quinta-feira, 31 de março de 2011

EFEMÉRIDEEugénio Salvador Marques da Silva, dançarino, actor e empresário teatral português, nasceu em Lisboa no dia 31 de Março de 1908. Faleceu na mesma cidade em 1 de Novembro de 1992.

Filho de um cenógrafo e empresário e neto de um dramaturgo, casou com Lina Duval, com quem formou a parelha de dança “Lina & Salvador”. Dedicou-se também ao desporto, chegando a fazer parte da equipa principal do Sport Lisboa e Benfica.

Após se ter formado no Conservatório, dedicou toda a sua vida à comédia, tendo-se estreado em 1927. Durante a sua carreira artística, participou em mais de cem revistas e em diversos filmes. No fim dos anos 1940, deixou de dançar e passou a ser “compère” das revistas à portuguesa.

Quando o teatro de revista, nos anos 1950, entrou num grande marasmo, foi ele que o viria a renovar, aproveitando o modo como o conhecia por dentro e por fora.

A sua última revista foi “Ora bate bat’manso”. Estava a representá-la quando, devido à sua idade e estado de saúde, se viu obrigado a abandonar os palcos. Morreu pouco tempo depois.

L'Été Indien - 1975

quarta-feira, 30 de março de 2011

EFEMÉRIDEJean-Claude Brialy, actor, realizador e escritor francês, nasceu em Aumale, na Argélia, em 30 de Março de 1933. Morreu em Monthyon, Seine-et-Marne, no dia 30 de Maio de 2007, após doença prolongada.

Filho de um oficial superior, seguiu o seu pai, juntamente com a família, nas suas múltiplas colocações. Instalaram-se depois em Angers, onde Jean-Claude frequentou o Liceu David-d’Angers. Mudaram-se mais tarde para Saint-Étienne. Continuou os seus estudos, frequentando simultaneamente cursos de arte dramática. Obteve o 1º Prémio de Comédia no Conservatório de Estrasburgo, entrando então no Centro de Arte Dramática do Leste, onde interpretou diferentes papéis de teatro.

Durante o seu serviço militar em Baden-Baden, foi colocado nos Serviços Cinematográfico do Exército, ocasião que aproveitou para rodar a sua primeira curta-metragem, “Chiffonard et Bon Aloi”.

Em 1954 foi para Paris, onde viveu de pequenos ofícios, pois os pais recusaram-se a ajudá-lo. Frequentou o grupo de cineastas da revista “Cahiers du cinéma”, iniciando a protagonização em vários filmes que lhe trouxeram a celebridade.

Tornou-se uma estrela do cinema no final da década de 1950, ao ser um dos mais prolíficos actores da Nouvelle Vague francesa. Trabalhou em filmes com importantes realizadores da Nouvelle Vague, como Claude Chabrol, Éric Rohmer, Jean-Luc Godard, Louis Malle e François Truffaut, bem como com outros: Roger Vadim, Claude Lelouch e Luis Buñuel.

Foi também realizador de vários filmes, destacando-se “Églantine” em 1971. Foi protagonista de mais de cem filmes durante a sua longa carreira. Amigo de numerosos artistas, foi admirado tanto pelo público como pelos seus pares e pela crítica.

Em 1966 comprou um pequeno bar na Île Saint-Louis, em Paris, que transformou em restaurante (“l’Orangerie”), lugar de vida nocturna que viu desfilar com discrição (ausência de fotos) um grande número de artistas franceses e internacionais célebres, que procuravam um lugar para comer com tranquilidade.

Jean-Claude continuou a fazer vários filmes por ano e a interpretar igualmente peças teatrais. Dedicou-se depois à realização, trabalhando ainda para a televisão. Em 2000 e 2004 escreveu várias autobiografias que foram grandes sucessos. Organizou igualmente diversas antologias sobre teatro e fez vários programas de rádio e televisão sobre a vida de diversos actores. Era comendador da Legião de Honra, da Ordem Nacional do Mérito e da Ordem das Artes e das Letras.

Morreu vítima de um cancro, do qual tinha mantido segredo mesmo junto dos amigos mais próximos. À missa de corpo presente assistiram numerosas personalidades notáveis, entre as quais Alain Delon, Catherine Deneuve, Nicolas Sarkozy, Patrick Poivre d'Arvor, Jeanne Moreau, Anouk Aimée, Jane Birkin, Claude Lelouch, Jean-Paul Belmondo, Jack Lang, Charles Aznavour, Juliette Gréco, Georges Moustaki, Claudia Cardinale e Danielle Darrieux.

terça-feira, 29 de março de 2011

EFEMÉRIDE Lima Duarte, de seu verdadeiro nome Ariclenes Venâncio Martins, actor brasileiro, nasceu em Sacramento no dia 29 de Março de 1930. É considerado um dos mais importantes actores do Brasil, tendo-se tornado famoso através de vários papéis notáveis que desempenhou em telenovelas.

Nascido no interior de Minas Gerais, filho de um boiadeiro e de uma artista de circo, chegou a São Paulo à boleia de um camião que transportava mangas. Começou a trabalhar na rádio como faz-tudo, até chegar a sonoplasta e, finalmente, a actor. Adoptou o nome artístico Lima Duarte por sugestão da mãe, que era espírita e lhe aconselhou o nome do seu “guia”.

Ingressou depois na televisão, da qual foi um dos pioneiros no Brasil. Fez parte do elenco da primeira telenovela brasileira, “Sua Vida Me Pertence”. Também fez diversas dobragens em português de desenhos animados norte-americanos. Actuou em peças teatrais de protesto, como “Arena conta Zumbi” de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri.

Depois de estar muitos anos na Rede Tupi, passou por grandes dificuldades financeiras devido ao caos da emissora, que acabou por falir. Foi contratado então pela Rede Globo, como director, graças à fama obtida ao dirigir a telenovela “Beto Rockfeller”.

Deu um grande impulso à sua carreira, ao interpretar o personagem Zeca Diabo em “O Bem-Amado” (1973). Foi um dos maiores sucessos na história das telenovelas brasileiras. Outro personagem antológico que desempenhou foi o Sinhozinho Malta de “Roque Santeiro”. Houve também o Sassá Mutema de “O Salvador da Pátria” (1989). Em “Da Cor do Pecado”, ele era o empresário Afonso Lambertini e protagonizou cenas emocionantes. Interpretou ainda o prefeito Viriato Palhares em “Desejo Proibido” (2007/08) e Shankar, um brâmane, em “Caminho das Índias” (2009).

No Cinema, entrou em cerca de 30 películas. O seu último filme foi feito em Portugal - “O Rio do Ouro”. Apresentou igualmente alguns programas televisivos.

Entre todos os autores, o seu preferido é Guimarães Rosa, «o velho mestre, meu Alcorão, meu livro de todos os dias», como ele costuma dizer. Lima Duarte mora actualmente em Angatuba, no interior de São Paulo, de onde continua a sair para o trabalho e para receber as homenagens que lhe fazem e os prémios que incessantemente lhe dão.

segunda-feira, 28 de março de 2011

EFEMÉRIDE Bernardino Luís Machado Guimarães, Presidente da República Portuguesa por duas vezes, nasceu no Rio de Janeiro em 28 de Março de 1851. Morreu em Famalicão no dia 29 de Abril de 1944.

Recebeu no baptismo o nome próprio do avô materno, Bernardino de Sousa Guimarães, capitalista estabelecido em terras brasileiras. Passou a infância no Brasil até aos nove anos, quando a família veio para Joane, no concelho de Famalicão.

A partir de 1866, estudou com brilhantismo Filosofia e Matemática na Universidade de Coimbra, tendo-se doutorado nesta Universidade onde foi depois um eminente professor. Em 1872, ao atingir a maioridade, optou pela nacionalidade portuguesa. Dez anos mais tarde, casou no Porto com Elisa Dantas Gonçalves Pereira, também nascida no Brasil, de quem teve 18 filhos. De entre os seus descendentes, destacam-se o escritor e autarca Aquilino Ribeiro Machado, presidente da Câmara Municipal de Lisboa na década de 1980, e o investigador, professor e médico portuense Júlio Machado Vaz.

