sábado, 30 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - James Byron Dean, actor americano, morreu em Salinas na Califórnia em 30 de Setembro de 1955, vítima de um acidente de automóvel.
Nascera em Marion, Indiana, no dia 8 de Fevereiro de 1931, tendo morrido portanto com 24 anos, o que não o impediu de ser considerado uma lenda e a personificação da rebeldia e das angústias próprias da juventude dos anos cinquenta.
Começou a sua carreira actuando num bar, fazendo depois séries de televisão e igualmente Teatro, o que o propulsionou para o Cinema.
Fora do ambiente cinematográfico, era conhecido por uma vida social muito agitada e por um enorme fascínio por carros velozes.
Já postumamente (a primeira vez que isto aconteceu), foi nomeado duas vezes para os Óscares.
Entre os filmes que fez, destacam-se A Leste do Paraíso, Fúria de Viver, e O Gigante. Para «A Leste do Paraíso», o realizador Elia Kazan procurava um intérprete para o papel de Cal Trask. Depois de várias sessões de casting, sobraram dois candidatos, ele e Paul Newman, ainda um desconhecido na época. James Dean foi o escolhido e foi assim que deixou Nova Iorque com destino a Los Angeles.
Durante as filmagens de «Fúria de Viver» apaixonou-se pelo automobilismo, comprou um Porsche e, depois, ganhou algumas corridas.
Em «O Gigante», contracenava com Elizabeth Taylor e Rock Hudson, mas a maioria das críticas da época consideravam-no a verdadeira estrela do filme, embora não tendo o papel principal. Duas semanas antes de acabar este filme deu-se o acidente e, por isso, a voz que se ouve nele já não é a de James Dean.
Contrariamente ao que a maioria das pessoas julga, Dean não seguia em excesso de velocidade. Seguia a 88 km/h e foi a outra viatura, que não tinha prioridade e vinha em louca correria conduzida por um jovem estudante, que foi a culpada do acidente.
Uma das suas frases foi premonitória: «A única grandeza para um homem é a imortalidade. É preciso viver depressa, morrer jovem e tornar-se num belo cadáver».

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

«Choque tecnológico» na Ásia...
Boi safado...
- Da próxima vez, veja bem onde caga!
Shakira - Vale a pena ver… e rir:

http://video.google.com/videoplay?docid=8718728501056290731
EFEMÉRIDE - Joaquim Maria Machado de Assis, um dos maiores escritores não só do Brasil mas do mundo, sobretudo no que respeita a romances e contos, faleceu no Rio de Janeiro em 29 de Setembro de 1908. Nascera, também no Rio, em 21 de Junho de 1839.
Escreveu obras inesquecíveis, tais como Memórias póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba e vários livros de contos, entre eles, Papéis avulsos, no qual se encontra uma das suas obras-primas, o conto O alienista, que discute a loucura. Também escreveu poesia e foi crítico literário, além de ser um dos criadores de crónicas, no Brasil. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, sendo aclamado como seu primeiro presidente.
Era filho de Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado, uma portuguesa da Ilha de São Miguel. De saúde frágil, epiléptico, gago, sabe-se pouco da sua infância e do início da juventude. Ficou órfão de mãe muito cedo, não frequentou escola regular e, em 1851, com a morte do pai, a sua madrasta empregou-se como doceira num colégio de bairro e Machadinho, como era conhecido, tornou-se vendedor de doces.
Mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender e tornou-se, ainda bastante jovem, num dos maiores intelectuais do país. Aprendeu francês e inglês, que dominava fluentemente e, sozinho, estudou alemão.
De origens humildes, Machado de Assis iniciou a sua carreira trabalhando como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Oficial e mais tarde como jornalista.
Aos 15 anos, estreara-se na literatura, com a publicação do poema "Ela" na revista Marmota Fluminense. Continuou a colaborar intensamente em jornais, como cronista, contista, poeta e crítico literário, tornando-se respeitado como intelectual, antes mesmo de se firmar como grande romancista.
Data de 1864 a sua estreia em livro, com Crisálidas (poemas).
Em 1869, casou-se com a portuguesa Carolina Xavier de Novaes e , em 1904, quando ela morreu, Machado de Assis escreveu um de seus melhores poemas, Carolina, em homenagem à falecida esposa. Muito doente, solitário e triste, Machado de Assis morreu quatro anos mais tarde, legando à humanidade uma importante obra literária.

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - André Breton, escritor francês, poeta e teórico do surrealismo, morreu em Paris no dia 28 de Setembro de 1966. Nascera em Tinchebray, Orne, em 18 de Fevereiro de 1896.
Em 1919, Breton fundou, com Louis Aragon e Philippe Soupault, a revista Littérature. Em 1920 aderiu ao grupo Dada, descobriu o automatismo como meio de renovar a arte e leu com paixão Rimbaud. Em 1924, publicou o Primeiro Manifesto Surrealista.
Animado por uma ardente vontade de acção, a sua rebeldia inata levou-o a várias posturas revolucionárias, tendo publicado as revistas La Révolution Surréaliste e Le Surréalisme au Service de la Révolution. O surrealismo, porém, não se podia submeter a nada nem a ninguém e, por isso, as suas relações com o Partido Comunista, ao qual aderira, foram sempre difíceis.
Paralelamente à sua acção política, Breton prosseguiu a sua investigação sobre o homem e o mundo. O encontro amoroso com Nadja e a experiência vivida com esta jovem mulher inspiram-lhe a escrita de Nadja, que foi a única obra verdadeiramente grande de Breton. Uma peça interessante e característica do surrealismo é também O Amor Louco.
Sob o seu impulso, o surrealismo tornou-se um movimento europeu que abrangeu todos os domínios da arte e pôs profundamente em questão o entendimento humano e o olhar dirigido às coisas e aos acontecimentos.
Descontente com o governo colaboracionista de Vichy, refugiou-se na Martinica, nos Estados Unidos da América (1941) e no Canadá, voltando a Paris só em 1946, onde continuaria até ao fim da vida animando um segundo grupo surrealista, constituído sobretudo por alguns jovens discípulos.
O mais valioso do seu incessante labor foi ter contribuído para fazer do surrealismo o encontro do aspecto temporal do mundo com os valores eternos: o amor, a liberdade, a poesia.



CAMPISMO
Duas bichas "fashion" foram acampar nas margens de um rio. Elas caminharam alegremente com suas camisas "Armani", bermudas "Versace", mochilas"Victor Hugo" e botinhas "Calvin Klein" o dia inteiro. Cansadas, resolveram acampar e quando terminaram de armar a barraca, já era noite e as meninas exaustas resolveram, então, ir para a cama. Então a mais aventureira delas disse:
- Imagine!!! Com um LUUUUXOOOO de céu estrelado desses você acha mesmo que euzinha vou dormir dentro dessa barraquinha HORROOOROOOSA, minúscula e sem graça?A outra, preocupada.- Mas pode ser perigoso. É melhor ficarmos juntinhas aqui mesmo.E a corajosa:- FUI!Uma ficou na barraca e a outra foi dormir nas margens do rio. Acontece que durante a noite veio um jacaré enorme, MÓIINTO grande mesmo e CRAAAAUUUU, comeu a coitada da bicha numa única mordida, somente deixando fora a cabeça com seu boné da "Yves Saint Laurent". Na manhã seguinte, a bicha sensata se levanta:- Bom dia sol, bom dia flores, bom dia natureza…E correu para ver a amiga. Chegou pertinho do rio e viu o jacaré parado, barrigão para cima, todo feliz, e só a cabeça da bicha para fora da boca do animal... Olhou, olhou e exclamou:
- GEEENTEEEEMMM!!! AGORA VOCÊ ARRRASOUUUUUUUUU!!!! É UM ESCÂNDALO ESSE TEU SACO DE DORMIR DA LACOSTE!

