terça-feira, 31 de maio de 2016

31 DE MAIO - PEPE ELIASCHEV

EFEMÉRIDE Pepe Eliaschev, de seu verdadeiro nome José Ricardo Eliaschev, jornalista e escritor argentino, nasceu em Buenos Aires no dia 31 de Maio de 1945. Morreu na mesma cidade em 18 de Novembro de 2014, vítima de cancro no pâncreas. Escreveu vários livros e, na sua qualidade de jornalista, entrevistou diversas personalidades mundiais como Cassius Clay, Ted Kennedy, Jorge Rafael Videla, Raúl Alfonsín, José Mujica, Eduardo Frei, Carlos Fuentes, Mario Vargas Llosa, Ernesto Sabato e Augusto Roa Bastos.
Era neto de imigrantes judeus provenientes de Podolia (na actual Ucrânia) e de Kishinev (na actual Moldávia). Entre os 15 e os 25 anos, participou em diversas experiências de militância estudantil e política de esquerda.
Iniciou-se em 1964 na carreira jornalística, na revista “Todo”, e trabalhou em 1965/69 nas revistas “Gente”, “Confirmado” e “Análisis”. Até 1067, colaborou na Rádio Municipal, com o programa “¿Y vos quién sos?”.
Esteve dois anos em Roma e, de regresso ao seu país em 1971, participou no lançamento da revista “Nuevo Hombre”. Aproximou-se politicamente do peronismo (1972/73). Foi redactor do magazine “El Descamisado”, em 1973.
Em 1974, foi redactor de temas internacionais em “El Cronista Comercial”. Ameaçado pela organização de extrema-direita Alianza Anticomunista Argentina, exilou-se na Venezuela.
Foi docente de Comunicação, na Universidade Central da Venezuela, até meados de 1976. Contratado pela Associated Press para a sua sede mundial em Nova Iorque, mudou-se para os Estados Unidos como editor da agência até 1979.
Entre 1979 e 1980, antes de ser proibido pelo governo militar argentino, foi correspondente da Rádio Mitre de Buenos Aires, em Nova Iorque, e enviado especial na Nicarágua, nos Estados Unidos e no Canadá. Permaneceu nos Estados Unidos até o final de 1981, como correspondente de várias publicações: “El Diário” de Caracas, “Unomásuno” do México e “Europeu” de Itália.
Entre 1981 e 1984, viveu no México a última etapa do seu exílio. Durante a Guerra das Malvinas, em 1982, foi correspondente da Rádio Argentina na capital mexicana.
Depois do regresso da democracia à Argentina, voltou a Buenos Aires para trabalhar na Rádio Continental (1984/85). Colaborou até ao fim da sua vida em diversos periódicos, programas de rádio e de televisão. Dirigiu a Rádio Municipal de Buenos Aires entre 1989 e 1991. Obteve o mestrado em Relações Internacionais em 1990.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

30 DE MAIO - LUÍS CABRAL

EFEMÉERIDELuís de Almeida Cabral, primeiro presidente da Guiné-Bissau, morreu em Torres Vedras, Portugal, em 30 de Maio de 2009. Nascera em Bissau no dia 11 de Abril de 1931. Ocupou o cargo de 1973 até 1980, ano em que foi deposto por um golpe militar.
No início dos anos 1960, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) iniciou uma guerra de guerrilha anticolonial contra as autoridades portuguesas. A subida de Luís Cabral à liderança do partido começou em 1973, após o assassinato na Guiné-Conakri do seu meio-irmão Amílcar Cabral, conhecido intelectual e fundador do PAIGC.
A liderança do partido, que estava então envolvido na luta pela independência tanto para a Guiné-Bissau (então conhecida como Guiné Portuguesa) como para Cabo Verde, foi assumida por Aristides Pereira, que mais tarde viria a tornar-se presidente de Cabo Verde. O ramo do partido da Guiné-Bissau, no entanto, seguiu Luís Cabral.
Após a Revolução dos Cravos em Lisboa, o governo revolucionário que dirigia Portugal reconheceu a independência da Guiné-Bissau, em 10 de Setembro de 1975, embora o PAIGC já a tivesse proclamado unilateralmente no ano anterior, sendo reconhecida por muitos Estados e pelas próprias Nações Unidas. Luís Cabral tornou-se então o primeiro presidente da República do novo país.
Foi dado início a um programa de reconstrução nacional e desenvolvimento, de inspiração socialista (com o apoio da União Soviética, da China e também dos países nórdicos). No entanto, desde a morte de Amílcar Cabral e da independência, tinha-se instalado no partido alguma suspeita e instabilidade. Luís Cabral e outros membros com raízes cabo-verdianas eram acusados por algumas facções de dominarem o partido. Usando esta justificação, João Bernardo Vieira (Nino Vieira), primeiro-ministro de Cabral e antigo comandante das forças armadas, organizou o seu derrube através dum golpe militar, em Novembro de 1980.
Luís Cabral foi acusado do fuzilamento dos comandos africanos (que tinham lutado do lado português) e de milhares de outros africanos que de alguma forma tinham colaborado com os portugueses. A acusação veio a ser provada com a abertura das valas comuns, por ordem de Nino Vieira, nas matas de Cumeré, Portogole e Mansaba. Luís Cabral foi preso e ficou detido durante treze meses, partindo depois para o exílio, primeiro em Cuba, que se ofereceu para o receber, e seguidamente – a partir de 1984 – em Portugal, onde o governo o recebeu e providenciou as condições necessárias à sua subsistência e à da família, até à sua morte.
Pouco depois de ter sido nomeado primeiro-ministro, no seguimento da Guerra Civil na Guiné-Bissau, Francisco Fadul apelou ao regresso de Cabral ao seu país em Dezembro de 1998. Cabral disse, em resposta, que gostaria de voltar, mas que não o faria enquanto Vieira continuasse no poder, pois temia pela sua vida.
Em Outubro de 1999, após o derrube de Vieira, Ansumane Mané, que liderou o golpe de estado, convidou Cabral a regressar, oferecendo-lhe um passaporte que o designava como “Presidente do Conselho de Estado da Guiné-Bissau”. Luís Cabral regressou então, em meados de Novembro de 1999, afirmando no entanto que não tinha intenção de voltar a ter um papel activo na política. Com uma doença grave, voltou depois a Portugal, onde faleceu aos 78 anos.

domingo, 29 de maio de 2016

29 DE MAIO - ZÉ DIOGO QUINTELA

EFEMÉRIDE Diogo Quintela, de seu nome completo José Diogo de Carvalho Quintela, humorista e argumentista português, membro do colectivo humorístico Gato Fedorento, nasceu em Lisboa no dia 29 de Maio de 1977.
Estudou nos Salesianos e no Liceu Pedro Nunes em Lisboa, tendo sido sempre um excelente aluno. O seu último ano do secundário foi feito nos Estados Unidos através de um programa de intercâmbio de estudantes. Frequentou o curso de Comunicação Social no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, não tendo concluído a licenciatura.
Participou como argumentista e actor, dando vida a vários personagens, em todos os sketches e DVD lançados pela equipa do Gato Fedorento.
Na sua colaboração com as Produções Fictícias desde 2000, escreveu textos para o canal televisivo SIC, para a RDP e a peça de teatro “Três é uma Multidão. Foi co-autor igualmente de diversos textos para os programas “Herman SIC” e “Crónicas da D. Bitória”.
Em 2006, Quintela emprestou a sua imagem à conhecida bebida portuguesa Licor Beirão, recriando a personagem “Fernando” (dos Gato Fedorento), conhecida por «educar quem padece de desvios comportamentais».
A política e o futebol são dois dos pontos que diferenciam Quintela (que é de direita liberal e adepto do Sporting CP) dos restantes três elementos dos Gato Fedorento (de tendência política mais à esquerda e do SL e Benfica). No entanto, estas diferenças nunca beliscaram a cumplicidade existente.
Em Março de 2010, Zé Diogo Quintela publicou o livro “Falar é Fácil”, constituído pelas suas crónicas para o jornal “Público”. Está ligado ao grupo comercial Padaria Portuguesa, tendo actualmente outros projectos empresariais.

sábado, 28 de maio de 2016

VICENTE DA CÂMARA - "Fado Marialva" (falecido hoje)


CRIANÇA (quadras)


CRIANÇA

Criança frente a um muro,
Pobre do refugiado,
Uma alma sem futuro,
Num corpo apunhalado.