Teve um importante percurso como dirigente da Maçonaria, na Loja “Perseverança” do Grande Oriente Lusitano. Durante a monarquia, foi deputado pelo Partido Regenerador (1882), Par do Reino (1890) e Ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria (1893). Aderiu ao Partido Republicano em 1903, motivo pelo qual foi afastado da Universidade.

Com a implementação da República, foi Ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro embaixador de Portugal no Brasil (1913). Era Presidente da República por ocasião da Primeira Guerra Mundial, até Sidónio Pais, à frente de uma junta militar, dissolver o Congresso e o destituir, obrigando-o a abandonar o País. Mais tarde, em 1925, foi reeleito para a Presidência da República. Um ano mais tarde, voltou a ser destituído, então pela revolução militar de 28 de Maio de 1926, que instituiu a ditadura que levaria à instauração do Estado Novo. Partiu para o exílio em França.

Depois da invasão do território francês pelas forças nazis alemãs em 1940, foi autorizado a regressar ao País, ficando com residência vigiada até à sua morte. Bernardino Machado foi autor de numerosas obras sobre a pedagogia, a escola, o ensino profissional, sobretudo feminino, e a universidade.

domingo, 27 de março de 2011

EFEMÉRIDEManuel Monteiro da Veiga, linguista cabo-verdiano de referência, tanto a nível do seu país como a nível internacional, nasceu no Concelho de Santa Catarina, ilha de Santiago, no dia 27 de Março de 1948. É especialista e um dos maiores estudiosos e obreiros da valorização da Língua Cabo-verdiana, um crioulo do Atlântico médio/ocidental africano.

Fez os seus estudos primários em Assomada, vila capital do seu Concelho natal, entre 1957 e 1961, frequentando depois o seminário católico de S. José na cidade da Praia, capital de Cabo Verde, de 1962 a 1971. Estudou posteriormente no Instituto Superior de Estudos Teológicos, em Coimbra, de 1971 a 1974. Obteve também uma Licenciatura em Linguística Geral e Aplicada na Universidade de Aix-en-Provence, França, entre 1975 e 1978, doutorando-se em 1997.

Desempenhou várias responsabilidades públicas e técnicas no seu país natal. De entre algumas dessas funções, deve realçar-se a docência da Língua Cabo-verdiana na Escola Superior de Educação; responsável do Departamento de Linguística do Ministério da Educação; Director-geral da Cultura na República de Cabo Verde; Director-geral do Património Cultural; e Presidente do Instituto Nacional da Cultura. É ainda membro do Comité Internacional dos Estudos Crioulos e representante de Cabo Verde, enquanto linguista, no âmbito dos Acordos Ortográficos da Língua Portuguesa. É Presidente da Comissão Nacional para a Padronização do Alfabeto da Língua Cabo-verdiana e Ministro da Cultura da República de Cabo Verde.
P'ra sorrir...

Que parva que eu sou - Deolinda (legendado)

sábado, 26 de março de 2011

A REPÚBLICA
(quadras)

1

Novo Hino e Bandeira,
Nova Letra e novas Cores:
- Portugal vai na esteira
De novos Navegadores! (a)

2

Mil novecentos e dez…
Passaram-se já cem anos!
- Orgulho de Português
Apesar de desenganos…

3

«O Povo é quem mais ordena»,
Acabou-se a realeza,
Os pobres entram em cena
Cantando “A Portuguesa”!

Gabriel de Sousa

(a) - Menção Honrosa nos Jogos Florais de Almeirim – 2010/2011

EFEMÉRIDE Gervásio da Silva Lima, escritor açoriano, com uma vasta obra em prosa e em verso que inclui contos, peças de teatro e ensaios de etnografia e de história, nasceu na Praia da Vitória em 26 de Março de 1876. Morreu em Angra do Heroísmo no dia 24 de Fevereiro de 1945.
Perdeu o pai aos 5 meses de idade e viu-se forçado a ingressar no mundo do trabalho, logo após a conclusão dos estudos primários. Foi essencialmente um autodidacta, desenvolvendo desde cedo, e sem frequentar mais nenhuma escola, uma escrita cuidada e erudita e um notável acervo de conhecimentos sobre a historiografia local.
Residiu até 1914 na Praia da Vitória, onde fundou e dirigiu os periódicos “Cartão” (1903), “A Primavera” (1905) e “O Imparcial” (1907-1913). Com a publicação destes jornais e com o início da sua produção escrita, foi ganhando notoriedade no meio intelectual da ilha, o que lhe valeu ser contratado para a Biblioteca Municipal de Angra.
Fixou-se então em Angra do Heroísmo, onde iniciou uma carreira de 31 anos, como bibliotecário adjunto até 1917 e como bibliotecário de 1917 a 1945, o que lhe permitiu acesso permanente aos arquivos municipais e às obras existentes na Biblioteca Municipal. Naquela biblioteca procedeu à catalogação e ao estudo das mais de 3 000 obras de temática açoriana.
No campo da história não foi um investigador preocupado com o rigor científico dos temas tratados, escrevendo obras de pendor romântico, reveladoras do seu patriotismo e do amor à terra em que nasceu. Deu corpo e alma a heróis terceirenses, transformando-os em verdadeiros mitos populares.
Mantendo a actividade de jornalista, dirigiu os periódicos “O Democrata” (1914-1920), “ABC“ (1920) e “Cantos & Contos” (1935), colaborando igualmente noutros jornais.
Paralelamente estabeleceu uma vasta rede de contactos com academias e instituições científicas, o que o levou a ser sócio da Academia de Cádis, da Academia de Sevilha, da Sociedade de Geografia de Lisboa e das Sociedades de Geografia de Paris, de Genebra e de Itália.
Quando se iniciou o movimento intelectual que pretendia criar academias nas cidades açorianas, foi sócio fundador do Instituto Histórico da Ilha Terceira.
Também se empenhou na divulgação de factos e personagens ligados à história da Terceira, organizando eventos comemorativos de acontecimentos históricos, jogos florais e homenagens a terceirenses ilustres. Interessado pela etnografia e pelo folclore, recolheu e publicou textos de cantadores populares, contos e tradições orais da ilha.
A sua obra, pela divulgação que teve, foi fundamental para a construção de uma memória histórica terceirense e açoriana.
O seu prestígio era tal que lhe foram prestadas homenagens públicas pelas Câmaras Municipais de Angra do Heroísmo (1928) e da Praia da Vitória (1934), que incluíram a colocação de placas comemorativas nas casas em que viveu em ambas as localidades. Foi agraciado com o grau de Cavaleiro da Ordem de Santiago.
Homem generoso, entregava para fins de caridade parte do produto da venda de algumas das suas publicações. Nos finais da década de 1930, viu-se obrigado a pedir uma pensão ao Estado, pois os rendimentos que auferia não eram suficientes para se sustentar a ele e a sua mãe. Faleceu pobre. As cidades de Angra e Praia recordam Gervásio Lima na sua toponímia.

sexta-feira, 25 de março de 2011

EFEMÉRIDEJean Vilar, actor e realizador francês, nasceu em Sète no dia 25 de Março de 1912. Morreu na mesma cidade em 28 de Maio de 1971. Foi uma das figuras mais influentes do teatro francês contemporâneo.
Deixou a sua terra natal e foi para Paris em 1932, para preparar uma licenciatura em Letras. Simultaneamente seguiu cursos de Filosofia e de Teatro.
Apareceu pela primeira vez nos palcos para interpretar “Faiseur” de Honoré de Balzac.
Em 1940 juntou-se ao teatro ambulante “La Roulotte” que co-dirigiu. Três anos depois fundou a “Companhia dos Sete
Criou o Festival de Avinhão em 1947, tendo-o dirigido até 1971. Foi director do Théâtre National Populaire de 1951 a 1963 e teve um grande papel na modernização do gosto e na formação de novos valores. Tentou também tornar o teatro acessível ao maior número de pessoas, fazendo baixar o preço dos bilhetes.
A partir de 1963 produziu, como independente, muitos espectáculos de teatro e de ópera por toda a Europa.