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Edgar Degas, pintor, escultor e fotógrafo francês, morreu em Paris no dia 27 de Setembro de 1917. Nascera, também em Paris, em 19 de Julho de 1834.
Fez parte do movimento impressionista, que se tinha formado em França no último terço do século XIX, como reacção à pintura académica da época.
Depois dos seus estudos secundários, começou a frequentar o Gabinete de Estampas da Biblioteca Nacional. Desenhador incansável, ali copiou obras de Paul Véronèse, Francisco Goya, Rembrandt e outros.
Passava também muito tempo no Louvre, fascinado pelos pintores italianos, holandeses e franceses.
Em 1855, começou a seguir cursos na Escola de Belas Artes de Paris e fez numerosas viagens a Itália para ver de perto a arte dos grandes mestres, de Sandro Botticelli a Raphaël.
Apesar das suas idas à Província e ao Estrangeiro, era Paris que contava essencialmente para Degas e, em Paris, o bairro de Montmartre.
A partir de 1875, em virtude de grandes dificuldades económicas, fez da pintura o seu ganha-pão. Nos anos 1880, com a visão a declinar, Degas privilegiou o pastel, ao qual misturava por vezes o carvão e o guache. No fim do século, quase cego, dedicou-se quase exclusivamente à escultura.
A partir de 1905, confinou-se ao seu atelier, lutando contra a senilidade que o atormentava. Morreu de congestão cerebral, com a idade de 83 anos. No ano seguinte, as obras acumuladas ao longo dos anos e a sua importante colecção foram dispersas e vendidas em leilões.
Se bem que hoje seja célebre, Degas ainda é um «mal-amado» em relação a Vincent Van Gogh, a Paul Gauguin e mesmo a Henri de Toulouse-Lautrec. A posteridade fez-lhe a vontade: «Quero ser ilustre e, ao mesmo tempo, desconhecido.».

terça-feira, 26 de setembro de 2006

in «Público» de hoje
(cliquar para aumentar a gravura)
Conselho...

EFEMÉRIDE - Thomas Stearns Eliot, famoso poeta modernista, dramaturgo e crítico literário americano, naturalizado britânico em 1927, nasceu em Saint Louis, no Missouri, em 26 de Setembro de 1888, tendo falecido em Londres, vítima de um enfisema, no dia 4 de Janeiro de 1965. Em 1948, ganhou o Prémio Nobel de Literatura, como pioneiro da poesia moderna.
Começou a estudar em St Louis e depois passou por variadíssimos estabelecimentos de ensino em Massachusetts, Boston, Havard, onde publicou os seus primeiros poemas, Sorbonne em Paris, antes de voltar a Havard para prosseguir os estudos de filosofia.
Em 1914, obteve uma bolsa para estudar em Oxford. Visitou a Alemanha e previu passar aí um trimestre, no Verão, na Universidade de Marburgo. A Primeira Grande Guerra impediu-o porém de concretizar este objectivo e regressou a Inglaterra.
T. S. Eliot, depois da guerra, nos anos «20», passou muito tempo com outros grandes artistas em Montparnasse, Paris. A poesia francesa exerceu grande influência na sua obra, sobretudo a de Charles Baudelaire, cujas imagens da vida em Paris serviram de modelo para a imagem de Londres descrita por Eliot.
Foi escolhido para fazer parte do comité de tradução da Bíblia para inglês moderno.
Recebeu a Ordem do Mérito inglesa em 1948, o oficialato da Legião de Honra em 1951, O Prémio Goethe também em 1951 e a Medalha Dante em 1959.
PASSATEMPO

Desafio-vos a aguentar mais de 30 segundos.
A força aérea americana obriga a que se consigam 2 minutos.
O objectivo é conseguir mover o quadrado vermelho sem que ele toque nas peças azuis, nem na parede:
http://uk.download.yahoo.com/ne/fu/dodge.html

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Nunca mais é meio-dia!!

EFEMÉRIDE - Belarmino Maria Austregésilo Augusto de Athayde, professor, jornalista, cronista, ensaísta e orador brasileiro, nasceu em Caruaru, Pernambuco, no dia 25 de Setembro de 1898. Morreu no Rio de Janeiro, quando estava a doze dias de completar 95 anos (13 de Setembro de 1993).
Formou-se em Direito e trabalhou sobretudo como jornalista. Em 1948, fez parte da delegação brasileira na III Assembleia-Geral das Nações Unidas, realizada em Paris, e integrou a Comissão Redactora da Declaração Universal dos Direitos do Homem, em cujos debates desempenhou papel decisivo
Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 1951, tornando-se presidente da Instituição, de 1959 até ao final da vida.
Foi colaborador dos jornais A Tribuna, O Jornal e O Correio da Manhã, tendo sido director dos dois primeiros. Foi também tradutor na agência de notícias Associated Press.
A sua declarada oposição à revolução (1930) e o apoio ao movimento constitucionalista de São Paulo (1932) levou-o à prisão e ao exílio na Europa e depois na Argentina. Permaneceu muitos meses em Portugal, Espanha, França e Inglaterra e, depois, foi para Buenos Aires, onde residiu dois anos (1933-1934).
De volta ao Brasil, entrou para os Diários Associados como articulista, foi director do Diário da Noite e redactor-chefe de O Jornal, do qual foi o principal editorialista. Também escreveu semanalmente na revista O Cruzeiro e, pela sua destacada actividade jornalística, recebeu em 1952, na Universidade de Columbia, EUA, o Prémio Maria Moors Cabot.
Deixou uma obra literária pequena e, no entanto, é quase impossível que haja, na história da literatura e mesmo do jornalismo do Brasil, alguém que tenha escrito mais do que ele. Gabava-se de ser o mais antigo editorialista e articulista em actividade em todo o mundo. "Não me interesso em publicar livros", disse ele, em entrevista. "Como jornalista, eu fiz literatura. Sou jornalista e quero ser jornalista, intérprete do meu tempo e profeta do futuro de meu País."

domingo, 24 de setembro de 2006

NO BERÇÁRIO…

No berçário, o menininho assedia a menininha:
- Olá, vens sempre aqui?
- Só quando eu nasço!
- Eu também!
E pouco depois:
- Eu sou um menino!
- Como sabes?
- Espera só a enfermeira sair que eu te mostro.
Assim que a enfermeira sai:
- Pronto, ela já saiu - diz a menina.
- Agora me mostra como descobriste que és um menino!
O menino levanta a coberta e diz:
- Olha aqui pra baixo...
- Tô olhando, o que é que tem?
- Tás vendo meu sapatinho? É azul!
.
(do Grupo Casa Das Letras E Das Artes - Silvana)
ARCO-ÍRIS
(quadras)

No arco-íris da vida
As cores são o que são
O roxo é despedida
Vermelha é a paixão

Arco-íris espelhado
Nos olhos duma criança
É presente desejado
Neste Mundo sem esperança

O verde é uma esperança
O Vermelho é sua voz
Arco-íris é criança
Que existe dentro de nós


Gabriel de Sousa




EFEMÉRIDE - Pedro Almodóvar Caballero, cineasta espanhol, nasceu em Calzada de Calatrava no dia 24 de Setembro de 1951. Foi o primeiro espanhol a ser nomeado para o Óscar de melhor director.
Aos 8 anos, a família mudou-se para a Estremadura, onde fez os seus estudos, em duas escolas religiosas. Aos 16 anos, deixou a família para se instalar em Madrid, onde chegou sem dinheiro nem trabalho, mas com um projecto muito concreto: estudar e fazer cinema. Não pôde porém inscrever-se na Escola Oficial de Cinema, porque Franco acabara de a encerrar. Apesar da ditadura que asfixiava o país, Madrid representava, para um adolescente provinciano como ele, a cultura, a independência e a liberdade.
Antes de dirigir filmes, foi funcionário de uma companhia telefónica, desenhador, actor de teatro vanguardista e cantor de uma banda de rock. Com o primeiro dinheiro ganho, comprou uma máquina de filmar super 8 e começou a rodar os primeiros filmes. Colaborou também em diversas revistas underground e escreveu várias novelas.
À medida que fazia os seus filmes, o sucesso iacrescendo . «Mulheres à beira de um ataque de nervos» (1988) trouxe-lhe a notoriedade além-fronteiras e, com «Tudo sobre a minha mãe», ganhou dezenas de prémios e o reconhecimento unânime.
Uma das suas actrizes favoritas, Victoria Abril, graças aos filmes de Almodóvar, tornou-se conhecida em todo o Mundo.
Pedro Almodóvar faz parte de um grupo restrito de cineastas, que consegue conciliar o sucesso popular e o cinema de autor, anti-conformista e independente.
Foi o «melhor realizador» no Festival de Cannes em 1999, ganhou o Óscar do melhor filme estrangeiro em 2000 e o de Óscar do melhor cenário em 2003.

