domingo, 30 de abril de 2017

30 DE ABRIL - JOHN BOYNE

EFEMÉRIDEJohn Boyne, escritor irlandês, nasceu em Dublin no dia 30 de Abril de 1971.
Estudou Língua Inglesa no Trinity College e Literatura Criativa na Universidade de East Anglia, onde foi galardoado com o Prémio Curtis Brown. Começou a escrever histórias aos 19 anos e teve o primeiro romance publicado dez anos depois. Trabalhou numa livraria dos 25 aos 32 anos.
Os seus romances foram já traduzidos em 51 idiomas. “The Boy in the Striped Pyjamas” (“O Menino do Pijama às Riscas”, em Portugal) foi um best-seller em Nova Iorque e teve uma adaptação anglo-americana para o cinema em 2007/08. O livro foi vendido em seis milhões de exemplares em todo o mundo.
Publicou até agora dez romances para adultos e cinco para jovens. Tem igualmente muitos contos incluídos em antologias e também transmitidos pela rádio e televisão. É ainda crítico literário no “The Irish Times” e fez parte do júri de três prestigiados prémios literários.
Em 2012, recebeu o Hennessy littéraire Hall of Fame Award pelo conjunto da sua obra. Tem conquistado vários prémios, incluindo no estrangeiro (Espanha e Alemanha). Em 2015, foi agraciado com um doutoramento honoris causa pela Universidade de East Anglia.

sábado, 29 de abril de 2017

29 DE ABRIL - IVETA BARTOŠOVÁ

EFEMÉRIDEIveta Bartošová, cantora pop da Checoslováquia, actual República Checa, morreu em Praga no dia 29 de Abril de 2014. Nascera em Čeladná, em 8 de Abril de 1966.
Começou a cantar em publico em 1983, tendo recebido numerosos prémios. O auge da sua popularidade foi na segunda metade da década de 1980 e início dos anos 1990.
Além de cantar, actuou em alguns filmes e programas de televisão. Também pintava e contava histórias para crianças.
Entre os vários prémios que conquistou, salienta-se: três Rouxinóis de Ouro (1986/1990/1991); cinco Rouxinóis de Prata (1987/1988/1989/1999/2000); e três Rouxinóis de Bronze (2001/2002/2003).
Venceu também diversos Prémios da Televisão na categoria Cantora: 1º lugar em 1991, 1992, 1993 e 2009; segunda posição nos anos 1994, 1998 e 1999; e ficou algumas vezes em 3º lugar. Por duas vezes, foi galardoada com o prémio anual da Academia de Musica Popular. Entre 1985 e 2010, gravou cerca de trinta discos.
Iveta suicidou-se em Praga (2014), atirando-se para a frente de um comboio em movimento. Era casada e, segundo o marido, o acto tresloucado da esposa ficou a dever-se a notícias da imprensa sensacionalista.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

28 DE ABRIL - ALBERTO DE OLIVEIRA

EFEMÉRIDEAlberto de Oliveira, de seu verdadeiro nome António Mariano de Oliveira, poeta e professor brasileiro, nasceu em Saquarema no dia 28 de Abril de 1857. Morreu em Niterói, em 19 de Janeiro de 1937.
Foi secretário estadual de Educação, membro honorário da Academia de Ciências de Lisboa e imortal fundador da Academia Brasileira de Letras. Adoptou o nome literário Alberto de Oliveira logo no livro de estreia.
De origem humilde, António foi para a capital da província, seguindo o irmão mais velho, para trabalhar como vendedor. Ambos moravam num barracão nos fundos de uma casa comercial.
Diplomou-se em Magistério e Farmácia, cursando Medicina até ao terceiro ano, mediante grande esforço pessoal, pois trabalhava simultaneamente numa drogaria.
Viria a destacar-se na política, como oficial de Gabinete do primeiro presidente de Estado do Rio de Janeiro. Durante a transferência da capital do Estado, de Niterói para Petrópolis (1894), por causa das insurreições e revoltas pró e contra a Proclamação da República, permaneceu na ‘Cidade Imperial Serrana’, devido  à excelência do seu trabalho.
Foi professor de Português e Literatura no Colégio Pio-Americano (1905) e na Escola Dramática e Escola Normal (1914).
Participou na famosa Batalha do Parnaso, ocorrida no “Diário do Rio de Janeiro” – entre 1878 e 1881 – contra o «Ultra-romantismo piegas e já desgastado», juntamente com Teófilo Dias, Artur Azevedo e Valentim Magalhães. Reunidos em torno de Artur de Oliveira, eram integrantes da vanguarda Ideia Nova, ao lado de Fontoura Xavier, Carvalho Jr. e Affonso Celso Jr., que lhe prefaciou o “Livro de Ema”.
Inspirados na Arte Moderna francesa, feita por Théophile Gautier, Charles Baudelaire e Sully Prudhomme, entre outros, fizeram a maior revolução na poesia brasileira até então, importantíssima para a consolidação da Modernidade do Brasil, no tocante à literatura.
Envolveu-se com os fundadores da inovadora “Gazeta de Notícias”, publicando poemas, posteriormente reunidos no livro “Canções Românticas” (1878). Conheceu Machado de Assis, que lhe prefaciou “Meridionais” (1884), com edição financiada pelo jornal, livro chave para a Ideia Nova da Nova Geração, só mais tarde referida como “Estilo Parnasiano”.
Em 1885, publicou – a pedido dos leitores – “Sonetos e poemas”, consagrando-se junto do público. Editou depois “Versos e rimas” (1895). Após os livros publicados, foi convidado por Machado de Assis para a fundação da Academia Brasileira de Letras (1897).
Com Raimundo Correia e Olavo Bilac, formou a tríade mais representativa da Ideia Nova da Nova Geração, hoje chamada Parnasianismo, reunida na sua casa em Niterói e mais tarde no seu famoso Solar da Engenhoca, situado na mesma cidade.
Nos últimos anos de vida, proferiu várias conferências e recebeu diversas homenagens. Foi eleito Príncipe dos Poetas Brasileiros, pelo concurso da revista “Fon-Fon” (1924), título que estava desocupado desde a morte de Olavo Bilac (1918).

quinta-feira, 27 de abril de 2017

27 DE ABRIL - CRAIG ARNOLD

EFEMÉRIDECraig Arnold, professor e poeta norte-americano, morreu em Kuchinoerabujima, Japão, no dia 27 de Abril de 2009. Nascera em Wyoming, em 16 de Novembro de 1967.
O seu primeiro livro de poemas, “Shells” (1999), foi seleccionado por W. S. Merwin para o “Yale Series of Younger Poets”. Entre 1996 e 2008, beneficiou de seis bolsas de estudo.
Ao longo da sua curta carreira literária, recebeu os seguintes prémios: National Endowment for the Arts em Redacção Criativa (1998); Prémio de Escrita Original do Conselho de Artes de Utah (1998); Prémio Colégio Great Lakes da Associação de Novos Escritores (1999); Prémio de Roma em Literatura da Academia Americana de Artes e Letras (2005); e Prémio Anthony Hecht de Poesia (2005). 
Arnold cresceu nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Recebeu o seu bacharelato em Inglês na Universidade de Yale em 1990 e o doutoramento em Redacção Criativa na Universidade de Utah em 2001.
Deu aulas de Poesia na Universidade de Wyoming. Muitos dos seus poemas foram incluídos em antologias, entre elas “The Best American Poetry” (1998) e “The Bread Loaf Anthology of New American Poets”, e em diversas revistas literárias. Craig Arnold foi também músico e membro da Banda Iris.
Em 27 de Abril de 2009, Craig desapareceu na pequena ilha vulcânica de Kuchinoerabujima, no Japão. Tinha ido sozinho fazer uma caminhada para explorar um vulcão activo na ilha e nunca mais voltou para a pousada onde estava hospedado. A procura, apoiada pelo governo japonês, durou três dias. Em 30 de Abril, foi decidido prorrogar a busca por igual período. Arnold não foi encontrado e, em seguida, as pesquisas foram continuadas por uma ONG. A trilha deixada por Craig Arnold foi encontrada nas proximidades de um alto precipício e foi presumido que ele morrera de uma queda fatal na data do desaparecimento. A sua carreira acabara assim, abruptamente, aos 41 amos de idade.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