O mundo é da criança.
Trata dela com cuidado,
P’ra podermos ter esperança
Num futuro melhorado.

Criança chora ao nascer
E não conhece seu fado.    
O velho chora ao morrer,
Ao relembrar o passado.

Neste Dia da Criança,
Lembrei-me que fui menino.
Vivi sonhos de esperança,
Aguardando meu destino.


Gabriel de Sousa

28 DE MAIO - MAYA ANGELOU

EFEMÉRIDEMaya Angelou, de seu verdadeiro nome Marguerite Ann Johnson, actriz, escritora e activista política norte-americana, morreu em Winston-Salem, no dia 28 de Maio de 2014. Nascera em St. Louis, em 4 de Abril de 1928.
Passou grande parte da infância com a avó paterna. Quando tinha 8 anos, foi violada pelo namorado da mãe, que viria a ser assassinado. A pequena Marguerite ficou a sofrer de mudez durante algum tempo. Graças à ajuda de uma amiga da avó, recuperou a fala e ganhou o gosto pelos estudos e pela literatura.
Na década de 1950, quando surgiu com o pseudónimo “Maya Angelou”, afirmou-se como actriz, cantora e dançarina em várias montagens teatrais que percorreram o país. Nos anos 1960, tornou-se amiga de Martin Luther King Jr. e de Malcolm X, trabalhando para o Movimento de Direitos Cívicos. Ainda na década de 1960, viajou por África, como jornalista e professora, ajudando vários movimentos de independência africanos. Em 1970, publicou o seu primeiro livro, “I Know Why the Caged Bird Sings”, sendo nomeada para o Pulitzer Prize de Poesia no ano seguinte.
Angelou teve uma carreira longa e muito variada. Actuou na peça de Jean Genet, “The Blacks” e na aclamada série “Roots”, que ganhou um Emmy. Escreveu vários trabalhos autobiográficos.
Em 1993, leu um dos seus poemas, “On the Pulse of Morning”, na tomada de posse de Bill Clinton como presidente, o que constituiu um dos pontos altos da sua carreira. Foi professora de História Americana na Wake Forest University, na Carolina do Norte. Fez também longas viagens e proferiu palestras em vários locais. Além de inglês, falava francês, espanhol, italiano e árabe.
Angelou foi encontrada morta em casa pela sua enfermeira. Embora lhe tivesse sido diagnosticada uma grande fraqueza e de ter cancelado vários eventos que estavam agendados, estava a trabalhar noutro livro – uma autobiografia sobre as suas experiências com líderes nacionais e mundiais.
Após o falecimento, foi alvo de várias homenagens populares, com a participação de artistas famosos, de Oprah Winfrey, de Michelle Obama, de pessoas ligadas ao entretenimento, de Bill Clinton e de Barack Obama.
Em 2015, um selo postal dos Estados Unidos foi dedicado a Maya Angelou. Alguns dos seus livros fazem parte dos programas em escolas norte-americanas.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

27 DE MAIO - CILLA BLACK

EFEMÉRIDECilla Black, de seu verdadeiro nome Priscilla Maria Veronica White, cantora, animadora e apresentadora britânica, um dos rostos mais populares da TV no Reino Unido durante os seus 50 anos de carreira, nasceu em Liverpool no dia 27 de Maio de 1943. Morreu na sua casa de Estepona em Espanha, perto de Marbella, em 1 de Agosto de 2015. Cilla também é reconhecida como a segunda maior estrela a emergir de Liverpool depois dos Beatles.
Quando era criança, foi encorajada pelos pais a começar a cantar e, nos anos 1960, determinada a entrar para o show business, aceitou um emprego no famoso Cavern Club em Liverpool, onde os Beatles tocavam regularmente. Ela conseguiu impressioná-los e ali começou a sua carreira, com apresentações de improviso.
Foi o início de uma longa amizade com os Beatles. John Lennon convenceu Brian Epstein a gerir a carreira de Cilla, prometendo algumas composições suas e de Paul McCartney para ela gravar.
O sucesso de Cilla Black só viria, porém, um ano depois, em 1964, quando gravou “Anyone Who Had a Heart” de Burt Bacharach e Hal David. Outras das suas canções mais conhecidas, e que a tornaram famosa em todo o mundo, foram “You're My World”, “Alfie” e “Step Inside Love”.
Continuou sempre a gravar e a apresentar programas de televisão. Durante muitos anos, foi extremamente popular em Inglaterra, sendo condecorada com a Ordem do Império Britânico em 1993.
Em 2014, a Academia Britânica de Cinema e Televisão concedeu-lhe um prémio especial, considerando-a um “ícone”. Uma mini-série sobre o inicio da sua carreira foi produzida e exibida pelo canal ITV em Setembro de 2014.
Entre 1964 e 1971, teve onze discos nos hit-parades britânicos, dos quais dois em nº 1. Ela foi a apresentadora melhor paga da história da televisão britânica, em 1980/90. 
Ao completar 50 anos de carreira, a editora EMI lançou “Completely Cilla: 1963-1973”, um conjunto de 5 CD com 139 gravações e um DVD com as suas raras actuações na BBC.
Foi casada durante mais de trinta anos com o seu manager, Bobby Willis, até à morte deste em 1999. Tiveram três filhos. Cilla Black foi sepultada em Liverpool, sua terra natal.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

CILLA BLACK - "You're My World"


NANCY SINATRA - "These Boots Are Made For Walking"


26 DE MAIO - MANUEL URIBE

EFEMÉRIDEManuel Uribe Garza, recordista de obesidade mexicano, morreu em Monterrey no dia 26 de Maio de 2014. Nascera na mesma cidade em 11 de Junho de 1965. Ficou famoso ao entrar para o Guinness World Records, como o homem mais pesado naquela época (2008).
Após alcançar o peso aproximado de 597 kg e sendo incapaz de sair da cama desde 2001, Uribe perdeu aproximadamente 180 kg, cerca de um terço do peso de seu corpo, com a ajuda de médicos e nutricionistas, seguindo a chamada “Dieta das Zonas”.
Uribe trabalhara nos Estados Unidos, no conserto de máquinas de escrever. Morando próximo de uma pizzaria, alimentava-se excessivamente, o que desencadeou um processo de descontrolo do peso.
Também apelidado de “Horrible”, chamou a atenção mundial quando apareceu no canal de televisão Televisa, em Janeiro de 2006, suplicando uma ajuda para emagrecer.
Em Março de 2007, definiu como meta diminuir o seu peso até atingir os 120 kg. Entretanto, tinha-lhe sido dado grande destaque em “O Homem Mais Pesado do Mundo”, um documentário do Discovery Channel sobre a sua vida e as suas tentativas para perder peso. Em Outubro de 2008, já conseguira reduzir o seu peso para 360 kg, mas em 2011 já tinha readquirido 83 kg.
Faleceu aos 48 anos no Hospital Universitário de Monterrey, sua terra natal. Pesava então 394 kg e estava internado há cerca de 20 dias, em virtude de problemas cardíacos. A causa da sua morte foi uma falha no funcionamento do fígado.
Manuel Uribe nasceu com 3,4 kg, fez durante a vida várias cirurgias abdominais e o seu peso máximo foi 599,7 kg. Casou-se em 2008 com Cláudia Solis.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