sábado, 23 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Ray Charles Robinson, considerado um dos maiores génios da música negra americana, cantor e pianista de jazz, country, gospel, blues e soul, nasceu em Albany no dia 23 de Setembro de 1930, tendo morrido em Beverly Hills em 10 de Junho de 2004.
Viu um seu irmão de três anos morrer afogado sem lhe poder acudir e cegou aos sete anos de idade em razão de um glaucoma.
Aos quinze anos, ao perder a mãe, deixou a instituição, onde estava a ser educado e onde aprendera música, e começou a trabalhar como músico, percorrendo várias cidades americanas.
Ray Charles iniciou verdadeiramente a sua carreira, no final dos anos 40, a tocar piano e a cantar em grupos de gospel, mas em breve trocaria este tipo de canções por baladas profanas.
Apesar de problemas com drogas que lhe prejudicaram a carreira, as suas interpretações foram sempre muito apreciadas, quaisquer que fossem as músicas que cantava. Uma "aura" de genialidade reconhecida acompanhou-o até ao fim da vida e, mais do que os últimos álbuns que gravou, era nas suas apresentações ao vivo que o seu talento era mais apreciado.
Nos anos 1980, começou o declínio, muito embora Ray Charles recusasse acabar com a sua carreira.
Recebeu doze Grammy Awards, a sua canção «Georgia On My Mind» foi consagrada como hino oficial do Estado da Geórgia em 1979 e, em 1986, foi nomeado Cavaleiro das Artes e das Letras.
Foi pai de doze crianças com sete mulheres diferentes. Morreu com 73 anos, vítima de uma doença no fígado.

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, mais conhecido por Gonzaguinha, cantor e compositor brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 22 de Setembro de 1945. Morreu, ainda novo, em Minas Gerais, no dia 29 de Abril de 1991, vítima de um acidente de automóvel.
A sua infância foi passada no morro de São Carlos, no bairro do Estácio, onde conviveu com a miséria, a falta de infra-estruturas e todas as dificuldades que existem numa favela.
Gonzaguinha iniciou a sua carreira artística em 1968, no Movimento Artístico Universitário, MAU, um movimento de esquerda, o que gerou um mau relacionamento com o seu pai adoptivo, Luiz Gonzaga - o Rei do Baião, que tinha simpatia pelos militares.
Participou em vários festivais e as suas letras, sempre com forte pendor social, tinham enorme êxito. Em 1973, apresentou-se no programa de Flávio Cavalcante e causou grande espanto pelo teor das suas canções, que eram agressivas e irónicas. Recebeu uma advertência da censura.
Elis Regina, Simone e Maria Bethânia cantaram composições suas. Com o passar do tempo, percebeu que as suas letras não alcançavam todo o público e começou a escrever coisas mais leves. De certa forma, a situação tinha mudado e o discurso adaptou-se às circunstâncias.
Conheceu grandes sucessos sobretudo na voz de Maria Bethânia, a sua maior intérprete, sendo inúmeras as canções por ela gravadas, principalmente nos anos 70 e 80. Entre elas Grito de Alerta, O que é o que é, Começaria tudo outra vez e Explode Coração.
Gonzaguinha lançou dezenas de discos, numa carreira de mais de vinte anos, precoce e tragicamente interrompida.

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

Tempos Modernos...
Eça de Queiroz - Sempre actual!

EFEMÉRIDE - Henry Marie Joseph Frédéric Expedite Millon de Montherlant, romancista, ensaísta, dramaturgo e académico francês, morreu em Paris no dia 21 de Setembro de 1972. Nascera em 20 de Abril de 1895.
Provindo de uma família nobre, cedo decidiu dedicar-se à literatura, começando por escrever um diário íntimo, que nunca publicou e foi mesmo destruído no fim da sua vida.
Sua mãe deu-lhe a ler o livro Quo Vadis?, que marcará o seu futuro e lhe fornece os temas que vai abordar ao longo da sua obra (a amizade, os touros, Roma e o suicídio).
Admirador das civilizações da bacia mediterrânica (Roma antiga, Espanha, civilização árabe), fez para ali numerosas viagens, tendo vivido mesmo alguns anos na Algéria colonial
Patriota e anti-colonialista, descreveu no livro «Le Songe» a coragem e a amizade dos combatentes e em numerosos artigos e obras defendeu a luta contra a Alemanha nazi.
L'«Équinoxe de Septembre» foi interdito pelo ocupante alemão e «La Rose de Sable», em que descrevia os excessos da França colonial, foi censurado durante trinta anos, só sendo publicado integralmente em 1968.
Depois da Segunda Guerra Mundial dedicou-se ao teatro e também ao desenho, sobretudo cenas de tauromaquia e nus femininos e masculinos. Abandonou o desenho, dizendo que «tudo o que não fosse literatura e prazer era tempo perdido».
Ficando quase cego, depois de um acidente, suicidou-se em 1972 no seu domicílio em Paris, «para escapar à angústia de ficar completamente cego».
André Gide disse que ele era um «Senhor das Letras». Tinha sido eleito em 1960 para a Academia Francesa, sem que o tenha pedido expressamente.

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Johan Julius Christian Sibelius, compositor de música clássica finlandês, morreu em Jarvenpaa, no dia 20 de Setembro de 1957. Nascera na Finlândia, então parte do Grão-ducado da Finlândia, controlado pela Rússia, em 8 de Dezembro de 1865, tendo adoptado mais tarde o nome de um tio seu, Jean Sibelius.
Estudou piano e violino, além de composição. Em 1885 ingressou na Universidade de Helsínquia para cursar Direito, mas desistiu no ano seguinte, pois paralelamente tinha frequentado o Conservatório da mesma cidade.
Foi depois para Berlim e Viena e a sua música foi considerada sinónimo da identidade cultural finlandesa. Aliás o seu trabalho mais conhecido é o poema sinfónico Finlândia, música escrita em 1899, ano em que os protestos do povo finlandês contra a autocracia russa atingiam o auge. «Finlândia» tornou-se o hino da resistência de um povo que lutava pela sua independência.
Aos trinta e cinco anos, Sibelius já era famoso e havia estreado duas Sinfonias e um Concerto para violino.
Numerosas sinfonias suas são inspiradas no folclore da Finlândia. Morreu a menos de três meses de completar 92 anos.

