quinta-feira, 31 de maio de 2007

EFEMÉRIDE - Boris Leonidovitch Pasternak, poeta e romancista russo, morreu em Peredelkino, perto de Moscovo, em 31 de Maio de 1960. Nascera em Moscovo, no dia 10 de Fevereiro de 1890.
Era filho de um professor de pintura e de uma pianista, vivendo a sua juventude num ambiente cosmopolita. Estudou filosofia na Alemanha, onde residiu durante um ano com a família, e voltou a Moscovo em 1914, publicando então o seu primeiro livro de poesia “Um gémeo nas nuvens”.
Durante a 1ª Guerra Mundial trabalhou numa fábrica química dos Urais, onde recolheu muita informação para o seu famoso livro “Doutor Jivago”, que publicaria anos mais tarde.
Ganhou o Prémio Nobel de Literatura em 1958, mas não o aceitou, sob pressão das autoridades soviéticas. As suas relações com as autoridades não eram boas desde os anos “30”. Acusavam-no de ser “subjectivista” e de escrever apenas poeticamente sobre o passado e nunca sobre o presente socialista.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

PRIMEIRA PIADA DE “LOIRO”

Um irlandês, um mexicano e um loiro estavam trabalhando na construção de um edifício de 20 andares. Eles começaram a abrir as suas marmitas para almoçar e o irlandês disse, irritado:
- Bife com repolho de novo! Se eu abrir esta maldita marmita amanhã e encontrar bife com repolho me jogo deste prédio!O mexicano abriu sua marmita e gritou:- Burritos de novo! Se amanhã meu almoço também for burritos, me jogo daqui!O loiro abriu a sua e disse:- Sardinha de novo! Não! Se minha sanduíche amanhã for de sardinha de novo, me jogo também.No dia seguinte o irlandês abriu sua marmita, viu o bife com repolho e pulou para a morte.
O mexicano abriu sua marmita, viu os burritos e pulou também.
O loiro abriu a sanduíche, viu que era de sardinha e também se jogou do prédio.
No enterro, a mulher do irlandês chorava sem parar, dizendo:
- Se eu soubesse o quanto ele estava cansado de comer bife com repolho, eu nunca mais teria posto na marmita dele!A mulher do mexicano também chorava:
- Eu poderia ter feito tacos ou enchiladas! Não percebi o quanto ele estava odiando comer os burritos!Todos se voltaram e olharam para a esposa do loiro:
- Ei, não olhem para mim! Era ele sempre que preparava o seu almoço!
no comments...

PRECISO DE ALGUÉM QUE ME EMPURRE...

Altas horas da madrugada, o casal acorda ao som insistente da campainha da casa. O dono da casa levanta-se, e pela janela pergunta:
- Quem é?
- Olá, eu sei que é tarde. Mas preciso que alguém me empurre. A sua casa é a única nesta região. O senhor vai ter mesmo que me empurrar!
Louco da vida, o recém-acordado replica:
- Eu não o conheço, são 4 horas da manhã, e pede-me para o ajudar? Ah! Você está mas é bêbado! Vá-se catar!
E volta para a cama. A mulher, que também acordou, não gosta da atitude do marido:
- Querido, exageraste! Também já ficaste sem bateria, sabes bem como é desagradável, bem poderias ajudá-lo!
- Mas ele está bêbado
– desculpa-se o marido.
- Mais um motivo para o ajudar – insiste a mulher.
Ele não vai conseguir sozinho. E logo tu, que sempre foste tão prestável!
Tomado por remorsos, o marido veste-se e vai para a rua.
- Hei, amigo, vou ajudá-lo! Onde é que você está?
E o bêbado grita:
- Aqui, no baloiço...
EFEMÉRIDE - Wenceslau José de Sousa de Moraes, oficial da marinha, cônsul e escritor, nasceu em Lisboa, no dia 30 de Maio de 1854. Faleceu em Tokushima, no Japão, em 1 de Julho de 1929, depois de uma queda no seu jardim.
Completou o curso da Escola Naval em 1875 e esteve em Macau, de 1891 até 1898, como responsável da capitania do porto e como professor do Liceu de Macau. Em 1899, foi colocado em Kobe e Osaka como cônsul de Portugal, cargo de que se demitiu no dia 10 de Junho de 1913.
A sua obra está toda ela ligada ao Japão, onde era muito considerado. Foi traduzida integralmente para a língua japonesa em 1969, esgotando-se imediatamente. Ergueram-lhe dois monumentos, um em Tokushima, na principal avenida da cidade, outro na principal praça de Kobe. Em Tokushima, há também um Museu Wenceslau de Moraes e uma Sociedade de Amigos. Nos livros elementares das escolas japonesas figuram o seu retrato e duas páginas a seu respeito.
O seu livro Dai-Nippon é considerado o melhor livro de viagens português, logo a seguir à Peregrinação de Fernão Mendes Pinto. Teria vivido solitariamente os últimos treze anos de vida, na sua casa junto do monte Bizan.

terça-feira, 29 de maio de 2007

A IMPORTÂNCIA DOS CONSULTORES

Uma grande lição sobre como os consultores podem fazer a diferença numa empresa.
Na semana passada levei alguns amigos a um novo restaurante. Percebi que o garçon que anotava os nossos pedidos trazia uma colher no bolso da sua camisa, o que era estranho. Quando o auxiliar do garçon nos trouxe água e talheres, percebi que ele também trazia uma colher no bolso da camisa.
Olhei ao redor e vi que todos os funcionários do restaurante tinham colheres nos bolsos das suas camisas. Quando o nosso garçon voltou para nos servir o primeiro prato, perguntei-lhe:
- Porquê a colher no bolso?
- Bem,
disse ele, os proprietários do restaurante chamaram a Consultoria XYZ
para melhorar todos os nossos procedimentos. Após vários meses de análises concluíram que a colher é o talher que mais cai no chão. - Isso significa uma frequência aproximada de 3 colheres por mesa e por hora. Com o nosso pessoal melhor preparado, podemos reduzir o número de viagens à cozinha para buscar colheres limpas e isso significa uma redução em 15 homens-hora por turno.
De propósito, deixei cair a minha colher e ele pôde substituí-la de imediato com a sua colher sobressalente.
- Irei buscar uma nova colher na próxima vez que for à cozinha ao invés de ir especialmente até lá para essa tarefa, disse ele.
Fiquei muito bem impressionado. Aí percebi que havia um cordel pendurado para fora do zíper da sua calça. Olhando em volta, vi que todos os garçons tinham um cordel similar para fora das suas calças.
Antes que o garçon se afastasse de nossa mesa, perguntei-lhe:
- Desculpe-me, mas pode me explicar porque você tem um cordel pendurado bem aí?
- Certamente,
respondeu ele. Aí ele abaixou a voz e disse:
- Não são todos que observam isso. A empresa de consultoria que lhe mencionei também descobriu que podemos ganhar tempo no WC
amarrando esse cordel o senhor sabe aonde, podemos puxá-lo sem encostar 'nele', e isso elimina a necessidade de lavarmos as mãos, reduzindo o tempo gasto no lavatório em 76.39%.
- E como é que você guarda o dito cujo, após "usá-lo"?
Perguntei ingenuamente.
- Bem - sussurrou ele - eu não sei o que os meus colegas fazem, mas eu uso a colher...
EFEMÉRIDE - Bartolomeu Dias, célebre navegador português, morreu em 29 de Maio de 1500. Nascera no ano de 1450, em local, dia e mês desconhecidos. Diz-se, sem confirmação, que o seu local de nascimento foi Mirandela.
Na sua juventude, frequentou aulas de Matemática e de Astronomia. Em 1486, o rei D. João II confiou-lhe o comando de duas caravelas e de um barco de mantimentos, para descobrir a verdadeira extensão, para Sul, das costas do continente africano, de forma a avaliar a possibilidade de encontrar um caminho marítimo para a Índia. Foi o primeiro navegador a chegar ao Cabo das Tormentas (1488), por si baptizado, e que foi considerado um marco importante na história dos Descobrimentos. A expedição partira de Lisboa em Agosto de 1487 , atingindo a costa da actual Namíbia, o ponto mais a sul cartografado pela expedição anterior de Diogo Cão. Continuando para sul, descobriu a Angra dos Ilhéus, sendo atingido então por um violento temporal. Treze dias depois, procurou a costa, encontrando apenas o mar. Aproveitando os ventos que sopravam vigorosamente no Atlântico Sul, navegou para nordeste, redescobrindo a costa. Continuou para leste, cartografando diversas baias da costa da actual África do Sul e chegou até à Baía de Algoa. Regressou a Portugal, após uma revolta da tripulação. Com a costa sempre visível, descobriu o Cabo das Agulhas, o ponto mais a sul do continente, e o Cabo das Tormentas, actual Cabo da Boa Esperança, cuja longitude tinha contornado por alto mar na viagem de ida. Colocou padrões de pedra nos principais pontos descobertos, chegando a Lisboa em Dezembro de 1488.
Acompanhou depois a construção de navios e, em 1500, acompanhou Pedro Álvares Cabral na famosa viagem em que este descobriu o Brasil.
Mais tarde, fazendo parte da frota que seguia para a Índia, o seu navio naufragou e ele acabou por morrer, perto da sua descoberta mais famosa - o Cabo da Boa Esperança. Bartolomeu Dias foi o primeiro marinheiro a navegar longe da costa, no Atlântico Sul. A sua viagem, continuada por Vasco da Gama, abriu o caminho marítimo para a Índia.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Atenção que vou proceder assim na minha rua...

