quinta-feira, 31 de agosto de 2006

EFEMÉRIDECharles Baudelaire, poeta francês dos maiores, morreu em Paris no dia 31 de Agosto de 1867. Nascera na mesma cidade em 9 de Abril de 1821. Percursor do simbolismo, foi ele que lançou as bases da poesia moderna.
Estudou no Colégio Real de Lyon e no Colégio Louis-Le-Grand, de onde foi expulso por não querer mostrar um bilhete que lhe foi passado por um colega.
Em 1840, foi enviado pelo padrasto - preocupado com a sua vida desregrada - para a Índia, mas nunca chegou ao destino. Parou nas Ilhas Maurícias e voltou à Paris. Ao atingir a maioridade, entrou na posse da herança do pai. Durante dois anos viveu entre drogas e álcool. Em 1844 a mãe acusou-o em justiça, acusando-o de perdulário e a sua fortuna ficou nas mãos de um tutor.
Em 1857 publicou As flores do mal contendo 100 poemas. O livro foi acusado, pelo poder público, de ultrajar a moral. Os exemplares foram apreendidos e o escritor e a editora objecto de multas.
Após uma existência das mais atribuladas, Baudelaire morreu vítima de sífilis, quando mal começava a ser reconhecida a sua influência duradoura sobre a evolução da poesia. Está sepultado no Cemitério de Montparnasse em Paris, junto dos restos mortais do seu padrasto, que ele odiava, e de sua mãe.

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

BURLA NO MULTIBANCO

Veja neste site, os métodos utilizados e alguns conselhos:

http://www.lusawines.com/public/prevencaoATM.swf











A Vingança dos Animais...
Cuidado!!
A companhia de aviação AIR FRANCE foi fundada no dia 30 de Agosto de 1933.
No dia do seu aniversário, saúdo todos os seus colaboradores ainda no activo, todos os que estão actualmente na reforma e relembro com saudade todos aqueles que já nos deixaram.
Estive 47 anos ao seu serviço (1953-2000) e orgulho-me do passado vivido em comum.
Bons voos através dos céus de todo o Mundo!
RECOMENDAÇÃO MÉDICA

Um sujeito vai ao médico fazer exames de rotina. O médico, depois de o examinar, pergunta:
— O senhor fuma?
— Um pouco
- diz o paciente.
— Tem que parar de fumar. Bebe?
— Um pouquinho.
— Tem que parar de beber. Sexo?
— Bem pouquinho.
— Tem que fazer muito sexo, pois isso irá ajudá-lo muito.
Ele então vai para casa e conta para sua mulher o que o médico lhe disse e, imediatamente, vai tomar um banho. A mulher, esperançosa, enfeita-se, perfuma-se, põe o seu melhor baby-doll e fica à espera.
Ele sai do banho, começa a vestir-se e a mulher, surpresa, pergunta:
— Aonde é que vais?
— Não ouviste o que o médico me disse?
- respondeu ele de pronto!
— Sim, ouvi, mas eu estou aqui, prontinha para ti.
Então ele dispara:
— Ah, não! Lá vens tu de novo com essa mania de remédios caseiros!
EFEMÉRIDE - Nicolau Nasoni, arquitecto italiano que desenvolveu muito do seu trabalho em Portugal, especialmente na cidade do Porto, morreu nesta cidade nortenha em 30 de Agosto de 1773. Nascera em San Giovanni Valdarno, Itália, no dia 2 de Junho de 1691.
Antes de se mudar para a Cidade do Porto, Nasoni viveu em Siena, Roma e, mais tarde, em Malta, onde deu os primeiros passos na arquitectura e onde pintou um tecto no Palácio de Valeta, em 1724.
Não é conhecida a data exacta em que chegou à cidade do Porto. Sabe-se apenas que, em Novembro de 1725, já estava a fazer uma pintura na Sé do Porto.
Um fidalgo portuense, padrinho de um dos seus filhos, empregou Nasoni na obra da Casa e Jardim da Quinta da Prelada. Sob a influência deste mesmo fidalgo, em 1731, foi-lhe pedido para projectar a Igreja dos Clérigos, trabalho que o ocupou durante mais de 30 anos.
Em 1731, Nasoni voltou a casar-se, desta vez com uma portuguesa, Antónia Mascarenhas Malafaia, da qual teve 5 filhos.
Um pouco no espírito da Renascença italiana, Nasoni dedicou-se igualmente a inúmeros trabalhos artísticos, desde pintura a ourivesaria, uma especialidade tradicional da região do Porto.
Na arquitectura, salienta-se o Palácio do Freixo (Porto), a Igreja do Bom Jesus (Matosinhos), o Palácio de S. João Novo (Porto), o corpo central do Palácio de Mateus (Vila Real) e, obviamente, a Igreja e a Torre dos Clérigos no Porto. (ver imagem)Acabou por morrer na pobreza e foi sepultado na «sua» Igreja dos Clérigos, muito embora não se conheça o local exacto onde se encontra o túmulo. Não existe nenhuma fotografia nem gravura deste artista.