quinta-feira, 24 de março de 2011



Novo impresso simplificado IRS 2011


"Rodízio de Fadistas"
EFEMÉRIDEMariano José de Larra y Sánchez de Castro, jornalista e escritor espanhol, nasceu em Madrid no dia 24 de Março de 1809. Faleceu, também na capital espanhola, em 13 de Fevereiro de 1837.
Terá sido o mais notável representante do Romantismo Literário Espanhol. Era um homem turbulento, emotivo e sofredor. Na flor da idade e no auge do êxito, apaixonou-se loucamente por uma mulher casada e suicidou-se com um tiro na cabeça em puro desespero.
Larra era um jovem de estatura baixa. As gravuras mostram-no com olhos grandes e ovalados num rosto rematado por uma poupa no cabelo. Era primoroso e obsessivamente minucioso ao vestir-se e ao pentear-se. Foi um menino-prodígio e um adulto precoce. Os seus textos, brilhantes e profundos, continuam actuais até hoje.
Conviveu com Victor Hugo e Alexandre Dumas em 1835, quando duma estadia em Paris.

quarta-feira, 23 de março de 2011

EFEMÉRIDEUgo Tognazzi, actor e guionista italiano, nasceu em Cremona, na Lombardia, em 23 de Março de 1922. Morreu em Roma no dia 27 de Outubro de 1990, vítima de hemorragia cerebral.
Com catorze anos, já trabalhava numa fábrica de charcutarias. Nos seus tempos livres, representava num grupo de teatro amador (tinha começado no teatro aos quatro anos, no Teatro Donizetti de Bergamo).
Foi mobilizado durante a Segunda Guerra Mundial e também aí organizou espectáculos de variedades para os seus camaradas. Regressou depois a Cremona, onde trabalhou como arquivista.
Aos 22 anos, escreveu e interpretou o seu primeiro papel profissional num teatro de revista. Logo em seguida foi trabalhar na televisão, no programa “Une, Due, Tre” da RAI, acabando por se transformar num dos primeiros ídolos da TV italiana.
Começou no cinema em 1950, fazendo filmes e comédias sem muita repercussão. Foi só a partir da segunda metade da década de 1960 que surgiram boas oportunidades e ele pôde então conquistar sucesso igualmente nos grandes ecrãs. Participou em 150 filmes dos quais um dos mais famosos foi “A Gaiola das Loucas”, no qual contracenou com Michel Serrault, protagonizando um casal homossexual (1978).
Nos anos 1970 transformou-se num dos actores italianos mais importantes e populares em todo o mundo, tendo sido dirigido por realizadores como Dino Risi, Ettore Scola, Mario Monicelli e Pier Paolo Pasolini.
Ele foi, juntamente com Alberto Sordi, Vittorio Gassman, Marcello Mastroianni e Nino Manfredi, uma das figuras mais marcantes da Comédia Italiana. Ganhou o Prémio de Interpretação Masculina no Festival de Cannes de 1981.

terça-feira, 22 de março de 2011

EFEMÉRIDEAntónio Coelho Pinto, ex-atleta português especialista em provas de longa distância, nasceu em Vila Garcia, Amarante, no dia 22 de Março de 1966.
Começou a sua carreira no atletismo em 1986, em representação do Amarante, onde esteve até 1987. Transferiu-se então para o Futebol Clube do Porto, passando a praticar a modalidade a tempo inteiro, pois até aí trabalhara simultaneamente no campo ou em obras. Esteve no F. C. do Porto até 1989.
Entre 1989 e 1993 representou o Sport Lisboa e Benfica, passando depois para o Maratona CP de 1994 a 2002.
Venceu a Maratona de Londres em 1992, 1997 e 2000, a Maratona de Berlim em 1994 e a final dos 10 000 metros nos Campeonatos Europeus de Atletismo de 1998 realizados em Budapeste.
O seu recorde pessoal na maratona é de 2:06:36, que constitui até hoje recorde português e europeu. Competiu em quatro Olimpíadas consecutivas, de 1988 a 2000.
Terminou seis maratonas com tempos inferiores a 2:09:00, o que faz dele um dos melhores maratonistas de sempre. Retirou-se das competições em 2002 e dedica-se desde então à vinha na sua propriedade próxima de Amarante.
É o patrono do Grande Prémio de Amarante, que se disputa normalmente em 10 de Junho de cada ano na sua terra natal.

Benissimo!!

segunda-feira, 21 de março de 2011

EFEMÉRIDERuy Furtado, actor português, nasceu em Lisboa no dia 21 de Março de 1919. Morreu na mesma cidade em 19 de Março de 1991.
Com interpretações significativas no cinema português, foi também dirigido por Artur Ramos em diversas peças de teatro, como “A Intrusa de Maurice Maeterlinck” (1960), “O Ausente de Charles Spaak” (1961) e “A Capital” de Eça de Queiroz (1971). Com Ricardo Pais e Herlander Peyroteo participou em “Ninguém” (1979), adaptada de “Frei Luís de Sousa” de Almeida Garrett.
No cinema, salientou-se desde logo em “Verdes Anos” (1973), um marco no Cinema Novo Português, numa realização de Paulo Rocha.
Apareceu igualmente em filmes de Jorge Brum do Canto, Augusto Fraga e Henrique Campos.
Em 1972, dirigido por Fernando Lopes, protagonizara “Uma Abelha na Chuva”.
Em 1979, com realização de Manoel de Oliveira, fez “Amor de Perdição”. Viria a participar ainda em títulos como “Oxalá” (1981) e “O Lugar do Morto” (1984) de António Pedro Vasconcelos, “Silvestre” (1982) de João César Monteiro, “Dina e Django” (1983) de Solveig Nordlund e “Um Adeus Português” (1986) de João Botelho.
Nos últimos anos de vida, entrou em “Recordações da Casa Amarela” (João César Monteiro, 1989) e “A Divina Comédia” (Manoel de Oliveira, 1991).
Presença frequente na televisão, figurou em séries notáveis, como “Retalhos da Vida de Um Médico” (1980) e “Topaze” (1988).

domingo, 20 de março de 2011

EFEMÉRIDEKarin Michaëlis, de seu verdadeiro nome Katharina Bech-Brondum, jornalista e romancista dinamarquesa, nasceu em Randers no dia 20 de Março de 1872. Morreu em Copenhaga, em 11 de Janeiro de 1950.
Karin Michaëlis foi autora de romances e contos amplamente difundidos, alguns deles dedicados ao público infantil e juvenil.
Tendo por origem uma família burguesa da classe média, demonstrou desde muito pequena ter um espírito inquieto e amante da liberdade. Depois de descartar a carreira de pianista, dedicou-se inteiramente à literatura.
A novela que a fez alcançar a celebridade, ao mesmo tempo que suscitava violentas polémicas, foi “A idade perigosa” (1910).
Durante a Segunda Guerra Mundial acolheu vários emigrantes alemães que fugiam do regime hitleriano, entre os quais Bertold Brecht.
Michaëlis pode ser considerada feminista (se bem que nunca se tenha comprometido com este movimento), pois todas as suas obras consistem num estudo da mulher, da sua sexualidade e dos seus problemas psicológicos.