É preciso ser persuasivo

Curiosidade - Cacto Mexicano

EFEMÉRIDE - Joseph Ignace Guillotin, médico francês, inventor de um instrumento de condenação à morte, a guilhotina, nasceu em Saintes, no dia 28 de Maio de 1738. Morreu em Paris, em 26 de Março de 1814. Esteve envolvido na causa revolucionária francesa, sendo por isso lembrado como o “político cientista”.
A sua invenção tem de ser vista com os olhos da época (anos 1700). Guillotin queria fazer desaparecer a tortura e abreviar o sofrimento dos sentenciados à morte, preocupação que estava ausente no poder absoluto do Império e na Igreja.
O aparelho foi proposto à Assembleia Nacional Constituinte em 1789, sendo afinado por um outro médico em 1792. Contra a sua vontade, a invenção foi baptizada de “guilhotina” e ele manifestou o seu desagrado por isso até morrer. A guilhotina foi também chamada “Máquina de barbear nacional”, “O moinho do silêncio”, “A viúva” e a “Gravata de Capet”. A pena de morte era aplicada até aí, de acordo com a classe social do condenado. Os nobres eram decapitados a golpe de machado por um carrasco, os regicidas eram esquartejados, os hereges queimados e os gatunos enforcados.
Fala-se menos nisso, mas Guillotin também se ocupou de divulgar a prática da vacinação contra a varíola e de instalar o primeiro Programa coerente de Saúde Pública, ao nível de todo o país. Além de médico, foi professor de anatomia e deputado. Nos seus últimos anos de vida, consagrou-se unicamente à medicina, sobretudo ao desenvolvimento de vacinas. Fundou a Sociedade dos Primeiros Médicos de Paris, antepassada da actual Academia das Ciências.

domingo, 27 de maio de 2007

MARIA E MANUEL
 
Maria, no leito da morte, decidiu confidenciar ao Manuel:
- Manuel, sabes que o nosso filho mais velho, não é teu filho?!?!Manuel muito tranquilo, responde:- Maria, isso não é problema...Maria, muito intrigada com a calma do Manuel, indaga-lhe:- Escuta ó Manuel! Vê se entendes! Estou a dizer-te que o filho não é teu! Ó homem de Deus!!!E Manuel novamente responde:- Pois, pois... Eu entendi, ó Maria.
- Ai, Jesus! Por que raios então tu não estás zangado e ficas tão tranquilo?!?
Finalmente, Manuel responde:
- Pois... Sabes ó Maria, que o nosso filho mais novo não é também teu filho?Maria rebate:
- Como não é meu, ó homem de Deus? Se eu carreguei o infeliz na minha barriga durante nove meses?!
- Maria, lembras-te quando tu estavas na maternidade e me pediste para trocar o menino porque estava todo cagado? Pois bem, eu troquei-o por um limpinho que estava ao lado...
EFEMÉRIDE - Aquilino Gomes Ribeiro, um dos maiores escritores portugueses, morreu em Lisboa, no dia 27 de Maio de 1963. Nascera em Carregal de Tabosa, na Beira Alta, em 13 de Setembro de 1885.
Estudou Filosofia e chegou a entrar no Seminário de Beja, porque a mãe queria que ele fosse sacerdote. Abandonou porém os estudos e, em 1904, fixou-se em Lisboa. Conviveu nos meios revolucionários que se propunham derrubar a monarquia, colaborando em várias publicações como jornalista.
Iniciou a sua vida literária em 1907, escrevendo um folhetim, em que difamava o rei D. Carlos I. Em 1908, entrou para a Maçonaria e, tempos depois, o rei foi assassinado. Aquilino fugiu para Paris e o Presidente francês não concedeu a extradição pedida por Lisboa. Em Paris frequentou os meios mais radicais, onde conheceu Lenine .
Estudou na Faculdade de Letras da Sorbonne e veio a Portugal depois da implantação da República (1910), voltando depois para Paris. Residiu alguns meses na Alemanha, em 1912. Regressou a Portugal quando começou 1ª Guerra Mundial, sem ter completado a licenciatura. Continuou sempre a escrever e foi colocado no Liceu Camões como professor, entre 1915 e 1918. Em 1918, escreveu o seu primeiro romance “A Via Sinuosa”. Escrevia com bastante regularidade, obtendo êxito tanto junto do público como da crítica.
Entrou para a Biblioteca Nacional, onde esteve de 1919 a 1927, e integrou a direcção da revista Seara Nova, que ajudara a fundar. Participou numa revolta em 1927 e exilou-se de novo em Paris. Em 1931, foi viver para a Galiza, voltando a Portugal clandestinamente, beneficiando mais tarde de uma amnistia.
Em 1933, ganhou o Prémio Ricardo Malheiros da Academia das Ciências de Lisboa, com o seu livro As Três Mulheres de Sansão.
Continuou com uma produção muito fecunda e em 1952 fez uma viagem ao Brasil, onde foi homenageado por escritores e artistas na Academia Brasileira. Foi um dos fundadores da Sociedade Portuguesa de Escritores à qual presidiu. Em 1960, foi proposto para o Prémio Nobel por grandes nomes da intelectualidade de língua portuguesa. Em 1963, foi homenageado em vários pontos do país pelos seus 50 anos de vida literária. Quando morreu, estava a Censura a comunicar precisamente aos jornais que não seria mais permitido falar naquelas homenagens.
Recentemente, a Assembleia da República prestou-lhe homenagem e concedeu aos seus restos mortais o direito a repousarem no Panteão Nacional.
Ao longo da sua vida, Aquilino Ribeiro escreveu romances, biografias, crónicas, ensaios históricos e literários e textos polémicos, tendo traduzido também textos importantes da literatura mundial. Como escritor, ele não pode ser enquadrado em nenhuma das escolas e tendências da sua época, tendo na literatura portuguesa um lugar ímpar.

sábado, 26 de maio de 2007

MUITO ÚTIL - Como obter o número de série do seu celular
Uma espécie de vingança para quando nos roubam o celular. Para obter o número de série do seu telemóvel, digite
* # 0 6 # .Aparecerá no visor um código de 15 algarismos. Este código é único. Escrevam-no e conservem-no com cuidado.
Se roubarem o celular, telefone para a sua operadora e indique este código. O seu telefone poderá ser então completamente bloqueado, mesmo que o ladrão mude o cartão SIM.
Provavelmente não recuperará o aparelho, mas pelo menos quem quer que o tenha roubado não o poderá utilizar nunca. Se todos tomassem esta precaução, o roubo de celulares seria inútil.
EFEMÉRIDE - Sivuca, de seu nome verdadeiro Severino Dias de Oliveira, um dos maiores músicos brasileiros do século XX, nasceu em Itabaiana, no interior de Paraíba, em 26 de Maio de 1930. Morreu em João Pessoa, no dia 14 de Dezembro de 2006, após dois dias de internamento, para tratar da doença oncológica que o afligia desde 2004.
Além de compositor, foi também um notável “sanfoneiro” (acordeonista). Sivuca, que era admirado no mundo inteiro, contribuiu de modo significativo para o enriquecimento da música brasileira. Entre os vários tipos de música que compôs, contam-se choros, frevos, forros, baiões, música clássica, blues e jazz.
Com a idade de nove anos, já tocava sanfona em feiras e festas. Mudou-se para o Recife com 15 anos, idade em que adoptou o nome artístico que o havia de celebrizar e onde iniciou a sua carreira profissional, na Rádio Clube de Pernambuco. Gravou o seu primeiro disco LP em 1950.
Em 1955 foi morar para o Rio de Janeiro, contratado pela Rádio e TV Tupi. Mais tarde, como acordeonista do grupo “Os Brasileiros” deslocou-se à Europa e chegou a morar em Paris e em Lisboa, onde gravou discos e fez diversas apresentações.
De 1964 a 1976 esteve nos Estados Unidos, onde trabalhou com Miriam Makeba, tendo feito com ela várias digressões pela Ásia, África, Europa e Américas. Na década de 1970, tornou-se popular nos países escandinavos, gravando discos ao vivo e fazendo vários shows, actividade que continuou a ocupá-lo até ao fim dos seus dias. Três semanas antes de morrer, ainda lançou o DVDSivuca - o Poeta do Som”.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