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Doença de Alzheimer...
(clique em cima da imagem, para a aumentar)
EFEMÉRIDE - Ingrid Bergman, notável actriz sueca, nasceu em Estocolmo no dia 29 de Agosto de 1915, tendo falecido em Londres, em 1982, precisamente no dia em que completava 67 anos.
Estudou na Escola Real de Arte Dramática de Estocolmo e, ainda antes de terminar o curso, estreou-se no cinema. Em dois anos participou em nove filmes.
Já famosa na Suécia, Ingrid foi para Hollywood em 1939, sendo a actriz principal de "Intermezzo". A partir daí, o mundo inteiro rendeu-se à actriz , que interpretava do mesmo modo vibrante tanto uma mulher do povo como uma princesa.
Foi premiada com três Óscares e participou em numerosos filmes, alguns tendo ficado como clássicos do cinema americano, como Casablanca.
Morreu depois de lutar durante seis anos contra um cancro (câncer) nos seios e de fazer duas mastectomias. Numa entrevista que concedeu, um ano antes de falecer, Ingrid disse que recusava render-se à doença e que, por isso, continuava a fumar e a beber vinho, sobretudo champanhe.
Foi cremada em Estocolmo e uma parte das suas cinzas foi dispersa no mar, a outra parte foi inumada na capital sueca.
A título póstumo foi ainda galardoada com um Emmy, como melhor actriz dum folhetim televisivo (Uma Mulher Chamada Golda), que relata a vida da Primeira-ministra israelita Golda Meir.
Bergman falava correctamente sueco, alemão, francês, inglês e italiano. Tem uma estrela no «Passeio da Fama» em Hollywood
No primeiro aniversário da sua morte, vários amigos e parentes prestaram-lhe homenagem no Festival de Veneza, entre eles Gregory Peck, Audrey Hepburn, Charlton Heston, Roger Moore, Olivia de Havilland e o Príncipe Alberto do Mónaco.
Escreveu uma autobiografia que foi um best-seller (My Story).

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

EFEMÉRIDE O conde Liev Nikoláievich Tolstói, escritor russo muito influente na literatura e política de seu país, nasceu em Iasnaïa Poliana, na Rússia, em 28 de Agosto de 1828 do calendário Juliano, 9 de Setembro do calendário gregoriano, e morreu em Astapovo no dia 7 ou 20 de Novembro de 1910, segundo os referidos calendários.
Juntamente com Dostoiévski, Leão Tolstoi foi um dos grandes da literatura russa do século XIX. As suas obras mais famosas são Guerra e Paz e Anna Karenina.
Membro da nobreza, Tolstoi serviu no exército durante as guerras do Cáucaso e durante a Guerra da Crimeia. Estas experiências acabaram por fazer dele um pacifista.
Guerra e Paz é uma obra monumental, onde Tolstoi descreve dezenas de personagens durante a invasão napoleónica de 1812, na qual os russos incendiaram Moscovo.
Ele e os seus pensamentos de anarquismo cristão tiveram grande influência em Gandhi, que trocou cartas com ele até à sua morte, em 1910
Desde a infância, mais precisamente depois da morte do pai, considerava a vida um absurdo. Recusava a hipocrisia das relações sociais, rejeitava o Estado e a Igreja e considerava que a arte só valia a pena se fosse acessível às pessoas mais simples.
Esperantista convicto, era favorável à utilização internacional do Esperanto, dizendo que tinha aprendido esta língua apenas em dez horas.
Tolstoi tentou doar as suas propriedades aos pobres, mas a família impediu-o. No fim da vida, partiu de casa como um vagabundo, suportou muito frio e acabou por morrer de pneumonia na estação ferroviária de Astapovo, como um sem abrigo.


NB – Para que não restem dúvidas, calendário gregoriano é o nosso calendário actual e calendário juliano era o calendário utilizado na Rússia na época de Tolstoi.

domingo, 27 de agosto de 2006

Publicidade da Aspirina no Dia das Mães
EFEMÉRIDE - Dom Hélder Pessoa Câmara, arcebispo de Olinda e Recife, faleceu no Recife em 27 de Agosto de 1999, tendo nascido em Fortaleza no dia 7 de Fevereiro de 1909.
Ordenado padre no dia 15 de Agosto de 1931, foi nomeado bispo auxiliar do Rio de Janeiro no dia 3 de Março de 1952 e ordenado bispo aos 43 anos de idade.
Em 12 de Março de 1964, foi designado para Arcebispo de Olinda e Recife, Pernambuco, cargo que exerceu até 2 de Abril de 1985.
Destacou-se na defesa dos direitos humanos e políticos no Brasil. Teve participação activa no Concílio Vaticano II, sendo um dos proponentes e signatários do Pacto das Catacumbas, um documento assinado por cerca de 40 padres conciliares no dia 16 de Novembro de 1965, nas catacumbas de Domitila, em Roma. Este pacto teve forte influência na Teologia da Libertação.
Marginalizado pelo episcopado brasileiro e oponente à ditadura dos generais (1964/1985), fez uma série de conferências na Europa, especialmente em França, durante as quais denunciou a situação de pobreza no terceiro-mundo, a guerra do Vietname e a violência da ditadura brasileira.
Próximo dos movimentos não-violentos, desejava que os futuros padres fossem não só formados em teologia mas também na acção social. Referia-se muitas vezes a Gandhi e a Martin Luther King.
Em 1977, participou na Conferência dos Bispos da América Latina sobre a não-violência.
Foi doutor honoris causa nas universidades de Leuven (1970), Chicago (1974), Amesterdão (1975) e Uppsala (1977).
João Paulo II homenageou-o quando da viagem ao Brasil em 1979, mas nomeou em 1985 um sucessor que se encarregou de ignorar toda a sua acção pastoral.
O seu engajamento valeu-lhe críticas da burguesia brasileira, o que o levou a dizer: «Quando alimento os pobres, dizem que sou um santo. Mas quando pergunto porque os pobres não têm comida, chamam-me comunista…».
OS HOMENS SÃO TÃO INGÉNUOS...

