terça-feira, 17 de outubro de 2017

17 DE OUTUBRO - MIGUEL DELIBES


EFEMÉRIDE - Miguel Delibes Setién, escritor da Geração de 36, jornalista e catedrático espanhol, nasceu em Valladolid no dia 17 de Outubro de 1920.  Morreu na mesma cidade em 12 de Março de 2010.
Foi membro da Real Academia Espanhola desde 1975 até à sua morte. Começou a carreira nos anos 1950, como desenhador, colunista e jornalista do “El Norte de Castilla”, periódico que chegou a dirigir (1958).
Estudou Direito e, paralelamente, recebeu formação de Desenho e de Pintura, tendo sido também professor.
Durante a sua longa carreira, recebeu numerosos galardões, entre os quais o Prémio Princesa das Astúrias de 1982, o Prémio Nacional das Letras Espanholas em 1984, o Prémio Cervantes de 1993 (pelo conjunto da sua obra) e o Prémio Nacional de Narração por duas vezes (1955 e 1999).
Em 1947, o seu primeiro romance “La sombra del ciprés es alargada” recebeu o Prémio Nadal. Os seus romances desenrolam-se, na sua maior parte, na Castela do pós-guerra, alguns descrevendo o meio rural. Outros passam-se em cidades médias de província. Em 1998, publicou “El hereje”, um romance histórico da época da contra-reforma em Valladolid.
As suas obras são marcadas por um profundo humanismo de inspiração cristã progressista. Teve vários problemas com a Censura, na era de Franco.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

16 DE OUTUBRO - PALMEIRO.


EFEMÉRIDE - Francisco Luís Palmeiro Rodrigues, futebolista português, nasceu em Arronches no dia 16 de Outubro de 1932. Morreu em 22 de Janeiro de 2017, aos 84 anos de idade. Ao serviço do SL e Benfica, marcou 36 golos em 117 jogos, num total de oito temporadas.
Envergou por três vezes a camisola da selecção nacional de Portugal, sempre em jogos amigáveis, tendo marcado três golos, todos eles num Portugal-Espanha realizado em Junho de 1956 e que Portugal venceu por 3-1.
Aos 13 anos, na temporada 1945/46, iniciou-se no Atlético Clube de Arronches, filial do Atlético Clube de Portugal, tendo passado para a equipa principal na temporada 1949/50. Pouco depois, representou O Elvas CAD, seguindo-se a ida para o GD Portalegrense (1951/53).
Aos 20 anos, ingressou nas reservas do Benfica, estreando-se em 25 de Dezembro de 1953. O último jogo em representação do clube ocorreu em Maio de 1961, na 1ª mão dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, frente ao Vitória de Setúbal.  Depois, jogou no Atlético CP (1961/63) e no Almada AC (1963/65).
Enquanto jogador do Benfica, foi o primeiro futebolista a marcar um golo no antigo Estádio da Luz, em 1 de Dezembro de 1954 (inauguração do estádio), e o primeiro jogador do clube a marcar nas competições europeias, na Taça dos Clubes Campeões Europeus, em 19 de Setembro de 1957, contra o Sevilha FC.
No total, venceu três Campeonatos Nacionais (1954/55, 1956/57 e 1959/60) e três Taças de Portugal (1954/55, 1956/57 e 1958/59).
Jogou ainda no campeonato distrital de Setúbal: no GD Pescadores Costa da Caparica (1965/66) e Monte da Caparica AC (1966/67).
A sua terra natal, Arronches, homenageou-o com a atribuição do seu nome ao estádio municipal, o Estádio Municipal Francisco Palmeiro.

domingo, 15 de outubro de 2017

MERCEDES SOSA - "Todo cambia" (ao vivo)


15 DE OUTUBRO - JOHN L. SULLIVAN


EFEMÉRIDE - John Lawrence Sullivan, pugilista norte-americano, nasceu em Boston no dia 15 de Outubro de 1858. Morreu na mesma cidade em 2 de Fevereiro de 1918. Foi o primeiro campeão mundial dos pesos-pesados da era moderna do boxe e o último campeão da época em que ainda se combatia com as mãos nuas.
Descendente de imigrantes irlandeses, Sullivan nasceu em Roxbury, hoje um bairro de Boston. Na sua juventude, a fim de contribuir para os proventos familiares, que viviam na pobreza, John teve de fazer trabalhos braçais, que lhe trouxeram a sua notável força física.
Em 1878, aos 20 anos de idade, começou a interessar-se pelo boxe e fez as suas primeiras exibições no Cockerhill Hall, em Boston. Dois anos mais tarde, já se tinha tornado uma pequena celebridade local, tendo inclusivamente lutado e vencido alguns lutadores de renome.
No intuito de tornar Sullivan conhecido em todo os Estados Unidos, o seu empresário Billy Madden tirou-o de Boston e levou-o para Nova Iorque. Sullivan lançou então um desafio público, oferecendo 250 dólares a qualquer homem que lutasse contra ele. Em seguida, iniciou uma viagem pelo país, em busca de adversários que aceitassem o desafio.
Em 1882, Paddy Ryan, o então campeão dos pesos-pesados, aceitou enfrentar John Sullivan, colocando o seu título em disputa. Conforme as regras vigentes na época, os pugilistas lutaram com as mãos nuas, num embate previsto para 24 assaltos. Todavia, a luta não chegou nem próximo de seu último assalto, visto que, ao nono assalto, Sullivan pôs Ryan KO.
Com a vitória sobre Ryan, Sullivan passou a ser aclamado como o novo campeão mundial dos pesos-pesados; porém, para muitos historiadores do boxe, este era um título ao qual Sullivan não fazia jus na época, porque - até àquele momento - ele nunca tinha combatido fora dos Estados Unidos.
Portanto, existem defensores da tese que Sullivan somente se tornou campeão mundial em 1888, quando fez o seu primeiro combate fora dos Estados Unidos, mais precisamente em França, contra o pugilista britânico Charley Mitchell.
Outros ainda, por sua vez, creditam o título mundial a Sullivan somente a partir de 1889, quando enfrentou e derrotou Jake Kilrain, numa luta épica que durou 75 assaltos. Este combate levou ambos os lutadores ao limite das suas capacidades físicas. Foi a última vez na história, que um título mundial foi disputado com as mãos nuas.
Sullivan, que já se havia tornado num pugilista “de luvas”, antes da luta contra Kilrain, nunca mais voltou a lutar de mãos nuas após aquele combate. Considerado oficialmente como o primeiro campeão mundial dos pesos-pesados, a partir de 1885, data em que as regras modernas do boxe passaram a vigorar de facto, Sullivan perdeu o seu trono, em 1892, quando foi batido por KO pelo boxeur Jim Corbett.
Depois desta derrota, Sullivan resolveu aposentar-se e, nos 12 anos seguintes, somente entrou nos ringues para participar em exibições. Foi também actor, locutor, árbitro de basebol, repórter desportivo, proprietário de bar e deu o seu apoio a vários movimentos antialcoólicos.
Sullivan faleceu aos 59 anos. O funeral foi um verdadeiro evento nacional, pois todos os americanos lamentaram a perda de um grande ídolo.
Em 1990, John L. Sullivan fez parte, a título póstumo, da primeira selecção de pugilistas que entraram para o International Boxing Hall of Fame.