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Até o bebé tem medo do papão...
EFEMÉRIDEPaulo Freire, pedagogo brasileiro, nasceu no Recife em 19 de Setembro de 1921. Morreu no dia 2 de Maio de 1997 em São Paulo.
Foram os seus pais que lhe inculcaram desde bastante cedo a importância do diálogo e do respeito pela opinião dos outros, que ele iria aplicar na aproximação pedagógica dos adultos.
A família sofreu as consequências da grande Depressão dos anos 20 e só quando a situação financeira se restabeleceu, ele se pôde inscrever na Universidade do Recife para estudar Direito, exercendo simultaneamente a profissão de professor de Português.
Apesar da sua formação em Direito, lia muitas obras sobre Pedagogia, Filosofia e Sociologia da Educação. Logo que acabou o curso foi trabalhar na «Assistência Social» e, mais tarde, foi Director do Departamento de Educação, Cultura e Trabalho Social do Estado de Pernambuco. Esteve, assim, desde logo em contacto com os mais pobres dos centros urbanos e lançou as bases da sua dialéctica pedagógica da educação de adultos.
Nos anos 60 foi nomeado Director de um serviço na Universidade do Recife e elaborou um programa de alfabetização sobretudo para os milhares de camponeses do Nordeste.
Em 1964, um golpe de estado derrubou o governo e todos os movimentos progressistas foram eliminados. Paulo Freire foi preso, acusado de actividades subversivas e interrogado durante setenta dias. Foi este o acontecimento determinante para ele começar a redacção da sua obra «A Educação como prática da Liberdade». Foi expulso para o Chile, onde trabalhou durante cinco anos num programa de alfabetização, tendo a UNESCO reconhecido então os esforços deste país na matéria.
Nos anos 70, Paulo Freire entrou em contacto com outras realidades: as revoltas estudantis, a luta pela integração dos negros e a oposição à guerra do Vietname, nos Estados Unidos. Descobriu assim que a repressão e exclusão dos desfavorecidos não eram apanágio do Terceiro-Mundo.
Em 1980, voltou ao Brasil onde desenvolveu uma intensa intervenção socio-educativa, participando também activamente na vida política.
Em 1989, tornou-se Secretário da Educação no Município de São Paulo e dirigiu a reforma escolar. Em dois anos e meio tentou transformar profundamente todo o sistema. Procurou por exemplo melhorar as escolas e as suas infra-estruturas escolares e pedagógicas. Procurou igualmente melhorar os salários dos professores e renovar os Programas.
Morreu pouco depois da publicação do seu último livro – a Pedagogia da autonomia.

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Greta Garbo, de seu verdadeiro nome Greta Lovisa Gustafsson, actriz sueca, nasceu em 18 de Setembro de 1905 em Estocolmo, tendo falecido em 15 de Abril de 1990.
Foi conhecida como «a Divina» e Federico Fellini disse dela: «Greta foi a fundadora de uma ordem religiosa chamada Cinema».
O pai de Greta Gustafsson morreu quando ela tinha catorze anos, o que a obrigou a deixar a escola e a procurar emprego. Trabalhou num armazém de moda onde chegou a posar como modelo para publicidade. Um realizador destes filmes publicitários descobriu o seu talento em 1920, e no ano seguinte convidou-a para um primeiro filme em que ela representou em fato de banho.
Entrou depois na Academia Real de Arte Dramática de Estocolmo onde estudou durante quatro anos. Em 1924 fez um filme onde, pela primeira vez, apareceu sob o nome artístico de Greta Garbo. O filme foi um fracasso, mas o mesmo não se pôde dizer da sua actuação.
Partiu para Hollywood, seguiu um regime de emagrecimento, mudou o visual e o cabelo e fez as suas primeiras aparições em filmes mudos (1926/27) com grande sucesso. Em breve, seria a artista mais bem paga da América. Greta Garbo não parou com o fim do cinema mudo, sendo uma das raras estrelas a fazer com êxito a transição para o cinema falado.
Sempre que alguma coisa lhe desagradava ameaçava voltar para a Suécia… A sua representação em Mata Hari, em 1932, consagrou-a como sedutora. Nesse mesmo ano zangou-se com a produtora MGM e esteve ausente dos ecrãs durante dois anos. A reconciliação trouxe-lhe um controlo total sobre os filmes em que participava. Era ela mesmo que escolhia os seus parceiros. Gostava da solidão, concedia poucas entrevistas e autógrafos, nunca assistia às estreias e não respondia aos seus fãs.
Depois do relativo fracasso do seu último filme Two Faced Woman, em 1941, pôs fim definitivamente à sua carreira.
Greta conseguiu resguardar a sua vida privada e só em 2005, no centenário do seu nascimento, algumas cartas pessoais vieram mostrar que a razão porque tinha ficado solteira toda a vida tinha sido o seu amor homossexual pela actriz sueca Mimi Pollak.
Naturalizara-se americana em 1951, mas quis que as suas cinzas fossem enviadas para a Suécia.
Uma estrela com o seu nome foi colocada no «Passeio da Fama» em Hollywood. Em 1955, recebera um Óscar de honra pelo conjunto da sua carreira.

domingo, 17 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - José Régio, escritor português, de seu nome verdadeiro José Maria dos Reis Pereira, nasceu em Vila do Conde no dia 17 de Setembro de 1901. Começou os estudos na sua terra natal, continuando depois a estudar no Porto. Aos dezoito anos foi para Coimbra, onde se licenciou em Filologia Românica. Viveu depois a maior parte da sua vida em Portalegre, exercendo a profissão de professor, e veio a morrer em 22 de Dezembro de 1969 na Vila onde nascera.
Fundou em 1927 a revista Presença, que marcou o segundo modernismo português, do qual Régio foi o principal impulsionador e ideólogo. Para além da contribuição para esta revista, ainda escreveu para vários jornais e revistas, como por exemplo o Diário de Notícias, a Seara Nova e o Comércio do Porto.
Foi activo opositor à ditadura de Salazar, tendo sido membro do Movimento de Unidade Democrática (MUD) e apoiado a candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República (1958).
Da obra de José Régio fazem parte romances, peças de teatro, poesias e ensaios, tendo-se estreado em 1926 com o livro Poemas de Deus e do Diabo.
É considerado, por alguns, como um dos maiores vultos da moderna literatura portuguesa, tendo recebido, em 1961, o Prémio Diário de Notícias e, postumamente, em 1970, o Prémio Nacional de Poesia, pelo conjunto da sua obra poética.
As suas casas de Vila do Conde e de Portalegre são hoje museus.

sábado, 16 de setembro de 2006

na Austrália

EFEMÉRIDE - Maria Callas, de seu verdadeiro nome Ánna María Kekilía Sofía Kalogeropoúlou, cantora lírica de ascendência grega, morreu em Paris no dia 16 de Setembro de 1977, pouco antes de completar 54 anos. Vítima de ataque cardíaco segundo a versão oficial, diz-se no entanto que se teria suicidado com tranquilizantes e que tudo foi feito rapidamente e de modo precipitado para evitar a autópsia. A seu pedido, as cinzas foram espalhadas no Mar Egeu.
Nascera em Nova Iorque em 2 de Dezembro de 1923, filha de imigrantes gregos.
Devido às dificuldades económicas de seus pais, teve que regressar à Grécia em 1937, onde estudou canto no Conservatório de Atenas.
Há diversas versões sobre a sua estreia, uns situando-a em 1937, outros em 1941. De qualquer modo o seu primeiro papel em Itália teve lugar em 1947, na Arena de Verona, com a ópera La Gioconda, de Ponchielli.
Callas começou a notabilizar-se em 1948, com a interpretação da ópera Norma, de Bellini, em Florença. Todavia, a sua carreira só viria a projectar-se à escala mundial no ano seguinte, quando a cantora surpreendeu a crítica e o público ao participar, na mesma semana, em três récitas diferentes de Wagner.
A partir dos anos 50, Callas começou a apresentar-se regularmente nas mais importantes casas de espectáculo, tais como La Scala, Convent Garden e Metropolitan. A sua voz começou a apresentar, porém, sinais de declínio no final dessa década e a cantora diminuiu consideravelmente as suas participações, limitando-se a recitais e noites de gala e acabando por abandonar os palcos em 1965.
Em 1959, tinha rompido o casamento com o industrial de tijolos G. B. Meneghini para, em seguida, manter uma apaixonada e mediática relação com o milionário grego Aristote Onassis. Em 1968, o romance acabou e Onassis casou-se com Jacqueline Kennedy.
Maria Callas dedicou-se depois ao ensino de música, tendo em 1974 voltado aos palcos para realizar uma série de concertos pela Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente. Teve sucesso junto do público, mas o mesmo não sucedeu com a crítica. Por isso, decidiu abandonar definitivamente a carreira, indo viver na solidão do seu apartamento parisiense.