Onze pessoas estavam penduradas numa corda num helicóptero.
Eram dez homens e uma mulher.
Como a corda não era forte o suficiente para segurar todos, decidiram que um deles teria que se soltar da corda.
Eles não conseguiram decidir quem, até que, finalmente, a mulher disse que se soltaria da corda pois elas estão acostumadas a largar tudo pelos seus filhos e marido, dando tudo aos homens e recebendo nada de volta e que os homens, como criação primeira do mundo, mereceriam sobreviver, pois eram também mais fortes, mais sábios e capazes de grandes façanhas...
Quando ela terminou de falar, todos os homens começaram a bater palmas...
E caíram da corda…
Nunca subestime o poder e a inteligência de uma mulher...

sábado, 26 de agosto de 2006

NADA DE PRECIPITAÇÕES…

Um dia, o marido chega mais cedo a casa, ouve a mulher falando com alguém e pára antes de abrir a porta.
Muito preocupado, ele fica escutando a conversa:
— Vou mudar de posição um pouquinho - diz a mulher.
- Agora mexa devagarinho que eu vou acompanhando. Se eu colocar o espelho perto da janela dá para você ver também. Isso! Está ficando bom...
Indignado, o marido não acredita no que está escutando, ele continua atrás da porta enquanto sua mulher fala:
— Continue, continue! Aí, achou o ponto... Segure um pouquinho aí... Óptimo! Perfeito! Pode descer agora... Quer beber alguma coisa? Sabe que meu marido já tentou essa posição, mas não funcionou de jeito nenhum?
No dia seguinte o coitado era manchete em todos os jornais da cidade:
"Cego de ciúme, marido mata o instalador de antenas de TV, com vinte tiros".
O NOVO PADRE

Padre novato e bonitão chega à Paróquia, em substituição ao velho Cura que se aposentou.
No seu primeiro dia de trabalho, recebe uma paroquiana que quer se confessar.
No escurinho do confessionário:
- Padre, perdoe-me porque pequei... diz a voz feminina.
- Diga-me, filha, quais são teus pecados?
- Padre, o demónio da tentação se apoderou de mim, pobre pecadora!
- Como é isso, filha?
- É que quando falo com um homem, tenho sensações no meu corpo que nem sei como descrevê-las!
- Filha, eu também sou um homem!
- Sim, Padre, por isso é que eu vim confessar-me com o senhor!
- Bem, filha, como são essas sensações?
- Não sei como explicá-las, por exemplo, agora meu corpo se rebela em ficar ajoelhada e necessito ficar mais a vontade!
- Sério?
- Sim, quero relaxar e ficar estendida;
- Filha, estendida como?
- De costas com o piso, até que me passe a tensão;
- E o que mais?
- É, vamos dizer, como se eu tivesse um sofrimento que não encontro conforto.
- E o que mais?
- É como esperar um pouco de calor que me alivie;
- Calor?
- Calor, Padre, calor humano que alivie meu padecer;
- É tão frequente essa tentação?
- Permanente, Padre, por exemplo, agora me imagino que suas mãos estão sobre a minha pele e me sinto aliviada;
- Filha!!!!
- Sim, Padre, perdoe-me, mas tenho urgência de que alguém forte me pegue em seus braços, me acaricie e dê o alívio que preciso!
- Por exemplo... Eu?
- Por exemplo... Você é a classe de homem que imagino poder me aliviar.
- Perdoa-me, filha, mas preciso saber qual é a tua idade?
- Oitenta e quatro!
- Olhe filha, reze 3 Padres-Nossos e 3 Ave-marias e vá em Paz. O teu caso é reumatismo
CONFISSÃO