25 DE MAIO - KLAUS MEINE

EFEMÉRIDEKlaus Meine, cantor e compositor alemão, integrante da banda Scorpions, nasceu em Hanôver no dia 25 de Maio de 1948. Canta desde os nove anos. Apesar de não ser o fundador do grupo, ele é o seu membro mais famoso.
Klaus foi vocalista e guitarrista de duas bandas, The Mushrooms e Copernicus, ainda nos anos 1960, antes de ingressar nos Scorpions.  
Quando era adolescente, ouvia muito rock das décadas 1950/60, principalmente dos Beatles, o que o influenciou a cantar, a tocar e a criar a sua primeira banda, The Mushrooms.
A sua carreira nos Scorpions começou quando conheceu Rudolf Schenker, fundador da banda – em 1965 – juntamente com o seu irmão Michael. Ao lado de Rudolf, Klaus Meine nunca deixou os Scorpions e, juntamente com ele, tem sido o responsável pela maioria das composições do grupo.
Os Scorpions passaram os sete primeiros anos de carreira a tentar conquistar o público em bares locais, vindo a gravar o seu primeiro disco em 1972.
Klaus e Rudolf reformularam os Scorpions. Com a entrada do guitarrista Ulrich Roth, fizeram grande sucesso na Europa graças aos álbuns que lançaram.
Em 1981, Klaus perdeu a voz depois da Animal Magnetism Tour, como consequência do aparecimento de nódulos nas cordas vocais. Chegou a pensar em abandonar a banda ou suicidar-se, com receio de não poder voltar a cantar. Foi então que Meine recebeu a maior prova de amizade dos seus companheiros, que aguardaram a sua recuperação da delicada cirurgia a que foi submetido.
Após consultar outro especialista sobre o seu problema, Klaus Meine foi aconselhado a pôr de lado a carreira. Recorreu então à ajuda de um famoso cirurgião de Viena, que tratava cantores de ópera, passando por duas novas cirurgias e um treino vocal intenso. O tratamento foi tão eficiente que ele regressou com uma amplitude vocal ainda maior da que tinha antes.
Três anos depois das cirurgias e do tratamento, Klaus Meine gravou “Still Loving You”, um dos hinos do rock mundial, grande sucesso até hoje (álbum “Love at First Sting”).
Colaborou com o tenor espanhol Josep Carreras (2014), numa versão de “Wind of Change”, um dos maiores êxitos dos Scorpions, tendo também várias actuações com outros cantores. Klaus Meine, além de cantar, toca instrumentos como o violão, a viola de 12 cordas, guitarras eléctricas e acústicas.
Com mais de 50 anos de carreira, gosta de ler biografias, de praticar desporto, de viajar e de conduzir carros de alta cilindrada. Sente-se motivado face a novos desafios. É casado com Gabi Meine, que conheceu depois de um show em 1972. Na época, ela tinha apenas 16 anos, tendo-se casado em 1977. Têm um filho nascido em 1985. Em 2009, foi nomeado embaixador da Fundação Internacional de Leucemia Josep Carreras e colabora assiduamente com organismos humanitários, como a Unicef, entre outros. 

terça-feira, 24 de maio de 2016

KLAUS MEINE (Scorpions) - "Wind of change"


24 DE MAIO - JIM BROADBENT

EFEMÉRIDE – James “JimBroadbent, actor britânico, nasceu em Lincoln no dia 24 de Maio de 1949. Entre os prémios que já recebeu, salienta-se um Oscar, um Globo de Ouro e um BAFTA, todos em 2002.
É filho de uma escultora e de um artista e designer de interiores. Os pais eram actores amadores e foram co-fundadores da Companhia Teatral Holton. James teve uma irmã gémea que morreu à nascença.
Estudou na Leighton Park School, dedicando-se igualmente às Artes, antes de se transferir para a Academia Londrina de Música e Artes Dramáticas. Formou-se em 1972 e foi trabalhar para o Teatro Nacional Real e para a Companhia Real Shakespeariana. Em 1976, protagonizou o épico “Illuminatus”, de Ken Campbell, uma peça pós-moderna cuja apresentação durava quase doze horas. Trabalhou igualmente num grupo de comédia, no Teatro Nacional de Brent.
Iniciou-se no cinema no fim dos anos 1970, mas só ao virar de século começou a conhecer a celebridade, recebendo a Taça Volpi de Melhor Actor em Veneza (1999) e o Oscar de Melhor Actor Secundário em 2002.
Passou então a ser escolhido para grandes produções, como “Moulin Rouge” de Baz Luhrmann. A partir de 2009, entrou em vários filmes da saga de “Harry Porter”. No princípio de 2012, fez “A Dama de Ferro”, interpretando o papel de esposo de Margaret Thatcher.
Jim Broadbent é o presidente honorário do Lindsey Rural Players. É casado com a pintora Anastasia Lewis.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

23 DE MAIO - JAMES BLISH

EFEMÉRIDEJames Benjamin Blish, escritor americano de ficção científica, nasceu em East Orange, Nova Jersey, em 23 de Maio de 1921. Morreu em Henley-on-Thames (Inglaterra) no dia 30 de Julho de 1975. Foi também crítico de ficção científica sob o pseudónimo de William Atheling Jr.
Formou-se em Biologia na Rutgers e na Columbia University, passando o período de 1942/44 como técnico médico do exército. Após a guerra, trabalhou como especialista farmacêutico na empresa Pfizer.
O seu primeiro conto publicado apareceu em 1940 e a sua vida literária progrediu de tal modo que ele abriu mão do seu trabalho para seguir a carreira literária profissional.
Foi casado com a agente literária Virginia Kidd, de 1947 a 1963. Entre 1967 e a sua morte em 1975, tornou-se o primeiro autor a escrever colecções de contos baseados na série televisiva clássica “Star Trek”. Ao todo, escreveu onze volumes de contos adaptados de episódios daquela série dos anos 1960 e também um romance original, “Spock deve morrer!” (1970) — o primeiro romance para adultos baseado na mesma série (desde então, muitos outros têm sido publicados por diversos autores). Faleceu quando estava a escrever “Star Trek 12”, tendo a sua segunda esposa, J. A. Lawrence, completado o livro postumamente.
James Blish emigrara em 1968 para a Inglaterra, onde viveu até à sua morte, vítima de cancro nos pulmões.

domingo, 22 de maio de 2016

22 DE MAIO - JOSEPH PLANCKAERT

EFEMÉRIDEJoseph Planckaert, considerado um dos melhores ciclistas belgas das décadas 1950/60, morreu em Otegem no dia 22 de Maio de 2007. Nascera em Poperinge, em 4 de Maio de 1934.
Tornou-se profissional em 1954. A sua melhor época foi a de 1962, em representação da equipa Faema-Flandria, sendo Campeão Belga de Estrada, vencendo o Paris-Nice, o Liège-Bastogne-Liège e a Volta ao Luxemburgo, ficando ainda em segundo lugar na Volta a França.
Antes, vencera o Omloop Het Volk em 1958 e os Quatro Dias de Dunquerque em 1957 e 1960, repetindo o feito em 1963.
Nas nove Voltas a França em que competiu, acabou seis vezes no Top 20. Em 1961, venceu a 6ª etapa Strasbourg/Belfort. Em 1962, vestiu a camisola amarela durante 7 dias consecutivos, conquistando-a ao britânico Tom Simpson e perdendo-a para o francês Jacques Anquetil, que ganharia a prova. 
Planckaert terminou a sua carreira em 1965, falecendo aos 73 anos de idade, vítima de doença prolongada.

sábado, 21 de maio de 2016

AUSÊNCIA (glosa de quadra)


Flor esbelta do jardim,
Perfume de amor constante,
Sua luz firme, sem fim,
Brilha mais que o diamante.»
Judite Higino

AUSÊNCIA

É a saudade infinita,
O tempo chegando ao fim,
Mas será sempre bonita,
Flor esbelta do jardim.

Sustenho o meu chorar
E vou seguindo adiante,
Tentando reencontrar
Perfume de amor constante,

Bem faço por esquecer,
Não posso estar assim,
Falta-me, para viver,
Sua luz firme, sem fim.

Cada coisa em que mexo
Faz-me sentir mais distante.
Seu passado sem desfecho
Brilha mais que o diamante!

