeiro álbum “Stepping Out”, juntamente com John Clayton e Jeff Hamilton. Este álbum acabou por chamar a atenção de Tommy Li Puma, que produziu o seu segundo álbum “Only Trust Your Heart” (1995). O terceiro, “All For You – Dedication to Nat King Cole Trio” (1996), foi nomeado para os Grammy e permaneceu na lista da “Bilboard” (revista norte-americana dedicada à música), durante 70 semanas. Em seguida, foi lançado “Love Scenes” (1997), que se tornou rapidamente num sucesso de vendas.
Em Agosto de 2000, juntou-se a Tony Bennett para uma tournée por vinte cidades. Em 1999, lançara outro álbum intitulado “When I Look In Your Eyes”, que recebeu mais nomeações para os Grammy, vencendo na categoria de Melhor Músico de Jazz do Ano. O álbum “The Look Of Love” (2001) alcançou o Disco de Platina e entrou para o Top 10 da “Bilboard”; no Canadá, obteve quatro Discos de Platina
Em Setembro de 2001, realizou uma tournée mundial e o seu concerto no Olympia, em Paris, foi gravado e lançado como a sua primeira gravação ao vivo (“Diana Krall – Live in Paris”), que chegou ao topo das listas de jazz da “Bilboard”. Nesta mesma época, esteve no Top 5 do Canadá e ganhou o seu segundo Grammy, desta vez como Melhor Gravação Vocal de Jazz.
Após o seu casamento com Elvis Costello, lançou-se como compositora, o que resultou no álbum “The Girl In The Other Room” (2004), que teve grande êxito. No mesmo ano, participou com a música “You Don't Know Me”, no álbum “Genius Loves Company” do consagrado Ray Charles.
Em 2006, lançou o álbum “From This Moment On”, onde interpretou nomes famosos do jazz. Destaque para “How Insensitive” (“Insensatez”) de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, com letra em inglês de Norman Gimbel.
Em 2007, lançou “The Very Best Of Diana Krall”, uma edição de luxo, com CD e DVD numa mesma embalagem.
Entre as honrarias que recebeu até agora, salientam-se: a Ordem da Colúmbia Britânica (2000), o doutoramento honorífico da Universidade de Victoria (2003), um lugar no Passeio da Fama Canadiano e o grau de Oficial da Ordem do Canadá, em 2005. É membro de honra da Multiple Myeloma Research Foundation.

domingo, 15 de novembro de 2015

DIANA KRALL - "The Look Of Love"