Um homem casado vai confessar-se:
- Eu quase pequei...
E o padre:
- Que quer dizer com "quase"?
- Encostei meu... na empregada... Mas, na hora eu não enfiei, eu parei. Por isso, foi "quase"!
- Encostar é a mesma coisa que enfiar... Você pecou, meu filho! Reze vinte ave-marias e colabore com dez euros para as obras da igreja, que será perdoado!
O homem sai do confessionário, reza vinte ave-marias, procura uma nota de dez euros na carteira e vai até a caixa das esmolas. Encosta a nota na fenda, mas recua e guarda o dinheiro de volta.
O Padre, que estava espiando, grita:
- Eu vi isso, pecador! Você não enfiou o dinheiro na caixa de donativos!
- Foi o senhor mesmo quem disse que encostar é a mesma coisa que enfiar!
EFEMÉRIDE - Guillaume Apollinaire, escritor e crítico de arte francês, de seu nome verdadeiro Wilhelm Albert Vladimir Apollinaris de Waz-Kostrowitcki, nasceu em Roma no dia 26 de Agosto de 1880, tendo morrido na Cidade da Luz em 9 de Novembro de 1918.
Filho de um oficial italiano e de uma condessa polaca, cedo se tornou uma das figuras mais populares do bairro boémio parisiense de Montparnasse. Teve como amigos e colaboradores Pablo Picasso, Max Jacob, Blaise Cendrars e Jean Cocteau, entre muitas outras figuras de destaque. Chegou a estar preso durante uma semana, suspeito de envolvimento no roubo do quadro Gioconda.
Em 1909 publicou o seu primeiro livro e tornou-se em breve o principal poeta francês dos princípios do século XX. Escreveu igualmente novelas e romances eróticos
Alistou-se como voluntário na 1ª Guerra Mundial em 1914 e cantou-a em poesia, considerando-a um belo espectáculo. Foi ferido gravemente na cabeça em 1916.
Morreu dois anos depois, vítima da gripe espanhola. Foi enterrado no célebre cemitério Père Lachaise em Paris.

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

EFEMÉRIDE - Truman Streckfus Persons, escritor norte-americano, conhecido como Truman Capote, morreu em Los Angeles no dia 25 de Agosto de 1984. Nascera em Nova Orleães em 30 de Setembro de 1924.
Aos 17 anos, abandonou os estudos e foi leitor de guiões, empregado de escritório do New Yorker Magazine, onde publicou também os seus primeiros textos, e bailarino num barco fluvial.
Em 1933 partiu para Nova Iorque, onde foi viver com a sua mãe e padrasto. Será aliás em homenagem a este último, Joseph Capote, que ele adopta, em 1935, o nome literário de Truman Capote.
Após o grande êxito do seu primeiro romance (Other Voices, Other Rooms, 1948) dedicou-se totalmente à literatura.
Em 1958, obtém outro êxito, mas o seu grande sucesso foi A Sangue Frio (1966), obra com que iniciou um género por ele denominado romance-documento ou romance de não-ficção). Nele reconstrói minuciosamente um facto real (um crime feroz), a personalidade das vítimas e dos jovens assassinos. O livro é um penetrante estudo dos Estados Unidos do momento, com os seus contrastes, a tentação do delito, etc. Posteriormente publica Music for Chameleons. Escreve também guiões para filmes e um musical para a Broadway.
Teve como amigos Tennessee Williams, Norman Mailer e Lee Radzivill, a irmã de Jacqueline Kennedy.
Homossexual, alcoólico e toxicómano, Truman Capote deixou uma obra considerada importante na segunda metade do século XX.

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Para ganhar votos...
Pensamento profundo
EFEMÉRIDE - Jorge Luís Borges, escritor, poeta e ensaísta argentino mundialmente conhecido, nasceu em Buenos Aires no dia 24 de Agosto de 1899. Com ascendência portuguesa por parte do pai e britânica por parte da mãe, estudou e viveu em Itália e na Suiça de 1914 a 1921.
Com sete anos de idade, escreveu o seu primeiro conto e, quando tinha nove anos, traduziu "O Príncipe Feliz" de Óscar Wilde, para o jornal "El País".
Em 1921, de regresso à Argentina, fundou Proa, revista vanguardista, e começou a publicar crítica literária em diversos periódicos, ampliando posteriormente as suas actividades com conferências, aulas, trabalhos editoriais e traduções.
A partir de 1935, iniciou uma série de obras com histórias fantásticas que deixou seguidores geniais como por exemplo Gabriel Garcia Marquez. A crítica europeia colocou-o ao lado de Marcel Proust, Franz Kafka, T.S. Eliot, James Joyce e Italo Calvino.
Como a grande maioria dos intelectuais da época, Borges opôs-se ao fascismo durante a II Guerra Mundial. Na década de 40, enfrentou igualmente o ditador argentino Juan Perón. enquanto ele permaneceu no poder. Após a sua queda, Borges foi nomeado director da Biblioteca Nacional.
Nos anos 50, deu aulas de Literatura Inglesa na Universidade de Buenos Aires e presidiu à Associação Argentina de Escritores.
A partir da década de 50, afectado por progressiva cegueira, passou a dedicar-se sobretudo à poesia, produzindo obras notáveis. Ficou totalmente cego em 1956, continuando no entanto a produzir obras literárias. Aliás. a década de 60 seria um dos seus períodos mais criativos.
Aos 87 anos, sentindo a morte chegar, foi para Genebra, onde morreria em 14 de Junho de 1986.