sábado, 14 de outubro de 2017

14 DE OUTUBRO - HAROLD ROBBINS


EFEMÉRIDE - Harold Robbins, escritor norte-americano, morreu em Palm Springs no dia 14 de Outubro de 1997. Nascera em Nova Iorque, em 21 de Maio de 1916.  Passou a infância num orfanato. Frequentou a Escola Secundária George Washington e, depois de deixar os estudos, começou a trabalhar em vários empregos.
Assim, aos 20 anos, vendia açúcar para o comércio grossista. No início da Segunda Guerra Mundial, mudou-se para Hollywood, onde trabalhou nos estúdios da Universal, primeiro como encarregado de expedições, depois já no próprio estúdio.
No seu primeiro livro, “Nunca Ame um Estranho” (1948), utilizou a própria vida de órfão nas ruas de Nova Iorque. Seguiu-se “Os Comerciantes de Sonho” (1949), sobre a indústria do cinema em Hollywood. Novamente, Robbins misturou as suas próprias experiências com factos históricos, melodrama, sexo e acção, numa história rápida e comovente.
O romance “Uma prece para Danny Fisher” (1952) foi adaptado ao cinema sob o título” Crioulo de Rei” (1958), contando com a participação de Elvis Presley.
Robbins veio a tornar-se num dos maiores autores de best-sellers do mundo, publicando mais de 20 livros, que foram traduzidos em 32 idiomas e vendidos em mais de 750 milhões de exemplares. Entre os livros mais conhecidos dele, está “Os Carpetbaggers”, baseado na vida de Howard Hughes, que leva o leitor de Nova Iorque para a Califórnia, da prosperidade da indústria aeronáutica para o fascínio de Hollywood. A continuação deste livro (“The Raiders”) foi publicada em 1995.
Em 1982, devido a problemas num quadril, foi forçado a usar uma cadeira de rodas, não deixando nunca de escrever.
Visitou muitas vezes a Riviera Francesa e Monte Carlo. Morreu de insuficiência cardiorrespiratória, aos 81 anos de idade. Foi cremado e as suas cinzas encontram-se no Forest Lawn Memorial Park (Cathedral City), na Califórnia. Tem uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

13 DE OUTUBRO - PAUL POTTS


EFEMÉRIDE - Paul Robert Potts, tenor britânico, nasceu em Bristol no dia 13 de Outubro de 1970. Foi o vencedor da primeira série do concurso de talentos “Britain's Got Talent”, transmitido pela ITV, onde cantou uma ária de ópera, surpreendendo o júri e a plateia com um timbre vocal excepcional. Foi-lhe proporcionada a gravação de um álbum.
Potts tinha cantado ópera como amador de 1999 a 2003, mas um acidente de bicicleta obrigou-o a uma pausa na carreira musical. Caiu em depressão e, para agravar a situação, tinha dificuldades financeiras.
Trabalhou então numa cadeia de supermercados e numa empresa de telemóveis. Tem a sua vida contada num filme intitulado “Apenas uma chance” (2013).
Em Junho de 2007, fez parte de uma busca de Simon Cowell para o show “Britain's Got Talent”. Cantou uma ária de Puccini (“Nessun dorma” da ópera “Turandot”). O vídeo do espectáculo foi disponibilizado no YouTube e em sites similares, atingindo rapidamente mais de 7 milhões de visualizações nos primeiros dias. Na semifinal, em 14 de Junho, Paul cantou alguns versos da ária “Con te partirò”. Por fim, na final de 17 de Junho, cantou a ária “Nessun dorma” por inteiro, acabando por receber mais votos do que a pequena Connie Talbot, que era a favorita nas casas de apostas.
Paul cresceu nos arredores de Bristol. De origem modesta, o pai era condutor de autocarros e a mãe caixa num supermercado. Desde criança que gostou de cantar, fazendo parte de vários coros, na escola e em igrejas. Aos 16 anos, comprou o seu primeiro disco de ópera.  Em 1993, obteve uma licenciatura em Ciências Humanas.
Em 1999, lançou-se na aventura da ópera.  Participou num karaoke, “mascarado” de   Luciano Pavarotti e concorreu a um jogo da televisão (“My Kind of Music”) em que ganhou 8 000 libras, o que lhe permitiu fazer uma viagem de três meses a Itália, para aprender a língua e estudar canto. Durante a sua formação, teve ocasião de realizar o sonho da sua vida – cantar em frente de Pavarotti.
Iniciou então a sua carreira, começando por pequenos papéis. Foi depois 2º solista em quatro óperas. Cantou também num espectáculo da Royal Philharmonic Orchestra, perante 15 000 espectadores.
Em Dezembro de 2007, actuou para a rainha Isabel II, durante a “Royal Variety Performance”. O primeiro-ministro Gordon Brown entregou-lhe, então, um disco de platina, por ter vendido 2 milhões de exemplares do seu álbum.
Em Janeiro de 2008, começou uma tournée mundial que previa 55 espectáculos, mas que acabou por ter mais de cem atendendo à sua crescente popularidade. Actuou em 23 países, tanto em salas de concerto como em estádios e arenas. 
Em Fevereiro de 2009, ganhou o Echo Award 2009 na Alemanha e, em Maio, publicou o seu 2º álbum (“Paixão”). Paralelamente, fez nova tournée mundial, apresentando-se na Austrália, Estados Unidos, Canadá, Europa, América do Sul e Ásia.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

PAUL POTTS - Espectáculo Surpresa na Alemanha


12 DE OUTUBRO - MARION JONES


EFEMÉRIDE - Marion Jones (Thompson), jogadora de basquetebol e atleta norte-americana, especializada em saltos e provas de velocidade, nasceu em Los Angeles no dia 12 de Outubro de 1975. Depois de se tornar um dos grandes nomes internacionais do atletismo, na viragem do século XXI, ao conquistar cinco medalhas em Jogos Olímpicos – três delas de ouro – e sete medalhas em Campeonatos Mundiais de Atletismo, confessou ter usado anabolizantes desde 1999.
Jones tornou-se o grande nome do atletismo feminino nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000, ao conquistar três medalhas de ouro nos 100, 200 e estafeta 4x100 metros, além de duas medalhas de bronze no salto em comprimento e na estafeta 4x400m.
Em Outubro de 2007. confessou ter participado naqueles Jogos sob o efeito de esteróides anabolizantes e devolveu todas as medalhas olímpicas ao Comité Olímpico Internacional.
Na entrevista colectiva em que admitiu o uso de anabolizantes, após ter prestado depoimento num tribunal federal, aceitou a pena de dois anos de suspensão que lhe foi imposta pelo Comité Olímpico dos Estados Unidos, devolveu ao COI as medalhas conquistadas em Sydney e anunciou o fim da sua carreira.
Em reunião realizada em Dezembro de 2007, o COI retirou oficialmente as cinco medalhas a Marion Jones e baniu a atleta de competir nos Jogos de 2008 em Pequim, além de lhe retirar ainda o quinto lugar conquistado na prova de salto em altura nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004.
Em Janeiro de 2008, um tribunal de Nova Iorque condenou a velocista a seis meses de prisão, por ter cometido delitos de falso testemunho. Cumpriu a pena numa prisão do Texas.
Marion Jones casou-se três vezes, a ultima das quais em Fevereiro de 2007, com o sprinter de Barbados Obadele Thompson. Encontrava-se arruinada financeiramente. Tem um filho de um anterior casamento.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