OS PORTUGUESES E O MUNDO

O cariz internacionalista do povo português é inegável.
Senão vejamos:
- Se tem um problema para ultrapassar... diz que se vê grego;
- Se alguma coisa é difícil de compreender... diz que é chinês;
- Se trabalha de manhã à noite... diz que é um mouro;
- Se tem uma invenção moderna e mais ou menos inútil... diz que é uma americanice;
- Se alguém mexe em coisas que não deve... diz que é como o espanhol;
- Se alguém vive com luxo e ostentação... diz que vive à grande e à francesa;
- Se alguém faz algo para causar boa impressão aos outros... diz que é só para inglês ver;
- Se alguém tenta "regatear" o preço de alguma coisa... diz que é pior que um marroquino;
Mas quando alguém faz merd@ ou alguma coisa corre mal... diz que é à PORTUGUESA!!!!

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

PODEMOS CONFIAR NAS MULHERES??

Ocorreu um acidente de trânsito, com dois carros batendo de frente, um guiado por um homem e o outro por uma mulher.
Ficaram completamente destruídos mas, surpreendentemente, os motoristas nada sofreram. Saíram completamente ilesos.
Depois de saírem dos seus carros, o homem estava pronto para a agredir verbalmente, mas a mulher rapidamente diz:
- Interessante, você um homem e eu uma mulher, com os carros totalmente destruídos, mas estamos sem nenhum arranhão. Isto deve ser um sinal de Deus. Nós realmente precisávamos de nos encontrar. Estava nos nossos destinos que devíamos nos conhecer e ficarmos vivendo em paz, como grandes amigos, até ao fim dos nossos dias.
- Concordo!
Disse o homem.
- Isto com certeza é um sinal de Deus. E olhe outro milagre, meu carro está completamente destruído, mas esta garrafa de vinho não se quebrou. Está claro que o destino quer que a bebamos para celebrar a nossa vida, que foi salva milagrosamente neste acidente. Vamos celebrar!Então a mulher passa a garrafa para o homem. Ele concorda sem titubear e vira o gargalo na boca até beber a metade da garrafa. Entrega a garrafa pela metade para a mulher. Ela pega a rolha e recoloca no gargalo, imediatamente, sem beber nenhum gole.
Sem entender nada, o homem pergunta:
- Não vai beber a sua metade para comemorar?A mulher responde:
- Agora não. Vou esperar que a polícia chegue primeiro...
EFEMÉRIDEManuel Maria Barbosa du Bocage, considerado um dos melhores poetas portugueses e, depois de Camões, o mais popular e celebrado de todos, nasceu em Setúbal no dia 15 de Setembro de 1765. Faleceu com 40 anos, em Lisboa, vítima de aneurisma, no dia 21 de Dezembro de 1805.
Os seus primeiros estudos foram feitos com um mestre, que o maltratava. Mais tarde, entrou na aula régia de gramática do padre espanhol D. João de Medina, onde aprendeu línguas.
No ano de 1779 começou a fazer o serviço militar como cadete no regimento n.º 7 de infantaria de Setúbal, vindo depois para Lisboa onde estudou na Academia Real de Marinha.
Em 1786, partiu para as terras que inspiraram Camões. A nau em que viajava arribou ao Rio de Janeiro, por causa de uma tempestade, e Bocage foi muito bem recebido pelo vice-rei do Brasil, Luís de Vasconcelos e Sousa, e pela melhor sociedade fluminense. Voltando a Portugal, em Abril desse ano, tornou a partir na mesma nau e chegou finalmente a Goa em 29 de Outubro. Em 1789 foi para Macau, onde teve problemas por ter sido considerado desertor. Voltou a Portugal.
Em 1790 foi convidado e aderiu à Academia das Belas Letras ou Nova Arcádia, onde adoptou o pseudónimo Elmano Sadino.
No ano de 1797, foram denunciados à polícia, como escritos pelo poeta, uns papéis «ímpios, sediciosos e satíricos» … Bocage soube-o e tentou fugir, mas foi preso, só sendo libertado no ano seguinte.
Em 1801 aceitou a proposta de um naturalista brasileiro, padre José Mariano da Conceição Veloso, para fazer traduções de vários poemas didácticos, tarefa que cumpriu com brilhantismo.
Entre 1791 e 1799, publicou os seus principais livros. Os derradeiros cinco anos da sua vida foram muito dolorosos, agitados por terrores e ansiedades, vendo-se pobre e doente.
Em 21 de Dezembro de 1872, a Câmara Municipal de Setúbal inaugurou um monumento em sua honra. O dia 15 de Setembro é feriado municipal naquela cidade.

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Grace Patrícia Kelly, actriz de cinema, nascida nos Estados Unidos da América, Princesa do Mónaco em virtude do seu casamento com o Príncipe Rainier III, morreu no Mónaco em 14 de Setembro de 1982, num acidente de carro em que perdeu o controlo do seu Rover V8, após sofrer um derrame cerebral.
Nascera em 12 de Novembro de 1929 em Filadélfia, tendo sido educada num convento. Aos 17 anos já queria ser comediante, apesar da oposição da família. Posou para a Coca-Cola e Colgate afim de pagar com o próprio dinheiro o seu Curso de Arte Dramática.
Estreou-se no cinema aos 22 anos. Em 1952, entrou num filme com Gary Cooper e, em 1953, contracenou com Clark Gable e Ava Gardner. Foi intérprete de três filmes de Alfred Hitchcock. Em 1955, ganhou o Óscar da melhor actriz.
Conheceu o Príncipe Rainier em 1955, quando do Festival de Cannes de Cinema. Renunciou à sua carreira cinematográfica após uma última comédia com Bing Crosby e Frank Sinatra.
Grace e Rainier tiveram três filhos: Caroline, Stéphanie e Albert, actual Príncipe do Mónaco.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Natália de Oliveira Correia, poetisa, romancista, dramaturga, ensaísta, jornalista e política, nasceu em 13 de Setembro de 1923 nos Açores.
Veio para Lisboa com sua mãe aos onze anos de idade. Cedo se notabilizou na Literatura e na Imprensa e, mais tarde, na Televisão.
Participou em vários movimentos de oposição à ditadura, sendo uma notável activista na defesa da cultura, dos direitos humanos e da emancipação da Mulher.
Em 1966 foi condenada a três anos de prisão, com pena suspensa, por ter organizado uma Antologia da Poesia Erótica e Satírica, o que ofendia a moral e os bons costumes - segundo os acólitos de Salazar.
Abriu em 1971 o Bar Botequim onde, durante as décadas de 1970 e 1980, se reuniu grande parte da intelectualidade portuguesa.
Foi deputada à Assembleia da República entre 1980 e 1991.
Natália Correia recebeu, em 1991, o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores pelo seu livro Sonetos Românticos. No mesmo ano foi-lhe atribuída a Ordem da Liberdade e, antes, já tinha sido consagrada com a Ordem de Santiago.
É considerada uma figura proeminente da literatura portuguesa no século XX. A sua obra foi influenciada pela sua ilha natal e seus poetas, pelo surrealismo, pela lírica galaico-portuguesa e pelo misticismo.
Faleceu em Lisboa a 16 de Março de 1993.