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

EFEMÉRIDERodolfo Valentino, actor italiano, de seu verdadeiro nome Rodolfo Alfonso Raffaello Piero Filiberto Guglielmi di Valentina d'Antoguolla, morreu em Nova Iorque no dia 23 de Agosto de 1926. Nascera em 6 de Maio de 1895 em Castellaneta (Apúlia, Itália), no mesmo ano em que foi inventado o cinema.
Se bem que possuindo uma imaginação fora do comum, foi um mau aluno, pouco interessado pelas rotinas escolares e desafiando mesmo os professores.
Com quinze anos, tentou inscrever-se numa academia militar, mas foi recusado porque o seu volume pulmonar era demasiado pequeno. Acabou por se diplomar em Ciências de Agronomia mas, quando de longos períodos passados em França, tornou-se dançarino.
No Natal de 1913, partiu para os Estados Unidos. Em pouco tempo esgotou as suas economias, conhecendo a pobreza e sobrevivendo graças a pequenos trabalhos, como paquete e jardineiro. Conseguiu finalmente um lugar de dançarino, ganhando renome sobretudo pela sua interpretação do tango argentino.
Tentado pelo cinema, começou a fazer pequenas interpretações em filmes secundários. Viria a ser o actor principal de «Os quatro cavaleiros do Apocalipse», que foi um grande êxito. Rodolfo Valentino tornava-se assim na primeira estrela latina do cinema americano. Seguiram-se vários filmes triunfais. Foi considerado o principal autor do momento e o impacto sedutor sobre o público era colossal. O seu magnetismo e erotismo fascinavam as mulheres e atiçavam o ciúme dos homens.
Nos anos 20, deslocou-se à Europa e teve um acolhimento inesquecível na sua terra natal.
Rodolfo Valentino aparecia cada vez mais maquilhado nos filmes e foi acusado de feminizar a imagem do homem americano. Chegou a desafiar para um combate de boxe o crítico de um jornal de Chicago...
Rodolfo morreu em 1926, com 31 anos de idade, vítima de septicemia, no seguimento de operação cirúrgica a uma úlcera gástrica aguda. Caiu fulminado num passeio de Manhattan.
Cerca de 100 000 pessoas acompanharam o seu funeral. Diz-se que várias mulheres desesperadas se suicidaram ao saber da sua morte. No estúdio onde habitara, continuou a ser recebido, ao longo dos anos 30, muito correio a ele destinado e enviado pelos seus fãs.
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terça-feira, 22 de agosto de 2006

EFEMÉRIDE - Claude-Achille Debussy, músico e compositor francês, nasceu em Saint-Germain-en-Laye, localidade perto de Paris, no dia 22 de Agosto de 1862, tendo falecido na capital francesa em 25 de Março de 1918.
O pai de Debussy tinha uma pequena loja de porcelanas em Saint-Germain mas, depois de abrir falência, a família mudou-se para Paris, passando a habitar no bairro boémio de Montmartre . Não havia nenhum antepassado músico na família, mas uma parente, que se apercebeu do excepcional talento do pequeno Claude, aconselhou a família a matricular o menino nas aulas de piano. Assim, aos 10 anos, entrou no Conservatório de Música de Paris.
No final do século XIX, a sociedade parisiense fervilhava de novidades: a pintura impressionista de Manet, Van Gogh e Renoir; a poesia inovadora de Baudelaire, Verlaine e Rimbaud; os romances sociais de Honoré de Balzac e Victor Hugo. As artes renovavam-se para inaugurar o novo século. Foi nesse contexto que nasceu a obra de Debussy. Criando a sua própria linguagem e buscando inspiração nos poetas e pintores, a sua música possui as cores e luzes do impressionismo, descrevendo o mundo em harmonias inovadoras para a época.
Por volta de 1910 foi-lhe diagnosticado um cancro que afectaria consideravelmente a sua saúde. Abandonou muitos projectos, como a composição de algumas óperas. Após duas operações, o seu estado não melhorou, bem pelo contrário.
A morte de um dos mais geniais músicos de sempre, em 1918, passou quase despercebida, enquanto o exército alemão atacava Paris…

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

(recebido por e-mail)
EFEMÉRIDE - Maria Quitéria de Jesus, uma militar brasileira, heroína da Guerra da Independência morreu em Salvador no dia 21 de Agosto de 1853. Nascera em 27 de Julho de 1797, no sítio Licurizeiro, em São José das Itaporocas (Cachoeira), na Baía.
Órfã de mãe aos nove anos, assumiu o comando da casa e a criação dos dois irmãos mais novos.
Tornou-se numa mulher bonita, altiva e de traços marcantes. Caçava e manejava armas de fogo. Tornou-se soldado em 1822, quando o Recôncavo Baiano lutava contra os portugueses a favor da consolidação da independência do Brasil. O historiador Bernardino José de Souza, autor de Heroínas Baianas, explica que no dia 6 de Setembro daquele ano, instalou-se na Vila de Cachoeira, a 80 km da Serra da Agulha, local onde morava a família de Maria Quitéria, o Conselho Interino do Governo da Província. O Conselho defendia o movimento pró-independência da Baía e visava obter adesões voluntárias para as suas tropas.
Maria Quitéria mostrou-se interessada no alistamento, mas foi advertida pelo pai de que as mulheres não iam à guerra. Ela então fugiu e, ajudada pela sua irmã Teresa, cortou os cabelos, vestiu a farda do cunhado e ainda tomou emprestado o seu apelido (Medeiros). Ingressou no Regimento de Artilharia onde permaneceu até ser descoberta, semanas depois. Foi então transferida para o Batalhão dos Periquitos e à sua farda foi acrescentado um saiote.
A sua bravura e habilidade no manejo das armas foram destacadas desde o começo da sua vida militar. No combate da Pituba, em Fevereiro de 1823, atacou uma trincheira inimiga e fez vários prisioneiros. Em Abril do mesmo ano, na barra do Paraguaçu, ao lado de outras mulheres e com água por altura dos seios, avançou contra uma barca portuguesa impedindo o desembarque dos adversários. Em Julho seguinte, quando o Exército Libertador entrou na cidade de Salvador, foi saudada e homenageada pela população. No dia 20 de Agosto foi recebida, no Rio de Janeiro, pelo imperador D. Pedro, que lhe ofereceu a Condecoração de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro e um soldo de alferes. Maria Quitéria aproveitou a ocasião para pedir a Dom Pedro uma carta solicitando ao pai que a perdoasse.
Retornou à fazenda Serra da Agulha e, meses depois, casou-se com o lavrador Gabriel Pereira de Brito, com quem teve uma única filha, Luísa Maria da Conceição. Em 1835, já viúva, mudou-se para Feira de Santana, acabando por ir para Salvador, onde morou até ao final da sua vida, sobrevivendo unicamente com seu ordenado de alferes.