11 DE OUTUBRO - FERNANDO SABINO


EFEMÉRIDE - Fernando Tavares Sabino, escritor e jornalista brasileiro, que exerceu também actividades como cineasta, morreu no Rio de Janeiro em 11 de Outubro de 2004. Nascera em Belo Horizonte no dia 12 de Outubro de 1923.
Aos 13 anos, começou a escrever contos. A sua primeira publicação, uma história policial, ocorreu na “Argus”, uma revista da polícia de Minas Gerais. Durante a adolescência, enviava com regularidade crónicas para a revista mineira, que promovia um concurso permanente. Sabino vencia com frequência, tanto que chegava a receber adiantado o dinheiro do prémio.
Desportista, era nadador do Minas Ténis Clube, tendo diversos recordes no estilo de costas, a sua especialidade, tornando-se mesmo campeão sul-americano em 1939.
No início da década de 1940, começou a cursar a Faculdade de Direito de Minas Gerais e ingressou no jornalismo como redactor da “Folha de Minas”. O seu primeiro livro de contos, “Os grilos não cantam mais”, foi publicado em 1941, no Rio de Janeiro, quando o autor tinha dezoito anos, sendo que alguns contos do livro haviam sido escritos quando Sabino tinha apenas quatorze anos. Nesse período, formava - com Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos - um grupo literário, apelidado de Grupo dos Vintanistas, devido ao facto de todos estarem na casa dos vinte anos. Esse grupo discutia literatura e fazia passeios boémios nas noites de Belo Horizonte. Entretanto, Sabino publicava contos e artigos nas revistas “Mensagem”, “Alterosa” e “Belo Horizonte”.
Depois da publicação de “Os grilos não cantam mais”, Sabino iniciou - em 1942 - correspondência com o escritor paulista Mário de Andrade. A troca de cartas durou até 1945, ano da morte de Mário, e pode ser lida no livro “Cartas a um jovem escritor e suas respostas”.
Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1944. Tornou-se colaborador regular do jornal “Correio da Manhã”, onde conheceu Vinicius de Moraes, de quem se tornou amigo. No mesmo ano, publicou a sua segunda obra, a novela “A marca”. Em 1945, conheceu a escritora Clarice Lispector, no Rio, de quem se tornou também amigo e, mais tarde, correspondente. Depois de se formar em Direito, em 1946, viajou com Vinicius até aos Estados Unidos. Fernando Sabino morou durante dois anos em Nova Iorque, onde exerceu função burocrática no consulado brasileiro. Colaborou com crónicas no “Diário Carioca” e em “O Jornal”, que foram publicadas na obra “A cidade vazia” (1950). No mesmo período, Sabino escreveu “Os movimentos simulados” (publicado em 2004, ano do seu falecimento) e os esboços das obras “O encontro marcado” (1956) e “O grande mentecapto” (1979).
Em 1957, Sabino decidiu viver exclusivamente como escritor e jornalista. Iniciou uma produção diária de crónicas para o “Jornal do Brasil”, escrevendo mensalmente para a revista “Senhor”. Em 1960, publicou o livro “O homem nu”, na Editora do Autor, fundada por ele, Rubem Braga e Walter Acosta. Publicou, em 1962, “A mulher do vizinho”, que recebeu o Prémio Fernando Chinaglia, do Pen Club do Brasil. Em 1964, mudou-se para Londres, onde passou a exercer a função de adido cultural junto da embaixada brasileira. Tornou-se correspondente do “Jornal do Brasil” e colaborou na BBC e nas revistas “Manchete” e “Claudia”.
Através da Editora do Autor, publicou nomes importantes da literatura brasileira e latino-americana. Deixou a editora em 1966 e fundou a Editora Sabiá. Em 1973, funou a Bem-te-vi Filmes, com David Neves, por meio da qual produziu várias curtas-metragens com escritores brasileiros. Realizou, na década de 1970, uma série de viagens ao estrangeiro para se documentar.
O grande mentecapto”, publicado em 1979, rendeu-lhe o Prémio Jabuti e acabaria por ser adaptado ao cinema em 1989 (e também ao teatro). Publicou em 1982, “O menino no espelho”; em 1985, “A faca de dois gumes” e, em 1989, “O tabuleiro de damas”, uma obra autobiográfica. Escreveu com regularidade na década de 1990. Em Julho de 1999, recebeu da Academia Brasileira de Letras o Prémio Machado de Assis pelo conjunto da sua obra. Em 2002, publicou “Cartas sobre a mesa” e, em 2004, “Os movimentos simulados”.
Fernando Sabino faleceu na sua casa em Ipanema, vítima de cancro no fígado, na véspera de completar 81 anos. Foi sepultado no Rio, no Cemitério São João Batista. 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

10 DE OUTUBRO - HELEN HAYES


EFEMÉRIDE - Helen Hayes Brown, actriz norte-americana de origem judaica, nasceu em Washington, DC, em 10 de Outubro de 1900. Morreu em Orangetown no dia 17 de Março de 1993. Conhecida como “a Primeira-dama do Teatro Norte-americano”, Hayes é uma das onze pessoas a ter recebido todos os mais importantes prémios da indústria de entretenimento do seu país (Emmy, Grammy, Oscar e Tony).
Hayes começou a carreira no teatro aos 5 anos de idade, cantando no Washington Belasco Theatre (na Lafayette Square, em frente à Casa Branca). Aos dez anos, protagonizou a curta-metragem “Jean e a chita Doll”.
Frequentou a Academia do Convento do Sagrado Coração, em Washington, licenciando-se em 1917. Três anos depois, já estava na Broadway e teve uma carreira teatral brilhante que durou mais de 60 anos.
A sua estreia no cinema sonoro foi em “O Pecado de Madelon Claudet” (1932), com o qual ganhou o Oscar de Melhor Actriz e o Prémio de Melhor Actriz no Festival de Veneza. Em seguida, participou em filmes como: “Médico e Amante”; “Adeus a armas” (com Gary Cooper); “The White Sister”; “What Every Woman Knows”; e “Vanessa: Her Love Story”. Nunca se tornou, porém, uma actriz favorita entre os fãs e achava o teatro mais sedutor. Decidiu mesmo privilegiar os palcos.
Hayes ganhou três prémios Tony pelas suas performances no teatro, o primeiro em 1947 com o musical “Parabéns” (1946/48); o segundo com “Time Remembered” (1958); e o terceiro em 1980, que lhe foi concedido em homenagem a sua carreira teatral. Recebeu ainda um segundo Oscar com “Aeroporto” (1970), este o de Melhor Actriz coadjuvante. Em Maio de 1986, o presidente Ronald Reagan atribuiu-lhe a Medalha Presidencial da Liberdade, o mais importante galardão civil dos EUA.
Em 1983, foi dado o seu nome a um teatro da Broadway (Helen Hayes Theatre). Tem uma estrela no Walk of Fame de Hollywood e o seu nome está inscrito no National Women's Hall of Fame. Helen Hayes faleceu aos 92 anos de idade, devido a insuficiência cardíaca. As luzes da Broadway foram diminuídas durante um minuto, às 8 horas do dia em que ela morreu.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