26 DE ABRIL - GYULA KOSICE

EFEMÉRIDEGyula Kosice, escultor, poeta e teórico checoslovaco naturalizado argentino, considerado um dos pioneiros da arte cinética, nasceu em Kosice no dia 26 de Abril de 1924. Morreu em Buenos Aires, em 25 de Maio de 2016.
Em 1928, os pais emigraram para a Argentina, onde se instalaram e o baptizaram com o nome de Fernando Fallik.
Gyula Kosice utilizava o nome da sua cidade natal como nome artístico. Foi um dos iniciadores da arte não figurativa na América Latina. A sua obra “Röyi” (1944) foi a primeira escultura articulável com a participação do público, no continente americano. Utilizou – pela primeira vez a nível mundial – o gás néon e água como elementos constitutivos das suas obras artísticas. A luz e o movimento também estão presentes nos seus trabalhos.
Em 1946, juntamente com Carmelo Arden Quin, fundou o movimento artístico MADI.
Em 1947, fez a sua primeira exposição individual no Bohemien Club, nas Galerias Pacífico em Buenos Aires. Esta foi a primeira exposição de arte abstracta na América Latina.
Em 1961, realizou uma exposição no Stedelijk Museum de Amesterdão e outra, em 1967, no âmbito da Exposição Kunst-Licht-Kunst no Van Abbemuseum, em Eindhoven.
Fez mais de 40 exposições próprias e 500 exposições colectivas em todo o mundo, tendo criado também monumentos para espaços abertos em vários países. Em 2005, transformou o seu estúdio e a sua loja num museu. Faleceu aos 92 anos de idade.

terça-feira, 25 de abril de 2017

25 DE ABRIL - GUGLIELMO MARCONI

EFEMÉRIDEGuglielmo Marconi, físico, inventor e empresário italiano, nasceu em Bolonha no dia 25 de Abril de 1874. Morreu em Roma, em 20 de Julho de 1937, vítima de ataque cardíaco. Em 1896, inventou o primeiro sistema prático de telegrafia sem fios (TSF), tendo realizado a primeira transmissão em 1899, através do Canal da Mancha.
A teoria de que as ondas electromagnéticas poderiam propagar-se no espaço, formulada por James Clerk Maxwell e comprovada pelas experiências de Heinrich Hertz, em 1888, foi utilizada por Marconi entre 1894 e 1895.
Tinha apenas vinte anos, quando transformou o celeiro da casa onde morava num laboratório, onde estudou os princípios elementares de uma transmissão radiotelegráfica: uma bateria para fornecer electricidade, uma bobina de indução para aumentar a força e uma faísca eléctrica emitida entre duas bolas de metal gerando uma oscilação semelhante às estudadas por Hertz. Um coesor, como o inventado por Édouard Branly, situado a alguns metros de distância, ao ser atingido pelas ondas, accionava uma bateria e fazia uma campainha tocar.
Em 1896, foi para Inglaterra, depois de verificar que não havia nenhum interesse pelas suas experiências em Itália. Em 1899, teve sucesso na transmissão sem fios do código Morse através do Canal da Mancha. Dois anos mais tarde, conseguiu que sinais radiotelegráficos emitidos em Inglaterra fossem escutados claramente em St. John's (Terra Nova), atravessando o Atlântico Norte. A partir daí, fez muitas descobertas básicas na técnica da rádio.
Em 1909, 1700 pessoas foram salvas de um naufrágio graças ao sistema de radiotelegrafia de Marconi. Em 1912, a companhia de Marconi já produzia aparelhos de rádio em larga escala, particularmente para navios.
Em 1915, durante e depois da Primeira Guerra Mundial, assumiu várias missões diplomáticas em nome da Itália. Em 1919, foi o delegado italiano na Conferência de Paz realizada em Paris.
Na sua infância, passava muito tempo a viajar com a mãe, que adorava a região do porto de Livorno, na costa oeste da Itália, onde vivia a sua irmã. Dessas viagens a Livorno, surgiu o amor de Marconi pelo mar. Em Livorno, estava instalada uma academia da marinha real italiana, a Regia Marina. Marconi tinha o incentivo do pai para entrar na academia naval, mas não conseguiu.
Em 1920, partiu para a sua primeira viagem no “Elettra”, um navio de 61 metros, que comprou e equipou para ser o seu laboratório no estudo de ondas curtas e também para habitar. Além da família, as cabinas do “Elettra” recebiam visitantes ilustres, entre eles os reis de Itália, de Espanha e Jorge V e a rainha Maria de Teck. As festas no “Elettra” tornaram-se célebres pelas músicas transmitidas pela rádio directamente de Londres.
A empresa de Marconi organizou o novo Imperial Wireless Scheme destinado a montar estações de ondas curtas em todo o território britânico. Em 1929, em reconhecimento pelo seu trabalho, recebeu do rei Vítor Emanuel III de Itália o título de marquês. Em Outubro de 1931, acendeu – apertando um botão em Roma – as luzes do Cristo Redentor, na noite da sua inauguração no Rio de Janeiro.
Em Outubro de 1943, a Corte Suprema dos Estados Unidos considerou ser falsa a afirmação de Marconi de nunca ter lido as patentes de Nikola Tesla e determinou que não havia nada no trabalho de Marconi que não tivesse sido anteriormente descoberto por Tesla.
No entanto, muito embora Marconi não tenha sido o inventor de nenhum dispositivo em particular, parece ser plausível afirmar que ele foi, na verdade, o inventor da rádio, na forma de Radiotelegrafia, Radiotelefonia e Telefonia sem Fios, visto que ninguém, antes dele, tivera a ideia de usar as ondas como forma prática ou rotineira de comunicação.
Tendo o seu valor sido reconhecido, Marconi recebeu em 1909, juntamente com o alemão Karl Ferdinand Braun, o Prémio Nobel de Física. Braun fora o descobridor dos semicondutores, entre eles o sulfeto de chumbo natural, um mineral conhecido como galena, base do histórico rádio de galena.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

ZECA AFONSO - "A Morte saiu à rua"

24 DE ABRIL - VLADIMIR KOMAROV

EFEMÉRIDE Vladimir Mikhailovich Komarov, cosmonauta soviético, morreu em Oblast de Oremburgo no dia 24 de Abril de 1967. Nascera em Moscovo, em 16 de Março de 1927. Foi o primeiro soviético a ir ao espaço duas vezes e o primeiro homem a morrer numa missão espacial, a bordo da nave Soyuz 1.
O pai era operário e o que ganhava quase não chegava para as necessidades da família. Em 1935, Vladimir iniciou o seu processo educativo, mostrando-se muito competente na área das matemáticas. Em 1941, deixou a escola por causa da Segunda Guerra Mundial e da invasão da URSS pela Alemanha. Foi trabalhar numa quinta colectiva.
Ainda jovem, mostrou um interesse acentuado pela aeronáutica, coleccionando revistas e imagens da especialidade, além de criar maquetas de aviões e das próprias hélices.
Com 15 anos, ingressou na primeira escola das forças aéreas especiais de Moscovo, para prosseguir o seu sonho de se tornar aviador. Pouco depois, a família tomou conhecimento que o pai tinha sido morto na guerra.
Devido à invasão nazi, a escola de aviação foi deslocada para uma região na Sibéria até ao fim das hostilidades. Os estudantes, além de assuntos ligados à Aviação, aprendiam matérias de outros domínios, como Zoologia e Línguas Estrangeiras. Komarov diplomou-se em 1945 e a guerra acabou antes dele ser incorporado em unidades de combate.
Em 1946, acabou os treinos na Escola Superior da Força Aérea Chkalov, em Borissoglebsk, completando-os seguidamente na universidade A.K. Serov, em Bataïsk. A mãe morreu em 1948, sete meses antes dele obter o diploma final e o posto de tenente das Forças Aéreas Soviéticas
Komarov era piloto de testes, engenheiro aeroespacial e tornou-se cosmonauta em 1960, no primeiro grupo de homens seleccionados para o programa espacial soviético, juntamente com Yuri Gagarin e Gherman Titov, os dois primeiros homens em órbita da Terra.
Era um dos mais experientes e qualificados candidatos aceites no primeiro grupo de cosmonautas, mas foi – a princípio – declarado sem condições de saúde para se manter no programa. A sua perseverança, inteligência e qualificações como engenheiro, permitiram-lhe, porém, continuar a ter um papel activo. Subiu ao espaço pela primeira vez em 1964, comandando a nave Voskhod 1, em companhia dos cosmonautas Boris Yegorov e Konstantin Feoktistov, no primeiro voo ao espaço de uma nave com mais de um tripulante.
Em 1967, realizou o seu segundo voo espacial, desta vez sozinho na nova nave Soyuz 1, um voo com muitos problemas em órbita e que terminou em tragédia quando da reentrada na atmosfera, quando o pára-quedas principal de travagem da cápsula não abriu e esta foi esmagar-se e explodir no solo, matando Komarov.
Pouco antes do impacto, o líder soviético Alexei Kossygin disse a Komarov que o país estava orgulhoso dele. Um posto de escuta da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, em Istambul, Turquia, revelou que a resposta de Komarov foi inaudível.
Desde a sua morte, começaram a aparecer notícias de que a Soyuz tinha problemas de concepção e funcionamento desde o início e não estaria em condições de realizar uma missão espacial tripulada. Apesar das objecções dos engenheiros do programa espacial, o voo teria acontecido por pressões de líderes políticos, que desejavam uma grande missão espacial em comemoração do aniversário de nascimento de Lenine.
Komarov foi sepultado dois dias depois – com honras de Estado – em Moscovo, sendo as cinzas enterradas na Necrópole da Muralha do Kremlin, na Praça Vermelha. No ano seguinte, a sua memória foi lembrada no local da queda, tendo estado presentes mais de 10 mil pessoas, algumas delas tendo vindo de centenas de quilómetros de distância.
Vladimir Komarov foi condecorado duas vezes com a Ordem de Lenine e com o título de Herói da União Soviética. Uma cratera da Lua e o asteróide 1836, descoberto em 1971, foram baptizados com o seu nome.