domingo, 20 de agosto de 2006

EFEMÉRIDE - Hugo Eugenio Pratt, autor de Banda Desenhada italiano, criador de Corto Maltese, morreu em Lausana na Suiça, vítima de cancro (câncer), em 20 de Agosto de 1995. Nascera em Rimini, na Itália, no dia 15 de Junho de 1927.
Em 1945, iniciou-se na BD e a sua colaboração na revista Asso di Picche valeu-lhe um convite para trabalhar na Argentina, onde esteve de 1949 até 1952.
Em 1967, após cinco anos difíceis, conheceu Florenzo Ivaldi, um empresário genovês que adorava a BD. Decidiram lançar uma revista mensal, onde apareceram as primeiras pranchas de Una Ballata del Mare Salato (A Balada do Mar Salgado), tendo como personagem Corto Maltese. A publicação da revista foi interrompida em Dezembro de 1969.
Entre Abril de 1970 e Abril de 1973 publicou 21 episódios, a convite de George Rieu, chefe de redacção da revista francesa Pif. Escreveu também a série «os Escorpiões do Deserto».
A partir da segunda metade dos anos 70 e nos anos 80, Hugo Pratt desenvolveu novas aventuras de Corto Maltese, que o consolidaram como um dos grandes criadores do século XX.
Entre os seus seis filhos, conta-se Victoriana, que terá agora 41 anos, filha duma Baiana, de apelido Santos, e Tebocua, com a mesma idade, filho duma índia da tribo Xavantes da Amazónia.
Tanto a sua vida como a sua obra retratam bem o seu gosto pelas viagens, pela aventura, pelo esoterismo, pelo mistério e pela poesia.

sábado, 19 de agosto de 2006

EFEMÉRIDE - Gabrielle Bonheur Chanel, mais conhecida como Coco Chanel, nasceu em Saumur, França, no dia 19 de Agosto de 1883, tendo falecido em 10 de Janeiro de 1971. Importante estilista, foi uma mulher à frente do seu tempo. As suas roupas ainda hoje influenciam a moda mundial.
Em 1903, com 20 anos, Gabrielle saiu do colégio interno onde estava, tentou procurar emprego na área do comércio, dançou como bailarina e fez algumas tentativas no Teatro.
Em 1910, em Paris, Coco conheceu o grande amor da sua vida, um milionário inglês chamado Artur Boyle que a ajudou a abrir a primeira loja de chapéus. A loja Chanel tornou-se um sucesso e apareceu nas revistas de moda mais famosas de Paris.
Com Artur, Chanel frequentou os meios mais sofisticados da Cidade da Luz. Algum tempo depois, Boyle acabou a sua relação com Gabrielle e casou com uma inglesa. Meses mais tarde, ele morre num desastre de aviação. Após este desgosto duplo, Chanel abre a sua primeira casa de costura e comercializa os seus chapéus. Nessa mesma casa começa a vender roupa para praia e para montar a cavalo. Inventaria também as primeiras calças para mulher.
No início dos anos 20, Chanel conhece e apaixona-se pelo príncipe russo Dimitri Paulovitch, que tinha fugido da Rússia. A sua relação com Paulovitch vai fazer com que Chanel comece a desenhar roupas com bordados do folclore russo e para isso contratou 20 bordadeiras. Neste período, Chanel vai conhecer muitas personalidades importantes, tais como: Picasso, Luchino Visconti, Greta Garbo etc.
As suas roupas vestiram as grandes actrizes de Hollywood e o seu estilo ditava moda em todo o mundo. Além de confecções próprias, desenvolveu perfumes com a sua marca. Em 1936, criou o perfume que a iria converter numa super celebridade em todo mundo. O nome do perfume era nº 5, porque era o seu algarismo da sorte. Depois deste perfume, também iria criar o nº 17, que não teve o êxito do anterior.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Chanel fechou a sua casa e envolveu-se amorosamente com um oficial alemão. Reabriu-a mais tarde, mas os franceses deixaram de frequentar a sua loja. Nesta década, Chanel vai ter muitos problemas económicos. Para se manter, começou a vender roupas para a América e foi residir na Suíça.
Após a morte do Presidente Kennedy, sua viúva Jacqueline, admiradora da Chanel, fez com que ela começasse a reaparecer nas revistas de moda, com a criação do seu tailleur (casaco, fato e sapatos), e também que voltasse a residir em França.
Morreu no Hotel Ritz, onde habitava, no ano de 1971, tendo assistido ao seu funeral centenas de pessoas que trajavam as suas roupas.