15 DE NOVEMBRO - MIGUEL GUILHERME

EFEMÉRIDEMiguel Guilherme Guerra Neves de Almeida, actor e encenador português, nasceu em Lisboa no dia 15 de Novembro de 1958.
Estudou Antropologia, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Deixou o curso, para iniciar a sua carreira artística no Teatro da Comuna, destacando-se na peça “O Dragão” de Eugène Schwartz.
Nos anos seguintes, trabalhou com João Lourenço, no Teatro Aberto, e Mário Feliciano, no Teatro São Luiz. Em 1987, iniciou uma colaboração regular com o Teatro da Cornucópia, sob a direcção de Luís Miguel Cintra. Foi ainda dirigido por José Wallenstein, Fernanda Lapa, Adriano Luz, António Pires, Ricardo Pais e António Feio. Representou William Shakespeare, Samuel Beckett, Bertolt Brecht e Luigi Pirandello, entre muitos outros dramaturgos.
Como encenador, estreou-se em “Perversões” de David Mamet, ao lado de José Pedro Gomes, para o Clube Estefânia. A esta primeira experiência, seguiram-se: “Desastres”, a partir de uma colagem de textos de Ionesco, Samuel Beckett e Philip Dick, no Teatro da Cornucópia; “À Espera de Godot” de Samuel Beckett, no Teatro da Comuna; e “Vai Ver Se Chove”, adaptado de Georges Courteline, novamente na Cornucópia.
Na televisão, participou em telefilmes de Paulo Rocha, Luís Filipe Costa e Edgar Pêra, tendo trabalhado também com Herman José em “Humor de Perdição” (1987), “Herman Enciclopédia” (1997), “Herman 98 (1998) e “Herman 99 (1999). Integrou ainda o elenco de séries como “Conta-me como Foi” (RTP - 2007, 2008 e 2009), “Bocage” de Fernando Vendrell, interpretando o papel principal (RTP - 2006), “Fura Vidas” (SIC - 1999) e “Sai da Minha Vida” (SIC - 1996).
Interpretou a série cómica “Último a Sair” (RTP – 2011)) e a mini série “Retenção” (TVI - 2012). Assinou um contrato de exclusividade com a TVI, por 3 anos. Em 2014, participou no programa de humor “Melhor do que Falecer”, escrito e protagonizado por Ricardo Araújo Pereira (TVI).
No cinema, salienta-se um dos seus primeiros trabalhos – “Filha da Mãe” de João Canijo, em 1990. No mesmo ano, trabalhou com Manoel de Oliveira em “Non ou a Vã Glória de Mandar”, realizador que também o dirigiu em “A Divina Comédia”, que protagonizou em 1991, “Vale Abraão” (1993), “A Caixa” (1994), “Palavra e Utopia” (2000) e “O Quinto Império” (2004).
Trabalhou ainda em filmes de Fernando Lopes (1993 – “O Fio do Horizonte”; 2002 – “O Delfim”; e 2004 – “Lá Fora”), de José Fonseca e Costa (1996 – “Cinco Dias, Cinco Noites” e 2003 – “O Fascínio”), de Solveig Nordlund (2002 – “Aparelho Voador a Baixa Altitude”) e de Manuel Mozos (1999 – “Quando Troveja”), entre outros. Participou em “Alice” de Marco Martins (2005) e, mais recentemente, no remake de “O Pátio das Cantigas”.
Na rádio (Antena 1/RDP), co-apresentou – com Nuno Artur Silva – o programa “História Devida”, baseado num modelo criado por Paul Auster, nos EUA.

"ESTRELA MAIOR" (quadras)