9 DE OUTUBRO - CARLOS ALBERTO NUNES


EFEMÉRIDE - Carlos Alberto da Costa Nunes, médico, homem de letras, poeta e tradutor brasileiro, morreu em Sorocaba no dia 9 de Outubro de 1990. Nascera em São Luís do Maranhão, em 19 de Janeiro de 1897. Traduziu o teatro completo de Shakespeare, a “Eneida” de Virgílio, a “Ilíada” e a “Odisseia” de Homero, e todos os diálogos de Platão.
Fez os seus estudos primários e secundários em São Luís do Maranhão. Em 1920, licenciou-se na Faculdade de Medicina da Bahia. Exerceu clinica no Acre.
Passou depois a residir no Estado de São Paulo, onde exerceu medicina no vilarejo de Bom Sucesso (hoje cidade de Paranapanema), em Angatuba, Tatuí, Santa Cruz do Rio Pardo, Fartura e Guaratinguetá, para – depois – definitivamente, se fixar na capital paulista, onde trabalhou - até se aposentar - no Instituto Médico Legal. Este cargo de médico legista, foi obtido através de concurso.
Quando da sua passagem por Angatuba, Carlos Alberto Nunes conheceu a jovem e viúva professora Filomena Turelli, filha de um paciente, o italiano Francesco Turelli. Como ele, o pai da sua futura esposa apreciava o estudo de história e literatura clássica. Após namoro, uniram-se definitivamente em casamento.
Filomena teria sido a maior incentivadora das suas primeiras tentativas como tradutor. O casal era bem considerado nos meios literários de São Paulo e, no final das suas vidas, doaram uma rica obra homeriana à Academia Paulista de Letras. Ele também pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.
Carlos Alberto Nunes veio a morrer em Sorocaba em Outubro de 1990. Os seus restos mortais foram sepultados junto dos de sua esposa, que falecera em 1983.
Em 1938, publicara o poema épico nacional “Os Brasileidas”. Graças a este poema, foi convidado a ingressar na Academia Paulista de Letras, o que se concretizou em Março de 1956.
Um dos maiores legados deixados pelo escritor foi o trabalho como tradutor de vários idiomas. Traduziu do alemão “Clavigo e Stella” de Goethe (1949), do inglês o teatro completo de Shakespeare (1955), do latim a “Eneida” de Virgílio (1975) e do grego antigo a “Ilíada” e a “Odisseia” (1962), bem assim como as obras de Platão.
Redigiu também os dramas “Estácio” (1971) e “Moema” (1950), além da obra poética “Os Brasileidas”.
A sua tradução de “Corpus Platonicum” (1973/80), do grego para a língua portuguesa, é uma obra de referência nas universidades brasileiras.
A tradução dos diálogos platónicos, editada pela Universidade Federal do Pará, tinha 14 volumes.
No caso da tradução da “Ilíada” e da “Odisseia” de Homero, Nunes conseguiu estabelecer uma rima inédita, feita directamente a partir do grego antigo.
Em 1954, terminou a tradução da obra de Shakespeare. Não foi o primeiro a traduzir Shakespeare, mas foi o primeiro a traduzir a obra completa em português.

domingo, 8 de outubro de 2017

8 DE OUTUBRO - KIRK ALYN


EFEMÉRIDE - Kirk Alyn, de seu verdadeiro nome John Feggo Jr., actor norte-americano, conhecido sobretudo por ter interpretado no cinema o personagem Super-homem (série de 1948) e, na sequência, em 1950, “Atom Man vs Superman”, nasceu em Oxford (Nova Jersey no dia 8 de Outubro de 1910. Morreu em The Woodlands, no Texas, em 14 de Março de 1999. Participou em mais de 60 filmes, entre séries, longas-metragens e películas para televisão.
Filho de imigrantes húngaros, viveu na sua juventude em Wharton, Nova Jersey, havendo uma placa comemorativa em sua homenagem no edifício municipal.
Alyn começou a sua carreira artística num coro, na Broadway, aparecendo em diversos musicais nos anos 1930.
Trabalhou, também, como cantor e dançarino em espectáculos de vaudeville, antes de se mudar para Hollywood, nos anos 1940, para actuar no cinema. Fez inicialmente apenas pequenos papeis em películas de baixo orçamento, até fazer o papel de Super-homem em 1948.
Protagonizou ainda outras séries, como “Federal Agents vs Underworld, Inc.” (1948), “Radar Patrol vs Spy King” (1950) e “Blackhawk” (1952).
A série do Super-homem de 1948 consistia em 15 episódios, que recontavam a chegada dele à Terra, como conseguiu um emprego de repórter no jornal “Daily Planet” e o encontro com Lois Lane e Jimmy Olsen. O enredo principal era a luta do Super-homem contra Spider Lady. Dois anos depois, surgiu “Atom Man vs Superman”.
Alyn publicou, em 1971, uma autobiografia intitulada “A Job for Superman”. O seu último filme foi “Scalps”, em 1983. Aposentou-se de seguida. Em 1988, participou no especial de TV “Superman 50th Anniversary”. Morreu aos 88 anos, assistido pelos três filhos.
Quando foi para Hollywood, Alyn conheceu a actriz e dançarina Virginia O'Brien, com quem casou em 1942, tendo um filho e duas filhas. Divorciaram-se em 1955.

sábado, 7 de outubro de 2017

7 DE OUTUBRO - GEOFFREY MUTAI


EFEMÉRIDE - Geoffrey Kiprono Mutai, atleta queniano, especializado em corridas de fundo, nasceu em Mumberes no dia 7 de Outubro de 1981.
Vencedor de diversas provas entre os 10 km e a meia-maratona, Mutai venceu as maratonas do Mónaco e de Eindhoven, na Holanda, antes de surpreender o mundo, em Abril de 2011, ao vencer a tradicional Maratona de Boston, com o tempo de 2h03m02s. A marca, porém, permanecerá como não-oficial, sem poder ser homologada como recorde mundial pela IAAF, devido a diversas particularidades do percurso (muitas descidas, ventos traseiros e corrida ponto-a-ponto), que colocam esta maratona fora das regras para que os seus tempos possam ser validados nos registos oficiais.
Em Novembro de 2011, venceu a Maratona de Nova Iorque, batendo um recorde de dez anos, com a marca de 2h05m05s. Em Setembro de 2012, foi 1º na Maratona de Berlim, tendo feito a melhor marca mundial do ano (2h04m15s).  Na época 2011/12, Geoffrey Mutai venceu ainda a prova World Marathon Majors. Na época 2012/13, venceu novamente a Maratona de Nova Iorque.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

6 DE OUTUBRO - VERÍSSIMO CORREIA SEABRA


EFEMÉRIDE - Veríssimo Correia Seabra, general da Guiné-Bissau, chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, morreu em Bissau no dia 6 de Outubro de 2004. Nascera na mesma cidade em 17 de Fevereiro de 1947.  Liderou o golpe de Setembro de 2003, que depôs Kumba Yalá, para, segundo ele, «repor a legalidade constitucional”.
Era filho de pai cabo-verdiano e de mãe da etnia manjaco. Em 1963, aos 16 anos, aderiu ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) como guerrilheiro. para lutar contra o domínio colonial português. Três anos mais tarde, foi enviado para a Bulgária a fim de estudar Engenharia Electrónica. Em 1971, frequentou formação em Artilharia Antiaérea numa escola militar da União Soviética.
Ao voltar para a guerra na Guiné-Bissau, passou a ser responsável por uma unidade de artilharia, perto da fronteira sul. Em 1976, depois da independência do seu país, foi enviado a Portugal para treino de Oficial.
Participou, nos anos 1980, no golpe de estado que depôs Luís Cabral. Foi comandante-adjunto do contingente guineense quando da missão das Nações Unidas em Angola, entre 1991 e 1992.
Em 1998, juntou-se ao general Ansumane Mané na tentativa de golpe de estado contra João Bernardo Vieira. O país conheceu então uma curta, mas sangrenta guerra civil. Foi implicado também no “golpe” de 1999 que tirou Vieira do poder. Foi nomeado então ministro da Defesa do presidente Kumba Yalá (2000).
Porque o comportamento do presidente Yalá era contestado e o governo não conseguia pagar os salários aos militares, ele preveniu-o que os militares seriam obrigados a intervir se a situação não se modificasse.
Em 14 de Setembro de 2003, Veríssimo assumiu a liderança do Estado guineense com um golpe de estado, sem disparar um tiro. Acusou Kumba Yalá de abuso de poder, prisões arbitrárias e fraude eleitoral no período de recenseamento. Assegurou interinamente a chefia do Estado até 28 de Setembro, restaurando a Constituição e a ordem democrática, depois de ouvidos os partidos políticos, a sociedade civil e o clero.
Henrique Rosa foi nomeado chefe de governo e tornou-se presidente em 28 de Setembro. Em 28 de Março do ano seguinte, foram finalmente realizadas eleições livres na Guiné-Bissau. Em 6 de Outubro de 2004, porém, soldados amotinados – ainda descontentes por questões salariais – detiveram Veríssimo Seabra e o tenente-coronel Domingos Barros, agredindo-os até à morte.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