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

NA DISCOTECA
Noite adentro, um senhor , chegando de viagem, toma um táxi no aeroporto e pede ao motorista para o levar a casa.
No caminho, vê uma senhora a entrar numa discoteca. Reconhecendo a mulher, pede ao taxista para voltar atrás. Tirou do bolso um maço de notas e disse-lhe:
- Aqui estão duzentos euros. São seus se tirar de dentro aquela mulher vestida de vermelho que acaba de entrar. Mas tire-a cobrindo-a de porrada, sem contemplações, porque aquela desgraçada é a minha esposa.O taxista, que andava na pior, aceita e entra na discoteca. Cinco minutos depois sai, arrastando uma mulher pelos cabelos, com o rosto sangrando, toda desgrenhada, e gritando todos os impropérios que se possam imaginar.
O senhor no táxi vê a cena e percebe, horrorizado, que a mulher está vestida de verde e sai correndo para alertar o taxista do erro.
- PARE! PARE! O senhor errou. Como o senhor confundiu vermelho com verde? O senhor é daltónico?Ao que o taxista retruca:
- Fique tranquilo... Esta é a minha... Já volto lá pra pegar a sua!
ALMADA & FUTURO
(quadras)


No São João em Almada
Meu futuro iniciei
Conheci a minha amada
No ano a seguir casei

«Futuro vai ser feliz
Almada, minha cidade!»
- É São João quem o diz
E nunca falta à verdade
(a)

Almada, minha beldade
Que veneras São João
O Futuro e tu, Cidade
Enchem o meu coração

Beijos apagam fogueira
Que arde no coração
Almada namoradeira
Dá-nos futuro à paixão

O futuro a Deus pertence
Lá diz um velho rifão
Só Almada me convence
A brincar no São João

Almada linda cidade
Que venera São João
Futuro tem tanta idade
Não cabe no coração




(a) – Menção Honrosa no Concurso de Quadras Populares – Câmara Municipal de Almada - 2006


O Mundo só pode ser
Melhor do que até aqui,
- Quando consigas fazer
Mais p’los outros que por ti!
António Aleixo



MUNDO MELHOR


O Mundo só pode ser
Pior do que está agora,
Se tu não quiseres saber
De como é que ele se melhora.

Melhor do que até aqui
É um lema a seguir
Que só depende de ti
E de todos que hão-de vir.

Quando consigas fazer
Mesmo tudo o que é preciso,
Poderás então viver
Expressando o teu sorriso.

Mais p’los outros que por ti!
- Deixa de ser egoísta
E constrói o Mundo aqui
De maneira nunca vista.
SANTO ANTÓNIO DE LISBOA
(quadras com 2 versos obrigatórios)



Santo António folgazão
Entra na marcha a cantar

E alegra o coração
Dos noivos que vão casar


Santo António folgazão
Entra na marcha a cantar
E enche meu coração
Do amor que tens p’ra dar


Santo António folgazão
Entra na marcha a cantar

Traz o Menino p’la mão
Que ele também quer brincar

O SILÊNCIO
(quadras)


Por estranho que pareça
O silêncio se pensado
Entra na nossa cabeça
Como se fora escutado

O silêncio é bem melhor
Que ficar arrependido:
- Haverá coisa pior
Que palavras sem sentido?

Silêncio pode dizer
O que a mente quer calar:
- Se o souberes entender
O amor podes achar!

Tu deves ficar calado
Para evitar baboseiras
O silêncio é desejado
Para não dizeres asneiras