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

sábado, 14 de novembro de 2015

14 DE NOVEMBRO - YANNI

EFEMÉRIDEYanni, de seu verdadeiro nome Yiannis Chrysomallis, pianista, teclista e compositor grego, nasceu em Kalamata no dia 14 de Novembro de 1954. Filho de uma cantora e de um violonista, Yanni cresceu a ouvir Beethoven, Mozart, Chopin, Stravinsky e outros grandes nomes da música erudita. Estas acabaram por ser as maiores influências da sua carreira. Além de ter sido portanto, desde sempre, um amante de música, Yanni passou a infância e a adolescência a praticar natação e, aos 14 anos, já havia batido vários recordes gregos.
Aos 18 anos, mudou-se para os Estados Unidos, onde cursou Psicologia na Universidade de Minnesota durante três anos e meio. Ao terminar a faculdade, decidiu porém não seguir a carreira de psicólogo, resolvendo dedicar-se apenas à música. Aos 21 anos, aprendeu a tocar teclado sozinho e passou a fazer parte da banda de rock Chameleon.
Alguns anos depois, decidiu mudar-se para Los Angeles com o baterista Charlie Adams, que conhecera nos Chameleon, e começou a gravar as suas próprias composições através da editora Private Music. Fez também bandas sonoras para filmes. Em 1986, lançou o seu segundo álbum, “Keys to Imagination”.
Não tardou muito a estabelecer-se como um conceituado músico de estúdio, compositor de jingles e produtor. Tornou-se um dos artistas mais vendidos da Private Music.
Considerado já um dos nomes de maior destaque no segmento instrumental, a fama de Yanni aumentou a partir de seu relacionamento com a actriz americana Linda Evans, no início da década de 1990. O relacionamento terminou ao fim de nove anos.
Por ser autodidacta, Yanni não sabe ler nem escrever músicas do modo tradicional. Ao invés disso, inventou uma maneira própria de compor e continua a criar as suas músicas usando a mesma técnica até hoje, depois de muitos anos de carreira e mais de vinte e dois discos publicados. As composições de Yanni foram muito usadas em programas de televisão e na abertura de Jogos Olímpicos. Foi nomeado para vários prémios Grammy.
Em 2003, lançou a sua autobiografia, em co-autoria com David Resin. No livro, o músico relata as suas memórias, partindo da infância na Grécia, do início do aprendizado de piano e realçando o amor do pai, considerado por ele «uma lição para toda a vida». Descreve a mudança para os Estados Unidos, os estudos em Minnesota e o seu relacionamento com Linda Evans. Ao tratar do sucesso que a sua música alcançou em todo o mundo, Yanni fala sobre os percalços que enfrentou, a depressão que o ameaçou algumas vezes e o seu empenho para não rotular de new age a música que produz. O lançamento do livro coincidiu com a edição do seu 13° álbum (“Ethnicity”) e foi considerado um best-seller pelo “New York Times”.
Em 2010, foi pela primeira vez à América do Sul, actuando no Chile, Argentina e Brasil. Foram shows com salas esgotadas. Dessa experiência, o próprio Yanni disse em entrevista que se surpreendeu sobretudo com o show no Rio de Janeiro, quando o público se levantou e o aplaudiu de pé.
Deu concertos também na Índia, no Dubai e em San Juan (Porto Rico). Em 2014, facto excepcional, foi autorizado pelas autoridades iranianas para organizar um espectáculo em Teerão.
A nível mundial, recebeu até agora 35 discos de oiro e platina, totalizando mais de 20 milhões de álbuns vendidos. 

PENSAMENTO

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

13 DE NOVEMBRO - WHOOPI GOLDBERG

EFEMÉRIDEWhoopi Goldberg, de seu verdadeiro nome Caryn Elaine Johnson, actriz e apresentadora norte-americana, nasceu em Nova Iorque no dia 13 de Novembro de 1955.
Foi nomeada para o Oscar de Melhor Actriz em 1986, pela sua interpretação dramática no filme “The Color Purple” (“A Cor Púrpura”, 1985) de Steven Spielberg. Ganhou um Oscar em 1991, pela sua interpretação cómica em “Ghost” (1990). Apresentou também quatro vezes a cerimónia da entrega dos Oscars, tendo sido a primeira mulher a fazê-lo.
Aos oito anos, já subia aos palcos de teatro. Não gostando de estudar, decidiu começar a trabalhar. Teve vários empregos, entre os quais o de maquilhadora numa agência funerária, o de pedreira e o de caixa num banco.
Em 1983, começou a sua verdadeira carreira de comediante, com a peça “The Spoke Show”. Dois anos mais tarde, com este mesmo espectáculo, recebeu um Grammy Award.
 Whoopi iniciou-se no cinema em 1985, com “A Cor Púrpura”, que lhe abriu o mundo da sétima arte. A partir daí, entrou em filmes dos géneros mais diferentes e sempre com sucesso.
Fez também parte do elenco de várias séries televisivas, a maioria de cariz humorístico. Em 2003, criou uma série com o seu nome (“Whoopi”).
Em 2005, voltou ao teatro na Broadway. Escreveu alguns livros para crianças e produziu a série “A Vida Antes de Tudo”. Ainda em 2005, foi também cronista na emissão “The View” do canal ABC.
Whoopi Goldberg foi casada três vezes e teve outras duas relações amorosas. Foi mãe aos 18 amos, avó aos 34 e bisavó aos 58. Até agora, fez cerca de 59 filmes, 8 telefilmes e 36 séries de televisão. É caso para dizer «Esta mulher não pára!». 