sábado, 19 de março de 2011

EFEMÉRIDEUrsula Andress, actriz de cinema suíça, nasceu em Ostermundigen, no cantão de Berna, em 19 de Março de 1936.
Foi um dos símbolos sexuais do cinema nos anos 1960, lançada como “bond girl” no primeiro filme de James Bond, “007 Contra o Dr. No”.
Participou em inúmeras comédias, westerns, filmes de aventuras e eróticos, fazendo sempre papéis sensuais que exploravam a sua beleza física.
Ursula fala fluentemente inglês, francês, italiano e alemão. Iniciou a sua carreira como modelo em Roma, onde conseguiu também os seus primeiros papéis na indústria cinematográfica italiana, onde voltaria a trabalhar nos anos 1970.
Era amiga próxima do actor James Dean, que a teria convidado para sair no seu carro, precisamente no dia em que teve o acidente que o vitimou.
Ganhou um Globo de Ouro e uma grande notoriedade mundial com a película “007 Contra o Dr. No”. O famoso biquíni que utilizou neste filme foi vendido em leilão por 35 000 libras, em 2001.
Contracenou com grandes vedetas, tais como: Elvis Presley, Frank Sinatra, Dean Martin, Marcello Mastroianni e Alain Delon, entre outras.

sexta-feira, 18 de março de 2011

EFEMÉRIDEPedro Mantorras, de seu verdadeiro nome Pedro Manuel Torres, ex-futebolista angolano, nasceu no Huambo em 18 de Março de 1982. Não teve uma vida fácil, pois ficou órfão aos quinze anos de idade.
Iniciou a sua carreira de jogador profissional em Angola, no Progresso do Sambizanga, conseguindo assim escapar à fome e à guerra civil que grassava em território angolano. Estagiou depois no Barcelona, clube onde não ficou porque só existia lugar para mais um “extra comunitário” e um outro jogador africano já tinha sido contratado.
Depois dessa curta experiência, veio para Portugal em 1999, treinando na Académica de Coimbra. Surgiu então a oportunidade de ir para o Alverca, que estava na Primeira Liga. Apesar do forte interesse do A. C. Milan e de outros clubes de nomeada, foi mais tarde transferido para o Sport Lisboa e Benfica com apenas 19 anos de idade.
O auge da sua carreira ocorreu na primeira época no clube encarnado, chegando a merecer novamente o interesse do Barcelona. Luís Filipe Vieira (Presidente do Benfica) pediu porém 18 milhões de contos (aproximadamente 90 milhões de euros) pelo seu passe, valor que hoje é considerado exorbitante, tendo em conta o seu percurso posterior devido às graves lesões de que foi vítima e que o incapacitaram durante mais de dois anos. Recuperou mas não totalmente, ficando com algumas limitações a nível de tempo em jogo. Raramente jogou mais de 15 minutos seguidos. No entanto, esses poucos minutos chegavam a ser os mais empolgantes de todo o jogo, não só pelo entusiasmo que ele transmitia, mas também pelo facto da sua simples entrada levar os adeptos do clube a uma explosão de alegria e de exultação, pelo enorme carinho que tinham por ele desde a sua primeira temporada no clube.
Foi Campeão de África de Sub-20, o primeiro título conquistado por Angola, esteve no Mundial de 2006 na Alemanha e foi internacional angolano 30 vezes.
A sua saída do Benfica ou uma despedida antecipada dos relvados foram equacionadas, por não ter qualquer hipótese de competir com os outros avançados ao dispor do clube, mas Mantorras chegou a anunciar que continuaria a representar o Benfica mesmo que não lhe fosse pago qualquer salário. Por isso, continuou a estar sempre à disposição dos treinadores, mas passou a ocupar muito do seu tempo em campanhas internacionais de contacto com adeptos benfiquistas, especialmente em África.
Em Setembro de 2010, o Benfica anunciou finalmente o fim da sua carreira, mas mantendo-o nos quadros do clube em moldes ainda por fixar.

quinta-feira, 17 de março de 2011

EFEMÉRIDECapucine, de seu verdadeiro nome Germaine Lefebvre, actriz e modelo francesa, morreu em Lausanne, na Suíça, em 17 de Março de 1990. Nascera em Saint-Raphaël no dia 6 de Janeiro de 1928.
Estudou na Escola de Belas Artes em Paris. Um fotógrafo de moda impressionou-se com a sua beleza e transformou-a num modelo. Era muito requisitada nos anos 1950 e 1960, tendo trabalhado para Givenchy, Christian Dior e Pierre Balmain. Nesta época tornou-se amiga de Audrey Hepburn, que se iniciava também nas passerelles da moda. Estes laços de amizade mantiveram-se indefectíveis até ao desaparecimento de Capucine.
Estreou-se no cinema em “A Águia com duas cabeças” de Jean Cocteau (1948). Na década de 1960 foi para Hollywood, contratada pela Columbia Pictures, tendo trabalhado com vários realizadores de nomeada.
Bela, loira, com olhos azuis, distinta mas sensual, Capucine representou para o cinema norte-americano dessa época o arquétipo da mulher francesa.
O sucesso mundial chegou em 1963, ao participar no primeiro filme da trilogia “A Pantera Cor-de-Rosa” de Blake Edwards, ao lado de Peter Sellers, David Niven e Claudia Cardinale. Outro filme de grande sucesso foi “Satyricon” de Fellini (1969).
Voltou depois para a Europa, onde prosseguiu a sua carreira em França, Alemanha e Itália.
Suicidou-se, após uma crise depressiva, saltando do 8º andar do edifício em que vivia, rodeada de muitos gatos, há mais de vinte anos.

quarta-feira, 16 de março de 2011


Recordando el Che
EFEMÉRIDEManuel Cargaleiro, pintor e ceramista português, nasceu em Chão das Servas, no concelho de Vila Velha de Ródão, em 16 de Março de 1927.
Viveu deste a infância na margem Sul do Tejo, nos concelhos de Almada e Seixal.
Em 1949 participou no Primeiro Salão de Cerâmica e, em 1952, realizou a primeira exposição individual de cerâmica organizada pelo então Secretariado Nacional de Informação.
Foi professor de cerâmica na Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa.
Em 1957 fixou residência em Paris, onde está representado em permanência na Galeria Albert Loeb. A partir do último quartel do século XX, passou a trabalhar quer em França quer em Lisboa e no Monte da Caparica.
Em Janeiro de 1990 criou em Lisboa a Fundação Manuel Cargaleiro à qual doou um vasto conjunto das suas obras e uma colecção constituída por objectos de várias temáticas. Possui um atelier na Fábrica Viúva Lamego em Sintra e, desde 1999, também em Vietri sul Mare (província de Salerno, Itália) onde, em 2004, foi inaugurado o Museo Artistico Industriale Manuel Cargaleiro.
Está prevista a criação de um museu dedicado à sua obra na Quinta da Fidalga no Seixal.
A sua obra dispersa-se pela cerâmica, pintura, gravura, guache, tapeçaria e desenho, tendo executado painéis cerâmicos para: Jardim Municipal de Almada, fachada da Igreja de Moscavide (1956), fachada do Instituto Franco-Português de Lisboa (1983), estação de metro dos Champs Élysées-Clémenceau em Paris (1995), painel para a escola secundária com o seu nome no Fogueteiro, Seixal (1998), estação de serviço de Óbidos na auto-estrada do Atlântico (2000), fonte do Jardim Público de Castelo Branco (2004) e estação de metro do Colégio Militar/Luz em Lisboa.