 Gabriel de Sousa

21 DE MAIO - JOÃO BÉNARD DA COSTA

EFEMÉRIDEJoão Pedro Bénard da Costa, professor, actor, gestor cultural, crítico de cinema e ensaísta português, morreu em Lisboa no dia 21 de Maio de 2009. Nascera na mesma cidade em 7 de Fevereiro de 1935.
Após os estudos secundários no Liceu Camões, começou por estudar Direito, mas acabou em Ciências Histórico-Filosóficas, curso que frequentou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Licenciou-se em 1959.
Foi convidado a leccionar na faculdade, mas a PIDE (polícia política salazarista) afastou-o da função pública. Foi então para o ensino particular, até 1965, tendo sido professor no Seminário Menor de Almada e no Externato Frei Luís de Sousa, também em Almada. Mais tarde, foi admitido como professor no Liceu Camões, mas voltou a ser afastado, mudando-se para o Colégio Moderno, fundado por João Soares na década de 1940.
A paixão pelo cinema levou Bénard da Costa a participar no movimento cineclubista, que irradiou no meio universitário lisboeta a partir de 1957. Intelectual activo e de influência católica, presidiu à Juventude Universitária Católica, entre 1957 e 1958, e ajudou a fundar a revista “O Tempo e o Modo”, em 1963, publicação símbolo dos chamados “católicos progressistas”, opositores ao Estado Novo. Seria director desta revista até 1970.
Em 1964, ingressou na Fundação Calouste Gulbenkian, colaborando no Centro de Investigação Pedagógica até 1966. Passou depois a coordenar o Sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes, desde 1969 até 1971. De 1966 a 1974, foi igualmente secretário executivo da Comissão Portuguesa da Associação Internacional para a Liberdade da Cultura.
Em 1973, voltou ao ensino, desta vez na Escola de Cinema do Conservatório Nacional, onde leccionou História do Cinema, até 1980. Nesse ano, o governo chefiado por Francisco Sá Carneiro nomeou-o subdirector da Cinemateca Portuguesa, onde passaria a director em 1991. Manteve-se neste cargo durante 18 anos consecutivos, até 2009 – ano do seu falecimento. Entre 1997 e 2001, por indicação do presidente da República Jorge Sampaio, foi presidente da Comissão do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Ensaísta, publicou vários livros sobre cinema e assinou o artigo sobre cinema português na “Enciclopédia Einaudi”, incluído também na “História do Cinema Mundial” (2000). São de assinalar as suas monografias sobre os realizadores Alfred Hitchcock (1982), Luis Buñuel (1982), Fritz Lang (1983), John Ford (1983), Josef Von Sternberg (1984), Nicholas Ray (1984) e Howard Hawks (1988). Publicou ainda “O Musical” (1987), “Os Filmes da Minha Vida” (1990), “Histórias do Cinema Português” (1991), “Muito Lá de Casa” (1993) e “O Cinema Português Nunca Existiu” (1996).
Recebeu o Prémio de Estudos Fílmicos da Universidade de Coimbra em 1995 e o Prémio Pessoa em 2001.
Sob o pseudónimo de Duarte de Almeida, deu corpo a algumas personagens no cinema, aparecendo como actor em mais de uma dezena de longas-metragens de Manoel de Oliveira e num filme de João César Monteiro.
Recebeu várias condecorações: Oficial da Ordem das Artes e das Letras de França, Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1990), Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (2005) e Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura (2008). 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

20 DE MAIO - ROGER MILLA

EFEMÉRIDE Roger Milla, de seu verdadeiro nome Albert Roger Mooh Miller, futebolista dos Camarões, nasceu em Yaoundé no dia 20 de Maio de 1952.
Começou jogar aos treze anos no Eclair de Douala. Cinco anos depois, disputou o Campeonato Nacional defendendo as cores dos Léopards de Douala, sendo campeão em 1972 e 1973. Representou seguidamente o Tonnerre KC de Yaoundé. Recebeu a Bola de Oiro em 1976, antes de partir para a Europa.
Jogava em França desde 1977 no Valenciennes FC, já competira nos Mundiais de 1982, mas foram os Mundiais de Itália de 1990 que lhe abriram as portas da fama. Notabilizara-se entretanto no SC Bastia, marcando o golo que daria a este clube a vitória na Taça de França em 1981.  
Já antevia a sua retirada dos estádios, quando foi chamado à selecção em 1990. Jogava então no JS Saint-Pierroise, na ilha da Reunião, onde acabava de se sagrar campeão.
Senhor de grande técnica e famoso pelo modo como comemorava os seus golos, foi um dos jogadores mais em destaque nos Mundiais de 1990 em Itália, levando a Selecção dos Camarões até aos quartos de final, facto inédito até então, pois nenhuma selecção africana chegara tão longe. O país já tinha surpreendido na estreia, ao derrotar a Argentina, detentora do título. Milla fez quatro golos, comemorando-os sempre com uma dança, em que se agarrava à bandeirola de canto.
Deixou de pensar na reforma, regressando ao Tonnerre de Yaoundé, onde esteve durante quatro épocas. Entretanto, não jogou pela selecção. Porém, quando os Camarões foram de novo qualificados para os Mundiais a realizar nos Estados Unidos (1994), Roger foi novamente seleccionado.
Entrou assim definitivamente para a história dos Mundiais de Futebol, tornando-se o atleta mais velho a disputar o torneio (42 anos). Este recorde só seria batido em 2014, pelo guarda-redes colombiano Faryd Mondragón (43 anos).
Roger Milla fechou de vez a sua longa carreira em 1997, aos 45 anos, representando o Putra Samarinda da Indonésia.
Até hoje Roger Milla é uma referência no futebol africano, sendo chamado pelos seus conterrâneos de “Excelência” sempre que é nomeado. Tem também a nacionalidade francesa. Reside actualmente em Yaoundé, mas as suas funções de embaixador itinerante levam-no a viagens frequentes.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

19 DE MAIO - OLA JOHN

EFEMÉRIDEOla John, futebolista holandês, nasceu em Zwedru, na Libéria, em 19 de Maio de 1992. Representa actualmente o Reading FC de Inglaterra. Jogou no SL e Benfica entre 2012 e 2014. Foi internacional pela Selecção da Holanda em Sub-17, Sub-19 e Sub-21, estreando-se na equipa principal em 2012. Tem dois irmãos (Collins e Paddy), que são igualmente jogadores de futebol.
Com apenas dois anos de idade, fugiu da Libéria para a Holanda com a mãe e os irmãos. O pai fora morto durante a sangrenta Primeira Guerra Civil da Libéria. Só voltou ao continente africano no Mundial de Sub-17 realizado na Nigéria, em 2009. Tal como os irmãos, iniciou-se na academia juvenil do FC Twente.
Na época 2011/12, aconteceu o seu primeiro grande momento no Twente, pois passou a ter lugar na equipa titular treinada por Co Adriaanse.
Em Maio de 2012, assinou um contrato com o Benfica. Marcou o seu primeiro golo pelo Benfica num jogo contra o Celtic FC a contar para a Liga dos Campeões Europeus, que o clube lisboeta venceu por 3-1.
Em Janeiro de 2014, o Benfica emprestou-o ao Hamburgo SV até ao final da temporada, devido à pouca utilização que estava a ter naquela época, em virtude da maior concorrência que existia no plantel. Na época 2015/16, foi transferido para o Reading.
Pelo Twente, venceu a Taça e a Super Taça da Holanda em 2011. No Benfica, foi Campeão de Portugal e venceu a Taça da Liga em 2013/14 e 2014/15. Conquistou igualmente a Super Taça de Portugal em 2014.  

quarta-feira, 18 de maio de 2016

18 DE MAIO - BETTY ROBINSON

EFEMÉRIDE – Elizabeth “BettyRobinson, atleta norte-americana, primeira vencedora dos 100 metros femininos em Jogos Olímpicos, morreu em Denver no dia 18 de Maio de 1999. Nascera em Riverdale, em 23 de Agosto de 1911.
Correu a sua primeira prova de 100 metros aos 16 anos de idade, pouco antes do início dos Jogos Olímpicos de Amesterdão. Em Junho de 1928, igualou o recorde mundial que pertencia à alemã Gertrud Gladitsch, mas o seu tempo não foi homologado.
Nos Jogos Olímpicos de 1928, em Amesterdão, competiu pela quarta vez na vida numa prova de 100 metros e alcançou a final, vencendo a prova e igualando o recorde mundial. Na prova de estafetas 4X100, conquistou a medalha de prata.
Em 1931, foi vítima de um acidente de aviação, que lhe provocou sérias lesões e a impediu de competir nos Jogos de Los Angeles em 1932. Saiu de um coma de dois meses com sequelas cerebrais e uma perna e o quadril fracturados. Necessitou de vários meses de reabilitação para voltar a andar. Os médicos asseguraram que ela nunca poderia regressar às competições por causa da lesão no joelho da perna que fracturara.
No entanto, após um longo processo de recuperação, Betty pôde competir nas Olimpíadas de 1936 em Berlim, como componente da equipa de estafetas de 4x100 metros. Devido a impossibilidade de dobrar os joelhos, não pôde participar na prova de 100 metros, pois não conseguia posicionar-se nos blocos de partida. A equipa norte-americana venceu a prova de estafetas, à frente das canadianas e das britânicas, e Betty conquistou assim a sua segunda medalha de ouro olímpica.
Retirou-se definitivamente do atletismo após os Jogos de Berlim e casou-se em 1939. Foi incluída no Hall da Fama do Atletismo Norte-Americano, em 1977.
Faleceu aos 87 anos, vítima de cancro e da doença de Alzheimer. Fora recordista mundial dos 100 metros femininos, entre 1928 e 1932.