5 DE OUTUBRO - JÚLIO PINTO


EFEMÉRIDE - Júlio António Baptista de Araújo Pinto, jornalista, humorista e activista político português, morreu em Lisboa no dia 5 de Outubro de 2000. Nascera em Oliveira de Azeméis, em 13 de Junho de 1949.
Iniciou a actividade política em finais dos anos 1960, vindo a aderir ao PCP, de que foi militante na clandestinidade. Desertor da guerra colonial, viria a ser preso e enviado para o forte da Trafaria, de onde escapou durante uma saída precária. Após o 25 de Abril de 1974, fez parte do gabinete de Correia Jesuíno (ministro da Comunicação Social) durante os governos provisórios de Vasco Gonçalves.
Em 1976, fez parte da equipa fundadora de “O Diário”, de onde saiu em 1981, na sequência do processo político-laboral que ficou conhecido como “Caso Júlio Pinto”, desencadeado por uma crónica de solidariedade com os ex-dirigentes do PRP, Carlos Antunes e Isabel do Carmo, que se encontravam presos e em greve de fome. Manter-se-ia independente para o resto da vida, mas não abandonou a actividade política. Participou nas campanhas eleitorais de Maria de Lurdes Pintasilgo (para a Presidência da República), de Jorge Sampaio e João Soares (para a Câmara Municipal de Lisboa) e do PSR, em diversas ocasiões.
Colaborou em diversas publicações (“O Jornal”, “Expresso”, “Diário Popular”, “Combate”, etc.) e trabalhou em publicidade. Fundador e director do semanário satírico “O Inimigo” (1993/94), foi o criador – juntamente com o desenhador Nuno Saraiva - da série de banda desenhada “Filosofia de Ponta”, publicada originalmente no semanário “O Independente” e, posteriormente, editada em três álbuns. “A Guarda Abília” e “Arnaldo, o Pós-Cataléptico” foram outras criações de grande êxito, de Júlio Pinto e Nuno Saraiva. Foi ainda colaborador da TSF (“Crónicas de Escárnio e Maldizer”) e da revista “Ler”. Desapareceu muito prematuramente, levado por uma doença que não perdoa.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

4 DE OUTUBRO - SPUTNIK 1


EFEMÉRIDE - Sputnik 1 foi a primeira missão do Programa Sputnik, que enviou o primeiro satélite artificial da Terra. A missão foi lançada pela URSS, em 4 de Outubro de 1957, do Cosmódromo de Baikonur. O Sputnik era uma esfera de aproximadamente 50 cm e pesava 83,6 kg.
Ele não tinha nenhuma função especial, a não ser transmitir um sinal de rádio, o “bip-bip”, que podia ser sintonizado mesmo por um radioamador.
O satélite orbitou a Terra durante três meses antes de cair. O foguete propulsor, chamado R-7 Semiorka, pesava 4 toneladas e entrou em órbita também. Ele tinha sido projectado originalmente para lançar ogivas nucleares.
Sputnik foi um marco na ciência e deu aos cientistas valiosas informações. A densidade da atmosfera superior podia agora ser deduzida pela resistência que o satélite aguentou em órbita e a propagação dos seus sinais de rádio deu indicações sobre a ionosfera.
O Sputnik 1 foi o primeiro satélite artificial a ser lançado pela antiga União Soviética e o primeiro satélite a ser lançado também pela humanidade. O seu lançamento abriu a “porta”, simbolicamente, para o começo da corrida espacial entre os Estados Unidos e a URSS.
A primeira fotografia do Sputnik em órbita foi tirada no Brasil, mais precisamente na cidade de Lavras. Isto ocorreu no dia 9 de Outubro de 1957, quando o cientista John Stout, após complicados cálculos, previu exactamente o local e a hora em que o satélite passaria sobre o solo brasileiro. Ex-alunos, que testemunharam o evento, disseram que o cientista isolou a área, para poder ter condições de total concentração na busca. Até mesmo o som do Sputnik foi captado naquela noite, que marcaria a carreira deste desbravador espacial. O feito repercutiu-se em todo o mundo e, durante muito tempo, ele foi convidado a fazer palestras e conferências sobre o assunto.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

3 DE OUTUBRO - CHARLES VEACH


EFEMÉRIDE - Charles Lacy Veach, astronauta norte-americano, protagonista de duas missões espaciais, morreu em Houston no dia 3 de Outubro de 1995. Nascera em Chicago, em 18 de Setembro de 1944.
Formou-se em Administração de Engenharia na Academia da Força Aérea dos Estados Unidos, em 1966, e qualificou-se como piloto militar em 1967. Nos quatorze anos seguintes, serviu como piloto de caça, pilotando jactos F-100 Super Sabre, F-111 e F-105 Thunderchief, em missões na Europa, Médio Oriente e Estados Unidos, além de participar em 275 missões de combate durante a Guerra do Vietname. Em 1976/77, integrou os Thunderbirds, esquadrão de acrobacia da USAF, voando em T-38 Talons. Acumulou mais de 5 000 horas de voo, durante a sua carreira.
Começou a trabalhar na NASA em 1982, como engenheiro e piloto de pesquisa no Centro Espacial Lyndon Johnson. A sua principal função foi ser instrutor da aeronave de treino para o ónibus espacial, um avião Gulfstream bastante modificado, usado para treinar os astronautas nas aterragens de aeronaves espaciais.
Foi qualificado como astronauta em 1985, participando em duas missões espaciais. A primeira, na STS-39 Discovery, lançada em Abril de 1991, uma missão de oito dias em que foram realizadas experiências científicas secretas para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, incluindo o teste de câmaras ultravioletas e um telescópio de raio-X. A segunda missão foi na STS-52 Columbia, lançada em Outubro de 1992, uma missão de pesquisa conjunta entre americanos e italianos, que orbitou a Terra durante dez dias.
Charles Veach faleceu vítima de cancro aos 51 anos de idade, sendo sepultado em Honolulu no Havai.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

2 DE OUTUBRO - HEINZ G. KONSALIK


EFEMÉRIDE - Heinz Günther Konsalik, escritor alemão, morreu em Salzburgo, na Áustria, em 2 de Outubro de 1999. Nascera em Colónia no dia 28 de Maio de 1921. Por vontade paterna, realizou estudos de Medicina, enquanto - em segredo - frequentava cursos de Teatro e de Jornalismo.
Estudante de Literatura Alemã e de Arte Dramática, quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, foi obrigado a abandonar a universidade, tendo sido repórter de guerra e, depois, incorporado no exército alemão e enviado para a frente russa, onde foi gravemente ferido. Depois da guerra, iniciou a carreira de escritor, tendo – entretanto - ocupado o cargo de redactor-chefe de um jornal de Colónia.
Foi assessor literário, numa editora especializada na publicação de obras de teatro. Na maturidade, depois da forte experiência vivida durante a guerra, editou os seus primeiros romances, obtendo o primeiro sucesso com “O Médico de Estalinegrado” (1956). Tornou-se, então, um dos mais conhecidos e populares autores alemães do pós-guerra. Teve quase duzentos romances publicados e histórias traduzidas para 42 línguas. Vendeu cerca de 100 milhões de exemplares das suas obras, o que fez dele o autor alemão mais lido do pós-guerra.
Foram os seus romances amargos e cruéis, onde o tema predominante é a guerra e a medicina, que lhe deram a notoriedade que alcançou, quer na Alemanha, quer em muitos outros países.
Utilizou vários pseudónimos, entre eles ‘Benno von Marroth’ e ‘Jens Bekker’. Escreveu a primeira ficção aos dez anos e, aos dezasseis, redigiu folhetins em jornais de Colónia, a sua cidade natal.  Publicou o primeiro poema em 1938. Faleceu aos 78 anos de idade, vítima de um ataque de apoplexia.