quinta-feira, 17 de agosto de 2006

OS NOSSOS ARTISTAS
 
É consensual a opinião de que os artistas, quando são notáveis, contribuem para a riqueza e prestígio duma nação, seja na pintura ou no desenho, no circo ou na música, no canto ou no bailado, na escultura ou na arquitectura, na literatura ou na fotografia...
Uma pergunta, no entanto, se impõe: - Quem são verdadeiramente os nossos artistas? Serão só aqueles que levam, ou levaram, o nome do nosso País além fronteiras como, entre muitos outros, Paula Rego ou Bordalo Pinheiro, Lopes Graça ou Amália Rodrigues, Soares dos Reis ou Siza Vieira, José Saramago ou Eduardo Gageiro?
Um Mestre português, Agostinho da Silva se a memória não me atraiçoa, disse um dia que o Mundo seria melhor e mais culto quando cada um de nós se puder realizar fazendo apenas aquilo de que gosta e não tudo o que é obrigado a fazer para subsistir. Não me atrevo a tanto, embora saiba que «as utopias só o são até se realizarem», mas o meu deambular pelo país tem-me feito reflectir sobre o assunto.
Nas cidades, vilas e aldeias que tenho visitado, há gente que faz Cultura no quotidiano, sem parangonas nos jornais, com muito esforço e gastando por vezes dinheiro do próprio bolso. Nos Clubes, Academias e Associações Culturais e Recreativas, nas Associações de Reformados, nas Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia, até na Internet acompanhando as novas tecnologias. Igualmente no artesanato, mesmo a título individual.
É um cortejo de declamadores, de grupos de teatro, de grupos corais, de cantores, de grupos folclóricos, de bandas de música, de dançarinos e de artesãos. É também a organização de Certames Literários e de Jogos Florais, que trazem à luz do dia poetas e escritores desconhecidos do grande público. São os livros e discos com edições custeadas pelos próprios autores...
Todos estes homens e mulheres, país fora, acabam por fazer tanto ou mais pela Cultura do que aqueles cujos nomes sonantes, de vez em quando, aparecem nas primeiras páginas dos jornais e das revistas ou nos noticiários da rádio e da televisão. O mérito destes últimos é inquestionável, mas é pena que não se divulgue e não se apoie mais aqueles que oferecem os seus tempos livres e até a sua bolsa para divulgar a Cultura, recebendo em troca, por vezes, apenas invejas e incompreensões.
Eles são os verdadeiros Artistas que, tranquilamente, na sombra, sem alardes, desenvolvem o gosto pelas Artes, tanto sob o ponto de vista de dinamização da sua prática, como no de proporcionarem a sua divulgação e gosto junto das populações.
Eles são obreiros de projectos autónomos, com mais actos do que palavras, que a pouco e pouco vão transformando Portugal num país mais culto. Eles merecem, por isso, que os responsáveis políticos pelas áreas da Cultura não andem tantas vezes distraídos!

NB – 3º Prémio nos 36ºs. Jogos Florais Internacionais de Nossa Senhora do Carmo – Fuzeta - 2006
SEM RUMO


Ao acaso,
procuro um rumo ...
A noite cai.
Casas são apenas
silhuetas negras,
perfilando-se ao longe.
Chuva miúda,
impertinente,
ensopando-me a roupa,
em breve os ossos.
Finalmente, um café ...
Entro.
Rolos de fumo
e vozes, muitas vozes,
ruídos de chávenas
e conversas banais.
Saio.
A chuva cai sempre,
salpica, enlameia ...
Continuo a vaguear,
procurando algo de mim
que não consigo encontrar.


NB – Menção Honrosa nos 36ºs. Jogos Florais Internacionais de Nossa Senhora do Carmo – Fuzeta - 2006

in «Público» 2006.08.03

SONETO DA (DES)ESPERANÇA


Deixando os meus pensamentos voar
relembro tudo o que não consegui.
Falhei desde o momento em que nasci
e triste vi o meu tempo acabar.

Tanta pobreza que vim encontrar,
tanto sofrimento que conheci.
Algumas boas mudanças eu vi
mas há tanto ainda por melhorar.

Penso nas lutas travadas em vão
e vejo a vida cada vez mais rude.
Agora só tenho por ambição

acreditar que a nossa Juventude
saberá transformar armas em pão
e cada defeito numa virtude!




A JUVENTUDE E O FUTURO
(quadras)

1

Meu sentimento mais puro
e minha maior virtude...
...É saber que o futuro
pertence à juventude.

2

Meu desejo mais profundo
é que a nossa juventude
consiga mudar o Mundo
e fazer o que eu não pude!

3

Ao olhar uma criança,
eu descubro bem no fundo...
...Um oceano de esperança
para transformar o Mundo.

4

Já batemos bem no fundo,
A mim já nada me ilude:
- Para transformar o Mundo
Só se for a juventude!
OS POLÍTICOS

Um autocarro cheio de políticos bate numa árvore algures numa zona rural.
O dono de uma casa vizinha testemunha o acidente, aproxima-se e encarrega-se de enterrar todos os políticos.
Alguns dias depois chega um investigador que, vendo o autocarro espatifado, pergunta ao dono da casa vizinha: "o que aconteceu aos políticos que estavam no autocarro?"
- Enterrei-os - respondeu o homem.
- Estavam todos mortos? - pergunta o investigador.
O homem responde:
"Havia alguns que diziam que não, mas você sabe como os políticos são mentirosos..."
O NOVO MÉDICO

Um jovem médico lisboeta, abriu um consultório numa pequena aldeia alentejana, onde só havia velhos.
No primeiro dia, começou por atender o Ti Augusto e aproveitou p’ra perguntar:
- Então Ti Augusto, aqui na terra não há meninas?
- Aqui na há nada! Só se for às Sêxtas-Fêras com a Égua!
- Respondeu o Ti Augusto.
Passado algum tempo, já o Médico andava a ganir de desejo, quando o Ti Augusto voltou à consulta:
- Então homem, hoje é Sexta-Feira, como é que é isso da Égua?
- Sendo 3 da tardi, o sôtori venha ter comigo à Bêra do riacho.
Quando lá chegou, encontrou uma fila enorme de homens, mas como era médico, toda gente o deixou passar à frente. Quando viu a Égua, o médico esqueceu os preconceitos e libertando o desejo reprimido, baixou as calças e montou-se no animal.
Ao fim de alguns minutos de relação, o Ti Augusto chega-se ao pé do médico e diz:
- Sôtori, ê na queria interrompêri, mas na canse a bichinha, porque ela é que nos vai levari p'ro outro lado do riacho, onde estão as mocinhas!

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Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muito mais...