terça-feira, 17 de maio de 2016

FRANCISCO FANHAIS - "Vemos, ouvimos e lemos"


17 DE MAIO - LYUDMILA PAKHOMOVA

EFEMÉRIDELyudmila Alekseyevna Pakhomova, patinadora artística soviética, que competia em provas de dança no gelo, morreu em Moscovo no dia 17 de Maio de 1986. Nascera na mesma cidade em 31 de Dezembro de 1946.
Foi Campeã Olímpica de Patinagem Artística nos Jogos de Innsbruck (1976), ao lado de Alexandr Gorshkov. Começara a praticar a modalidade aos sete anos, quando a avó a levava a uma escola desportiva no Estádio dos Jovens Pioneiros.
Desde 1966, formou um duo com Alexandr Gorshkov e passou a treinar no FK Dínamo de Moscovo. Os dois apaixonaram-se e contraíram casamento em 1970. Foram Campeões do Mundo de 1970 a 1974 e, em 1976, obtiveram o 6º título mundial. Tiveram uma filha nascida no ano seguinte.  Lyudmila faleceu aos 39 anos de idade, vítima de leucemia.
Foi incluída, a título póstumo – em 1988 – no World Figure Skating Hall of Fame, bem assim como A. Gorshkov.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

16 DE MAIO - BETTY CARTER

EFEMÉRIDEBetty Carter, de seu verdadeiro nome Lillie Mae Jones, cantora de jazz norte-americana, nasceu em Flint (Michigan) no dia 16 de Maio de 1929. Morreu em Brooklyn, em 26 de Setembro de 1998. Era conhecida pela sua técnica de improvisação e por algumas “habilidades” musicais complexas que demonstravam o seu talento vocal e a interpretação imaginativa das letras e melodias.
Cresceu em Detroit, onde o pai dirigia um coro de igreja. Estudou piano no conservatório. Ganhou um concurso e passou a actuar com frequência em clubes locais, onde cantava e tocava piano. Aos 16 anos, cantou com Charlie Parker e, mais tarde, com Dizzy Gillespie e Miles Davis.
Betty melhorou ainda as suas capacidades, durante uma tournée que fez com Lionel Hampton, no fim dos anos 1940. Na década seguinte, gravou com King Pleasure e com o Ray Bryant Trio. A primeira gravação, já com o seu nome artístico, foi “Out There with Betty Carter”, lançada em 1958 pela editora Peacock.
A sua carreira abrandou um pouco nos anos 1960/70, apesar de ter feito uma série em duo com Ray Charles, que lhe trouxe a consagração popular (1961). Em 1963, fez uma tournée pelo Japão com Sonny Rollins. Durante este período, gravou para várias editoras, mas não ficou satisfeita com os resultados. 
Em 1970, fundou a sua própria editora (Bet-Car), através da qual viriam a ser lançadas algumas das suas gravações mais célebres, como o álbum duplo “The Audience with Betty Carter” (1980).
Em 1987, assinou um contrato com a gravadora Verve, que relançou em CD a maioria dos seus álbuns gravados na Bet-Car, levando-os assim a um público muito mais vasto. No ano seguinte, ganhou um Grammy Award, com o álbum “Look What I Got!”.
No último decénio da sua vida, recebeu o reconhecimento oficial que merecia. Em 1994, actuou na Casa Branca. Em 1997, recebeu a Medalha das Artes que lhe foi entregue pelo presidente Bill Clinton. Betty manteve-se activa até ao seu falecimento em 1998, vítima de cancro no pâncreas.

domingo, 15 de maio de 2016

15 DE MAIO - SAMUEL WANJIRU

EFEMÉRIDESamuel Kamau Wanjiru, corredor de fundo queniano, morreu em Nyahururu no dia 15 de Maio de 2011, Nascera na mesma localidade em 10 de Novembro de 1986.
Foi campeão da maratona nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, com o recorde de 2:06:32, conquistando a primeira medalha de ouro do Quénia na mais longa e tradicional prova do atletismo olímpico. Entre os seus outros resultados a salientar, estão o recorde mundial da meia maratona, que alcançou em 2007, e a vitória na Maratona de Londres de 2009.
Wanjiru começou a correr aos quinze anos de idade e, no ano seguinte, mudou-se para Fukuoka, no Japão, fazendo o ensino secundário em Sendai, curso que completou em 2005. Após os estudos, juntou-se a um grupo de atletas japoneses treinados por Koichi Morishita, medalha de prata na maratona dos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992.
Aos 17 anos, em Hiroshima, correu os 5 000 m no expressivo tempo de 13m12s e, no ano seguinte, bateu o recorde mundial da meia maratona em Roterdão, na Holanda, diminuindo num segundo a marca de seu compatriota Paul Tergat.
Em 2006, o seu recorde foi por sua vez batido pelo bicampeão olímpico dos 10 000 m, o etíope Haile Gebrselassie, o “Imperador”, mas Wanjiru recuperou-o em Haia, na Holanda, em Março de 2007, correndo a distância em 55m31s.
Wanjiru fez a sua estreia na maratona em 2007, na cidade onde morava, Fukuoka, vencendo a mais tradicional maratona do Japão com 2:06.39, um tempo excepcional. No ano seguinte, foi 2º na Maratona de Londres, baixando ainda mais a sua melhor marca pessoal. A consagração como atleta internacional foi conseguida mundialmente em Agosto de 2008, ao conquistar a medalha de ouro na maratona olímpica de Pequim, batendo um recorde olímpico com 24 anos, pertencente ao atleta português Carlos Lopes.
Poucas semanas após a vitória em Pequim, Wanjiru correu em Portugal, vencendo a segunda edição da Meia Maratona Sportzone em Setembro de 2008.
Recebeu o Prémio de Atleta Desportivo do Quénia em 2008. No ano seguinte, voltou a Londres para a sua primeira maratona após a vitória em Pequim e venceu a prova com 2:05.10, estabelecendo novo recorde pessoal e novo recorde da Maratona de Londres.
Samuel Wanjiru morreu após cair da varanda do apartamento onde vivia com a esposa, em Nyahururu, no que pareceu ter sido um suicídio. O casal vinha a ter problemas desde 2010 e o atleta tinha sido acusado de a tentar matar e de porte ilegal de uma espingarda AK-47. A acusação de tentativa de assassinato foi retirada após uma aparente reconciliação, mas ele deveria comparecer perante um juiz em 23 de Maio para responder pela outra acusação. Pouco antes da queda, Wanjiru tivera mais uma grande discussão com a companheira. Apesar de se tratar de um 1º andar, não sobreviveu. A dúvida subsiste sobre as circunstâncias em que se deu o acidente.

sábado, 14 de maio de 2016

CHICO BUARQUE - "Construção"