EFEMÉRIDE - Alberto Korda, de seu verdadeiro nome Alberto Díaz Gutiérrez, fotógrafo cubano, morreu em Paris, no dia 25 de Maio de 2001, vítima de crise cardíaca. Nascera em Havana, em 14 de Setembro de 1928 e tornou-se famoso pela fotografia de Che Guevara, que ainda hoje corre mundo.
Korda começara a sua carreira, fotografando casamentos, festas e baptizados. Depois, abriu um estúdio e dedicou-se à publicidade e à moda. Aderiu à revolução de Fidel Castro e fotografou Che Guevara para o jornal cubano “Revolución”. Apenas duas fotos, uma na horizontal e outra na vertical. Mal sabia ele que uma delas se tornaria numa das fotografias mais reproduzidas no mundo inteiro e um verdadeiro ícone de todos os movimentos de esquerda. Um italiano aproveitou uma delas, precisamente a horizontal, cortou-lhe os lados, fez posters e espalhou-os por todo o lado, depois de Che Guevara ter sido assassinado na Bolívia. Mais tarde, um artista escocês criou uma estampa e colocou-a no domínio público.
Alberto Korda nunca recebeu qualquer remuneração ou direitos de autor por aquela foto e nada fez por isso. Dizia ele que “sendo partidário dos ideais pelos quais Guevara tinha morrido, não se podia opor à reprodução da fotografia, por todos os que quisessem propagar a sua memória e as suas causas de justiça social”. Apresentou queixa sim, em 2000, contra a marca de vodka “Smirnoff”, que utilizara a fotografia, mas para efeitos publicitários. Ganhou em tribunal e recebeu 50 000 dólares de indemnização, que entregou aos “Serviços Médicos Cubanos”. “Se Che Guevara fosse vivo, teria feito a mesma coisa” - afirmou.
Foi fotógrafo da Revolução durante dez anos. Depois, de 1968 a 1978, dedicou-se à fotografia submarina, tendo visto as suas fotografias expostas no Japão. Era admirado em todo o mundo. Estava justamente em Paris, para apresentar a sua obra, quando a morte o surpreendeu.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

EFEMÉRIDE - Edward Kennedy "Duke" Ellington, compositor de jazz, pianista e chefe de orquestra americano, morreu em Nova Iorque, no dia 24 de Maio de 1974, vítima de doença oncológica. Nascera em Washington, em 29 de Abril de 1899. Foi distinguido, em 1969, com a “Presidential Medal of Freedom”, condecoração americana e, em 1973, com a Legião de Honra Francesa. Foi o primeiro músico de jazz a entrar para a Academia Real de Música de Estocolmo, e era Doutor Honoris Causa nas mais importantes universidades do mundo.
O seu primeiro emprego foi o de vendedor de amendoins, modo que ele encontrara, para poder estar mais perto dos seus ídolos do basebol, a sua outra grande paixão. Começou a estudar piano aos sete anos e actuou pela primeira vez como profissional aos dezassete.
Tornou-se conhecido a nível nacional, juntamente com a sua banda, quando foi contratado para o Cotton Club, o clube de maior renome no Harlem, em Nova Iorque, graças às emissões radiofónicas que dali eram feitas. Quando deixou este clube, em 1931, era já uma das maiores estrelas dos Estados Unidos, gravando muitos discos e participando em vários filmes. Viajou pela Europa e fez também uma digressão por muitos outros países na década de 60. Compôs igualmente música para filmes.
Duke Ellington influenciou o jazz durante quarenta anos (1920/1960), sendo considerado ainda hoje como o maior e mais prolífero compositor de jazz norte-americano de todos os tempos. Ao fazer as suas composições musicais, ele tinha também em atenção o talento e as particularidades dos músicos que compunham a sua orquestra, alguns deles tendo-o acompanhado durante várias décadas. Há um memorial em sua honra no Central Park, em Nova Iorque.
CURIOSIDADE

Vá ao site indicado em baixo, escolha um idioma (pode ser o português), pense num objecto e depois vá respondendo ao questionário. O “sistema” adivinha qual o objecto em que pensou:

http://www.20q.net/

quarta-feira, 23 de maio de 2007

EFEMÉRIDE - Pär Fabian Lagerkvist, um dos escritores mais importantes da literatura sueca, laureado com o Prémio Nobel da Literatura em 1951, nasceu em Växjö Småland, no dia 23 de Maio de 1891. Morreu em Estocolmo, em 11 de Julho de 1974.
Entre os temas principais da sua obra, paira sempre a questão do Bem e do Mal. Os seus livros mais conhecidos são: Barrabás, O Carrasco, A Sibila, A Morte de Ahasvérus e O Anão.
Fervoroso admirador de autores franceses, como Baudelaire e Rimbaud, Pär Lagerkvist foi um dos primeiros autores a apresentar o Modernismo na Suécia.

terça-feira, 22 de maio de 2007

HOSPITAL PÚBLICO

- Bom dia, é da recepção? Eu gostaria de falar com alguém que me desse informações sobre os doentes. Queria saber se determinada pessoa está melhor ou se piorou...
- Qual é o nome do doente?
- Chama-se Celso e está no quarto 302.
- Um momento, vou transferir a chamada para o sector de enfermagem...
- Bom dia, sou a enfermeira Lurdes. O que deseja?
- Gostaria de saber as condições clínicas do doente Celso do 302, por favor!
- Um minuto, vou localizar o médico de serviço.
- Aqui é o Dr. Carlos, de serviço. Em que posso ser-lhe útil?
- Olá, Sr. doutor. Precisaria que alguém me informasse sobre o estado de saúde do Celso que está internado há três semanas no quarto 302.
- Ok, vou consultar a ficha do doente... Só um instante!
- Ora aqui está: ele alimentou-se bem hoje, a tensão arterial e a pulsação estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirado do monitor cardíaco até amanhã. Continuando bem, o médico responsável dar-lhe-á alta em três dias.
- Ahhhh, Graças a Deus! São notícias óptimas! Que alegria!
- Pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, certamente da família!?
- Não. Sou o próprio Celso que telefona daqui do 302! É que todo mundo entra e sai do quarto e ninguém me diz a ponta de um corno... só queria saber se estava melhor!
EFEMÉRIDE - Georges Prosper Remi, conhecido por Hergé, desenhador belga, nasceu em Etterbeek, no dia 22 de Maio de 1907. Morreu em Bruxelas, em 3 de Março de 1983, vítima de leucemia.
Tornou-se famoso ao criar Tintim, o conhecido personagem e herói da banda desenhada. “Hergé” é o acrónimo das iniciais do seu nome “RG”.
Começou a publicar desenhos ainda na escola (revista “Jamais Assez”) e nos escuteiros (revista “Le Boy-Scout Belge”).
A partir de 1925, trabalhou em vários jornais, onde se ocupou de várias coisas, até chegar à chefia de uma redacção. Em 1929, “nasceu” Tintim. O seu primeiro álbum foi “Tintim no país dos sovietes”.
Um encontro, em 1934, com um jovem estudante chinês, chamou-lhe a atenção para a necessidade de bem documentar tudo o que escrevia e desenhava, preocupação que se viria a reflectir na sua obra.
Um estilo muito pessoal e um soberbo uso de cores, levaram a que os seus desenhos atravessassem fronteiras e fossem aclamados em todo o mundo. As aventuras de Tintim estão publicadas em cerca de cinquenta línguas. Estes álbuns com histórias completas são um marco no desenvolvimento das histórias aos quadradinhos. O estilo de Hergé inspirou a criação de outros personagens, tais como Astérix, Lucky Luke, Blake e Mortimer, etc. As histórias de Tintim são de uma precisão incrível, sem deixar nada ao acaso e com todos os detalhes minuciosamente cuidados.
Em 1946, foi publicado o n.º 1 da revista “Tintim”, um semanário para a juventude. Em 1960 e 1964, Tintim chegou ao cinema. Em 1969, foi produzido um filme de desenhos animados de longa-metragem, baseado no álbum “O Templo do Sol”.
Em 1976, foi inaugurada uma estátua em bronze de Tintim, em Bruxelas. Em 1978, Hergé foi promovido ao grau de “Oficial da Ordem da Coroa”. Os cinquenta anos de Tintim foram comemorados com uma emissão de selos.
Em 1982, para festejar o 75º aniversário de Hergé, a Sociedade Belga de Astronomia deu o seu nome a um planeta que tinha sido descoberto há pouco tempo, situado entre Marte e Júpiter. Hergé morreria no ano seguinte.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Coitado do miúdo...
Não sou esperto nem bruto
Nem bem nem mal educado
Sou simplesmente o produto
Do meio em que fui criado.
António Aleixo

AMUO

Não venhas com mais conversas
Que eu concordo e não discuto…
...Tenho ideias bem diversas,
Não sou esperto nem bruto

Entre nós tudo acabou
Eu fiquei mesmo zangado…
…Sabias bem como sou:
Nem bem nem mal educado

Enquanto meu tempo voa,
Cada vez, eu mais matuto…
…Para ti, não sou pessoa
Sou simplesmente o produto

Vi bem que não te mereço,
Sou mesmo desajeitado,
Talvez porque não me esqueço
Do meio em que fui criado.


Gabriel de Sousa

CURIOSIDADE NA NEVE...