domingo, 23 de abril de 2017

23 DE ABRIL - JAMES EARL RAY

EFEMÉRIDSEJames Earl Ray, criminoso norte-americano condenado a prisão perpétua pelo assassinato (Memphis, 4/4/1968) do pastor e Prémio Nobel da Paz Martin Luther King, morreu em Nashville no dia 23 de Abril de 1998. Nascera em Alton, em 10 de Março de 1928.
James acreditava que Martin era um traidor e que instigava as pessoas para as suas marchas com a finalidade de parar e enfraquecer o país, politica e economicamente. Já tinha cometido actos racistas antes deste crime. Veio a morrer devido a problemas de hepatite C e insuficiência hepática.
Earl Ray era um franco-atirador e militante segregacionista. Dois meses depois do crime, foi preso no aeroporto de Londres Heathrow quando tentava deixar o Reino Unido com a ajuda da mulher e com um falso passaporte canadiano em nome de Ramon George Sneyd.
Só confessou o crime em 10 de Março de 1969, mas negou-o três dias depois. A conselho do advogado, porém, acabou por se declarar culpado para evitar a pena de morte, sendo então condenado a prisão perpétua.
Posteriormente, Ray dispensou o advogado e declarou que os culpados do crime eram um tal “Raoul” e o seu irmão Johnnny, que ele conhecera em Montreal. Contou ainda que «não tinha disparado sobre King» mas que «podia ser parcialmente responsável sem o saber», indicando uma pista de conspiração. Passou o resto da vida a tentar em vão anular a sua condenação e reabrir o processo.
Em 10 de Junho de 1977, depois de ter testemunhado para uma comissão do Congresso americano, negando ter assassinado Luther King, evadiu-se da penitenciária de Brushy Mountain no Tennessee, sendo recapturado três dias depois.
Em 1999, um ano após a morte de Ray, Coretta Scott King, a viúva de Martin Luther, e o resto da família ganharam um processo civil contra Loyd Jowers e “outros conspiradores”. Em Dezembro de 1993, Jowers tinha aparecido no horário nobre da ABC News, revelando detalhes de uma conspiração, que implicava a máfia e o governo na morte de King. Durante o processo, relatou também ter recebido 100 000 dólares para organizar o assassínio de Martin Luther King. O Júri composto de 6 Negros e 6 Brancos, considerou Jowers culpado, acrescentando que «algumas agências federais estavam associadas» ao complot. A família de M. L. King não acredita que Earl Ray tivesse sido o autor do atentado.
Finalmente, em 2000, o Departamento da Justiça dos Estados Unidos terminou um inquérito sobre aquelas revelações, não tendo encontrado provas que demonstrassem a existência de uma conspiração. O relatório recomendou ainda que não devia ser reaberto o processo, enquanto não forem apresentados novos factos fiáveis.
O mínimo que se poder dizer é que se trata de um processo extremamente confuso e pouco convincente.

sábado, 22 de abril de 2017

22 DE ABRIL - IORDANOV

EFEMÉRIDE – Ivaylo Stoimenov Iordanov, antigo jogador de futebol da Bulgária, nasceu em Samokov no dia 22 de Abril de 1968.
Disputou 50 encontros pela Selecção Búlgara. Sete destes jogos foram nos Mundiais de 1994 nos Estados Unidos (4º lugar) e nos de 1998 em França. Participou igualmente nos Europeus de 1996, em Inglaterra.
Iordanov jogou pelas equipas do BC Rilski Sportist (Samokov, 1987/89), no FK Lokomotiv Gorna Oryahovitsa (1989/91) e no Sporting CP (1991/2001). Foi o primeiro capitão de equipa estrangeiro e um símbolo do Sporting.
Ganhou uma Taça de Portugal (1995), um Campeonato de Portugal (2000) e uma Super Taça (2000), em representação da equipa leonina. Foi ainda finalista em mais três Taças de Portugal (1994, 1996 e 2000).
Foi o Futebolista Búlgaro do Ano em 1998 e o Melhor Marcador do Campeonato da Bulgária em 1991.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

21 DE ABRIL - SOUSÂNDRADE

EFEMÉRIDESousândrade, de seu verdadeiro nome Joaquim de Sousa Andrade, poeta brasileiro, morreu em São Luís, Maranhão, no dia 21 de Abril de 1902. Nascera em Guimarães (Brasil), em 9 de Julho de 1832. É considerado por alguns como o maior poeta brasileiro do século XIX.
Formou-se em Letras na Sorbonne, em Paris, onde fez também o curso de Engenharia de Minas.
Publicou o primeiro livro de poesia, “Harpas Selvagens”, em 1857. Viajou por vários países até se fixar, em 1871, nos Estados Unidos, onde foi publicada a obra poética “O Guesa”, em que utilizou diversos recursos expressivos – como a criação de neologismos e de metáforas vertiginosas – que só foram valorizados muito depois da sua morte. Esta obra foi ampliada e corrigida, sucessivamente, nos anos seguintes.
No período de 1871 a 1879, foi secretário e colaborador do periódico “O Novo”, dirigido por José Carlos Rodrigues, em Nova Iorque.
De volta ao Maranhão, foi – em 1890 – presidente da Intendência Municipal de São Luís. Realizou a reforma do ensino, fundou escolas mistas e idealizou a bandeira do Estado, garantindo que as suas cores representam todas as raças ou etnias que construíram a história do Maranhão. Foi candidato a senador, mas desistiu antes da eleição. Ainda em 1890, foi presidente da comissão de preparação do projecto da Constituição Maranhense.
Em 1877, Sousândrade escreveu: «Ouvi dizer já por duas vezes que “O Guesa” só será entendido daqui a 50 anos. Entristeci. Decepção de quem escreveu 50 anos antes do tempo».
Morreu abandonado, na miséria e considerado louco. A sua obra foi esquecida durante décadas. Resgatada no início da década de 1960, pelos poetas Augusto e Haroldo de Campos, revelou-se uma das obras mais originais de todo o Romantismo Brasileiro, precursora das vanguardas históricas.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

20 DE ABRIL - ROSA DE LIMA

EFEMÉRIDERosa de Lima, mística da Ordem Terceira Dominicana canonizada pelo Papa Clemente X em 1671, nasceu em Lima no dia 20 de Abril de 1586. Morreu igualmente na capital peruana em 30 de Agosto de 1617. Foi a primeira santa das Américas e é padroeira do Peru e da América Latina.
O seu nome de baptismo era Isabel Flores y Oliva, mas a sua extraordinária beleza motivou a mudança do nome de Isabel para Rosa.
O pai era espanhol e a mãe peruana. Tinha dez irmãos. Aos 4 anos (1590), já saberia ler sem nunca ter aprendido. Os pais (antes, ricos) empobreceram devido ao insucesso numa empresa de mineração. Rosa cresceu na pobreza, trabalhando na terra e na costura até altas horas da noite, para ajudar no sustento da família. Cultivava também rosas no seu próprio jardim e vendia-as no mercado. Diz-se que tocava viola e harpa e que tinha uma voz doce e melodiosa. Além de muito bela, Rosa era tida como a moça mais virtuosa e prendada de Lima.
Foi pretendida pelos jovens mais ricos e distintos de Lima e arredores, mas a todos rejeitou, «por amar a Cristo como esposo». Em idade de casar, fez o voto de castidade e tomou o hábito da Ordem Terceira Dominicana (1606), após lutar contra o desejo contrário dos pais.
Construiu uma cela estreita e pobre no fundo do quintal da casa dos pais e começou a levar uma vida religiosa, penitenciando o corpo com jejuns e cilícios dolorosos. Foi extremamente bondosa e caridosa para com todos, especialmente para com os índios, negros, crianças abandonadas e idosos, aos quais prestava os serviços mais humildes em caso de doença.
Segundo relatos dos seus biógrafos e dos amigos que a acompanharam, entre os quais o seu confessor, «pela sua piedade e devoção, Rosa recebeu de Deus o dom dos milagres». Também é afirmado que tinha constantemente junto a si o seu Anjo da Guarda, com quem conversava. Ainda em vida, foram-lhe atribuídos muitos favores, milagres de curas, conversões, propiciação de chuvas e até mesmo o impedimento da invasão de Lima pelos piratas holandeses em 1615.
Apesar de agraciada com experiências místicas fora do comum, nunca lhe faltou a “cruz”: sofrimentos provindos de duras incompreensões e perseguições. Nos últimos anos de vida, teve também sofrimentos físicos e dores agudas devidas à prolongada doença que a levou à morte, aos 31 anos de idade.
As suas últimas palavras foram «Jesus está comigo!». O seu túmulo tornou-se palco de milagres, assim como os lugares onde viveu e trabalhou pela causa da Igreja. Conta-se que o Papa Clemente hesitava em elevá-la aos altares, mas foi convencido após presenciar uma milagrosa chuva de pétalas de rosa que caiu sobre si, vinda do céu, e que ele atribuiu a Rosa de Lima.
Perto de Lisboa, em Belas, existe o Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus Casa de Saúde de Santa Rosa de Lima