14 DE MAIO - SIDNEY BECHET

EFEMÉRIDESidney Bechet, clarinetista, saxofonista e compositor de jazz norte-americano, nasceu em Nova Orleães no dia 14 de Maio de 1897. Morreu em Paris, em 14 de Maio de 1959.
Músico prodígio, nascido numa família crioula, foi morar em Chicago em 1917, para tocar com dois exilados famosos, o trompetista Freddie Keppard e o pianista Tony Jackson.
Em 1919, foi clarinetista solista da Southern Syncopated Orchestra, regida pelo compositor Will Marion Cook. Acompanhou Cook, em Londres, onde descobriu o saxofone soprano, um instrumento mais dominante do que o clarinete e com o qual pôde facilmente produzir o vibrato, que era a sua característica distintiva.
Em Junho de 1924, juntou-se ao grupo de Duke Ellington e fez uma tournée na Nova-Inglaterra. Menos de três meses mais tarde, Duke dispensou-o por ele não ter comparecido em três concertos.
Expulso da Grã-Bretanha por causa de uma desordem num hotel, Bechet voltou aos Estados Unidos, instalando-se em Nova Iorque, onde o pianista Clarence Williams queria à viva força que ele gravasse ao lado de Louis Armstrong. Assim teve lugar o encontro entre os dois gigantes do jazz.
Novos problemas trouxeram-no de novo à Europa, onde passou quatro anos no seio da “Revista Negra”, em que Joséphine Baker era a vedeta. Fez uma tournée por vários países europeus, incluindo a Rússia, como solista de jazz.
Sidney Bechet tinha um forte carácter e, em 1928, envolveu-se em confrontos físicos com o músico Mike McKendrick sobre o qual disparou uma arma. O drama foi evitado, mas Bechet ficou preso durante onze meses em Fresnes (França), sendo depois expulso.
Depois de um triunfal sucesso no Festival de Jazz de Paris em 1949, decidiu fixar-se em França, onde se tornou uma super vedeta. O seu tema “Petite Fleur” foi um êxito mundial. Escreveu também partituras para ballets, como “La Nuit est une sorcière” que compôs para o dançarino e coreógrafo Pierre Lacotte.
Em 1956, fez uma longa e bem sucedida tournée pela Bélgica. Faleceu, vítima de cancro, no dia em que completou 62 anos.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

SIDNEY BECHET - "Petite Fleur"

CHICO BUARQUE & MILTON NASCIMENTO - "Cálice"


13 DE MAIO - ÂNGELA MARIA

EFEMÉRIDEÂngela Maria, de seu verdadeiro nome Abelim Maria da Cunha, cantora e actriz brasileira nasceu em Macaé no dia 13 de Maio de 1929.
De família humilde, a mãe era dona de casa e o pai pastor da Igreja Evangélica. Desde criança, cantou no coral de uma Igreja Baptista próxima de sua casa. Foi assim aprendendo a amar a música e as melodias. Durante a infância e adolescência, devido a dificuldades financeiras, morou nas cidades de Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti, pois a família andava em busca de uma vida melhor em cidades com mais recursos.
Durante a juventude, trabalhou numa fábrica de lâmpadas e foi operária tecelã numa empresa de tecidos, mas sempre quis ser cantora. Sonhava cantar na rádio e fazer sucesso, mas o pai era contra. Por ser muito religioso, queria que a filha se convertesse à Igreja Evangélica e se casasse cedo. Ela, no entanto, não queria viver assim e prosseguiu o seu grande sonho.
Em 1947, aos 19 anos, trabalhava de dia e à noite, ao mesmo tempo que tentava por todos os meios conseguir vaga num programa de música, indo de rádio em rádio fazer inscrições, Finalmente, conseguiu ser escolhida e apresentada perante um júri, tendo passado o teste.
Começou a apresentar-se como cantora no “Pescando Estrelas”, um programa para caloiros. Adoptou o nome de Ângela Maria para não ser identificada pela família que, se soubesse, não a deixaria nem mais um dia sair de casa. As suas interpretações foram consideradas muito boas, sempre com a nota máxima e ganhando todos os concursos.
Toda a gente a queria ouvir e, assim, foi cantar no famoso Dancing Avenida e, depois, na rádio Mayrink Veiga. Em 1951, com a família já conhecedora de tudo e mesmo a contragosto, após muitas brigas, acabaram por aceitar a vontade da filha, permitindo que ela gravasse o primeiro disco. Vieram assim os êxitos que a consagraram.
Com grande sucesso no Brasil, passou a viajar pelo mundo. Além de cantar, fez cursos de teatro e actuou na longa-metragem “Portugal, Minha Saudade”, em 1973.
Ângela Maria foi uma das grandes intérpretes do samba canção (surgido na década de 1930), ao lado de Maysa, Nora Ney e Dolores Duran. Gravou dezenas de sucessos.
Em 1996, foi contratada pela editora Sony Music e lançou o CD “Amigos”, com a participação de vários artistas como Roberto Carlos, Gal Costa, Caetano Veloso, Alcione e Fafá de Belém, entre outros. O trabalho foi um êxito, celebrado num espectáculo no Metropolitan, actual Claro Hall (Rio de Janeiro) e num especial na Rede Globo. O disco vendeu mais de 500 mil cópias.
Foi uma fase muito feliz da sua carreira. Em 1997, apresentou o álbum “Pela Saudade que Me Invade”, com sucessos de Dalva de Oliveira, e – um ano depois – gravou o CD “Só Sucessos”, incluído na lista dos cem álbuns brasileiros mais vendidos. Após a saída da Sony, Ângela gravou em 2003, desta vez para a Lua Discos, o “Disco de Ouro”, abrangendo compositores como Djavan a Dolores Duran.
Em 2011, foi convidada para a série “Depoimentos para a Posteridade” do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, deixando aí registada a sua história. Na entrevista, contou passagens importantes da sua carreira artística, afirmando ter gravado 114 discos e vendido cerca de 60 milhões de exemplares.
Em 2015, foi lançada a sua biografia, escrita pelo jornalista Rodrigo Faour, que contou com depoimentos preciosos da cantora.
Ângela sofreu na vida pessoal, por não conseguir ter filhos, em virtude de problemas uterinos diagnosticados ainda na adolescência. Foi casada seis vezes. Revelou que sofreu humilhações e agressões de todos eles, o que interferiu na sua carreira. Ângela revelou que tentara mesmo o suicídio.
Em 1967, desesperada com a vida, fugiu do Rio para São Paulo. Na capital paulista, passou a ser ainda mais roubada por assessores e empresários. Consegui dar a volta por cima cinco anos depois, mas ficara muito tempo a viver em grande pobreza, chegando a trabalhar como empregada doméstica para sobreviver.
Em 1979, com 51 anos e a viver sozinha, conheceu um homem que ia mudar a sua vida. Um rapaz de 18 anos mexeu com o seu coração. Apesar de estar noivo de uma rapariga da sua idade, Daniel gostou de Ângela, abandonou a noiva e os dois passaram a ter um envolvimento amoroso intenso, o que chocou muita gente. O casal sofreu muito com preconceitos e Ângela ficava muito triste com o que lia na imprensa.
Daniel ajudou-a quando Ângela perdeu quase tudo, ao sofrer novo “golpe” de um assessor. Deu-lhe forças e arranjou-lhe trabalhos como cantora. Passaram a morar juntos com poucos meses de namoro e essa união durou 33 anos. Em 13 de Maio de 2012, dia do seu 83º aniversário, Ângela e Daniel casaram-se no registo civil e na igreja. Ela fora pedida em casamento dias antes e desta vez aceitou. Embora o pedido tivesse sido feito noutras ocasiões, nunca quisera casar-se oficialmente até àquele momento. A celebração foi feita através de uma grande festa para os familiares e amigos. Ângela afirma que, agora, está muito bem e que Daniel foi o único homem que a fez verdadeiramente feliz.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

ROBERTO CARLOS & ÂNGELA MARIA - "Desabafo" (1996)


12 DE MAIO - CARLOS SECRETÁRIO

EFEMÉRIDECarlos Alberto de Oliveira Secretário, ex-jogador e treinador de futebol português, nasceu em São João da Madeira no dia 12 de Maio de 1970.
Fez sucesso no FC do Porto, onde jogou de 1993 a 1996 e entre 1998 e 2004. Representou o Real Madrid CF na época 1996/97. Encerrou a sua carreira de jogador em 2005, no FC Maia.
Passou a dedicar-se à função de treinador, tendo já dirigido o Maia, o AD Lousada, o FC Arouca, o SC Salgueiros e – actualmente – treina o US Lusitanos em Saint-Maur (França).
Foi chamado 35 vezes à Selecção de Portugal, tendo disputado dois Europeus.
Do seu palmarés, fazem parte a Taça UEFA de 2003 e a Liga dos Campeões Europeus de 2004. Foi seis vezes Campeão Nacional, tendo também conquistado cinco Taças e seis Super Taças de Portugal, tudo em representação do Porto. Pelo Real Madrid, foi Campeão de Espanha em 1997.  Jogava como defesa lateral.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