Clique no link abaixo, digite o seu nome ou qualquer outra palavra, novo click em submit e depois espere um pouquinho... SURPRESA!...

http://www.star28.net/snow.html
EFEMÉRIDE - Henri-Julien-Félix Rousseau, também conhecido como o “Aduaneiro Rousseau”, por ter sido inspector da alfândega, pintor francês do pós-impressionismo, nasceu em Laval, no dia 21 de Maio de 1844. Morreu em Paris, em 2 de Setembro de 1910, vítima de septicemia e gangrena.
No seu tempo, a obra de Rousseau foi considerada naïf, porque ele era autodidacta, sem formação académica. Os seus pais tinham tido grandes dificuldades económicas o que, evidentemente, influiu na vida escolar do jovem Henri. Aos 19 anos, já trabalhava num escritório de advogados e, quatro anos depois, alistou-se como voluntário num Regimento de Infantaria. A partir de 1871, foi trabalhar na Alfândega de Paris.
Para ganhar a vida, escreveu ainda peças de teatro e dramas, deu lições de violão e, a partir de 1886, começou a expor as suas obras de pintura. Só em 1893, se passou a dedicar exclusivamente à pintura e, em 1902, tornou-se professor na Association Philotechnique, onde ensinou “técnica de pintura em porcelana”.
Curiosamente, muitos dos seus quadros representam selvas exuberantes, animais selvagens e frutas exóticas, coisas que Henri Rousseau nunca terá visto ao natural durante a sua vida.

domingo, 20 de maio de 2007

EFEMÉRIDE - Honoré de Balzac, considerado um dos maiores escritores franceses e mestre incontestado do romance realista, nasceu em Tours, no dia 20 de Maio de 1799. Morreu em Paris, em 18 de Agosto de 1850. Em 1849, já bastante doente, foi à Polónia para visitar uma condessa polaca com quem mantivera correspondência durante 17 anos. Casaram-se três meses antes da sua morte.
Ficaram lendários os seus hábitos de trabalho. Chegava a escrever quinze horas por dia, com a ajuda de uma imensidão de chávenas de café. É autor de uma produção prodigiosa, sobretudo de romances e contos, muitos dos quais incluídos na obra monumental “A Comédia Humana”, constituída por várias dezenas de romances onde é descrita, de modo quase exaustivo, a sociedade francesa do seu tempo. É autor de várias “obras-primas”, mais tarde elevadas à categoria de “clássicos”.
Balzac tinha o bacharelato de Direito, obtido em 1819, tendo seguido igualmente o curso de Filosofia na Sorbonne.
Balzac foi sepultado no cemitério mais célebre de Paris (Père Lachaise), no seu jazigo está uma estátua feita pelo célebre Auguste Rodin e o discurso fúnebre foi lido pelo não menos célebre escritor Victor Hugo.

sábado, 19 de maio de 2007

A MENTIRA
(quadras)

1

Mentir não é o meu forte,
Mas um dia tu vais ver:
- Na hora da minha morte
Direi que estou a nascer!
(a)

2

Mentira de uma criança
Até pode ter piada,
Mas quando a idade avança
Deixa de ser engraçada.

3

O mentir, se for por bem,
Não há nada a dizer,
Mas se aleijar alguém
É coisa a
não fazer!

Gabriel de Sousa


(a) - Menção Honrosa nos V Jogos Florais de Avis, em 2007
EFEMÉRIDE - Malcolm Little, mais conhecido por Malcolm X, um dos maiores defensores dos direitos dos negros nos Estados Unidos, nasceu em Omaha, no Nebraska, em 19 de Maio de 1925. Morreu, assassinado em Nova Iorque, no dia 21 de Fevereiro de 1965. Foi fundador da Organização para a Unidade Afro-Americana, de inspiração socialista.
Contrariamente a Martin Luther King, Malcolm X começou por defender a separação das raças, a independência económica e um Estado autónomo. Era, enfim, partidário do “Poder Negro”.
Malcolm abandonou o sistema escolar americano, depois de um professor lhe ter dito que “a sua aspiração de vir a ser advogado, não era realista para um negro, aconselhando-o a ser carpinteiro”. Curiosamente, ele era até o melhor aluno da sua aula. Mudou-se para Bóston, indo viver com uma meia-irmã mais velha e fazendo pequenos biscates. A partir de 1943, foi para Nova Iorque e passou a revender droga, ligando-se igualmente a várias actividades ligadas ao jogo e ao roubo. Em 1946, foi preso em Detroit e colocado num presídio no Michigan. Durante o tempo em que esteve preso, leu muito, o que o levou a dizer que os anos passados na prisão tinham sido os mais enriquecedores da sua vida. São-lhe atribuídas as frases: «Sem Educação não se vai a lado nenhum» e «A Educação é o passaporte para o Futuro, porque o Amanhã pertence àqueles que se preparam Hoje». Quando cumpriu metade da pena, foi-lhe recusada a liberdade condicional por boa conduta porque “isso seria muito perigoso”. Foi libertado apenas em 1952. Passou então a ser conhecido por Malcom X, o “X” representando a rejeição do “seu nome de escravo”.
Em 1953, passou a ser vigiado pelo FBI. Aderira entretanto ao Islão e mudou-se para Chicago, onde foi escolhido para dirigir uma Mesquita, situada numa avenida, que tomaria o seu nome, vinte e dois anos após a sua morte. Os fiéis aumentaram em pouco tempo. Malcolm X tinha uma grande energia e era capaz de trabalhar vários dias, com apenas quatro horas de sono por noite. Continuava a ler muito e, quando aderia a uma causa, devotava-se a ela de corpo e alma.
Em 1964, fez uma peregrinação a Meca e afirmou que “o Islão era a única religião que apagava da sociedade o problema das raças”. Mais tarde diria: «se os homens brancos não querem que nós sejamos contra eles, que deixem de nos oprimir, de nos explorar e de nos degradar».
Foi assassinado, à vista da mulher e dos filhos, por um homem que disparou uma espingarda de canos cerrados, enquanto ele discursava no bairro de Harlem, em Nova Iorque. Depois dele cair, duas outras pessoas disparam na sua direcção por 16 vezes. Estranhamente, ignora-se o nome dos assassinos e ninguém foi condenado pelo crime.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

EFEMÉRIDE - Gustav Mahler, um dos maiores músicos austríacos de todos os tempos, morreu em Viena de Áustria, em 18 de Maio de 1911. Nascera em Kaliště, na Boémia, no dia 7 de Julho de 1860.
Teve as suas primeiras lições de música aos seis anos e começou a tocar piano aos nove. Pouco tempo depois, Gustav já ensinava piano a um outro miúdo mais novo do que ele. Bastante precoce, em 1870 deu o seu primeiro recital em público e cinco anos depois ingressou no Conservatório de Viena.
Em 1876, recebeu vários prémios de composição e piano e, no ano seguinte, regeu a Orquestra Filarmónica de Viena. Em 1879, trabalhou como professor de piano na Hungria e em Viena.
Na década de “1880” dirigiu várias orquestras. Em 1897, foi nomeado Director da Ópera da Corte de Viena, iniciando a parte mais prestigiosa e importante da sua carreira.
Em 1907, descobriu que tinha uma grave doença cardíaca e saiu da Ópera de Viena. Foi então convidado para dirigir a Ópera Metropolitana de Nova Iorque, onde se estreou em 1908. No ano seguinte, assinou um contrato de três anos com a Orquestra Filarmónica de Nova Iorque.
Em 1910, terminou a sua Nona Sinfonia, seu último trabalho completo, e iniciou a Décima, que não chegaria a concluir. Em 1911, partiu para Paris para ser observado por um bacteriologista francês. Acabou por ser internado em Viena, onde faleceu, vítima de uma infecção sanguínea.
Autor de sinfonias muito longas, a sua Oitava requer nada menos de mil intervenientes, entre orquestra, solistas e coral. A verdadeira glória chegaria no entanto apenas em 1960, muitos anos após a sua morte, graças à divulgação da sua obra feita por Leonard Bernstein (1960) e ao fundo musical da obra-prima de Luchino Visconti “Morte em Veneza”.
HISTÓRIA ÁRABE
 
Um velho árabe muçulmano iraquiano, a viver há mais de 40 anos nos EUA, quer semear batatas no seu jardim, mas cavar a terra já é um trabalho demasiado pesado para ele. O seu filho único, Ahmed, está a estudar em França, e o velhote envia-lhe a seguinte mensagem:
"Querido Ahmed, sinto-me mal porque este ano não vou poder semear batatas no jardim. Já estou demasiado velho para cavar a terra. Se tu estivesses aqui, todos estes problemas desapareceriam. Sei que tu remexerias e prepararias toda a terra. Beijos do papá."
Poucos dias depois, recebe a seguinte mensagem:
"
Querido pai, por favor, não toques na terra desse jardim. Escondi aí umas coisas. Beijos, Ahmed."Na madrugada seguinte, aparecem no local a Polícia, agentes do FBI e da CIA, os S.W.A.T., os Rangers, os Marines, os Steven Seagal's, os Silvester Stallone's e alguns mais da elite norte-americana, bem como representantes do Pentágono, da Secretaria de Estado, etc. Removem toda a terra do jardim à procura de bombas, ou material para as construir. Porém, não encontram nada e vão-se embora, não sem antes interrogarem o velhote, que não fazia a mínima ideia do que eles procuravam.
Nesse mesmo dia, o velhote recebe outra mensagem:
"Querido pai, certamente a terra já está pronta para semear as batatas. Foi o melhor que pude fazer dadas as circunstâncias. Beijos, Ahmed."