domingo, 1 de outubro de 2017

1 DE OUTUBRO - OTAR CHILADZE


EFEMÉRIDE - Otar Chiladze, escritor soviético/georgiano que desempenhou um papel proeminente na ressurreição da prosa da Geórgia na era pós-Estaline, morreu em Tbilissi no dia 1 de Outubro de 2009. Nascera em Signagi, em 20 de Março de 1933.
Autor “profissional”, como se dizia no tempo da União dos Escritores, viveu sempre do que escrevia.
A sua primeira recolha de poesias foi publicada em 1959 e o seu primeiro romance em 1972.
O Teatro trouxe-lhe o Grande Prémio da Geórgia em 1981, quatro anos antes da chegada ao poder de Mikhail Gorbatchev e da Perestroika, mas já numa época em que, sob a influência de Eduard Chevardnadze, as artes georgianas conheciam um grande incremento.  

sábado, 30 de setembro de 2017

30 DE SETEMBRO - SÉRGIO PORTO


EFEMÉRIDE - Sérgio Marcus Rangel Porto, que utilizava frequentemente o pseudónimo Stanislaw Ponte Preta, cronista, escritor, radialista e compositor brasileiro, morreu no Rio de Janeiro em 30 de Setembro de 1968. Nascera na mesma cidade em 11 de Janeiro de 1923.
Começou a sua carreira jornalística no final dos anos 1940, colaborando em publicações como as revistas “Sombra” e “Manchete” e os jornais “Última Hora”, “Tribuna da Imprensa” e “Diário Carioca”. Nesse mesmo período, Tomás Santa Rosa também trabalhava para vários jornais e revistas como ilustrador. Foi aí que surgiu o personagem Stanislaw Ponte Preta e as suas crónicas satíricas e críticas, uma criação de Sérgio juntamente com Santa Rosa, inspirado no personagem Serafim Ponte Grande do escritor Oswald de Andrade.
Porto também contribuiu com publicações sobre música e escreveu shows musicais para boîtes, além de compor a música “Samba do Crioulo Doido” para o teatro.
Foi ainda o criador e produtor do concurso de beleza “As Certinhas do Lalau”, onde figuraram vedetas de primeira grandeza.
Conhecedor de Música Popular Brasileira e jazz, ele definia a verdadeira MPB pela sigla MPBB - Música Popular Bem Brasileira. Era boémio, com um admirável senso de humor e a sua aparência de homem sisudo escondia um intelectual peculiar, capaz de fazer piadas corrosivas contra a ditadura militar e o moralismo social vigente, que fizeram parte do FEBEAPÁ - Festival de Besteiras que Assola o País, uma das suas maiores criações.
FEBEAPÁ tinha como característica simular as notas jornalísticas, parecendo noticiário sério. Era uma forma de criticar a repressão militar já presente nos seus primeiros “Actos Institucionais” (que tinham a sugestiva sigla de AI). Um deles noticiou a decisão da ditadura militar de mandar prender o autor grego Sófocles, que morreu há séculos, por causa do conteúdo subversivo de uma peça encenada na ocasião.
Alcançou fama também pelo seu sentido de humor refinado e a crítica mordaz aos costumes, nos livros “Tia Zulmira” e “Eu e FEBEAPÁ”. Nunca trabalhava menos de 15 horas diárias.  Escrevia para o rádio, para a TV, onde chegou a apresentar programas, e ainda para revistas e jornais, além de idealizar os seus livros. O excesso de obrigações foi demais para o coração de Sérgio Porto, que morreu de infarto aos 45 anos de idade.
Foi em sua memória que um grupo de jornalistas e intelectuais fundou o semanário “O Pasquim”, em 1969.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

29 DE SETEMBRO - PLÍNIO MARCOS


EFEMÉRIDE - Plínio Marcos de Barros, escritor brasileiro, autor de inúmeras peças de teatro, escritas principalmente na época do regime militar, nasceu em Santos no dia 29 de Setembro de 1935. Morreu em São Paulo, em 19 de Novembro de 1999. Foi também actor, director de teatro e jornalista.
Foi casado durante 25 anos com a jornalista Vera Artaxo, falecida em Julho de 2010. Anteriormente, fora casado com a actriz Walderez de Barros, com quem teve três filhos.
De família modesta, Plínio Marcos não gostava de estudar e terminou apenas o curso primário. Foi funileiro, quis ser jogador de futebol, serviu na Aeronáutica e chegou a jogar na Portuguesa Santista. Foram, porém, as incursões ao mundo circense, desde os 17 anos, que definiram o seu caminho. Trabalhou na rádio e na televisão, em Santos.
Em 1958, por influência da escritora e jornalista Pagu, começou a envolver-se no teatro amador em Santos. Nesse mesmo ano, impressionado pelo caso verídico de um jovem detido numa cadeia, escreveu a sua primeira peça teatral, “Barrela”. Em virtude da sua linguagem crua, a peça permaneceria proibida durante 21 anos após a primeira apresentação.
Em 1960, com 25 anos, foi para São Paulo, onde começou por ser vendedor ambulante. Depois, trabalhou no teatro, como actor (apareceu na série “O Falcão Negro” da TV Tupi de São Paulo), administrador e faz-tudo, em grupos como o Arena, a Companhia de Cacilda Becker e o Teatro de Nydia Lícia.
A partir de 1963, produziu textos para “TV de Vanguarda”, programa da TV Tupi, onde também actuou como técnico. No ano do golpe militar, fez o guião do espectáculo “Nossa gente, nossa música”. Em 1965, conseguiu encenar “Reportagem de um tempo mau”, colagem de textos de vários autores, que ficou apenas um dia em cartaz.
Em 1968, participou como actor na telenovela “Beto Rockfeller”, protagonizando o cómico motorista Vitório. O personagem seria repetido no cinema e também numa telenovela de 1973, “A volta de Beto Rockfeller”, com menor sucesso. Ainda no cinema, durante o movimento do cinema marginal, o realizador Braz Chediak adaptou duas das suas peças, “A Navalha na Carne” (1969) e “Dois Perdidos numa Noite Suja” (1970), ambas com o actor Emiliano Queiroz.
Nos anos 1970, Plínio Marcos voltaria a investir no teatro, chegando ele mesmo a vender os ingressos na entrada das casas de espectáculo. No fim das peças, subia ao palco e conversava pessoalmente com a plateia.
Na década de 1980, apesar da censura do governo, que visava principalmente os artistas, Plínio Marcos viveu sem fazer concessões, sendo intensamente produtivo e sempre norteado pela cultura popular. Escreveu nos jornais “Última Hora”, “Diário da Noite”, “Guaru News”, “Folha de S. Paulo”, “Folha da Tarde”, “Diário do Povo” (Campinas) e, também, na revista “Veja”, além de colaborar em diversas publicações, como “Opinião”, “O Pasquim”, “Versus”, “Placar” e outras.
Depois do fim da censura, Plínio continuou a escrever romances e peças de teatro, tanto para adultos como infantis. Tornou-se palestrante, chegando a fazer 150 palestras-shows por ano, vestido de preto, com um bastão encimado por uma cruz e com aura mística de leitor de tarot.
Plínio Marcos foi traduzido, publicado e encenado em francês, espanhol, inglês e alemão; estudado em teses de sociolinguística, semiologia, psicologia da religião, dramaturgia e filosofia, em universidades do Brasil e de outros países. Recebeu os principais prémios nacionais em todas as actividades que abraçou em teatro, cinema, televisão e literatura, como actor, director e escritor.
Marcos tinha diabetes e a sua saúde entrou em declínio a partir de Agosto de 1999, quando sofreu um derrame cerebral que deixou sequelas, como a paralisação do lado esquerdo, incapacitando a sua respiração sem o auxílio de aparelhos. Após sofrer um segundo derrame, no fim de Outubro, foi internado no Instituto do Coração, em São Paulo, com infecção pulmonar. Faleceu alguns dias depois, aos 64 anos de idade. O seu corpo foi cremado em Vila Alpina e as cinzas atiradas ao mar de Santos.
Em 2008, a Escola de Samba X-9 de Santos, apresentou o enredo “Plínio Marcos - Nas Quebradas do Mundaréu”, em homenagem ao artista, que fora também um grande incentivador do samba, em Santos e em São Paulo. 