11 DE MAIO - JOÃO BOTELHO

EFEMÉRIDEJoão Botelho, realizador de cinema português, nasceu em Lamego no dia 11 de Maio de 1949.
Estudou Engenharia Mecânica na Faculdade de Engenharia da Universidade de Coimbra e frequentou a Escola de Cinema no Conservatório Nacional. Foi cineclubista no Porto e em Coimbra, onde dirigiu o CITAC. Foi crítico de cinema na “Gazeta da Semana” e na revista “M”, de que foi fundador.
Iniciou-se como realizador em 1976. Entre os prémios recebidos, salienta-se o Tucano de Ouro para o Melhor Realizador no Festival do Cinema do Rio de Janeiro (1985), com o filme “Um Adeus Português”, e o Prémio de Cinema Europeu no Festival de Veneza com “Tempos Difíceis” (1988).
Foi-lhe prestado um tributo no Festival Cinéma du Réel em Paris (Março de 2006). Fora igualmente homenageado no Festival Internacional do Filme de La Rochelle (França) em Junho/Julho de 1999.
Foi membro do júri do 29º Festival de São Paulo (Brasil, 2005) e do 27º Three Continents Festival (Nantes, 2005). Foi casado com a jornalista Leonor Pinhão, com quem teve três filhos. É Comendador da Ordem do Infante D. Henrique desde Junho de 2005.

terça-feira, 10 de maio de 2016

10 DE MAIO - ROUGET DE LISLE

EFEMÉRIDE – Claude Joseph Rouget de Lisle, oficial do exército, poeta e dramaturgo francês, nasceu em Lons-le-Saunier no dia 10 de Maio de 1760. Morreu em Choisy-le-Roi, em 26 de Junho de 1836.
Colocado em Estrasburgo em Maio de 1791, no começo da Revolução Francesa, travou conhecimento com Philippe-Frédéric de Dietrich, presidente da Câmara. A seu pedido, compôs vários cantos patrióticos.
Rouget de Lisle é o autor da letra e da música do “Chant de guerre pour l'armée du Rhin”, composto em Estrasburgo na noite de 25 de para 26 de Abril de 1792 e que se tornou o hino nacional francês, sob o nome de “Marseillaise” (1879). Foi cantado pela primeira vez em público pelo próprio presidente da Câmara.
Rouget de Lisle deixou Estrasburgo em Junho de 1792, para comandar a fortaleza de Huningue. Foi destituído das suas funções e detido por ter protestado contra o internamento de Luís XVI, no seguimento da tomada das Tulherias. O sucesso da sua composição salvou-o da guilhotina.
Em 1795, foi colocado em Brest, acabando por pedir a sua demissão do exército. Passou a viver com dificuldades em Lons-le-Saunier, sua terra natal. Dirigiu mais tarde uma empresa de fornecimento de víveres para o exército.
Mostrou-se hostil à instauração do Primeiro Império em 1804, chegando a escrever uma carta a Bonaparte.
Em 1825, publicou “Cantos Franceses”. Continuava a viver de modo precário e viu-se obrigado a vender a herança que o pai lhe deixara. Chegou a ser preso por dívidas não pagas (1826). Foi-lhe atribuída finalmente uma pensão vitalícia, mas morreu pouco tempo depois.
Antes da sua morte, foi imortalizado em bronze pelo escultor francês Pierre Jean David. As suas cinzas encontram-se depositadas nos Invalides desde o dia 14 de Julho de 1915.
A “Marselhesa” foi traduzida praticamente em todas as línguas do mundo e foi utilizada também como canto revolucionário e de resistência, nomeadamente nos campos de concentração nazis. 

segunda-feira, 9 de maio de 2016

MIREILLE MATHIEU - "La Marseillaise"


RAQUEL TAVARES - "Meu Amor de Longe"


9 DE MAIO - ALDO MORO

EFEMÉRIDEAldo Luigi Romero Moro, jurista, professor e político italiano, morreu em Roma (ou arredores) no dia 9 de Maio de 1978. Nascera em Maglie, em 23 de Setembro de 1916.
Professor de Direito Penal na Faculdade de Direito da Universidade de Bari desde 1949, Aldo Moro filiou-se no ano seguinte na Federação Universitária dos Católicos Italianos, tornando-se depois seu presidente. Após a Segunda Guerra Mundial, foi eleito para a Assembleia Constituinte, participando assim na feitura da nova constituição. Em 1948, foi reeleito para a Câmara dos Deputados, onde ficou até à sua morte.
Ocupou vários cargos governamentais entre 1948 e 1976. Foi secretário da Democracia Cristã em 1960/63 e presidente deste partido de 1976 até ao seu falecimento. 
Jurista de renome, foi docente da Faculdade de Ciências *Políticas na Universidade de Roma, de 1960 a 1978.
Durante os anos 1970, Moro dedicou toda a sua atenção ao projecto de Enrico Berlinguer no sentido de ser encontrado um Compromisso Histórico. Aquele dirigente do Partido Comunista Italiano propunha uma aliança entre comunistas e democratas cristãos, numa época de grave crise económica, política e social em Itália. Moro foi um dos que mais lutaram pela formação de um “governo de solidariedade nacional”.
Ocupou por cinco vezes o cargo de primeiro-ministro, nos períodos 1963/68 e 1974/76), em governos de centro-esquerda, mas nunca conseguiu formar um governo de coligação correspondente ao Compromisso Histórico.
Sequestrado em 16 de Março de 1978 pelo grupo guerrilheiro Brigadas Vermelhas, foi assassinado depois de 55 dias de cativeiro. O corpo foi encontrado no próprio dia da sua morte, no porta-bagagem de uma viatura.
Moro, quando foi sequestrado, ia a caminho de uma sessão da Câmara de Deputados, em que seria discutido um voto de confiança no novo governo de Giulio Andreotti, que tinha o aval do PCI e que seria a primeira aplicação prática do Compromisso Histórico, perfilhado por Aldo Moro e Berlinguer.
As Brigadas Vermelhas tinham proposto poupar a vida de Aldo Moro, em troca da libertação de vários dos seus correligionários que se encontravam detidos. Há várias teorias acerca dos motivos da recusa do governo italiano em negociar a libertação de Aldo Moro e também sobre os verdadeiros interesses envolvidos no seu sequestro e morte. Segundo o historiador Sergio Flamigni, as Brigadas Vermelhas teriam sido manipuladas pelos serviços secretos americanos de modo a justificar a manutenção de uma estratégia de tensão e a manter o PCI afastado das esferas do poder. 

domingo, 8 de maio de 2016

8 DE MAIO - JOHN FANTE

EFEMÉRIDEJohn Fante, romancista, ensaísta e guionista norte-americano, filho de imigrantes italianos, morreu em Woodland no dia 8 de Maio de 1983, Nascera em Denver, em 8 de Abril de 1909.
Foi educado em Boulder e esteve por três vezes, entre 1927 e 1929, na Universidade do Colorado, sem contudo concluir qualquer curso. Mudou-se para a Califórnia, quando tinha 20 anos, trabalhando numa fábrica de conservas de peixe. Gostava de ler e os seus autores preferidos eram Dostoïevski, Nietzsche, Jack London e Sinclair Lewis, entre outros.
Começou a escrever em 1929, tendo o seu primeiro conto sido publicado na revista “The American Mercury” em 1932. O seu primeiro romance foi publicado em 1938.
Fante é sobretudo conhecido pela sua obra “Pergunte ao Pó” (1939), um romance semi-autobiográfico que se desenrola na década de 1930 e conta a história do aspirante a escritor Arturo Bandini, um ítalo-americano amargo que cresce em plena recessão americana e tenta ganhar a vida como operário. Foi o terceiro livro de uma série de quatro romances, publicados entre 1938 e 1985, que agora são chamados colectivamente “O Quarteto Bandini”. O livro “Pergunte ao Pó” foi adaptado ao cinema em 2006.
Fante escreveu muitos livros, contos e guiões, incluindo o do filme de 1957 “Full of Life”, baseado no livro homónimo de 1952. Outros guiões notáveis, escritos em co-autoria, incluem as películas de 1962 “Walk on the Wild Side” e “The Reluctant Saint”, assim como um filme de 1968 feito para a televisão – “Something for a Lonely Man”.
Em 1955, foi-lhe diagnosticada a diabetes, doença que o deixaria cego em 1978. Ainda assim, ditou a sua esposa o seu último livro, “Sonhos de Bunker Hill”. Morreu aos 74 anos. Um dos sues quatro filhos, também escritor, Dan Fante, escreveu um romance sobre a morte do pai, intitulado “Chump Change”.
Figura de excessos e provocações, John Fante é hoje considerado um escritor de primeira ordem e um precursor da Geração Beat. Em 2000, foi publicada a sua biografia da autoria de Stephen Cooper.