terça-feira, 15 de março de 2011


Elton John - Homenagem a Diana
EFEMÉRIDECarolina Wilhelma Michaëlis de Vasconcelos, a mais célebre filóloga da língua portuguesa, nasceu em Berlim no dia 15 de Março de 1851. Faleceu no Porto em 22 de Outubro de 1925. Foi crítica literária, escritora, lexicógrafa, investigadora e a primeira mulher a leccionar numa universidade portuguesa. Teve também grande importância como mediadora entre as culturas portuguesa e alemã.
Em 1872 entrou como intérprete para o Ministério do Interior Alemão - Assuntos da Península Ibérica.
Em 1876 casou-se com Joaquim António da Fonseca Vasconcelos, musicólogo e historiador de arte. Nascida na Alemanha, Carolina Michaëlis era portuguesa por casamento e por devoção.
Em 1911, foi convidada para professora da Faculdade de Letras de Lisboa, mas transferiu-se para a Universidade de Coimbra, onde lhe era mais fácil leccionar, mantendo residência no Porto. No mesmo ano foi eleita para a Academia das Ciências.
O seu trabalho de investigação levou-a a corresponder-se com inúmeros nomes importantes da cultura: Eugénio de Castro, Antero de Quental, João de Deus, Henrique Lopes de Mendonça, José Leite de Vasconcelos, Teófilo Braga, Trindade Coelho, Sousa Viterbo e Alexandre Herculano; os médicos e escritores António Egas Moniz e Ricardo Jorge; os espanhóis Menéndez y Pelayo e Menéndez Pidal, sem falar de diversas personalidades francesas, inglesas e alemãs.

segunda-feira, 14 de março de 2011

EFEMÉRIDE – Maria Celeste Rebordão Rodrigues, fadista portuguesa, nasceu no Fundão em 14 de Março de 1923. É a irmã mais nova de Amália Rodrigues.
Era uma criança reguila e muito activa, que subia às árvores e praticava desportos. Teve o seu primeiro emprego aos 9 anos, descascando e enlatando ervilhas ao lado dos outros irmãos.
Cantou desde a infância, tal como fazia a irmã. Seguiram porém caminhos diferentes no fado. Profissionalmente, começou a cantar no “Casablanca” e, desde então, viveu como fadista nos bairros típicos de Lisboa. É hoje uma referência do fado castiço e uma das fadistas mais antigas ainda em actividade, juntamente com Argentina Santos e Maria Amélia Proença.
Teve aos 17 anos um romance com o toureiro José Casimiro. Em 1945 partiu com Amália Rodrigues para o Brasil, integrada num espectáculo de revista à portuguesa (“Boa Nova”) e numa opereta (“Rosa Cantadeira”).
Aos 25 anos, casou-se com o actor Varela Silva. Abriu uma casa de fados na Rua das Taipas: “A Viela”. Todavia, esta fechou as suas portas e Celeste passou a cantar na “Parreirinha de Alfama”, ao lado de Argentina Santos.
Aos 45 anos, provou a sua grande coragem e generosidade doando um rim à sua irmã Odete, que padecia de uma nefrite. Depois da Revolução de Abril, foi seis meses para o Canadá e, nessa época, divorciou-se de Varela Silva. Do casamento resultaram duas filhas: Maria Rita e Maria José, a residirem actualmente nos EUA.
Embora sem muitos discos publicados, gravou alguns êxitos como “Lenda das Algas”, “Já é tarde” e “Fado Celeste”. O papel de Celeste Rodrigues no musical de Filipe Lá Féria “Amália” foi interpretado pela actriz Paula Marcelo.
Em Julho de 2005, juntamente com outros expoentes do fado, foi convidada por Ricardo Pais para cantar no palco do Teatro Nacional de São João no Porto, no espectáculo “Cabelo branco é saudade”. Entre as salas mais célebres em que actuou encontram-se a “Cité de la Musique” em Paris, o “Auditório de Roma” e a “Casa da Música” no Porto.
Em 2007 integrou, com o “Fado das Queixas”, a colectânea “Eles e elas” da editora “Som Livre”, com outros grandes nomes do fado: Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Hermínia Silva, Mariza, Alfredo Marceneiro, Carlos do Carmo e Fernando Maurício. O disco esteve várias semanas no top nacional. O seu último trabalho a ser lançado foi o CD “Fado Celeste”.
Muito agarrada à vida, Celeste sintetiza o que lhe vai na alma numa única expressão: «Estou bem. Estou cheia. Rica de afectos».
Chineses apoiaram Cavaco...

domingo, 13 de março de 2011

EFEMÉRIDEAndré Téchiné, argumentista e realizador francês, nasceu em Valence d'Agen no dia 13 de Março de 1943.
Começou a fazer-se notar como crítico, durante os anos 1960, nos “Cahiers du Cinéma”.
Iniciou-se como realizador em 1969, com “Paulina s'en va”. Alcançou popularidade internacional com “Barocco” (1976), um policial extremamente bem conseguido, desempenhado por Gérard Depardieu e Isabelle Adjani.
Teve o apoio de grandes vedetas como Jeanne Moreau, Gérard Depardieu, Isabelle Adjani, Isabelle Huppert e mais tarde Juliette Binoche e Daniel Auteuil, que reconheceram nele um excepcional director de actores. A partir de “Hôtel des Amériques” (1981), começou a trabalhar com Catherine Deneuve, que ficaria como uma das suas actrizes fetiches.
Téchiné tem abordado vários temas ligados a costumes e à evolução da sociedade contemporânea, como a homossexualidade, o divórcio, o adultério, a família, a prostituição, a delinquência, a toxicodependência e a SIDA.
Em 1985 recebeu o Prémio de Melhor Realizador no Festival de Cannes. Em 1995 ganhou os “Césaresdo Melhor Filme, de Melhor Realizador e do Melhor Cenário, com a película “Les Roseaux sauvages”. No mesmo ano foi recompensado com os Prémios de Melhor Filme Estrangeiro da Associação dos Críticos de Los Angeles, de Nova Iorque e da Associação Nacional dos Críticos dos Estados Unidos.
Foi membro do Júri do Festival de Cannes de 1999. Em 2003 o conjunto da sua obra foi galardoado com o “Prémio René Clair”.

sábado, 12 de março de 2011

EFEMÉRIDE Charles Cunningham Boycott, militar britânico e “Agente de Terras”, nasceu em Norfolk no dia 12 de Março de 1832. Morreu em 19 de Junho de 1897.
Charles Boycott, a partir de 1850, serviu o Exército Britânico no 39º Regimento de Infantaria. Em 1872 foi para a Irlanda trabalhar como Agente de Terras de um latifundiário local.
Passando por dificuldades, os camponeses pediram-lhe uma redução no preço do aluguer das terras. Boycott recusou.
Em 1880, Michael Davitt liderou a retirada dos trabalhadores necessários para fazer a colheita. O movimento fazia parte da campanha da Liga Irlandesa da Terra, para proteger os inquilinos da exploração, assegurando um aluguer justo, a garantia de emprego e o direito de venda livre. Quando Boycott tentou enfrentar esta campanha, a Liga lançou um movimento para o isolar na comunidade local: os vizinhos não lhe falavam, as lojas não o serviam e, na igreja, ninguém se sentava perto dele.
A campanha contra Boycott tornou-se famosa na imprensa britânica e os jornais ingleses enviaram correspondentes ao oeste de Irlanda, dando destaque ao que consideraram «um ataque de camponeses a um empregado de um Lorde do reino».
Cinquenta membros da organização protestante irlandesa “Orange Order” deslocaram-se à propriedade do Lorde Erne para fazer a colheita. Um regimento de 1 000 homens da organização policial “Royal Irish Constabulary” foi enviado para proteger as plantações. O episódio custou ao governo britânico cerca de 10 000 Libras, para proteger as 350 Libras que valia a colheita de batatas.
Charles Boycott, stressado, deixou a Irlanda em Dezembro de 1880. O ostracismo, de que foi alvo, veio dar à língua inglesa o verbo “boycott”, que significa “colocar em ostracismo”. Este termo inglês, que imortalizou o seu apelido, deu origem em português à palavra boicote. “Boicotar” passou a significar “método de desobediência civil e de política não-violenta”.