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

28 DE SETEMBRO - SHIMON PERES


EFEMÉRIDE - Shimon Peres, de seu nome original Szymon Perski, político israelita, morreu em Ramat Gan no dia 28 de Setembro de 2016. Nascera em Wiszniew, que então fazia parte da Polónia, em 2 de Agosto de 1923. Recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1994, juntamente com Yitzhak Rabin e Yasser Arafat.
Peres foi primeiro-ministro nos períodos de 1984 a 1986 e de 1995 a 1996, sendo co-fundador do Partido Trabalhista (1968). Em 1986/88 foi ministro das Relações Exteriores.
A família mudou-se em 1932 para o Mandato Britânico da Palestina que, desde 1948, constitui o estado de Israel. Shimon Peres era parente da actriz norte-americana Lauren Bacall.
Em 1985, Peres e o ministro da Defesa Yitzhak Rabin retiraram as forças israelitas do Líbano, permanecendo exclusivamente no Sul, na fronteira entre o Líbano e Israel.
Em 1993, Israel ainda participava nas conversações de paz em Madrid, que não avançavam nem apresentavam quaisquer resultados.
Yossi Beilin informou Peres sobre a existência de negociações secretas com a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e este compartilhou a informação com Yitzhak Rabin. Em Agosto de 1993, Peres e Mahmoud Zeidan Abbas assinaram um primeiro acordo. Em Setembro, foi assinado na Casa Branca o Acordo de Paz de Oslo.
No ano seguinte, Shimon Peres recebeu o Prémio Nobel da Paz, juntamente com Yitzhak Rabin e Yasser Arafat.
Em 1993, Peres publicara o livro “O Novo Médio Oriente”. Nesta obra, ele transmitia a sua visão sobre o futuro do Médio Oriente, no qual interesses nacionais e económicos seriam os guardiães da Paz nesta zona.
Em 1995, o primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin foi assassinado e Shimon Peres foi nominado para preencher o cargo, o que aconteceu até meados de 1996, quando perdeu as eleições para Benjamin Netanyahu.
Em 2005, Peres tornou-se membro do Partido Kadima. Em 2007, o Kadima anunciou que apresentaria Shimon Peres como seu candidato à presidência de Israel, eleições que ganhou â 2ª volta. Assumiu assim, aos 84 anos, a Presidência para um mandato de sete anos.
Em Maio de 1945, Shimon casou com Sonya Gelman, que ele conhecera num acampamento para jovens. Sonya fez o serviço militar no exército britânico durante a Segunda Guerra Mundial. Ao longo dos anos, ela optou por ficar longe da imprensa e manter a privacidade da família, apesar da extensa carreira política do marido. Faleceu em 2011, aos 88 anos, de insuficiência cardíaca. Tiveram três filhos e oito netos.
Em 13 de Setembro de 2016, Shimon Peres foi hospitalizado em coma induzido, no seguimento de um derrame cerebral. Faleceu quinze dias depois, aos 93 anos de idade. Facto raríssimo nos EUA, em relação a individualidades estrangeiras, Barack Obama decidiu mandar pôr a meia haste durante dois dias as bandeiras da Casa Branca e de todos os edifícios oficiais e militares americanos, no país e no estrangeiro. Assistiram ao funeral líderes e personalidades de um grande número de países.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

27 DE SETEMBRO - CLARA BOW


EFEMÉRIDE - Clara Gordon Bow, actriz de cinema norte-americana, com muito sucesso na era do cinema mudo, morreu em Los Angeles no dia 27 de Setembro de 1965. Nascera em Brooklyn, em 29 de Julho de 1905.
Teve uma infância marcada pela pobreza e pela violência. A mãe era uma prostituta ocasional que sofria de doença psicótica e de epilepsia. Antes de ser internada num sanatório, tentou matar Clara enquanto dormia. O pai tinha igualmente uma doença mental e teria violado Clara quando ela tinha 15 ou 16 anos.
Clara foi descoberta quando entrou no concurso “Fame and Fortune”, em que o prémio era a participação num filme. Ficou em primeiro lugar e, a partir daí, a sua carreira despontou em Hollywood.
Ruiva e de olhos expressivos, Clara ficaria para sempre conhecida como a “It-Girl”, a garota que tinha “aquilo” que ninguém explicava, mas que a todos seduzia. Clara tornou-se um sex symbol, ajudada pelos papéis das suas personagens, sempre irresistivelmente atractivas.
Nessa época, Clara era a principal estrela dos estúdios Paramount e figurava no Top 5 das principais atracções de Hollywood. Foi uma das superstars do cinema mudo. Fez fama na década de 1920 e, depois, ainda contracenou em alguns filmes sonoros. Não se adaptou, porém, aos novos tempos nem aos escândalos que lhe eram atribuídos (uns verdadeiros, outros inventados). O seu último filme data de 1933. Durante a sua curta carreira, protagonizou cerca de 50 películas.
Entre os seus sucessos estão “It” e “Wings” (este o primeiro filme a ganhar um Oscar), ambos lançados em 1927. Casou-se, em Las Vegas, com o actor Rex Bell. O matrimónio durou de 1932 até a morte dele em 1962. Tiveram dois filhos. Viveram num rancho no Nevada, onde ela se ocupou sobretudo da família.
Clara Bow teve um final de vida marcado por distúrbios psicológicos. Foi internada várias vezes num hospital psiquiátrico devido a esquizofrenia. Faleceu aos 60 anos, vítima de ataque cardíaco.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