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Errar é humano... (?)
EFEMÉRIDE - Jean Gabin, de seu nome verdadeiro Jean-Alexis Moncorgé, actor de cinema e cantor de revista e opereta francês, nasceu em Paris, no dia 17 de Maio de 1904. Morreu em Neuilly-sur-Seine , em 15 de Novembro de 1976, vítima de leucemia.
Aos 18 anos, forçado pelo pai, entrou no mundo do espectáculo, como figurante, no célebre cabaret Folies Bergères. Fez o serviço militar em 1924/1925 e, no ano seguinte, tornou-se um verdadeiro artista de music-hall e cantor de opereta. Durante dois anos, percorreu a França e, depois, a América do Sul, cantando e imitando Maurice Chevalier.
Iniciou a sua carreira no cinema aos 26 anos e foi considerado o maior actor francês durante mais de três décadas.
Em 1939, foi mobilizado para a Marinha de Guerra, durante 2ª Guerra Mundial, mas obteve uma licença especial para acabar as filmagens que estava a fazer com Michèle Morgan. Recusou trabalhar com os nazis, durante a ocupação, e exilou-se para Hollywood, onde reencontrou vários franceses ligados ao cinema. Entrou para as Forças Francesas Livres do General de Gaulle e participou na Libertação. Recebeu a Medalha Militar e a Cruz de Guerra.
Voltou ao cinema em 1945. Em 1960, foi nomeado Oficial da Legião de Honra Francesa. Ao longo da sua carreira, ganhou vários prémios de interpretação, tendo entrado em mais de noventa filmes.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Um pode não ser engenheiro, mas este não é de certeza "Dr.". É a vida...

in
http://amor-e-ocio.blogspot.com/


no comments...

EFEMÉRIDE - Maria Lacerda de Moura, educadora, conferencista, jornalista, escritora, anarquista e pioneira do feminismo no Brasil, nasceu em Manhuaçu, Minas Gerais, no dia 16 de Maio de 1887. Morreu no Rio de Janeiro, em 20 de Março de 1945.
Em 1920, fundou no Rio de Janeiro a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher. A partir de 1921, já a viver em São Paulo, colaborou activamente na imprensa, sobretudo operária, e fundou a Federação Internacional Feminina, em São Paulo e em Santos. Entre 1928 e 37, viveu em Guararema, numa comunidade agrícola autogestionária, constituída por objectores de consciência. O governo de Getúlio Vargas viria a forçar o seu desmantelamento e Maria Lacerda de Moura voltou ao Rio de Janeiro, onde foi trabalhar para uma Rádio, lendo horóscopos.
Fez parte da Maçonaria e da Rosa Cruz, desligando-se desta última quando soube que a respectiva sede, em Berlim, tinha sido cedida aos nazis. Escreveu muitos livros sobre Educação, Pedagogia e Linguística, sobre a Mulher e o Feminismo e sobre o Fascismo e a Religião.
Entre os temas abordados na sua obra, assinala-se a educação sexual dos jovens, a virgindade, o amor livre, o direito ao prazer sexual, o divórcio, a maternidade consciente e a prostituição, de onde se pode imaginar facilmente quanto estava avançada em relação à época em que viveu. Os seus escritos tiveram eco na imprensa brasileira, uruguaia, argentina e espanhola.
Muito independente, a sua vida esteve cheia de rompimentos. Com a família, com as feministas, com os comunistas e com os anarquistas. Sócrates, Gandhi e Tolstoi eram os seus heróis.

terça-feira, 15 de maio de 2007

EFEMÉRIDE - Humberto da Silva Delgado, oficial português da Força Aérea, que ficou conhecido como o General Sem Medo, nasceu em Brogueira, Torres Novas, no dia 15 de Maio de 1906. Foi assassinado pela PIDE (polícia política portuguesa) em Villanueva del Fresno, Espanha, em 13 de Fevereiro de 1965. Humberto Delgado tinha abanado seriamente os alicerces da ditadura salazarista, quando se candidatou à Presidência da República, em 1958. Só não ganhou as eleições porque elas foram fraudulentas, desde o recenseamento até ao resultado, dando a vitória ao candidato do regime.
Concluiu o Curso do Colégio Militar com 16 anos, entrou para a Escola do Exército e, em 1925, foi colocado na Escola Prática de Artilharia, vindo a participar no Movimento que implantou a Ditadura Militar que, anos mais tarde, daria lugar ao regime salazarista. Frequentou o curso de piloto aviador, enveredando pela força aérea. Durante muitos anos foi fiel seguidor do regime, o que, aliado a qualificações técnicas obtidas nos Estados Unidos, lhe possibilitou uma meteórica ascensão na carreira, vindo a ser, com 47 anos, o mais jovem general da Força Aérea Portuguesa. Foi Director-Geral da Aeronáutica Civil e teve papel importante na criação da TAP, Transportes Aéreos Portugueses. A partir da década de “50”, começou a afastar-se progressivamente de Salazar, se bem que este o tenha colocado em Washington como Chefe da Missão Militar, entre 1952 e 57.
Nas eleições de 1958, reuniu à sua volta toda a oposição, tendo então afirmado, referindo-se a Salazar, que “se ganhasse as eleições, obviamente o demitia”. Com aquela curta frase teria decidido a sua “derrota” e o seu “destino”.
Em 1959, expulso das forças armadas e sentindo-se ameaçado, pediu asilo político na Embaixada do Brasil, partindo para o Rio de Janeiro. Participou depois no golpe militar de Beja, em 1962, que fracassou. Tinha-se deslocado a Portugal clandestinamente e fez-se fotografar em pleno centro de Lisboa, o que terá enfurecido a polícia política, que jurou vingança. Instalou-se depois na Argélia, a partir de 1963.
Em 1965, foi atraído a uma cilada junto da fronteira espanhola. Julgando vir encontrar-se com militares e emissários da Oposição, foi esperado pela polícia política que o assassinou, bem assim como a sua secretária brasileira Arajaryr Campos.
Em 1990, a título póstumo, foi promovido a Marechal e o seu corpo foi trasladado para o Panteão Nacional.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

No Brasil como em Portugal...
EFEMÉRIDE - Rita Hayworth, de seu verdadeiro nome Margarita Carmen Cansino, actriz de cinema, de nacionalidade americana, com ascendência espanhola e inglesa, morreu em Nova Iorque, no dia 14 de Maio de 1987, vítima do mal de Alzheimer. Nascera na mesma cidade, em 17 de Outubro de 1918.
O apogeu da sua carreira situou-se nos anos “40”, em que se tornou um símbolo sexual da época. Rita subira aos palcos pela primeira vez aos doze anos e, na adolescência, apresentou-se várias vezes em Casinos, na fronteira dos Estados Unidos com o México. Diz-se que um barman, apaixonado por ela, inventou então o célebre cocktail “Margarita”, em sua homenagem.
Em 1935, assinou um contrato com a “Fox” para pequenos papéis em vários filmes, assinando mais tarde com a “Columbia”. Foi por esta altura que mudou o seu nome de Rita Cansino para Rita Hayworth. Contracenou com os grandes galãs da sua era e foi considerada a maior estrela e uma das maiores dançarinas de Hollywood. Foi casada cinco vezes, contando-se entre os seus maridos Orson Welles (1943/48) e o príncipe Aly Khan (1949/53).
Nos anos “60” começou o seu declínio. Juntamente com o álcool veio a degradação física. Apesar disso, ainda actuou em alguns filmes. Em 1980, foi-lhe diagnosticada a doença de Alzheimer. Apagou-se seis anos depois, sob os cuidados de sua filha, a princesa Yasmina Aga Khan.

domingo, 13 de maio de 2007

EFEMÉRIDE - Alphonse Daudet, romancista, contista e dramaturgo francês, nasceu em Nîmes, no dia 13 de Maio de 1840, tendo falecido em Paris, em 16 de Dezembro de 1897.
Fez os estudos secundários em Lyon e, em 1865, decidiu dedicar-se exclusivamente à escrita, não só como jornalista do jornal Le Fígaro, mas também como romancista.
Há numerosos textos que lhe são atribuídos mas de que ele não é o autor, ou que são escritos por ele, mas em parceria com outros escritores.
O seu primeiro verdadeiro romance foi “Le Petit Chose”, escrito em 1868 e que é em parte a sua autobiografia. Em 1874, passou a escrever romances de costumes, sem contudo deixar de produzir alguns contos maravilhosos.
Em sua homenagem, todos os anos a “Rádio Courtoisie” entrega o Prémio Daudet à personalidade que, segundo os ouvintes, melhor tenha servido a língua francesa.
As suas principais obras são: “Cartas do meu Moinho” (1866); Le Petit Chose (1868) e “Tartarin de Tarascon” (1872)
Três citações curiosas de sua autoria: «A melhor maneira de impor uma ideia aos outros é fazer-lhes crer que é deles»; «O prisioneiro vê a liberdade mais bela do que ela é» e «O meu pai sempre me disse que a maior aventura é encontrar uma esposa».