sexta-feira, 11 de março de 2011

EFEMÉRIDESebastião Alba, de seu verdadeiro nome Dinis Carneiro Gonçalves, escritor português naturalizado moçambicano, nasceu em Braga no dia 11 de Março de 1940. Morreu, na mesma cidade, em 14 de Outubro de 2000.
De ascendência transmontana, foi buscar o seu pseudónimo ao nome dos pais (Sebastiana e Albano). Pertenceu à jovem vaga de autores moçambicanos que vingaram na literatura lusófona.
Viveu em Braga até 1950, ano em que a família se radicou em Moçambique. Formou-se em jornalismo e leccionou em várias escolas, contraindo casamento com uma mestiça.
Em 1965, publicou o livro “Poesias”, com poemas inspirados na sua própria biografia. Foi, embora por pouco tempo, administrador da província de Zambézia
Só regressou a Portugal em 1981, voltando a viver na “Cidade dos Arcebispos”. Colaborou no “Correio do Minho”.
Uma curta experiência em Lisboa, com a família, aumentou-lhe a tendência anti-social e libertária. Regressou a Braga só, isto é, sem a mulher e sem as filhas. Optou definitivamente por ter as estrelas como tecto, depois de curtas estadas em quartos arrendados. Como parceiros de vida tinha o álcool, a música e a poesia. A rádio “Antena 2” e uma harmónica de boca alimentavam-lhe a melomania; o álcool, sempre dissimulado num saco de plástico, entorpecia-lhe a voz da consciência; a poesia embalava-o no sonho idealista de submeter o mundo à ordem musical.
Era uma figura controversa, por rejeitar teimosamente qualquer oferta de protecção ou abrigo, por ser bêbado, provocador e incumpridor contumaz das normas sociais. Por outro lado, era um ser desprendido. Dava o pouco dinheiro que tinha a mendigos ou vadios, sendo ele mesmo um mendigo, mas de grande dignidade, pois apenas aceitava actos de caridade contra actos de gratidão: tocava peças musicais ou oferecia poemas a quem o ajudava. Até os 1 500 contos do “Grande Prémio ITF” deu às filhas.
Faleceu vítima de atropelamento. Deixou um bilhete dirigido ao irmão: «Se um dia encontrarem morto o teu irmão Dinis, o espólio será fácil de verificar: dois sapatos, a roupa do corpo e alguns papéis que a polícia não entenderá».
Só teve o reconhecimento público depois da editora Assírio e Alvim lhe ter publicado em Lisboa “A Noite Dividida”.
Para o poeta Rui Knopfli, «a verve de Sebastião Alba era apanágio de muito poucos poetas, tanto mais que assumiu a condição de despojado e desprendido, própria dos espíritos que se dão à Arte, o mesmo é dizer à Humanidade, sem esperar outro retorno que não seja de ordem espiritual».
Muito versado em cultura musical e literária, tinha alguns amigos que o procuravam e concedia conversas e entrevistas a alunos do ensino secundário e a universitários. Tinha uma grande paixão pelas filhas que visitava com regularidade. Morreu sem identidade civil e tornou-se num problema para as autoridades. Finalmente, identificado pela família, o seu corpo rumou a Torre D. Chama, a terra dos pais.

quinta-feira, 10 de março de 2011

EFEMÉRIDE – Maria Manuela Conceição Carvalho Margarido, poetisa São-tomense, morreu em Lisboa no dia 10 de Março de 2007. Nascera na roça Olímpia, Ilha do Príncipe, em 1925.
Manuela Margarido abraçou, muito jovem, a causa do combate anti-colonialista, que a partir da década de 1950 se afirmou em África, pugnando pela independência do arquipélago de São Tomé e Príncipe.
Em 1953 levantou a voz contra o massacre de Batepá. Denunciou com a sua poesia a repressão colonialista e a miséria em que viviam os São-tomenses nas roças do café e do cacau.
Estudou ciências religiosas, sociologia, etnologia e cinema, na Sorbonne, em Paris, onde esteve exilada.
Depois da independência, foi embaixadora do seu país em Bruxelas e junto de várias organizações internacionais.
Em Lisboa, onde viveu, Manuela Margarido empenhou-se na divulgação da cultura do seu país, sendo considerada, a par de Alda Espírito Santo, Caetano da Costa Alegre e Francisco José Tenreiro, um dos principais nomes da poesia de São Tomé e Príncipe.
Entre outras funções que desempenhou, foi membro do Conselho Consultivo da revista “Atalaia” do Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de Lisboa.
Curiosamente, viria a falecer na antiga “capital do Império”, que tanto combatera. Morreu aos 82 anos no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, onde se encontrava hospitalizada. As cerimónias fúnebres tiveram lugar na sede do “Grande Oriente Lusitano”.

quarta-feira, 9 de março de 2011

«-Pedra rio vento casa
Pranto dia canto alento
Espaço raiz e água
Ó minha pátria e meu centro»
Sofia de Mello Breyner Andresen

PÁTRIA
(Poesia Obrigada a Mote)

Ontem hoje e futuro
Braço altura e asa
Sobrevoar terra e muro
- Pedra rio vento casa

Afecto luz e amor
Riso choro e lamento
Lágrima tristeza e dor
Pranto dia canto alento

Céu esperança e mar
Pena tristeza e mágoa
Olhar andar e voar
Espaço raiz e água

Oceano céu e sal
Muito orgulho cá por dentro
País valor Portugal
Ó minha pátria e meu centro

Gabriel de Sousa

EFEMÉRIDE – Juliette Binoche, actriz francesa, nasceu em Paris no dia 9 de Março de 1964.
É filha de um cineasta, actor e escultor e de uma professora e comediante. A mãe de Juliette Binoche é de descendência polaca e os seus avós maternos estiveram presos em Auschwitz por serem considerados intelectuais. Binoche tem também ascendência francesa, flamenga, brasileira e marroquina. Os pais divorciaram-se quando ela tinha apenas quatro anos e, assim, Juliette e a irmã foram educadas num colégio interno.
Aos 15 anos foi estudar numa escola especializada em representação, frequentando depois o Conservatório Nacional de Arte Dramática de Paris.
Entrou em pequenas peças de teatro e, aos 18 anos, conseguiu um papel no filme independente “La fille du rallye”. Enquanto esperava por outras oportunidades, trabalhou durante cinco anos como caixa de um grande armazém e como modelo de pintura.
Tinha 24 anos quando foi convidada para um grande desafio: trabalhar com o realizador Philip Kaufman em “A Insustentável Leveza do Ser”. O seu desempenho rendeu-lhe elogios e o convite para ser a protagonista de “Bleu”, primeiro filme da “trilogia das cores” de Krzysztof Kieślowski, com o qual conquistou o “César de Melhor Actriz”.
Em 1997, “O Paciente Inglês” trouxe-lhe a consagração, simbolizada pelo Oscar de Melhor Actriz secundária, tendo superado a favorita Lauren Bacall. Nos bastidores, Juliette afirmou que Lauren é que merecia o prémio.
Além do cinema (é a artista melhor remunerada do cinema francês), Juliette também actua nos palcos da Broadway.
Em 2008, fez uma tournée mundial de dança contemporânea com o coreógrafo inglês Akram Khan.
O “Prémio de Interpretação Feminina” no 62º Festival de Cannes colocou-a entre as artistas mais premiadas do mundo porque, além do Oscar e do César, ela é a única actriz do mundo a ter recebido prémios de interpretação nos três maiores festivais internacionais de cinema (Veneza em 1993, Berlim em 1997 e Cannes em 2010).
Foi galardoada ainda com o “Prémio Romy-Schneider” em 1986 e foi a “Actriz Europeia do Ano” em 1992 e 1997.