quarta-feira, 19 de abril de 2017

19 DE ABRIL - HÉCTOR HERRERA

EFEMÉRIDEHéctor Miguel Herrera López, futebolista mexicano que joga actualmente no FC do Porto, nasceu em Tijuana no dia 19 de Abril de 1990. Herrera pertence à “geração de ouro” do México, tendo sido elemento preponderante na conquista da Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de Londres (2012).
Em Junho de 2012, foi escolhido como o Melhor Jogador do Torneio de Toulon (Sub-23), tendo o México ganho a prova.
Em Maio de 2014, foi incluído pelo técnico Miguel Herrera na lista final de 23 jogadores que representaram o México nos Mundiais de 2014 no Brasil, outro tanto tendo acontecido no ano seguinte, em que a equipa mexicana venceu a Taça de Ouro disputada nos Estados Unidos. Já foi internacional 50 vezes pela equipa principal do México.
Em Junho de 2013, Herrera – que alinhava pelo CF Pachuca – assinou um contrato por quatro épocas com o Porto por 8 milhões de euros, com uma cláusula de rescisão de 40 milhões.
Na Liga dos Campeões Europeus, num jogo contra o FC Zenit, foi expulso aos 6 minutos de jogo (acumulação de cartões amarelos), o que constitui a expulsão mais rápida na história do torneio. Venceu a Super Taça de Portugal e a Taça Valais, em 2013.

terça-feira, 18 de abril de 2017

18 DE ABRIL - ADRIANE GALISTEU

EFEMÉRIDEAdriane Galisteu, apresentadora, actriz e modelo brasileira, nasceu em São Paulo no dia 18 de Abril de 1973. Teve também uma breve carreira como cantora, entre 1987 e 1989.
Adriane nasceu e viveu até aos 18 anos na Lapa, bairro paulistano. Teve uma infância difícil, pois o pai era alcoólatra e tal vício debilitou a sua saúde, culminando com um enfarte fulminante em 1989. Nessa época, Adriane tinha apenas quinze anos e teve de começar a trabalhar para ajudar no sustento da mãe e do irmão, que era portador do vírus da SIDA, em virtude do uso de drogas, e viria a falecer em 1996.
Iniciara a sua carreira de modelo aos nove anos, fazendo publicidade dos restaurantes McDonald's. Quando adolescente, em 1987, pertenceu ao conjunto musical Meia Soquete. Em 1993, participou como modelo num videoclipe da banda El Símbolo, na canção “No te preocupes mas”. Foi uma das músicas mais executadas nas rádios e salões da Argentina, do Brasil e de Espanha naquele ano.
Adriane posou para a edição brasileira da revista “Playboy” em Agosto de 1995 e, desde então, tem seguido uma carreira na televisão, ganhando espaço como apresentadora. No mesmo ano, lançou o livro “O Caminho das Borboletas”, onde narra o período do seu relacionamento com Ayrton Senna.
A sua carreira na TV iniciou-se na CNT em 1995, no programa “Ponto G”. Teve rápidas passagens pela MTV Brasil e pela então recentemente inaugurada Rede TV!, onde apresentou o programa “Superpop.
Em 2000, Galisteu transferiu-se para a Rede Record, onde apresentou o “É Show”. Três anos depois, foi contratada pelo SBT para apresentar os programas “Charme” e “Fora do Ar”. Em 2008, deixou o SBT, transferindo-se para a Rede Bandeirantes, onde apresentou o “Toda Sexta”. Em 2011, comandou o reality showProjecto Fashion” e apresentou diariamente o programa “Muito +”, no mesmo canal.
De volta à Record em 2013, apresentou “Domingo da Gente”. Em 2016, assumiu interinamente o programa “Face a Face” na BandNews TV. No mesmo ano, assinou contrato com o Fox Sports, no qual apresenta o “Boa Noite Fox”.
Adriane desenvolveu igualmente uma carreira de actriz, tendo-se estreado na novela “Xica da Silva” da Rede Manchete (1996). Todavia, embora o seu desempenho tenha atraído o público, isso devia-se basicamente às cenas de nudez que o realizador Walter Avancini frequentemente incluía. Estreou-se no teatro em 1999, com a peça “Deus lhe Pague”, sob a direcção de Bibi Ferreira. Em seguida, participou em “Dia das Mães”. No cinema, actuou nos filmes “Coisa de Mulher” e “Se Eu Fosse Você”.
Adriane Galisteu atraiu a atenção da imprensa pelo seu namoro de cerca de ano e meio com o piloto brasileiro de Fórmula 1 Ayrton Senna, que morreria num trágico acidente em Maio de 1994. O relacionamento de Adriane com a família de Senna não era porém dos mais fáceis, levando-a a passar por situações de constrangimento no funeral do piloto, ao ser impedida de acompanhar o velório junto da família e amigos mais íntimos. Para se despedir de Senna, teve que entrar, como qualquer anónimo, na fila dos fãs.
Desde 1998, Adriane teve um casamento, com divórcio, e vários envolvimentos amorosos. Em 2009, assumiu estar a namorar com o empresário Alexandre Iódice e, em Dezembro, revelou estar grávida. Vittorio nasceu em Agosto de 2010.
Galisteu foi ainda rainha de bateria das escolas de samba Portela, Rocinha e Tijuca, tendo apresentado vários desfiles de Carnaval no Rio de Janeiro e em Salvador da Bahia.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

17 DE ABRIL - EARL KING

EFEMÉRIDE Earl King, de seu verdadeiro nome Earl Silas Johnson IV, cantor, guitarrista e compositor norte-americano, morreu em Nova Orleães, Luisiana, no dia 17 Abril de 2003. Nascera na mesma localidade em 7 de Fevereiro de 1934.
A maior parte da sua actividade centrava-se na blues music, tendo sido compositor de canções bem conhecidas, como “Come On” (adoptada por Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughan, entre outros cantores). Foi considerado uma das figuras importantes de Rhythm and Blues em Nova Orleães.
O pai era pianista e morreu quando ele ainda era criança. Ficou com a mãe e começou muito cedo a ir à igreja, onde si iniciou a cantar música gospel. Um amigo convenceu-o, porém, a aderir aos blues. Começou por tocar guitarra aos 15 amos e logo foi convidado para actuar em clubes locais, incluindo no célebre “Dew Drop Inn”.
Num dos clubes, conheceu o seu ídolo Guitar Slim, que tentava imitar desde há muito. Em 1954, Slim ficou ferido num acidente de automóvel, numa altura em que estava a actual como figura principal numa tournée. De imediato, Earl foi escolhido para o substituir nos restantes espectáculos e passou a ser também uma presença regular no Dew Drop Inn.   
A sua primeira gravação foi editada em 1953, a que se seguiram muitos discos e álbuns lançados por diversas editoras. Começou também a escrever canções para outros artistas, como Roland Stone e Jimmy Clanton.  Entretanto, começara a ser conhecido por Earl King e não por Earl Johnson.
Apesar de doente (chegou a estar hospitalizado), continuou a fazer tournées e a dar espectáculos em Nova Orleães até à sua morte, vítima de complicações de diabetes, precisamente uma semana antes do New Orleans Jazz & Heritage Festival. Em sua homenagem, o funeral foi adiado de modo a coincidir com a realização do festival, sendo acompanhado por muitos dos músicos presentes. 