terça-feira, 12 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE – Amílcar Lopes Cabral, agrónomo, intelectual, escritor, poeta, revolucionário e político guineense, nasceu em Bafatá, Guiné-Bissau, em 12 de Setembro de 1924. Aos 8 anos de idade, a sua família mudou-se para Cabo Verde, onde completou o curso liceal em 1943.
Em 1945, obteve uma bolsa de estudos e ingressou no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa. Após se licenciar em 1950, trabalhou dois anos na Estação Agronómica de Santarém.
Contratado pelos Serviços Agrícolas e Florestais da Guiné, regressou a Bissau em 1952. As suas actividades políticas trouxeram-lhe, no entanto, problemas com as autoridades coloniais e foi obrigado a emigrar para Angola.
Em 1959, juntamente com Aristides Pereira, com o seu meio-irmão Luís Cabral e outros, fundou o partido clandestino PAIGC - Partido Africano para a Independência da Guiné e do Cabo Verde. Quatro anos mais tarde, o PAIGC sai da clandestinidade ao estabelecer uma delegação na cidade de Conacri. Em 23 de Janeiro de 1963 teve início a luta armada contra Portugal.
Em 1970, Amílcar Cabral, acompanhado de Agostinho Neto (Angola) e de Marcelino dos Santos (Moçambique), foi recebido pelo Papa Paulo VI em audiência privada, o que constituiu mais um duro golpe para o regime fascista português.
Em 1972, a ONU considerou oficialmente o PAIG como legítimo representante dos povos da Guiné e de Cabo Verde.
Em 20 de Janeiro de 1973, Amílcar Cabral foi assassinado em Conacri por dois membros guineenses de seu próprio partido, julga-se que manipulados ou com a conivência da polícia política portuguesa. Não chegou, assim, a assistir à auto-proclamação da independência do seu país, seis meses mais tarde, nem ao seu reconhecimento após a Revolução dos Cravos em Portugal.
Amílcar Cabral deixou uma obra teórica notável, com vários textos sobre cultura, sociologia, política e revolução, tendo sido autor igualmente de muitos poemas.

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

11 DE SETEMBRO

Até eu, que não acredito em Deus,
Orei.
Orei pelos que morreram,
Orei pelos que desapareceram,
Orei pelos pais sem filhos,
Orei pelos órfãos,
Orei pelos lares destruídos,
Orei pelos irmãos sem irmãos,
Orei pelos amigos sem amigos,
Orei pelos que não puderam voltar a casa!
E chorei.
Chorei olhando as labaredas e os aviões,
Chorei vendo os destroços e o pânico,
Chorei com as dores que vi nos rostos...
E pensei.
Pensei que os dias seguintes não iam ser fáceis,
Pensei como tinha sido possível tal barbárie!
(Seguramente, se Deus existisse,
Os carrascos e seus aliados seriam castigados,
Nem que levasse algum tempo...)
Sim, orei e chorei em Santiago do Chile,
No dia 11 de Setembro de 1973...

Olhando as Torres de Nova Iorque a arder,
Quase três décadas volvidas,
Orei de novo por vítimas inocentes,
Chorei de novo com o sofrimento alheio,
Continuei a não acreditar em (nenhum) Deus!


Gabriel de Sousa/2001
EFEMÉRIDE - Antero Tarquínio de Quental, escritor, pensador, político e poeta português, faleceu nos Açores no dia 11 de Setembro de 1891. Nascera em Ponta Delgada, nos Açores, em 18 de Abril de 1842.
Em 1855 foi estudar para Coimbra, matriculando-se na Faculdade de Direito em 1858 e concluindo o curso em 1864.
Em 1865 envolveu-se na polémica conhecida por Questão Coimbrã, em que humilhou António Feliciano de Castilho, seu antigo professor e conhecido escritor e crítico literário. Castilho criticara o seu livro "Odes Modernas" referindo «o aventureirismo de um jovem tolo que escreve de forma assaz estranha e de gosto muito duvidoso». Antero respondeu com um opúsculo (Bom senso e Bom gosto), em que definia a sua literatura por oposição à instituída: «ao Ultra-Romantismo decadente, torpe, beato, estupidificante e moralmente degradado, oponho o Realismo, a exposição da vida tal como ela é, as chagas da sociedade, a pobreza, a exploração». Chegou a bater-se em duelo, realizado no Porto, com Ramalho Ortigão, que tomara o partido de Feliciano Castilho.
Antero defendia a poesia como Voz da Revolução, uma forma de alertar as consciências para as desigualdades sociais e para os problemas da humanidade.
Em 1866 foi viver para Lisboa, onde trabalhou como tipógrafo, profissão que exerceu também em Paris. Regressou a Lisboa, onde formou o Cenáculo, grupo literário de que fizeram parte, entre outros, Eça de Queirós e Teófilo Braga.
Em 1873 Antero herdou uma quantia considerável, por morte de sua mãe, o que lhe permitiu viver o resto dos seus dias de forma desafogada e independente.
Em 1874 adoeceu de psicose maníaco-depressiva, doença que o acompanharia até ao fim da vida. Em 1881 abandonou a vida pública e retirou-se em Vila do Conde.
Em Junho de 1891, embarcou para a sua terra natal e, três meses mais tarde, suicidou-se com dois tiros de revólver.

Obras principais:
Raios de Extinta Luz, Primaveras Românticas, Odes Modernas e Sonetos.

domingo, 10 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - António Agostinho Neto, médico, poeta, revolucionário e político angolano, morreu em Moscovo no dia 10 de Setembro de 1979, no seguimento de uma intervenção cirúrgica.
Nascera em Angola em 17 de Setembro de 1922. Filho de um pastor metodista, fez os seus estudos primeiro em Coimbra e depois em Lisboa, onde se formou em Medicina na Universidade de Lisboa. Fez parte de uma geração de estudantes africanos que viria a desempenhar um papel decisivo na independência dos seus países.
Foi preso pela polícia política portuguesa em 1960 e deportado para o Tarrafal (Cabo Verde) onde esteve dois anos, sendo-lhe depois fixada residência em Portugal, de onde fugiu para o exílio em Marrocos. Aí assumiu a direcção do MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola).
A Revolução dos Cravos em Portugal pôs fim ao regime colonial-fascista de Salazar. Foi fixada a data de 11 de Novembro de 1975 para a declaração de independência de Angola. As autoridades portuguesas, não querendo privilegiar qualquer dos grupos militares angolanos em presença, organizou conversações com eles (MPLA, FNLA e UNITA) e um acordo foi assinado em Alvor (Algarve) no dia 10 de Janeiro de 1975. Agostinho Neto representou o MPLA.
Um governo de transição foi nomeado em 31 de Janeiro, mas caiu em Agosto. Começa a guerra civil que duraria quase um quarto de século. Cada um dos três Movimentos controlava uma parte do território. Na capital, Luanda, estava o MPLA e Agostinho Neto declara-se Presidente da República em 10 de Novembro. No dia seguinte, Portugal concede a independência, não a um governo mas sim ao «Povo Angolano» e o Governador português não assiste à cerimónia. O reconhecimento internacional do regime do MPLA foi rápido.
Agostinho Neto foi Presidente da Republica entre 1975 e 1979. Gravemente doente, foi transportado para Moscovo onde faleceu. O seu corpo foi embalsamado, para ser posteriormente instalado num mausoléu em Luanda, face ao Oceano Atlântico.
Deixou viúva, Maria Eugenia Neto, portuguesa de quem teve 3 filhos.
Agostinho Neto publicou, em 1974, uma recolha dos seus poemas sob o título Sagrada Esperança.

sábado, 9 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Cesare Pavese, escritor italiano, nasceu em Santo Stefano Belbo no dia 9 Setembro de 1908, tendo morrido em Turim em 26 de Agosto de 1950.
Pavese estudou filologia inglesa e escreveu uma tese sobre o poeta americano Walt Whitman em 1930. Além disso, traduziu para italiano Moby Dick de Herman Melville, assim como obras de John Dos Passos, de William Faulkner, de Daniel Defoe, de James Joyce e ainda de Charles Dickens.
Colaborou na revista Culture, com artigos sobre a literatura americana, publicando em 1936 uma recolha de poemas seus (Trabalhar Cansa). Foi conselheiro da editora Einaudi e professor da língua inglesa.
Em 1935, foi preso por actividades antifascistas e exilado na Calábria durante oito meses.
Escreveu vários livros (ensaios, ficção, poesia e também o diário Ofício de Viver). Suicidou-se em 1950, no quarto de um hotel de Turim, depois de várias crises depressivas. Acabara de receber um prémio literário.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