terça-feira, 8 de março de 2011

EFEMÉRIDESão João de Deus, de seu nome João Cidade, um santo da Igreja Católica Romana que se distinguiu na assistência aos pobres e aos doentes, nasceu em Montemor-o-Novo no dia 8 de Março de 1495. Morreu em Granada, em 8 de Março de 1550.
João Cidade deixou Montemor-o-Novo aos 8 anos de idade e dirigiu-se a Oropesa, onde foi pastor de ovelhas. Alistou-se mais tarde no exército espanhol e tomou parte na conquista de Fuenterabia, então ocupada pela França. Como soldado, era tudo menos um modelo de santidade, participando no jogo, na bebida e em pilhagens. Um dia, caiu de um cavalo roubado perto das linhas francesas. Com medo de ser capturado ou morto, reviu toda a sua vida e fez um voto impulsivo de mudança. Os seus camaradas não se importaram muito com o arrependimento dele. Detestavam porém que João Cidade quisesse induzi-los também a deixarem os seus prazeres. Aproveitavam-se então da sua natureza impulsiva para o enganarem e ele deixar o seu posto, com o pretexto de ir ajudar alguém em necessidade. Foi salvo da forca no último minuto e expulso do exército, depois de espancado e despido.
Mendigou no caminho de volta para casa, até que ouviu falar de um conflito com os Muçulmanos. Partiu de novo e, no final da guerra, decidiu tentar encontrar os pais. Para sua tristeza, descobriu que ambos tinham morrido. Voltou ao ofício de pastor em Oropesa, Sevilha e Ceuta, sendo igualmente talhador de pedra e vendedor ambulante. Em 1538 fixou-se em Granada para abrir uma livraria. Foi aqui que tomou contacto com os primeiros livros religiosos
Em Granada ouviu os sermões do Padre João de Ávila e ficou tão impressionado que confessou publicamente todos os erros da sua vida. Para mais clara demonstração do seu arrependimento, percorreu a cidade ferindo o peito com pedras e manchando o rosto com lama. Devido ao seu estado lastimoso foi dado como louco e internado num hospício durante algum tempo, juntamente com dementes e mendigos.
Com o espírito mais sereno, para o que contribuiu o Padre João de Ávila, João Cidade saiu do hospício e foi visitar o Mosteiro de Guadalupe, voltando depois para Granada onde fundou em 1539 um hospital para doenças contagiosas e incuráveis. Daí em diante dedicou-se inteiramente ao serviço do hospital, fundando a Ordem dos Irmãos Hospitaleiros, que foi confirmada pelo Papa Pio V em Janeiro de 1571.
João Cidade foi beatificado pelo Papa Urbano VIII em Outubro de 1630 e canonizado pelo Papa Alexandre VIII em Outubro de 1690. São João de Deus é o padroeiro dos hospitais, das ordens hospitaleiras, dos doentes, enfermeiros, tipógrafos, encadernadores e livreiros. As pessoas alcoólicas solicitam igualmente a sua ajuda para curar a sua dependência.

segunda-feira, 7 de março de 2011

EFEMÉRIDE José Carlos Malato, apresentador de televisão e locutor de rádio português, nasceu em Monforte no dia 7 de Março de 1964.
Começou a trabalhar aos dezasseis anos, andou nas vindimas em França e foi funcionário administrativo no serviço de Urgências do Hospital São José em Lisboa.
Estudou Filosofia na Universidade Clássica de Lisboa e licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa, onde foi professor assistente do Atelier de Rádio.
Estreou-se na rádio em 1985, como animador da Rádio A, em Tires, na época das “rádios piratas”. No ano seguinte, foi para a Rádio Miramar, de Oeiras, tendo criado o programa “Trovas do Vento que Passa”. Em 1988 ajudou a fundar a Rádio Comercial da Linha, onde foi animador durante quatro anos. Passou para a XFM e depois para a Rádio Renascença. Foi locutor na RFM e realizador de programas na Rádio Comercial e na Antena 3.
Assistente de produção televisiva, tornou-se apresentador na RTP1, tendo feito “Portugal no Coração”, “Um Contra Todos”, “A Herança”, “Jogo Duplo” e “Sexta à Noite com José Carlos Malato”. Actualmente, apresenta “Quem Quer Ser Milionário? - Alta Pressão”.

domingo, 6 de março de 2011


Bethânia e Pessoa
EFEMÉRIDE – Hercule Savinien de Cyrano de Bergerac, escritor e espadachim francês, que se tornou ainda mais conhecido pelos muitos trabalhos de ficção que têm sido feitos sobre a sua vida, nasceu em Paris no dia 6 de Março de 1619. Morreu em Sannois, em 28 de Julho de 1655.
Nas “histórias da sua vida”, ele é sempre retratado com um exagerado nariz, em especial na peça de teatro da autoria de Edmond Rostand que é, em grande parte, ficcionada.
Passou a infância em Saint-Forget (actualmente Yvelines). Estudou e viveu em Paris, até entrar para o exército.
Só a partir de 1638 adicionou “de Bergerac” ao seu nome, inspirado nas terras que a família tinha possuído naquela região.
Assinava as suas obras com pseudónimos criativos escolhidos aleatoriamente. Foi um escritor de sucesso na sua época e a primeira obra que escreveu, “Le pedant Joué”, teve por finalidade ridicularizar um seu professor de Retórica.
Aos 20 anos, deixou de receber a mesada dada pelo pai e entrou para o exército. Supõe-se que Cyrano de Bergerac se tenha envolvido em perto de mil duelos. Teria sofrido apenas dois ferimentos em combate, sendo que um deles lhe deixou uma cicatriz, paralela ao nariz.
Em 1641 deixou o exército e escreveu as suas obras mais importantes: a peça “A Morte de Agripina”, considerada blasfema pela igreja, e dois livros de ficção científica, a “História Cómica dos Estados e Impérios da Lua” e a “História Cómica dos Estados e Impérios do Sol”.
Cyrano de Bergerac adoeceu, em 1654, após ter sido ferido na cabeça por uma viga que caiu acidentalmente de uma construção sob a qual passava. Nunca mais recuperou completamente. Doente e pobre, ficou sob a protecção do duque de Arpajon e, posteriormente, foi albergado pela prima, a baronesa de Neuvillette. Acabou por morrer na casa do seu primo Pierre de Cyrano. Os restos mortais estão no célebre cemitério parisiense Père-Lachaise.

sábado, 5 de março de 2011

EFEMÉRIDEJosé de Mascarenhas Relvas, político português, nasceu na Golegã em 5 de Março de 1858. Faleceu em Alpiarça no dia 31 de Outubro de 1929.
Era filho de um abastado lavrador e proprietário. Matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, que só frequentou até ao segundo ano, passando depois para o Curso Superior de Letras, que concluiu em 1880.
Aderiu ao Partido Republicano já numa fase avançada da sua vida (perto dos 50 anos), no contexto da crise política provocada pela chamada ao poder, por parte do rei D. Carlos, do ministro João Franco.
Foi o “escolhido” para proclamar a República, em 5 de Outubro de 1910, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa, porque era um dos dirigentes mais antigos do directório do Partido Republicano.
Foi Ministro das Finanças do Governo Provisório, de Outubro de 1910 até à auto-dissolução deste, em Setembro de 1911, sendo ele o responsável pela introdução da reforma monetária que criou o escudo.
Exerceu depois o cargo de embaixador de Portugal em Espanha até finais de 1913, ano em que regressou a Portugal para assumir o seu lugar no Senado, por entender que a sua legitimidade vinha do cargo para o qual havia sido eleito. Acabou por resignar em 1915.
Esteve seguidamente afastado da actividade política durante alguns anos, dedicando-se aos seus negócios, até ser nomeado primeiro-ministro em Janeiro de 1919, tendo exercido aquele cargo até 30 de Março do mesmo ano.
Morreu na Casa dos Patudos, em Alpiarça, actualmente transformada num museu, em que se encontra exposta a sua colecção de arte. A Assembleia da República prestou-lhe homenagem em 2008, com a “Exposição José Relvas, o Conspirador Contemplativo”, que ilustrou as diferentes facetas de José Relvas e do seu percurso político.