domingo, 16 de abril de 2017

16 DE ABRIL - RUI VITÓRIA

EFEMÉRIDERui Carlos Pinho da Vitória, ex jogador de futebol e actual treinador do SL e Benfica, nasceu em Vila Franca de Xira, Alverca do Ribatejo, no dia 16 de Abril de 1970.
A sua carreira futebolista terminou aos 32 anos, tendo-se entretanto licenciado em Educação Física, na Faculdade de Motricidade Humana.
Iniciou a carreira de treinador em 2002/03 na UD Vilafranquense, onde antes tinha sido jogador. Ao fim de duas épocas, deixou o clube para treinar os juniores do Benfica. A oportunidade de treinar seniores surgiu em 2006, através do CD de Fátima, que ajudou a subir à Segunda Liga logo na sua primeira temporada.
Esteve quatro épocas no CD de Fátima que, depois de descer de divisão, voltou a subir em 2008/09. Em Junho de 2010, Rui Vitória substituiu Ulisses Morais no comando do FC Paços de Ferreira. Nesta primeira temporada na 1ª Divisão, terminou em sétimo lugar e foi finalista da Taça da Liga, perdida para o Benfica.
No final de Agosto de 2011, ingressou no Vitória de Guimarães, ocupando o lugar de Manuel Machado. No segundo ano, levou o clube à conquista da Taça de Portugal, derrotando o Benfica.
Esteve quatro épocas no Guimarães, onde conseguiu o apuramento para as provas europeias por duas vezes. A pior posição no clube minhoto foi em 2013/14, quando terminou em 10º lugar.
Em Junho de 2015, o Benfica anunciou que Rui Vitória assinara um contrato com o clube por três épocas. Em Maio de 2016, o Benfica sagrou-se tricampeão nacional de futebol ao vencer o Nacional da Madeira no Estádio da Luz no último jogo do campeonato, com um novo recorde de pontos (88), superando os 86 do FC do Porto, treinado por José Mourinho, em 2002/03.
Ganhou ainda a Taça da Liga 2015/16, a Super Taça Cândido de Oliveira e foi o Melhor Treinador da época.

sábado, 15 de abril de 2017

15 DE ABRIL - JEFFREY ARCHER

EFEMÉRIDEJeffrey Howard Archer, barão Archer de Weston-super-Mare, político e escritor britânico, nasceu em Londres no dia 15 de Abril de 1940. Livros de sua autoria foram best-sellers em três categorias: Ficção (18 vezes), Não Ficção (diários da prisão) e Contos (4 vezes).
A família deixou Londres quando ele tinha apenas duas semanas de vida, fixando-se na cidade costeira de Weston-super-Mare, no Somerset, onde passou toda a sua juventude. Em 1951, ganhou uma bolsa para estudar na Wellington School de Somerset.
Foi membro do Parlamento Britânico e deputado pelo Partido Conservador, recebendo um título “não transmissível” (Pairs) em 1992.
A sua carreira política, que foi preenchida por vários escândalos e controvérsias, terminou quando foi reconhecido culpado de perjúrio num desses casos e condenado a prisão.
Jeffrey Archer é autor de numerosos romances, novelas e contos. Os heróis dos seus romances de espionagem são Kane e Abel, que têm tudo para os separar: um é filho de um banqueiro americano de Boston e o outro é um órfão polaco. Escreveu também algumas peças de teatro e livros para a infância e juventude.
É casado com Mary Archer, uma cientista especializada em energia solar, recentemente convidada pelo primeiro-ministro para assumir a presidência do Grupo do Museu de Ciência. Têm dois filhos e dois netos.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

14 DE ABRIL - JULIE CHRISTIE

EFEMÉRIDEJulie Frances Christie, actriz britânica, nasceu em Chabua, na Índia, em 14 de Abril de 1940. Conquistou um Oscar e um BAFTA, em 1966; um Globo de Ouro e um Screen Actors Guild Award, em 2008.
Após o divórcio dos pais, viveu com a mãe na zona rural do País de Gales, estudou na Escola Central de Expressão e Drama e fez a sua estreia em produções da televisão britânica em 1957.
Ficou famosa na década de 1960 e continuou a trabalhar em diversos filmes durante os anos 1970, em grande parte com Warren Beatty. Afastou-se durante a década de 1980, ficando bastante tempo a actuar apenas em pequenos filmes, até que regressou em produções independentes, que vieram dar novo alento à sua carreira.
Foi nomeada quatro vezes para os Oscars: em 1966, com “Darling”; em 1972, com “McCabe & Mrs. Miller”; em 1998, com “Afterglow”; e em 2008, com “Away from Her”, tendo vencido em 1966. Ficou em 18º lugar na lista IMDB, que indica as Melhores Actrizes de Todos os Tempos.
Chegou a ser candidata ao papel de Honey Rider no primeiro filme de James Bond, “Dr. No”, mas o produtor achou que ela tinha os seios muito pequenos para o papel.
Em 1962, tinha actuado como coadjuvante nas comédias dos Ealing Studios, “Crooks Anonymous” e “The Fast Lady”. O grande sucesso chegou, quando o realizador John Schlesinger a lançou no filme “Billy Liar”, que lhe rendeu uma nomeação para o BAFTA.
Mais tarde, Schlesinger fez com que Christie ficasse mundialmente conhecida pelo papel de prostituta no filme “Darling”.
Em 1965, protagonizou mais dois filmes: “Young Cassidy”, realizado por John Ford, e “Doutor Jivago” produzido por David Lean. Nos anos seguintes, actuou em diversos filmes, incluindo “Fahrenheit 451” (1966), “Far from the Madding Crow” (1967) e “Petulia” (1968, com George C. Scott).
Mais recentemente, entrou em “Red Riding Hood” (2011) e “The Company You Keep” (2012).
Em 1965, chegou a ficar noiva de Don Bessant, que era um professor de arte, antes de começar o famoso relacionamento com Warren Beatty. Também se relacionou com Terence Stamp e Donald Sutherland, mas o relacionamento mais duradouro foi com Duncan Campbell, um jornalista do “The Guardian”, que começou no fim da década de 1970 e com quem se casou em 2007.
Além de feminista, Christie é defensora dos direitos dos animais, defensora do meio ambiente e já se declarou contra as armas nucleares. Foi também extremamente activa numa campanha de solidariedade com a Palestina.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

13 DE ABRIL - STANLEY DONEN

EFEMÉRIDEStanley Donen, realizador e coreógrafo norte-americano, nasceu em Columbia no dia 13 de Abril de 1924. O seu filme mais famoso é “Singing in the Rain”, que realizou com Gene Kelly.
Filho de pai e mãe judeus, tornou-se ateu ainda na juventude. Começou a dançar aos dez anos, enquanto prosseguia os estudos secundários. Frequentou depois a Universidade da Carolina do Sul.
Foi para Nova Iorque com 16 anos, tendo sido dançarino na produção original “Pal Joey”, protagonizada por Gene Kelly e lançada na Broadway. Tornou-se amigo de Gene Kelly.
Estreou-se na Metro Goldwyn Mayer como coreógrafo e dançarino em “Best Foot Forward” (1943), com Lucille Ball. Apareceu depois em 1944, com Kelly, em “Cover Girl” da Columbia Pictures. Neste filme, Donen dirigiu uma sequência na qual Kelly dança consigo mesmo, numa rua escura de Manhattan.
A sua primeira oportunidade de realizar um filme completo foi na adaptação de um musical sobre marinheiros de folga em Nova Iorque, “On the Town”, com músicas de Leonard Bernstein.
Singing in the Rain”, de 1952, é considerado por muitos críticos como o melhor musical de sempre. Este filme ocupa o 1º lugar na lista dos 25 Melhores Musicais Americanos de Todos os Tempos, idealizada pelo American Film Institute.
Sozinho, dirigiu clássicos como: “Royal Wedding” (1951), no qual há a famosa cena de Fred Astaire a dançar no tecto; “Seven Brides for Seven Brothers” (1954); “Funny Face” (1957), uma comédia romântica musical com Fred Astaire e Audrey Hepburn; “Pajama Game” (1957) com Doris Day; “Indiscreet” (1958), com Cary Grant e Ingrid Bergman; “Damn Yankees” (1958); o suspense cómico “Charade” (1963), com Hepburn e Grant; e “Two for the Road” (1967), drama com Hepburn e Albert Finney.
O seu último filme para o cinema foi o “Blame It on Rio” de 1984, com Michael Caine e Demi Moore, filmado no Rio de Janeiro. Tem feito trabalhos para a televisão, como o videoclip para a música “Dancing on the Ceiling” de Lionel Richie e o telefilme intitulado “Love Letters” em 1999.
Pelo conjunto das suas obras, ganhou um Oscar Honorário concedido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, em 1998.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