PIADA ALENTEJANA

Três amigos alentejanos a esgrimirem as suas qualidades:
- Ê so tão preguiçoso que no outro dia, vi uns maços de notas no chão, e não os apanhê p'rá nã ter que m'agachari.
Prossegue um outro:
- Isso nã é nada. A minha vizinha super-sexy tocou-me à porta, a convidar-me para ir passar a noite à casa dela e eu recusei p'ra nã ter que atravessar a rua.
E o terceiro:
- Pois o mê caso foi piori. No domingo fui ao cinema e passei o filme todo a chorari.
- Só isso? - comentaram os outros.
- É que ao sentar-me, entalê os tomates e nã estive p'ra me levantari.
EFEMÉRIDE - Antonín Leopold Dvorak, compositor musical checo, nasceu em Nelahozeves no dia 8 de Setembro de 1841.
Dvorak, cujas obras conheceram bastante sucesso mesmo no seu tempo, deslocou-se muitas vezes a Inglaterra, onde recebeu, em 1891, o doutoramento honoris causa da Universidade de Cambridge. Obteve o mesmo título da Universidade de Viena e da Universidade de Praga.
Em 1892, aceitou o convite para dirigir o Conservatório de Nova Iorque, cargo que ocupou até 1895. Escreveu então algumas das suas obras mais famosas. No entanto, a saudade de seu país fez com que o compositor voltasse ao seu lugar de professor de composição em Praga.
Dvorak é um dos raros exemplos de compositor romântico que abordou com sucesso quase todos os géneros musicais, com a única excepção do ballet. A sua obra é imensa e variada, desde obras para instrumentos específicos até música de câmara, passando por óperas e música religiosa.
A sua música inspirou-se nos seus antecessores europeus, mas também no folclore nacional checo e americano (espirituais negros e cantos populares).
Morreu em Praga, no 1º de Maio de 1904, vítima de congestão cerebral.

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Camilo Pessanha, poeta português, nasceu em 7 de Setembro de 1867 na cidade de Coimbra, tendo tirado o curso de Direito nesta cidade.
Em 1894, transferiu-se para Macau onde, durante três anos, foi professor secundário de Filosofia. Deixou de leccionar em 1900, quando foi nomeado conservador do registro predial e depois juiz de comarca.
Levou uma vida de solitário excêntrico. Doente dos nervos, voltou a Portugal algumas vezes em busca de cura mas, desiludido, voltou definitivamente para Macau em 1915.
Os seus poemas, escritos em folhas soltas e oferecidos a pessoas amigas, dispersaram-se ou chegaram mesmo a perder-se, sem que o autor se desse ao cuidado de guardar cópias, sendo no entanto capaz de reproduzi-los de memória quando desejasse. Assim, graças a um amigo, a quem ditara as suas produções, foi impresso o volume Clepsidra (1920), com alguns poemas já publicados em revistas mas na maioria ainda inéditos.
Influenciado por Cesário Verde, tornou-se o mais puro dos simbolistas portugueses. Os seus poemas influenciaram muito a geração de Orpheu, desde Mário de Sá-Carneiro até Fernando Pessoa.
O contacto com a cultura chinesa levou-o a escrever vários estudos e a fazer traduções de alguns poetas chineses. Camilo Pessanha morreu em Macau, no dia 1 de Março de 1926, vítima do ópio.

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Sully Prudhomme (René Armand François Prudhomme), poeta francês, faleceu em 6 de Setembro de 1907. Nascera na Capital francesa em 16 de Março de 1839.
Começou por trabalhar numa fábrica, depois num notário, mas o acolhimento favorável dispensado aos seus primeiros poemas encorajaram-no a seguir uma carreira literária.
Depois de publicar os seus primeiros livros de poemas, começou a interessar-se também por estética e filosofia, publicando livros sobre estes temas.
Foi eleito para a Academia Francesa em 1881, sendo o primeiro escritor a receber o Prémio Nobel, em 10 de Dezembro de 1901. A maior parte da soma recebida foi destinada à criação de um prémio literário de poesia.
As suas principais obras são Stances et Poèmes, Les Épreuves e Les Solitudes.
A sua saúde, que tinha ficado bastante abalada quando da guerra de 1870, fez com que ele acabasse a sua vida quase recluso em Châtenay-Malabry (Hauts-de-Seine), sofrendo ataques de paralisia mas trabalhando sempre. Ali morreu em 1907, sendo enterrado no célebre cemitério Père Lachaise em Paris.

terça-feira, 5 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Madre Teresa de Calcutá, de seu nome verdadeiro Agnes Gonxha Bojaxhiu, missionária católica albanesa, naturalizada indiana, morreu em Calcutá no dia 5 de Setembro de 1997.
Nascera em Skopje, na República da Macedónia, em 27 de Agosto de 1910, tendo partido para a Índia em 1931. No dia 24 de Maio desse ano, fez a profissão religiosa e emitiu os votos temporários de pobreza, castidade e obediência tomando o nome de "Teresa". A escolha deste nome foi uma homenagem à monja francesa Teresa de Lisieux, padroeira das missionárias, canonizada em 1927 e conhecida como Santa Teresinha.
Em Calcutá, durante os anos 30 e 40, exerceu a docência em Geografia no Colégio de Santa Mary. Impressionada com os problemas sociais da Índia, que se reflectiam nas condições de vida das crianças, mulheres e velhos que viviam na rua e em absoluta miséria, fez a profissão perpétua em 24 de Maio de 1937.
Após a partida do colégio, tirou um curso rápido de enfermagem, que veio a tornar-se um pilar fundamental da sua tarefa no mundo.
Em 1948 fundou uma nova congregação, cujo objectivo era ensinar as crianças pobres a ler. Assim nascia a sua Ordem – As Missionárias da Caridade. O espólio de cada irmã resumia-se a um prato de esmalte, um jogo de roupa interior, um par de sandálias, um pedaço de sabão, uma almofada e um colchão, um par de lençóis e um balde metálico. Começou a sua actividade reunindo algumas crianças, a quem começou a ensinar o alfabeto e as regras de higiene. A sua tarefa diária centrava-se também na angariação de donativos.
No dia 21 de Dezembro de 1948, foi-lhe concedida a nacionalidade indiana e a partir de 1950 empenhou-se em auxiliar os doentes com lepra. Em 1965, o Papa Paulo VI colocou sob controlo do papado a sua congregação e deu autorização para a sua expansão a outros países. Centros de apoio a leprosos, velhos, cegos e doentes com HIV, surgiram em várias cidades do mundo, bem como escolas, orfanatos e acções de reabilitação com presidiários.
Entre 1968 e 1989, estabeleceu a sua presença missionária em variadíssimos países.
O reconhecimento do mundo pelo seu trabalho concretizou-se com o com o Nobel da Paz, no dia 17 de Outubro de 1979.
Morreu com 87 anos e teve um funeral de Estado. No dia 19 de Outubro de 2003, o Vaticano beatificou-a.
Hoje, a sua Congregação reúne quatro mil freiras e quatrocentos frades, em 87 países, dando apoio aos mais necessitados em cerca de 160 cidades de 123 países.