26 DE SETEMBRO - LEWIS HINE


EFEMÉRIDE - Lewis Wickes Hine, sociólogo e fotógrafo norte-americano, nasceu em Oshkosh no dia 26 de Setembro de 1874. Morreu em Hastings-on-Hudson, em 3 de Novembro de 1940. Foi um pioneiro da fotografia documental e importante figura na mudança da legislação de trabalho infantil nos Estados Unidos.
Estudou Sociologia em Chicago e Nova Iorque, entre 1900 e 1907, antes de trabalhar na Ethical Culture Fieldston School.
Comprou a sua primeira câmara fotográfica em 1903, dedicando-se à fotografia a partir de 1905, afim de divulgar a miséria que presenciava em Nova Iorque. Em 1908, publicou “Charities and the Commons”, uma colecção de fotografias de fábricas em pleno labor. Para Hine, «a imigração nos Estados Unidos não ofereceu a chance de se ver o país a abrigar os famintos da Europa, antes, ofereceu a oportunidade de ver como milhões ficaram a viver marginalizados em locais superpovoados, ganhando pequenos salários.».
A pedido do Comité Nacional do Trabalho Infantil (NCLC), trabalhou como fotógrafo investigativo, de 1908 até 1924, para o Inquérito de Pittsburgh. Durante esse período, viajou pelo país documentando as condições de trabalho em diversos tipos de indústrias e publicou os livros “Child Labor in the Carolinas” e “Day Laborers Before Their Time”, ambos em 1909.
Em 1916, o Congresso dos Estados Unidos aprovou o Acto Keating-Owen. Owen Lovejoy, que era então presidente do NCLC, escreveu que «o trabalho que Hine fez para esta reforma foi mais responsável por isto que todos os outros esforços para trazer essa necessidade à atenção pública.».
Durante a Primeira Guerra Mundial, trabalhou para a Cruz Vermelha. Após o Armistício de Compiègne, viajou para os Balcãs e, em 1919, publicou “The Children's Burden in the Balkans”.
Em 1930, a pedido de Belle Moskowitz, trabalhou como fotógrafo oficial durante a construção do Empire State Building, usando os registos da construção do edifício no livro “Men at Work”, publicado em 1932. Depois, foi encarregue pela Cruz Vermelha de fotografar as consequências da seca em Arkansas e no Kentucky.
Nos seus últimos anos de vida, Hine encontrou respeito e reconhecimento pelas suas fotografias sociais, principalmente junto dos novos fotógrafos da Photo League. No começo de 1939, foi realizada uma exposição retrospectiva, no extinto Museu Riverside, em Nova Iorque.
Apesar de tudo, Lewis teve dificuldade em ganhar dinheiro com as suas fotos, tendo mesmo sido recusadas pela revista “LIFE” e pela “Farm Security Administration”. Em Janeiro de 1940, perdeu a sua casa por não conseguir pagar dívidas. Morreu na extrema pobreza.
Hine passou grande parte da sua vida a registar cenas que, para a sociedade actual, seriam inaceitáveis. O contexto daquela época (anos 1910/20) carregava consigo uma série de injustiças, especialmente no que dizia respeito aos imigrantes e às crianças. Trabalhavam em condições terríveis, não eram recompensados e, segundo Hine, a situação tinha de mudar uma vez por todas.
As suas fotos transmitiam grandes significados. Ele captava expressões nos rostos dos trabalhadores que traduziam a realidade daquelas pessoas de maneira transparente. Dizia ele: «Se eu pudesse contar uma história só com palavras, não precisaria de fotografar.».
A nobreza do carácter de Hine garantiu que, num país que viria futuramente a ser uma potência mundial, as crianças não fossem mais exploradas em favor do lucro, nem que os imigrantes trabalhassem por menos e em condições perigosas.
O Acto veio proibir o comércio interestadual de bens produzidos por fábricas que empregavam crianças menores de quatorze anos, por minas que empregavam menores com menos de dezasseis e em qualquer local onde crianças de 16 anos trabalhassem durante a noite ou mais de oito horas diárias.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

25 DE SETEMBRO - ZUCCHERO


EFEMÉRIDE Zucchero, de seu verdadeiro nome Adelmo Fornaciari, cantor italiano, nasceu em Reggio Emilia no dia 25 de Setembro de 1955.
Adelmo recebeu a alcunha de Zucchero (açúcar) de uma das suas professoras, na escola primária, em virtude da forma doce que ele tinha para lidar com as pessoas. Estudou depois Veterinária, mas um amigo incentivou-o a enveredar pela música, o que ele veio a fazer.
A sua carreira musical começou em 1970, quando formou a primeira banda, Le Nuove Luci. Até 1978, ainda fundou a Sugar & Daniel e a Sugar & Candies, já fazendo a sua singular mistura de rock, folk, blues, rhythm & blues e música clássica.
Zucchero começou a ganhar popularidade, ao participar em festivais musicais em Itália. Em 1983, lançou o seu álbum de estreia a solo, “Un Po' Di Zucchero”, gravando depois outro trabalho ao lado de Randy Jackson. Nove anos depois, começou a tornar-se famoso na Europa e nos Estados Unidos. A sua banda era formada por músicos conhecidos: David Sancious (ex-tecladista de Bruce Springsteen), Michael Walden e Brian Auger.
O sucesso mundial chegou com o seu segundo disco, lançado em 1992. “Blues” foi o álbum de música pop italiana mais vendido na história da Itália, atingindo a marca do milhão e meio de cópias. O disco contava também com as participações de Corrado Rustici, David Sancious, Clarence Clemmons e dos Memphis Horns.
A tournée que se seguiu teve grande êxito. Pela primeira vez, Zucchero convidou uma vocalista para cantar ao seu lado, a inglesa Lisa Hunt. O cantor Joe Cocker também participou em alguns shows.
O quinto álbum de estúdio de Zucchero, “Oro, Incenso & Birra”, foi lançado em 1993. O guitarrista Eric Clapton participou na faixa “Wonderful World”. “Diamante”, um dos maiores sucessos do cantor italiano, apareceu pela primeira vez neste disco. No mesmo ano, Zucchero e Clapton uniram-se numa curta tournée europeia (apenas 12 dias).  Na mesma época, o cantor gravou o single “Senza una donna” ao lado de Paul Young. A canção atingiu os lugares cimeiros dos tops europeus e ficou em 4º lugar nos tops americanos.
Miserere” foi o seu sexto disco, lançado mundialmente em 1994. A faixa-título é um dueto com Luciano Pavarotti, enquanto a versão em inglês da canção conta com a participação de Bono Vox (U2). Foi vendido um milhão e meio de cópias de “Miserere”, a nível mundial.
Ainda em 1994, Zucchero e Pavarotti deram início a um projecto idealizado por ambos, Pavarotti & Friends, que acabou por se tornar um dos mais importantes eventos musicais do mundo. No show, que é realizado anualmente, músicos populares e clássicos encontram-se e a receita arrecadada é doada a instituições de caridade. Artistas como Elton John, Sheryl Crow, Eric Clapton, Michael Bolton e outros já participaram no evento desde a sua criação.
O álbum “Diamante” foi lançado em 1995, com a participação do argentino Fito Paez. Logo após o lançamento do trabalho, Zucchero fez uma tournée pela América do Sul e, em seguida, participou na reedição do Festival de Woodstock, sendo o único músico italiano no evento.
Em 1996, gravou “Spirito di vino”, ao lado do coral da cidade de Nova Orleães (EUA), que vendeu dois milhões de cópias.
Em 1999, cantou a sua música “My love” com os Scorpions num show desta banda e, no ano seguinte, participou no projecto Moment of Glory daquele grupo alemão de rock, juntamente com a Orquestra Filarmónica de Berlim. Zucchero participou em canções como “Send me An Angel” e “Big City Nights”, grandes hits daquela banda.
Ganhou dezenas de discos de platina, de diamante e de ouro pelo mundo fora, sobretudo na Europa (incluindo Portugal) e nas Américas. Zucchero canta em italiano, inglês, espanhol e, em 2011, gravou um disco em francês (“L'écho des Dimanches”). Lançou a carreira de vários artistas italianos, entre eles Andrea Bocelli.

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Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muito mais...