ELIS REGINA - "Como Nossos Pais"

12 DE ABRIL - FRANCISCO NICHOLSON

EFEMÉRIDEFrancisco António de Vasconcelos Nicholson, actor, argumentista televisivo, dramaturgo e encenador português, morreu em Lisboa no dia 12 de Abril de 2016. Nascera na mesma cidade em 26 de Junho de 1938.
O pai era filho de um inglês e a mãe era artista do Teatro Mariana Carlota Lodi. Um dos avôs era de ascendência italiana.
Começou a fazer teatro aos 14 anos, no antigo Liceu Camões, sob direcção do encenador e poeta António Manuel Couto Viana, a convite do qual veio a pertencer ao Grupo da Mocidade, que integrava outros jovens que se viriam a destacar igualmente no teatro português, como Rui Mendes, Morais e Castro, Catarina Avelar, Mário Pereira, etc. Estudou em Paris, onde frequentou a Academia Charles Dullin do Théâtre Nacional Populaire, privando com grandes nomes do teatro francês, como Jean Vilar e Gérard Philipe.
Estreou-se profissionalmente, como autor e actor, com a peça infantil “Misterioso Até Mais Não”, no Teatro do Gerifalto. Viu representadas mais cinco peças suas, para crianças, entre as quais: “O Cavaleiro Sem Medo”, “Boingue-boingue” e “O Indiozinho Raio de Luar”.
Fez parte dos elencos da Companhia Nacional de Teatro e do Teatro Estúdio de Lisboa, onde representou textos de autores como Strindberg, Kleist, Bernard Shaw, Arnold Wesker, Davis Storey, Apollinaire e outros.
Raul Solnado convidou-o para inaugurar o Teatro Villaret, integrando o núcleo de actores da peça “O Inspector Geral” de Nicolau Gogol. Permaneceu no elenco mais de dois anos, tendo interpretado várias comédias e encenado “Quando é que tu casas com a minha mulher?”.
Foi no Teatro ABC que se popularizou com o teatro de revista, tendo-se estreado com “O gesto é tudo” ao lado de Eugénio Salvador, Camilo de Oliveira e a brasileira Berta Loran.
Com a peça “Gente Nova em Bikini” afirmou-se como autor (em conjunto com César de Oliveira e Rogério Bracinha), actor (ao lado dum elenco muito jovem com nomes como Ivone Silva, Manuela Maria, Irene Cruz, Henriqueta Maya, António Anjos, Iola e o consagrado João Maria Tudela) e também encenador. Ao enorme êxito deste projecto inovador, seguiram-se outros como “Chapéu Alto” e “Lábios Pintados”.
No Teatro Monumental, dirigiu (com Alfredo Alaria) e interpretou o musical “Férias em Lisboa”.
Na televisão, deu-se a conhecer com “Riso e Ritmo” (1964), programa em que foi autor, actor e produtor (em conjunto com Armando Cortez e José Mensurado). É um dos autores da canção “Oração”, com que António Calvário venceu, em 1964, o Festival RTP da Canção.
Paula Ribas esteve no Festival Internacional da Canção do Rio de Janeiro, com “Canção de Paz para todos nós” de sua autoria e de Jorge Costa Pinto. Vitória Maria participou nas Olimpíadas da Canção, em Atenas, com uma canção da mesma dupla, que também escreveu para Madalena Iglésias as canções “Amar é vencer”, apresentada no III Festival Internacional da Canção (1968), e “Tu Vais Voltar” que obteve o 4.º lugar nas Olimpíadas da Canção na Grécia (1968). Ainda como autor, conquistou por duas vezes o Festival da Canção da Figueira da Foz.
Nesta fase, foi muito produtiva a sua actividade como letrista, tendo escrito para nomes como António Calvário, Madalena Iglésias, Tony de Matos, Simone de Oliveira, Paula Ribas, Marco Paulo, Fernanda Batista, Fernanda Maria, Maria da Fé, Maria Armanda, Ada de Castro, Lenita Gentil, Florbela Queirós, Anabela, Natércia Maria, Mariema, José Bravo, Vitória Maria, Maria Lisboa, João Braga, Os Três de Portugal e Conjunto Sem Nome.
Em cinema, assinou os guiões dos filmes “Operação Dinamite” (1967) e “Bonança & Cª” (1969) de Pedro Martins.
Com o empresário Sérgio de Azevedo, regressou ao Teatro ABC com “É o fim da macacada” (1972), que escreveu com Gonçalves Preto e Rolo Duarte, e também encenou “Pró menino e prá menina” e “Tudo a Nu”, em que foi um dos autores e intérprete.
Tudo a Nu” estava em cena, com grande êxito, no Teatro ABC, no dia 25 de Abril de 1974. Com o final da censura, foram repostos os cortes efectuados pelos censores e modificado o nome para “Tudo a Nu com Parra Nova”.
Com a participação de nomes importantes do nosso espectáculo, como a bailarina Magda Cardoso, o coreógrafo Fernando Lima e o cenógrafo e figurinista Mário Alberto, foi um dos fundadores do Teatro Adoque, que provocou uma grande alteração no teatro de revista pós 25 de Abril.
Venceu a Grande Marcha de Lisboa, em 1981, com “Cantar Lisboa”, em colaboração com Gonçalves Preto, Braga Santos e Fernando Correia Martins. Foi o autor de “Vila Faia”, a primeira telenovela portuguesa, a que se seguiu “Origens” em 1983.
Regressou ao Parque Mayer, escrevendo – com Henrique Santana, Mário Zambujal, Rogério Bracinha e Augusto Fraga – a revista “Não batam mais no Zezinho”, no Teatro Maria Vitória (1985), que permaneceu dois anos em cena. Seguiu-se uma sucessão de revistas em que foi figura de topo.
Dirigiu e interpretou vários programas de televisão, como “Clubíssimo” (1988), “O canto alegre” (1989) e “Euronico” (1990). Em 1992, escreveu a telenovela “Cinzas” para a RTP. Em 1995, voltou a vencer a Grande Marcha de Lisboa, desta vez com música de Rui Serôdio.
Foi também autor de outras novelas e séries para televisão, como “Os Lobos” (1998), “Ajuste de Contas” (2000), “Ganância” (2001) e “O Olhar da Serpente” (2002).
Colaborou com a revista “Já Viram Isto?!...”, estreada em Outubro de 2006, onde apareceu uma nova equipa de criadores, cabendo-lhe a direcção, coordenação e encenação.
Em 2007, entrou na telenovela “Fascínios” da TVI, onde desempenhou o papel de João Andrade. Tem participações em episódios de “Casos da Vida” e “Bem Vindos A Beirais”.
Entre vários prémios conquistados, foi distinguido com a Medalha de Ouro de Mérito Cultural, atribuída pela Câmara Municipal de Lisboa. Também foi galardoado pela autarquia de Oeiras.
Na imprensa, colaborou no suplemento “A Mosca” do “Diário de Lisboa” e em “A Bola”, “Diário Popular”, “Capital”, “Jornal de Notícias”, “Norte Desportivo” e “Revista R&T”.
Casou a primeira vez em Março de 1969 com Colette Liliane Dubois, de quem se divorciou e de quem teve a sua única filha, a também actriz Sofia Nicholson. Casou pela segunda vez com a bailarina e igualmente actriz Magda Cardoso, de quem não teve descendência. Faleceu aos 77 anos de idade, no Hospital Curry Cabral.

terça-feira, 11 de abril de 2017

11 DE ABRIL - ARNOLD ULITZ

EFEMÉRIDEArnold Ulitz, escritor alemão, nasceu em Breslau (Silésia, Polónia) no dia 11 de Abril de 1888. Morreu em Tettnang, em 12 de Janeiro de 1971.
Filho de um empregado da Deutsche Reichsbahn, companhia de caminhos-de-ferro alemã, cresceu em Katowice juntamente com os irmãos Otto e Georg. Professor desde 1913, escreveu romances históricos, novelas e poemas.
Os seus romances estão impregnados com as impressões da sua participação na Primeira Guerra Mundial. Com o primeiro romance, “Ararat” (1920), tornou-se desde logo notado pelo seu estilo expressionista. No romance “Das Testament” (1924) mostra o mundo dos anos pós-guerra, drasticamente corrompido.
No fim dos anos 1920, as suas novelas foram incluídas em antologias, ao lado de Hermann Hesse, Heinrich Mann, Robert Musil e Stefan Zweig, entre outros escritores de nomeada.
Em 1933, os nazis, acabados de chegar ao poder na Alemanha, inscreveram “Ararat” na lista dos livros proibidos, o mesmo aconteceu com “Worbs” e “Das Testament”.
Juntamente com o realizador Luis Trenker, Arnold Ulitz escreveu o guião do filme “O Filho Pródigo” (1934).
Em 1939, publicou dois romances – “Der wunderbare Sommer” e “Der große Janja” – e uma novela – “Die Reise nach Kunzendorf” – onde fala do nazismo, mas com prudência ao fazer comparações históricas.
Em Fevereiro de 1945, fugiu com a família para Tettnang, a cidade natal da mãe. Depois do fim da Segunda Grande Guerra, passou a escrever menos. Notava-se nele uma desilusão e tristeza, por não poder voltar à Silésia, onde nascera. Deixou de frequentar também os meios literários.
Em 1962, juntamente com outras personalidades, foi galardoado com a mais alta condecoração da Landsmannschaft Schlesien. Em 1967, recebeu o Prémio Andreas Gryphius que era atribuído a escritores da Silésia.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