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

12 DE NOVEMBRO - SÉRGIO GRILO

EFEMÉRIDESérgio Grilo, actor português, morreu em Lisboa no dia 12 de Novembro de 2013. Nascera em Lourenço Marques (actual Maputo), em 3 de Maio de 1973.
Estreou-se como actor de teatro na Casa Velha, em Maputo. A partir de 1994, integrou o elenco de inúmeras peças, em companhias como os Lisbon Players ou os Artistas Unidos. Fez igualmente espectáculos de rua.
Participou em cerca de 30 novelas, filmes e séries de televisão (1995/2013), como: “Morangos com Açúcar”, “Floribella”, “Doce Fugitiva” e “Mundo ao Contrário”.
Entrou em 21 curtas e longas-metragens (1996/2013), entre as quais “Os Imortais”, “Filme do Desassossego”, “A Morte de Carlos Gardel” e “Quarta Divisão”. Trabalhou com os realizadores Joaquim Leitão, Teresa Villaverde, António Pedro Vasconcelos e Maria de Medeiros, entre outros (portugueses e estrangeiros). Foi ainda duplo em cinema e televisão.
Faleceu aos 40 anos de idade, vítima de cancro no pâncreas. Sua mulher deixou então a seguinte mensagem no Face-book: «Já tive dias muito difíceis na minha vida, mas sem dúvida hoje é o mais difícil e o mais triste.... Parte de mim partiu hoje... Em direcção aos céus e transformou-se na estrela mais Linda, que alguma vez vão ver a brilhar... O meu Amor... O meu companheiro... O meu mais que tudo, que me fez a mulher mais feliz do mundo... E que lutou até ao fim... Contra tudo e contra todos, por nós, a sua família que ele tanto amava... Perdeu esta batalha, mas vai estar para sempre no nosso coração, como o nosso herói... Amor, amo-te eternamente... Olha por nós!!».

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

11 DE NOVEMBRO - LUZ CASAL

EFEMÉRIDE – María Luz Casal Paz, cantora espanhola, nasceu em Boimorto (Galiza) no dia 11 de Novembro de 1958. Cresceu nas Astúrias, mas ainda muito jovem foi viver para Madrid.
Luz, como lhe chamam os espanhóis, é uma artista multifacetada e talentosa. Autora, cantora e intérprete, ela passou facilmente dos ritmos rock dos anos 1980 para as baladas intemporais. Descoberta em 1980 como cantora de rock, passou – nos anos seguintes – para doces canções de amor.
Os seus grandes êxitos na década de 1980 foram “Rufino” de Elena Santonja e “Un Nuevo Día Brillará”, versão espanhola de “Duel au Soleil” de Étienne Daho. Colaborou na banda sonora da película “Tacones lejanos”, com a música “Un Año de Amor”. Na década de 1990, cantou temas como “Besaré el suelo” de Carlos Goñi e “Negra Sombra” de Rosalía de Castro.
Tendo por temas recorrentes as relações amorosas, as canções de Luz Casal não têm nada de monótono e algumas são representativas do seu humor e também do seu engajamento cívico, como “Ecos” – um álbum dedicado aos atentados do 11 de Março de 2004 em Madrid.
Simples e calorosa, Luz diz-se «alérgica à arrogância”, mantendo desde sempre uma relação muito forte com o público do seu país e da América do Sul, onde é grande ídolo popular. Ela é, igualmente, muito apreciada na Grécia e em França. Uma curta tournée neste último país, em 2004, levou-a
a célebre sala de espectáculos Olympia.
Em 2007, recebeu a Medalha de Ouro de Mérito das Belas Artes, que lhe foi outorgada pelo ministério da Educação, da Cultura e dos Desportos.