sábado, 12 de maio de 2007

EFEMÉRIDE - Manuel Alegre de Melo Duarte, poeta e político português, nasceu em Águeda, no dia 12 de Maio de 1936.
Estudou Direito na Universidade de Coimbra, tendo cumprido o serviço militar na guerra colonial em Angola (1962), Foi então preso pela polícia política, por mostrar a sua revolta contra o regime e contra a guerra.
Exilado na Argélia durante um largo período da ditadura salazarista (1964/74), ele era o principal responsável e locutor da emissora da resistência “Voz da Liberdade”. É membro destacado do Partido Socialista, pelo qual ainda hoje é deputado. Produziu uma obra de grande mérito, principalmente poética, que lhe granjeou enorme popularidade.
Publicou o seu primeiro livro em 1965 (Praça da Canção), a que se seguiram “O Canto e as Armas” (1967) e “Um barco para Ítaca” (1971). Por razões óbvias, a sua produção literária aumentou exponencialmente após a Revolução dos Cravos. Além de inúmeros livros de Poesia, escreveu igualmente Ficção e alguns Ensaios.
Ganhou o Prémio Pessoa em 1999. Em 2006, foi candidato à Presidência da República, sem o apoio do seu partido, conseguindo no entanto 20% dos votos e sendo o 2º candidato mais votado. Bateu mesmo Mário Soares, o candidato oficial do Partido Socialista. Possui, entre outras condecorações, a “Cruz da Ordem da Liberdade”, a “Comenda da Ordem de Isabel a Católica” de Espanha e a “Medalha de Mérito do Conselho da Europa”. É considerado o poeta português mais musicado.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

EFEMÉRIDE -Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí I Domenech, importante pintor, desenhador e escultor espanhol, nasceu em Figueres, na Catalunha, em 11 de Maio de 1904. Morreu na mesma localidade, no dia 23 de Janeiro de 1989.
Conhecido pelas suas obras surrealistas, com imagens incríveis e bizarras, a sua imaginação quase não tinha limites. Tomava atitudes e fazia coisas extravagantes para chamar a atenção, o que aborrecia muitas vezes aqueles que admiravam “apenas” a sua pintura.
Quando tinha doze anos, descobriu os impressionistas e, no ano seguinte, já o pai organizava uma exposição dos seus desenhos a carvão. Com quinze anos, viu os seus trabalhos expostos em público no Teatro Municipal de Figueres.
Após a morte da mãe e o segundo casamento do pai, Dalí foi para Madrid, onde continuou os estudos artísticos, atraindo a atenção de todos, com as suas excentricidades. Em breve começaria a fazer experiências cubistas, que aprendera em revista e catálogos. Salvador Dalí seria expulso da Academia, em 1926, após os exames finais, por ter declarado que não havia ninguém suficientemente competente para o avaliar. Nesse mesmo ano, foi pela primeira vez a Paris, onde esteve com Picasso.
Em 1929, conheceu Gala, sua musa e futura mulher, uma imigrante russa com mais dez anos que ele. Em 1939, foi expulso do grupo surrealista por razões políticas: sendo quase todos marxistas, não toleravam que ele se declarasse "anarco-monárquico".
Durante a 2ª Grande Guerra, Dalí e Gala mudaram-se para os Estados Unidos, onde viveram oito anos. Voltaram à Europa, mais propriamente à Catalunha, para o resto das suas vidas. A gananciosa Gala, numa tentativa de o tornar mais enérgico e capaz de pintar mais quadros, dava-lhe perigosos cocktails de anti-depressivos e calmantes, o que lhe danificou irremediavelmente o sistema nervoso, levando-o à incapacidade total. Gala morreu em 1982 e Dalí perdeu a vontade de viver. Não comia nem bebia, ficou desidratado e teve de ser alimentado por uma sonda nasal, acabando por morrer de pneumonia e falha cardíaca.
Deixou mais de 1500 quadros, ilustrações para livros, litografias, desenhos e esculturas. Colaborou em peças de Teatro, no Cinema e fez várias incursões no Mundo da Moda, onde deixou igualmente marcas da sua excentricidade.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

in "Público" de hoje

EM PORTUGAL, IDENTIFICAÇÃO DE SEGUROS PELA MATRICULA DE UM CARRO!!

Através deste site pode saber-se qual a seguradora de qualquer veículo. Basta inserir a matrícula. É útil para aqueles casos em que o indivíduo bate e foge…

http://www.isp.pt/NR/exeres/019EEB91-E357-4A7C-8BD2-B62293701692.html

Façam o teste com a matrícula do vosso carro. A data que se põe é a actual.
EFEMÉRIDE - Joaquim Agostinho, um dos maiores ciclistas portugueses de todos os tempos, morreu no dia 10 de Maio de 1984, depois de estar dez dias em coma, no seguimento de uma queda durante a Volta ao Algarve. Nascera em Brejenjas, concelho de Torres Vedras, no dia 7 de Abril de 1943.
Competiu como profissional durante dezasseis anos (1968/1984), ganhou três Voltas a Portugal (1970/71), correu doze Voltas a França, onde obteve dois 3ºs lugares (1978/79) e quatro Voltas a Espanha, nas quais obteve um 2º lugar (1974).
Foi Campeão Nacional de Estrada entre 1968 e 1973, tendo ganho igualmente a Volta a São Paulo em 1968.
Em Torres Vedras, foi edificado um monumento em sua homenagem e a Avenida principal de acesso à Praia de Santa Cruz tem o seu nome.
Em França, na 14ª curva do Alpe d’Huez, há um busto seu, em bronze e alto-relevo, com 1,70 m de altura, 70 cm de largura e com o peso de 70 kg. Está colocado sobre um pedestal com três metros de altura, de granito verde.
O Grande Prémio de Ciclismo de Torres Vedras, que se realiza desde 1978, chama-se agora “Troféu Joaquim Agostinho”.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

EFEMÉRIDE - Eugène-Henri-Paul Gauguin, pintor francês post-impressionista, morreu nas Ilhas Marquesas, em 9 de Maio de 1903. Nascera em Paris, no dia 7 de Junho de 1848.
Gauguin viveu os primeiros sete anos da sua vida em Lima, no Peru, para onde os pais se mudaram após a chegada ao poder de Napoleão III. De regresso a França em 1855, ali estudou, ingressando aos 17 anos na Marinha, o que lhe possibilitou várias viagens através do mundo, durante seis anos.
Aos 34 anos tomaria, porém, a decisão mais importante da sua vida: dedicar-se totalmente à pintura. Viajou muito, levou uma vida de boémio e integrou-se durante uns tempos no movimento impressionista francês, tendo exposto os seus quadros pela primeira vez em 1876.
Em breve partiria para o Taiti, à busca de novos temas, diferentes dos europeus. As suas telas passaram a retratar o exotismo do local e cenas de erotismo natural, nascidas certamente da sua paixão pelas nativas. Executou também esculturas e escreveu um livro.
Voltou a Paris, onde fez uma exposição individual e acabou por se fixar na Ilha Dominique. Em 1901, transferiu-se para a ilha Hiva-Oa, uma das Ilhas Marquesas, onde veio a falecer vítima de sífilis. Quis ser enterrado onde vivera os últimos anos da sua vida. Mais tarde, veio repousar a seu lado o cantor Jacques Brel.

terça-feira, 8 de maio de 2007

EFEMÉRIDE - António José da Silva "O Judeu", escritor e dramaturgo português, nasceu no Rio de Janeiro, em 8 de Maio de 1705, tendo morrido em Lisboa, no dia 18 de Outubro de 1739. De religião judaica, viveu numa época em que os judeus eram perseguidos, em Portugal e nas colónias, a menos que se afirmassem católicos. Sua mãe, acusada de ser judia, foi deportada para Portugal e processada pela Inquisição. O pai, embora também judeu, conseguiu manter a fé de forma secreta e não foi incomodado pelas autoridades. Decidiu no entanto partir para Portugal, juntamente com o filho, para se juntar à mulher.
António licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Escreveu uma sátira e tanto bastou para ser preso e torturado. Iniciou-se depois na advocacia, seguindo o exemplo do pai, mas acabou por se dedicar à escrita, tornando-se o mais famoso dramaturgo do seu tempo.
Em 1737, voltou a ser preso pela Inquisição e foi novamente torturado. Era acusado de seguir práticas judaicas. Foi estrangulado e queimado num Auto-de-Fé, aos 34 anos.
A sua vida foi matéria para a novela “O Judeu” de Bernardo Santareno e para um filme, com o mesmo nome, em 1995.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