sexta-feira, 4 de março de 2011

EFEMÉRIDEDing Ling, de seu verdadeiro nome Jiǎng Bīngzhī, escritora chinesa, morreu em Pequim no dia 4 de Março de 1986. Nascera no cantão de Linli, em 12 de Outubro de 1904. As suas obras mais famosas são as novelas “O Diário íntimo de Sofia” e “O sol brilha sobre o rio Sangkan”.
Foi membro da “Liga de Escritores de Esquerda” e, desde 1933, do Partido Comunista Chinês. Em muitas das suas obras abordou a problemática da situação da Mulher na sociedade chinesa.
Pertencente a uma família de intelectuais, perdeu o pai aos quatro anos. A mãe mudou-se com ela para Changde, onde Jiǎng prosseguiu os estudos elementares.
O seu interesse pela literatura, tanto chinesa como ocidental, foi evidente desde a infância. Escreveu as primeiras novelas e poemas, que foram publicados pelo jornal Xiangjiang, com a idade de dezasseis anos.
Frequentou uma escola de raparigas em Xangai, solicitando depois a sua inscrição na Universidade de Pequim (1924), o que lhe foi recusado. Apesar de tudo, conseguiu assistir aos cursos nos três anos seguintes. Por esta época começou igualmente a sua carreira literária, entusiasmada pelo sucesso obtido junto do público com o “Diário intimo de Sofia” (1927).
Em 1931 perdeu o marido, preso e executado por ser comunista. Dois anos mais tarde, também ela foi condenada a dois anos de detenção, convertidos posteriormente em prisão domiciliária.
Em 1936 conseguiu fugir, indo directamente para Yan'an, onde os comunistas se tinham refugiado depois da Longa Marcha. Foi acolhida de braços abertos.
Em 1949, quando da fundação de República Popular da China, foram-lhe atribuídas pelo governo diversas funções oficiais, relacionadas com as artes, a literatura, a cultura e a educação.
Em 1951 foi-lhe concedido o Prémio Estaline e, em 1953, tornou-se vice-presidente da Federação de Escritores. Foi criticada, no entanto, por não respeitar as directivas sobre a política cultural do Partido. Começando por ser críticas internas, as acusações tornaram-se oficiais a partir de 1955.
Recusando fazer a sua “autocrítica”, foi enviada em 1958 para uma quinta do Estado na Manchúria, junto da fronteira sino-soviética, e depois encarcerada nos arredores de Pequim de 1970 até 1975. Seguidamente, foi colocada numa vila de montanha na província de Shaanxi.
No seguimento da derrota dos maoistas radicais (o “Bando dos Quatro” foi afastado do poder em 1978), o governo reabilitou-a voltando a nomeá-la vice-presidente da Federação dos Escritores Chineses. Em 1980 foi nomeada igualmente vice-presidente da secção chinesa do “PEN clube”, que acabara de ser criada. Efectuou então as suas primeiras vistas ao estrangeiro, tendo estado nos Estados Unidos em 1981 e em França em 1983.

quinta-feira, 3 de março de 2011


Soma e segue...

Sim senhor, nada mal!

No comments... rssssss
EFEMÉRIDEAntónio Maria da Silva, actor português, faleceu em 3 de Março de 1971. Nascera, também na capital portuguesa, em 15 de Agosto de 1886.
Tendo por origem uma família humilde, começou a trabalhar bastante cedo como marçano, antes de completar o Curso Geral do Comércio.
Teve a sua formação teatral em grupos amadores, estreando-se profissionalmente em 1910, no Teatro da Rua dos Condes, com "O Novo Cristo" de Tolstoi.
Contratado depois pela Companhia Alves da Silva, aí participou em peças como “O Conde de Monte Cristo” e “O Rei Maldito”.
Foi para o Brasil numa tournée em 1913 e aí permaneceu até 1921. De volta a Portugal, trabalhou vários anos consecutivos na Companhia de Teatro Santanella-Amarante, em peças de teatro ligeiro e de revista. Integrou ainda as Companhias de Lopo Lauer, António de Macedo, Comediantes de Lisboa e Vasco Morgado.
Foi “A Canção de Lisboa”, de Cottinelli Telmo (1933), que o lançou no cinema e confirmou a sua popularidade e engenho como actor. Protagonizou personagens cómicas e dramáticas em mais de trinta filmes: “As Pupilas do Senhor Reitor” (1935), “O Pátio das Cantigas” (1942), “O Costa do Castelo” (1943), “Amor de Perdição” (1943), “Camões” (1946), “O Leão da Estrela” (1947) e “Fado” (1948), entre outros.
Foi distinguido pelo Presidente da República em 1966, com o grau de Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada, uma das mais antigas ordens militares que tem por finalidade distinguir o mérito literário, científico ou artístico. Interrompeu a sua carreira aos oitenta nos por motivos de saúde.

Bule-Bule - "Coração de Poeta"

quarta-feira, 2 de março de 2011

EFEMÉRIDE Multatuli, de seu verdadeiro nome Eduard Douwes Dekker, escritor holandês, nasceu em Amesterdão no dia 2 de Março de 1820. Morreu em Ingelheim am Rhein, na Alemanha, em 19 de Fevereiro de 1887.
Foi funcionário público nas Índias Orientais Holandesas, actual Indonésia, onde testemunhou muitas injustiças. O seu pseudónimo literário é formado pelas palavras latinas “multa” e “tuli”, que significam literalmente “sofri muito”.
A “Multatuli Genootschap”, que tem como objectivo dar a conhecer este autor, administra o Museu Multatuli, localizado na casa natal do escritor, onde está conservada a sua biblioteca, o seu mobiliário, diversos objectos que lhe pertenceram e a urna contendo as suas cinzas. Multatuli foi o primeiro holandês a ser cremado.
Era filho de um capitão de navio. Em 1838, viajou para as Índias Orientais, a bordo de um barco comandado pelo pai. Aportaram à capital, Batávia, em 1839. Depressa se começou a destacar e, em 1851, já era “Assistente-residente” de Ambon e, em 1856, de Lebak. Neste último ano, renunciou ao cargo que desempenhava, em virtude de se sentir indignado pelo modo como os indígenas eram tratados.
Ficou desempregado e viajou sozinho pela Europa durante alguns anos (Holanda, Bélgica, Alemanha e França, entre outros países).
Em 1859 decidiu enveredar pela carreira literária, para denunciar o colonialismo, o conformismo e os preconceitos. Em 1860, surgiu a sua obra mais famosa, “Max Havelaar”, em que criticou a exploração da população local pelas autoridades coloniais.
Multatuli publicou depois “Geloofsbelijdenis” (1861), conjunto de sátiras mordazes à sociedade neerlandesa do seu tempo. Fixou-se mais tarde na Alemanha, onde escreveu também para o teatro.
Em Junho de 2002, a “Sociedade da Literatura Holandesa” proclamou Multatuli como o melhor escritor holandês de todos os tempos.

terça-feira, 1 de março de 2011

EFEMÉRIDEAntónio Rosa Casaco, inspector da PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), que chefiou a brigada que assassinou o General Humberto Delgado, nasceu no Rossio ao Sul do Tejo em 1 de Março de 1915. Morreu em Cascais no dia 5 de Julho de 2006.
De origem humilde, fez carreira na PIDE, onde ingressou em 1938. Esteve alegadamente envolvido em negócios de contrabando, que lhe possibilitavam largos rendimentos, mas nunca lhe foi instaurado qualquer processo ou feita alguma investigação sobre o caso.
Por curiosidade, refira-se que Rosa Casaco era conhecido como «o Pide, menino bonito de Salazar». Apaixonado pela fotografia, foi autor das fotografias mais íntimas do ditador.
Depois do 25 de Abril 1974, esteve exilado em Espanha e no Brasil. Foi julgado à revelia na década de 1980 e condenado a oito anos de prisão por crimes de falsificação, destruição de documentos e por ter pertencido à polícia política do Estado Novo. Nunca cumpriu a pena.
Vivia em Cascais desde 2002, ano em que os mandados judiciais que pendiam sobre ele foram cancelados.
A sua morte só foi do conhecimento público quinze dias depois de ocorrer. De acordo com o canal que a divulgou (SIC), ele teria estado internado várias vezes, a última das quais devido a doença respiratória.

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