LUZ CASAL - "Entre Mis Recuerdos"


terça-feira, 10 de novembro de 2015

10 DE NOVEMBRO - MIKHAIL KALASHNIKOV

EFEMÉRIDEMikhail Timofeevich Kalashnikov, militar russo, notável projectista de armas (especialmente a célebre espingarda de assalto AK-47), nasceu em Kurya, Altai, no dia 10 de Novembro de 1919. Morreu em Ijevsk, em 23 de Dezembro de 2013.
Oriundo de uma família de camponeses, aos 15 anos já trabalhava num depósito dos caminhos-de-ferro. Foi recrutado pelo exército em 1938 e designado como motorista/mecânico de carros de combate, sendo promovido a sargento no 24º Regimento de Carros de Combate da 12ª Divisão de Cavalaria Blindada.
Na batalha de Briansk, numa operação destinada a travar o avanço das forças alemãs sobre Moscovo (1941), foi ferido gravemente e hospitalizado. Durante a convalescença, ainda no hospital, começou a desenhar modelos de pistolas pois achara as armas alemãs tecnicamente muito superiores. Escutou também reclamações de soldados sobre as espingardas utilizadas pela infantaria. Projectou então um protótipo de “submetralhadora”, que não foi aceite pelas forças armadas soviéticas. Entretanto, o seu talento natural para a criação de armas foi finalmente reconhecido por um seu superior hierárquico, sendo colocado no Centro de Desenvolvimento Científico de Armas Ligeiras da URSS.
Naquele centro, em 1944, projectou uma carabina operada a gás, sendo a arma base utilizada numa competição de armas leves ocorrida em 1946. Este processo culminaria no projecto da AK-47 (Avtomat Kalashnikova - 1947), que viria a tornar-se a arma de assalto padrão da infantaria soviética. Após isso, retirou-se da vida militar. Embora existam cerca de 100 milhões de espingardas originadas da AK-47, Kalashnikov não recebeu qualquer direito relativo a sua criação, pois no direito soviético a propriedade intelectual era colectiva. Curiosamente, recebeu alguns proventos pela utilização do seu nome na vodka Kalashnikov.
Posteriormente, foi promovido honorificamente a coronel em 1971. Recebeu o título de doutor honorário em Ciências e Técnicas, nesse mesmo ano. Em 1994 (seu 75º aniversário), foi promovido a general. Viveu na cidade de Ijevsk, em Udmurtia, até ao seu falecimento com 94 anos de idade.
No total, criou cerca de 150 modelos de armas. Segundo a sua biografia, ele é a personalidade mais decorada da Rússia. Foi também deputado do Soviete Supremo.
Acerca da espingarda AK-47, ele afirmou – quando de uma visita à Alemanha: «Estou orgulhoso da minha invenção, mas entristece-me que ela seja também utilizada por terroristas», acrescentando «Preferia ter inventado máquinas que as pessoas pudessem utilizar na agricultura». Em 2009, declarou ainda «É desagradável ver tantos criminosos a utilizar as minhas armas». 