EFEMÉRIDE - Władysław Reymont, de seu verdadeiro nome Słanisław Władysław Rejment, escritor polaco, Prémio Nobel de Literatura em 1924, nasceu em Kobiele Wielkie, no dia 7 de Maio de 1867. Morreu em Varsóvia, em 5 de Dezembro de 1925.
Os pais queriam que ele se tornasse padre, mas Wladyslaw tinha outros projectos para a sua vida. Deixou de ir à escola, mudava frequentemente de morada e de ocupação (alfaiate, comediante, caminhos de ferro e mesmo médium), viajando muito, na Polónia e também através da Europa e dos Estados Unidos da América.
Com 26 anos, fixou-se finalmente em Varsóvia e iniciou a sua vida literária. Dois anos depois (1895), publicou o seu primeiro romance: Peregrinação a Częstochowa.
Escrever era a sua grande paixão, inspirando-se muitas vezes nas suas experiências pessoais. O Prémio Nobel foi-lhe atribuído sobretudo pelo seu romance “Os Camponeses”, que é um verdadeiro espelho do campesinato polaco, nos fins do século XIX. Curiosamente, nesse ano (1924), havia também um outro nomeado da Polónia que, aliás, era tido como favorito pela opinião pública. O veredicto foi, no entanto, bem recebido.
Wladyslaw Reymont pertencia ao movimento literário “Jovem Polónia”. Publicou vários romances notáveis, mas a sua obra é quase desconhecida nos países de língua portuguesa.

domingo, 6 de maio de 2007

SE OS TUBARÕES FOSSEM HOMENS – Bertold Brecht

Se os tubarões fossem homens, perguntou ao senhor K. a filha de sua senhoria, eles seriam mais amáveis com os peixinhos? Certamente, disse ele.
Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal quanto vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e tomariam toda espécie de medidas sanitárias. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, lhe fariam imediatamente um curativo, para que não morresse antes do tempo. Para que os peixinhos não ficassem melancólicos, haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres tem melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar para a goela dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar. O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam voltar toda inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista, e avisar imediatamente os tubarões, se um deles mostrasse tais tendências. Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, iriam proclamar, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não podem se entender. Cada peixinho que na guerra matasse alguns outros, inimigos, que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia um título de herói.
Se os tubarões fossem homens, naturalmente haveria também arte entre eles.
Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores soberbas, e suas goelas como jardim que se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos nadando com entusiasmo para as gargantas dos tubarões, e a música seria tão bela, que seus acordes todos os peixinhos, como orquestra na frente, sonhando, embalados, nos pensamentos mais doces, se precipitariam nas gargantas dos tubarões. Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa apenas na barriga dos tubarões. Além disso se os tubarões fossem homens também acabaria a ideia de que os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores poderiam inclusive comer os maiores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles teriam com maior frequência, bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores detentores de cargos, cuidariam da ordem entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, construtores de gaiolas, etc. Em suma, haveria uma civilização no mar, se os tubarões fossem homens.”
EFEMÉRIDE - Marlene Dietrich, de seu nome verdadeiro Maria Magdelene Dietrich, actriz e cantora americana de origem alemã, morreu em Paris, no dia 6 de Maio de 1992 . Nascera em Berlim-Schöneberg, no dia 27 de Dezembro de 1901.
Estreou-se no Teatro aos 21 anos, iniciando uma carreira discreta que duraria apenas cinco anos. Descoberta por um realizador de Cinema austríaco, foi convidada para protagonizar “O Anjo Azul”, baseado num romance de Heinrich Mann. Depois de fazer sete filmes com este realizador (Josef von Sternberg), foi para Hollywood onde desenvolveu uma carreira notável.
Hitler convidara-a para colaborar em filmes pró-nazis, mas Marlene Dietrich recusou, naturalizando-se americana, o que o ditador alemão considerou uma traição. Como resposta, Marlene voou para junto das tropas aliadas, onde cantou para os soldados. Foi desde daí que, além de representar, passou igualmente a cantar nos seus filmes.
A partir de 1951, fez vários espectáculos de cabaret em Las Vegas e, dez anos depois, foi convidada para um filme que chocaria o mundo - “Julgamento em Nuremberga” tratava pela primeira vez do holocausto, do nazismo e do julgamento que condenou alguns dos líderes alemães.
Fez várias tournées pelo estrangeiro, mas só regressou à Alemanha nos anos 60, sendo mal recebida no aeroporto, certamente por saudosistas de Hitler. Cuspiram-lhe na cara e ela, em comunicação à Imprensa, declarou que nunca mais voltaria à pátria alemã, porque «ela e os alemães já não falavam a mesma língua». Cumpriu a palavra, pois só voltou à terra natal depois de morrer, para ser enterrada.
Fez o último filme em 1978, contracenando com David Bowie, entrando ainda em alguns programas de Rádio e de Televisão. Depois, recolheu-se no seu apartamento em Paris, onde morreu aos 91 anos. Apesar da idade, ainda esteve envolto em mistério o seu desaparecimento: morte natural (o mais provável), excesso de calmantes tomados com o desgosto de envelhecer ou suicídio perante a doença de Alzheimer.
Teria sido a primeira mulher a usar calças publicamente, nos anos 20. Foi homenageada com uma estrela no célebre “Passeio da Fama” em Hollywood.
Berlim pediu desculpas póstumas pelos acontecimentos de “60” e dedicou-lhe a Praça Marlene Dietrich, num bairro moderno, junto do Museu do Filme de Berlim.

sábado, 5 de maio de 2007

THE AMERlCAN WAY

Quando era criança, nunca acreditei em marcianos de sete olhos e duas cabeças, mas hoje em dia já ponho sérias dúvidas quanto àquilo que é ou não credível.
Nem mesmo discuto aquela de que "eu não acredito em bruxas, mas que as há, há"...
Já poucas coisas me admiram!
Pensei, durante a Guerra do Golfo, enquanto o Tio Sam zurzia os recém-alia­dos talibans, que a América não poderia jamais vir a ter uma imagem pior... esqueci-­me que o rapaz que lá estava tinha um filho!
Agora, é ele mesmo que me faz pasmar quase todos os dias com a latitude das coi­sas que podem acontecer como se fossem as mais naturais deste mundo.
Não, não vou falar da invasão de um país soberano "por precaução" - um "direi­to" que não consegui encontrar em nenhu­ma jurisprudência deste mundo (ainda por cima, uma precaução que se verificou não apenas ser falsa mas ter sido deliberada­mente mentida).
Isso já passou à História, embora a inva­são do Iraque seja, em si, uma repetição de histórias anteriores...
Já lhe conhecíamos também o despudor com que anunciou que não cumpriria o Protocolo de Quioto, "por ser contrário aos interesses do povo americano" - o mesmo que é responsável por 42% da poluição mundial.
Foi-lhe tão importante os Estados Unidos terem, em princípio, aceite o trata­do, para ele o negar depois, como agora lhe foi que a maioria democrata no Congresso tivesse legislado contra a continuação do financiamento das tropas americanas no Iraque (uma forma de terminar rapidamente com mais esta guerra no estrangeiro), para que o extraordinário Bush-filho encontrasse de imediato a solução que se impunha...
Em directo e ao vivo, pela televisão, deu o recado aos senadores: "Eu quero mesmo é que façam chegar essa lei o mais depressa possível à minha secretária ... para eu a vetar!"
E é este o senhor que anda pelo mundo a "exportar democracia"... qual democracia?
Se isto não é ditadura ...

Pedro Laranjeira
Director Adjunto

Lido na revista "Perspectiva" de Maio 2007
EFEMÉRIDE - Henryk Adam Aleksander Pius Oszyk-Sienkiewicz, escritor polaco, laureado com o Prémio Nobel da Literatura em 1905 e considerado um dos maiores escritores da segunda metade do século XIX, nasceu em Wola Okrzejska, no dia 5 de Maio de 1846. Morreu em Vevey, na Suíça, em 15 de Novembro de 1916.
A sua obra mais conhecida “Quo Vadis”, clássico da literatura, foi adaptada ao cinema com enorme êxito.
Ao mesmo tempo que estudava na Universidade, começou a sua carreira como jornalista. Só em 1872 publicou dois volumes de novelas que, entretanto, tinha escrito. Com o que ganhava no jornalismo arranjou o dinheiro necessário para a sua primeira viagem ao estrangeiro, visitando a Bélgica e a França, em 1874. Dois anos depois, viajou até à América, onde viveu de pequenos empregos e do apoio dos imigrantes polacos. Regressado à Europa, passou vários períodos em França e na Itália.
A partir de 1883, começou a escrever grandes romances, entre os quais uma trilogia, em que fez reviver o passado da Polónia no século XVII.
Em 1895, publicou em folhetins, na “Gazeta Polska”, a sua principal obra Quo Vadis, que foi determinante para a nomeação como Prémio Nobel.
Os Cavalheiros Teutónicos” foi o seu último grande livro. Refugiou-se na Suiça, quando da 1ª Guerra Mundial, acabando por ali morrer, vítima de embolia. Não assistiria à independência da Polónia, até aí sob administração russa. As suas cinzas, no entanto, voltaram à Polónia Livre em 1924.
VOTE NAS NOVAS SETE MARAVILHAS DO MUNDO:

http://www.new7wonders.com/index.php?id=409&L=3

(siga o procedimento ali indicado)

sexta-feira, 4 de maio de 2007

EFEMÉRIDE - Amos Klausner, conhecido como Amos Oz, escritor, romancista, jornalista e pacifista israelita, nasceu em Jerusalém, no dia 4 de Maio de 1939.
Os seus pais, originários da Europa de Leste, tinham ido para a Palestina em 1933. Em 1954, Amos Klausner adoptou o seu nome actual, em que “Oz” significa “Força” em hebreu.
Estudou Literatura e Filosofia, na Universidade Hebraica de Jerusalém, e no início da década de 60 escreveu os seus primeiros contos. O seu primeiro romance foi publicado em 1966, começando então a publicar um livro por ano, em média. Participou na Guerra dos Seis Dias e na Guerra do Yom-Kippur, tendo fundado em 1970, juntamente com outros, o movimento Peace Now. É partidário de uma resolução do conflito israelo-árabe que passe pela aceitação dos dois Estados e foi contra a implantação de colonatos judeus nos territórios ocupados.
Obteve vários prémios de prestígio, tanto no seu país como no estrangeiro. As suas obras estão traduzidas em cerca de trinta e cinco línguas. É um dos mais influentes intelectuais israelitas.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