10 DE ABRIL - RUI MACHADO

EFEMÉRIDERui Machado, tenista profissional português, nasceu em Faro no dia 10 de Abril de 1984. Em 2011, tornou-se o jogador de ténis português com melhor ranking de sempre (59º) na ATP, superando Frederico Gil que atingira a posição 62º. Estas posições foram superadas posteriormente por João Sousa, que atingiu a 35ª.
Rui Machado é treinado pelo ex-tenista André Lopes, tendo iniciado a sua carreira profissional em 2002. Faz parte da equipa de Portugal na Taça Davis desde 2003.
No circuito Challenger, venceu oito torneios em singulares (Meknès e Atenas em 2009; Nápoles e Assunção em 2010; e Marraquexe, Rijeka, Poznań e Szczecin em 2011). Em pares, ganhou em Poznań (2010).
Em 2012, lesionado num joelho durante o Verão, encurtou a temporada e só voltou a jogar em Fevereiro de 2013, no circuito ITF, vencendo cinco torneios nesta categoria. No princípio de 2015, foi vencedor de três torneios consecutivos no Sri Lanka.

domingo, 9 de abril de 2017

9 DE ABRIL - NUNO MARQUES

EFEMÉRIDENuno Marques, ex-jogador profissional e actual treinador de ténis português, nasceu no Porto em 9 de Abril de 1970. Considerado por alguns como o melhor tenista português de todos os tempos, foi Campeão Nacional de Singulares quatro vezes e de Pares duas vezes.
Juntamente com Frederico Gil, Rui Machado e João Sousa, são os únicos tenistas portugueses a figurarem no Top 100 do Ranking ATP.
Nuno Marques teve a sua melhor posição de Singulares em Setembro de 1995 (86º), depois de atingir as meias-finais de um “125.000/USD” em Barcelona e de conquistar o “Azores Open”, uma competição de 50.000/USD. Em Pares, teve na 58ª posição mundial o seu melhor registo.
Fez parte da equipa portuguesa na Taça Davis durante 17 anos, de 1986 a 2002, tendo participado nos Jogos Olímpicos de Sydney (2000) e em 13 Grand Slam.
Em juniores, atingiu os quartos de final em Wimbledon e no US Open, em 1986, e no Rolamd Garros, em 1987.   
Venceu quatro torneios Challenger em Singulares (1889/96) e, em Pares, totalizou 19 títulos, entre 1991 e 2000.
Juntamente com João Cunha e Silva, é o jogador que mais tempo jogou como profissional. Nuno Marques, que é canhoto, seguiu depois a carreira de treinador.

sábado, 8 de abril de 2017

MARIA BETHÂNIA - "Sonho Meu"

8 DE ABRIL - ANDREW IRVINE

EFEMÉRIDE Andrew “Sandy” Irvine, alpinista britânico, nasceu em Birkenhead no dia 8 de Abril de 1902. Morreu no Monte Everest em 8 de Junho de 1924. Foi um dos alpinistas (o outro foi George Mallory) que tentaram realizar a primeira ascensão do Everest.
Irvine era um desportista e brilhava na Inglaterra, tendo sido membro da equipa que ganhou a Oxford and Cambridge Boat Race em 1923, enquanto estudava no Merton College em Oxford.
Possuía uma força e uma forma física excepcionais, além de uma capacidade surpreendente para reparar tudo o que se referia à mecânica. Durante a Primeira Guerra Mundial, ainda na escola, propôs às autoridades militares o desenho de um dispositivo que visava permitir que uma metralhadora disparasse de um avião sem atingir as pás das hélices. 
Em 1923, foi escolhido para uma expedição universitária ao Spitzenbergen, onde se salientou em todos os domínios. Foi então recomendado pelo líder, Noel Odell, para fazer parte da expedição ao Everest em 1924. Tinha então 21 anos.   
Ajudou bastante, fazendo inovações nas garrafas de oxigénio, melhorando a sua ligeireza, resistência e utilização. Era unanimemente admirado e respeitado pelos mais velhos, também pela sua generosidade. 
Em 8 de Junho de 1924, Mallory e Irvine tentaram atingir o topo do Everest pelo lado norte. O companheiro de expedição Noel Odell afirmou tê-los visto às 12h50m, na ascensão de uma das rotas principais da crista norte e «progredindo fortemente para o topo», mas nenhuma prova pôde demonstrar se eles o atingiram ou não. Nunca voltaram ao acampamento avançado, tendo sucumbido em algum lugar da montanha.
A descoberta em 1999 do corpo de Mallory a 8 209 metros de altitude, na face norte do Everest, relançou o debate mas os aparelhos fotográficos não foram encontrados. Eles seriam a prova que falta para confirmar o sucesso da missão. Até 2011, vários alpinistas tentaram, sem resultado, encontrar o corpo de Andrew Irvine e o seu material.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

7 DE ABRIL - NORMAN TAUROG

EFEMÉRIDE Norman Rae Taurog, cenarista e realizador norte-americano, morreu em Rancho Mirage, Califórnia, no dia 7 de Abril de 1981. Nascera em Chicago, no Illinois, em 23 de Fevereiro de 1899. Recebeu o Oscar de Melhor Realizador em 1931, com o filme “Skippy”.
Foi cenarista de quinze filmes (1920/1928). Em 1920/1922, co-realizou treze películas. Entre 1922 e 1968, realizou cerca de 170 filmes.
Foi o realizador mais jovem a conquistar um Oscar até 2017, ano em que perdeu o “recorde” a favor de Damien Chazelle, realizador de “La La Land”.
Em 1938, foi nomeado novamente para os Oscars, dessa vez com “Boys Town”. Pela sua contribuição para o cinema, Norman Taurog tem uma estrela na Calçada da Fama em Hollywood.
Norman já estava cego de uma vista quando realizou “Double Trouble” com Elvis Presley, em 1967. Ficou completamente cego dois anos mais tarde. Assim viveu até aos 82 anos (1981).

quinta-feira, 6 de abril de 2017

6 DE ABRIL - MERLE HAGGARD

EFEMÉRIDEMerle Ronald Haggard, cantor, guitarrista e compositor norte-americano, nasceu em Bakersfield no dia 6 de Abril de 1937. Morreu em Palo Cedro, em 6 de Abril de 2016, precisamente no dia do seu 79º aniversário.
Os pais partiram de Oklahoma durante a Grande Depressão. Neste período, uma grande parte da população de Bakersfield era composta de «refugiados económicos» de Oklahoma e dos Estados vizinhos.
Juntamente com Buck Owens, Haggard e a sua banda The Strangers ajudaram a criar o Bakersfield sound, um subgénero da música country caracterizada pelo som de guitarras Fender Telecaster.
A infância de Haggard foi bastante atribulada devido a morte do pai, quando ele tinha 9 anos. Esteve numa casa de correcção e foi preso diversas vezes. Fugiu de um centro de detenção. Foi apanhado e enviado para a Preston School of Industry, uma escola/prisão. Quinze meses depois, foi detido por ter batido num rapaz durante um assalto.
O irmão mais velho oferecera-lhe uma guitarra e contribuiu assim para a sua regeneração. Merle Haggard lançou-se numa carreira musical de sucesso, ganhando popularidade com as suas canções.
Sendo porém confrontado de novo com falta de dinheiro, voltou a ser preso por roubo em 1957. Foi enviado para a famosa prisão de San Quentin. O músico Johnny Cash veio à localidade dar um concerto. Vendo Cash actuar, Merle decidiu regenerar-se definitivamente e retomar a carreira de músico. Recomeçou os estudos e trabalhou numa fábrica de têxteis afecta à prisão. Passou a tocar e a cantar no grupo musical do estabelecimento prisional e foi libertado em 1960, beneficiando de uma amnistia do governador Ronald Reagan.
Entre os anos 1960 e 1980, teve 38 canções “Número Um” em diversas listas de Canções Mais Tocadas.
Recebeu muitas honrarias e prémios pelas suas músicas, incluindo o Prémio Kennedy (2010), o Grammy Lifetime Achievement Award (2006) e o BMI Award (2006). Faleceu, vítima de pneumonia, no seu rancho no norte da Califórnia.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