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Georges Joseph Chistian Simenon, escritor belga de língua francesa, morreu em Lausana, na Suiça, em 4 de Setembro de 1989. Nascera em Liège no dia 12 de Fevereiro de 1903.
Romancista com uma produtividade fora do comum, escreveu 192 romances, 158 novelas, além de obras autobiográficas e numerosos artigos e reportagens sob o seu nome. Escreveu ainda mais 176 romances, dezenas de novelas, contos e artigos sob 27 pseudónimos diferentes. As tiragens totais dos seus livros ultrapassam os 500 milhões de exemplares, sendo o autor belga, e o quarto autor de língua francesa, mais traduzido em todo o mundo. O seu personagem mais famoso é o celebérrimo Comissário Maigret.
Depois de estudos um pouco acidentados, começou a trabalhar como repórter em 1919, portanto com dezasseis anos de idade, no jornal La Gazette de Liège onde publicou mais de 150 artigos. Interessava-se particularmente por inquéritos policiais e assistia a muitas conferências sobre polícia científica. Nesse ano redigiu o seu primeiro romance.
Com a morte do pai, partiu para Paris, onde descobriu os seus bistrots, brasseries e restaurantes, encontrando os seus personagens na população parisiense. A sua criatividade assegurou-lhe rapidamente o sucesso financeiro.
Em 1930, numa série de novelas escritas para a colecção ‘’Detective’’, apareceu pela primeira vez o ‘’Comissário Maigret’’.
Ao ouvir a declaração de guerra alemã em 1939, no Café de la Paix em La Rochelle, pediu uma garrafa de champanhe. Ante o espanto dos presentes, disse então: “Ao menos esta não será bebida pelos alemães!”.
Em 1945, após o fim da guerra, foi viver no estado de Connecticut, nos Estados Unidos da América, percorrendo nos dez anos seguintes todo o continente, para saciar a sua curiosidade e a sua vontade de viver. Em 1952 foi nomeado para a Academia de Letras Belga.
Voltou definitivamente para a Europa em 1955, acabando por se fixar no norte de Lausana, onde mandou construir uma grande mansão.
Em 1972, renunciou ao romance, e dedicou-se a uma longa autobiografia, com 21 volumes, ditada para um gravador.
Contrariamente a muitos outros autores policiais, que tentam construir uma intriga o mais complexa possível, Simenon preferia histórias simples mas com personagens bastante fortes.

domingo, 3 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Artur Virgílio Alves dos Reis, o maior burlão da história portuguesa e possivelmente um dos maiores do Mundo, nasceu em Lisboa no dia 3 de Setembro de 1898.
Filho de uma família modesta, Alves dos Reis quis estudar engenharia mas não passou do primeiro ano. Em 1916, emigrou para Angola, para tentar fazer fortuna. Para se fixar no território, fez-se passar por engenheiro, depois de ter falsificado um diploma de Oxford, de uma escola politécnica de engenharia que nem sequer existia. Tornou-se rico e voltou a Lisboa em 1922. Comprou uma empresa de revenda de automóveis americanos e a Companhia Mineira do Sul de Angola. Em muitas das transacções que fazia utilizava cheques sem cobertura.
Acabou por ser preso em Julho de 1924, acusado de desfalque e também de tráfico de armas.
Foi durante o tempo da prisão que concebeu o seu plano mais ousado. A sua ideia era falsificar um contrato em nome do Banco de Portugal – o banco central emissor de moeda, e que na altura era uma instituição parcialmente privada – que lhe permitiria obter notas ilegítimas, mas impressas numa empresa legítima e com a mesma qualidade das verdadeiras.
Em 1924, Alves dos Reis contactou vários cúmplices e outros «colaboradores de boa-fé» para pôr o seu plano em marcha.
No caderno de encargos de impressão das notas, estipulava-se que estas viriam a ter posteriormente a sobrecarga Angola visto que alegadamente se destinariam a circular aí. Por essa razão, as notas tinham números de série já em circulação em Portugal.
Waterlow and Sons Limited (Londres) imprimiu assim 200 mil notas de valor nominal de 500 escudos (no total quase 1% do PIB português de então). O número total de notas falsas de 500 escudos era quase tão elevado como o de notas legítimas.
Alves dos Reis, embora fosse o mentor da fraude e o falsificador de todos os documentos, ficava só com 25% das notas. Ainda assim, com esse dinheiro fundou o Banco de Angola e Metrópole em Junho de 1925. Para obter o alvará de abertura deste banco, recorreu também a diversas outras falsificações. Investiu na bolsa de valores e no mercado de câmbios. Comprou um palácio, três quintas e uma frota de táxis. Além disso gastou uma avultadíssima soma em jóias e roupas caras para a sua mulher. Tentou comprar também o Diário de Notícias.
Ao longo de 1925, começaram a surgir rumores de notas falsas, mas os especialistas de contrafacção dos bancos não detectaram nenhuma nota que parecesse falsa.
Finalmente foi detectada uma nota duplicada, com o mesmo número de série, nos cofres da delegação do Porto do Banco Angola e Metrópole. Depois, como foram dadas instruções para que as agências bancárias pusessem as notas em cofre por ordem de número, para controlar duplicações, muitas mais notas com números repetidos apareceram.
O património do Banco de Angola e Metrópole acabou por ser confiscado e obtidas provas junto da Waterlow and Sons Limited. Alves dos Reis foi preso e esteve a aguardar julgamento, desde 6 de Dezembro de 1925 até 8 de Maio de 1930. Julgado finalmente em Lisboa, em Maio de 1930, foi condenado a 20 anos de prisão. Durante o julgamento, alegou que o seu objectivo era simplesmente desenvolver Angola… Foi libertado em Maio de 1945, tendo-lhe sido oferecido um emprego de funcionário bancário (!) que recusou. Ainda veio a ser condenado por uma burla de venda de café de Angola, mas já não cumpriu a pena. Morreu de ataque cardíaco em 1955, pobre como nascera.

sábado, 2 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Christiaan Neethling Barnard, médico cirurgião sul-africano que se tornou célebre por ter efectuado o primeiro transplante de coração da história, morreu em Paphos, Chipre, no dia 2 de Setembro de 2001. Nascera em Beaufort West, na África do Sul, em 8 de Novembro de 1922.
A morte de um dos seus irmãos, causada por doença cardíaca, afectou obviamente toda a família Barnard e influenciou a escolha da carreira do jovem Christian.
Estudou na Faculdade de Medicina da Cidade do Cabo na década de 40, fez o mestrado em 1953 e, em 1956, foi para os Estados Unidos da América estudar cirurgia, tendo sido assistente de Walt Lilliehei, um dos melhores cardiologistas da América.
Na década de 60, realizou várias experiências com cães e, em 3 de Dezembro de 1967, realizou a primeira operação de transplante do coração, que teve a duração de nove horas e meia e contou com a colaboração de uma equipa de trinta pessoas. O paciente, Louis Washkansky, com 55 anos, morreu passados dezoito dias. No segundo transplante, o doente, Philip Blaiberg, viveu 594 dias após a operação. Em 1969, operou Dorothy Fisher que sobreviveria 24 anos. Barnard ainda fez outros transplantes mas, sofrendo de poliartrite reumatóide, foi obrigado a interromper precocemente a sua carreira.
Morreu, quando estava de férias em Chipre, vítima de uma crise de asma atípica. Tinha sido casado três vezes, sempre com mulheres bastante mais jovens, e deixou cinco filhos.

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

EFEMÉRIDE - Blaise Cendrars, de seu nome verdadeiro Frédéric Louis Sauser, romancista e poeta suíço de expressão francesa, nasceu em La Chaux-de-Fonds, na Suiça, em 1 de Setembro de 1887. Naturalizado francês em 1916, morreu em 1961, no dia 21 de Janeiro.
Conta-se que aos 16 anos terá fugido de casa, depois de o pai o ter fechado num quarto na sequência de um castigo motivado por vários escândalos. Em 1906, vamos encontrá-lo na Rússia, onde leva uma vida miserável. Depois, na China, tendo utilizado para esta deslocação o célebre Transiberiano, viajando clandestinamente, sem bilhete. Três anos depois partiu para Berna, onde frequentou um curso universitário. Em 1911, foi para Nova Iorque. Em Julho de 1912, instalou-se em Paris onde publicou Les Pâques à New York.
Em 1915, perdeu a mão direita na guerra, ao serviço da Legião Estrangeira e, dois anos depois, amputaram-lhe o braço.
Depois, foi para Bruxelas e Londres. Na Capital londrina, chegou a partilhar um modesto quarto com Charlie Chaplin, na época ainda um desconhecido e, como ele, com as algibeiras vazias…
A vida de Blaise Cendrars foi uma constante aventura, com viagens pelas sete partidas do mundo e outras tantas ocupações para ganhar a vida, desde a venda de caixões até saca-rolhas, passando por canivetes.
Condecorado com a Legião de Honra francesa em 1958.

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