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

9 DE NOVEMBRO - MÁRIO ANACLETO

EFEMÉRIDEMário Anacleto Pereira Dias, tenor português, conferencista, escritor e professor, faleceu em Ermesinde no dia 9 de Novembro de 2010, vítima de ataque cardíaco fulminante. Nascera em Santa Maria da Feira, onde foi sepultado.
Diplomado com o Curso Superior de Canto do Conservatório de Música do Porto, na classe de Fernanda Correia, também trabalhou com Mark Brown (Música Antiga), Montsserrat Figueras (Técnica e Interpretação de Música Ibérica), Rudolf Knoll (Técnica e Interpretação da Ópera), Ré Koster (Interpretação do Lied) e José de Oliveira Lopes (Lied e Ópera).
Licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo feito o mestrado em História da Arte na mesma universidade. Era mestre de Comunicação Organizacional pela Universidade Complutense de Madrid e doutor em Musicologia e Interpretação pela Universidade Nacional de Música de Bucareste.
Realizou numerosos recitais a solo, com piano, guitarra, órgão e orquestra, tendo participado – como artista convidado – em muitas récitas, a convite do Círculo Portuense de Ópera. Desempenhou também papéis nas óperas “La Traviata”, “Madame Butterfly” e “Cármen”, entre outras.
Foi co-fundador em 1974 e solista (até 1981) do Grupo de Música Vocal Contemporânea, actuando em numerosos Festivais Internacionais de Música, nomeadamente em Cascais, Lisboa, Coimbra, Braga, Madeira, Berlim, Dresden, Leipzig, Bratislava, Vigo e Córdoba.
Gravou para a Tribuna Europeia de Compositores Contemporâneos obras de Joly Braga Santos e para a etiqueta EMI-Valentim de Carvalho obras de Fernando Lopes Graça. Gravou igualmente dois CD a solo, com obras para canto e piano de compositores portugueses.
Colaborou com a RTP e a RDP em diversos programas, quer como artista convidado quer como divulgador da cultura musical.
Em 2008, apresentou-se em quatro concertos no Brasil, em São Paulo (Instituto Baccarelli de Heliópolis, Espaço Cachuera, Casa das Rosas e Beneficência Portuguesa). Actuou também em Bucareste e Pitesti, na Roménia, e ainda no Concerto de Ano Novo, na Ilha Terceira nos Açores, onde cantou o “Dichterliebe” de Schumann e várias canções de Serge Rachmaninoff. Participou no XVI Festival Internacional de Teatro de Sibiu (Roménia), em Junho de 2009. Realizou uma tournée de 7 concertos na Venezuela e participou noutros concertos em Florença, Roma, Nápoles, Ourense e Vigo, no segundo semestre de 2009.
Na sua carreira, desenvolveu uma técnica precisa e de grande equilíbrio com a expressão. No seu reportório incluiu óperas, composições de autores portugueses, fados, serenatas napolitanas e canções de diversas escolas. Brahms, Strauss, Tchaikovsky, Rachmaninoff, Fernando Lopes Graça, Schubert e Schumann eram alguns dos seus compositores favoritos.
Foi director do Conservatório de Música do Porto entre 1994 e 1996, período durante o qual introduziu a Classe de Jazz e promoveu a criação da Banda de Jazz, da Banda Sinfónica, do Grupo de Música Antiga e do Quarteto de Saxofones. Foi professor da mesma instituição e do Conservatório de Música da Maia, até à sua morte.
Publicou dois livros: “Fado, itinerários de uma cultura viva” e “Crónica dos dias bons”. Preparou um ‘romance histórico sobre detalhes ocultos da vida do Padre António Vieira’ e um ‘ensaio sobre o expressionismo português nas obras de Fernando Pessoa e de Fernando Lopes Graça’, que foram publicados postumamente em 2010.

domingo, 8 de novembro de 2015

8 DE NOVEMBRO - ÁLVARO MARTINS

EFEMÉRIDEÁlvaro Augusto Martins dos Santos, intérprete de guitarra portuguesa, compositor e letrista, morreu em Padrão da Légua, Matosinhos, no dia 8 de Novembro de 2003. Nascera na mesma localidade em 27 de Maio de 1918. O seu nome é desconhecido para a maioria das pessoas devido ao facto de ter feito grande parte da sua carreira fora de Lisboa. Acompanhou grandes nomes do fado e deixou mais de uma centena de trabalhos editados.
Foi na barbearia do pai que começou a tocar aos 5 anos de idade. Naquela época, nas barbearias, era frequente haver uma guitarra portuguesa e uma viola para os clientes e/ou os barbeiros tocarem. Mais tarde, começou a tocar noutros estabelecimentos e a acompanhar João Gago, um dos tocadores de viola com quem mais tocou. Aos 12 anos, Álvaro Martins tocou pela primeira vez na antiga Emissora Nacional.
Nos anos 1950, José Maria Nóbrega, uma das grandes violas do fado, estabeleceu-se no Padrão da Légua como alfaiate. Conheceu Álvaro Martins e começaram a tocar juntos. No final desta década, em 1959, a sua música “Noite” foi incluída no disco “Amália Rodrigues” e acompanhou Fernando Farinha no Coliseu do Porto em 25 de Outubro.
Em 1965, Álvaro Martins conheceu o poeta Torre da Guia no restaurante típico A Candeia. Tornaram-se numa dupla criadora de grandes fados, como “Pão de Gestos”, que se tornou um sucesso popular nos anos 1980, nas vozes de Beatriz da Conceição e de Rodrigo, ou “Olhai a Noite”, que foi cantado por inúmeros fadistas.
Durante a sua carreira, Álvaro Martins fez muitas digressões pelas comunidades de emigrantes portugueses, não só como acompanhador de fados mas também como solista. Esteve nos Estados Unidos da América, no Brasil, em França e em Moçambique, entre outros países.
Salientam-se alguns grandes fadistas que foram acompanhados à guitarra portuguesa por Álvaro Martins: Amália Rodrigues, Fernando Farinha, Fernando Maurício e Tristão da Silva.
Com o passar do tempo, a sua obra ganhou cada vez mais importância. Actualmente, é conhecido nos meios fadistas do Porto como “o Mestre”. Faleceu aos 85 anos de idade. 