TINHA DE SER, CLARO… (não levem a mal)

Uma loira super-apressada, vai a uma bilheteira duma estação de comboio:
- Um bilhete de ida e volta, faz favor.
- Para onde?
- Pergunta o empregado.
- Para aqui outra vez, para onde haveria de ser?
COCHICHOS

No escritório, o sujeito cochicha com o amigo:
- Jeremias, você é capaz de guardar um segredo?
- Claro! Os amigos são para estas coisas! Pode falar...
- É que eu estou precisando de mil euros emprestados...
- Pode ficar tranquilo! Vou fingir que nem ouvi!

No meio de uma festa de confraternização, o sujeito cochicha para o colega de trabalho:
- Aquela mulher ali é a minha mulher. E aquela morena gostozinha, ao lado dela, é a minha amante!
- Que coincidência!
- Diz o amigo - Comigo é a mesma coisa. Só que e ao contrário.
EFEMÉRIDE - Yolanda Gigliotti, conhecida como Dalida, cantora e actriz egípcia, de origem italiana, que fez toda a carreira em França, morreu em Paris, no dia 3 de Maio de 1987. Nascera no Cairo, em 17 de Janeiro de 1933. Recebeu mais de cinquenta discos de ouro e foi a primeira cantora a receber um disco de diamante.
Dalida foi para Paris, com 21 anos, na intenção de fazer cinema, depois de ter conquistado vários concursos de beleza na sua terra natal, incluindo o de Miss Egipto em 1954, e de ter feito vários filmes secundários. Em breve percebeu, no entanto, que o “curriculum” de pouco valia junto dos produtores franceses e orientou então a sua carreira para a canção.
Tudo começou num concurso “à procura de novos talentos”, organizado na célebre sala de espectáculos Olympia de Paris, onde estavam grandes nomes do Music-Hall francês. Rapidamente foi convidada a gravar o seu primeiro disco, com "Madona", uma adaptação francesa de uma canção de Amália Rodrigues (Barco Negro). Os dois primeiros discos não tiveram muito êxito. Esse só viria com Bambino, que vendeu um milhão de exemplares.
A sua vida privada, porém, não era tão feliz quanto a sua carreira: um casamento e um divórcio, várias ligações amorosas e o suicídio de uma das suas paixões. Em 1969, descobriu a filosofia oriental e pensou mesmo abandonar a carreira. Limitou-se, no entanto, a alterar o repertório.
Em 1970, suicidou-se o seu ex-marido e empresário. Em 1975, suicidou-se um amigo. Em 1983, suicidou-se Richard Chamfray, seu companheiro durante nove anos; neste mesmo ano, um aborto tinha-a deixado estéril. Foi tratada por um psicanalista e por um especialista em endocrinologia.
Paradoxalmente, os êxitos na música não paravam e participou com talento num filme. A sua carreira, no entanto, não conseguia disfarçar o drama da sua vida e, na noite de 2 para 3 de Maio de 1987, foi a sua vez de suicidar-se. Mesmo depois morrer, continuou a ser um ídolo, quase um mito, tendo sido publicados vários livros sobre a sua vida. Foram feitos igualmente vários filmes, telenovelas e canções, entre as quais uma de Charles Aznavour. Uma praça em Paris, perto de onde ela morava, tem o seu nome.
Dalida vendeu mais de setenta milhões de discos em todo o Mundo. Faltou-lhe “apenas” ser feliz...

quarta-feira, 2 de maio de 2007

PORQUE PIROPOS PARA LOIRA NÃO DÃO CERTO...

Elas que me desculpem. É só pela piada… Juro!


VOCÊ: - Oi gata... Qual é o seu telefone?
LOIRA: - Nokia. E o seu?

VOCÊ: - Uau! Isto aqui é uma calçada ou uma passerelle de moda?
LOIRA: - Hum, agora você me apanhou... É que eu não sou daqui.

VOCÊ: - Eu não tiro o olho de você!
LOIRA: - Ainda bem, né? Senão eu ficava cega!

VOCÊ: - Nossa! Eu não sabia que boneca andava!
LOIRA: - Sério? Nossa, você tá por fora, hein? Já tem até Barbie que anda de bicicleta!

VOCÊ: - Que curvas, hein!
LOIRA: - Nem me fala... Eu bati o carro 7 vezes pra chegar a esta festa!

VOCÊ: - Esse seu vestido vai ficar lindo jogado no chão do meu quarto!
LOIRA: - Quer comprar um igual pra fazer um tapete, é? Eu te indico a loja...

VOCÊ: - Meu coração disparou quando eu te vi!
LOIRA: - Alguém ajude! Este moço está tendo um ataque cardíaco!

VOCÊ: - Me dá seu telefone, vai!
LOIRA: - Socorro! Estou a ser assaltada!
EFEMÉRIDE - Friedrich, Freiherr von Hardenberg, conhecido pelo pseudónimo de “Novalis”, poeta e romancista alemão, um dos mais importantes representantes do Romantismo dos finais do século XVIII, nasceu em Oberwiederstedt, na Saxónia, em 2 de Maio de 1772. Morreu em Weißenfels, no dia 25 de Março de 1801.
Estudou Filosofia e Direito, tendo-se licenciado em 1794. A morte de Sofia, uma jovem de quem se apaixonara quando ela tinha apenas doze anos e com quem casara em segredo, marcou-o para sempre. Em 1800, a única recolha de poemas que acabou, ”Hinos à Noite”, é a expressão daquele desgosto.

Conheceu Goethe, começou a trabalhar a escrita ainda com mais entusiasmo mas, um ano depois, morreu vítima de tuberculose. Deixou dois romances incompletos.
Como curiosidade, saliente-se o facto dele ter sido a primeira pessoa no Mundo a utilizar o termo agora tanto em voga de “Geopolítica”.

terça-feira, 1 de maio de 2007

EFEMÉRIDE - José Martiniano de Alencar, jornalista, político, romancista, crítico, cronista e dramaturgo brasileiro, nasceu em Messejana, no Ceará, no 1º de Maio de 1829. Morreu no Rio de Janeiro, em 12 de Dezembro de 1877.
Licenciado em Direito, iniciou a sua actividade literária nos jornais Correio Mercantil e Diário do Rio de Janeiro. Fundou igualmente a revista Ensaios Literários.
Em 1856, publicou sob a forma de folhetim, o seu primeiro romance, Cinco Minutos, o mesmo acontecendo no ano seguinte com A Viuvinha. Foi, no entanto, com O Guarani que ele alcançou maior notoriedade.
José de Alencar foi figura de proa do “Romantismo” no Brasil. Uma das suas obras mais conhecidas (Iracema, Lenda do Sertão) conta o idílio entre um guerreiro português e uma índia.
Em 1859, foi nomeado Chefe da Secretaria do Ministério da Justiça e, em 1860, ingressou na política, como deputado. Em 1868, tornou-se Ministro da Justiça e, no ano seguinte, candidatou-se ao Senado. Em 1877, foi Ministro no governo do Imperador Dom Pedro II. Nesse mesmo ano, viajou pela Europa procurando tratamento para a tuberculose que o afligia, mas acabou por falecer, após regressar ao Brasil.
Contribuiu, com o seu nacionalismo, com o seu trabalho e com o seu esforço, para a afirmação do Conhecimento e da Cultura do Brasil. Escreveu várias obras jurídicas e filosóficas notáveis. Muitos dos seus romances foram adaptados ao cinema e à televisão. Em sua homenagem, foi-lhe erigida uma estátua no Rio de Janeiro.
QUERER E PODER
(quadras)

1

Mais faz quem quer que quem pode
O Mundo foi sempre assim
Por muito que a Terra rode
Pobreza não vai ter fim

2

Numa Igreja ou num Pagode
Os crentes vão lá rezar
Mais faz quem quer que quem pode
Há sempre um Deus para amar

3

Ao olhar tanta Riqueza
O meu coração explode:
- Será pecado a Pobreza?
Mais faz quem quer que quem pode


Gabriel de Sousa

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Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muito mais...