sábado, 7 de maio de 2016

7 DE MAIO - ANGELA CARTER

EFEMÉRIDEAngela Carter, de seu verdadeiro nome Angela Olive Stalker, jornalista e escritora inglesa, nasceu em Eastbourne no dia 7 de Maio de 1940. Morreu em Londres, em 16 de Fevereiro de 1992.
Para evitar os bombardeamentos alemães sobre a sua cidade natal, durante a Segunda Guerra Mundial, foi viver com a avó materna em Yorkshire. Durante a adolescência, sofreu de anorexia. O seu primeiro trabalho jornalístico foi publicado no “Croydon Advertiser”, seguindo as pisadas do pai que era também jornalista.
Licenciou-se em Literatura Inglesa na Universidade de Bristol. Autora de romances, poesias, contos infantis, livros de ficção científica, ensaios e crónicas de viagens, colaborou ainda nos guiões dos filmes “Na companhia dos lobos” (1984), inspirado na sua obra “O quarto do Barba Azul”, e “The magic toyshop”, adaptação da sua obra homónima (1987).
O seu interesse simultâneo pelo feminismo e pela literatura levou-a a reescrever, sob o ponto de vista feminino, textos de autores como o Marquês de Sade e Charles Baudelaire, entre outros. Na opinião de vários dos seus contemporâneos, Angela não era no entanto sectária, cultivando amizades nos mais variados sectores.
Angela Carter não se enquadrava nos convencionalismos culturais dos países de língua inglesa e procurou sempre descobrir outras culturas e idiomas. Era fluente em francês e alemão e morou durante dois anos em Tóquio. Esteve ainda noutros países asiáticos, nos Estados Unidos e em vários países europeus.
Em 1967, recebeu o Prémio John Llewellyn Rhys, com “The magic toyshop”; no ano seguinte, “Several perceptions” rendeu-lhe o Somerset Maugham Award; em 1979, “O quarto do Barba Azul” ganhou o Prémio Cheltenham Festival of Literature; e “Noites no circo” foi premiado com o James Tait Black Memorial em 1985.
Casou-se duas vezes, em 1969 e em 1977. Nos anos 1970 e 1980 foi escritora residente em várias universidades.
Colaborou regularmente nos periódicos “The Guardian”, “The Independent” e “New Statesman”. Adaptou para a rádio várias das suas novelas. Morreu aos 51 anos, vítima de cancro num pulmão.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

6 DE MAIO - JORGE PERESTRELO

EFEMÉRIDEJorge Perestrelo, jornalista desportivo português, morreu em Lisboa no dia 6 de Maio de 2005, vítima de crise cardíaca. Nascera no Lobito (Angola) em 1948.
Começou por trabalhar no Rádio Clube do Lobito, passando depois pelo Rádio Clube do Moxico e pela Rádio Comercial de Sá da Bandeira. Em 1975, com o início da Guerra Civil Angolana, foi para o Brasil. Até na rádio brasileira teve sucesso, mas – dois anos depois – decidiu vir para Portugal.
Prosseguiu a sua carreira na rádio, tendo sido locutor do Rádio Clube Português, da Rádio Comercial e da TSF.
Considerado um dos melhores relatores de sempre na história do futebol, Jorge Perestrelo começara desde muito cedo a revelar os seus dotes para relatar e comentar os jogos.
Colaborou também com o canal de televisão SIC, entre 2003 e 2005. O último golo relatado por Perestrelo foi o que deu a vitória ao Sporting CP frente ao AZ Alkmaar e que garantiu a passagem à final da Taça UEFA.
Invocava os “Deuses do futebol” e dizia frequentemente «É disto que o meu povo gosta». Criou um estilo diferente e emotivo, ao contar aos ouvintes o que se passava nos relvados.
Inconfundível, único, irreverente e genuíno foram as palavras que mais se ouviram da boca dos seus amigos e colegas na hora da despedida.
«Ripa na Rapaqueca», «O que é isso ó meu?» e «Eu com a minha barriguinha chegava e facturava» foram algumas das muitas expressões que perduram na memória de quem o ouviu.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

CHARLES AZNAVOUR - "La Mama"


5 DE MAIO - DALVA DE OLIVEIRA

EFEMÉRIDEDalva de Oliveira, de seu verdadeiro nome Vicentina de Paula Oliveira, cantora brasileira, nasceu em Rio Claro no dia 5 de Maio de 1917. Morreu no Rio de Janeiro em 31 de Agosto de 1972. Segundo a revista “Rolling Stone”, foi considerada a 32ª melhor voz da música brasileira de todos os tempos.
Era filha de um carpinteiro, Mário de Paula Oliveira, e da portuguesa Alice do Espírito Santo Oliveira.
Em 1937, gravou com a Dupla Preto e Branco, o batuque “Itaquari” e a marcha “Ceci e Peri”. O disco foi um sucesso, rendendo várias apresentações na rádio. Os três passaram a formar o Trio de Ouro.
Em 1949, deixou o trio, quando faziam uma tournée pela Venezuela com a companhia de Dercy Gonçalves. No ano seguinte, retomou a carreira a solo, lançando os sambas “Tudo acabado” e “Olhos verdes” e o samba canção “Ave Maria”, que foram grandes sucessos. Em 1951, actuou nos filmes “Maria da praia” e “Milagre de amor”.
Em 1952, ganhou o título de Rainha do Rádio e viajou até à Argentina para conhecer o país e cantar em Buenos Aires.
Apesar de ter sido casada duas vezes e de ter três filhos, vivia sozinha na sua mansão e habituara-se à solidão. Viajava e fazia tournées musicais. Estava concentrada na sua carreira plena de sucessos, quando conheceu Manuel Nuno Carpinteiro, um homem vinte anos mais jovem do que ela, por quem se apaixonou e com quem redescobriu o amor. Ao assumir o namoro, foi alvo de preconceitos, pela grande diferença de idades, mas Dalva não ligou e escutou apenas a voz do coração. Foram viver juntos e Dalva reencontrou a alegria de viver acompanhada.
Em Agosto de 1965, Dalva e Manuel Nuno sofreram um grave acidente. Ele conduzia o veículo, depois de mais um show da cantora. Perdeu o controlo do carro. O casal não ficou ferido, mas o sinistro causou morte de quatro pessoas. Manuel foi preso e Dalva ficou desesperada com a situação. Pagou a um advogado e, após alguns meses, a pena foi revertida em prestação de serviços a comunidades carentes. No fim dos anos 1960, após todos estes processos, Dalva e Manuel casaram-se oficialmente.
De voz afinada e bela, Dalva era considerada a Rainha da Voz e o Rouxinol Brasileiro. A sua extensão vocal ia do contralto ao soprano.
Três dias antes de morrer, pressentindo o fim, pela primeira vez – na sua agonia de quase três meses – falou da morte. Tinha um recado para a sua melhor amiga, Dora Lopes, que a acompanhou ao hospital: «- Quero ser vestida e maquilhada como o povo se acostumou a ver-me. Todos vão parar para me ver passar!». Morreu vítima de hemorragia interna, causada por cancro no esófago. Foi sepultada no Cemitério Jardim da Saudade no Rio de Janeiro.
Durante a sua carreira, realizou mais de 400 gravações. Na primeira versão do filme “Branca de Neve e os Sete Anões”, produzida em 1938 pelos estúdios da Disney, Dalva de Oliveira fez a dobragem dos diálogos da Branca de Neve, na versão brasileira. Na cidade de Rio Claro, onde nasceu, existe uma praça com o seu nome.

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