"MEU MENINO DE ENCANTAR" (quadras)

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

sábado, 7 de novembro de 2015

7 DE NOVEMBRO - LEATRICE JOY

EFEMÉRIDELeatrice Joy, de seu verdadeiro nome Leatrice Johanna Zeidler, actriz norte-americana (a mais prolífica durante a era do cinema mudo), nasceu em Nova Orleães no dia 7 de Novembro de 1893. Morreu em Riverdale, Bronx, Nova Iorque, em 13 de Maio de 1985, vitime de anemia aguda, aos 91 anos de idade. Tinha ascendência austríaca e francesa por parte do pai e alemã e irlandesa por parte da mãe.
Leatrice adoptou o seu nome artístico quando começou a fazer teatro. Iniciou-se no cinema em 1915, trabalhando para a Nola Film Company, uma pequena empresa baseada em Nova Orleães.
Em 1917, instalou-se em Hollywood – o novo centro do cinema de então – começando a protagonizar pequenas curtas-metragens cómicas com Billy West e Oliver Hardy. Foi depois contratada pelos estúdios de Samuel Goldwyn, tendo começado por contracenar com Mary Pickford em “The Pride of the Clan”.
A partir de 1920, a sua carreira foi de vento em popa e tornou-se rapidamente numa actriz muito popular. Fazia frequentemente papéis de mulher forte e independente, muito apreciados pelo público, particularmente feminino. Os seus cabelos curtos e a sua aparência arrapazada entraram também na moda daqueles anos 1920
O cineasta Cecil B. DeMille intercedeu para a fazer assinar um contrato pela Paramount Pictures em 1922. Protagonizou então “Saturday Night”, que teve enorme sucesso. Seguiu-se o melodrama “Manslaughter”. Fez numerosos filmes que foram outros tantos êxitos.
Em 1925, com muita pena dos estúdios, Joy deixou a Paramount e seguiu DeMille, sendo contratada pela Producers Distributing Corporation.
Um desacordo profissional conduziu à ruptura com DeMille em 1928 e ingressou na Metro-Goldwyn-Mayer. Foi cabeça de cartaz do segundo filme parcialmente falado da MGM, “The Bellamy Trial”. Adaptou-se dificilmente ao novo cinema, em parte devido à sua forte pronúncia sulista frente à dicção refinada das novas actrizes. Em 1929, viu-se sem contrato.
A partir dos anos 1930, achou-se na condição de semi-aposentada, embora fizesse alguns pequenos papéis, por exemplo em “Love Nest” (1951), onde figurava também a jovem Marilyn Monroe. Deu por terminada a sua carreira em 1954.
Em 1984, apareceu na série televisiva documental “Hollywood: A Celebration of the American Silent Film”.
Leatrice casou com John Gilbert em 1922, tendo-se divorciado no ano seguinte, voltando a consorciar-se em 1931 com William S. Hook. Tem uma estrela no Hollywood Walk of Fame

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