MERLE HAGGARD - "Okie From Muskogee" (Live)


5 DE ABRIL - SAUL BELLOW


EFEMÉRIDESaul Bellow, escritor judeu nascido no Canadá e naturalizado norte-americano, Nobel em 1976, morreu em Brookline no dia 5 de Abril de 2005. Nascera em Lachine, Montreal, em 10 de Junho de 1915.
Os pais tinham emigrado da Rússia para o Canadá em 1913. Bellow foi criado até aos nove anos, num bairro pobre de Montreal, habitado por russos, polacos, ucranianos, gregos e italianos. Depois da morte do pai em 1924, a família foi para Chicago.
Se bem que não seja considerado um autor de escrita autobiográfica, as suas raízes canadianas reflectem-se no primeiro romance “The Dangling Man” (1944). A sua herança judia e os numerosos divórcios ajudaram-no igualmente a criar vários personagens.
A morte da mãe, quando ele tinha 17 anos, provocou-lhe um choque emocional muito profundo. Em 1933, ingressou na Universidade de Chicago. Estudou depois Antropologia e Sociologia na Northwestern University, sendo diplomado em 1937.
Durante umas férias de Natal, Bellow apaixonou-se, casou-se e abandonou os estudos de doutoramento na Universidade de Wisconsin, para se tornar escritor. Levou no entanto vários anos para publicar o seu primeiro livro e, entretanto, ensinou no Pestalozzi-Froebel Teachers' College de Chicago (1938/42). Nos dois anos seguintes, trabalhou no departamento editorial da Encyclopædia Britannica.
Em 1944/45, serviu na marinha mercante americana. Depois da guerra, voltou ao ensino, desempenhando várias funções nas universidades de Minnesota, Nova Iorque, Princeton e Porto Rico.
De 1960 a 1962, foi co-editor da revista literária “The Noble Savage” e, em 1962, tornou-se professor no Committee of Social Thought da Universidade de Chicago.
Obteve por três vezes o National Book Award, com “As aventuras de Augie March” (escrito em França, 1953), “Herzog” (1964) e “O Planeta de M. Sammler” (1969). Foi considerado «o melhor escritor americano da sua geração».
Recebeu o Prémio Internacional de Literatura em 1965 e o Nobel de Literatura de 1976, sendo ainda premiado com o Guggenheim Fellowship e com a Medalha Nacional de Artes.
As suas obras retratam cinco décadas de experiência americana, da depressão dos anos 1930 ao novo mundo do poder, riqueza, egoísmo arrogante e divisão social na América, no qual a inteligência tem de lutar contra o materialismo. Bellow resumiu isto no seu mais brilhante romance, “Herzog”, que é o retrato de um intelectual do final do século XX, pintado de forma tragicómica, discutindo a sorte com os grandes filósofos da modernidade. Numa época que ele viu como sendo de massificação social, luxo desordenado, individualismo fútil e falência cultural, o seu trabalho e os seus heróis lutam para chegar a um humanismo contemporâneo.
Após vários casamentos e divórcios, Saul Bellow estava casado com uma ex-aluna, trinta anos mais nova, quando faleceu aos 89 anos.

terça-feira, 4 de abril de 2017

4 DE ABRIL - FRANCISCO MARTO

EFEMÉRIDEFrancisco de Jesus Marto, um dos três pastorinhos que afirmou ter visto Nossa Senhora na Cova da Iria, em Fátima, entre 13 de Maio e 13 de Outubro de 1917, morreu em Ourém no dia 4 de Abril de 1919. Nascera em Fátima, em 11 de Junho de 1908.  
Francisco era uma criança típica do Portugal rural da época. Como não era obrigatório, não frequentava a escola e trabalhava como pastor em conjunto com a sua irmã Jacinta e a prima Lúcia. Após os eventos que viriam a ser conhecidos como as “aparições de Fátima”, Francisco ingressou no ensino primário, mas acabou por deixar de assistir às aulas.
De acordo com as memórias de Lúcia, Francisco era um rapaz muito dado, mas calmo. Gostava de música, mostrando habilidade para tocar pífaro. Sendo muito independente nas opiniões, era – no entanto – pacificador e mostrava-se muito respeitoso pelas pessoas. Os animais não escapavam à sua caridade.
Na sequência das aparições, o comportamento dos dois irmãos alterou-se e, desde então, Francisco passou a preferir rezar sozinho. Marcado pelas palavras de Nossa Senhora para «que não ofendam mais a Deus», ele procurava a solidão «para consolar Jesus pelos pecados do mundo».
As três crianças, particularmente Francisco, tinham o costume de praticar mortificações, mas Nossa Senhora, numa das suas aparições, pedira moderação. Contudo, como penitência, Francisco deixou de ir à escola e escondia-se para fazer reparação pelos pecadores.
É possível que os prolongados jejuns a que se submetia o tenham enfraquecido, a ponto de sucumbir à epidemia gerada pela gripe espanhola que assolou a Europa em 1918, depois da Primeira Guerra Mundial. Faleceu em sua casa, antes de completar onze anos de idade.
Francisco e a irmã foram beatificados pelo Papa João Paulo II em 13 de Maio de 2000. O Papa Bento XVI visitou Fátima dez anos depois. A sua canonização, que foi anunciada pela Santa Sé em 23 de Março de 2017, depois do reconhecimento de um milagre obtido por sua intercessão, poderá ser celebrada em 13 de Maio próximo, quando da visita a Fátima do Papa Francisco por ocasião do centenário das aparições. 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

3 DE ABRIL - JEAN EPSTEIN

EFEMÉRIDEJean Epstein, ensaísta e realizador de cinema francês, morreu em Paris no dia 3 de Abril de 1953, vítima de hemorragia cerebral. Nascera em Varsóvia, em 25 de Março de 1897.
Filho de mãe polaca e de pai francês, de origem aristocrática, foi educado na Suíça, onde frequentou a escola secundária. Estudou depois Medicina em França, na Universidade de Lyon.
Apaixonou-se pela literatura e pelo cinema. Amante da filosofia e da poesia, influenciado pelas teorias do cineasta francês Louis Delluc e ajudado por Blaise Cendrars, publicou em 1921 a sua primeira obra teórica (“Bonjour Cinéma”), caracterizada por uma exposição algo «lírica e poética das suas ideias» sobre cinema.
Frequentou vários meios intelectuais franceses e publicou diversos artigos e ensaios: “La Lyrosophie”, “Le Cinématographe vu de l'Etna” e “Le Cinéma du diable”, entre outros. Antecipou em quarenta anos, juntamente com Abel Gance e Marcel L'Herbier, o movimento da Nouvelle Vague.
Em 1922, realizou – em colaboração com Jean Benoît-Lévy – a sua primeira obra cinematográfica, um documentário sobre a vida de Pasteur e, no ano seguinte, “Coeur Fidèle”, um filme em que pôs em prática as suas teorias. Toda a sua obra será marcada por essa tendência. Os seus primeiros filmes inspiram-se em obras de Balzac, Alphonse Daudet, George Sand e Edgar Allan Poe.
Assinou em 1923 um contrato com a produtora francesa Pathé, mas desvinculou-se três anos depois para fundar a sua própria empresa, a Films Jean Epstein. Fez em 1928 um filme impressionista que contribuiu para o seu sucesso: “La Chute de La MaIson d’Usher”, adaptação de Poe.
Co-realizou com Maurice Mariaud, um dos realizadores franceses que trabalharam em Portugal na década de 1920, “La Goute de Sang”. Foram Robert Flaherty, José Leitão de Barros e Epstein os pioneiros da etnoficção, género que Jean Rouch explorará, com método científico. Epstein interessava-se pela antropologia, filmando na Bretanha películas sobre temas marítimos, tal como Leitão de Barros fez em Portugal.
Pondo de parte o esteticismo, entregou-se – a partir de 1929 – ao documentário social e fez experiências ousadas no domínio da antropologia visual.
Só depois de terminada a guerra, conseguiu voltar a filmar a seu gosto. “Le tempestaire” é uma síntese da sua inspiração realista e das suas pesquisas formais.
Ficou conhecido pelas suas apostas experimentalistas e vanguardistas e pelas suas teorias sobre a sétima arte.
A Cinemateca Francesa homenageou-o, dando o seu nome a uma das suas salas de projecção.

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
- Lisboa, Portugal
Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muito mais...